Certaginense nº120 04-02-1892

@@@ 1 @@@

Anno Ll

QUINTA-FEIRA 4 de fevereixo de

1892

DIRECTOR
JOAQUIM MARTINS GRILLO

Mumero 1290

ADMINISTRADOR
MANOEL ANTONIO GRILLO

ASSIGNA T
Anno. , . 18200==Semestre. .

despeza da cobrança.

Toda a correspondeneia, dirigida é redacção.

URAS
. 60
300— Nnmero avulão,. . .40 c Brazil,
Africa, ango….23000, Fóra da Certã acresce n

fFolha Independente

iz ec <ai E

2am

; á e Dc .” ;
Redaecão, Administreção e Typographio
| “Travessa Pires, n.ºº 1 e 2— Beceorda Jimprensa n.º2

Os originnes recebidos não se devolvem, V EDITOR— Antonio Pire Franco—CERTÁ |

ltc

1 N.

t

25 p. c-

! PUBLICAÇÕES
No eorpo do jornal, cada linha on espaço de Ti-
-. 5U Teis=Annuncios, euda linha ou espaço
Jde Tinha, 40 reia Repetições, cada linha om espaço
de linha 20 reis. Annuncios permanentes, preço con-
veneional. O sra assignantes teem o abatimento de

CERTÃ

UM LIVRO

Tenho sobre a minna
mesa de trabalho—vá a
phrase consagrada— um ex-
plendido volume recente-
mente publicado pela casa

“editora Nunes & Comp.?, e
que se intitula— Os aconte-
cimentos de 31 de janeiro e
a minha prisão—devido à
penna energica c valente
do meu distincto amigo, o
sr. tenente Francisco Mano-
el Homem Christo.

Li-o duma assentada,
com aquella irresistivel cu-
riosidade que me desper-
taram sempre, como de
resto a toda a gente, os es-
criptos d’este notavel o-
mem publico e talentoso
Jjornalista.

E’ o que se chama um
livro de sensação; € a es-
tranha procura —que tem
tido no mercado bém o pro-
va á evidencia.

Escriptor de pulso e jor-
nalista de raça, o s. Chris-
to acaba de “revelar-se no
seu livro de um modo elo-
quente. em cada linha, em
cada periodo, em cada pa-
ragrapho, em cada pagina,
emfim linguagem clara, cor-
recta e pura, toda, n obra
está escripta com uma lu-
cidez pasmosa. O nltimo
capitulo é uma svuthese
luminosa, dirvei antes, lumi-
nosissima, em que a la
traços se fag à eritica 11g0-
rosa, e profundamente ver-
dadeira, do estado da po-
litica portunueza na actu-
alidade, e em particulne o
pPartido republicano. que é
decerto o que tem muaiores
e mais graves responsabi-
lidades,

Como documento pyrceho-
logico e historico, o livro do
meu amigo Christo é, sem
‘d”*jlglª_ nenhuma, de pri-
meimrssima ordem…dado
«que de primeira se possa
iazer primeirissímo

Escassela-me e tempo e
o espaço para fazer mva
analyse detida como a obra
requer, pois ha nella .nui-
to que ler por entre linhas,
não obstante a rude mas
proverbial franqueza eom
que o sr. Francisco Chris-
to se exprime. a quem não
goste d’este svstema de es-
crevere de falar; mas eu
gosto immenso d’elle.

E’ talvez por isto e por-
que tambem sou assim, que
desde muitos annos nos li-
ga, u mim e o sr, Christo,
uma verdadeira e sincera
amisade. Temos talvez per-
dido muito com isso n este
meio corrompido da nossa

politicu: de corruptos. Po-
rém, se por um lado “per-
demos, por outro ganha-

1ão da propria
consciencia, o que Já é u-
ma enorine compensação.

A hypouerísia velhaca, a
doblez de earacter que se
acoberta exnmicamente com
a eapa de philosopho e , de
bom homem, e mil vezes in=
fame. Sim, quando oiço fa-

mos a satistas

lar de ecertos bons homens,
de certos phrlosophkos de. ..
coisas que eu cá sei, sinto-
me profundamente irritado,
e tenho vontade de os des-
mastarar, ainda que para
isso tivesse de arrostur con
a opinião inteira de um
paiz.

Não, que en tenho-os co-
nhecido bem de perto, aos
tues philosophos, 208 taes

bons %hemens, é por, TNA
convencionalismos é dres

estudados que elles empre-
QUEIN ROS QESTOS, nas ma-
neirvas, nas palavros, sem-
pre os pilhamos UM dia.
Lá lhes deseobiimos + SE
tanto ou quanto de 1l 1pro-
sa humana, como bem dis-

VEc

pirito as palavras do cele-
bre escriptor brazileiro, dr.
Tobias Barreto:

« Jim assumptos de popir-
laridade, de homens dedi-
cados á cansa “ publica, a
experiencia está feita: Acon-
selho-vos que desconfieis
de todo o mundo, até de
mim mesmo. Confine só
mente, em vós, o que revela
levantardes à fronte;z 1os
VOSSOS €:$f()l'(:()5, (luº é nli-‘.’lª’
ter multiplicar; no vosso
propiio caracter que é pre-
ciso reformar».

Ora o sr. Christo é d’es-
tes homens que não engpa-
nam ninguem, Não tem he-
sitações nem * meias pala-
vras, seja para quem dôr.
E’ claro, positivo e cathe-
gorico. Podia ter-se tambem
cereado d’tma especie : de
aureola de popalaridadte
de philosopho, de bom bomens,

finoindo transígie com tudo
c conr todos., ter palavras
melifliras e acções velhaceas.
elida sua Thebaida do
Lumiar impór-se ano mindo
sob aquelles «

s titinós:
de philosopbo e de bom bo-

mem. Não o fez, e fez mni-
to bem. Prefere à rude
franqueza. caracter. Jenl «
aberto. embora isso Jhe
custe dissabores e calon-
nias. Ld virá um dia a his-
toria, que fula mais aito de

que tor as hypoerísias
estudadas e convenvciona-
listas.

que a fizeram. Quem ainda
tenha illusões sobre o que
isso fei, perile-as, com cer-
teza, ao ler o livro do . sr.
Christo.

Tudo aquillo foi lama,
tudo muito baixo. muito. . .
Cambrone.

De ‘prineipio a fim a o-
bra vem cheia de revelações
que assombram, ditas com
aquella franqueza talvez
brutal, como alguns Jhe
chamam, mas sympathica,
que caraucterisa o sr. Ho-
mem (GChristo. Tem essá
crande virtude, propria das
grandes almas.

Ão auctor consigno os
protestos da minha grati-
dão, pela fineza do exem-
plar com que me brindeow.

Abitio David
Ln oriotqhoA-d

O TRATAMENTO DA
INFLUENZA

Q dr. Gerard, presiden=
te da Associação dos medi-
1os de Reino Unido, pobli-
conno jornal The Lancet
um rêmedio: – que combate
previne eflicazmente
contra a milucza.

O remedio consiste em
ministrar de duas em duas
horas on de tres em àres,
ao doente, 50 grammas de
bicarbonato de potassa,

O dr. Gerardo attribue
o sem remedio as vanta-

ou

gens seguintes.
1.º Se se -toua antes de
ser atacado, o medicamen-

Resumindo, para: – terni
nar. direl n lh

hdo

p 19D
cluput.mío. ; pelo
pelo. professor, por tudo,
emfinh, que faz parte das
chamadas classes divigen-
tes da sociedade. Devem

s_i)í.’fiilh:t”

* j
: intv-:
$ O uNosSso lllllllUl’Í«’X]. Gar

lel-o, porque além de ser

um trabalho de eritica, deicers

primeira ordem,. embora o

Eu estou farto de os co-;auetor se não arrogue essa

nhecer, e por isso
não enganam.

xemplos bem recentes. — |

Depois, sempre 1me fica-

ram lJL’lH U’I’U.Vih*l’n’ô uoO . es-

Iªí mu*prctcnçâr), contém revela-

to preserva a molestia,

* Detomea mareba da
quatro
geralmente, este
resultado é cbiido . depois
de quatro ou seis horas de
tratamento,

89 As foreas do — doente
manteem-se e à — eonvales-
n é bastante rapida.

A doença não deixa

gios

qn entvinte e

15 .

vist
5.º O remedio é quasi in-

rio

imas, quasi desnere-
1
h

Nomens«

revolução, e dos

“Tenho e ções extraordinarias e cu-‘fallivel; em mil casos trata-

i dos por esta receita, não se

tdíhwcnª, da v1da intima da verificon nenhum seguido

de obito,

MEIAS DE CABELLOS
HUMAMUS

Em Manchester, eerto
Horkins fez dos seus cabel-
los um par de meias. E sa-
hbiram tão consistentes que
apezar de elle. uzal-as..por
alguns annos, não dão ne-
nhum indicio de romperem-
se. Tambem, na China, os
pescadores usam meias de
cabellos humanos para res-
guardar os pés contra a hu-
midade. Estas meias usam-
se por eima das de algodão
pois que os cnbellos são
demasiado asperos para. o
cantacto eom a pelle.

D E TDA
ENLACE PRINCIPESÕO
O sr. D Mignuel de Bra-

gança, pimo do sr. D.
Carlos, vac casar com àa
viuva archiduqueza Este-
phanta. EA BP
APOSTA SINGULAR

a poucos dias apresen-
ton-se perante o commissa-
rio de policia de Aubervil-
liers (Paris) um operario,
dizende-lhe que tinha apos-
tado comer em publice ein-
co coelhos vivos, e pedindo-
lhe auctorisação para o fa-
zer.

Como aleide Grammont
não pesmitte martyrisar os
animges, auctorisam-n’o a-
penas a comer os coelhos
crus e com pelle, mas ma-
tando-os previamente.

Bomeçou a operação pe-
ranto um publico nunrero-
so é 0 operario comeu com
facilidade o primeiro – coe-
lho, o segundo não tardou
tambem a ser devorado;
qzmnllo. pm’cn), Í:Úlllcçºu
com o tereeiro, eain sem
sentidos!

Apesar dos mais energi-
cos remedios, está meio
]”Ul:tn: I)I’CÚC-CUP’I—O, pÚrCÍU
mais » ter perdido a apos-
ta, do que o estado em que se acha.

 

@@@ 1 @@@

 

Falleceu na sua casa em
Estremoz, o sr. José da
Silva Cárvalho, exvalheiro
respeitavel e dotado. das
mais elevadas qualidades,
como o attesta o artigo que
em sezuida transcrevemos
do nosso collega o Alemte-
do.

RA Siloa Carvalho

Em 25 de janeiro/ de / 1802,
despparecen do numers los
Yivos, o homem eujo nome nus
serve’de cpigraphe.

Era bom? Era mau? Uma e
outra coisa seéria, porque nào é
possivel agradar .a todos.

Emquanto a nós, diremos

que eraà bom, porque na quali-Í.

dade de seu empregado, que
fomos tres annos, só temos &
dizer bem, porque vrecebermos
d’elle as maiores provas de e
tima e consideração; esc não
mencionamos algumas bem sa-
lientes, para demonstrar a gran-
deza do seu coração, é porque
a isso se -oppõe da nosta pz
um dever, para não dar. «pás-
. tos às linguas dos mal intenei-
onados, julgundo, que nos que-
remos exaltar; como amigo,
tambem recebenmos do extincto
provas evidentes.

Terve inimiges? Não admira.
Jusé da Silva Carvalho, nunca
tânceionou nem incubrin pati-
faria alguma. Éra honredo, «
como tal, devia ter por inimoi-
Bos, 08 omigos de negocios me-
nos licitos. :

À sua carveira commercial,
como a de muitos outros que
se não prestam «a certas e de-
terminadas transacções» foi uma
carreira de desgostes e de dis-
sabores; joi um Iactar constan-
te pela vida, suppondo semjre
que a sua honestidade devia so-
brepor, mais tarde ou amais
cedo, -o dervergonhamento dos
outros.

Enganou-se, <como vutros se
teem enganado. Reconheceu
mas tarde como outros teem
reconhecido, que quem dJicita-
mente vive, morre na miseria,
se 0 accaso, no meio d’tm mar

Uuma procelloso Ilhe não manda
tabou de sulvação.

Jdusé da Silva
úm Juctador giganteo, debaixo
de mnuítos pontos de vista, que
ninguem. eonhece melhor doe
que ]H.’!—ª.’, e Vvenceu .porque «
Providenceia desde tenra jda
de lhke mostron a taboa; que
pelo amor e pela dedicaçã
havia de salvar.

Lounge, wmuito Jonge podia-

mos levar (e quem sabe se / Jle
varemos um dia?) a biographw
deste hontem, e ulvez ningnem
mais longe do que nós, o pos-
sa fazer, porquetalvez ninguem
o conheca melhor que q1ós o
Cillllu’ct’llmª, Inas Nm o espa-
(;0 ‘ÍU (FÍ(J lli?’íi.)(]lll’l* nos por-
Mitte, nem a situuúção em . que
nos encontramos nos deixa eon-
sultar npontamontes, nem dis-
pomos actualmente da tranqui-
lidade precisa para fazer tal
abalho.
Jusé ta Silva Carvalho, era
ensado eem a ex “sn D, Ma-
rin Fortunata Vidigal, senhora
dotada de muitas virtudes, e
que desde a infancia dedicou a
Jesé da Silva Carvalho uma af-
ferção de tal ordem, que a relu-
tancia de seus paes foi impo-
tente para a fazer desistir de
tal affeição,

Passaram-se muitos — annos
sem resultado; até que finalmen-
te uniram os seus destinos, vi-
vendo 8 n 10 annos na melhor
harmonia, até 25 de janeiro,
(Não fixamos datas em conse-
quencia – do . forçado desmem-
bramento da nossa modesta ca-
sa.)

A ex.”* ar,º D, Maria Fortu-
nata, possuia é data do seu ca-
samento com Carvalho, alguns
benz: de fortuna, que este . por
sua morte, se ll’os não deixa
augmentados, tambem não fi-
cam deminuidos; mas nada que
IJOESUIÉHP, nao i”‘Úul<
tornar nm “]u”ll’i(lu :
que a affeição e o carinho com
que o tratou desde o dia do sen
casnmento até à hora da mor-
te. Felizes os maridos que. en-
contram mulheves tão: dedica-
das!

José da Silva Carvalho, foi
algumas vezes cumarista, e
n’este logar espinhoso cumpriu
sempre comnm os sens devel’c&, e
nNUBCA O eu Nome v*il’l]DCiÚllOll

Carvalho, foi!

CERTAGINENSE

COLLAR DE PEROLAS

3 Tm

Não soffras coração!. ..

ÀA tua ferida mortal, é tua dôy!
É mais nobre, acredita,
Da que o feivo insensive

Não queiras, coração, tambem vingar-te ;
Lavar um erime n’outro, é dar ao erime
Hm fóro de justiça! é dispensar-lhe

Como um ponto de apoio « que se arrime!

, coração! que te

Arena de traições, centro de reus ?!…
Ol! deixa-lhe a materia à sna préêza,

E eleva à tua essencia,

E’láo seu altar: solta-lhe às azas. …

Qual mariposa busque à luz divina,

l vôe, e vôe, sempre, sem receio,

Porque a chamma, que a espera, não fulmina!

Não soffras, coração! oh, não te humilhes!. ..
À tua essencia é pura, é

& é

4Xm

EINTHEIO

& immortal!
A ferida que te mata, divinisa!
Ai! é por fim um bem teu grande mal!

nha voz lá foi, no peito exangue,
Penetrante e veloz, calar directa;

É o coração se abriu soltando & essencia…
Como a fragil casulo à borboletua!

não te abandones

Ser à Ccarne
] do traidor.

importa o mundo

ascende-a aos ceus!

David de Castro,

EE t

seem o
RUCUCS-

negocintas que projudic
municipio, como alguns
SOFES SANCCIONArAt,

Era ha muitos annos secere-
tario da Misericordia, foi nmu-
tas vezes substituto do Juiz de
Direito, e eri-o b «ctualidade,

Não nos consta que fizesse
injusticas x« Ninguem, nem que
exercesse vinganças quando es-
tivesse iivestido em algum e
go.

Sabemos,porque muitas ve-
zes o presenciámos—que quan-
do podia, auxiliava 03 desvaii-
dos, assim como somos tes
munha oceular da muitas ve
zes pedir aquem o podio servi

esmola para alguns desgraça-
dos que d’ella precisavam.

Entre os desgraçados para
queim elle pedia, havia uma in-
feliz senhora, aquem um indi
viduo que ahi se apresenta to-
do umpm:ld(h e :apr(*.gn:lndn hon
rvadez, roubou Bonra e dinhei-
ro.

José da Silva Carvalho era
iste; por dáaso nunca carranjon
fortunas como muitas que por
ahbi Auetuam,

Devemos-lhe muitos favores,
somos-lhe muito gratos, e já-
wmais nos esqueceremos do que
nos inainou, e do que em sua
casa aprendemos.

E’ este o unien tributo que:
hoje podemos prestar a sua
inemoria,

A sua desolada espnia e pa-
rentes enviamos i exqprissão
do nosso pesar.

À redacção do: «Certa-
ginense» tambem: envia &
ex.”* fiumilia do finado as
expressões danossa condo-
lenceia.

FESTA
Coma costumada pom-
pa, realisou-se na esreja
parochial do Cabeçudo a
festa ão martyr São Se-
bastião.
Foi celebrante o rev.º
parocho José Antonio Fer-
reira, acolvtado por-.dois
ecelesiasticos do seminario
das missões Ultramarinas,
de Sernache. í
Orou de manhã o, rev.º
Joaquim Nunes Bernardo
e de tarde o sr. dr, , Eran-
cisco Martins da Silva, sen-
do, como sempre, eloquen-
tes.

Abrilhantaram a feste-
vidade os rev.””** Antonio
Nunes Correia d’Oliveira,
do Castello, e Sebastião
Dias Lopes, do Nesperal.

Assistiu a philarmonica
desta villa. — ,

Finda a festa, o festeiro,
o sr. Ivo Pedroso Barata
dos Reis, fez servir ao cle-
ro, phila”rmonica e . varios
convidados um lauto jan-
tar. j

Os actos religiosos. cor-
reram com toda a pompa e
solemnidade, como costu-
mam , sempre correr nas
fregnozias do Cabeçudo ‘ e
Castello, onde os rev.* pa-
rochos se esmeram no de-
sempeaho da sua elevada
missão.

Bem hajam, pois.

golhetim

O BANDIDO
Primeira parte
YH
O subterraneo

(Continuado do numero 119)

LVCer & um Il”l’ Íllll, 4
T sappareceiam de todo, Só res-

Chegaram os salteadores,
depois de arredarem com as
mãos úma pouca de terra, um
q’elles pegou na argola de um
extremo e outro de outra.

A vista não descortinava na-
da para o interior, o que dei-
xava advinhar um abysmo im-
menso.

Os homens começaram a des-
que de-

tava Alberto e o chefe, O ra-
pfu’ó f.’lvd um momento de repu-

Vamos, puis, penetar nas en-
tranhas d’aquelle formidavid edi-
ficio, constiuido nas entranhas da
terar, 18 do da nossa fise |: e

de romaneista, aue nos permitie
êntrar em t-Ud.il A rl.’ll*tt!.

*

* &

Arredando se a pedra de que

fallámos, patenteava-se 4 v

do espectador vuma-segunda pe-

dra encravadá no selo, € um

pouco msis
Primeira.

USUOENA do (L’,v_;l u

Snancia, e quiz recuar.
O chefe bradou abrotada
meute:
— Então? Vae ou não vhe?
O menc-to obedecen,
bora com wuma réplica de des-
praso, ) Gapitão seguimu-o.
Quando descia 05 primeiros
Jegraus, Alberto sentiu / bater-

em-

lhe na fronte uma lufada de

ar maerno.
Ubegados no tim d’aquella
Enorine idaria de ca l, o
eu a É o

SBegue me

Alberto foi. – Perceben então
que 6 conduziam através de
um longo corredor. De espaço
a espaço ouviam-se lá ao dian-
te confuzas dos. sal-
teadores que iain na frente. Ca-
minha ram talvez por espaço de
quatro ou cinco miputos., Por fim
e g,’u’aln aA um ])(‘fl”cnn compar-
timernto, quo se achava dlhimi-
nado pur uma vela, que espar-
gia em torno uma luz deficien-
te e baga, o que unprimia d-
quelle peqiteno recinto um as-
pecto í:mubrc e uil:ígtl’n, como
o ..”.nnluefíu—’ enbiervaneos des
eriptos por Anua Radeclitf, A
(‘W(ilt(;l’dn lLHlV’.’l umA ‘l)(!l’f,H. (l(“r
ferro, guarnecida com três e-
normes fechaduras, parecendo,
d’esta / fórma, zombar de qual,
quer tentativa de arrombamen-
to. O chefe metteu as chaves,
º a porta girou nos gonzes pa-
ra dar entrada à quadrilha.

Percorreram ainda um pe-
queno corredor que voltava pa-

s voszêesreita em cotovello, e

fim do qual havia ainda outra
porta igual à primeira,

VIFI
No interior do hypageu

Entraram. Alberto ficou en
tre a vorta ll’?ªílªnie, e ao
mesmo tempo surprehnedido do
que via. Era uma vasta sala,
magnifica, ao fundo da qual
havia uma solida porta, outra
4 direita e ainda uma terceira
ao cimo.

O mansebo ficon deslumbra-
do, como dissemos, e por um
momento .esquecera todas as
suas desuraças, s0 ver reinar
o asseio é o esplendor, onde
parece que só devia haver s
immundicia.

A sala estava adornada com
apurada elegancia. O Jleitor
dispensa-me de particularisar,

aoinissima palhinha, sotás e pol

e terá de contentar-se com à
descripção do príncípal.
Áqui e ali, cadoiras de fi-

tronas de caros estofos. Ao el
mo viam-se duas elegantes 9
solidas mezas de pé de gallo,
de excellente madeira do Bra-
zil, ambas com os seus cande-
lubros de bronuze. e outros, 0b”
jectos de adorno, proprios 88
sala fina, Nas paredes, forradas
à pap”l do melhor, viam-se
bellos quadros de preço, syme-
tricamente dispostos, ao centro
da casa havia uma grande me
sa de mogno, explendido mo”
vel de armar, emquanto que do’
tecto pendia um grande can-
dieiro que derramava clarida-
de bastante para alamiar uma
sala de maior extensão. O pa-
vimento, coberto. com um gros-:
so e rico tapete, de fino dese-‘
nhov, completava, no sen =spe”
cto geral, & singular ornamefl”
tação d’este estranho subterrão :

Continúa.

Abilio David.

 

@@@ 1 @@@

 

CERTAGINEESE

S AENA SR NE ET

ESTADA

Esteve n’esta villa, on

de veio pregur o sermão da

bulla, o:sr. dr. EFraneisco

Martins da Silva, de Pe-
drogam Pequeno,

RLAA = — ——

PARA LISBOA

Sahiu para Lisboa o sr.
dr. Antonio de Mendonça
David, d’Alvaro.

—— ED —— —
UM HOMEM EXTRAOR:
DINARIO

, Appareceu na Italia um imo-
adesto e humilde frade frantis-
,eano, padre Agostinho de Mon-
tefeltro, euja eloguencia apos-
tolica é de tal ordem <ue arre-
búta / as turbas, e enthustasma
a multidão a posto de suscitar
applausos e exclamações deutro
do proprio templo. :
Como orador, dizem ser úuma
notabilidade de originalizmo,
. que a todos 03 dotes oratorios
reune a convicção profunda das
doutrinas que prégua, consegnin-
do elevar anditorio é commo:
xNer-os ouvinies de’um imodo
extraordimaramente atrahente e
interessante.
— Ha já publicados em portu-
“cgues alguns dos seus notavois
sérmões, » primeiro d’elles tem
por titulo «A Verdades e co-
1mneça pelas seguintes palavras:
«Contemplando a mareha tri-
umphal do nosso seculo, o ho-
mem do vulgo fica arrebatado
diante do espectaculo maravi-

lhoso das conquistas dãá scien ‘

cia e da liberdade; mas o ho-
mem sensáto, que se não conº

tenta de considerar a superfície|

das coisas, sente-se penetrado
de dor e treme pelo futuro da
seciedade. O homem serio e
reflexivo; ou sexamine o anda-
mento da politica, ou estude
os systemas de govern:; u
cConsidere os novos progressos
‘da phylosophia, le arte e da
industaia, ou nnalyse us dese-
.jos que pullulam no selo da)
nova geraç;?;u, encuntra por to-

da a qarte aspirações Msaciá-)

das, lanrentos delorosos, vezes
d’imprecaução,

Qual é u cansa d’tas situa-)|

tãvicheia – de

ção tão triste e
perigos ?

Senhares!. Não <& já
de illusões.

À sociedade, como mma nan
que perdeu o leme, wvac
acaso por mares tempestuosos,
Perdido 0 rumo, aquelles que,
pretendem guialta, não. são ea-
Pazes de afastalva dos perigos,
e conduzem-nua
naufragio, Cumibham no talso,
tauto, os/individuos . cecomo
povos, .Nós vivemos na menti-
l’ál., e ]ml’ esta semln !u-‘«rigv).—’:
Corremos l]l!’:)iíu.—ç ao ;-hy.—’mu,
se não PaTariuos ç abrirmos os
olhos,

al

cegamente ao

“s

Lªllç:le o5. Glhos em redor
de vós, e contemplae essa so-

ciedade formada segundo . os
modernos jdenes. Que védes?

V.’êdes à mocidade sem princi-
Pi0S e sem innocencia, a edade
madura sem fé, a velhice sem
. arrependimento.
contra a honéstid
de verdadeira?

tempo

sin í RT

Yulla se sempre. em dirveitos,
15 elh devyeves nunca, Por to-
a a parte hin actividade fe-
ibril nos operarios do mal um
indifferança giacinh nos dunigos
do bem. Nadz de
nada de úração, nada de egvejas
templos abandoenados, prefana
dos 05 dias do Senhori am d
estupido, nm phernesi diabolich
agar todos ox Vóstigios
t1o, Percorrei 07 jirtigos
do Devalagore dizeiane qual é
o que respeita; Apjóvokimao-
vos do lar domestico / 6 ficereis
hterrados: familias seim anmor,
filhus “sem respeito; esposos
sem fidelidade, matrimonio sem
santidadet .eis 60 triste
que . se voê apresentas À
priedade é combatida, estebele-
cida s solidariedade do vicio.
O finto, a Tabina;ção dolos são
crisas ordinarias; às quebras
ummbrães estão ná nioda: à
ustra perdeu todo e pudor; 4s
especnlações injustas dominam
sobre o bem geral; o mteres-
sené oidolo do dia, a loóba
inestra/da vida publica e parti
eular. »

d SA T o —

CONSERVAÇÃO DA CARNE

Ia?’lr-

Cconsérvar

se

À carne para se
por .espaço de. tempo que
quizer, sem a saolgar, sem a
secear, sem à pôr ao fumeiro
nem n ceobrir cóm camadas de
uzeite on gordura, é bastante
mergullal-a em uma substancia
derretida, tirada d’ella propria;
pendura-se depois afime que es-
corra esse Ífiquido, e o que
d’elle resta ha superficie da
carne fórma uma capa ou . en-
volucro lermetico, a princeipio
molle e depois rijo, impermezn-
vel.ao.ar, e é humidade e que
por isso u preserva de toda a
espemne de eorrupção: Assim se
podle expedir à carne preparvada
d’esta fórma em caixas; ainda
que seja para paiz diverso.

Efurso

de Grammatica Portugueza
POR

Abilio David
F
Fernando Mendes

(Professores d’ensíina livie)

Obra ridigida em haritio-
nia com os progranimas
1los Ireeus edos candidatos
ac m’ng’ísíuríu eletnentar ‘ e
complementar nas escolus
norinaes.

Com umaá cearta—prefa-
cio do sr. João de Deus:

1 vn]umu’-Íjl’m:lnlrín) 400
réis, cartonado 500 réis.

NA CERTA á venda em
sasa do sr. Manoel Joaquim
Nunes:

é a td

NOVO DICCIONARIO
DOS. SONHOS

por

Frri DBraz o6 Frias. RotocHoSE

Jsta publicado . e exposto &
venda nas livrarias é/ :iosques
das p:’illl:ipaes terras do :-einn,
este ijaterresante livrmbho
é o minais verdadeiro e comple
to Diceionario dos sonhovs

Onde se en: visõea.: —Preço 00 reis> -Re- 5.70
: K= : 1
adeea PI’OIJI[LL- quisições 4 F. Silva, rua Qs )

;Tulhnl, 8a l_”J Lisboáa.

quadih j

ANNUNCIO
(Segunda publicação)

la

PELO Jaize de Inreito «

Comarra da OCertã é eartoris do
2.º oíBeio o eargo do escrivão
que este snbsereve , correin

editos e trifita dias, tm eon-
furmidade é para o0s efleitos do
artigo DI6 e seus 8S do codi
& cdo Processo civil, citando
igra todos 08 térmos do invén-
ario orphanciegico a que se
]ll’Ílc(,’i]e lll!l’ Í!bn” [36 .íllnlí[lil“
Niines da Silva; inorador Jque
foj nó Casnl da Magdaléria, fre-
ª,f’ll“ff.ifl i]l“ gi“[‘]llll’]lí’* .V!Íi“i
EI,YIIL”—, l.’l’l’d”i’l’.’l e ].
vios, Ihesrtos e desconhe
6h rúsidenta fiva da comarezs,
eem prejuizo do andamento do
mesmo inventario, e designa-
dâmente o intercasado José
Nunes da Silva e mulher Ma-
ria do Paço, auzéntes em par-
te incerta.osCertã, 22 do janeiro de 1892
e duis:.
“O Escrivão

Jose dos Santos Coelho Ge-
dinho:

Vetifiquei a exactindo;

Almeida Fernandes

A ESPOSA

VUltima ncvidade em peçãos
theatraes!

TTGAUDENCIO GABRIBL
GREGORIO: – trapalhbuda nm
acto, (pavra 4 homens), repre
aentada am varios tlleun-ns ilª!-
blicos e particulares, preço 100
TEeis,

A MINHA BARBA — mono-
logo em versos, por Musgalhães
Fonseca, representado Em
lis e theatros particulutes, Pre
ço fO reis,

UM CONCERTO DESCON-
CERTADO— s ena-Coniiea: de-
sempenhada pelo anetor Núnes
do theatro da Avenidas – Preço
60 reis.

A CASA DA TIA, .. —ceim-
ióneta de Ratnslhão Ogtigalho,
reniresentada em família 40 rs.

a

TE — cunçónceta cxeríptal e – re
presentada por um velhote de
ehinós Preço 50 reis.

TOMATES!—cançoneta – de
Lopes Barreto e pelo austor

9s applausos das creadas, Pre-
o DU reis.

Cirande collecção de>- dvimes
Magieas, comedias,. operetás,
emc. Ethcommendas a F. Sil
“uusdo Telhal, 8.4 127 Lisboa:

Verdádeiro manuaál das
Sinas

pelo doutor
Barvrista RisEMo JUNIOR

Livro precioso que habiht
todas as pessvas a conhecer

aoue
s ti esoca do nascimento e palas ‘
e dasínhas da palma da mão. Preco:

ln’lrpl’i:!. sina en alheja

peréis.=
; de livros.Está à veuda nas |o
Fedulos a E’

da EEFFEITO’ DO CHOCNOLA-

I’F]JÍ’ESWIUÉE«]#L na cosinha, comk

a yaa do Telhal, 10, Lisboa, *

VIRIATO HERMINKO (Pseudornimo)

TMm 36 ND TE o – S à
DRAMAS SANGRENTOS
Grims Vons Joglezea em Fiskos

GRANDE ROMANCE BISTORICO DE SENSÁÇÃÚ
VOULUMES ILLUSTRADOS COM 24 GRAVURAS
Os Dramas Sangrentos ou Crines d’uns inglezes em Lisboã
aão tma bella prodtueção que prende irresistivelmente o leitor;
arrastando-o, cheio de anciedade, ntravez dê todas as scenas
até final, pols É nin romance palpitante de acthalidade; de dia-
lngo unitilo; descripções flagrantes de verdade, fidelissimo na
pintura dê eostumes, chelo de situações draivatitas; entrecorta-

do de mil peripocias babilmente contrastadas entre si.

D’ASSIGNÁTURA

sm 6CONDIÇÕES

Por setnana iim fisciculo de 32 paginas, por 50 réis. — Às
24 gravitras, bem úlimo as eapas para brochãra, gratis. — Per-
centagem avs lª.m-r(‘—’.]lmlrlcntc—:.

Podidos 4 EMNPRIEZA SDITORA 3:9. NUNES & C.º
Litrgo, du Condê Barão,fisquina do Boqueirãe do Douro, Lisboa

& ª&—lª“; ªª
TEA EEA E ) em o S P :
NOVA PRODUCÇÃO DE
; Y FLmile feechebourg
Os romahees de E’mile Richebourg, que com tanta justios
são classificados como verdadeiras joias IJHEJ’M’iM, não só peo
grafidissimo iteresse que despertim sempre os sens entrecho
como tambein peln elevação é esmero dãá / sua linguagem, são
de esdinario tubdados..em.faclos perfeitamente verosimeis, e
desenvolvein todas àus suas pesipecivs com uma tão completa
naturalidade, (que impressionpm: profundamente & leitor, que
Jjulga estar c&sistindo a um dos múito dramas cominbven e, que
à cada passó se desenmolam na vida real e positiva.
CONDIÇÕES D’ASSIGNATURA
Cadu folha de 8. paginat, 6i estampa 10 réis. Sahirá em
cadernetas semiunaes de 4 falhas e uma estampa por DO réis
sêmndes,.
Aos volumes, a 450 réis, comporte gratis..
À BRINDE a todos os assignantes
Vista geral do pálactio da Pena, em Cintrá.

Os QagsTIS D9 Bortg —
PoR -.
GERVASIO LOBATO
Romance de grande sensação, desenhos de’
Manos! de Macedo, reproducções
bhototypicas de Peixoto & Inmão

; CONDIÇÕES D’A ASSIGEATURA

2 Em Ltsbos e Porto distribui-se sêmahalmentê om fasciculó de 48 px
ginas, 04 40 e vima photolipiá, enstándo eada fasciehlS a modica quantis de
G0 8 ffavos no aeto da entrége:

Párg a prosineia a expedicão gerá feito quintenalménte cóm a maxima
dade, seiéulos de88 pagiftos é uma phulutvpia,’éustando’ tada
s. fénico de porte. A

a fóra de Lisbôs on Porto não se envia fascienlo algum sem qug
previumélite se tntia Fecebido nº sen importe qie poderá ser enviadô em
estampílhas, valles d& corfõo o ordêgs de facil colrança, e nunca em sellos

e ||x|$’. áva ecónomisar pórte do cófteio ehviarem de cada vez
16 cineb eimais fascióolos cecebetão na volta do correio aviso
1lo pôr eéle n-ei6 cerdos qué não boútve exiravio. :

Ticspondentês, que deem boas releteóeias, em todos ag

terras da provineia.
Toda a correspondeneia felativa dos «Mysterios do Porto»s deve ser
dirigiãa franea de porte;, a0 gerente da Empreza Litteraria e Tvpographicáê
0,féua de D, Felco 184–Porto.

&
acontecimentos de 3l de
MINHA PRISÃO

A Empréza editora, d. J Nunes & 0; com esériptório
Ém Lisbes, mo Largo Barão, entrada pelo Boqueirão do Duro
520 1.º aeaba de expor a venda um magnifico livro com o ti-
tulo/ acinin; cofitendo 284 paginas, e 6m bonita capa lithografa-
fda a cóves, KEste explendido livro que é de sensação, descreve
jumicamente «0s acontecimentos do Porto em 3t de janeivo; e À
privão do tenente Homem Christo.»
j Auhi-se 4 venda 110 escriptório da Empteza e m
rarias de Lisbon Porto e provincias,
Remette franco de porte, à quem enviar a sua
‘taceia, em estampilhas, ou val do correto.

 

@@@ 1 @@@

 

ee o

EMPREZA EDITORA BELEM & G.
26, Rua do Marsehal Saldanha, 26 Lisboa

y

7 en

d lougT

por

Xavier de hontépin

&s

E’ um verdadeiro romance de ses:
rario de primeira ordem o que a emprezsa BELEM & Oº –
presenta aos scus numerosos e benevolos leito Nesse nro-
mance agita-se, admiravelmente dramatisada, uua das guestões
que no presente seculo mais teem prevceupado à attenção : dos
medicos e dos homens de seiencia: a hereditariedade do Joneu-
ra. E’ este um dos ultimos, e de certo um «dos mais primero-
2os trabalhos, devidos a tão fecunda perna de Xavier de Mono
tépin, cujas producções teem sido sempie muito lisongeiramen-
te apreciadas, e marcame-póde bem dizer-se=mna época — bril
lhante nos annaes (lÍJ TYTOIBANLE ]lll!dc)’lll!.

A emprez- diligenciando sempre concilisr em seu fayor b
sympathia dos seus assignantes, não só pelo euidadoso escrnpam
lo eom que procura desmpenhar-se dos seus Jleveres e eou- –
promissos, como tambem pelo criterio que emprega na esco-ttt
das suas publicações, atreve-se a aflirmar, seuw receio de du-tt
mentido, que não hão de arrepender-se de certs 05 que se-sda
gnarem auxilial-a mais uma vez com as suns assignanturas.

A obra compõe-se de 4 volumes illustrados com ehvomos o
gravuras, A 450 reis o volume por assignantar
Cadernetas semanaes de 4 folhus e estalnmpsa à DO veis, pago
ne acto da entrega.
: —==Brinde a todos os assignantes
Vista geral da Avenida da Inberdade

RECREID

FS O —HRecreio— é sem dtuvida umoa das pubiicações litlerarh s mais
sbaratas do paiz e que tem anicainente em nista propoteion ns Beus assi
gnantes leitura amena e util, mediante mma medicissuma retribuição, jsto é
cada numero— 20 rem, com 16 paginas à duas columaas em optimo paprl

Está em publicação a 12.*série, Cada série, contem 26 numero
e fórma um olume rompletamente independente. Em Lisbea a assigualura
Ppaga no acto da entrega, Fara a provincia, « assignatura é feita às series
de 236 numeros, e custa 0 qéis, : e

‘Toda a correspondeneia deva ser dirígida a Joio Romano Torres
va de Diario de Notícias 93, 3,º —Lisboa

são e um trabuiho litte-

3 a

Revista semanal, Litterara

Charadistica

CERTAGINENSE

Vequenos Contos
POR

s) t & E
Siiro) Camgvs

A empreza da
dia das Familias» acaba de edi-
tar mais um valume de reco-
uhecido valor litterario, Refe-
rimo-ntos o livro de contos ceu-
jo titulo encima esté annuncio.
Fa lo – sem menrto sérá des-
necessario pois que e neme do
sen anetor é por demais eo-
nhecido,

«Encxelope- Jis os titulas dos eontos : L
A lagrima, H, O beijo de Mar-
rida, AIL, Q Jlaço de fita, IV.
O cor

o

Olos nas pipas. V,
VI, O presente do eommenda-
duor. VILO O canario. VIIE Q
José Liupa, 1N O voto, X: A
symphenia, XL. O amor fruter-
no. AIl. As pombas. XIH /O
violino. XIV. O poeta, XV. AÀA
guitarra. NVI. Quem espera,
XVT O drama., XVILL O pa-
pagaio, XNIX, O numero 5:354,
AX. Desapontamento, X XI,
Coneurso original. XXKIL, Flo-
res e amores. XXIIL, Recar-
, XNIV. O: dois immigos.
‘ O drama da viscondo,-
sa. XXVI. À canção matern a
XX VIT. O dowuradinho. XXVIII

Os pequenines.

O volume x*itidamente
presso em npt.ilnu ]mpfl e ele-
gantemente — brochado, encon-
tra-se à venda em . todas as Ji-
as e no escriptorio da em-
preza da «Encyelopedia das
Familias», rma do Diario de
Notleias, 98, Lisboa.

EPNÇO 300 REISim-

Leopoldo Stapleaua

S COMPANHEIROS DO

me edramaa de grande

ÍUNHAL

Grudueção de Berxsio Syuinmnea
a a0 RE R DT Dn

Oscompanheiros de punhal». escriptos pela nosivel penna do |:um:mrl=-

aue tapleaux, o segundo Punson’do l'[‘lllnlL um uutro Alexandre I)IIII:HS

“N, ind’aquelles livres que desde 0 princípio prene or -r|m|l«’) zx_

,quae-riamrnlg possivel, tão bem escripto esta e saat 1) AS Seenas que
cpaordta da maior sensa-ão. :

“untrencompanhe iros do punhal». e a vira n h

gpress o svipathico áucror de tuntos rosiances que v

perente de Leopoldo Sta-
urtugal ainda desco-

uplz:r’ea a sua imagtnação andaz e l!rílhmrllr’ M’_vm'(—]un tio voÍH(-.r.nuv.n.lv
«etomensa espantusa concepção diessa palpitán historia dos «Lotpanheires
ado pnhals &ão variada, tão fertil em peripecias (Íl::nl Liras e que reve-
em um drama nivsterioso que nos commosa e eaptiva.

Condições d’assignatura

Publicar-se-ba em cadernetas semanszes de -“). Í’H”!:l.—: de 8
Paginas, ou de 4 folhas e uma gravura, pelo mmodicissimo pre-
ço de DO réis.

Brinde a todos 05 assignantes —

SENHORAS— Um bonito annel.

CAVALHEIROS— Um dos melhorés «lmanacks para 1892,
ou um bello kalendario em chromo, ou um prato: de falanças,
ou 100 cartões de visita com o nome.

AÀ enmpreza dã 20 ec. p. a quem se responsobilisar por 10
assignataras

Pedidos a GUILHERME MELCHIADE
LISBOA— Rua do Moinho de Vento, 1, 3 e 5—

EUGENIO SUE
terios 30 Vovo

Os fivs

Enpl(‘!l(lillll edicão Hioestrada com 200 gravrviras

Esta obra magistral do immortal romancista, Eugenio :ªuc, ifa | y
i s enda fascieulo | gardas, leuças, vidros, camas de ter-
i ro e lonça de cozinha em ferro esmal-

edicã vparecz(—u agora em cao pnpu!m-_ n GUO)
semanal, illustrada com 200 magnificas gravuras
no texto,

CONDIÇÕES DA ASSIGNATURA.
Em Lisboa— Um . fasciewo semanal de 15 paginas em
grande, dua clunmsas, pago no acio da entr UO rel

enrecvinela= faveiemens llli-*n.º,í’llííª’“ de 82
VXE

Ppos

Jota Eois
E

DE
v E 1
A, P, FRANÇCO
Deposito de tabucos, vi-
vees fanquerias fazendas
de 1ã e séda, chapeos ferra-
gem, quinquelherias, papel,
vellas cera, drogas, tintas
ete.
Agente
DA
Companhia de Seguros
Probidade
É
Empresa Litteraria
Fulminense

Rua do., Valle 357 n 41 e intercaladas |

Rua Nova 1

=CERTA==

FTn Jloba|

| pF

iJ, S, GARVALHO

I Neslo estabeleshnevto encontra-
|x nm variado sortimento de fazen-
l.í;,w lunncas de algodão linho, e se-
ta mercesria, ferragens, quinqui-
|heias, linho, solla. ealendo, aco. fer-
| ro, relogios — americanos de mesa €
| de purede, ditos com pezos e de pra-
ra algibeira, rewolvers, espin-

i tado, elc. ete, ete,
‘ Agenta da Companhia de se
guros
=:TAGUS==
| Rua Serpa Pinto
i [»L“TÃ —

BENEDIDS DEk LTRR

WVigzor do cabello de AYer,| mpede que
s mbeilo se torne brancee « restiura ào enbello ari
£alho u sua vitalidade Joruecsura..

Poritorat de cereja llel.nl_ver,_- O reme-
dio mais seguro que ha para cura – da tosse, lronshi-
te, Unma, tnberenlos e pulinonares,
tracto composto de sSalsaparri-
a de Ayer, — Para purificar o sangue, limpal”
o corpo e eura radical das eserophulss.

P remedio de Avrer contra às se-
1ões — F hras imlermitentes e biliosus.

Vodos et remedios que licam mdicados são allamente concentrados de tma
seira que sahem que um vidro dura muito tempo,

B sBA AAA Cntharticas de Ayer— U melhor purgalivo, suave-
‘ nleirunente vegoial,

e R NSS SU D DNA —

ds Hlvsgbais de Worafíuxd

Faz uma bebida deliciosa addie,
nando-lhe apenas agua e assuear;
1m excellente substituto de limão;
hbaratissimo porque um fraseo dur
Wwuilo tempo.

Tambem é mnito util no tratamente
de Indigestão, Nervoso, Dyspepsia €
dôr de cabeça. Preço por fruseo
reis. € por duzia tem abatimento,— Os
tepresentantes James Cassels &
, rua de Movsinho da Silveira, 25
fl — FPerto, dão a6 lormulas ao
& surs, Facuitativos que a8 requisitarem

Ferfeito Desinfectante e
purificante de JEYES para

des nfoetar casas e latrinas; é excellante para tirar gordura ou nodeas de rou-
pa, luny aes, e curar feridas

dAA : :
Vende-se em todas as principaes pharmacias e drogarias.
Preço 240 reis. 20, Ruafd’ Alcantara, 21
; LISBOA

Fornece todos os artigos de pertences para machinas e
ealdenas de vapor.

Pulsometros e Lbombas a vapor d’neção directa para levar
agua à grandes alturas.

Dio-se gratuitamente todas as indicações sobre machinas
motoras e industriaes.

Vombas simples para pocos
Tiraudo 1:000 litros por hora 7$000 rs.

« 1400 » » » 98000»
a ERO0O » » 115000 «
« 2700 » » » 185000 «

Estes pr
Ce-se u Lul;:lh

s comprenendem a valvula de suspensão. Reme-
n de chumbo em conta separada, AoM propricetarios de Caldeiras a Yupor

O proprietario À 3:t2 estahelecimanto acaba de adequerir na
sua ultima viagem ao estrangeiro * erYuz:y> de veada em Por
tugal, do pó dezemerustante e antecrustante parz eguas cal-
csrons salobras e aguas do már, evitando ter de picnr caldeiras
e a formação da cresta que as deterisra.

o e q !
EZ NMUSQUE.ENBDOS
PUR
‘AFEXANDRE DUMAS
EDIÇÃO ILLUSTRADA COM MAGNI-
CAS GRAVURAS E, EXOELLENTES CHREOMOL
CONDIÇUES Da ASSIGNATURA
1.º—08 TRES MOSQUETEIROS publicar-se-hão a fa

cicnlos semanaes,os quacs serão levados gratullamente a — cas
dos sre. asslguates nas terras em que houver dlstribujção orgê
maudz. 2— Cada taseleulo consta de 4 folhas de $ paglnas, fo
mato e papel de «Monte-Christo», e de uma excellente gravUs
ra em separado, ou de mn chromo à 12 côres. Havemá aleio
Yisso multas gravuras Intercaladas no texto.

3. — O preço do cada fascleulo, não obstante a gl’ªlldª
quantidade de materla, a nitldez da hnpressão, e o sacritielo
feito para consegulr excellentes gravuras e magnlficos chromos;
é napenas de 100 rels, pagos no acto da ontrega.

4.*-—Para às provinclas, ilhas e possessõe
as rême são franeas de porte. een
DAÁAS peasoas, que desejarem assignar mnas terras em
que não haja agentes, deverão remetter sempre á KEmpreza *
importancia adiantada de 5 fasciculos.

o
s8 ultramaris nas,

PREZA

Toda à correspondencia deve ser dirigida à EM m

LITTERARIA FLUMINENS E, casa editora de À, A »aS
vaLoDO- Rua dos . a, 1— LISDCOA EKetrozons