Campeão do Zezere nº15 10-05-1891

@@@ 1 @@@

 

1 ANNO

Bedactores
Dr. J. A. n$º Sovro BrasDÃo
Dn sA EDA Cortcmção

ASSIGNATURAS
(Paga adiantada)

ADHO AA E dd S 15200
Fanestre…. x s60)
Erimestres….110 te ti RS
Numerê avulso…..1.. : $s030
VOEAIIRE a cn 8S000
Africa ÍS

Fóra Pedrogam acrescej a

3obrança —

o

Covenaaem (
dGNm Gc

ÍÚ;É

Domingo, 10 de maio de 1891

Ã

SEMANARIO INDEPENDENTE
mo AGD D

Direstor

Joaquim MMártins Grillo

: NUMERO 15
*
Administrádor

FrancrsõoMartiNs GhipLo

PUBLICAÇÕES
NoZeorpo do jornal; liuha 80 rs;
Annuncios, » 40 »
Repetições; » 20 »
Permanentes, preço cohvencional
Os srs. assignantes tem o abati-
mento de 25 p. t&.

Annunciani-se gratuitamente
obras de que se receba um exem
plar.

Dsdrogam Craude

‘Toda a correspondencia. dirigida ao director—dJ. M. Grillo, || |

CERTÃ.
d

PEDROGAM GRANDE

3Jondo Chagas

À Justiça julgou e o Au-
gusto Chefe do Estado
eonfirmou à IMniíqua pena

“deseis antos de degredo,
imposta .ao nosso col]eg&
João Chagas; :omo impli-
eado no movimento de 31
de janeiro. O Augusto Che-
fe do Estado confirmou, di-
zemos, por que, até ao mo-
mento em que o nhavio que
o conduz levantasse ferro,
esperavamos ver appare-
eer a tão decantada cle-
mencia regia, o tão nobre
decreto d’indulto, que pou-
passe a sábida para o de-
gredo, aonde terá d’afron-
tar os tropicaes calores do
coutinente negro, áqnelle
jornalista !

À clemencia que perdoa
no assassino, ao ladrão, é
escoria da sociedade, .não
deve » ser conferida a um
jornalista que cometteu o
horripilante crime de ser
anti-monarchico !

Não desejariamos levan-
tar mais à nossa humilissi-
ma vóz sobre este desgra-
çado movimento que enlu-
tou tanta familia, e arras-
tou dezenas d’infelizes ao
exilio e ao degredo, mas
entre elles vae um jorna-
lista distineto, um caracter
nobre, e o espirito de cama-
radagem, o amor 4 justiça,
á verdade, leva-nos a le-
vantar o nosso vehemente
protesto contra a marcha
para as plagas Africanas,
dum homem que estava
sob custodia por occasião
da revolta, e por tanto só
processado por escrever

artigos “Yiolentos contra a
monarchia, ou antes, contra
os: governos que arrasta-
ram a patria á beira do
abysmo onde, cobrado o
fragil fio de seda que a

| prende, desabará inivita-

velmente.

José Maria de Cagal Ri-
beiro, hoje cende de Cazal
Ribeiro, ministro de Portu-
gal na. torte de Hespanha,
e um dos: validos no . thro-
no, esceveu, ha annos, ar-

tigos muito mais exaltados,.

e dos mais violentos, mes-
mo, que a Republica Por-
tugueza, de que João Chagas
era redactor principal, pu-
blicou, transcriptos de ou-
tros jornaes d’aquelle tem-
po e de varios folhetos.

Hoje mesmo, qual o jor-
nal que não tenha atacado
a monarchia? O Diario
Popular, o Portuguez, as
Novidades, e . outros orgãos
dos partidos monarchicos,
teem verberado o rei, tão
asperamente como os cam-
peões da democracia; mas
esses teem mais auctorida-
de, porque os seus redacto-
res tem sido valentes obrei-
ros da desordem, da anar-
chia, os impulsionadores do
desprestigio dos institui-
ções, os algozes da monar-
chia, os conselheiros que
hão de depôr el-ret.

O sub titulo d’esta folha
— semanario independente,
mostra bemo que somos;
juntando á independencia
absoluta a mais completa
imparcialidade, estão difi-
nidas as nossas idéias pe-
líticas.

Do alto, porém, da nos-
sa independencia e impar-
cialidade, não podemos dei-

Os originaes recebidos não se devolvem quer sejam oú

|| não publicados, se a redacção assim o entender.

xar de lavrar em caracte-
res de fogo, o nosso pro-
testo contra a marcha
de João Chagas que, para
nós, e para os que, como
nós, teem o espirito livre
de faceiosismo, e portanto
vemos os factos pelo pris-

| ma real, esse condemnado,

esse degredado, é um mar-
tyr, vietima d’um erro ju-
ridico, e alvo dos rancores
monarchicos, por ter a cora-
gem de dizer bem alto o
que séntia, o que nem to-
dos fazem, por viveres mais
das ideias do que para as
ideias.

— Ter um caracter altivo,
frânco, é maior crime do
que aproveitar os sombras
da hypocrisia, o eseudo do
icognito, para traiçoeira-
mente vibrar os golpes.

Condemnamos a revolta,
e basta para tál terem en-
trado n’ella caracteres tão
mesquinhos, tão baixos co-
mo Santos Cardoso e Fe-
lizardo Lima, mas tributa-
mos respeito aos que luta-
ram pelos prinerpios.

Honta, pois, ao martyr
dos principios, ao jornalis-
ta altivo—João Chagas.

J. M. Grillo.
SAA o RTA DCE tAAA A
Prisão

No dia 4 for preso pelo
official d’Administração
d’este Concelho, a requisi-
ção do Administrador do
Concelho em Alvaiazere,
no mercado que n’esse dia
se realisou, um refraetario
do exercito, quando estava
effectuando uma transação.

É’ caso para se dizer
que se veio metter na boc-
ea da lobo.

?!

Tem-nos parecido ver-
vadeiramente phenomenal
que desde 1 de fevereiro
d’este anno, data em que
principiou a publicáção
d’este semanario, o escri-
vão do 2.º officio não se
tenha dignado arranjar-nos
um annuncio judicial.

Porque será ?…

Chamamos a attenção
paraá o artigo 197 do códi-
go do Processo que diz:
À citação que se, Verííícàr’

| será annunciada depois da

affixação. .. e em outros
dois numeros de álgim pe-
riodico, havendo-o, em cada
uma das localidades onde
se affixarem os editos.
OSENAIRTEO MAL —
Reliquia

O thesouro do Sultão de
Constantinopla .consérva,
como uma das suas reli-
quias mais preciosas; úma
carta autographa attribui-
da a Mahomet:

Este documento foi des-
Coberto, por acãso, em
1850; n’um cohvento de
Copte e comprado em se-
guida pela Turquia, pela
quantia de 18 contos de
réis: VEA d

Recentemente iim sabio:
orientalista . de. Vienna; o
sr. Karabacek; teve occa-
sião de se oceupar desta
carta: Depois d’um exame
minueéioso; chegrou á con-

vicção de que devia ser,

obra d’uim falsario: ;

O docuimento é posterior,
pelo imenos, dois seculos, á.
epocha de Mahomet;.como
se viu da comparação da
forma de lettra, entre o do-
cúmehnto em quúestão é ou=
tros cuja authenticidade é

absolutamente innegavel,

 

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Estadas
Estão entre nós os srs.
Abilio José David e Firmi-
no. José David, acreditados
commerciantes, estabeleci-
dos em Lisboa.
Os nossos cumprimentos.

ti om [BEDA EE f SR —
Deatermdog

Com direcção é Certà e
outras terras, para onde
vão desterrados s ahiram
d’esta villa; escoltados por
4 cabos de segurança pu-
bhcea, e 2 officiaes do Jui-
zo, os 3 individuos presos
à que nos referimos no nu-
mero anterior.

P E o AA An —
Frovidencias

À quem competir pedi-
mos providencia afim de se
não continuar a dar o abu-
so do carcereiro dlas cadeias
d’esta villa fornecer o ran-
“cho aos presos, o que vae
de encontro ao que precei-
tuam o regulamanto de 16
de janeiro de 1843—P.
de 30 de novembro de 1870
e Decreto de 12 de Dezem-
bro de 1872.

AAAA REA o
Abusos –

Os fornecedores de car-
nes verdes
mangar com a humanida-
de,

No sabbado passado dei-
Xaram-nos sem vacea de
forma que reinou o béllo
do chibato e carneiro, ou
quem sabe se a bella da
ovelha e cabral

Para que servirá o con-
tracto de arrematação com
todas as suas clausulas e
formalidades legaes?

Basta de abusos.

continuam a|

ZT

CAMPEÃO DO LEZERE

COLLAR DE PERO

AA

u j nA

dontidencias

Estrella solitaria em céo sombrio

Meu lucido pharol de mago êncanto,

Porque vens reflectir teus raios tremulos
Nas bagas do meu pranto?

Pesado vêo de sombraãs se desdob S

nm

oldando os astros mil da immensidade;

“.
Mas tu, só tu! mandas teu brilho pallido
A’ minha soledade!

Que vens dizer-me por caiada noite?
Para que brilhas nesse céo de chumbo?
Para que ris, estrella’ formosissima,

‘ Quando tu 4 dor soceumbo?

E’s tu acaso cristallina urna :

Que, dia e noite, as mãos da Providencia

Entornam, derramando doce balsamo
Nas dores da existencia?

Oh! sim!—Parece que essa luz tão pura

Vem na minh’alma diluir abrolhos;

Nem sei que alivio sinto, quando em lagrimas
À ti levanto os olhos!

E’ que ao ver-te brilhando no teun mundo
Por entre negro véo, eu me asseguro
* De que nest’hora em ti se fitam languidos
Os olhos que eu procuro. ..

Nos olhos que eu procuro e que não vejo

Vaes docemente reflectir-te agora;

Vaes inunda; de luz o rosto angelico,
Porque minh’alma chora!

| que eu nem seja um raio dos que envias
À erma solidão onde eNa existe!
—Eu irvia beber, e beber soffrego

‘ As lagrimas da triste.

Ão menos..

«vae dizer-lhe, ó astro. amigo,
Que penso nella só

por vida minhal!

1E depois vem fallar-me do mattvrio
E mégoas da mesquinha!

Assim, as noites correrão mais breves,

Cuidando ouvil-a no.meú ermo e vel-a,

Não me abandones pois, rebrilha, falla-me,
O’ solitaria estrella!

Y t . S
Candido de Figuciredo ,

FOLHETIM

Gilberta

— O sol submergia-se no occi-
. dente e os seus reflexos pur-
Purinos e alaranjados estira-
Yam-se pelo aceano, como o
moribundo que estende a mão
gelada e hirta para encontrar
a dextra do amigo, seu compa-
nheiro nas alegrias e tristézas
da vida, e que agoralhe con-
templa silencioso c amargurado
os ultimos momentos da nago-
“na, ‘

O rei dos astros vacilla, ago-
nisa, expira. e o seu derradeiro
lampejo oceulia-se ranidamente
detraz das ondas encapeliadas,

que se agitan medonhas e im-.

placaveis comó àa féra ao” rou-
bharem-lhe os filhos recemnasci-

.dos.

Olhando para a direita vê-se
uma pittoresca aldeia de pes-
cadores.

As casas alvissimas, que es-
tão rodeadas d’arvores de uma
verdura — explendida, — assimt-
lhama-se a grandes pornbas bran-
cas, pousadas sobre os ramos
de uma arvore gigantesca.

Na crreja da aldeia o /sino
toca vagarosamente e as suas

ultimas -badoladas vão tmorrer
lá ao longe nó fúndo do valle,
como um grito alegre, ou dos
loronso.

O mar ha ponco envapellado
e terrivol serénou quatndo o
erepusculo abdicava a sna eos
rôa de melancolia e saudade.

À noite, vestida de negro,
COMmOo uma viuva, assentáva-se
no seu throno de mysterids, à
as pregas ‘do vegio manto’ / de-
senrolavam-se . sobre o umiver-
so, animando-lhe as virtudes e
protegendo-lhe os erimes.

No .eu, a lua espreita atra-
vêz das nuveúds, Come a actriz
entre os Dastidores ” de theatro”
o momento propieio de mos-

Avosia

Em Ronda (Y
is ga:
nhecidos tinkam:: apostado
comer cada um, um presum-
to e duas duzias: d’ovos,
além do pão e vindo cor-
respondentcs.

Disposto o festim e pre-
sentes as testermúnhas; es-
tas levaram os apostuntes
para uma outra salla e em-
quanto os entretinham.com
ma conversa animada, uma
outra pessoa mandava:toda
a.comida para .casa de uma
YTiulva, com sete filhos, que
morava (proximo, d’alli e
que vivia nas mais perca-
rias cireumstancias.

Se a alegria da pobre
viuva foi grande dó reteber
tão avultada esmola, maior
foi a indignação dos gas-
tronomos quando souberam
o destino que se tinha dado
46 eguarias que se prepara-
vam para devorar. : Emtre-
tanto, de boa ou má vonta-
de, conformaram-se, por

muito ee

SIronôónios

fim, com a partida,.

ÀA” viuva quando! soube
para que tinha sido prepa-

i rada toda, aquella; comida,

disse ingenuamente:
—Mas’se com isto,en e

meus filhos temos para co-

mer duas semanas: |/0

RET A aa TNEA
Francisco [Sarcey!.,

Francisco Saréey, é te
rivel critico. theatral / pari
siense, que conta B4 annos
de -edade, desposou em
Nauterre, mademoiselle Juz
la Tnereza Corbonari, de
34 annos. ; :

Que diria o notavel eri-
tico se visse isto n uma co-
media? : E

Naturalmente que era
inverosimil

ts
trar, coquette; espivituosó e’ir-
resistivel, o seu rosto.fórmoso,
meigamente , illuminado pelos
raios do amor. — RE

Pouecos minutos depois aquel-
le réêpoósteiro de nuvers é afas.
tado por mo mysteriosã é a
lua surgihdo, distribue sorrisos
de luz por todaja terra,

Na aideia tudo dorme,

Nem uma luz bmlha atravezsz
das portas esburacadas dos pe-
quênos predios. ETA

(Continúa).

— Magdalena Martins. Carvalho.

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CAMPEAO DO ZEZERY

UE PA E Esdantão EA 1 suc

£iileratura

QUADROS EISTORICOS
nA
Libardade Portuzgueza
Ataque da vilia da Prais

na Bihn Feorceira en
15 de agosto de 1829

(Transeripção)

, Vivamente canhomeavam 1as
embarcações aos fortes da

ostedes inelimadas; e mas d
de dondesse Relihvane Pel;s
e meia hora da, tarde, sem des-
continuar o foxo, -efez o si-
fual para a remugão das em

“barcações , pequenas, e desem-
barque da tropa, sob à protec-

“ção da escuna “Triwmafo da In-
veja. KEm 21 barcos, dos quaes
6 eram artilhados, em que im
mais, de 2.009. lxomens, se pro-
ceden 40 desembarque da ban-
da Este do forte do LEspirito
Santo.

A tropa desembareada foi
recebida . vigorossinente. com
uma bem sustentada fazilaria,
u – qual fez- veembarear alguns
dos que haviam . posto pé em
torra, afastando-se as embarea-
ções meudas da praia, deixan-
do alh muitos dos que trouxe:
ram, os quees, depois de bem
cortados, se viram precisados à
depôr as armas, rendendo-se, e
achando huspitalidade generosa

Ã
— haviom feito crêr abominaveis
“herejes, e dignos de cruel ex-
terminio, espantando-se — esses
. infelizes de encontrarem frater-
— nidade e piedade.
‘ Apesar do mãáo suceesso d’es-
– ta primeira tentútiva, de novo
cheias as/ embarcações peque-
nas se dirigiram, procurando
desembarcear a Oeste do forte
“do Espuito Santo, protegendo
esta tentativa o fogo dos bri-
gues Providencia, e Infante Di
Sebastião. Alguns. tires da-ter-
ra, dirigidos . contra .essas em:
barcações, voltaram & — primei:
ra lancha, pondo em confusão
tódas a$/oufrass Debalde e ce:
rónel Lemos, com ontros offi-
. ciaes dos atacantes, bradavam
a esses soldados embareados
avanssassem para & terra: não
obtiveram serem «bdecidos,
; = – Os inimigos, , que: desembar:
—caram, chegaram a entrar nó
forte do Espirito Santo, que se
havia,antes evacuado, e procu-
ravam senhorear-se da;,crista
da: rocha; mas. .0 valor, dos: vo-
luntarios, que gum’neci?m este
“posto, carregando-us vigorosa-
mente, os desalojarava, preeipi-
– tando-os sobre 65 rochedos em
. que haviam desembarceado, non-
de os aceomettiam, por um lado
as ondas, que cresciam, e por
outro / as arinás dos defensores :
tiveram de render-se, e foram
salvos pela »piedade dos bravos
à quem vieram aceometier.

(Continúa).

– christã n’aquelles que se lhês”

Em Paris

Está (de volta
fola, que fez uma viagem
ás: fronteivas do’ Esté daá
Franca para colher apoun-
tamentos” para o livro. que
vae publicar, À gquerrd.

A” mesma . hora em quê
Moltke morria, Zola estu-
dava em Bédan as gigan-
tescas combinações , milifa-
res com que aquelle homem
derrotowa E’rançaem 1870.

Zolá visitou o campo da
batalha,..-as aldeias proxi-
mas, a povoação, tudo, in-
dacando, tomando. aponta-
mentos dos suceessos dados
antes e depois da rendição
de:Sédan.

ÀA ultima visita fái para
a casa de Bouillón, na Bek
gica; o româncista esteve
Da immensa habitação com
duas camas, onde o impe-
rador dos francezes passou
a noité precedente. .ao. set
captiveiro. |

N’uma dás camas deitou-
se o ajudantedo imperador;
na outra passou a noite,
sem dormir, Napoleão 1.

Nas , paredes d’aquelle
quarto veem-se ainda duas

a Paris

Jfinal e Rouget de Visle can-
tando a Marselheza.
—Nupolteão teve ánte seus
olhos estes do1s quadros to-
da a noite de 14 de setem-
bro.

Precisamente . n’aquella
noite era proclamada em
Paris a republica.

O acasoitem
erucisironias:

EA CDIETCUCTONABONEA,
RET ES REAA PSN RAA ESA t

ANNONÇGIDS

Arcendamento

d’estas

Libanio Girão, arrenda
as/suas propriedades no lo-
gar da’ Cava; quem preten-
der derija-se ào Mesmo pa-
ra tratar das condições.

ANNUNCIO

(2.º publicação)

?ELO Juizo de Direito
da Comarca de Pedrogam
Grande e eartorio do primeiro
officio, correm editos de trinta
dias, em cumprimento e para
os effeitos do . artigo, 6986 do co-
digo do processo civil, citando
para assistir aos / termos do in-

ventario orphanologico à que

grávuras antigas: O juizot

PHARMACIA

se procede por fallecimento del
João Pires Coelho, morador|

que foi nesta villa, todos os D

credores e lugatarios desconhe- | a ES á :

eidos residentes fóra da comar IMAÃOLL SIMOES CASTA-
er e designadamente os inte- NHEIRA

ressados Antonio Pires Coelho
David, solteiro, maior, e José
Antunes, solteiro, menor, puº
bere, auzentes em parte cer:

Pedrogam Grande

Esta pharmacia está muite
bem sortida de drogas e medi-

ta. camentos, achando se, por isso,
Pedrosgam Grande, 21 dejo proprietario, habilitado, a sa-
abril de 1891. tisfazer todas as exigencias da
==O — Escrivão=— ESIRORCIAE
. . N ”
Antonio Joaquim Simõdes — s afibaa—
David.

PILULAS

Gontra a tenia ou solitaria
Preparam-se inteiramente / ve-
etaes e inoffensivas

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rlada. collecção de roupas feitas para homens, senhoras e crean-
ças âssim como easemiras pretas e de cores para roupas por

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GONJOS PERSAS, TURNGOS E

TRS?

eel

POR FTh
— DERVIS MOCLES : x
Obra illustrada com bellas Bravuras NT

Oscar. Nep

E’ umia robra verdádeiramente extraordinaria, cheia de sol
e de vivos aromas, banhada por uma lnz saliente e mysteriosas
a obra com que esta Inmpreza inicia uma seria, de- publicaçõue
destinádas a causar sensações, obras-primas devidas à pena als
thorisada de escriptores de; ‘primeira grandeza.. Esta, que no-
faz passar pelos olhos deslumbrados,”éomo n’um Sonho produzi-
do pelo. opio, toda .a phantastica vida eriental,, é, .sem duvida
inuito Supérior aos eóntos que existem traduzidos por Galland
pois que encerra vs mysterios, as “reminiscenctias do Oriente,–
desdv àa litteratura d India até aos poemas traçados nos confins,
da Asia, como a litteratnra persa, arabe é japoneza.

Em todos os, paizes onde OS MIL E UM DIAS tem
feito à sua apparição, nun;erósas edicções se tem logo esgotado
em résumido espaço de tempo. ‘

CONDIÇÕES DA ASSIGNATURA

LISBOA x
A)Ems folhas, por semana, de 8 paginas, em 8.º grande, allêrnadas com
bellas illustrações pagas no scto da entrega……010o ES AA 12ú2r2/.50 roig

; : OYINGIAS
Um fascienlo quinzenl de quatso folhas, de oito paginas, umaá gravire
inpressão nivida, pagamento adiantado. 1u.f.. tch eeh DO reis
EMPREZA EDITORA DO MESTRE POPULAR
2.— 278 Rua da Magdalera, 273-—2.º
LISBOA ;2.º

 

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CAMPEAO DO ZEZERE

 

CHROMOS Companhias de Unvepacão
bx | Hamb ‘ Í Chargenre
aa AA
Portugueza á » — Messagereis
he Lloyd Bremen (É – > Lªant;lg(*&
D. Magdalena Martins de Carvalho Ete. Ete:. ; Ete, Ete.

O livro que brevemente váe ver a luz da publicidade sob
o titulo de CHROMOS, e onde se reune uma admiravel e va-
losissima collecção de contos, váe ter um grande euceesso por
ser uma obra de merito, onde o leitor vacila no que mais de-
verá apreciar: se o elevado do estylo, se o burilado da phrase.
A sua auctora e uma escriptora distintissima, como o attes-!
tam as suas produleções que são muito procuradas e lidas, es-
pecialmente no. À emtejo; e o livro que ora váe aparecer terá
uma larga extracSão não só ali, mas em qualquer parte onde
appareça algum exemplar.

Condicões da assigtatura

O livro CHROM(-S, formará um elegante volume que, em
KReguengos e na Certã, pode ser adquir.do pelo modico.

Vreco 300 reis

nas demais localidades por 320 reis.
Pedidos á auctora, em Reguengos, ou ao editor J óaquim Mar
tins Grillo, na Certã.

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bedal, sóla;ferragens £ ttutros aitigo

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de Lisboa em um dose e vinte e dois dois de cada mez dão-se passagens gra-
tuitas as famiílias, de trabalhadores que desjeem ir para quasquer Provincia
do Brazil, d’esde Lisboa ate ao Rijo da Janeiro. A’sua chegada ali, o Go

À Verno cunçede-lhes transporte gratuito ate a Provincia a que se distinem”

se ahi são livres para empregarein a sua aclivídade laboriosa trabalho,
quê mais lhe convenha não contrahindo nenhuma divida pelos beneficios re-
recehidos.

Na redacção d’este jornal prestão-se esclarecimentos.

Agente na
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MANOEL ‘ANTONIO GRILLO

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dertá

Nesta officina confeciona-se todo e

Mercearia e Tabacaria

Advogado

J. A. de Souto Brandão
ESCRIPTORIO FORENSE
— Largo da Igreja
Pedrogam Grande
— AlA o —

N’este escriptorio toma-se
conta de qualquer causa civel,
érimeé ou prommoções quer
dependam dos tribunaes da Co-
marca de Pedrogam Grande
quer de outros quaesquer tri-
bunaes do paiz; e tambem de
outros quaesquer negocios civis

NiTIDEZ

das repartições publicas d’esta E
villa, ou fora d’ella. Bom papel
W
Mercearia e Tabacaria
: DE

TYPOGBAPHIA

J OAQUIM MARTINS CRILLO

Travessa Pires N.º 1-2 e Becco da Imprensa N.º3

CERTA

Nesta typographia confecionam-se com rapidez quaesquer

qualquer trabalho con-
cernente a esta arte. :

IJonquim Pircs €. David

LAKRGO DO MUNICIPIO

t Loja de Mercearia, tabacaria,

ferragens e;fazendas bran-
cas éte, ete.

Marceltino Lopes da Silva
Largo do Encontro
Mercearia e Tabacaria

O RECREIO

Revisia scemanal, Litte-
raria e Charadistica

RAPIDEZ
E

Preços modicos O —Recreio= é semaduvida uma

das publicações litterarias mais bara-
tas do paiz e que tem univamente
em vista proporcicnar aos s,eus assig-
nantes leitura amena e utilmediante.

Augusto Thomaz Barreto
Rua de Miguel Leitão d’Andrade

— o m—

livros* impressos para Juizes de Direito, Delegados, Escrivães,
Juntas de Parochias, Juizes Ordinarios, de Paz e Municipaes,
cobrança de congruas, diversas Confrarias, Camaras, Adminis-
trações, Recebedorias, Repartições de Fazenda, Escolas, Corpo
fiscal, Pharmacias, Estabellecimentos, Depositos de. tabacos, e

tma modicissima retribuiçãoa 18to é
taa numero — 20 réis, com 16 pagd-
vas à duas columnas € em optimo pa
pei.

Está em publicacão a 10 * seri.Ca-

quaesquer outras repartições,

ESTA nscreditada casa acaba de culares, ete.

receber fina manteiga e bons assuca-
res, chá e café, que vende por preços
muito rasoaveis, assim como esta á
espera de magificos charutos e outras
qualidades de tabacos.

Bilhetes de visita
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Fedveses.

&Elamszl Gastans

Largo do Municipio
Estabelecimento de ferragens
louças cceabedal. Agente
da Comyanhia de
Seguros Tagus

quer serviços, na Certã.

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Partecipaçõ es de cassmento de £CO 1e para cima.
É DSA
O proprietario d’este estabellecimento encarrega-se de quaes-

Compra livros e encarrega se da verda d’outros;, etc:

da série de 26 numeros formam um
volume completamente independente.
Fm Lisboa à assignatura pega no à O
da entrega. Para a provincia, a assig-
ualura e feita ás series de 26 numeros
e custa 580 reis,
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Toda a correspondencia deve
ser dirigida a João Roimano

corporações publicas ou parti

25 de 100 a 300 reis
« DO de 150 a 450 «
e….1, 100 le 250 .2 900 «

seriaca. 2D le 200 a DOO « |Torres rua do Diario de Noti-
iic DO de 300 a O00 « Foias 93— Lisboa:
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— EDITOR—

— ==Albano Nunes Roldão==
Typagraphia e impiessão
Travessa Pires, N. 2