Campeão do Zezere nº7 15-03-1891

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1 ANNO Domingo, 15 de Março de 1891 NUMERO 7

á Bedatrctiores — Adminintr
Dn. J A pE Sovro BranDÃO rador
Dr. &. H. F vá CorceIÇão b Fnrancisco MánrTINS GrilLo
TAm E
õ SI(UX U URAS * UBLICAÇOES
([ aga adiantadia) : No corpo do jornal, linha S0 re,
LDA SEA S RAAS 2RRA t5200 Annunceios, » 40 »
Neihestre … 60 GRNMANAÇT . TNTN TNEA Repetições, K 9% »
AEEBDesthOo. A £300 SEMANARIO HUEEI ENDENTE Permanentes, preço eonvencion;f
Nunero favulao. .. 1141 00 MENA s. Us ars. assignantes tem o abati- b
BENA onA E AAA A to o DG ÍÉ]*“C’ET’ÍW meénto de 25 p. c. 3
ATIUDS A a atna s aaa aa p 1 STD SNAA A nnunciain-se gratuitamente: ) À

obras de que se receba um exem
plar.

Brdrigam Grande

Q,y &

Féra de EPElrogim acresee &

evhianca
8

dJoanquim WMartixs Griifo

Qrorogum Crande .

‘I’*mlaawrreºpondcnem dmglda ao du’eetor—J M. Grillo, || ]l Oq originaes recebidos não se devolvem quer sejam ou
GERTA. * 1l lknão publicados, se a redacção ássim o entender.
j – is 1 intos 7 ã itie : & — n ADDDOLROSIDD> mii
PEDBDGÃM GBANDE os mais ignominiosos epi- | pansão política, dentro dos
thetos, são amanhãiheroes, | trâmites legaes. Ao homem Estaddálo
b aan | bonemeéritos, – considerados. Fsansato repugna, . porém,
DERACÕES os apostolos. das sãs, das Jo triumpho dos. aéns prin- Mais um escandalo na
; 1 4 j é E ES é dNA
CONSIDERAÇO verdadeiras — doutrinas, os |cipios politicos, desde que | aristocracia ingleza:
Tlá cêrca de mez e meio | rrojados — defensores “da fpara isso tenha de passar A Joven condessa de
sobre o cadaver de seus ir- | Russell intentou acção de

que:a imprensa portugueza

“ -seocoupa da nmHograda

revolução de 31 de j janeiro;

pedindo uns a cabeça dos |

revoltosos, outros deffen-
do-os: Nós nem deffende-
1mos nem . accusamos. São
martyres d’uma idéia e, co-
mo tál, dignos do nosso res-
peito:
e fol_hearmos a historia
contemporanea, se lermos|
à narrativa das revoluções!
portuguezas desde o come-.
ço do seculo XIX, vemos
muitos e muitos exemplos
que, se estas idéias que vi-
mos expandindo não fossem
as nossas, nos ensinariam
a respeitar esse punhado
de bravos, que outra classe-
« ficação não teem, porque
tão heroe pode ser o
vencedor como. o, vencido.
Vencidos que estiveram a
ponto de ser vencedores, e
que muito bem podem ver
triumphar amanhã as suas
idéias, ou por meio da evo-
lução, ou por meio .d’outra
revolução mais bem pla-
neada.

Asepochas transformam-
se. O que hoje nos repu-
gna, senos afigura máu,
com o evolutivo decorrer
dos témpos, com a esperi-
encia des factos, pode,
amanhã, apresentar-se-nos
com uma aureola | de
felicidade, “mostrar-se-nos
bom, e abraçarmo-lo com
tanta sympathia, quanta
repugnancia Ihc tributa-
mos.

Os traidores, os infames

d’ªho;e designados. —com

honra patria.

Sendo a história a nªran-
de mestra dos povos, é a

Hogica incontestavel dos fa-
ttos o seu melhor guia,

respeitemos “estas irrefuta-
veis verdades, e aprenda-
mos nellas a formar a nos-
sa consciencia antes de

próferirmos” o mossorvera=”|

dictum sobre . factos d’esta
grandeza, reflicctamos n’el-
lás antes de diffinir
nossas idéias, de espalhar
o nosso sentir sobre a re-
volta republico-militar do
Porto. :
Andaram . bem? Anda-
ram mái? Eis o ddemma de

– que é mister sair.

-O elemento militar, co-
mo tal, procedem mál; é o
esteio da ordem publica,

jurou defender as institui-

ções e o rei; prejurou ata-
cando as ínsfituiçõus. ten-
tando depor el-rei, pertur-
bando a ordem publica,

ceuja manutenção lhe esta- |

va confiada. Com_q aposto-
los de principios politicos,
todós os elementos teem o
direito de espandil-os, de
fazel-os prevalecer. –

As leis Sociaes, conside-
ram todos os homens e-
guaes, por conseguinte com
os mesmos direitos

E’ tolhido a todos o direi-‘
to de perturbar a ordem,
e muito especialmente de
derramar o sangue de seus
concidadãos, o que consti-
tue um crime, mas não e,

não pode sex prohibida a ex- |

Y

as.

mãos, e salpicar o Seu es-
tandarte.com o sangue dos

pho pela evolução, não pe-
la.. revolta; – pela educação

sos vis, pelo insulto.
Condemnemos a revolta,

já pela effuzão de sangue

portuguez, já pela anarchia

0 paiz, ejá psrque julgamos

de instituições: com o que,
agora, nenhuma wantagem
szeyirizunos.
| / Seneuremos & revolta e
os revoltosos, mas façamol-
o dentro dos limites da de-
ceneia; lembremo-nos que
estão sob costodia e por
tanto indefezos. e lançar
affrontas ignominiosas em
rosto a quem se não pode
deffender, é o cumulo da
covardia. Se na revolta en-
trarum homens repugnan-
tes pelos seus precedentes,
tambem nella se envolve-
ram caracteres serios, mi-
litares dignos e valentes.
Andaram mál? Lá estão

as Jleis, e.leis rigorosissi-
mas, para . castigar os, de-
linquentes.

Não pedimos a sua ab-
solvição porque entende-
mos devem ser castigados,
visto que dchnqun am, mas
tambem não pedimos a
sua condemnação. Isso per-
tence aos conselhos de guer-
ra, a nós só nos cumpre
pedir —Justiça e só Jus-
tiça!

d M Qrdtos,

adversarios. Quer o trium-:

do povo, não pelos proces–

1ente lançava | :
‘Sas, e que está resolvido: à —

desnecessaria a mudança.

| zento,

divorcio contra seu marido.
o conde Russell, neto do
grande homem de estado
lord Jchn Russell, filho
d’um duque de Bedford, e
a quem se fez conde e par
em 1861.

O conde de YKussell diz

que as accusações que con-

tra elle faz sua mulher são.
completamente . calumnio-

«defender-se | até é ultima

Tmros tribunaes.

. “Os condes de Russell ca-
saram, apenas ha um anno.

Lord Russell tem 26 an-
nos. A condessa, um pouco.
nmais _]oven é a filha mais
nova de sir Claude Edwaxrt.
Scott.

Lacre.

Inventou-se em França.
uma linguagem do lacre
parecida com a formosa
linguagem das flôres.

O lacre branco é o esco-
lhido para os casamentos; o
preto, para as defunceç ões;,
o violeta, para os pezames;
o côr de chocolate, para os
convites para juntar; o ver-
melho. paraas cartas de
negOCIOS, o tubi, serve pa-

a as cartas de amor cor-
respondxdo, o verde, em
caso de esperança; o pardo,
para uma carta de recon-
venção; o amarello,-0 ciume;
o verde pallido, arguições;
o côr de rosa, pertence ás
meninas solteiras e o tin=-
emprega-se entre
&m_lgo& *

 

@@@ 1 @@@

 

AUDIENCIAS- GERAES
Crime dê prejurio
No dia 28 de fevereiro ultk
mo, respondeu etn audiencia ge-
ral um individao de nome Ma-

noel Fernandes Alexandre, d’es-”

te concelho, acensado do crime
de. prejurio.

& Provou-se á evidencia o cri-
me e ácerca do seu compurta
mento us testemunhas de defe-
%2a fizeram varios repavos. As-

sistimos à diseussão da causa e

apenas houve durante o ideceur-
so delláa um incidente digno
.de.menção, tal foi, o.de o me-
ritissimo. Juiz mandar retirar
*do tribunal uma testemunha
por se recusar a responder ás
perguntas me s. ex.* lhe fa-
via. S. ex.º mostrou muitissima
complacencia para com a teste-
munha,/pois /que, para evitar &
autuação d’ella, lançou mão
d’aquelle’ expediente.

Tivemos : oceasião de ouvir
discursos brilhantes.

O dig.” Delegado, que – fa-
zia a sua estreia em processos
de tal natúreza, accentuou mais
uma vez os seus dotes orato-
r1os. Pareceu-nos porém, que
s; ex.º*/ se oceupou demasiada-
mente com, às provas testemu-
nhaes, que eram todas á carga

‘”cderrada contra o reu, desde a
primeira de accusação até á ul-
timá de defeza.

O nosso. collega nesta re-
dacção, o sr. dr. Brandão, in-
cumbido officiosamente, á ulti-
ma hora, da defeza, sem duvi-

da agreste, por lhe ser * defficil

senão impossivel destruir as
provas apresentadas pela accu-
sação, portou-se como era de
esperar.
— Começou por dizer que a
requisitoria do Ministerio Pu-
blico tinha sido um «bonquet»
de flôres rethoricas, uma. allo-
cúção rendilhida de . phra-
ses bonitas, encantadoras, ete.
Assemilhava-aporema uma d’es
tas bolhasde sebão quese somem
0 mais leve sopro; comparou-a
‘ainda à esses castellos roman-
tico-idealistas das «mil e uma

FOLHETIM

O cão
t. DA

COMPANHIA
(Jean Nicolai)

( Continuação do n.º 6)

O sargento estava pensatizvo:

—Essa pergunta agora!

Houve um pequeno silencio,
& repentinamente:

— E a bandeira?-
““=—Era o tenente Fournier
quem a levava; disse o primei-
ro soldado; mas cams Vi-o eu,
Depois pegoú-lhe um capitão e
cain tambem. Então um solda-
do da sekta cninpanhí’a tirou-a
do pau, enrolou-a e escendeu a
1of baixo da fardat póorêm

JAMPRÃO

noutes» 6 tratou-de querer de-
monstrar que a aceusação ti-,
nha cabido em contradieções
Alagrantes estabelecendo
ponto o seu baluarte. onde se
intrinchejrou despejando — toda
a metralha da sua argamenta-
ç㺠S()bl'(*, A I)X’UVH, HÍÍCÚSHL’]U.I.EL

Mostrou o nosso collega unto |
subtileza, qne nós de bá mui-
to Ilhe reconheciamos. Seja-nos |
porem permíttido fazer algumas
considerações e derculpenos o
nosso collega taes considera- |
ções. Á

Se a nós nos fosse incumbi-
da uma defeza tão .arduz,. tão
ingrata, nós que não possuimos,
nem a perspienscia nem a subii-
leza do nosso collega, encami-
nha-la-hiamos. para um Outro
campo. Quando contra nm reu
as provas são tam homogeneas
e cabaes e como consequencia
a aceusação tam cerrada, a de-
teza só encontra uma fisga por
onde podia respiraur.

O uhico. salvatorivo é Jevala
para o cempo das theorias inv-
dernas sobre criminologia.

Temos a plena convieção de
que o nosso collega podia
demonstrar seientificamente que
o reu era irresponsavel, , pois
que é siumples inspecção occeu-
lar nos pareceu um idiota €
como tal escapava-se á saneção
penal. :

Descjaria-mos: que se levasse
a defeza para o, campo do sen-
timentalismo, fazendo incutir no
espirito do jury, que era um ve-
lho o delinquente, cuja regeno-
ração pouco ou mida lhe spro-
veitava e á sociedade. Conhe-
cemos ,que é de magno alcan-
ce pubir um delinquetite, de
mais à mais quando se trafa
d’umh erime de natureza tal co- |
mo a de que tratamos, pois
que múuitas vezes inutilisa-se
tortuna, tolhe-se a . liberdade
individual de qualquer eiêadão
honrado,. com um testemunho
falso, no entanto não podemos
deixar de lamentar que servis-
se de exemplar um sexagena-
rio, talvez desiquilibrado e quem
sabe se hypnothis&do.

um formidavel golpe de sabre
o fez cambalear, é ubservei
que, com ella’na mão; estendia
o braço para os camaradas
afim de que tomassem conta
d’ella. Depois disto nadá mais
vi.

=—|E quem à levaria?

— Um prussianho; talvez.

Proferiu-se uma praga.

Em seguida o sargento, le-
vantando-se e designanda a es:

trada que se estendia até ao

fundo da coullina, disse:
—AÀ caminho!
p *
*o
-ÃÀ estrada, quasi encoberta
pelo nevoeiro, prolongava-se
por entre os campos e as vale-

tas onde a agua sé introduzia.

Ninguem , apparecia. Um cão
enlaímeado, com . o pello a es-
Corrér é à cauda peadente,

DO LZEBZERE $
.

Rcpctímosv, desentpenos” o

Í nosso collega estas considera-
8

ções filhas talvez AUina gran-

Y
4 de monumania P(:l&d lll()d(—’.l’)lli.x’

theovias eriminatistass”

Q meritissino Juiz, que era
a PLimeira vez,. : que tambem
présidia a uma audiencia geral,
fez o velatorio, manifestando a
par dos doetes . oratórios um
bello coração.

Ticenmos Oecâsião de obser-
var aà impressão sensibilisadora
que prodúzio 0 disenveo de &.
ex.* no auditorio, principalmen-
te quando se vefermu á influen-
cia,que. exercia a relizião na
organisação, conservação e pro-
gredimento das sociedades.

— Tratava-se dum crime de
préjurio! disse s. ex:*. Conside-

rava-o, como um attentado con- –

tra a Divindade ete. Referin-se
amda e foi quando mais sensi-
bilisou o &uditorio, a um filho
que tinha e à quem apenas
lhe ouvira balbuciar o mome de
pae lhe ensinara e . pronunciar
o nome de Deus— Verdadeira-
mente genial e sublitue tal pen-
samehto ! :

Apresentou ainda com toda a

celareza e dedueção as provas
; dOo;,

apresentadas tanto pela aceu-
sação como pela defeza.

Formullados os ques1itos, re-
colheu-se o jury .a sala das
suas deliberações, d’onde, sahiu
decorridas 2 horas com o seguin-
te veradietum— Provado 0 cri-
me de prejurio e provado o
bhom “comportamento: do reo.
Em virtude do que o m.” Juiz
lavrou a sentença, condemnan-
do o reo na pena de 2. annos,
1 mez é 6 dias de prisão maior
cellular’ e na alternetiva de 3
annos e meio de degredo ‘ que
poderá. cumprir em posseção
d’africa de 1 * classe:

No dia 4 do corrente mez
tambem — respondeu — Paulino
Duarte, exposto, aceusado do

crime de furto com arromba-

mento praticado n’vma capelia
de Villas de Pedro.
TFoi condemnado na’ pena de

4 annós, 2 mezes é 12 dias de

tratava á inargem da valeta,
deixando na passagem, sobre a
terra encharcada, algumas got-
tas de sangue que a chuva
desfaziá.

ÀA’ direita, ‘por detraz dos
campos, ouvia-se-um 1tido sur-
do, similhante ao rodar de car:
ros. Estava ainda longe. O cão
parou. Tmhana bocca uma trou-
xa, que pousou sobre à lama.

: Pouco depois pegou n’ella de
hovo e continuou no seú cami-
nho. õ

Um pequeno carro descober-
to puchado por um cavallo cas-
tanho appareceu no alto da es-
tráda.” Uma’ mulher já idosa
vinha, ao fundo abrigada por
um guarda chuva,. trazendo
junto de si um rapaz de seis
annos. À mulher chorava.

O marido, sentado na frente,

azorragava ocaávallo. Na ‘direé:

pri matr*dêritlar e em al-
ternativa na de 7 annos de de-
gredo ,que será cumpr-ida, em
uma, das posseções d África de
1:* clátse.

Não ássistimos á, discussão
d’esta causa, portanto nada po-
demos dizer do quê se passou,
no entanto consta-nos, qQue na-
da” de extraordinsrio? se: deu,
continuándo a affivmáar 08 “seus
dútes cratorios os m.” Juiz,
Delegado e dr.! Brandão.

A
o ADIR RRAn —

NUMERAÇÃO

Está coneluida ajnumeração
por fogos. de , todos os .d’ette
Concelho, ;

O resultado foi- oseguinte:

Freguezia do Coentral…..225
« da Castanheira…..1352
« de Santa Catharina. . 407
€ da GFA . cnA DAA
« deN.S.d’Assumpção. 929
Lotalkors aa teeeredodO

W

COLLAR DE FEROLAS
: : ;lilrvr;;;

f o
(C.8. ú’x’-.)”»(_’

ÀAs horas passam,/vão
Envoltas na tristura,

. Na triste, escuridão

. Da noite mais escurd, ,

Fere-me ô córação ‘

O *spinho da âmarguia..:
Não Vejo um só clarão
Não logro úma ventura,

Só me lembio de: ti,
Dos dias que nãovi:
Teu rosto descandura;

Nesta recordação
Às horas, passam, vão ;
Envoltas na tristuta. …

‘ P JoGo’Branco
ção. em que o carro havia. de
passar’/ atravessou-se o cão:,

O, jeavallo, já cansado, tro-

peçou. O homem praguejóu e;

vendo o cão, den-lhe uma forte
chicotada. R
Oanimal fugiu,, ganindos,
—Olhe,, papái+— que leva .el-
le na bocea? perguntou o ra- .
paz. TuA REA
E’ um ossá respondeu 6 ho-
mem e o carro passou. “Oxcão,
coxeando, continuou.a cami-

nhar.

Por um atalho vinham duas
meninas terido ambas a cabeça
coberta com a sua saia de fus-
tão. A

O cão affastou-se:,,

(Continúa)

Trad. de

(Pedrogam Grande) ,

José Diogo de Bémos:”

pémos:”

 

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é CAMPEÃO DO ZEZERE
Esta sentiu no cm-aç?&» uma PASSO%

fitieratura – é

ãxªª fimno »

(Conclusão) 253 É

Resegasão

“”No: immenso túrbilhão dos
Wa]swt«u Martha, guiada p«,ln
braço de Raul, sentia pd.m pri-
meira vez o élo magnetico – do
amor prender-ihe o cor:
d’antes, apenas vivera Y
do aos eáprichos da phantasia,
:A Voz, suave eansinuánte de
Raul; chegava-lhe aos ouvidos,
domo o tenue cidiar da aragem
quindo, tremente é bositante,
parece supphcar á vrosa uma
romessa de terno amer,
— Fimalmente, a walsaterminou.
.As ultimas melodias esvai-
‘ ram-se no ambiente, como o
1 “derradeiro canto de amnor sol-
tó por um moribundo.
*
%. *
anndo a aurora imprimiá o
primeiro osculo nas pétalas or-
talhadas das rosas, finalisava o
baile pela .ultima marca do
«cotillon».
Pouco depios, a _]oven viscon-
j Ê; dessa, envolvida em uma ele-
gante asortie de bal»;. desctia
ela escada do. palacio, desdo-
grandu sobre o escruro tapete a
longa «trainer do seu vestido
de baile, semeado de flores e
toberto de- renda.

Raul, encostado: a um do%
.vasos que ornava a immensa
escadaria, via-a appar ecer ‘ e
pgocufou no semblante da, vis-

“ condessa uma expresão d’affo- |

á cto, illuminada pela luz melan-
1 « colica d’um ultimo olhar. .

Como duas, balas, trocadas |

d um dúelo de morte, os olha-
“rês cruzaraimesê por um mo-
mento, produzindo effeitos di-

Versos.
“ Ó de Raul’penetrou fia alma
, “da viscondessa, óomo um raio

de sol que aquece a fiôr gela-

SN MBAA
& O de Martha encontrou 6 es-
eudo 1mpenetravel da indif-
— férença, que encobria o coração
do manªebo, como . a rocha da
pràia aos pês da qual soluçam
eternamente as aguas do ocea-
no. õ Ã
t 4 Raul / disse & viscondessa
que a amava., mª’& esse Amor
era a_penas uma lmpl’ed㪺 pas-
Sageira,.vivamente colorida na
« téla da paixão ephemera.
A DS SS phráses admavels, vt-
brantes de. sentimento, em que
— a palavra camor»;, balbuéi-xd.),

“remum instante denthusxa«mo

D econtrastava com um sorriso, –
geiramente desdenhoso, que lhe
contrahia 03 labios.

— Era um bloco de gelo arre-
fecendo subitamente a lava di-
manada do vuleão. .

Acabado . o balle, quiz vel-a
‘ pela ultima vez:

E das pupilas aniladas dos
seus olhos fórmosissimos, par-
o “intiu/como flechã envenenada,
s umiolhar de déspedida que fez

Í estremecér a viscondessa.

| dentro em breve a analisar

dôr enorme e parecen-lhe ouvir

uin coro de gemidos, soluçando
t
no IÉSP.ISJ

É que o àâmor de Martha,
gerado na vida phantastica do
sonho e dadieado & uma visão
ehimericá, desabrochsava agora
immenso, -profundo e grandioso
por esse rapaz dehicado e bello,
copia fiel da sua paigão idesl.

O destino affastáva-a talvez
para sempre do homemo que
adorava; e á sua alma affectuo-
sa descia para d. realidade ter-
rivel da anzencia:

Reguengos. 4

Magdaíena Martins de (I;il’r)alho,
TRIBUNAL DA OPINIÃO
PUBLICA

(Secção’ eritica)
N’esta secção começaremos
os
actos menos justos o Jlegaes

| practicados pelos Drs. Vicente

Dias Ferreira e João Antonio
de Sousa, Juiz e Delegado,
que foram nesta Comarca e
actualmente na d’Aldeia Gal
lega.

Escalpellaremns esses actos,
verdadeiras pustulas juridicas,
em face dos processos existen-
tes nos cartorios d esta Comar-
ca.

E’ da responsabilidade unica
e exclusiva do rednactor
| semanario, dr. Antonio da Con-
eelçã’.o, tudo quanto se cserever
B esta seugao.. a dA

oA ANT TE NTA ——
. REGRESSO

Regressou a esta villá o nos-
so amigo Augusto Tnomaz Bar

«reto, acompanhado de sua Ex”*

Esposa e filha, que foi pussar
alguns dias a Lisboa.
S aa
OTRANSPERENCIA

Foi transferido da Comarea
de Sattam para à de Macedo
de: Cavalleiros, o nosso bom
amigo dr. Sebastião Maria
Sa.mpmo, dig.Ӽ Delegado do
Procurador Regio. &

. CONTAS

AÀ Comnissão Administractiva
da Misericordia d’esta villa, es-
tá procedeu’lº à or º’ams«lç,m
das contas d’algumas gerencias
dos annos antcuore», afm de
serem submettidas & appmva-
ção superior.

RD E ED MRA ——
FALLECIMENTOS

Falleceu em Lisboa a espo-
sa d sr. Abilo José David,
conceituado negócinnie d’aquel-
la praça; é nesta villa o pae
do nosso” presado assignante
Joaquim Pires Coelho Dnv1d

Os nossos sentidos pesames,

e d Derrota

d’este |

de |

Deve realisar-se “heje 1″7 a
procissão dos Passos.
Consta-nos orará orev.º
pos e Castro.
m me s ETA a ( STA
Alsacia-Lorena

Cam –

Tomaram-se medidas.em |;

Alsacia-Lorena pará tarnar
mais. difficeis as rêlações
entre aquelias. provincias e
povoações franecezas
fronteiriças:

Havia trez mezes que se
concediam umas certas’ fa-
cilidades aos, francezas que
iam . alli – vender fructos.
como. era: dispensal-os’ de
apresentarem passaportes
quando ve, tratava de povos
da fronteira, mas agora em
virtude d’uma disposição
publicada no «Diario Offi-
cial,» de Berlim, essas; fa-
cilidades du%appaleceram.

as.

oA REA E E A a ,

Numa das ultimas ses-
sões do parlamento alle-
mão, o sr. Richter, dirigin-
do-se, ao, chanceller do im-
perio disse:

«O grneral Caprivi quer
servir-se das armasodiosas

que. o punclpe de Bismark).
eserimia contra os liberaes, |

ms ellas não terão a mes-j-
ma eff,mpm.dado o valor :

inferior d’um homem quei

não é imgis de que um arr e—!

mede do principe de Bis-
mark.»

O chanceller foi derro-

tado. |
“95 㪪l» “

ONTIOS PERSAS, mm«ms EORINEZES .
POR :

” DEBVIS

Obra lllub’rraua com bellas gravuras: «
3 AN

Oscar TNAA aaa o

E’ uma obra verdadeiramente ex:traorãmarm, chma’ªde ml

, “Ja_*_’ã

e de vivos aromas, banhada por.

a obra com que esta | E Impreza inicia uma sema de publicações
destinadas à cáusar sensações, obrus
thorisada de escriptores de primeirá frrandeza. Esta, que nos –
faz passar pelos olhos deslumbrados;:como-n’um sonho produzi-.

do pelo opio, toda a phantastie

muito superiosxos contos que existem tradieidos por Galland,
pois que encerrá os mysterios, às reminiscencneias do Oriente,
desde a litteratura da Indiá até aos poémas, traçados nos confms
da Asia, como -à fitteratóra persa, arabe e jáponeza: :

Em todos os pmzes onde

feito à sa apparição, nuterosás edicções se tem ]ogo esgot&do

em resumido espaço de fc—mpo

CONDIÇÕES , DA A%NIGNATURA
LISBOA .
uas. folbas, por semana, da 8 paginár, ém 8.º grmde, ulternadaa oom. :
bellas illustrações pagas no wro dm eNLIPEAS ee .. 50 reis
PROVINC EJAS) W : ‘
Um fascienlo qumzen-:I de quatro fal. as de 01_0 pagmas, uma, gravum, ‘

inpressão niviaa, pagamento adiantado

FWIPRDÁA EDITORA: DO MESTRE POPULAR
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LT SBOA — «

ANNUNÇIOS

imeriinime mee

ANNUNCIO

1.º publicação

EEO Juizo de Direito da
Comarca de Pedrogam
Grande e cartorio do te
ceiro officio, correm edi-
tos de trinta’ dias, em
numgnmento e para os Líi’extos
do artigo 696 do , Codigo do
Processo Civil citando para
assestir aos termos do inven-
tario orphanologico a que se
procede por fallecimento — de
Luiz Alves de Carvalho, mo-
rador que foi nos Rapos (Jimei-
ros, freguezia da Castanheira,
o interessado —“Manoel Alves
de Carvalho, casado, auzente
em parte incerta.”/”
Pedrogàãm Grande 27 de
Fwer»uu de 1891.
FITILÃO Escrivão-= ;
Alberto Eugenio de Carva-

lho – Leitãos /
Venfxquel a eaàactlâão

j X Motta

PHARMACIA.

‘DE

| MANOEL SIMÕES CASTA —

s NHEIRA í
Pedmgam Grande

“mwm’“ª’

contra à tenia ou solitaria
Freparam.se . inteiramente ve-
getaes e inoffensivas

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cum :

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deiLisboa em um dose e vinte e dois duis de vada mez dão-se passagens gra-
tuitas as familias, de trabalhadores que desjeemirpara quasquer Provincia
do Brazil, d’esde l15boa ate ao Rio úa Janeiro, À sua chegada ali, o Go-
vVerno conçede-lhes traneporte gratuito nte à Provincia a que se distinem,
se z2hi são livres para tmpregarein àa sua activídade

Oflivro, que “prevemente vãe ver a luz da publicidade sob
* titulo de CHROMOS, e onde se reune uma : admirável e va-
Tiosissima collecção de contos, váe ter um grande suceesso. por
ser uma obra de merito, onde o léeitor vacila no que mais de-
verá apreciar: se o elevado do estylo, se o burilado da phrase.
À sua auctora’ e uma escriptora distintissima, como o attes-
tam as suas produ/cções que são muito procurdas e lidas, es-
pecialmente no Açemtejo; e o livro que ora vá> aparecer , terá
uma larga extradção não só ali, mas em qualquer parte : onde
appareça algum xemplar. /

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O livro CHROM(GS, formará

Regueéngos e na Certà, pode ser adquirido pelo modico.

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tins Grillo, na Certã.

um elegante volume”! que, em
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20 reis.
ngos, ou ao editor Joaquim Mar-

laboriosa – trabalho

quê mais lhe convenha não contrahindo nenhuma divida pelos beneficios re-

Na redaeção d’este jornal prestão-se esclarecimentos.

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dJunquim Meriizs ECrillo

Hlberto E. E Teitão

Escrivão e TabeNião
Pedrogam! Grande

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Rtua deMiguel Leitão d’Andra-
de. E

TNET RETNENT ARNSENECNNEANEATT
Advogado

W. A. de Souto Brandão
ESCRIPTORIO FORENSE
Largo da Igreja
Pedrogam Grande
N’este escriptorio toma-se
eonta de qualquer causa civel,
erime ou prommoções quer
dependam dos tribunaes da Co-
marca de Pedrogam Grande
quer de outros quaesquer tri-
bunaes do paiz; e tambem de
outros quaesquer negocios civis
das repartições publicas d’esta
villa, ou fora d’ella.

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Augusto Thomaz Barreto
Rua de Miguel Leitão d’Andrade
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ESTA acreditada casa acaba de
receber fina manteiga e bons àssuca-
res, chá e café, que vende por preços
muito rasoaveis, assim como esta á

espera de múgificos charutos e outras
mqualidades de tabacos.

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Estabelecimento de ferragens
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raria e Charadistira

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das publicações littérarias mais bara-
ítas do paiz e uue tem univamente
em vista proportionar aos seus assig-
nuntes leitura ameva e uviil, mediante
uma modicissima retribuição, 1sto Ó
cada nomero — 26 1éis, com 16 pagt-
nas a duas columuas e em optimo pa-
pel. S

Está cm publicação a 10 * serie.Ca-
da série de 26 numeros formam um
volume completamente independenteê,
Fm Lisboa à assignatura prga no áeto
da entrega. Para a provincia, a assig-
vatura e fota ás series de 26 numeros
e ensta 580 reis.

Toda a correspondencia deve
ser; dirigida a João Romane
Torres rua do Diario de. Noti-
cias 93— Lisboa.

—EDITOR—
==-Albano Nunes Roldão=
Typagraphia e impressão
Travessa Pires, N.º 16 2