Voz da Beira nº28 18-07-1914

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CRNDa +

 

CERTÃ, 18 DE JULHO DE 1914

AVENÇA É

 

DIRECTOR:

Dr. Antonio Victorino
ADMINISTRADOR;

A. Pedro Ramalhosa
EDITOR E PROPRIETARIO:

Fructuoso Pires

 

 

 

 

 

Bodação o ministração: pes :
Rua Br. Santos Balente om E = ;
CERTÃ. SEMANARIO INDEPENDENTE
ASSIGNATURAS DFEZA DOS INTERESSES DA COMARCA DA GERTÁ ANNUNCIOS

Anno, 15200 réis; Semestre, 600 réis
Brazil, (fracos) 59000 rs. Avulso, 30 rs.

Não se restituem os originaes

“VOZ DA BEIRA”

Devido ao bom acolhimento que
tem tido, sae hoje ampliado e me-
lhorado com novas secções o nosso
semanario.

Esperamos poder introduzir-lhe
no principio do seu segundo anno
importantes melhoramentos, procu-
rando, o mais possivel, tornal-o um
Jornal moderno.

Aproveitamos a ocasião para pre-
venir as nossos estimados assignan-
tes da capital e provincias,que ain+
da não satisfizeram a importancia
das suas assignaturas, de que va-
mos proceder pelo côrreio á respec-
tiva cobrança.

 

Estrada de Oleiros

Ha tantos anos que se fala n’es-
to melhoramento cuja necessidade
se apresenta aos poderes publicos
apadrinhado pelas melhores razões
de fomento agricola e imperiosos
motivos de ordem publica, que
quasi parece um crime dizer-se
que ainda agora -se vae tentar
qualquer cousa que determine a
sua conclusão. !

Bem haja o nosso corresponden-
te d’ali quando na sua ultima car-
ta veio trazer aos nossos leitores
essa noticia, filtrando-lhes no ani-
mo a grata esperança de que-o
Ex.” Governador Civil, ilustre
oleirense e um dos maiores pro-
prietarios d’aquele concelho, pro-
metera aos seus amigos interessar-
se n’este assunto.

EB é de Justo He MAMM Seja
nem outra cousa havia a esperar

de S. Ex.º, que, ilustrado como é,
terá muitas: vezes considerado e
ponderado na reflexão atenta das
dificuldades porque passa o seu
concelho, quanto os seus patrícios
“sofrem e hão prejudicados nos seus
negocios, nas suas industrias, e na
sua agricultura, com o isolamento
cerrado a que até hoje teem-sido
relegados. ;
. Alem do caminho velho, todo a
corta-mato, atravez uma região es-
sencialmente montanhosa, cortada
de algares e precipicios que das
encostas alpestres se despenham
sobre o-fundo dos. ribeiros cauda-
losos, Oleiros não tem tido até ho-
je outro meio de condução ou de
transporte para qualquer dos la-
dos por onde se orienta a sua a-
ctividades.

* Como consequencia d’esta difi-
culdade de circulação o comercio
não progride e a lavoura limita-se
ao necessario para 0 passadio. Pro-

dpzir mais para quê? se os merca-

e)
e

 

 

 

PUBLICA-SE AOS SABADOS
COMPOSTO E IMPRESSO NA minenva ceLINDA DE RAMALHOSA & VALENTE — CERTÃ

dos de consumo estão longe e o
carreto todo em carro de bois im-
plicaria pela sua demora uma
maior absorção, em despezas, do
preço da venda.

E’ caso de se dizer muitas ve-
zes a respeito de certos negocios
mal compeênsadores: não merece a
pena… e aos vleirenses, apezar
de toda a sua actividade e boa
vontade de reagirem contra as cir-
cunstancias naturaes do seu solo
adusto, não lhes valerá a pena tan-
to esforço emquanto não alcança-
rem ver concluida a sua estrada
de ligação com a Certã. Por ela
ao depois verão escoar muita d’es-
sa riqueza até hoje paralisada, que
lhe levará em troca çertos e indis-
cutiveis beneficios materiaes de que
carecem para o seu bem estar é
aproveitamento dos seus terrenos.

Hoje com o incremento dado por
toda a parte á viação acelerada
por meio do automobilismo, tanto
importa em condução de pessoas
como em transporte de carga, é
uma injuria ao Progresso dizer-se
que ha concelhos que ainda não
lograram ter o comodo sequer d’u-
ma viagem em diligencia.

E/ por isso justissima a alegria
que o nosso correspondente diz ter
aftorado ás faces de todos os olei-
renses pela promessa da conclusão
da estrada n.º 119 que S. Ex.* o
sr. Governador Civil tão exponta-
neamente lhes fez.

Este importante melhoramento,
sendo o primario “beneficio que
Oleiros ha tantos anos almeja dos

oderes publicos, virá por sua vez
+raduzu=se ER onte GoprasA DE JE
cros para a Certã que desde tem-
pos imemoriaes tem mantido com
a sua visinha Oleiros os laços d’u-
ma amisade sempre generosa e
leal, atravez das mesmas reclama-
ções e do mesmo desfavor politico.

Se hoje, mais pela ordem geo-
grafica do mapa politico da nação,
do que pela força e exame de suas
penosas condições, logra estar mais
em evidencia na escala do progres-
go, nem: por isso despreza ou es-

| quece nas suas reclamações a sua

velha companheira de ostracismo
com quem deseja manter sempre
uma linha de conduta que as an-
tigas alianças de familia já firma-
ram ha muito. DAS Re LS

Uunidos pela mesma convenien-
cia trabalhem os dois concelhos

‘afincadamente para a realisação

d’esse quasi sonho de tantos anos

que nos traz a ambos distanciados

do ampleso de parentesco regio-

nal. :

* A ambos interessa essa grande

obra que já nem pereco ser disçu-
Pra

 

 

Coisas & loisas …

Uma vergonha

Quando a morte roubou á Certão dr.
Guilherme Nunes Marinha, um numero-
so grupo d’amigos quiz honrar-lhe a
memoria colocando na Praça do Com-
mercio o seu busto em bronze.

Pois, leitores, o busto d’este grande
amigo da Gertã estã coberto de teias de
aranha!

Olhem que não é no Castello Velho,
que isto se passa, E” alli mesmo no

coração da villa, no centro da praça |
onde toca a musica às quinta-feiras, on- |

de se fazem os mercados às quartas e
sabados e onde a elite passeia todos os
dias.

Uma vergonha…

Agua vae!

Só de guarda-chuva ou capa de bor-
racha.

E” a unica maneira de transitar pelas
ruas d’esta villa sem perigo d’um banho
de chuva.

Assim nol-o diz o nosso amigo Milhei-
ro Duarte.

Nós já não pedimos que se cumpram
as disposições do codigo de posturas
porque é o mesmo que pregar aos pei-
xes.

Agora apellamos, sómente para q ge-
neroso coração das creadas de servir
ou das donas de casa que não teem
sopa e esperamos ser atendidos,

Pelo amor de Deus, não nos molhem
os nossos ticos fatinhos!

Quando despejarem para a rua a agua
da loiça ou… outra qualquer coisa,
digam ao menos; agua vae/

Na mesma

Até à hora do nosso jornal entrar na
maquina, não venunciaram ainda, que
nos conste, aos seus logares, os vogaes

da Gumara Menicipal que compõem à
comissão executiva. b está hem; quem

faz tão boa figura deve deixar-se estar
e sentar-se,

Isto é d’eles

Os carrgceiros dispõem já das ruas 6
travessas como se estivessem em paiz
conguistado e não existisse uma coisa
que dá pelo nome de Guarda Republi-
cana!

alli na rua Serpa Pinto à entrada da
Travessa da Raposa estacionam durante
horas e horas as carroças que condu-
tem vinho para O armazem impedindo
o transito da rua Serpa Pinto, interoe-
ptando por completo a passagem na
Travessa é arrombando a esquina da ca-

 

tida no seu valor político e de fo-
mento, tão grande é à prespetiva
de civilisação e progresso que dahi
resulta. ,

Praza a Deus que a promessa
do 8r. Governador Civil, quando
já estamos só a 4 Kilometros da
conclusão da estrada e a dois me-
zes das eleições não seja mais uma
vez prejudicada por qualquer con-
tratempo imprevisto,

 

Na 3.º e 4.º paginas cada linha, 30 réis
Noutro logar, preço cônvencional
Annunciam-se publicações de que se
receba um exemplar

sa da snr.* Maria da Conceição. Num
dos ultimos dias da semana passada es-
teve alli parada uma carroça desde as
nove da manhã às sete da tarde.
Posilivamente isto é d’elles,

Alerta municipes

Quantos votos representariam os taes
30 escunhos que o
comissão executiva da Camara queria
que se dessem na sessão de 9,
patusco de Palhae:
viços para justificar a dadiya?
municipes; olha os cobres, olha os co-
bres.

 

 

Prevenção amiga

Estamos a 2 dias das eleições. Lem-
brai-vos d’isto ó povos d’ulem ribeira—
engeitados da Ermida, Figueiredo e

Troviscal. Imaginai uma ponte na ribei-
ra Grande, aquella ponte tão cantada
pelo Padre Farinha, e adormecei. Talvez
ao acordardes, tenhais que passar a

ponte a pé.
Outra vida

A comissão executiva da Camara Mu-
nicipal desliga-se da questão do merca-
do da peixe e entrega o caso à apre-
viação do snr. Governador Civil.

Valha-os Deus.

Pois que tem o snr. Governador Civil
com uma deliberação da Camara que só
ao presidente da comissão executiva,

compete fazer executar?
Valha-os Deus.

Já estão concluidos os trabalhos de
calcetamento da rma Candido dos Reis,
estando par isso já aberta à passagem
de veiculos.

Já não era sem tempo,

 

Deve começar no proximo dia 23, a
inspecção das mancebos a recencear pa:
ra q serviço militar, por este concelho,

 

Tasso de Figueiredo

Acompanhado de sua filha D, Ju-
dith chegou a esta villa este nossg
conterrunco e seu filha sp. Carlos P,
Tasso de Figueiredo, esposa e fix
has.

Registo Civil

Foi presente À assinatura presix
dencial o despacha que exonera q
sr. Alberto Carlos Martins de aju-
dante do postu do registo civil da
Varzea dos Cavaleiros, d’este con=
celho e nomeia para o substituir o
er, José Franscisco Sardeira.

Movimento do Registo Giril durante 0 1.º
semestro de 1M4;

Nascimentos …..cc..3101º 328

 

Obiton Ride so sa x sra iarataio SE EM
Casamentos …..cecerec. DB
| Perfilhações «scetereseums À

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|

RE
fas RR

 

 

Co REDE DRA

 

=

Colegio das Missões
Pedem-nos à pablicação da seguinte carta:

Er. Redator:

Chaga aos nossos auvidos a notícia
impresionante do que vae pela egreja
do seminario. ontrora tão festejada nos
esplendores do culto catolico que ali ti-
nha sempre mma manifestação grandio-
sa ile crença o religião.

“O vandalismo dominante, que tem var-
rido nas azas d’uma iconoclastia brutal
tudo o que de grande. de belo e de ar-
tístico fazta ‘o orgulho do Portugal erea-
te, não poupon tambem esta egreja pro-
favanlo-a, Não hastava ao espirito des-
truídor que a egr reja estivesse fechada;
foi preciso ir mais longe ma ancia do
radicalismo ateu e assim as belas ima
gens foram apeadas dos seus pedestaes,
os altares arrancados às prizões das pa-
redes, o pulpito deslocado da sua colu-
na, as lampadas arriadas e os confos-
sianarios quebrados.» –

Nem a grimpa da sua Della torre, al-
tiva na sua flecha de 33 metros de al-
tura. paroce escapar a esta raztia de
odios.

N’aquela belá egreja onde tantas vezes
wcoara allivoo (Horia in excelsis Deo
hoie só reina o silencio, cortado à espa-
ços pelas pancadas do camartelo.

Daqueles altares onde tantos votos
se fizeram em boras angusliosas,na pres-
pectiva das grandes viagens, só resta a
vecordação saudosa; daquelas imagens
entre as quaes sobresaia a de N. S. da
Conceição que cada um filho d’aquela
casa levava impressa no coração por
Jonginquos continentes, apenas ficou a
«desolação a contristar fantas gerações
ilustres que ali se curvaram em preces.

Causa lristeza e profunda magua sa-
bar-se que ainda ha poucos anos o en-
tão reitor d’aquela casa, conego Joaquim
Maria Quintão ali gastou importantes so-
mas para restaurar trabalhos valiosos
que depois lhe deram um maior valor
artistico e ornamental e ver-se que lo-
do esse trabalho, todas essas econo-
ias, todas essas fadigas que o conego
Quintão afrontou tão resoluto, foram ago-
ra destruídas pela mão executora d’om
outro sacerdote da sua familia e do seu
apelido!..

Triste contraste das cousas e das pes-
soas: que um filho daquela casa ou
se levantar mão sacrilega contra o al-
tar onde fizera os séns jurâmentos mais
solenes, arrazando, destruindo, aniqui-
lindo aquilo que devia ter fins mais al-
tos do que servir de joguete de vingan-
cas lurpes e despeitos infames; mas O
que mais importa é que haja um serna-
chense ilustre que, sem querer ver O
mal que ludo isto acarreta para a sua
terra que tanto diz amar, consinta, sem
um assomo de patriolismo, na execução
Veste plano tão atrozmente infesto a Os
juleresses sociaes e matferiaes de Ser-
nache.

Nissionarios que moirejaes Tá tão lon-..
ge na vinha do Senhor, sabei que ao

voltardes ao so querido! Poptiical já
não poe eis ja cereja do Vos

!

seminario a tia alguma promessa
que là fizesseis.ao partir. *

Da linda egreja onde ensaiaste os pri-
meiyos vôos do pulpito e onde disseste
a vossa primeira missa, só resta agora
um salão que aínda se não sabe bem
para que seja.

Algum teatro?… algum café?… al-

 

 

 

 

 

 

nd gum “estabulo?. «- não se sabe.

Adeus solenidades do Semana Santa,
uleus festividades de maio, adeus ser-
-mões burilados, adeus orchesta sacra,
adeus procissões festivas!

Seruache pela sua propria mão re-

assos na senda da gloria
lhe deu e que só a
religião lhe assegurava.

“0 manes um D, Nuno Alvares Pe-
veira e dum D. Manoel Joaquim da Sil-
va, onde estarão os herdeiros dos y
beneficios, os filhos desta terra o
tão piedosa que se não erguem à
vingança contra o atroz atenta lo: F
que devemos saber que Sernael
grande, elevada pelo espirito ve
que desde o principio, ani É tino.

 

que só a reltg

 

 

exprime + [ traduz um conceito

“O ou-
» do Brazil aínda não conse i

ite-
missio-

rios, que iam por todo/o mundo levar
a-fuma do: bom gasalho ali recebido e.

-“insultam-se mutuamente,

 

 

PA ARIAL

O que por lá vae, santo Deus,
o quespor lá vae!

Gritam, assaltam, barafustam,
dizem
uns dos outros o que Mafoma não
disse do toucinho.

E tudo isto porque o sr. Ber-
nardino fez negacisses ao sr. Cama-
CDU toda

Os evolucionistas dizem que sim.
Os demoeraticos. dizem que não.
O sr. Bernardino não diz que sim
nem diz que não, mas antes pelo
contrario. E o sr. Camacho cala-
se para não ter que dizer sim ou
para evitar dizer são.

Não se entendem uns aos on-
tros desde que o esturro entrou na
panella eleitoral,

E eu não sei se chegam! ão ou-
tro mundo as noticias cá da terra.
Mas, se é
veio, muito se devem ter rido Hin-
tze e José Luciano em passeios
crepusculares pelos jardins da e-
termidade. Porque podem acusal-
os de chapelladas, de combinações,
de conluios para a divisão do bo-
lo eleitoral; mas o que elles nunca
fizeram—isso nunca!—foi desce-
rem ao soalheiro politico para se
insultarem. Quantas vezes no au-
ge da lucta os viriam estender a
mão um ao outro, como para mos-
trar que o politico não deve esque-
cer as normas da boa educação.

Talvez fossem normas aristoera-
ticas; mas, em fim, era decente.

 

 

Sertorio

 

CAMARA gomNAL

Sessão de gde juiho.

 

Aprovou a planta apresentada |
pelo padre José Farinha Martins,
para a ampliação do seu predio a
Santo Antonio.

Enviou á comissão de saude a
plantas para as reconstruções apre-

sentadas pelos srs. José Antonio |

de Moura e Adrião Moraes David.
Deferiu o requerimento do snr.
Adrião David, em que pede para
explorar pedra nas Regorices.
Defsriu o requerimento de Hen-
rique Moura em que pede para de-
positar muiteriaes na Rua do Laste-

Indeferiu o pedido do conserva-
dor do registo Predial, em que pe-
de uma estante para o arquivo da
sua repartição.

Resolveu outros assuntos de
simples expediente.

Estavam: presentes. todos os
membros da comissão executiva.

das bDellezas com que a natureza a-
qui foi prodiga, era o maior inonumen-
to da sua fidalguia atestada por quan-
tos ali vinham de longe receber a apren-
disagem e formar o caracter.

Ao menos houve coerencia: transfor-

 

 

mado o seminario em casa de recreio
ão devia manter-se ao lado o templo

| que revela a antiga religiosidade do in-

stiluto. à
Sr. redactor, permita este desabafo
de quem muito sente pela tradição de

loso | Sernache ofendida e pela minha educa-

“ção ali recebida, So achar que elt cabe

avdim | dentro do programa do sem jornal dê-

lhe publicidado para que se saiba que
ainda houve alguem que não cerrou os
olhos à iniquidade.

“Um missionario

certo que para lá ha cor- |

Secção E

 

ULTIMA VONTA

Quando eu morrendo estiver
E ja não possa fallar

Vem com teus beijos, mulher;
Meus frios labios cerrar!. …

Não quero muito sofirer
Quando estiver p’ra acabar
Pois em teus bracos, er;
E” meu desejo expirar!. ..

Lisboa 1914
Manuel Ferreira David

Pensamento: ”

O esquecimento é a fria campa
onde se ocultam as almas sem fé
ou os corações fechados aos praze-
res da vida.

NOTAS À LAPYS
Sr. Victor.

Leio todas as semanas a «Voz
da Beira» e não perco uma das
suas notas a lapis. Não sei quem
se occulta sob o pseudonimo de Vi-
ctor; o que:é certo, porém é que as
suas notas deixam ver atravez d’es-
se pseudonimo uma alma cheia de
romantismo.

Quando m’uma das suas notas

 

V. fallou do amor, este amor ma-
terialista do seculo, eu quiz dizer-
lhe o que pensava. Esperei que al-
guem mais ilustrada do que eu
abrisse o precedente. Ninguem! E
o tenpo passou.
Diga-me, sr. Victor, porque não
é abre na « Voz da Beira» um ple-
biscito minina? Escolha o the-
| ma. Estou certa que todas as suas
| leitoras acolherão com alegria um
| Plebiscito.
Jma que muito o admira
Airam

 

|

|

| Agradeço profundamente reco-
| nhecido as captivantes palavras de
| v. ex? e devo dizer-lhe que: ellas
|
|

são um grande estimulo para quem
| escreve.
Ser lido
Vou fazero que v. ex.“ me pede,
e no proximo numero lançarei um
plebiscito ás hostes femininas, Res-
ponder-me-hão?
Vimos ver:

é já alguma coisa, |

Victor

— > — e — —— ———

Governador Civil

Foram concedidos 30 dias de
licença ao illustre Governador Ci-
vil d’este districto, o nosso presado
assignante, sur, dr. Rebello d’Al-
buquerque.

HA QUEM DIGA…

 

que vae brevemente reulizar-se um
casamento chic; :

que era até agora segredo dos deu-
ses;

que a nossa formiga conseguiu
descobrir tudo;

que o euxoval Rech a sessenta
á hora;

que a noiva já “começou a fazer
um avental aqul.

 

 

Bom-Oupido

AGENDA

Casamentos:

 

No dia 11 do corrente realisou-
se em Sernache do Bomjardim o
auspicioso enlace do nosso queri=
do amigo dr. Albano Lourenço da
Silva, ‘ distincto advogado nesta
comarca, coma sr.º D. Adelia Maria
da Silva, gentil filha-do sr. Anto-
nio Pedro da Silva, abastado pro-
prietario d’aquela localidade. Fo-
ram padrinhos por parte da noiva
seus irmãos, D. Laura Maria da
Silva e Antonio Pedro da Silva
Junior, e por parte do noivo sua
irmã D. Adelaide Siva eo sr. dr.
Albano Frazão.

Depois do acto civil realisado
em casa do pae da noiva, segui-
ram Os noivos e convidados para
a Quinta das Águias, habitação
dos nubentes, onde, na vasta ca-
pela que ali possuem, teve lugar a
cerimonia religiosa pelo rev. Jos6
Adriano d’Oliveira Braz.

Assistiram, além das pessoas de
suas familias, os srs. dr. Antonio
R. de Matos e Silva, João Carlos
d’Almeida e Silva, padre Francis-
co dos Santos e Silva e Antonio
Martins dos Santos.

Em casa do pae da noiva foi ser-
vido um lauto almoço que termi-
nou pelas 3 horas da tarde com
profusos brindes aos noivos,

Na corbeile viam-se muitas e
valiosas prendas, cuja lista nos é
impóssivel dar hoje, em virtnde da
falta de espaço, o que prometemos
fazer no proximo numero.

Aos simpaticos noivos desejamos
uma prolongada lua de mel eum
futuro cheio de todas as prosperi–
dades de que são dignos.

Realisou-se na passada terça
feira o enlace matrimonial do nos-
so prezado assinante sr. José An-
tonio Lopes Parente com a sr.* Lu-
cinda da Conceição Alves.

O acto civil teve lugar nos Pa-
ços do Concelho e o religioso na
paroquial egreja da Varzea dos
Cavaleiros.

Às nossas felicitações.
Aniversarios:

Fez anos no dia 13.0 nosso pre-
sado assinante sr, Manoel Augus-+

to Frade.
DarHuEHE-

Partidas e chegadas:

De visita a sua prima, snr.* D.-
Amelia d’Albuquerque está na Cer-

| tã, a snr. D. Halia Nunes d’Abreu.

Esteve n’esta villa tendo já re-
gressado para Lisboa o nosso as-
sinante sr, Manuel Nunes.

Durante a semana tivemos 6º
prazer de ver n’esta villa os nossos
prezados assignantes srs. dr: Julio ‘
Peixoto, padre Artur de Moura,
Josó Gonçalves Rei, padre Izidro
Farinha, Affonso Lima, Joaquim”
Guimarães Lima, Antonio Luiz:
dos Santos Lima, José Maria d’Al-
cobia, João Lopes da Silva, Joa-
quim da Silva Mendes, padre Joa-:
quim Mendes, padre Guilherme”
Marinha, padre José Adriano d’0-
liveira Braz ,e dr. Augusto David

—De volta do Brazil tem estado

na sua casa do Valle da; Gallega
O Nosso assignante. snr.

Manuel.
Martins da Costa que hoje deve:

| sair para Lisboa

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NOR DA BEIRA

 

 

Peregrinação Portugusza
– q Lourdes, em 1914

Promovida pela Comissão Pro-
motora de Peregrinações, reali-
sar-se-lia no corrente ano uma pe-
regrinação ao Santuario de N. S.
de Lourdes, devendo a partida ter
logar na tarde de 14 de setembro
e a chegada a 16 tambem de tar-
de. À demora em Lourdes será de
6 dias completos, 17 a 22, sendo

‘quatro aplicados a cerimonias re-

ligiosas é os restantes livres.

À estação de caminho de ferro
que mais convem aproveitar a
quem d’esta região se queira incor-
porar na peregrinação, é a do En-
trocamento, custando os respecti-
vos bilhetes de inscrição em 1.º,

922 3º classes com ou sem hotel,

xespectivamente: 283000 e 423500
1s; 203300 e 313700 rs.; 135700
e 223300 rs.

* O praso da inscrição termina a
31 dejulho corrente e será proro-
gado até 15 de agosto mediante o
pagamento de 5º sobre o preço
do bilhete.

Os pedidos de informação devem
ser dirigidos, acompanhados do
respectivo selo para resposta, ão
secretário da comissão.

“Toda a correspondencia sobre
este assunto deve ser dirigida á
séde da comissão, campo dos Mar-
tires da Patria, 78, Lisboa,

SS

Facilitando a emigração

O «Diario do Governo» n.º 110, (1.º)
serie de 6 do corrente, publica um
decreto muito vantajoso para os indivi-
duos sujeitos ao serviço militar que
pretendam ausentar-se para o extran-
geiro. *

D’elle se depreende que qualquer
mancebo maior de 14 anos que preten-
da obter licença para tal fim, terá que
pagar uma taxa fixa de 305000 rs. e
mais vinte anuidades da taxa militar
em que estiver colectado, on tantos
quantos forem os anos que lhes faltar
para passar às lropas territoriaes, isto
é, para completar os 45 anos.

Todos aqueles que voltarem a terri- |

torio portuguez e pretendam novamen-
te ausentar-se, não lhes será exigido
mais encargo algum quando embaica-
rem no praso d’um ano a contar da da-
ta do seu desembarque, e, se não qui-
zer voltar só terá direito a receber as
restantes annpuidades da taxa militar a
mais dos anos que esteve no extrangei-
ro. .

Os individuos com menos de 42 anos
de edado que tenham sido isentos ou
tenham tido baixa, só. piteé rão vinte
annuidades da parte xa da laxa sor
tar, ou tantas quantas lhe faltar para
preparar aquele numero.

As praças alistadas na vigencia do
regulamento de reerutamente de 24 de
dezembro de 1901 e as remidas ante-
cipadamente, ao prefenderem ausentar-
se para o extrangeiro, terão que apresen-
tar nas suas respectivas unidades ou
dislrictos de recrutamente, o jdocumen-

– 10 comprovativo de haverem pago na

Thesouraria da Fazenda Publica do con-
celho em que residem a quantia de
305000 rs. E ir Áa

+ Os individuos actualmente residentes
no extrangeiro, ou que para lá se au
sentem até 31 de outubro do corrente

ano, em que o referido decreto entra,

em vigor, podem lá continuar a residir,
nos termos da legislação vigente à da,
ta, ou podem, se assim o. desejarem»
regular a sua situação em harmonia
com as disposições da presente lei, sen-
do lhes depois reslituudas as cauções
que anteriormente haviam depositado
quando assim s requeiram. à

 

 

 

 

Fructuoso Pires
Solicitador encartado
“Rua Dr. Santos Valente

CERTA —

mem

PELAS SEGURAS

mem

SERNACHE DO BOMJAR-
DIM, 15-—Regressou do Porto o
aluno do 4.º ano da escola de Be-
las Artes, sr. Tulio Victorino. Es-
te nosso patrício tem vindo fasen-
do o seu curso com bastante apro-
veitamento, distingnindo-se já em
pintura para enja arte tem mostra-
do grandes aptidões: E” d’ele um
quadro a oleo de el-rei D. Manuel

I, vestido de generalissimo, que
acaba de ser vendido por bom pre-
ço, e que os entendidos classificam
de valor.

Descripção da tonrada nocturna em Serna-
che em 6 do corrente

Apesar noile estar hoa não correu co-
mo se esperava a lourada do passado
domingo; a praça estava deserta, ven-
do-se apenas algumas pessoas nas bar-
reiras; O resto da casa estava sem nin-
guem.

Eram 21 e meia em ponto quando o
Intelegente e o Corneta seguiram para
a estação à espera dos loureiros que
deviam chegar no comboio das 22, mas
como este vinha atrazado 15 minutos,
motivo porque a corrida não começou
à hora para que estava marcada.

O serviço do cavaleiro foi incognito,
motivo porque não podemos fazer a des-
cripção; o Tomaz e o Saldanha fizeram
bom serviço mas agradou mais o do ul-
timo, pois lhe vimos meter um par de
ferros à meia tira com a mauvr destreza
que se pode calcula
de forcados capitaneado pelo Sêdo Ve-
nha fizeram algumas pegas que muito
agradaram. O gado era do abastado e
valente lavrador, se. José da Praga,
que só apresentou 6 touros, pelo motivo
dos restantes se terem estremalhado é
esles mesmos, a não ser um, deixaram
muito a desejar.

Pedimos pois ao lavrador mais cuida-
do na escolha do gado. —(L.)

PALHAES —Foi nomeado re-
gedor d’esta freguesia, tendo já to-
mado posse do logar, o sr. Crisos-
tomo Nunes da Silva Leitão, do
Casal. Para substituto foi nomea-
do o sr. José Margal da Silva, da
Pira. —(0.)

EE o

CRIME

Deu entrada n9 hospital de N.
S. do Carmo d’esta villa na prete-
vita quarta-feira, Joaquim Padre,
espancado no logar da Ramalhoza
em Sernache do Bomjardim, como
noticiamos no nosso ultimo nume-
ro.

 

 

 

 

 

 

 

 

PELOS CONCELHOS –

 

OLEIROS, 15—7—9 14.

Governador civil-lsleve
entre nós alguns dias, ‘regresando bo-
tem a Castelo Branco, o Ex,”” Dr. Rehe-
No d’Albuquerque, ilustre Governador
Civil do distrito, – ;

Gosando de geraes simpatias, que
tem sabido conquistar pelo seu trato
afavel e olbseqmiador, à sua casa con-
correu o que de melhor ha no concelho
para comprimentar S. Bx; e felicita-lo
pelo modo como tem sabido desem-
penhar-se das altas funções em que se
encontra investido,

Ao bota fora assistiram quasi todos
os seus amigos d’Oleiros, que no abra-
ço da despedida lhe desejavam as me-
lhoras venturas. É

Oxalá que o sacrifício que S. Ex. fez
abandonando os negócios da sua casa,

| sejam compensados por consplações de
toda a ordem que a vida politica. possa
dar-lhe.

Partido medico-—Esiá no-
vamente a concurso o partido medico
municipal d’este concelho. B’a quarta
| vez que a Camara tenta preencher a vaga

 

: 0 valente gruno |

cou a public

“MENDE-S

 

 

 

aberta em janeiro ultimo. Louvando a
boa vontade da ilustre vereação deseja-
riamos que, se mais uma vez o concur-
so ficasse deserto, se estudasse o modo
de atrair concorrentes, porque não po-
dey nem deve is concelho tão vasto e
populoso, como este é, estar privado por
mais tempo dos socorros da medicina.
Instrução — Realisaram-se na
2.º feira ultimafos exames de instrução
primaria 1.º grau dos alumnos das es-
colas d’Oleiros.
Dos 5 examinados tiveram quatro a
classificação de otimo é um a de bom.
Foram presididos pelo Delegado do
Inspector escolor do circulo, sr. José
Henriques, professor no Vale da Urra.
Weira-—Bem andou a Camara d’es-
te concelho em transferir para 0 2.º do-
mingo de julho a anliga feira de S. João.
A realisada no ultimo domingo, embora
não fosse muito concorrida, porque a
carestia da vida e os pessimos anos
agricolas tem reduzido o lavrador a des-
pezas absolutamente indispensaveis, dei-
xou contudo satisfeitos 05 feirantes pe
las transações realisadas.
» sitas—livemos o prazer
abraçar nesta vila os n

 

 

 

 

 

dr. Bernardo Ferreira de )
Joaquim Tomás, da Cerlã, dr. José Dias
Garciã e Antonio Barata d’Almeida do

Vilurejo, Teotonio Pedroso Barata dos
Reis, do Roqueiro, José Augusto d’AI-
meida e Souza Jd Alvaro e padre João

 

| Barata Dão, da Isna.—(A.)

MADEIRÃ — Promete revestir
grande brilhantismo a festa do Se-
nhor do Valle Terreiro que este
uno se realisará nos dias 22 e 23

 

“do mez de agosto, deixando assim

de effectuar-se no. penultimo sab-
bado e domingo do referido mez
como era de uso nos aunos anteri-
ores.

— Forâm 4 Certã em viagem de
recreio os nossos amigos José Lo-
pes Buata Salgueiro, Antonto Ba-
rata d’Almeida e Alexandre Alves
Barata. ; [67

 

ESTATE DA vaz pa seg

E este o titulo de um interessante e
igi ario popstar que come-
10 Porto e de que te-
InOs presente O primeiro numero.

O «Balão» estampa, alem de
espirituosa caricatura, variada €
lhida coloboração.

Ao novo colega desejamos muitas
prosperídades. Vamos premular.

— Recebemos a visita dos seguintes
semanarios com quem muito nos apra
pre aa Gardutha», semapaário
monarchico, do Fundão; «o – Semeador»
quinsenario de educação christã, de Cas-
teto Branco; «o Defensor semanario
kt ts 3 bulas dao Matias hd
0», Disemanario, de Lourenço Mar-
ques, c a «Encyclopedia das Familias»

 

 

 

 

Esco-

 

 

 

 

Do nosso solicito colaborador Manoel
Ferreira David recebemos mais um
opusculo «Vizão dum Sonho» onde se
reveli mais uma vez um novo prome-

tedor

 

 

dre Joaquim Mendes, João Garpar’ da
Silva, Capitão David Ferreiva, Accaci
Ribeiro, Zeferino Lucas, Padre Prancis-
co dos Santos e Silva, José Antonio de
Moura, Sergio Pina, José Grisostimo,
Abilio Augusto Correa, Joaquim Pedro-
10, D.-Cesaltina Ribeiro Lopes, Dr. Julio
Peixoto Correa, Manuel Nunes.

 

 

uma casa com
quintal respe-
tivo, sita em Pedrogam Pequeno, –

Quem pretender comprar pode diri-
gir-se a D. Carolina Pereira d’Assunção,
em Lisboa na Rua da-Roxa N.º 233 3.º
E ou a Manoel Jacinto Nunes, em Pedro-
gam Pequeno,

 

uma,

 

 

 

 

 

%
O dia 16 d’agosto proximo
hão de vender-se no escriptos
rio do solicitador Fructuoso
Pires n’esta villa os predios
abaixo indicados que outrora pre-
tenciam a Bernardino Antonio Ja-
cinto do logar dos Ramalhos, pelo
maior preço. oferecido acima do
que n’essa ocasião for indicado
para cada predio:
1.º Uma testada de matto com
pinheiro à Lameira dos Calvos;
2.º Uma outra testada de matto
tambem com pinheiros no mesmo

sitio; á

3.º Uma testada de matto ao
Castanheirodo Maio; ú

4.º Uma testada de matto no
mesmo sitio!

5.º Um olivale sobral denomi-

nado o Vale do Mestre, uo Ribeiro
Casado;

6.º Um olival ás Regoteiras, a
partir com Maria Rita;

7.º Outro olival no mesmo sitio,
a partir com José Gunçalves;

8.º Uma testada de matto com
pinheiros, a partir com Antonio
Lopes, sita aos Dois Meiados;

9º Uma testada de matto no
mesmo sitio, a partir com Maria
Rosa;

10º Um pinhal no Canto do
Sobreiro, a partir com D. Maria
Clementina Relva;

11.º Ontro olival no mesmo si-
tio, que parte com José da Silva
Gonçalves;

12.º Metade de um lagar com 4
varas no ribeiro da Mouta;

13º Uma terra com oliveiras no
Vale da Aveleira;

14º Um olival é testada de ma-
to no Ribeiro da Mouta; que par-
te com Manoel Mendes;

15 Uma testada de matto com oli-
veiras no mesmo sitio, que parte
com herdeiros de Simão Leitão,
stes dois ultimos predios são
situados na frezuesia do Nesperal
e os restantes nos limites dos Cal-
vos e Outeiro, freguesia da Certã.

 

 

UERREIRO

ndo mo DENTISTA
às 4 horas da tarde na R. do Vale,
casa da Voz do Povo, Dirigir convres-
pondencia à hospedaria CRAVEIRO Certa

 

 

 

 

 

Sernache do Bemjardim
o estubele-

TRESPASSASE cimeno

mais antigo, com enda ferragens,
mercearias e miudezas, pelo propricta-,
rio ter oulros negocios e não poder estar
à testa, Tem boa elientella e trespassa-se
pelo valor actual das fazendas, :
Presta esclarecimentos. Josó Maria
d’Alcobia—SERNACHE DO BOMJARDIM

 

 

 

“Eepislação e Direito”
PUBLICAÇÃO SEMANAL!

Redacção e Administração:

Rua das Flores, n.º 70, 4.º PORTO

UBLIGCA semanalmente todos os,

Jos diplomas insertos no «Diario
do Governo». p

. cAssinatura anual: . 3900

 

 

Bilhar e Gazometro

:)ENDE-SE um bilhar com
anote marcador, bolas de,
marfim e tacos, tudo quasi novo.
Egualmente se vende um gazo-
metro, em: bom “estado; “sistema,
Revier

 

voz Dá

Duma

 

 

24 de &posto

=
h , 4 : ‘

Davro Nunes Siva
SESSOUTALHEE todos os
irabalhos desta arte, para que
ha grando variedadede material.
Aceitam-se emcommendas para

o Brazil e Africa.

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J. CARDOSO

ENTES artíficiaes em todos os
sistemas. Operações sem dor.
R. da Palma, 115, 2:º—Liskoa

de cereijeira em diver-
sas larguras e comprimentos
vende-se, podendo o preten-
ente dirigir-e a João Rodrigues da Sil-
va = ‘Troviscal.

casa

Terence com 2 andares e
lojas aita na Avenida Baima
de Bastos d’esta villa.

Tractar com Possidonio Jor-
quim Branco, da Mougieira.

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AUTOGALO
Gazolina, oleos, vazelina, aces-

sorios para bicicietes, tubagem pa-

ra canalisação para agua e aceti-
lene.

 

 

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lene. ;
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oficina de serralharia de
ANTONIO LOPES ROSA

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“MEMORIA”

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A acessorios. Vendas a pronto

ea prestações. “Pedidos ao corres-

pondente CANTONIO DA SIL-

VA LOURENÇO, com atelier de
alfaiate.

R. CANDIDO dos REIS — (ERTÃ

 

 

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PRAÇA DA REPUBLICA

o -GERTI-

 

“Agua da Foz da Certã

/

À Agua minero-medicinal da Foz
ia Centã apresenta uma composição
chimica que a distingue de todas as ou-
tas dté hoje usadas ma fherapeutica.

E “empregada com segura “vantagem
ma Diabetes— Dyspepsias—Catarros
pastricos, putridos ou parasitarios;—
nas. preversões digestivas derivadas
dis doenças infecciosas;—na comvales-
censa das febres graves;—nas atonias
gastricas dos diabeticos, tuberculosos,
brighticos, etc:-—no pastricismo dos
exgotados pelos excessos on privações,
elc., ete. ;

Mostra à analyse batereologica que a |

Aeua da Foz da Certã
EUPONHRA HAS ERAS, Téve ei EO se
derada como microbicamente
pura mão contendo colibaci-
tlo, nem nenhuma das especies patho-
gencas que podem existir em aguas.
Alem d’isso, gosa de uma certa acção

icrobicida. O 33. ‘Thyphico,

Diphterico, e Vibrão |

cholerico, em pouco tempo n’ella
perdem todos a sua vitalidade, outros
microbios apresentam porém resistencia
maior.

A Agua da Foz da Certã não tem ga-
zes livres, é limpida, de sabor Jevemen-
te acido, muito agradavel quer bebida
pura, quer misturada com vinho.

DEPOSITO GERAL

; RUA DOS FANQUEIROS, 84, L.

TELEPHONE 2168′

Fedro Eisteves

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Fatos para homens 6 rapazes
om todos os generos
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telhões, tijolo e pucaros para resina.
Preços modicos

Pedidos ao fabricante .

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apem-o a Mizericordia de Pe-

drogam Pequeno, a juro
modico.

Tisetar com o Notario Carlos

Danid.

EMPRESA VIAÇÃO
FERREIRENSE

0008 os dias, com exceção

dos domingos, esta Empresa

tem carreira d’auto-omnibus entre

a estação de Payalvo e a villa da
Certa. ,

A partida da Certã é 4s 12 horas

pertixas e da estação de Payalvo ás
2 horas .

CHALET

WPende-se um acabado de cons-
truir no Bairro de Santo An-
tonio, com todas as condicções hy-
gienicas, quintal que se presta pa-
ra jardim, terra de cultura e um

poço em exploração de agua.
Faculta-se o pagamento poden-
do ser de pronto ou a prestações.
Tratar com Carlos dos Santos,
n’esta vila, ou em Coimbra, na
Rua Sá da Bandeira n.º 7a 18.

 

 

 

Papelaria, chap

 

 

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|
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Celinda
Emo

Ramalhosa d: Viento

Tipografia, papelaria é encadernação

——CERTA-—

Centro União Agricula

“Fabrica a vapor
de adubos chimicos

 

nm E

FRANCISCO MORAES
ALFERRAREDE

Do Sindicato Agricola de Pernes, em
4 de novembro de 1913:
Ro laata temos o prazer de o informar que
a PURGUEIRA A. IB. O. SUPERIOR
COMPOSTA, que V. nos vem fornecendo
de ha annos, tem satisfeito por comple-
to os nossos consocios que com ela
teem conseguido ótimos resultados, tan-
toem batata, como em milho
e hortas. +
Mais 0 informamos que no ultimo for-
necimento do ano passado, conseguimos

“| os seguintes numeros, na analise feita

pela Estação Agronomica de Lisboa:
—azote 3º/ — Ácido fosfórico 2,78%/
—Potassa 3,189) de que temos boletim.

E, pois, uma PURGUEIRA recomenda-
vel a todo o desejoso de seméar com
exito. a

O Secretario da Diréção,
(a) Bernardino Rosa
a

E unico nosso depositario d’esta e
outras marcas na CERTA, JOÃO JOA-
QUIM BRANCO

Semea de |.º qualidade-Four-
teaux para engordo de animaes
sulfato de cobre, sal, etc.

JOÃO de BRANCO

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em velas e em grumo, tabacos, etce., etc.
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E DA COMPANHIA DE SEGUROS «PROBIDADE»

 

Rua Gandido dog Reis— Rua Dr. Santos Valente,

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Completo sortido de fazendas de algodão, lã linho
e seda. Mercearia, ferragens, quinquilharias

eus, guarda-chuvas,

 

SERRANO

|
I
E)

(OM a maxima prompti-

dão e ligeireza se exceu-
tam todos os trabalhos da arte

Rua Candido dos Reis— CERTÃ

aintonio dVunes da Bonte
—=6)=—

CATELIER D’ALFAIATE

|
|

 

 

& XECUTAM-SE com per-
feição todos os trabalhos
da arte.

 

RUA CANDIDO DOS REIS

 

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Rua do Largo do Corpo Santo, 6, 1.º
LISBOA

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portes, casamentos, baptisados,
enterros, etc:, etc. INFORMAÇÕES =
TRANSPORTES = EMBARQUES de passa-
geiros, mercadorias e bagagens em to-
das as Companhias terrestres e mariti-
mas, nas melhores condições, para os

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