Eco da Beira nº65 16-07-1916

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Assinaturas :

Ano viciada Sb cndundir. a Oto
Semestre. cics. oco o PONHUDO. 4)
Brazil (moeda: brazileira). .. 54000 |

 

Anuncios, na 3,2e 4.º página 2 cen- |

tavos alinha ou espaço de linha

RESPOSTA —

Sob o: titulo-Desfile,: alguem de
certo muito douto, muito conselhei-
ral, muito Pacheco, discreteia’so-
bre assunto que se lhe afigura mui-
tó-do seu conhecimento, mas de que,
a final, está muito afastado. O au-
tor do referido escrito, publicado
na; Luta, orgão de uma brilhante
agremiação conhecida: pela -desi-

nação “de Universidade: do: Ca-
lhariz, tudo de bórlaie-capêlo, pare-
ce-me que deveria:ter: mais ponde-
ração ao abalançar-se-a criticar icoi-
sas de sua natureza muito melindro-
sas, tanto mais quando, estando
Portugal em guerra, todo.o cuidado,
o mais rigoroso cuidado, é de, bom
patriotismo exista quando pretenda-
mos referir-nos a forças armadas.
Tem sido a Lutaacusada de cam-
panhas antipatrioticas, e :eu que não
milito «em: partido algum, que:sou
simplesmente: patriota: e vepublica-
no, como patriota-e republicano só
escrevo, alheio a paixões absorven-
tes de’seita, e, como’tal, confesso
que até agora me repugnou acredi-
tar tivessem fundamento as acusa-
ções feitas ao órgão dos universitá-
rios do Calhariz, de procurar incu-
tir na alma nacional sentimentos
pouco dignos é a má vontade contra
a nossa participação na guerra. Mas
agora essa repugnância cessou. Dian-
te do venenoso escrito que acabo de
ler, perante o achincalho que aquela
sucessão de frases representa para a
corporação a que mé honro dé per-
tencer, sou forçado, mau grado meu,
a pensar que afinal ali no Calhariz,
naquele… templo, em vez do mais
puro sentimento humano que é o
patriotismo, só há ódio tôrvo, inve-
ja negra, rancores, ambições insatis-
feitas, despeito eterno ao ver-se ca-
da vez mais distante a faca, o quei-
jo. e o penacho. Estava no meu di-
reito de falar como militar, Mas fa-
larei como cidadão que se sente ve-
xado ao ver que concidadãos seus,
gente com ar de quem se julga com
direito a governar-nos, não sabem
poupar sequer às corporações mili-
tares. Tudo lhes serve para as suas
abominaveis intrigas, para os seus
manejos inconfessaveis.

? 4 * +
Embirrou o crítico da Lula com
as metralhadoras apontadas para as
viaturas: da rectaguarda ? Já é von-
tade de embirrar. Até os simples re-
crutas se rirão imensamente da des-
coberta. As posições de combate
nada teem que ver com as disposi-
ões. de marcha. No local do com-
ate é que as posições são tomadas
conforme as circunstâncias. Quando
um regimento de artilharia passa pe-
las ruas ou por uma estrada não vai
“a boca de cada peça apontada ao
peito dos, cavalos e às pernas dos
soldados da viatura da rectaguar-
da?! E nas fôrças de infantaria em
marcha. as espingardas não vão vi-
radas para o lado dos camaradas da
rectaguarda! Depois desta genial
descoberta, onde ficam o grande Pa-
checo, o grande Elias e o próprio

 

E

ERRA

 

SEMANÁRIO
E 7 E
PROPRIEDADE DO CENTRO REPUBLICANO DEMOCRATICO

 

Banana? Reparou tambêm:o sapien-
te-técnico em que ‘os camions-trans-
a de metralhadoras não iam

lindados, protegidos: com “sacaria
de’areia. Mas porque não iriam tam-
bêm com telhados de chapa de aço
à prova-de’bomba e de torpedo aé-
reo? “Até os: recrutas, os tais que
iam adiante da coluna, com o que-o
articulista tanto mostrou embirrar,
perceberam perfeitamente que” os
camions que levavam metralhadoras
tinham um papel bem diferente dos
automóveis blindados, sedes de en-
genhos de guerra. Eram apenas o
modo de às transportar ao local do
exercício ou do combate, para ali
serem colócadas e utilizadas onde e
comô melhor conviesse. O nosso
Napoleãozinho queria muares e ca-
valos pará os reparos e atmões de
artilharia de desembarque. Tambêm
os tais recrutas ou mesmo qualquer
civil logo compreenderam que se
elas iam levadas pelos marinheiros
é porque aquele material não tem a
flexibilidade e resistência precisas
para a tracção animal que, como se
sabe, pode ser feita a trote ou’a ga-
lope quando necessário for.

x R %*,

E ainda a propósito de armões é
reparos, a pena retorcida do nosso
critico descobriu que eram rodados !
Onde. fica, o: chorado professor da
Escola do Exército que a gerações
sucessivas de cadetes explicou a sub-
til distinção. que havia entre tripés
própriamente ditos e tripés de dois
pés! Isto de viaturas, armões e re-
paros com rodas e sem rodas… O
crítico, está-se a ver, não gosta de
cavalos e afirma gravemente que a
bordo não há alojamentos para qua-
drúpedes. Neste ponto estamos abso-
lutamente. de’ acôrdo. Mas como
quere o. crítico da Luta que o não
julguemos ou um chapado ignorante
das coisas militares ou que é falsifi-
cada a sua estranheza ao ver três
dos:oficiais de marinha, que coman-
davam, montados em cavalos? Co-
mo é que “êsses oficiais, tendo de
percorrer rápidamente extensas li-
nhas, sobretudo em ordem disper-
sa, o poderiam fazer a pé? Estra-
nha tambêm o crítico que numero-
sas filas de soldados e recrutas de
marinha que estavam. de licença em
terra caminhassem à frente da tro-
pa armada, confraternizando, e acha
que tal foisatentatório-da disciplina
militar, permitindo-se até a imper-
tinência de chamar a atenção das au-
toridades competentes para’o caso…
grave. E’ já costume velho na Luta
agoniarem-se, afligirem-se sempre
que há festas militares, e, sobretu-
do, de confraternização.

*
& * *

Desunir, cavar abismos e sisanias
na grande família militar, indispor
o-público contra os seus soldados e
marinheiros, e desviá-los; do cami-
nho austero do-seu dever, isso sim,
é que: tem sido a: grande; tarefa; da
Luta, isso é que lhe agrada. E ape-
sar de ver ‘que a essa desprezível
tarefa é que a kabila unionista deve
o seu quasi completo destrôço, ain-
da se não emendou! As autoridades
militares que não permitam mais a

 

 

 

 

repetição de tais scenas! clama o
crítico eminente, o Catão avariado,
a toupeirinha. Chega-se então à. im-
pertinência de chamar a atenção dos
chefes militares, quando sabe a tou-
peira muito bem que assistiram ao
desfile os srs. ministros da guerra e
da marinha, os majores-generais de

«terra e mar, o comandante da 1.º

divisão do exército. e o comandante
da divisão naval, todos sob a presi-
dência do próprio chefe do Estado,
s. ex.* o presidente da Republica.
Quem será o petulante pigmeu
que se julga mais alto que todos e
no direito de pretender amesquinhar
traiçoeiramente todos os que não
pertencem à kabila, não poupándo
sequer aqueles que neste momento
estão no seu posto de honra, defen-
dendo o solo sagrado da Pátria?
O Catãosinho queria muitos: sacos

-de areia, que o desembarque: fosse

no areal de Algés. Em suma, areia,
muita areia e lá: para; bem: longe,
não fizesse a rua do Calhariz’ parte
tambêm do itinerário. Por último
a Luta mostra-se satisfeita com O
ar bonacheirão do conjunto: das tro-
pas. Bonacheirão não há dúvida,
mas:é bom ter cuidado ! Que’6cri-
tico não insista nos seus manejos
hipócritas e refalsados. Que fale
claro ou então que se recolha à to-
ca, que ainda é o melhor, sobretu-
do em tempos asperos como são ês-
tes da guerra, para que as multidões
não:venham um -dia ater de pôr a
nú o-seu corpo chagado de Chilon
Chilonidas de fancaria.

Sousa Gentil.
1º tenente de marinha

ASR es ato
MUNDO

EÉ’ com a devida venia, transcri-
to deste nosso presado colega o
nosso artigo editorial, vigorosa res-
posta a um artigo da Luta, que tão
má impressão deixou no publico.

a es
«Povo de Idanha»

Completou um ano de existência
intemerata e brilhante este nosso
presado, colega, órgão do. partido
republicano português: no concelho
de Idanha Nova e que ali se publi
ca sob a direcção do nosso bom
amigo Dr. Jaime Lopes ‘ Dias, uma
bela dedicação republicana-cheia de
talento e fé. +919

Registando neste momento os ser-
viços que o «Povo de Idanha» eo
núcleo de amigos dedicados que em
volta dele trabalham teem prestado
à República e ao partido em que
todos militamos, a todos enviamos
as nossas saudações é à nossa soli-
dar edade mui sincera e carinhosa
no praser com, que se vence um, ano
de existência jornalística .e-no entu-
siasmo e na aspiração com que s:
enceta outro ano neste, caminhar
de vida política, tão cheia de desfa
lecimentos e eriçada. de dificulda-
des, de que só triunfam os fortes e
os crentes.

A todos, pois, as nossas felicita
ções!

 

[EE

 

 

“a

Numero 65.

 

IR

POLITICO” ras

“Publicação na Certã

Redacção e administração em

SERNACHE DO BONIJARDIM

Composto-e impresso na Tipografia Leiriense
LEIRIA
Explicação precisa.

E êste o título de um artigo’em
que’a Voz-da: Beira, diminuída nos
assinantes de; qualidade, vem: dar
explicações sôbre a, maneira como
aprecia os actos-da Câmara:
As explicações eram: mais do que
precisas—são preciosas! ssn
Vamos vers ,
Delas e a propósito de; uma’local

que:ha: dias, publicou; transereve-
mos os seguintes períodos :

 

 

guA
«Não assistimos à: sessão e .vieram-nos
‘contar’o incidente passado comas contas.
Que doisidos vereadores encarregados:de
dar;o seu: parecer sôbre elas; haviam-asst-
nado vencidos, assim-nos disseram, estan-
do empatado o parecer por terem assistido
sómente quatro e tendo por isso-as-mes-
mas, contas de voltar à comissão. : »
Nada mais natural: Que haverá? —per-
guntámos. R Ê E
E alguma cousa havia necessáriamente,
porque-não se assina assiin con restrições
um parecer que deveria ser uniforme, Não
compreenderam à técnica da escrita os ve»
readores que assinaram vencidos-ou com
restrições, nos disse depois quem sabia-do
assunto, porque se tratava de uma questão
de saldo, qua -êsses vereadores não que-
riam que, como tal, transitasse para O ano
seguinte, visto que estavam dívidas passi
vas da Câmara por pagar queio absarviam
em: parte. Mas. o público é que, ouvindo
tratar-se da questão pela forma que se tra-
tou, não podia facilmente conhecer do fun-
do dela ; e daf o motivo da suspeição, se o
sr. Rodrigues assim lhe quiser chamar.»

Ora aqui teem os senhores como
é feito aquele. jornal, eis

Aqui tem o público como é escri-
to um órgão jornalístico. (Comum
arrocho ! . : RE )

O da Voz não «assistiu, à. sessão.
Vieram. contar-lhe o: que lá se pas-
sou. pet

Um jornal que fósse de mobres e
honradas intenções, ia: informar-se
primeiro, para, por sua vez, ‘infor-
mar e orientar a opinião pública,
cumprindo essa. alevantada e melin-
drosa missão da imprensa periódica,

Ele não. . tnitê ;

: Abaixa-se. . . e livrem lá esta!

«Mas o. público, como diz :o da
Vox, é que, ouvindo tratar-se da
questão. pela forma. que se tratou,
não podia fácilmente. conhecer do
fundo dela,»

Mas lá estava a imprensa para
orientar é esclarecer. E

Lá estava à Voz, que comentou
assim, insidiosamente e sem escrú-
pulo: | e
«Verbas de mais on verbas de
menos»! É :

«Necessáriamenteo!

Foi o que foi.

Nem podé ser outra coisa!

A Voz tem com os membros da
comissão executiva relações antigas.
Conhece-os muito bem! |

Não tenha’o público hesitações.

A Voz conhece-os de ginjeira!

«Verbas de mais ou berbas de me-
nos. Necessáriamente»! 5

Pode lá ser outra coisa!

A Voz conhece-os bem!

Foi uma leviandade dos vereado-
res que, não compreenderam a té-
cnica da escrita… f

Qual história! b seoH

Ele conhece os vereadores de imui-
to longe! CUM nºADA

As verbas é que «não jogam, é o é o

 

@@@ 2 @@@

 

que quer er der, e e está E enos!
Nós não inventamos.

 

 

Gar as
brilhar com imparcialidade e honra

e fazendo ao mesmo tempo sentir

aos vereadores a leviandade com

no procederam, a sua incorreição
e-deslialdade-para- com colegas. da |

vereação que são:tão-dignos é honra-
dos como êles: e ainda a forma gros-
seira porque ó fizeram, porque um
parecer em tais) condições: não se
assinava com a-rúbrica de-—venci-
ente córh uma decla-
ração de votó:& ‘Só “depois de pedi-
das explicações á comissão: o da
Voz, o deco passar um nú-

 

 

al asa. à pesar
sum a Entao de”cidadãos di-
gnos!…

‘“Honradamente ! aja
“Porque ‘a Bles’o edi laços
de uma antiga amizade»!

E se agora, quinze dias depois, vem
falar do assunto, não épara defen-
der à verdade: é: pas defender a as
finanças. o

Não é sErabio de consciencia :
‘é rebate de algibeira.

prá conclusão tira-a êle assim:

 

«Logo, a apreciar “assim os actos ; de uma
“corporação, não nos parece que seja atacá
ka por: forma: injusta, porque cada: qual
“aprecia; como já dissemos, segundo o:seu
-eritério, bom ou mau, consoante’o Eid

porque encara a questão » »

«Postos api doa as

 

À, Vox da Beira tem RRRREAa
“to dé uma divergencia dos, verea-
«dores no- julgamento: das «contas e,
“sem cogitar dos factos para’ ser jus”
“to e digno e sôbre tudo. verdadeiro,
“Aaz-lhe. logo, Este comentário. 810 os-
“seiro, esta insinuação: suja |.

“eVerba de mais ou verba de’ me.

“nos, necessáriamente! Não jogam, é

 

0. quer dizer. e está certa,»

 

Bit de isto é: da: lavra–dêle.. E.o

“seu comentário honrado’a umacon-
Tecimento. ue não conhecia.

– Sabe depois que fora uma levian-
dade-dos vereadores e em. lugar de
vir esclarecer o caso, visto que o
“tócara e limpar as suas’palavras,
visto que o nda O pr
e «se!

E Ej então,- eandido e ingénuamen-
te diz: «não nos parece que seja « ata-
care “por forma injusta.»

“”+—Isso sim! O Rodrigues é que e
daquelas coisas !.

“ «Porque cada qual aprecia segun-
“do o’seu critério.»

“CE q sua: Ps E a sua di-

-gnidade.

 

“Temos dito e Setdido tempo de
“mais, que-nos fáltou para tratar do
empréstimo sôbre o mesmo o arti-
god que nos estamos-referindo. Fi-
“Cará para ‘O próximo número,

‘ E; certamente, então é ao mesmo
etnpo, poderemos já e. ao
“sr. E. Marinha: E

acess

“Regressou da, Curia.a fa o
nosso amigo, Sr. Libanio: Girão.

«Antonio. Gosta

am doente na sua casa de
Matosinhos esté nosso guerido ami-
go. Do coração desejamos o-seu

Somali restabelecimento. .

 

apar
Castigo Freire.
sig de luto este nosso” quérido

“amigo pelo faleciiento an sua vir»

tuosa esposa.
Compreendemos bem quão inten-
sa e lancinante é a dor que veio fe-

“rir o velho republicano, arrebatando

“aos “seus afectos a sua carinhosa
companheira de tantos anos.

Nessa dor o acompanhamos de
todo o coração e com a qe
da nossa amisade,

bra

i

 

“sempre!

 

 

“ECO DA BEIRA +

NV ozes…

 

A da Beira veio em público dar
uma explicação, que julgou precisa,
ao sr. Augusto Rodrigues por se

lhe ter riscado de assinante. Ra de
qualidade. —

E não gostou que se lhe dissesse

“que ela era facciosa é injusta,

Tarrenego !
– Sempre há-cada-má língua !
E, abrindo. aquele sacrário de.

perfumes. de justiça e verdade, diz
– assim, sem pestenejar nem corar:

«Aqui; neste jornal, tem se por vezes
apreciado benévolamente actos de adminis-

de

tração da Câmara que nos dapErtra, di-,

“gnos de elogio».

= Pois é

E ainda há almas injustas e lin-
guas viperinas que falam !

Quando os actos da câmara são
dignos de elogio aprecia-os com be-
mevolência. |

GA 6 NGLeS O

“E ainda queriam mais!

Cada um! |

Por isso é muito bem ela bate O
pé e grita assim :

‘« Não nos move ‘para a apreciação dos
actos da câmara o Maprinnino partidário».

—Mas : quem é que pode dizer
uma cojsa dessas 2.!.,

Pois se ela até é benévola quan-
do Os actos são merecedores de elo-

ig,

A’s, vezes. Que não pode ser

.*
Cruzando. as mãos sôbre o peito
e os olhos em alvo, seráficamente,
diz assim : i
Para vós! ;democráticos, evolucionista,
unionistas. =D F
—Não ponha als!
“’Talassa!!
‘Talassinhha pura.
Já cá se sabia!
“De pe

sCEitiao os actos is Câmara é uma coi-
sa muito nossa…»

LE Não de nmos:

E sempre a explicar:

«Para nós, particulares, todos os “admi-
nistradores são administradores para o

concelho que nós muito prezamos, Horque
é o nosso.»

— Não. psrcebetmos, mas para nós
também deve ser a mesma coisa,
como particulares.

Cada vez-mais octávia.

*

«Como-municipes nem todos; os adminis-

tradores osão

— Diz muito bem!
Sim senhor.
Mas, não poderia: agora, dar lá

um Tógarzinho “ao trombeteiro pes

Capitólio?
*
Falando do «Mercado Bittencourt»
diz a. Voz. da Beira:

«Quando sz considera que E êste
enorme dispêndio se fez sem sacrificio dum
rial paraa fazenda pública, pasma-se de
admiração pelas virtudes dêsses homens
em quem a natureza poz tão fundo o amor

E seu que torrão natal.»

“Sim, mas, quando o Club Bom-

jardim o ofereceu «a: Câmara. para

ae aplicado ao-fim a que era des-
tinado, dois vereadores houve que
se retiraram da sala para não vota-
rem !..

Um deles foi o sr. Tasso.

Registe: se-e-vamos indo…

*

A mesma; ásmando em patriota

com ternura :

; «Receba Sernache pela pena de um dos

“seus admiradores, em quem a mocidade
– deixou gratas recordações dum passado .

longinquo-que não volta, o amplexo, amis-
toso das pais sinceras felicitações por esta
conquista do progresso. Vo

— Amplexo’ amistoso!
Que honra! |
Bem percebemos.

Qbrigadinho!

a

 

*
A da Beira, em remoque ao sr.
Augusto Rodrigues, diz que os mem-

bros da comissão executiva não se.

sentiram…

— Só provariam que não tinham |
vergonha nenhuma…

*

=p acrescenta:

E tanto que fazemo favor de con-
tinuarem a ter comnosco as mesmas
amistosas relações!…

— Hum !

“Ora-volte o jornalista“a” buzinar –

daquela maneira e verá aonde lhe
vai parar a corneta…
“E as «amistosas relações !»
Continue.

SS So

MERCADO BITEMLOURT

Não foi menos abundante nem
menos movimentado o último-mer-
cado de Sernache, o segundo reali-
zado no seu novo edifício.

Nem «a, quantidade nem a quali-
dade dos géneros expostos. diminui-
ram ou desmereceram a impressão
de agrado e surpresa que em todos
deixou a festa e exposição da inau-
guração.

O movimento dos principais pro:
dutos foi o seguinte:

Coules cce ccsa oiro I2, CeStês

Henolhoss. Sigueta Live di
Dalaia: mi sei Rs eco as COLO Cad
LendQao. cetim mena PO bo
Cerciio mimos ME ind io
INADOS asseio LA ».
ESSES ca aii rã »

Aves e coelhos… 122
NESNERaS + a tra
ATENTOS: casi teme
DeEraS ans eo
“Ameixa e alperce…
Pag duna ad
(ONDE e nibo io rrdis co
Queijos, ecran

ERR
BOBO UNE UTOTTRO

Azeitonas… renas »
CUEDOIAS te qa ro »
ECDIDOS od en FORO
Saldos o do so CANTOS
Eeredis o E O volunes
Prémios

A hora regimental a comissão de
distribuição deu comêço ao seu tra-
balho de exame dos géneros expos-
tos, com o maior escrúpulo, dando
em seguida a sua decisão e logo fa-
zendo a distribuição dos prémios de
w5o pela seguinte forma:

A José Lopes, dos Currais, por
fruta ;

Joaquim Nunes da Silva, de Cas-
cabaço, repolho ;

Libânio de. Jesus, de Póvoa da
Ribeira Cerdeira, fran

António Gaspar, da É agod Fut
“deira (Fundada), queijo;

Joaquim Maria, de Sambor, pe-
pinos;

Joaquina de Jesus, de Palhais,
trigo;

Conceição “da Silva, de Sambor,
ameixas;

“Laura Antunes, dos Escudeiros,
por batata ;

Augusto Matias, do Cabeço, por
um cabrito ;

Olga Leitão, de “Sernache, por

Jóres.

prómio de novidade

Maria Rosa, da Barca, por figos
—=os: primeiros que nêste ano vie-
ram ao mercado.

Prómio de. novidade e isto

A Conceição da Silva, por abru-
nhos.
Prémio de apresentação

A Maria Emilia Correia, de Cas-
telo, pelo esmêro com que expoz
uma cesta de pêssegos.

O júri era composto dos cidadãos
Isidoro de Paula Antunes, pela agri-
cultura;

Francisco Nunes Teixeira, pe
comércio; ‘

“António da Costa” Mouga; pela

Camara Municipal,

* para tal fim designou a dire:

x – go de cada mês.

 

Com a assistência do presidente
da direcção do Club Romipcaima dr.

“Virgílio Nunes

*

Pelo seu regulamanto, ao menos
uma vêz por mês teem de ser dis-
tribuidos- prémios aos exposito

Club Bomjardi eiro domin-

 

Nêstes é certa e obrigatória a dis-
tribuição dos prémios, alêm de ou-

– tros. dias que extraordináriamente
sejam designados—resoluções estas
tomadas em-sua-última sessão. …..

A primeira distribuição, pois, se-
rá-no 1.º domingo de Agosto 15
prémios.

No primeiro andar; do, pavilhão
central montou-o-sr. Alfredo Bara-

‘ta- um restaurante, que .no último

domingo abriuao público, com gran-

-de movimento. e agrado do público

pela qualidade e a acre des
preças. a e

 

A comissão Baia a hip ão dos
prémios no mercado do primeiro
domingo de Agosto é constituida
pelos:srs. Daniel Bernardo de Brito,
Francisco Mouga « res José niop da

ua

*

“Algumas meninas: de rbohE
tiveram a feliz e simpática ideia de
vestir uma pobre pequena que para
aí existe e mandá-la para 0 merca
do vender flores.

Encheram-lhe elas ‘o taboleiro e
raminhos e a Olga lá foi para a pra-
ça encetar’a sua vida de trabalho
no lindo: mister -de vender flôres.

Vendeu-as todas.

E teve um prémio.

“E ela aí anda agora, lançada: na
vida, pelos jardins, -a pedir flôres,
para :1r’ vender e ganhar a: ans a

pobsasiias: ,

Que bela obra de caridade |

“Uma senhora, que a encontrou e
nor ‘escreveu-nos as: suas im-
pressões; que, com muito: pudemos

seguir publicamos : Pit;

Que bela surprezal

A Olga!
“Como estava asseiada, borita e

contente, a pobresita !

Até a doença fugira daquele cor-
po franzino, balsamado de vida ao
perfume daquelas flores.

Naquele rosto macilento, hoje
quasi carminado, dasabrochava a fe-
licidade, num sorriso novo, feito
de meiguice e gratidão, e naqueles
olhitos, ontem tristes e baços, hoje
vivos :€ rutilantes, bailava a alegria
que jámais tonificara aquele espirito

infantil!

Aqueles bouqueis, confeccionados
por mãos de fadas, desapareciam,
como que por encanto, do taboleiro
deixando nele umas pequenas moe-

das que seriam o pão da Olga du-

rante a semana.

Ela tinha pena das flóres que se iam
mas. ia sorrindo para o fundo da
caixa, para aquele dinheiro que pa-

ra ela tinha uma côr diversa da de
todo o dinheiro que Prjas suas mãos
até então havia passado !…

Pela primeira vez, na sua ro
curta de dois lustres, ela e Os ir-
mãositos comeram uma fatia de pão
novo e sadio—o pão do trabalho,
que honra, e não o da esmola que
avilta, O trabalho da Olguita !

Como foi rico aquéle’cestinho de
trabalho enfeitado de flóres por mãos
carinhosas e boas e cheio de peque-
nas moedas ali deitadas por mãos
generosas !

Bem hajam os que nesta bela
obra colaboraram numa nobre acção
que nem todos porventura compre-
enderam!

Proteger as criancinhas humildes,
lançal-as na vida do trabalho honra-
do, livrando-as da mendicidade cheia
de perigos e humilhações, eis a
mais generosa e a mais bela das
acções, que me comoveu e pela qual
eu felicito as queridas meninas de
tão bela iniciativa, fazendo votos
por que Deus as proteja, e abençõe.

iaja, e abençõe.

ia

 

@@@ 3 @@@

 

* trióticos.

 

 

 

Fa E em” “inauguração a trab
lhos de construção dêste-edifício P

ra Jardim Escola João de Deus, em–

prévia e conveniente preparação, co-
meçados ontem, se procedeu solene-
mente ao assentamento desta pedra,
acto a que assistem alêm.de muitas

 

sociais, quais êste auto

assinarão, as seguintes : João Soa–
TOS,| deputado, republicano de sin-..
cera e ardente fé; Francisco de Pi- .

na Esteves Lopes, digno, senador
por êste distrito e um dos seus mais

zelosos representantes em Córtes;
o Capitão Elísio de Campos, Secre>
tário da Associação das Escolas Mó-

veis pelo Método João de Deus, de-
votado amigo. da instrução, apaixo-

nado por esta béneméritavinstitúição “4
e a quem esta terra muito deve es |:

 

j rande obra; o Dr. Abílio Cor-
Teia da Silva Marçal, deputado por
êste círculo ; o ci.

 

nistrador dêste concelho; o Dr. Joa-

quim Correia Salgueiro, Presideme =

da Comissão auxiliar da. Associação

dás Escólas-Móveis, com os. outros: «|

“membros dessa Comissão; o DE
Virgílio Nunes da Silva, Presidente

 

 

da Câmara M
lho; Joaguim
seu vic residente,

espres
sé Quintão, preside

Executiva, com os vogais da mes. |
ma, que, nesta qualidade êste auto”:

 

assinarão ; o vice-presidente da Jun-

ta de Paróquia, Manuel dos Santos |
Posicaçã com os vogais Alberto: da e

 

nes da, Sil E
do So de Jesus, António Riber

«ro (Gomes e outros vogais da mesma
adiante assinados; o cidadão Joa- .

quim. Tomás, Inspector Escolar ; o
cid

ano que devotadamente se en-

 

“carregou, da direcção dos trabalhos .
dêste. edifício .e o. Padre Cândido .

“da Silva. Teixeira, como represen-
tante do Club Bomjardim, também

e como aquele, um amigo. devotado a

 

dos progressos da sua ferra.

Foi esta pedra preparada por Jo:
“sé Antunes Duarte, mestre de obras
foram confiadas as dêste

 

edifício, que deverá custar segundo
O seu orçamento, cinco mil escudos
e é construido a expensas, em par-
tes iguais, da Associação das Esco-
: eis e da Confraria do Cora-
ção. de Jesus, de Sernache, que, pa-
ra tanto e núm rasgo de civismo,
alienou as inscrições que tinha, no
valor de dois mil escudos, que para

 

o culto lhe haviam sido legadas por

D. Maria das Dores Martins e Silva.
É êste edifício construido no si
tio do «Barreiro», limite de Serna-

 

che, em terrenos “adquiridos para.

nêles se fundar um bairro novo, em
ampliação da povoação de Sernache,
a que se chamará «BAIRRO DA
REPu
um bom trato
Libânio da Silva Girão, e para a
abertura das avenidas, já em cons-

 

“trução, deu duzentos ecinquenta.es-:
cudos o: cidadão Sebastião das Do-

resve’ Silvas
Este: áudio É botstraido no:ân-
gulo. formado pelo encontro das’duas

“vias—a que vem da estrada de Cas-

telo es ad n.º 56, e vai pará Mi

 

123, elvai para o: Et

“Sal do: fina, as quer a ainda não

teem nome,
“ ciNês

 

ramentos que muito hão-de fazer o

progresso: “desta povoação é pelos

quais se- teem interessado todos
aqueles que sincera e dedicadamen-

te a mam, em ‘nobré e alévantada:

compreensão , -dos seus. deveres Pa-

 

“diversas classes |.

«obras. da. construção.
– Bouçã, sôbre aquele rio, contando-
“Se que fiquem prontas no próximo

Adão António Au-:
gústo Rodrigues, inteligente Ádmi-.

 

 

ão Alfredo, Vitorino da Silva =

 

JBLICA» para o qual deu .
j-de terreno O cidadão:

mesmno-ano seiestão emos di
do acabó outros’ importantes: melho-

– assim, foi, lançada-há. |
e dias, a à linha telegráfica ve li |

 

 

Rpg

ga esta terra com Ferreira do Zê-

“Zero e “por ela; êste concelho. com
o sul do “país. Vai-ser construido

nêste bairro um novo edifício esco-
lar, com 6 subsídio de oitocentos es-
cudos, concedidos pelo Govêrno e
o produto da venda da. capela de

– Santo. António e das inscrições que

eram da Confraria do Santíssimo,

“que-a Junta de Paróquia vai pro-
ceder, . autorizada pela Lein.º 539.

Vai em breve ser aberto ao pú-
blico o «MERCADO BITTEN-
BOUT», obra da iniciativa do bom
patriota Joaquim de Paula Antunes,

 

que-contribuiu-com a maior impor-
= tâneia–do – custo daquela obra, que

veio a ser ampliada e concluída com
o produto dum empréstimo de dois
mil é quinhentos escudos, feito pelo

Club-Bomjardim. –

-Deve ser arrematada E inta êste
mês-a construção do último lanço

da estrada de Figueiró, até ao rio
“Zêzere, com a dotação de seis mil

escudos, -que lhe concedeu o Govêr-
no, e prosseguem com ds as
da. Ponte-da

ano e, assim, ligado” êste concelho

como norte do Pájormina das mais

antig

 

as dama e outra mar gem do Zêzere”

“Está nêste momento o mundo em

guerra nessa pavorosa conflagr nação

que ficará memorável na hist E

e os impérios centrais, e para ela
estão sendo chamados é “preparados
osm soldados «portúguêses:. Para ela

partem os dêste concelho cheios de
entusiasmo e acendrado amor da

Pátria. E figura proeminente nêste
país e-a, mais sólida garantia do re

Ê surgimento é independência da Pá- –
“tria-o-grande Estadista e extraordi-
-nária intelectualidade que se chama

o Dr. Afonso Costa, que no dia 13

“ode Maio de 1913 visitou esta povoa-
ção, e o’ seu Rr ão qual:tem

dispensado a sua valiosa protecção.

Esta “cerimónia efectuou-se com o.
“maior” entusiasmo de todos é à bri-
“Jhante “assistência de muitas senho-
ras e de outras pessoas que, de fó-

“raca ela vieram assistir, entre as

ne o’Dr. José Marçal Correia da
Silva, filho desta terra é actualmen-
te “médico em’ “Ferreira: do: Zêzere.
De tudo se lavrow êste auto-quevai

ser assinado por todas as pessoas
néle mencionadas e pelas demais

que ao acto assistiram e queiram as-
sinar. Dêste auto se tiraram-três có-
pias—uma para ó Club’Bomjardim,
outra para a Junta de Eadda e ou-

tra para a Associação-das Escolas

Móveis pelo Método João de Deus.
Finalmente se regista e | consigna

que para esta obra concorreu a Cà-
mara Municipal dêste concelho com ‘
quatrocentos, escudos, para a com-

pra dêste terreno.

E eu, “António Luis Berro: a, Se-
Eretário da Comissão Auxiliar a
mandei escrever e ass’no,

“João Soarês.’

Francisco de Pina Lopes.

“ Elísio-de’ Campos.

Abílio Marcal,
A. Augusto Rodrigues.

“J. Correia Salgueiro.

Vir gílio Nunes da Silva.
Cato Santos.

“Hermínio José Quintão.

Manuel dos Santos Antunes.
Alberto da-Purificação Ribeiro.
Daniel: Bernardo-Brito.

“Antônio Ribeiro Gomes.
soSebastião das Dores e Silva.

Alfredo Victorino da Silva-Coelho.
Padre Cândido da Silva: diqueira:
Joaquim Tomaz.

Joaquim de Paula Antunes.
Joaquim Nunes da Silva.

“Obmpio do; Amaral. :
“Isidoro de-Paula-Antunes: |

Labânio Girão. Roe

Francisco Nunes anda Júnior.
Carlos Simões dos Santos e Silva,
José Antunes Duarte “ento

“António da Costa Mouga.
“Jaime Agostinho da Silva “Pereira.
“Hermano de Sande Mar inha.

| deeguim, éMatias Lopes,

 

Victor dos Santos e Silva.

Joaquim Pires de Moura.
Albano Henriques Barreto.
Adrião António dos Santos.

Pelos alunos do Liceu Colonial :

António Jaime Simões.

José Marcal Correia da Silva,.

José da Silva Teixeira:

J. No da SEC Mancal

cântónio. Marçal Correia Nunes.

António da Silva “Ribeiro.

cdlfredo José de Sosa. *

Angelina Nogu ira da Silva Cor-
reio Marcal.

Emília Amorim Antunes, .

Carmelina Marçal Correia.

Alice Dias Costa Victorino.

Maria Amália Maical Correia Nu-
Mes

Antón’ Carrara de Lima Quintão.

Zulmira Baião Marcal Correia.

Maria José Marçal Correia Antu-
Nes CR

Aida éêMata Alcobia.

Maria Mata Alcobia.

Tida Marcal Correia Nunes:

Maria Edit Marcal Correia Nunes,

Arminda Augusta Correia.

“Alva Amórim Antunes.

Olga Marcal Correia Antunes.
Maria Amélia C. “Ribeiro.
Miloca Antunesé.

Maria Marcal Correia Cântunes.
Marta – cAmélia Marçal. Correia…
Antonio Luis Ferreira. Ê

Câmara “Municipal”

A comissão executiva teve na úl-
tima segunda- -feira a sua sessão Or-
dinária, sob a presidência do sr.
Hermínio Quintão é assistência dos

vogais, António Mouga,. Joaquim,

Nunes, José David, Emídio Maga-
lhães e Demétrio Carvalho.

Estudou e discutiu vários assun- |

tos importantes de administração
municipal, e, entre outras delibera-
ções tomou a de mandar fazer as
necessárias e convenintes reparações.
das pontes da Carvalha, das Aldeias
ea do Pôrto dos Cavalos.

Votou uma postura obrigando os
proprietários de Sernache a veda-
rem as suas propriedades e caiarem

os seús prédios pela forma e nas

áreds regulamentares.

E resolveu solicitar a convocação
de sessão plenária da Câmara que,
segundo nos consta reúnirá na pró-
xima segunda-feira.

aan
LICEU COLONIAL

Alunos que obtiveram media de passagem
à classe imediata

14 CLASSE

Adelino Augusto dos Santos, Pa-
nascoso— Mação; ‘ Baldomero Perei-
ra da Rocha, Ponté do Lima; Er-
nesto Ferreira Biscaia, Sernache do
Bomjardim; Fernando Alves Ribeil-
ro, Lisboa; João Amadeu Frindade,
Porto ; : José “da Costa, Cumeada —
Certã, José H. Mendes Godinho,
Panascoso—Mação; José Martinho
da Fonseca, Rosmaninhal Idanha
a Nova; José Martins da Silva, Car-

“digos—Mação; José Nunes, Paio

Mendes—Ferreira do Zezere; Julio
Cesar Veiga, Móz-—Moncorvo; Ma-‘
nuel dos Santos Pereira, Alvares —
Goes; Manuela Caetano de Oliveira,
Figueiró dos Vinhos; Maria Edith
Marçal C. Nunes. Sernache-do Bom:
jardim; Rafael Marques, Rusmani-
nhbal-Idanha “a Nova; Ricardo La-
cerda, Figueiró dos Vinhos. :
“Excluídos, 3.

3 CLASSE

Antonió Alves Jana, Panascôso —
Mação;. Antonio A. de S. Guima-
rães Pires, Vimioso; Antonio Ga-
meiro. Alves, Aguas Belas—Ferrei-
ra do Zezere; Antonio Marcelino,
Sernache do Bomjardim; António
Nunes Marinha, Pedrogão Peque
no; Antonio Pereira. R. Clarinha,
Panascoso —Mação; Artur “Marques
Correia, Ladoeiro — Idanha a Nova;

Cumeada—Certá; .

“de Meirinhos —Mogado tos.

 

Claudino .dos Anjos Alves, Pedro-
gão Pequeno; Eid “Tomaz Pinto
Serrano, Palhaes—Certã; Eduardo
Barata da- Silva. Correia, Certa;
Eduardo José Fernandes Pêgo, Mo-
gadouro; Eduardo Miguel, Segura
— Idanha a Nova;’Francisto Antu-
nes da Silva, Castelo Branco; João

“Marcelo, E sciioo de Baixo—Castelo

Branco; João Mendes Batista, Sal-

“gueiro — Castelo Branco; Joaquim

Antonio de Oliveira, Penamacôr ;
José Manuel Vaz, Macedo.
valeiros; José Maria Rascão
Salvaterra do. pedra À
Nova; – Lino Rodri

 

 

 

iiido” do apa
Boinjardim :’ Manuel-Forte,-Perovi-
seu—Fundão ; Manuel: Rodrigues
Mendes, Castelo Branco; Marcelino

“Mendes Nunes, Sernache do Bom:

jardim; Pedro Alves Gago, Mação;
Renato Alberto Saqueta: Muricorvo;
Urbano Acacio Diogo; Carviçães—
Moncorvo; Virgilio Dias de Sousa,
Cardigos—Mação; Vireilio Godinho
da Silva; Fu do: Zezere, À
Excluitos, 9 é ot

4:º-CLASSE

Acacio Altino Salgado,’S. Bento
cacio
Carôço Panão, Castelo PMS
cio da Silva Graça, Cabeçudo —Cer-
tã; Antonio Dias Paiva, Figueiró
dês Vinhos; Antonio Marçal Correia
Nunes, – “Sernache” do Bomjardim ;

 

 

 

-Bertelim Simões da Silva, Figueiró

dos Vinhos; Carlos Americo Quin-

“tão, Freixo de Espada à Cinta; Ili-

dio Correia da Silva Dias, Oliveira

“«do Bairro; Irma-da Silva Antunes,
Benguela” Velh:

 

vo, Redondo;
Joaquim José de Sousa, Figueiró
dos Vinhos; José Manuel Domingues,
Mopadowró; Manuel Virgilio Noses

Tavares, Moncorvo; Verissimo de

 

Jesus: Pires, ‘Serapicos— Vimioso.

a | CLASSE,

Exclui dos de exame, 6.

 

Exames
5 A CLASS ie
rosie :

Alvaro Caetano” He ot rã filho
de José Caetano de Olivêira; de Fi-
gueiró, dos Vinhos ; Jorge Nogueira
Correia Marçal, filho de Ablilio Cor-
réia da Silva Marçal, de Sernache
do Bomjardim; José Anton: o, filho
de. Manuel–Antonio, do Castelo;
Luís dos Reis, filho de José dos
Reis, de | edrogão —Penamacor.

Estão decorrendo os exames de

 

 

3. classe.

 

DESASTRE

-Na terça feia última deu se em
Sernache um acidente que em todos
causou a mais funda impressão.

Foi o caso que andando o sr; An:
tónio- Ferreira Biscaia a ensinar uma
parelha de cavalos é quando: saía
o portão da sua quinta, estes, des:
bocados, partiram á desfilada pela
estrada de Tomar. Vendo-se em sé-
rias dificuidades em soópia-los, o Sr.
Biscaia pretendeu tomar. pela estra-

da de Quintã, mas, porque a volta

é mui apertada é era grande a
velocidade do carro este tombou e
ele arrastado na queda fraturou
uma perna pelo terço inferior, tendo
de partir pouco. depois | .
bra para dar entrada num hospital,
porque a fractura se apresentava de
mau aspecto.

Deve ter-lhe sido feita ali: “amnec s-
sária operação e conveniente trata-
mento,

Por mais dum motivo nos impres-
sionou bem dolorosámente este tris-
te acontecimento e mui sinceros, vo
tos fazemos porque se redusam as
consequências do! desastre sem a
extensão que para: muitos, nl ie

mente, é e Tecelar, me

 

@@@ 4 @@@

 

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Mise-en-marche: Electrica Westinghouse.
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‘* enche-pneumáticos e Capota
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cesso, porque, alêm de suplantar todos os aperfeiçoamentos introduzidos
nos de outros fabricantes, ocupam um lugar de destaque pela solidez da sua
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todas largas com grandes pneumáticos, excelente sistema de lubfificação au-

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236, RUA DOS FANQUEIROS, api SRD A

“Agua da Foz da Ceriá .

A Água minero-medicinal da Foz da Certá apresenta. uma composição.
quimica que a distingue de todas as outras até hoje uzadas na terapeutica,

E empregada com segura vantagem da “Diabetes— Dispepsia— Catar-
ros gastricos, puiridos ou parasitarios;—nas preversões digestiras dirivadas
das doenças: infeciosas ;—na convalescença das febres graves; -—na atonisa
grastricas dos idibeticos, tuber culosos, brighticos, etc.,—no Best icismo dos
exgotados pelos excessos ou privações, etc, etc.

Mostra a analise bater: ológica que a Agua da Foz da Cord tal como
se encontra nas garrafas, deve ser considerada como micróbicabamente
pura não contendo colibacitlo, nem nenhuma das espécies patogeneas
que podem existir em aguas. Alem disso, gosa de uma certa acção microbi-
cida. O B. Tifico, Difeterico e Vibrão colerico, em pouco tempo: nela
perdem todos a sua vitalidade, outros mieiab es anresseram porem. resis-.
tencia maior.

A Agua da Foz da Certã não tem gazes livres é limpida, de sabor: SE
vemente acido, muito agradavel quer bebida pura, quer misturada com vi-

nho.
DEPOSITO GERAL

RAU DOS FANQUEIROS—84—LISBDA
Telefone e1es o

 

E . e1es o

 

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