Gazeta das Províncias nº32 17-11-1899

@@@ 1 @@@
da
eo
k
ext feira
[7 desHow mbro de 1899
SEMANARIO INDI PEDE ps
ASS GNATURA
CERTA, mez, 400 rs. FÚRS A CERTA, trimestre, Me.
AFRISA, semestre, AS000 rs.
BIAZH, semestro, 25500 rs. Número aviso, B0 rs,
Poda a correspondencia dirigida à Administração, R. Sertorio, 17. Os originues recebidos não se devolvem
Wa í
Ernesto Sarinha — Direçior
À CERTA NO SEU
FUTURO.
Lançando nm olhar retrospectivo so–
bre a marcha dos acontecimentos que
mais tem imflnenciado no desentolvimen-
to da Certa, é indubitavel que abi se
encontram grandes lacunas, faltas) ex
traordinarias, ao passo que Se examina
o que é presentemente confrontando-a
com o que temísido, e se calcula 0 que
poderia. ser paralellisan oa com úúlras
terras de inferior cathegoria, onde não
ebstanlea estas é der ecursos é pes ssi-
mismo de condições sociaes, todos somos
obrigados a adinirar a grandeza de suas
aspirações,
que ha brilho stint:lante do ouro, pisan-
do ruas por ondo se arrasta 0 conmer=
cio e visilándo fabricas onite estrige O
rodar das machinas do som do hymno|s
do trabalho
E tudo isto que. é grande torna-se notá-
velmente superior quando iirado à luz
do sol do progresso que foz germinar
essa actividade, divisamos no lado óp-
posto as negras sombras que envolvem
a nossa lerra.
Nem é só ao investigador de hoje que
a Cerlã se apresenta como uma lerta im-
oi tifera para a industria “e inutil para |
o trabalho. Isto que para alguem mais
optimista: parecerá um aggravo feito à
Certa em face da translormação porque se
tem feito passar desde ha potcos atinos,,
é uma verdade bem conhecida por tos,
“dos e que se vem enrolando na nossa
Tistoria como as espitaes d uma. sérpe
horrivel cuja baba infecta nos vem en-
‘venenando lentamente.
“ E não obstanteisto, todos nós is
dos desde treanças a ver este modo de |
encarar descuidadamente as cousas; am-
da as qué se prendem com 6 fultro pros-
pero da Certã, assim nos temos ereados|-
na mesma modorra do desleixo sendo-:
nos por vezes necessario fazer âm: esfor- |
ço poderoso para nós mantermos nas fi-
Jeiras (la reacção que [elismente já se va;
desabrochando em cubiçosas: llores que
promelle num praso, proximo dar-nos
a gostar os mais deliciosos Íruclos.
Duró mas real!
A Certa que de ha fanto Lempo podia,
ter explorado a força motora da agua:
“de snas ribeiras, applicando- -a à varieda-
de dos productos fabris; que, abrindo-
RT
uvas da pabresa, ociosos, é vagabun-
dos que a cula passo aludemo
cida do adagio:
pes paia galiuhas—dormila somno largo
“ao murmurio dPesas aguas, dosembrada
Ro:
contemplando predios em F
Jhecespaçosos azylos às familias menos
“abastadas, limpassem a villa das com,
des
= precavido: que passa na” ruas com im-.
Cportunas exposições de misérias, esque-.
raposa que « dorme não
“de que d’ubr lhe advirta, quando não |,
T 7 – T TE T ) TES
“fosse a riqueza, ao menos muila und
e abundancia com que laparia a oudez
da pobresa é má laria: a fome idoso ocios
sos, regenerando: os” pelo dep Ea
trabalho: Eos P
mercio-que fazem a ciqueza dim povo.
nenhum caso se tem [eito alé ha pouco;
“6 agora quando o sol jávae alto, es
patgindo por foda a parte 05 sens-ratas
beneficos, a cujo calor germlham a agri-
cultura e outras industrias congeneres,
é que a Geita esperguiçano- se ao con-
lacto desse calor, acorla como dum
le iiar o profundo. e atropbiado pelo som
nambilisio domifante, mau grado seu,
lá vae seguindo com o alvião ad os
bro alé (que no ultimo desespero atira
com elle á rocha safara do monte.
EO primeiros passos estão dados, é
verdade; porém df “aqui alê à conclusão
vae muito, sendo mister muita energia
e forta dé vontade pata que nd curto
| periodo possamos ti a uma tran-
sformação na nossa vida sotial.
Rasguem-se as estradas precisas, li-
lros agricolas que nos rodeiam, dêsse
[tido o fomento possivel. â agricaliur: il,
desbravando a grande area de terrenos
incultos que nos cercam, atilisem- se as.
“aguas das nossas ribeiras n’uma promis=
cuidado de fabricas de lanificios; moa-
gens & outras (le igual aproveitamento
industrial e Ler-se- li assim remediado
0 graude mal.que. ha tanto nos prese-
Goa
Ponhamos todos hombros á empreza
“gigante de evidenciar pela realisação os
beneficos: effeitos d’esta reacção e todos,
veremos -=que=esla uniformidade de
esforços tenilentes a remodelar a nossa
‘vida: social, depende emgrande escala
o fuluro .iais ou menos prosp io da
Certa,
“Donixó.
EcHoS Da. SEMANA
F:i nomeado administrador substituto do
concelho de Ferreira do Lzere, o. sr. Mandel;
“Vicente Marques.
— Está aberto concurso para o provimento
de dois logares de 1. escriplurarios da res
“partição de fazenda da prpsipnia de M rnb
E ques
Só pórem ser canlidatos os aspirantes das
repartições disticlaes e os escripluvariosssde
reino,
—Já está |-vantada a Mota para a-con
“strução do novo hospital” que sei projecta eri-
air no monte de Sánto Antônio:
As bases de licitação são às seguintes :.
1.º tarcha, 4068000 reis; 2º, 4988900;
Das estradas. esses viaductos do com-
gaudo a Cerla com os principaes cen-.
—Pelo condnetor d’olras Publicas. nºesta Si
la, foi annunciada à arreniatação de 6 Larefas.
“de terraplenagem no lanço daestrala nº
119, do Maxial à Portella da Lameira, para o
dia 25: do corrente na sua secretaria.
e pu
My corpo do jorial, Caiá pe s E. Anmnçios, Ap rs.
j
SA ANRGIDI AA, dns g10o; 5º, ass000
e 6,8 BOOHONO.
D) streito; «congelho d Oleiros; 0 sE, Manoel Rue
“par Dias.
réis, para ser applicada na’ continusção da
Olleiros entre; Pedrogam Eaqueno b Mudejça;
e, rage
Den. á luz no dia 16. uma robusta
erbança do sexo masculino, a ex sr.
D. Ephigeília Neves Correia, virinosa
“esposa do nasso amigo O sr:
Barata Correia e Silva.
Parabens.
PEN NS
Eds Secas
‘CHRONICA
ES E
Castello Velho, 16–T1–.99.
na, foi sem duvida o prognosticado «fim
“do múndo», que, diga-se de passagem,
trouxe alismente impressionados os es-
piritos menos afícitos a estas telricas
prophecias,
depressa em «capilés» o sufficiente pa-
“rd sustos,
Uma, porque-o seu «conversado» lhe
núniciavam que o mundo acabava hô
meio de grandes chamas de fogo; outra,
fitmava que o fim do mundo era preces |
à Conveis: ção mysteriosos pretextos que |
tendiam a convencer os mais incredulos.
Hontem, ao fundo do casal, encontrei
“los raios do -sol–que- começava a des-
“pelas mãos ao mesmo tempo que cabe-
“Gava com somno,
A minha presença despertou a pobre
velha do sei doce e habittal passa- |
lempo, 8, com nmas phrases inintelle-
giveis e au no sauddu-me as-
sino
— Então, sr. Mind,
hoge acabir o munilo ?
sd sei lá, tia Joannals.,.
mens nos segredos de Deus? pois elle,
“já disse’a alguem o nosso destino? .:
—Diz bem, boa velha, mas a scien-
cla, sem entrar nos segredos da Nalure- ||
za, prevê as mudanças do an e o ahi
veem as proplieciass ar. Se
— «Bollas» para-a sciencia “e parar |
“quem acredita nella Eu > como o duo
tro. ane diz — estou à inercê de Deus, é
E
doi promavido a 2º classe, O prófes gr
da escola. do sexo – mashulino da freguezia do.
— Consta que foi ebbcédida pelo, mivisterio À
drs obras publicas a quantia de 3:0008000
“abertura da estrada de Figueiró ds Vinhosck
Eduardo
O assumpto predominante da sema-.
As minhas visinhas não gaúlhiam tão
Não fallavam d’ontra coisa..
disséra que as «gazelas dos diarios» an-.
Ma tia “Toanhais recebendo as: sensações |,
sempre é certo: |
—lOra, para que: se mellem os ho-,|)-
H | i E E bedo Aa 4269 Pt
a inha. Repelição, 220.rsg à linhas e iproça convencional;
tr 0 esto à de? %s Jo Esta folha é impressa na Typ. da Gueto dus Pr: opinci 18, Certa
; Augusto Rossi — 8 aitor ps
“recordando-se de predieções velhas af- |
dido de peste, fome e guerra, e que es-.| |
sas lnisles consequencias Se haviam já;
pronunciado, e todas asoulras faziam,
alongados commentarios, trazendo para, |
“pontar no horisonte, passando as contas |
siços

tia ah] ps UR
[o BIS. assiquantes
+
do que ad; z o mi ocnão quero saber,
“E, sem mais explic: ações, “volton me
as costas, deixando-men puma altitude
apatetada,
Aquella velhota, que em considerava
“duma apithica ORGRN ISA: ão, lWansfor-
mon-se neste momento ngm heroina
E de enguliv o celebregdrPalb.
“ E talvez PI razão, Quo sabe?.
Não caveriguemos. Já MUCOSA pára
ás ras do respeitavel cometasçe já estar
restabelecido o socego, vamos pachor-
rentament: tractando das conves e dos
nabos, porque de qualquer forma… a
norte é certa, Fº
*
Hoje. de tarde, dando omen habitual
passeio, fui assaltado por uma agra da-
vel surpresa ao chegar á propriedade
“do meu velho amigo. Msn ao Casal
Ordem. Encontrei-me com a abertura
dá estrada que ha de ligar a Cerlã com
Gardigos e oultas terras de reconhecida
importancia.
Bravo! exclamei bu, Pois isto é que
| progresso e O mais são cantigas; tanto se
fallou neste melhoramento (que sempre
seimiciou.
E agora é que o Muximô está como
quer; brevemente” irá à sua proprieda-
de de «charretes e porporcionará aos
amigos um passseio deveras agradavel
acompanhado dumas ‘ «merendasitas»
Pelo. qua tal,
“Aisda, renascerão os tempos das bel-
las «tordoadas» que ali se fizeram?
Talvez que não, porque com os ven-
los mudam os tempos…
A fora estas convenienúcias particura-
res, é motivo para nos felicilarm’os, pois
| noque toca a! Mação estamos muito atra-
“zados.
No meio-de tudo isto goitriáda- nos à
certeza de que esta estrada, terá a sor-
“te-das outras, cujo: fim-não-tem «fimo.
“Mas [er aaa 0: menos.
cxaad
+ +
xe pen
* *
Mas Ãd : E
Domingo tenciono ir ahi, o que não
faço ha tempo por falta de saude.
“ Quero ouvir um bocadinho: de musi-
ca, que’ segundo me”: dizem está de pri-
meita ordem, deviilo: certamente à boa
regência do sr. Bastos de asd tenho
“as melhores informações. .
“Estou-já aver’os Masicos- com o seu
“vistoso fardamento; assumiildo uns ares
– marciaes, que, sem Valôndo, lhes fica a
-Malar,
Bs indo + rapasiada Leu” vos. Jouvo o
| entligstastio! e admirb asvocação para a
So entvia de Etterpes =» «ot
E; “até dôningo. 2)
Piaf MAN FENO.
UsO.
Us@@@ 1 @@@
GAZETA DAS
PROVINCIAS — CERTA 47 DE NOVEMBRO DE 2899
Carta de Coimbra
o mp
15 de novembro:
Acabon-se o «fim do mnndo> pro-
gnosticado pelo dr. Falb, astronomo so-
nlador da nublosa € velha Germania.
Timis de aceitar como certo, portanto,
que escapámos da heijóca do terrivel
Biela e de inmos n’um «suave embalo»
flanar pelas elhereas regiões do desco-
nhecido, onde o lunar é mais doce e as
estrellas mais brilhantes…
A lembrança madura do sr. Falh
treuxe preoecupados muitos espiritos.
Ainda bem que essa preocenpação Se
desvaneceu naqueles que o acredita-
ram, É eue fique de emenda para as Se-
nheras bestas que só sebum quenmar
rosm ninho.
*
Falei da madureza do sr. Fab. Vem
muito à proposito que vos falle duma
outra madureza não menos «maduras.
Vamos ao caso, mas com loda a serent-
dade, para não nos rumos.
E que de ha tempos a esta parte pa:
decemos deste mal…
Ha aqui, em Coimbra, um padeiro
celebre pela sua influencia politica; dis-
põe, segundo dizem, d’uns A0O votos.
Esse padeiro esteve ultimamente DOS
parexismos da morte, mas estã agora
são como um pero. :
Até aqui, nada de anormal, Conlinue-
mes, porém,
Como os nossos leitores sabem, as
proxinias ehições neste aireulo São
muito disputadas pelos regemennores e
progacssistas. Pois bem. Os maguates ‘
da ackial silação politica, resolveram,
a sawuberto de «dois individuos tandem
dºsapui, emanitar -cebébrar hoje um «Te-
Devo amaçção de graças pelo nesta ‘
belimentodosreferido senhor. Mas o bis-
po conde, de politica contraria, HÃO con-
sentia.
Que fazer, pois? Nada mais simples.
Mandar dizer suma aissa resada na cas.
pella de S. Pedro; ormamentar profusa-
mente com bandeiras, verduras, colum-
nas ele. ele, as Ruas dos Loyos, é do
Borralho; levantar um coreto no largo
fronteiro à Unisersidade, one está to-
cando uma charanga, e queimar Ives 0u
quatro centenas de girandolas de fogue-
tes. E, assim. com estas demonslrações
de agrado por 400 vulos, arranjar-se-
“Jhaa coisita…
Ahi teem, pois, um engraçadissimo
episodio da proxima comedia eleitoral!
À academia, como era palnral, mani-
festou-se boje á sabida das aulas, em
vista etFaquillo».
Um grupo de 900 estulantes, pouco
mais ou menos, percorreu algumas tuas
entoanito canções e dando vivas á semi-
lhança do que faziam um numeroso gru-
po de padiros e galopins.
O capirão Lemos, conmissario de po-
livia, seguido de alguns guantas, acom-
panhava de perto a manifestaçãe dos
estudantes que encaravam tudo pelo Ja-
do da troça. E
Seriam duas horas da tare quando
os manilestantes se dissolveram.
A” porta do Paulo e Silva, appareceu
hoje de tarde um aviso, convidando a
a academia a Uluminar as janelas com
vellas collocadas dentro de «vasos» de
moventencia não etrusca…
A” hora em que escrevo, oito da noi-
le, percorrem as ruas numerosos grii-
pos de estulantes dando vivas e oslen-
lando pelaços de vellas acesas em ca-
pas de foguetes queimados.
Nove horas. Oilocentos estudantes es-
tacionam em frente da Associação Aca-
demica, donde escrevo esta carta. E
grande a algazarra, dando-se vivas ao
monopolio das farinhas, ao pão com
gêsso, cameiro com batatas ele.
Comentarios? — Façam-n’os…

A empreza Santos Lucas, do Theatro
Principe Real de Coimbra, vae imangu-
vs à epocha meatral de 1899 a 1900
com 0 «João José» drama em & actos,
tradueção de). Suller e «A Marechala»
comedia em 3 aclos, lradueção de Eça
Leal.
As duas peças serão representadas
nos dias 24 e 25 por um grupo de ar-
vistas do teatro D. Amelia, de Lisboa,
aque aquela empreza contratou e que
nos dizent terem merecimento,
YOUNG.
cao a —
CHRONICA LOCAL
Regresou no domingo 2 esta Villa, o nosso
bom amigo, srº Francisco Farinha David Lei-
tão, digeo vereador da comara munidipal d’es-
te doucelho
w
* *
Passaram no dia 43 08 anniversarios nalali-
cios dos srs. Padre Demingos Lopes da Cruz,
e Antonio Figueiredo Tores Carneiro, digno
recebedor d’esta comarca. :
Fez annos no dia 12, a ex.P* sr.º D. Ade-
laide Christina Pedroso Franco.
As nossas felicitações.
a
“ MS rock
Foi transferido da egreja paroehial de Pedro-
sam Pequeno, para a do Nesperal, o sr. Padre
José Lopes, que ha mais dam anno parochia-
va aquella freguesia.
A ana inesperada sabido, canson em Peiro-
gam desagradavel impressão, porque o sr. Pa-
dre Lopes, era all? muito considerado e gosaya
de geraes sympathias.

Esteve n’esta villa de pasasgem para Peiro-
gam Pequeno, o sr. pare Semedo. que vas to-
mar conta da parochialidade d’aquella fregue-
sia.
» “x
De visita a suas ex.” manas, chegou à
esta villa, acompanhado de sna ex.” esposa
e gentil filha, o sr. Domingos Tasso de Fi-
gueiredo, ilustre capitão de fragata.

a +
Tê m-se accentuido as melhoras do sr. José
Diniz da Silva Mendes, de Sernache, com o
que muito folgamms.
. e ” . » “
Sabiram para Figueiró dos Vinhos, os srs.
Francisco Cesar Gonçalves, Henrique Moura,
Adrião David e Jayme Marinha.
!
+
Afim de assumir a funeções de sen cargo.
ane âmanhã para a capilal acompanhado de
sua ex.mº familia o sr. Alherto Eugenio de
Carvalho Leitão, novo escrivão da 5.º vare
civel, de Lisboa.
smoes
VARIAS NOTICIAS
MUSICA
Consta nos que no domingo a Philar-
rmonica Patriota Cerlaginense, Locará no
adro desta villa, desde as 11 horas da
manha ás 2 da tarde,
Faz parte do programma que esta so-
ciedade se propõe a exibir, o 3.º eelo
da grande opera o «lErnani», que se
acha já ensaiado e que segundo as apre-
ciações dos competentes, é d’um effeito
surpreendente.
—— pes —
No dia 13 resaram se ana egreja da
Misericordia os oficios funelres pela
memoria d’aquelles que em vida concor-
reram para o desenvolvimento d’aquelle
estabelecimento de caridade.
comi Boi GA ie
“O CAUTERIO?
Appareceu em Coimbra, um jornal il.
lustrado, com este titulo, redigido por
academicos.
Realison-se, na quarta feira em Coim-
bra, um banquete dado pelos estudantes
brazileiros, comemorando o 10.º an-
niversario da implantação da republica
do Brazil.
pi mm
FOLHETIM
Rebello da Silva
O castello de Almourol
WI
Segniram-se algnns iustautes de silencio.
De repente a porta abrin-se com estrondo e
a longa, a defecada pessoa de Pedro Lavare-
da entrou impetuosamente delo aposento, com
os olhos espanados, os faces contrahidas, é
os cabellos ruivos espetados, representando a
imagem viva do terror e da consternação.
— Os castelhanos !… Os castelhanos |. .
Elles ahi vem…
A esta voz de pavcr, e de immenso pavor,
todos se acharam de pé, pão menos a-sombra-
dos do que parecia estar o nnncio da uova
va aterradora.
— Os castelhanos? 1… gritou Fr. João,
saltando da cadeira à empunhando machinal-
mente um bastão enorme, especie de clava,
que o acaso lhe mostrou encostado a um canls.
—Os cas… te… lha… nos! gemeu
Brizida, faltando-lhe os joelhos e erguendo as
mãos. Í
— Os castelhanos?! exclamou Antonio Rodri-
ques, arrancando da cinta a longa navalha de
ponta e de mola e floreando-a como uma espa-
da, em quanto Romão Pires sacudia da bainha
a durindana decrepila e preguiçosa.
“1. Maria, branca de cêra e silenciosa, en-
costou-se á meza para vão cahir. D. Pedro,
pelo contrario, com o rosto mais animado, os
olhos reluzentes, e a fronte levantada, apertou
o punho da pequena espada de córie, e deu
alguns passos como se quizesse sahir ao en-
contro do perigo.
— Os camelhinos?! Lornou a bradar Fr.
Jão. A’s armasl ar. Antonio Rodrigues chame
os criados! .. Façamos de Tancos e de Al-
mouro! uma segunda Aljubarrota !…
Dizendo isto limpava a testa inundada de
suor, e fulo de raiva e de impaciencia batia 0
pe como o corsel insofrida escarva 0 chão de-
sejoso de soltar a carreira.
— Mas não seria bom, meu lio, sabermos
primeiro o que ha, quem deu a notícia, e on-
de estão os inimigos? observon D. Pedro em
voz mansa e com extrema serenidade.
— «Do manus! Rem acu tetegiste, pues!»
eai re
DVDS meme
gritou o frade sentando-se commovido e ainda
tremulo. Façâmos conselho! Sr Antonio Rodri-
gues, em primeiro logar: quem é e como se
chama este correio de más novas?…
—E’ meu genro e meu sobrinho. Chama-
se Pedro Lavareda.
— Ab! Ah! Pedro Lavareda !? Nome ineen-
Adiario e perigoso em pessoa mais secca do
que um cavacol… Mas vamos ao que impor-
ta. Chegue à falla o sa. Pedro… Lavareda!
Quem lhe deu a má noticia que nos trouxe?…
—Um almocreve do Crato, que sabiu de lá
a bom fugir!…
—E que disse o almocreve?
—Que os nossos foram derrotados, que fi-
caram todos ou quasi todos no campo, e que
as guardas de D, João de Austria estavam a
entrar no Crato!…
—Ah! Parece me carnificina de mais!…
E onde se deu a batalha?
—Não m’o soube dizer,
— Hum! E o seu almocreve onde está?…
— Partiu, caminho de Lishoa.
— Oh! E não sabe mais nada?
—Mais nada sr, padre mestre.
— Pois sr. Pedro… Lavareda, O seu nome
queima!… Quer um conselho d’amigo?…
Garatujas
Passon agora aqui a loda a pressa o
nosso amigo À, Leilão.
E casos
— E To
No sabbado, ahi pelas altnras da Tra-
vessa do Pires, houve disimbuição de
grossa bordoada, entre dois devotos de
S. Martinho. Quem fooram ?
«Non xe xabe»…
O Sebastião no domingo voon nas
azas do primo, alé uma janella res-
do-chão, no largo do Chafariz.
Se vae encontro ao cometa Biela, li-
nhamos cataclysmo certo…
Ed e
Corre com insis’encia que vamos bre-
ve ter lhealro ao cimo da Praga do Com-
mereio. Appróvamos a ideia, mas des-
cremos ia realidade.
Não vão os lempos de «sortes.
O Joaquim «Papagaio» apanhou huje
um peixe que pesou 4 e meio Kilogram-
mas.
Com vista ao Luiz das «Minas»…
O Tavares, ficou encarregado de an-
nunciar O fim do mundo, noutra ceca-
sião. o
Com a prophecia do dr. Falb, foi a
coisa bem, mas com as do Tavares, ireê=
mos mal, porque elle não é de brinca-
deiras,
Se hoje virem o D. Paco, deem-lhe
recomendações nossas…
Sciencias & Letras
O MOR TE-EM-PE
Elle tinha um odio pela viWairada qne
os outros levavam e concentrava-se nó
silencio damninho e vesgo, cheio de ins
tenções vibrantes de revolta assomada.
Sempre de corrida, afilava os olhos às
vitrines dos confeiteiros— pasteimilhos a
pingar nalas, ricos bolos cobertos, [a-
tias verdes de cabaço. E quando passava
à rua das mulheres, coçado e esguio,
sem audacia, dentro do frak esbeiçado
p’ras bandas, tinha lubricidades de rapaz
engalolado e olhava-as em cheio, com
qualquer coisa de beslial e de furor nu.
pupilla dilatada. dá
e
—Se vossa reverendissima tiver a caridade
de m’o dar.
—Tenho sim, senhor. Mande passear o seu
almoereve, durma sobre o caso. como nós va-
mos dormir, e creia que amanhã acorda con-
vencido de que enguliu uma peta mais “com.
prida do que a sua pessoa, o que já não é
ponco.
Os olhos felinos de Pedro, se fossem pi-
nhaes, teriam varado o frade, mas como o não
eram, conlentaram-se com a expressão humil-
de e hypocrita de uma annuencia servil, ao
passo que os labios franzidos arremedavam sof-
frivelmente um sorriso hoçal. F
—eMacte puer»! gritou Fr. João, baténi
no hombro de D. Pedro. Tiveste a fo
tu só, do que nos todos !… Isto é mer lira e
mentira mal armada, Os hespanhoes no Cha,
to!… Uma batalha sem logar sabilo!… Um
almocreve invisivel! .. Meninos, soc quem !
Tia Brizida, alma até Almeida ! Romã ires;
enfie-me na bainhaesse eterno chifarote, es-
panto e censura viva das espadas d’hoje !…
=—Bntão vossa reverendissima já não quer
que ponha de aviso os criados? disse Avtonio
Rodrigues, que tivera tempo de trocar algumas
palavras com o genro, colloquio, que apesar
ese@@@ 1 @@@
Havia de ser ricoum da, E todo a)
cambada feliz que abancava pelos cafés-
com risouhas garrafas atascadas de licôr,
era para esse desesperado ama bofetada
tilintante que lhe atirassem ás bochechas.
Ninguem gostava elle, Magro e ama-
rello, com a barba pespontuda de elaros,
os olhos n’tm fondo, a lesla pequena e
rasa, sem cantoneiras, davam-lhe nm tom
de dolorida amargura, com quebrantos
dalma, e sem vontade propria. Mas se
na rua vma malher bonita passava, frou-
fronando sêdas, evolando no ar um acre
pérfume de corolte, o seu olhar ula
faiscações de libidinia e ia “Iê perseratar-
lhe os gommados da saia, as rendas da
camisa hordada, o alvo colo, toda a de-
licia dum afogamento amor.
Nnguem gostava delle… A sua pessoa
era. nos agrupamentos, uma escie» enfa-
donha e casquinada. Se conversavam,
calavam se mal que elle apparecia, arras-
tando miseria, E era desastrado que no
cumprimentar uma mulher tinha o sorri-
so equivoco de estar falando a mma
eródenseo,
Tinha uma raiva surda às creanças.
Se as pilhava no escuro, longe «Pontras
vistas, dava-lhes heliscões pelos braços,
pela cara, uma furia insensala, babatn-
do-se de goso, e revirando os olhos n’u-
ma persistencia atroz,
— lei de vingar-me! dizia.
Não se vingava, fazia mala si mesmo
porque a compaixão fazia delle, deixava-
o num vasto deslador, sem um alfago,
CGonheci-o num café da Mouraria.
Aieshoras, a sua silhonelle adunca
desenhava-se na vidraça da porta, esten-
dendo-lhe as linhas da face, num hila-
rante alastramento de feições, comico e
burlesco, Das mezas apinhadas aliravam-
he clufas.
— Olha o«Morte-em-pél»
— Trazes licença do coveiro p’randar
cá por fóra até tão larde!
O «Morle-em-pé» sorria e encolhia-se
a um canto, a beber ginginha. que elle
lomava, com a lingua em concha, dando
estalidos.
Mulher de seios bamboantes, puxados
p’ra cima dos corpeles uma saliencia
obscena, batiam-lhe nas coxas magras,
diziam-lhe graças que elle bebia soffre-
go. escorreganido a mão por sob a meza.
Mas quando elle, accezo em gula, as
pexava p’ra si, para a posse, desviavam-
no, davam-lhe lambadas pelas costas,
pelas nadegas, n’um assomo d’honesti-
dade ferida.
Descrente e escorraçado, galgava a
de curto, não escapara a Fr. João.
—Não, senhor. Deixe-os de:cansados! Bem
basta logo as almas do outro mundo !… Sa-
be que mais? Sinto-me moido, e uma boa ca-
ma depois de uma boa ceia é o melhor reme-
dio para estas molestias. Aonde é o meu quarto?
O feitor esgueirou um volver de olhos in-
terrogador ao sobrinho, que lhe respondeu com
um aceno quasi imperceptivel de cabeça, e,
pegando em um maciço castiçal de prata de-
negrido. precedeu a especie de procissão de
toda a familia até ao aposento, onde o douto
dominicano havia de passar a noite.
A porta abriu-se no topo do conprido cor-
redor do centro; a camara de D. Pedro fica-
valhe à esquerda, e o pequeno comarim de
Romão Pires à direita, Meltiam se de permeio
dois quartos fechados, e seguia-se a sala onde
D. Maria dormia, tendo ao pe o leito de Bri
zida de Sousa, O aposento, aonde Antonio Ro-
drigues conduzia Fr. João, nada inculcava de
notavel. Bra uma casa vasta. de tres janellas,
duas de peitos e uma sacada, cujas paredes
abertas em partes conservavam ainda a par de
largos pedaços das colgaduras de couro, que
em melhores dias as tinham ornado altos e
gruudes armarios de pau santo. Os tectos al-
GAZETA DAS PROVINCIAS—CERTA 17 DE NOVEMBRO DE 1899
espelumia tema ineo abros em
bico; ehapava gestos indecentes ás caras
prostituidas, quasi locanilo-lhe com o
punho.
a
Nunca mais o vira. À minha curiosi-
dade atouristes das sombrias viellas e
dos cafés de lepes passára, como fimo
ao vento. Regrado na minha vida ama-
nuense, com confortos e carícias d’um loi-
ro chã, à noite, eu deixára as vagabun-
das noitadas, e-lnha-me affeito ao si-
teneio da minha casa, como um eremita.
O sol, ao levantar-se, vinha deitar-se
na minha rama e aquecer-me. É pregui-
coso, enroilhado nos brancos lenções de
linho que a carinhosa patroa deferrolhá-
va da arca —por ser p’ra mim, dizia el-
la-—eu seguia no alto uma visão de vida
intima, prenhe de regalos, e de filhos.
«O Morte em pés, lembrava-me eu
delle? Nem por sonhos. Um domingo,
como a miuha visinha, gaiala como um
melro, me alirava aos vidros uma. po-
eirada d’areia, vesli-me á pressa e corri
á Janella, Blla lá estava, na sua emali-
né» de tulfos, côr de rosa e linda como
a Madona. Pregões cantados subiam,
lentos e melopaicos, de lodo os cantos
da rua; um sapador estendia roupa, de-
brugado num peitoril, com o bonnel
p’ra nuca. E n’om portal, vozes alter-
cavam, dizendo ehufas que faziam córar
um tarimbeiro, Um renque de soldados
batia as ferracdnras na calçada, escollan-
do uma leva. Tam p’ra S. Julião da Bar-
ra esperar 0 vapor que os levaria ao dagre-
do. E como o meu olhar somnolento e
vago errasse pelo magote dus tristes agri-
lhoados, mma cara espalmou-se no fun-
do, olhou p’ra mim, e rasgando a boca nº
um sorriso, d’orelha a orelha, alirou-
me um adeus,
Era o «Morle-em-pé».
JULIO SARMENTO.
PENSAMENTOS
Não ha nada mais insensato do que o des:
dem de certas mulheres que consideram abai-
xo da sua posição tudo quanto se refere aos
trabalhos de que depende o bem-estar e a
felicidade da familia
“+
O avarento só é util á patria é aos seus, no
momento em que perde a existencia:
“+
quem cuida que não ne-
muito mais se engana. ain-
os cutros necessitam delle.
%
Não se póde amar duas vezes na vida, por-
que ha só um amor, que é o primeiro; assim
como não ha mais que uma existencia, que é
a que recebemos ao nascer.
Muito se engana
cessita dos outros:
da quem pensa que
tos e enegrecidos e o pavimento carunchoso,
gemendo e estalando com o peso dos passos,
altestavam à velhice e o desamparo, Um leito
antigo, enorme, con: sobreceu e cortinas outr”
ora verdes, um velador de pau santo arruina-
do, e um contador, sinda mais anligo, com-
pletavam com tres, ou quatro cadeiras coxas
dos pês, ou mutiladas dos braços, a mobilia
nada commoda, nem oppulenta, Cousa singu-
lar ! N’este quarto em que a destruição mina-
va e esfarelava tudo, as unicas cousas intactas
e bem conservadas eram alguns paineis gran-
des, retratos de corpo inteiro de guerreiros,
damas, e monges, pintados a oleo, e mettidos
em soberhbas morduras de carvalho, lavradas
de talha alta. i
O padre mestre rodeou com os olhos toda
a casa, e pereuniou, sorrindo-se, ão feitor, ss
ella passava por ser lambem vexada pelae
almas do outro, Antonio Rodrigues abaixou a
sua ijmimensa e redonda cabeça, e Brizida
benzeu-se devolamente.
—Bem!… Nesse caso é preciso estar ar-
mado e vigilante para a batalha! Se escapar-
mos ao castelhanos do Crato, não quero que
acabemos nas garras dos trasgos e diabretes
de Tancos. Sr. Antonio Redrigues, faz favor !
*
O iempo e a dista ci
para as avenças do amar.
*
são grandes remedios
SIA mentira € O erro são como os morcegos:
fogem da luz.
x
Ter ciumes é amar.
CANCIONEIRO
KOMO
Nentoy de vós ao certo me conhece,
Astros do espaço, ramos do arvoredo.
Nenhum adivinhou o meu segredo,
Nenhum interpretou a minha prece…
Ninguem sabe quem sou… e mais, parece
Que ha dez mil annos já neste degredo, |
Me vê passar o mar, vê-me o rochedo
E me contempla a aurora que alvorece…
Seu um parto da Terra monstruoso;
Do humus primitivo e tenebroso
Geração casual, sem pae nem mãe…
Mixto infeliz de trevas e de brilho,
Sou talvez Satanaz;—talvez um filho
Baslardo de Jehová; —talvez ninguem!
Anthero de Quental
(A PANEL
COMPANHIA TRA VANCO
Está em Sernache, uma companhia comi-
ca-lyrica, sob a direção do actur D. José
Travanco.
A companhia vem de Thomar, e exebio alli
parte do seu reportorio no Theatro Nabantino,
com grande agrado e boas enchentes.
O nosso collega «A Verdade» de Thomar,
tem-se referido lisongeiramente ao merecimen-
to de toda a companhia, que é das primeiras
que andam em «tourneé» pela provincia,
À companhia estreion-se já no Lheatro d’a-
quella lócalidade, com nm drama, uma come-
dia e bailados sevilhanos.
o
Curiosidades
Indicações dedicadas aos rapa-
zes e raparigas que penus
sam em casar
AOS RAPAZES. — Para fazer a alegria,
uma Maria. Para o amor não dar venia, uma
| Eugenia. Para tudo o qne se precisa, uma Lui-
za. Para nos trazer de vigilia, uma Emilia.
Para nos dar bisca e sóla, uma Carlota. Para
nos dar cabo da tarefa, uma Josepha. Para dar
com tudo em pantana, uma Joanna. Pará jun-
tar boa peculia, uma Julia. Para sé lhe andar
sempre na pista, uma Evarista. Para socega e
pafa cerimonia, uma Antonia. Para levar a
gente à gloria, uma Victoria. Para folgar rir
e gosar é não casar.
A’S RAPRIGAS.—Para perfeito matrimo-
nio, um Antonio, Para não amar o «fino», um
Adelino. Para haver sempre banzé, um José.
Para fazer aranzél, um Manoel. Para dar um
bofetão, um João. Para ter o lombo quente,
Mande trazer para aqui o meu alforge, que fi-
cou na sala da enlrada. Sr. Pedro Lavareda
(exquisito nome (!) ) é bom caçador por certo,
e hade ter uma espingarda de mais. Eu tam-
“bem gosto de dar o meu liro de manhã cedo
às perdizes e às calhundras por essa charne-
ca. Conto levantar-me com o sol, e dar um
passeio pelas fazendas, para tornar a ver es-
tas terras em que não ponho os olhos ha um
bom par de annos. Para não ir com as mãos
abanando levarei a sua espingarda… Não a
heide tratar mal, descance!…
— Essa é boa, sr. Fr. João! A espingarda,
eu, e tudo o que mandar estão às ordens de
vossa reverendissima. . «
—Muito obrigado!… Olhe não se esqueça
de me trazer um frasquinho de polvora.
O tio e o sobrinho sabiram, e o frade, cha-
mando de parte a D. Pedro e a Romão Pires,
e pondo as mãos no hombro de cada um dºel-
les, disse-lhe em voz baixa:
—«Latet anguis»! Anda aqui novello! Este
sr. Lavareda, com aquelia face compungida
de Longuinhos, parece-me fino como um alam-
bre… Os dois, elle e Antonio Rodrigues, O
tio e o sobrinho, estão conjurados contra. nós…
Porquê e para quê? O tempo o dirá. Olho vi-
a rem
na
um Vicente. Para Ler marido arisco ,um Frans
eisco. Para dir marido simplorio, um Grego-
rio, Para o mundo não acabar, É casar.
ter tema TIM Tam mm
PAULO ARUGiR
São curiosos os seguintes detalhes
que uma revista extrngeira publica
ácerca do presidente Kruger.
PORTUGAL
RETRATOS==Tiram-Sé em dulferentes
Agncia
“tamanhos desde 808 reis dnzis. garab
tindo-se a sua perieição e milnlez,
Encurrega-se de ir tirar photograqhias
Ea qualquer ponho deste concelho, medi-
ante ajuste especial,
1a T.PRAÇA DO COMMERCIO. 1
EXROTHBONNICO
GERTÁ 7
David Nomes e Silva, com efficina de
endarrega-se fornecer pa
fogo artfcio,
87
aviao sortimento de fogo de
estoiros, e (oi della que sahim o Togo
queimado nos centenarios: – ANTORINO
– GUALDIM PAES – é da INDIA, (n’es-
le sómente de estoiros e balóvs). eujo
effeito tem sido applaudido peio público
e imprensa.
1899
DR
TODO O MUNDO PHOTO-
CR GIRA PELO E
WEPATANT -— Aposrelho unhoto rolpeo le
ndo, pos ennpas, 2 chassis, | vicente
de papel. À fresco ppyelo toco p 1 trasço do vi-
razem fix e == Pi qn 1a000 reis, velo cor-
co U0O cet == Cat eliassis Supplementar
Bh reis o
Eve to COMPLETO mesmo eppsrelho com
E ludosem mais quanii
| If tório Preço 5
| 2a Reis
| vomploto e variado sOvtint nto cede muterial
|
PApOc A utensílios para tas
500 réis. pelo currelo
photogra bio isePedi tos, a PAPELARIA, CEN-
PRRAL de Pan isen posso Rua do Viscon-
Vade da Luz — Comba,
|
| * :
a ORA DA
Proiesse para cxsa de homómnm
| ms0. Fem pouco soirviso
mesta reilreção se aliz.
memso cre e ema 2 iii 0 em
MNTI! AR! PVE
EAD OA
| LRNUUA
CERTA
Abel da Conceição Famalho-
met; com olkciza co oncaderaa à
dor, encirceguno de tibs os
FervVIçOo 4 CORRA CESTAS É Cedo COS Tal dhico
1&, por prbdos modicos tanto m’-
efsta villa como fota,s para o quo
tem amuaterial apropriado.
CÁPSULAS TOBNIFUGAS
Preprados por Musnel Simõss Castanheira
Pharmacentico—Pasroda Gonta.
Estas eps, de prepara
| ção mn eirumeno vegetal, são
| euaroifelto Svslaro o fino,
fadivel pri OCNpDIL Sala toe-
qisr (hei solitanit) co no
soe prova por alguna at=
cosiádios medicos,
| PREGO DO FRASCO 300 BEIS
Desconto aus srs. pharmacenticos
IMPOSTO DO SELL >
Carta de Lei da 29 de julho de 1899 con
as respectivas Label e PORTARIA de 5 de
a-esto carente, esclarecendo-as,
Buição em bom papel cmdadosamente res
zista 6 injpressa sob a direcção de wa fuceio-
bario pratico.
— Recomnienda se, porque a ena clareza e cio
(il Zea Lorta superior o muútos outras, fdcili-
bando a proctro de qualquer verba refergute ão
cdeterainado objects e coptenlto no Bust mas
| uavinas em branco para” relereneias e aúnota-
faliõas: ss
| Promette-se públicas é distriDaie vu fim do
auno comente ai? 56 PLEMENTO com todos
os diplomas que sobre o itiposto do: sello fo-
rem piblicasos ate la, duvidas qué 4 pratica
suscitar, opiniões duclorisadas e quaesquer
avestus de interes 6 parda hua ibterpretação
do lei. Es
S ta enviada à quem remmetler em vale on
varta a guantic de 200 réis
O SUPPLEGENTO, porém, sé será remmet-
“Lido a quem euvir 40 réis para elle, Em troca
nandaremo uma senha quo dará diresto re-
quisitalia se no principio do anno de 1900
uãu tiver dois enviado. ,
Pevides e correspondência sobre o assumplo!
a JOSE» MARQUES NUNES DA COSTA Es-
crivão é Tabeliã ==EVORA.
“P S.— Muito conviria reúuir na mesma re
quisição mais de dl vxemplar, eaviando a sua
inportancia em vale uo Carla regislada para
exilar extravios.
Satisfaz à qualquer requisição d’exemplares”
==Augusto EossSESCERTA 1
COLLBOÇÃO DE PAULO KOKE
A Snigruatura estraordinania :
400 RÉIS O fasciculo de 80 paginas, ou 72
gaginas com uma gravura. Y
Aus novos “assignantes da COLLECÇÃO DE)
PAULO KOCH oflerece a Livraria Ednora Gui
marães, Libanio & E * E
Um briudé no valor de 48000 »
Cóniy
1)
PREÇOS SEM COMPETERCIA
“ANTONIO LINO NETTO
PRINCIPIOS NOVOS
DA SCIENCIA CRIMINAL
IMPRENSA na UNIVERSIDADE:
COIMBRA:
“A” esculha do as-ignante, entr: Os segu
tes objectos: Um: relogio dºiça. Um magnific:
binoculo. «O crime da sociedade», sensacil
“nal romance de João Chagas. .
Lisboa; Livraria Editora Guimarães,
nio & Cº-Sua de S. Roque, 170.
Porto: Livraria B. Tavares Martins—
lrigos, 10. FE
À
Libã
8, Che