A Comarca da Sertã nº895 05-04-1953

 A Comarca da Sertã

Representante em Lisboa:

João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505

Director Editor e Proprietário:

Eduardo Barata da Silva Corrêa

Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30

Sertã, 5 de Abril de 1953

Periódico regionalista, independente, defensor dos interesses  da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)

Ano XVII    Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº895

Um comentário

Par semana

Impressiona, por vezes, a boa fé com que em geral se acredita na sinceridade de uns tantos que andam muito pelas igrejas a mastigar orações só para dar nas vistas e, no momento próprio, colherem o testemunho da sua religiosidade!

Enquanto o dizer-se alguém católico for nota de bom tom e, vamos lá, presumível título recomendável para subir ou suposto escudo protector para desmandos cometidos, não faltarão esses amigos… de Peniche.

E` prudente estar de sobre aviso perante certas manifestações de religiosidade serôdia e calculada, até porque é frequente fazer-se o Diabo ermitão.

O arrependimento é um facto católico e não social e por isso não pode contar para a justiça dos homens.

O ser-se católico é um título honrosíssimo que comporta sérias responsabilidades para o seu portador.

Todos os actos da vida do cidadão têm de acertar o passo com os da vida do verdadeiro cristão.

E´ este um sinal certo que não engana.

Atenção, pois, ao sinal!

(Do «Distrito de Portalegre»)

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PA`SCOA

Estamos em férias de Páscoa, encontrando-se, na Sertã, junto de suas famílias alguns dos estudantes dos cursos superiores.

A todos, bem como aos nossos estimados assinantes e amigos, desejamos alegres festas e o melhor apetite para comerem as belíssimas e saborosas amêndoas que se espalham por algumas montras daí.

E` agora a época própria de os padrinhos distribuírem os folares pelos afilhados.

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Em Proença-a-Nova realiza-se a Semana do Livro, com a respectiva exposição no salão nobre dos Paços do Concelho, a qual estará aberta ate o dia 12 do corrente, data em que o sr. dr. Acúrcio Gil Castanheira efectuará, sob o tema de Educação, pelas 20,30 horas, na sala de espectáculos, uma interessante e oportuna conferência, a que se seguirá uma parte recreativa.

O combate contra o analfabetismo:

Foram criados cursos de educação de adultos, destinados a dar-lhes a habilitação do ensino primário elementar, nas sedes de freguesia de Fundada, concelho de Vila de Rei, e Estreito, concelho de Oleiros.

Acuda-se aos mais necessitados!

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                            Por José Francisco Martins

Amioso é uma povoação, situada nos limites da freguesia de Sertã, das mais distantes que ela conta, e perdida entre os pinhais da serra.

A sua população é já bastante elevada, maior quea de algumas povoações vizinhas. Tem aumentado, consideravelmente, nos últimos decénios e promete multiplicar-se numa proporção cada vez maior.

São várias as suas necessidades, mas por agora queremos falar apenas da do abastecimento de água.

Possui, ao presente, duas fontes. Uma delas é de bica, a outra de mergulho. A primeira, pela grande distância que a separa da maior parte da povoação e ainda pela pequena quantidade de água que deita, (pois é «como um fio de aguardente», segundo a expressão comum), só pode servir os interesses de menos de um terço da população. Até, muitas das pessoas, que ficam mais perto dela preferem ir buscar, muitas vezes, «um pouco de barro» e caminhar uma distância maior porque, mesmo assim, ficam mais beneficiadas do que se tivessem de estar, ali, horas e horas esquecidas á espera de vez.

A outra é uma fonte de mergulho. Só isto seria o suficiente para pedir uma fonte em melhores condições higiénicas, como se tem feito, noutras partes, e cuja petição tem sido atendida. Mas há mais. A fonte a que se faz menção é uma vasta poça. Situada a cerca de dois metros abaixo do nível das terras de cultura que a rodeiam. Por isso mesmo, a água é baldeada para regar essas terras, ficando, depois, como é natural, toldada, «negra c´mó barro», para falar do mesmo modo que aqueles que lá vão bater e têm de voltar, com o cântaro vazio, a procura-la pelos poços e hortas dos particulares, chegando a ir a distâncias consideráveis. E os proprietários fazem isto sem o menor escrúpulo, porque o seu velho desejo é que deixem de lá ir. Por sua vez, como são pessoas de influência, ninguém lhes diz nada. Assim, de manhã à noite e de Maio a Outubro, se mantém a fonte neste lamentável estado, sendo causa de muitas e variadas doenças que, infelizmente, se têm feito sentir. Só no inverno se conserva mais límpida e, mesmo então, é preciso que não chova porque, chovendo, a água que escorre dos caminhos e terras superiores, tolda-a também.

Mas isto ainda não é tudo.

Dos lados da poça, crescem ervas e silvas onde se alojam lesmas, sapos, caracóis e mais bicharada (que nem é bom enumerar) e que, uma vez perdido o equilíbrio, vêm parar no meio da água. Por cima, e cobrindo-a de lado a lado está uma latada de videiras que, além de ter o inconveniente de o sulfato, quando das curas, cair para a água, está sempre largando folhas amarelas carregadas do mesmo e, na altura da poda, os pedaços de vides retirados da água apenas por quem lá vai encher. Ao fundo da poça, existe uma vala por onde passa a água dos sobejos e onde de algumas pessoas, em geral criados do gado, sem um mínimo de educação e bom senso, fazem necessidades fisiológicas, exalando um cheiro capaz de revoltar o estômago mais forte!

Depois disto, talvez algum dos leitores pense que o que fica dito é exagero. A esse, somente, diremos que visite o lugar em referência e depois nos dirá se temos ou não temos razão.

Poderá parecer impossível que há

(Conclui na 4.ª pág.)

****

PEDIDO

Podes dizer p`ro vento se calar,

Mas não que minha alma se emudeça.

O vento… tem mil coisas a contar,

E eu… uma só quero que aconteça.

Podes dizer à terra p`ra parar

Ou mesmo até ao Sol que arrefeça.

Porém, a mim não peças p`ra calar

A voz duma afeição que já não cessa.

Não temas o presente conjugado

Do verbo amar, por já ter`s encontrado

Alguém que nunca mais te vai s`quecer

Podes dizer p`ro vento se calar.

Que o vento tem mil coisas a contar.

Mas eu… apenas uma p`ra dizer.

                                                   Pereira da Fonseca

Vila de Rei

            (Região da Moitas)

O OURO

Um dia, passava Hércules em Gibraltar e viu o Atlântico e viu o Mediterrâneo. Separava-os uma estreita faixa de terra. Puxa da sua moca e zás…, dum golpe abriu o estreito de Gibraltar e as águas do Atlântico misturaram-se com as do Mediterrâneo. Ficou aberto o tráfego entre o Ocidente e o Oriente. Duas colunas de cobre cobertas de ouro, erguidas uma de cada lado á boca do Mediterrâneo, assinalavam imponentemente a entrada do reino dos Atlantes.

E a lenda que Platão escreve, continua sublimando o mundo paradisíaco da Ibéria.

Os mercadores e os navegantes nas suas viagens marítimas de ordem comercial e exploradora, efectuadas através do estreito de Gibraltar, regressavam aos seus portos cantando o mundo maravilhoso do Ocidente, onde os rios eram prata, os montes de estanho e o ouro abundava como as areias nos seus desertos.

Até o Antigo Testamento fala dessa riqueza fabulosa da Ibéria: o ouro e a prata. (Liv. Macab., liv. I, cap. VIII, vers. 3).

****

Os grandes valores patrimoniais para a inventariação das riquezas de Vila de Rei, sintetizavam-se no ouro e no pinhal. Deixando o pinhal e falando do ouro, temos que hoje, esta riqueza é apenas de valor histórico.

Segundo tradição, «houve minas de ouro ou prata e se mostra pela muita pedraria que se removeu pelos montes e vales e costas». (Dicion. Geogr. Pág. 1573). E do ouro de Zêzere também fala: «Em todo o tempo e no presente (ano 1758) se tirou e tira ouro não só de suas areias mas ainda de quaisquer regatos e ribeiros que desta Serra (Melriça?) para ele correm e para os ribeiros do Quodes, Bostelim e Isna e no tempo de estio o procuram vários homens do… (Bairro?), a quem chamam cabouqueiros, outros gandoeiros (Id. Ob. Cit.).

Das actividades mineiras falanos duma maneira bem impressionante o solo Vilarregense. Vila de Rei foi sem dúvida um dos maiores centros mineiros da Lusitânia.

***

Existem no concelho de Vila de Rei dois tipos bem diferentes de explorações: em galerias e de surribamento.

Essas explorações bastantes distanciadas umas das outras, parecem-nos da actividade de povos diversos.

A vasta obra de surribamento,

(Conclui na 4.ª págin.)


A Comarca da Sertã


 

ASSUNTOS DE OLEIROS

Bibliografia da Vila e do Concelho

                            Por José Martins Ferreira

II

Indice disdascálico

(N.º 11)

52 – História de Portugal. Autores: Damião Peres (parte literária) e Eleutério Cerdeira (parte artística). Barcelos. 1928-1937. – Volume VI, pag. 514: referências ao Padre Andrade, explorador do Tibet.

53 – Imagem da Virtude em o Noviciado do Companhia de Jesus na Corte de Lisboa. Autor: Padre António Franco. Coimbra, 1717. – Páginas 376 a 400: transcreve a «Relação do Descobrimento do Grão-Cataio», do Padre Andrade. (A Imagem da Virtude vem citada no Dicionário Bibliográfico, de Francisco Inocêncio).

54 – Index Histórico e Diplomático do Cartório de Leça.  E o vol. I dos «Subsídios para a História da Ordem de Malta». Lisboa, 1944. – Página 135: Relação dos Livros que se conservam no Cartório e Registo de Doação e Confirmações, e mais documentos de que me servi, para prova do que fica escrito, citando Oleiros na linha 11 do texto.

55 – Indice analítico da «História da Administração Pública em Portugal, nos séculos XII a XIV», de Henrique de Gama Barros. Autor: Augusto Reis Machado. Lisboa, Imprensa Nacional, 1934, – Página 56: Oleiros, farol, II, 87 e 114.

56 – Inquérito ao abastecimento de carne bovina no Continente e Ilhas Adjacentes. Inquérito promovido pelo Senado Universitário e dirigido pelo professor José Miranda do Valle. Lisboa, 1935. – Página 29:distrito de Castelo Branco, cita que em Oleiros não há matadouro.

57 – Inquisição do Goa (A), Tentativa de história da sua origem, estabelecimento, evolução e extinção. Autor: António Baião. Academia das Ciências, de Lisboa. – Volume I, pg.ª 225; referências ao Padre António de Andrade, na carta de António de Vasconcelos para Manuel Severim de Faria, Goa, 20 de Janeiro de 1633. Mais referências, n pg. 327. Para aclarar o assunto, podem ler-se as referências a João Delgado, na pg. 328. (O II volume desta obra publica a correspondência dos Inquisidores da India, 1569-1630).

58 – Investigação geográficas. Autor: Ernesto de Vasconcelos. Lisboa, 1915. – Páginas 11e 12: descrição sumária e documentada da exploração ao Grão-Cataio, pelo Padre António de Andrade.

(Continua)

****

 

MINISTERIO DA ECONOMIA

JUNTA NACIONAL DOS PRODUTOS PECUA`RIOS

Campanha Lanar de 1953

Aviso aos produtores de lãs

                A Junta Nacional dos Produtos Pecuários convida todos os ovinicultores a fazer a sua inscrição nas delegações da Junta, directamente ou por intermédio dos Grémios da Lavoura, a fim de lhes ser prestada assistência técnica na próxima Campanha Lanar.

Como se compreende, há toda a conveniência em que os produtores se inscrevam desde já, não só para que os serviços da Junta organizem a tempo e horas o seu plano de assistência técnica, como também para que essa assistência abranja o maior número possível de produtores.

A assistência técnica, gratuita, que vai ser prestada terá por objectivo principal auxiliar os lavradores na valorização da lã dos seus rebanhos, procurando-se que tanto a tosquia como as operações complementares de enrolamento e Armazenamento dos velos se façam segundo as melhores técnicas.

As normas que vão seguir-se na próxima Campanha Lanar são:

1.ª – A Junta só intervirá na venda de partidas de lã que tinham sido tosquiadas por manajeiros encartados, e cujas datas de tosquia sejam previamente comunicadas às delegações deste Organismo.

2.ª – A Junta envidará os seus esforços no sentido de organizar as brigadas necessárias para assegurar uma assistência activa e profícua a todos os lavradores que a solicitem.

3.ª – Os lavradores que desejarem a intervenção da Junta na venda da lã dos seus rebanhos, solicitarão a assistência técnica deste Organismo directamente às Delegações da Junta ou por intermédio dos Grémios da Lavoura.

4.ª – Nos pedidos de assistência, os lavradores deverão indicar: nome e morada; número aproximado de ovinos; local onde tencionam realizar as tosquias e data do seu início; e, ainda, nome da propriedade com indicação da freguesia e concelho a que pertence.

5.ª – Só poderão ser recebidas nos armazéns da Junta ou dos Grémios da Lavoura as partidas de lã que «tenham sido tosquiadas por manajeiros encartados», e para as quais haja sido solicitada a assistência técnica dos Serviços.

6.ª – Só para as partidas que estiverem nas condições do número anterior a Junta poderá fazer adiantamentos de fundos, por conta das lãs concentradas.

7.ª – Os Serviços Técnicos da Junta classificarão, avaliarão e promoverão a venda das partidas de lã concentradas nos seus armazéns ou nos armazéns dos Grémios da Lavoura.

8.ª – E´ gratuita toda a assistência que os técnicos da Junta possam prestar aos produtores.

Como se depreende, a forma como decorrerá a próxima campanha lanar ficará dependente, em grande parte, do espírito compreensivo e da colaboração de todos os produtores.

Só assim, a Junta, pela acção dos seus serviços técnicos, poderá colaborar efectivamente na defesa de um dos maiores valores da economia nacional.

Junta Nacional dos Produtos Pecuários, 12 de Março de 1933.

 

 

Companhia de Viação de Sernache, Lda.

Cernache do Bonjardim – telef. 4

Sucursal em Lisboa: Av. Almirante Reis, 62-H. – Tel. 45503

HORÁRIO DAS CARREIRAS – PARTIDAS DE:

Lisboa- Sertã – 6.30 (a) – 10.00 (b)

Sertã-Lisboa – 7.45 (b) – 12.50 (c)

Pedrogão Pequeno – Sertã 5.45 (d) – 6.50 € – 14.40 (f)

Sertã – Pedrogão Pequeno – 12.50 (f) – 18.00 (e) – 21.10 (d)

Oleiros – Sertã – 6.00 (f)

Sertã – Oleiros – 18.30 (f)

Sertã – Proença-a-Nova – 6.45 (b)

Proença-a-Nova – Sertã – 17.45 (b)

Alvito da Beira – Proença-a-Nova – 5.20 (g) – 7.15 (c)

Proença-a-Nova – Alvito da Beira – 18.50 (g) – 20.00 (c)

Ferreira do Zêzere – Cabaços – 17.00 (b)

Cabaços – Ferreira do Zêzere – 7.35 (b)

Figueiró dos Vinhos – Sertã – 14.05 (b) – 19.55 (h)

Sertã – Figueiró dos Vinhos – 6.40 (h) – 13.00 (b)

Castelo Branco (Estação) – Sertã – 9.30 (f) – 17.15 (c)

Sertã – Castelo Branco (Estação) – 8.00 (e) – 15.30 (f)

Figueiró dos Vinhos – Coimbra – 8.00 (f) – 14.25 (b)

Coimbra – Figueiró dos Vinhos 11.40 (b) – 17.20 (i)

Tomar (Estação) – Sertã – 8.10 (f) – 15.20 (f)

Sertã – Tomar (Estação) – 8.30 (f) – 16.10 (f)

Ferreira do Zêzere – Tomar (Estação) – 7.20 (b) – 14.20 (j)

Tomar (Estação) – Ferreira do Zêzere – 15.20 (j) – 18.20 (b)

Madeirã – Sertã – 6.15 (l).

Sertã – Madeirã – 18.00 (I)

Madeirã – Oleiros – 4.50 (c) – 6.20 (m)

Oleiros – Madeirã – 18.40 (m) – 20.00 (n) – 22.10 (o)

Sertã – Álvaro – 14.25 (a)

Álvaro – Sertã – 11.00 (c)

Castanheira – Ferreira do Zêzere – 9.15 (c)

Ferreira do Zêzere – Castanheira – 17.00 (c)

Cernache do Bonjardim – Santo António do Marmeleiro – 7.30 (c)

Santo António do Marmeleiro – Cernache do Bonjardim – 12.00 (c)

  1. Só aos domingos;
  2. Diariamente, excepto aos domingos;
  3. Só às 2.as feiras;
  4. Só às 3.as feiras;
  5. Diariamente excepto domingos e 3.as feiras;
  6. Diariamente;
  7. Diariamente, excepto aos domingos e 2.as feiras;
  8. Ás 3.as feiras e no dia 23 de cada mês. Se este dia coincidir com o domingo, a carreira efectuar-se-á no dia anterior;
  9. Às 3.as, 5.as e sábados e dias 23 de cada mês. Se este dia coincidir com o domingo, a carreira efectuar-se-á no dia anterior;
  10. Só às 2.as, 5.as e sábados.
  11. Só às 5.as feiras;
  12. Só aos sábados;
  13. Só às 2.as feiras, de 1/10 a 31/3;
  14. Só às 2.as feiras, de 1/4 a 30/09.
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Através da Comarca

A`LVARO, 25

– Faleceu em Álvaro o senhor José Lourenço com idade de 74 anos, viúvo, foi muito concorrido o seu funeral, a seus filhos Jaime Lourenço e Joaquim Lourenço enviamos os nossos sentidos pêsames.

– Faleceu, de doença que há muito vinha sofrendo, no casal da Soalheira, Ladeira das Sernadas, a senhora Beatriz das Neves Moreira, com a idade de 60 anos.

Deixou viúvo o senhor António Simões, e era irmã dos senhores David Moreira, João Moreira, residentes em Lisboa, e da senhora Carolina das Neves Moreira e Maria do Carmo Moreira. A toda a família enlutada enviamos as nossas condolências.

– Realizaram-se na passada semana como de costume o ofício das almas. Foi muito concorrido por grande número de fiéis, que aproveitando-se da ocasião se chegaram á mesa Eucarística. Subiu ao púlpito o grande orador Ver. Padre Monteiro pároco desta freguesia, deixando toda a gente comovida.

– Após uma grande estiagem a primavera veio-nos trazer a chuva, e afastar as grandes camadas de geada, que não deixou a desejar, voltando-nos o límpido sol, para os agricultores poder efectuar as suas sementeiras. – C.

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FUNDADA, 22

Já se encontra em funcionamento o curso de educação de adultos desde 25 do p.p. na escola mista da Sede desta freguesia sob a regência da professora directora D. Felícia Dias Alves Fernandes.

– Realizou-se no p.p. dia 13 uma reunião dos professores de todo o concelho na escola de sede de Vila de Rei a que presidiu o Ex.mo Sr. Director do distrito escolar de Castelo Branco, Francisco Pinto Mouro, onde foram tratados assuntos referentes à educação na campanha contra o analfabetismo. – C.

****

Câmara Municipal da Sertã

Reunião de 3 de Março

(Continuação do n.º 894)

=Presente um ofício do presidente do Grémio da Lavoura dos concelhos de Sertã e Vila de Rei, indicando, para substituir o vogal falecido António Barata e Silva, como representante daquele organismo no Concelho Municipal, Ricardo Moreira dos Reis, desta Vila. Tomado na devida consideração e oportunamente será convocado para a sessão extraordinária do Concelho Municipal a realizar: dentro do corrente mês.

=Outro da Direcção de Estradas de Castelo Branco, acompanhado do desenho que a título devolutivo junta e se refere a um pedido de licença para construir uma casa de habitação, aprentado por Alberto Alcobia, da Sertã. Deliberado informar que não há inconveniente quanto à concessão da licença requerida, tendo em vista o anteplano de urbanização.

= Outro da Direcção de Serviços de Melhoramento Urbanos, devolvendo o projecto apresentado por José Martins Manso para ampliação da sua casa situada na rua Cândido dos Reis, desta Vila, a fim de ser completado com os elementos que permitam a sua apreciação. Resolvido convidar a pessoa em referência a apresentar os elementos indicados.

=Presente um carta da Companhia de Viação de Sernache perguntando se é necessário autorização da Câmara para poder afixar placas com os dizeres «Companhia de Viação de Sernache, Lda.- Auto-carros-Paragem» nas E.N., respectivamente, em Cumiada (cruzeiro) e Marmeleiro. Resolvido informar que as placas em referência não estão sujeitas a licença camarária.

=Compareceu a esta reunião a J.F. do Troviscal a fim de ser tratado o assunto

(Conclusão na 4.ª pág.)


A Comarca da Sertã


 

Aumento de capital nominal de sociedades anónimas e por quotas

Decreto-Lei n.º39.125

O Decreto-Lei n.º 33.128, de 12 de Outubro de 1943, sujeito ao imposto sobre a aplicação de capitais, secção B, a incorporação dos fundos de reserva não capital das sociedades por acções (anónimas e em comandita) e das sociedades por quotas, bem como o aumento de capital das primeiras, efectuado pela emissão de títulos representativos de capital em cuja subscrição fosse reservada preferência aos accionistas.

Determinava também o mencionado diploma, no seu artigo 3.º, que os aumentos de capital nele previstos seriam autorizados pelo Ministro das Finanças, a requerimento dos interessados.

Verifica-se, todavia, que a não ser nos casos em que as sociedades pretendem beneficiar da redução do imposto sobre a aplicação de capitais, nem sempre tem sido dado cumprimento ao estabelecido no citado artigo.

E` necessário, por outro lado, estabelecer expressamente o prazo para pagamento dos impostos devidos e sanções adequadas, quer quanto à falta da autorização prévia do Ministro das Finanças, quer quanto à falta daquele pagamento, para evitar que a Fazenda Nacional só receba o Imposto quando a sociedade o pretenda pagar.

Tornando-se por isso indispensável interpretar autenticamente algumas disposições do Decreto-Lei n.º 33.128 e estabelecer expressamente o prazo para pagamento dos impostos devidos e as penalidades a aplicar.

Usando da faculdade conferida pela 1.ª parte do n.º2.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:

Artigo1.º – Os aumentos de capital referidos nos artigos 1.º e 4.º do Decreto-Lei n.º 33.128, de 12 de Outubro de 1943, só poderão efectuar-se quando previamente autorizado pelo Ministro das Finanças, nos termos do artigo 3.º do mesmo diploma.

Ꚃ 1.º – A realização do aumento de capital sem que tenha sido autorizada, nos termos deste artigo, importa para os administradores, directores ou gerentes das sociedades, o pagamento da multa de 5.000$00 a 50.000$00.

Ꚃ 2.º – Além da penalidade estabelecida no parágrafo anterior, serão considerados nulos os aumentos de autorização do Ministro das Finanças.

Art. 2.º – O imposto sobre a aplicação de capitais, secção B, e a taxa de compensação devidos pela realização dos aumentos de capital serão entregues nos cofres do Estado, na totalidade, até ao fim do mês seguinte ao da efectivação do aumento autorizado.

O pagamento destes impostos não pode, no entanto, ultrapassar os noventa dias posteriores ao despacho que concedeu a autorização.

Ꚃ Único – A falta de pagamento dos impostos referidos neste artigo, ou a sua realização fora do prazo estabelecido, é punida com multa igual ao dobro dos impostos devidos.

Art. 3.º – As sociedades que nos últimos cinco anos tenham procedido à elevação do seu capital por incorporação do seu capital por incorporação de fundos de reserva ou por emissão de acções com reserva de preferência aos accionistas sem prévia autorização do Ministro das Finanças deverão requerê-la no prazo de sessenta dias, a contar da publicação do presente diploma, sob pena de esses aumentos serem considerados nulos, nos termos do 2.º do artigo 1.º do presente diploma, sem que haja lugar à restituição dos impostos pagos.

Art. 4.º – A Direcção Geral das Contribuições e Impostos participará à Procuradoria-Geral da República a realização dos aumentos de capital em contravenção do estabelecido no presente diploma, a fim de serem propostas nos tribunais competentes as acções de anulação de que tratam o Ꚃ 2.º do artigo 1.º e o artigo 3.º deste decreto-lei.

(D.G., I Série, 6-3-953

 

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VILA de REI

E a sua Igreja Paroquial (II)

Expusemos, em artigo anterior, o «estado da questão» sobre a nova Igreja Paroquial da freguesia de Vila de Rei. Como nos faltam pormenores da recente resolução de que nos chegaram alguns rumores, não iremos, ao menos por agora, examinar a sua legitimidade nem ponderar as razões que presidiram à escolha do novo local para a nova Igreja da freguesia. Limitar-nos-emos, por hoje, a transcrever o que já escrevemos há cerca de cinco anos:

«A nova Igreja deverá construir-se pouco mais ou menos no local onde se ergue a velha Igreja Matriz. As razões são as seguintes:

  • – A Igreja Matriz será o primeiro e mais nobre monumento de Vila de Rei, E, como disse (cremos que) o autor do projecto do novo templo, «as obras de arte fazem-se para estarem à vista, e não para se enterrarem»…
  • – O local da velha Igreja Matriz é lugar ideal para templo de Deus e Casa de Nossa Senhora. Como até agora, tem aquele lugar de continuar a ser o formoso monte Sião aonde continuem a subir para seu bem. Todos os filhos deste nosso querido Israel…
  • – Além de idealmente elevado e suficientemente acessível, tem o local a grande vantagem de estar afastado das zonas da Vila, onde fervilha ou pode vir a fervilhar o bulício das feiras e mercados, das tabernas e lojas de comércio, e mesmo da vida de todos os dias. E` um lugar silencioso e, portanto, muito próprio para Casa de Oração.
  • – Os nossos antepassados, por admirável instinto da sua fé e da sua piedade, escolheram aquele esplêndido local para Casa do Senhor e da Padroeira e para centro espiritual da Paróquia e lar comum desta Família Cristã que é o pequeno Israel da freguesia de Vila de Rei. Nós que «somos filhos de santos» – desses santos que fizeram a Igreja Matriz em lugar tão apropriado e, dentro ou à sombra de paredes daquele velho Santuário, conservam seus restos mortais, – nós, seus filhos, repetimos, havemos de pretender ter melhor gosto ou deixar de guiar-nos pelos mesmos motivos de fé que os estimularam e orientaram? Temos a certeza de que, se se abrissem as suas campas que encheram, durante séculos, a Igreja e o seu adro, e aqueles milhares de mortos nos dessem o seu parecer, ouviríamos a grande multidão clamando a uma só voz:

«Para glória de Deus e de Nossa Senhora, e para bem dos nossos filhos que desejamos ver ao pé de nós na terra e no Céu, queremos aqui a nova Igreja Matriz. Ela será, deste modo, a mesma que nós fizemos e que o tempo e os maus tatos fizeram envelhecer, e a vossa fé e piedade farão agora rejuvenescer, actualizando-a e engrandecendo-a, para glória do mesmo Senhor e da mesma querida Mãe que nós servimos na terra e estamos contemplando no Céu».

Insistimos nisto para o que der e vier. Mas estamos convencidos de que defendemos precisamente o sentir e a vontade da freguesia, cujo desejo deve ser que a Igreja Matriz continue no lugar onde se encontra, lugar idela e naturalmente indicado.

De resto, que motivos poderiam aduzir-se em contrário?

Dificuldade de transportar para aquele lugar os materiais de construção? Mas os nossos maiores não recearam tal dificuldade, embora não tivessem os meios de transporte de que hoje dispomos.

Dificuldade de acesso para os fiéis que frequentarão a Igreja? Mas nem com isso se preocuparam os nossos bons antepassados. A geração actual deseja certamente ser digna dos seus avós e não quererá que os vindouros lhe chamem comodista… Decerto não merecem tal qualificativo os que vêm dos vales mais fundos e mais remotos da vasta freguesia e sobem regularmente e com agrado à nossa Jerusalém e à nossa colina de Sião… Quererão, acaso, merecê-lo os que moram muito mais perto de Vila de Rei ou habitam mesmo na sede da freguesia?

Nós não queremos fazer tal juízo a respeito de ninguém.

Pelo que pessoalmente pensamos sobre o assunto, achamos tão natural e tão necessário que a nova Igreja venha a construir-se no lugar da velha Matriz (mais à direita ou mais à esquerda, não importa) que, a não ser assim, preferíamos que se não pensasse no novo Templo… Pelo menos continuaríamos a ter a Igreja onde ela está e deve continuar, e restaria sempre a esperança de, um dia, se ver a conveniência de construir a nova Matriz no local que, por todos os motivos, está naturalmente indicado».

Isto escrevemos há cinco anos. E, como este já vai longo, por hoje nada mais acrescentaremos.

J.M.F

(De «O Distrito de Portalegre»)

 

Centenário

Do “Jornal do Comércio”

Estão constituídas as comissões de Honra e Executiva de homenagem ao mais antigo diário do País

Para comemorar o primeiro centenário da fundação do «Jornal do Comércio», foi constituída a Comissão de Honra, presidida pela «Revista Militar», publicação igualmente centenária e que nessa Comissão é representada pelo seu presidente da Assembleia Geral, sr. general Raúl Esteves. Da Comissão de Honra fazem parte, além daquela publicação: «Diário da Notícias», representado pelo sr. Dr. Augusto de Castro; «O Século», pelo sr. João Pereira da Rosa; «A Voz », pelo sr. Pedro Correia Marques: «Diário da Manhã», pelo sr. dr. Manuel Múrias; «Novidades», pelo sr. dr. Avelino Gonçalves; «Diário de Lisboa», pelo sr. Dr. Joaquim Manso; «República», pelo sr. Professor Carvalhão Duarte; «Diário Popular», pelo sr. Luís Forjaz Trigueiros; «O Comércio do Porto», pelo sr. F.Seara Cardoso; «Jornal de Notícias», pelo sr. M. Pacheco de Miranda; «O Primeiro de Janeiro», pelo sr. Manuel Pinto de Azevedo; «Diário dos Açores», pelo sr. Dr. Carlos Carreiro; e Grémio da Imprensa Diária, Sindicato Nacional dos Jornalistas, Caixa de Previdência de Profissionais da Imprensa e Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

A Comissão Executiva ficou constituída pelos srs. Coronel Pereira Coelho, Dr. Guilherme Pereira da Rosa, Dr. Norberto Lopes, respectivamente subdirectores do «Diário de Notícias», «O Século», «Diário de Lisboa» e Carlos d`Ornellas, director da «Gazeta dos Caminhos de Ferro».

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 Férias em Espanha

para trabalhadores portugueses

«De acordo com o intercâmbio estabelecido enntre a F.N.A.T. e a sua similar espanhola Education y Descanso» vão este ano a Espanha 20 trabalhadores portugueses passar as férias nas «residências» de San Rafael e de Cadiz vindo igual número de trabalhadores espanhóis para a Colónia da Caparica, podendo pela primeira vez este ano os casais fazer-se acompanhar dos filhos até á idade 12 anos.

O primeiro turno constituído por 30 casais e igual número de filhos e 20 solteiros de ambos os sexos, é de 20 dias, de 10 a 29 de Junho. O segundo turno é de 19 de sSetembro a 8 de Outubro.

Os associados beneficiários da F.N.A.T. que pretendem fazer parte daqueles turnos, devem inscrever-se na Serde da F.N.A.T., Calçada de Santana 180, informando-se das respectivas condições.

A diária por pessoa é de 20$00, correndo por conta dos interessados a viagem em território nacional.


A Comarca da Sertã


 

Câmara Municipal da Sertã

Reunião de 3 de Março

(Conclusão na2.ª página)

Ventilado na carta da Maria Farinha quanto à expropriação da sua casa na aldeia do Troviscal e fixação do quantitativo a pagar-lhe, visto que, segundo a mesma Junta informa é exorbitante a importância de 4 mil escudos que ela pede. A Câmara, em face desta opinião, aguarda que a proprietária da dita casa se desloque a esta Vila para então entabolar negociações definitivas para um resultado satisfatório.

Compareceu a esta reunião um dos senhorios, co-proprietário do edifício escolar do Pampinhal, previamente convocado, a fim de alegar o que tivesse por conveniente sob o péssimo estado em que se encontra o edifício. Como a casa não é só dele, resolução alguma pode tomar em definitivo, mas promete, dentro do possível fazer os reparos mais urgentes desde que a Câmara lhe assegure melhor renda, visto que a que paga ser insuficiente para sua conservação. Tomado o compromisso de aumentar a renda consoante as obras que se fizerem e depois de a Câmara ser informada por pessoa de sua inteira confiança.

Deliberado ratificar o acto do presente pelo qual foi adquirida a madeira para a confecção de carteiras para a escola de Matos do Outeiro.

Resolvido inscrever-se com 1.000$00 na publicação especial que vai fazer o «Diário da Manhã», do Porto, salientando a obra monumental levada a efeito, nos últimos 25 anos, por S.Ex.a o Presidente do Conselho, importância esta que será paga pelo primeiro orçamento suplementar a organizar.

Reunião de 17 de Março

Compareceram o presidente, dr. António Peixoto Corrêa e os vereadores António Alves Lopes Manso, António da Silva Lourenço e António Coelho Guimarães, faltando, por motivo justificado, o vereador Lúcio Edmundo Graça.

Presente um oficio da Direcção de Urbanização do distrito, informando queestando a proceder-se à construção das câmaras de captação para a obra de «Abastecimento de água a Cernache do Bonjardim» se torna necessário o imediato arranque dos eucaliptos ali existentes a fim de não serem prejudicados os trabalhos. Resolvido dar conhecimento ao respectivo proprietário, chamando a sua atenção para o facto em evidência.

Outro do chefe de Circunscrição de Exploração dos C.T.T. da Provincia, pedindo para informar se António Ferreira Martins, comerciante, do Cabeçudo, é idóneo para o desempenho do lugar de encarregado do posto do correio da referida povoação. Resolvido informar que é idóneo e muito competente para tal desempenho.

Outro da Direcção de Urbanização do distrito, informando que desde que a obra de «Abastecimento de água à povoação de Pisões, 1.º fase (reforço do caudal)» se encontra fora do prazo e dentro do período referente à primeira prorrogação automática, qualquer pagamento só será feito como o desconto de 5% na comparticipação concedida; para evitar, é necessário requerer uma nova prorrogação de prazo com anulação da referida redução. Resolvido oficiar para o efeito respectivo.

Outro do Governo Civil, enviando uma exposição que Afonso Lourenço da Silva dirigiu ao ministro da Interior, na qual faz afirmações em desabono de Manuel Martins Dias, vogal-secretário da J.F. de Pedrogão Pequeno. Resolvido remeter à Junta em referência a exposição recebida a fim de informar o que tiver por conveniente.

Outro da J.F. da Várzea dos Cavaleiros, pedindo para que a Câmara, junto do competente entidade, advogue o aumento de mais um carro de praça para aquela aldeia, visto um só não satisfazer ao movimento que se nota, como o desenvolvimento e progresso da indústria que ali se mantém. Resolvido satisfazer.

Resolvido incluir no 1º orçamento suplementar, a organizar, a quantia de 200$00, que será anualmente atribuída à Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa, como subsídio pelos relevantes serviços que vem prestando ao concelho.

Tendo comparecido o proprietário da casa onde funcionava o posto escolar do Viseu Fundeiro, freguesia do Carvalhal, de nome Joaquim Nunes, a solicitar os bons ofícios da Câmara no sentido de ser despejada a casa em virtude do mau estado em que se encontra, resolveu-se oficiar ao director escolar do distrito, pedindo-lhe, com bastante empenho, a retirada do mobiliário e material didactico ali existente a fim de poder rescindir o contrato de arrendamento e fazer entrega ao aludido proprietário.

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Máquinas de afiar-lápis

Vendem-se na Gráfica Celinda, L.da – Sertã

 

Acuda-se aos mais

  necessitados!

(Conclusão da 3.ª página)

Tanto tempo nestas condições, só agora se levante a voz para pedir o que é justo. A razão disto está no facto de que as pessoas que se deviam interessar, os que podem, vivem, muitas vezes, alheios ao que se passa porque são os seus criados que vão a fonte e para eles tanto interessa que a água seja mais limpa como menos limpa. Os patrões só quase de ano em ano lá passam. Os pobres esses estão mais ao contacto com as coisas, mas não lhes cabe falar porque são pobres.

Segundo nos consta, já foi elaborado um projecto para o abastecimento de água que aguarda a respectiva comparticipação financeira; mas, para ver se não temos a mesma sorte que Mosteiro Cimeiro e Fundeiro, que esperam dezasste anos pela comparticipação e até hoje ainda lá não chegou, nós resolvemos a escrever estas linhas pedindo, a quem de autoridade, que ele seja atendido e comparticipado o mais depressa possível, pois, pelo que se depara do que dissemos, acima, é um melhoramento de primeira necessidade.

                                                      José Francisco Martins 

 

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INDUSTRIA de RESINOSOS: para evitar uma maior crise na industria dos resinosos, foi autorizada a respectiva Junta a fixar preços mínimos de exportação em conformidade com as tendências dos mercados externos. A Junta Nacional dos Resinosos, em colaboração com os organismos competentes, estudará o regime de fornecimento de resinoos ao mercado interno e proporá as soluções que julgue mais adequadas aos objectivos da portaria que regula estas medidas de protecção sem perder de vista a estabilidade dos preços dos produtos essenciais.

As taxas estabelecidas pela portaria n.º 11.001, de 25 de Junho de 1945. Quando aplicadas a mercadorias exportadas até 31 de Dezembro de 1953, são reduzidas às importâncias seguintes: pês, por quilograma, $07; aguarrás, por quilograma, $08.

Lino & Ferreira, L.da, Armazém de Papelaria, com sede na rua do Almada n.º 57, no Porto, transferiu as suas instalações da Praça da República, 190, para a rua Almada, 57 (junto à rua dos Clérigos).

Perdeu-se

Uma chave de porta. Dão-se alvíçaras a quem a entregar nesta Redacção.

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EDITAL

A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia da Sertã:

Torna público que, no dia 12 de Abril, próximo, pelas 13 horas, se há-de arrematar, pelo maior lanço oferecido, todos os materiais sobrantes das obras do hospital, e a seguir designados:

Vários lotes de madeira de castanho, eucalipto, cantarias, caixilharia, canalização e outros artigos, e bem assim, alguns eucaliptos em pé julgados prejudiciais ao edifício.

No local da arrematação, será fixada a base para os diversos lotes a vender em almoeda, desde que convenha à Misericórdia.

Sertã, 26 de Março de 1953

A Mesa

Vila de Rei

(Conclusão da 4.ª pág.)

Tem o carácter dum trabalho de escravatura que, pela envergadura que tomou, exigia necessariamente o emprego de milhares de braços para o seu normal funcionamento. Ao contrário, nas galerias, além da exigência da especialização do trabalhador, o mineiro, não se permitia também o aglomeramento de muitos trabalhadores. Os vestígios das actividades mineiras encontrados no concelho de Vila de Rei, afastam de nós a ideia da sua atribuição aos braços da grande massa dos escravos.

A região das galerias tem o seu principal centro no Areal, a poente de Vila de Rei, ainda com algumas espalhadas pela Serra da Pena.

Abrem por uma boca em poço, ramificando-se depois em rimas diversas, lavadas pelos caprichos dos filões. A` boca das galerias, fossos profundos cortam a entrada no labirinto. Uma ponte levadiça lançada sobre esses fossos, fazia a comunicação para as grutas.

Esta forma de defesa mais nos convence que estas explorações mineiras não foram de actividade simultânea com as de surribamento nas colinas dos Codes e do Zêzere.

Diz-se vulgarmente que elas são obra dos fenícios ou dos cartaginenses e que o metal procurado era o ouro ou o estanho.

Os fenícios: – A segunda expedição lançada no século XV antes de Cristo às ordens de Midácrito, perdeu-se também. Só uma terceira expedição lançada nos começos do século X a.C. ocupu com domínio as riquezas fabulosas da Península.

Este povo, essencialmente navegador, comerciava as suas especialidades orientais em troca dos metais preciosos da Lusitânia. Fixaram-se nos pontos nevrálgicos da orla marítima, subiram pelos rios fora até onde as águas lho permitiam, estabeleceram feitorias nas emboscadas dos rios e daí lançavam os seus tentáculos às riquezas que lhes convinham. Foi o caso do Tejo, que subindo por ele acima, estabeleceram feitorias em Alcochete, Santarém. Punhete, Abrantes e Alvega.

A feitoria de Punhete, hoje Constância, tem para nós um interesse histórico muito particular.

Essas feitorias eram os seus centros de ocupação, onde mercadejavam os seus produtos com os indígenas. Ali reuniam os valiosos produtos da Lusitânia que em suas embarcações havia de passar o estreito de Gibraltar.

A sua subida pelo Zêzere fora, é admissível, pois, o rio ainda que bastante acidentaso, permitiria como ainda antes da Barragem o permitia, a navegação de pequenas embarcações de fundo chato.

A singularidade deste facto, pouco ou nada dirá para a história, mas o tipo de embarcações no Zêzere, é um único: fundo chato, proa levantada e cortados à rectaguarda. Foi a um tipo de barcos parecidos com este, existentes no Tejo, que João de Almeida atribuiu a reminiscências fenícias.

Que o Zêzere tenham subido para estas serranias atraídos pelas riquezas minerais da nossa terra, é facto de que não desacreditamos inteiramente. Também se nos impõe perguntar se eles não teriam aqui chegado partindo da feitoria de Alvega.

O saudoso Ver. Eugénio Jallay, que dirigiu umas escavações arqueológicos no concelho de Mação, encontrou nelas achados que atribuiu à época dos fenícios.

Diz-se também, que as referidas galerias são a obra dos cartaginenses. Que o sejam, mas de quem nos não parecem, é dos romanos. Dos romanos será a fantástica obra de surribamento nas colinas do Codes e do Zêzere .

Mário Francisco Alves

 

Aos nossos estimados assinantes residentes no estrangeiro vimos solicitar, uma vez mais, para nos remeterem a importância das suas assinaturas de conformidade com os avisos já há muito expedidos, lembrando-lhes que tanto podem enviar cheques como notas dos próprios países onde habitam no caso de não conseguirem dispor de dinheiro português.

Para alguns temos remetido, repetidas vezes, tais avisos sem qualquer resultado, o que é aborrecido e nos causa grande transtorno, pois que a publicação do periódico traz uma despesa muito elevada.

Solicitamos, pois, a melhor atenção de todos para o nosso pedido, que a não ser atendido dentro do tempo considerado razoável, nos força a suspender a expedição.

 

Dr. Hermano de Sande Marinha:

Veio passar a Páscoa à Sertã, com sua irmã e seus sobrinhos, sr. dr. Rogério Marinha Lucas e esposa,  este nosso estimado patrício e amigo, distinto professor da secção liceal da Escola de Regentes Agrícolas de Evora.

Os nossos cumprimentos.

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Cinema: hoje, o filme português Madragôa.

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Doente: Tem passado bastante incomodada de saúde a sr.ª D. Laura Morais Carneiro de Moura.

Fazemos os mais ardentes votos pelo seu pronto restabelecimento.

 

Agenda

Encontram-se na Sertã os srs. Adolfo Cerveira da Costa e família e Raúl Marques Barata. Está na Codeceira a sr.ª D. Julieta Gonçalves Leitão.

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Termas de Monfortinho

Abertas até 10 de junho.

Maravilhosas na cura de doenças da pele, fígado, rins e intestinos.

Prefira a Pensão Ibéria (de 1.ª classe).

Óptimas instalações – Serviço esmerado.

Transporte privativo – Telf. 17.

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Dr. João dos Santos

Doenças Nervosas

Assistente dos Hospitais Psiquiátricos de Lisboa. Consultas:3.º domingo de cada mês às 13 horas Av. Marechal Carmona 6 1.º – Castelo Branco. Correspondência: Rua Joaquim António Aguiar 3-1.º – Lisboa Telef. 39834

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CERNACHE BONJARDIM

Admitem-se sócios construção Cinema – Rua Domingos Sequeira 42 – Lisboa.

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MANUEL PINTO

ADVOGADO

Consultas na Conservatória do Registo Civil e na residência, à rua Serpa Pinto – Sertã.