A Comarca da Sertã nº72 01-01-1938

@@@ 1 @@@
DIRECTOR, EDITOR
E PROPRIETARIO
Eduardo Dorata da Sil Dona
: | = REDACÇÃO E ADMINISIRAÇÃO JL
RUA SERPA PINTO SERTA
|
*| PUBLICGA-SE AOS sABADOS –
e
DR. JOSÉ
DR. JOSÉ CARLOS EHRHARDT
DR, ANGÍLO HENRIQUES VIDIGAL
ANTONIO BARATA E SILVA
EN +
EDUAKDO BARATA DASILVA CORREA
i E
UNDADORES
BARATA CORREA E SILVA
Gompusto 6 Impressa
Largo do Lhafariz
SERTÃ
ANO Mo
re
NR
Helomatário regionalista, independente, defensar dos interêsses da comarca da Sort concelhos d
“Dleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei:
o: 1938! Ano Novol…
é a
“1937 e surge-nos 1936, de aspec-
“to risonho, todo fagueiro, como a
» anunciar-nos melhores dias néste
“Mundo de ilusão e mentira, onde
“o homem egoísta triunfa sempre,
onde o vício assentou arraiais,
«onde a consciência passou a sêr
“um farrapo. GO
Lançando um leve olhar sóbre:
1937, as almas simples e bôas,
sedentas de Justiça, vêem que êle
trouxe a Fumanidade os mais
– amargos desenganos, que os po-
—- vos, pelas suas ambições desme-
– didas, continuaram, como outro:
“ra, a lançar-se uns sóbre os ou-
so tros, levando a miséria, o luto, a
— dôr, emfim, a desgraça, onde
havia uma relativa felicidade; à
paz, que os bons. acalentam no
– seu espírito, foi substituida pela
— guerra horrorosa e sem tréguas,
o que tudo destroi.
À civilização de hoje esfranga-.
hand sa ilendret:
“cheia de arte, de beleza,
– gerações antigas edificaram à
—»- custa de longas canseiras, num
=. trabalho estiolante. .
Cc Na Europa e na Ásia correm
“rios de sangue, o “ódio satânico
homem sia se
Que surpresas nos reserva ow
“Ano Novo? Agradáveis, nenhu-
“mas, certamente: As carmificinas
continuarão; os anfelizes, os mi-
serdveis, os famintos prossegui-
– rão no seu caminho anargurado,
– carpindo as suas desventuras, em
“Obediência a Fados que se hão de
eumprir, que a civilização de
nossos dias, cheia de opróbio, não
atenua, antes parece Fis recru-
“descer com tôda a brutalidade.
us mp
“EM Sernach: do Bomjardim
foi, há pouco, aberto
cum consultório de’ clinica geral,
“pelo jovem médico, sr. ur. Fran-
cisco Marques Canas. Fica si-
«-tuado na-Rua D:Nuno Alvares
: Pereira. . : di
nt
[M4DO o caso, de o Mira-
So dA douro; pela sua situar
ção, ser um passeio muito fre-
guentado; pedimos tara ser reti-|
– rado o monte de entulho que há.
4 = longos meses ah. permanece; ao
=” mesmo tempo deve-se tapar devi-|
damente a bôca do tanque desti- |
nado “ao aproveitamento das
águas da fonte pública.
aan
ADEUS. MOCIDADE!..
A: éo titulo da interessan-
: te comédia: que um grupo de
amadores dramáticos da. Sertã.
“vai levar à cena por todo éste mês |
e que está destinada a alcançar
êxito retumbante. Como disse-
Tuna organizada pelo Sertanense.
“foot-Ball Club, organização cria-
“da numa hora fehz, tal o seu pa-
pel de incontestável merecimento
Desapareceu |
obra
das do País, levada a efeito sob a sua direc-
que as
transformou o homem em.lobo do |
mos, à receita reverte: «favor da |
E
e freguesias de Amêndoa e Gardigos (do concelho de Mação )
– fo
JANEIRO
1958 .
ertá,

ÃO podemos falar de estradas sem
que o nosso espírito evoque, com
respeito e a mais comovida e
agradecida saiidade, a memória
“E do falecido general sr. Teófilo
da Trindade, que na presidência da Junta
Autónoma das Estradas deixou bem vincula-
da a sua alta personalidade de chefe, de or-
ganizador e coordenador de actividades.
Para que tão distinto e tão dedicado ser-
vidor do Estado, se impusesse à nossa admi-
ração e respeito bastava, apenas, . atentar na
gigantesca da reconstrução das estra-
ção inteligente e o seu critério utilitário.
Um facto, porém, altamente revelador do
cuidado, atenção e interêsse com que exer-
cia assias altas funções se. passou com
quem escreve estas linhas —-e para nós
constituiu divida de gratidão inesquecivel.
Apreciado e comentado na Imprensa diá-
ria o Relatório da Junta Autónoma das Es-
tradas respeitante á gerência «
emonstrân ue era.
imperiosa daquele ors
atenções para as estradas do distrito de Cas-
O
telo Branco, à caminho da ruina. Documen-.
tamos com factos e justificimos com núme- |
ros a razão do nosso apêlo à Junta Autoóno-
ma das Estradas. o
Não apelâmos em vão. Passados dias o.
ilustre presidente da Junta Autónoma “das
“Estradas, o falecido e saiúdoso general sr,
Teófilo da Trindade, percorria as estradas do
distrito de Castelo Branco para controlar as
nossas afirmacões e ajuizar da justiça com
que as formulâmos. E só depois desta visi-
ta as grandes reparações se iniciaram nó
nosso distrito. Parece, no entanto, que a
acção renovadora amorteceu, quando há ain-
da tanto que fazer em matéria de reparações
de estrádas, para que a economia da região
“deixe de sofrer os prejuizos resultantes du-
-ma insuficiente e
| dinária.
péssima rêde de viação or-
O atraso manifesto do distrito de Caste-
| lo Branco pode e deve atribuir-se, em gran-
-de parte, à notória deficiência da sua rêde
de comunicações. O péssimo traçado da li-
nha da Beira Baixa, construida sob a in-
fluência das rivalidades e caprichos dos poli-
ticos da época, -em-hi à
TERRAS DA COMARCA.
a de 1927 a 1981,
uta de interêsse; restri-
tos, sem respeito pelos interêsses vitais da
região, deixou alguns dos seus populosos
concelhos a 30, 40 e 50 quilómetros da linha
férrea! Estão nesta situação os concêlhos
de Penamacôr, Oleiros, Sertã e outros, e algu.
mas freguesias para atingirem uma estação
do caminhó de ferro têm de
menos de 60 quilómetros! | É
Pois hã muitas freguesias do distrite
que não possuem ainda estradas’e, no geral,
as estradas existentes estão arruinadas umas,
intransitáveis outras e tôdas carecidas de re-
parações urgentes.
Como há-de desenvolver-se, progredir e.
vencer as dificuldades da hora presente um
distrito tão mal servido de comunicações?
-Penamacôr dista da estação de caminho
de ferro 30 quilometros: pois quási tôda a
estrada está a caminho da ruina, cheia de
buracos, quási sem empedrado. E não admi-
ra que assim seja, dado o abandono a que
está votada e o grande movimento que re-
i is ser ja gião . ola.
sem meios de.
ção. Oito quilóme-
tros de ramal cs
hã muito
rário,
gem a nenhum veículo. Os últimos tempo-
rais completaram a obra de ilestruição. El
por tôda a parte, nêste distrito esquecido, se
notam as mesmas deficiências, que se tradu-
zemem graves inconveniêntes e sérios prejui-
zos para aquêles que aqui vivem, trabalham:
portugueses que são, pa-
e contribuem, como
ra o erário público. |. E
A Junta Autónoma das Estradas é prési-
dida, actualmente, por uma individualidade:
marcante como português e militar, o bri-
gadeiro sr. Silveira e Castro, que, no desem-
penho de altas funções públicas, tem dado.
provas de zêlo inexcedivel, de competência
indiscutível, de critério sãoTe justiça
firme, Cê
Para S. Ex.* apelamos, com a certeza an:
tecipada de que também agora não apelare-:
mos em vão. Tanta justiça encerra o nosso
apêlo, que confiamos seja tomado em. consi-
| deração por quem de direito.
FRANCISCO MARQUES
palmilhar nada:
nal camará “abando-
nados à destruição do tempo, não dão passa-
“recta e’
: CRUZ DE CRISTO SÓ-
BRE MACAU |
sta manhã, com evidente sa-
tistação de todos os habitantes da
Colonia, voou sôbre Macau, du-
rante algum tempo, um hidro-
avião do aviso de 1.º classe
«Bartolomeu Dias». E
“Pela profunda emoção que sen-
| timos ao ver voando sôbre a ci-
dade um aparelho com a Cruz
de Cristo nas suas asas, avaliá-
mos bem o contentamento sentido
por tôda a população, contenta-
mento idêntico ao que sentiamos
quando, em plena selva africana,
longe da Mãe-Pátria, após lon-
gos dias de marcha, isolados, vía-
mos, de repente, flutuar a nossa
bandeira ou encontrávamos, dos
tantos que no sertão fazem a sua
|oida, um audacioso pioneiro por»
tuguês, que acolhedoramente nos
abria seus braços de irmão e era.
para nós como o oásis para o
| viajante perdido no deserto.
o
e JO ipi periodico o
| «Jornal do Comércio e
das Colómas» de 16 de Dezembro
vem wmserto na primeira página,
um artigo coma epigrafe «Es
tradas» que referindo-se ao esta-
do deplorável em. que se encon-
tram as estradas de Castelo
Branco, cita Sertã e Oleiros, e
pede prozidências à digna Junta
Autônoma das Estradas.
= Não podemos deixar de dar o
nosso caloroso aplauso ao inteli-
gente articulista. Mas não é só o
lastimoso estalo das estradas que
reclama a atenção de quem de
direito, é também, e muto prin-
cipalmente, a necessidade inadid»
vel. dese conclurem algumas es-
tradas antigas, com.os trabalhos
paralizados há anos, em prejuizo
dos interêsses do público e da
Nação. É :
Coma devila vênia publica-
“mos hoje, em fundo; êsse artigo, ‘
pela importância especial:que tem
para a nossa região e “pelo inte-
rêsse que leve merecer a todos
que se ocupam com os meios ‘de
mxomunicação-do-districtor.
o pelas 13 heras
a tomam posse.dos seus
cargos os novos membros da Cá-
Imara Municipal da Sertã.
de
E por todo o-país e especial-
E o mente em Lisboa, as
estas do Natal caracterizarani-st
por largas demonstrações de au-
xílio e socorro aos pobresinhos e
aos desempregados. As crianças
hinfortunadas. tiveram farto qui-
nhão na benemerência dispensada
pelas entidades oficiais e pargicu-
lares, que não se cansam, duran-
te 0 -ano inteiro, de suavizar a vi
da amargurada de milhares de
infelizes que vivem na mais pun-
Lgonte miséria.
3 Her E Sa E@@@ 1 @@@
A COMARCA DA SERTA’
ANUNCIO:
(2.º publicação)
“No E dezasseis do proxi-
: mo mês de Janeiro, por «doze
“horas, à porta dó Tribunal
– Judicial desta comarca se
ha-de procedêr à arrematação
dos prédios abaixo descritos,
‘ penhorados nos autos de exc-
cução por custas e sêlos, em.
que é exequente o Ministério.
Público, e executado David:
António, viuvo, proprietário,
co logar da Fóz da Sertã, fre-
guesia de Sernache do Bom-
jardim, desta comarca a sa-.
bêr:
1.º — Metade das direito ao
prédio de olival, com mato e
Finheiros, sita
Salgueirinho,. freguesia de
Sernache * do Bomj ardim.
Vai pela segunda vês à praça
no valor de quinhentos escu-
dos.— 500800.
2º-— Metade do direito ao
prédio dê um olival, no sitio
ta Abiceira, limites da Fózda
Sertã. Vai pela segunda vês
à praça no valor de vinte es-
cudos. — 20400:
3º — Metade do. direito ao
prédio de uma terra de seme-
adura com: oliveiras, pinhei-.
ros e mato, atravessada por
um ribeiro, sita no logar da
Abiceira limite da Fóz da
Sertã. Vai pela segunda vês.
à praça no valôr de tresentos
e setenta e cinco escudos.
— 315800.
4º— Metade do direito ao
prédio de uma terra de seme-
adura, com oliveiras, videiras | «
uma larangeira, sobreiro e
c uma casa terrea, sita na
Revessa, limites da Foz da
Sertã, Vai pela segunda vezá.
praça no valor de setecentos
e cincoenta escudos — 150800.
– 5º—Metade do direito ao
prédio. de uma terra de se-
meadurá com quatro olivei-
ras, videiras e uma macieira
no logar do |
da, Sertã.
vês à praca no valôr de cin-
prédio de .
pinheiros e mato, sita no lo-
ca no alor de vinte e cinco
escudos— 25800,
11.º-Metade do direito ao
prédio de duas casas terreas,
de arrecadação, sita à Eira dos
Palheiros. Vai pela segunda
vez à praça no valor de vin-
te escudos — 20800.
“12,º-—Metade do direito ao
prédio de uma casa de sobra-
do de arrecadaçãe, sita na
Foz da Sertã, Vai pela segun-
da vez à, praça no valor de
quarenta e cinco-escudos—
45800..
’18.º—Metade do direito ao
prédio de-uma terra de cul-
tura com oliveiras, sita no
logar do Prazêdo, limite da
Foz da Sertã. Vai pela segun-
da vez à praça no valor de
cento e vinte cinco escudos
— 125800, digo, no valôr de
quatrocentos eseudos—400800.
14.º – Metade do direito oa
prédio de’uma courela de ma-
to, oliveiras pinheiros, no si-
tio Cavalinhos, limite da Fóz
da Sertã. Vai pela segunda
vês à praça no valor de cento
“e vintee cinco escudos —
125800.
15.º — Metade do direito oa
prédio de um olival, no logar
do Pôço Nêgro, limite da Fóz
Vai pela segunda
coenta escudos, — 50800.
16.º — Metade do direito ao
um olival, com
gar das Puticas. Vai pela se-
gunda vês praça no valôr de
dusentos e cincoenta escudos.
— 250800.
São por êste meio citados
quaisquer crédores incertos
para assistirem à arremata-
tação
era, 14 de Dezembro He 1937.
— Verifiquei |
o. Juiz de Direito
– Lopes de Castro
– O Chefe da 1.ºSeçção
José Nunes
“DDDDDO OB0BBo NObDDonodDonocasDandavao
e figueiras nos limites da |
Foz da Sertã. Vai pela segun-
da vez à praça no valôr de
* duzentos escudos. — 200800.
Metade do direito ao
6, O
prédio de uma terra de se-
meadura, com: três oliveiras, |
videiras e uma laranjeira, si- | |
ta nos limites da Foz da Ser-
ta.
nraça no valôr de setecentos
e cihicoenta escudos — 150600,
1.º—Metade do direito. ão
prédio de uma casa terrea,
‘que serve de adéga, no logar
do Vale, limite da Foz da
Sertã. Vai pela segunda vez !.
à praça no valor de trinta e -.
dois escudos e cincoenta cen-:
tavos— 32850. .
8.º—Metade do direito “ao
prédio de uma casa de altos e
baixos, que serve de habita-
ção, sita no logar da Foz: da
sertã. Vai pela segnnda vez-
à praça no válor de setenta
e cinco escudos— 75800,
9,º — Metade do direito ao E
“recção do concessionário
prédio de uma casa de sobra-
do, que sérve de: habitação,
sita no: logar ida Foz da Ser- |
tã, Vai .pela segunda vez à
praça no. valor de sessenta
escudos, 60800. e a
tibia
prédio de uma casa terrea de
arrecadação, na Foz da Sertã.
Vai pela segunda vez à pra-
Vai pela. segunda vez à.
ati
Metade do direito o
barreira do CamionahaS
“PARA Il
Transport colectivo de: mercadorias
: di ENTRE
SERTÃ. e TOMAR
ás 48, 4. 6. feiras:
Solda da Sertããs 8 h; chegada
a Tomar ás 10,30 h.; saida
de Tomar às 14 h; chegada
à Sertã. ás 16, 30…
Entrega e recepção de mer
cadorias-nos domicilios.
Com destino a qual=
quer ponto do país
aluga Camionetas pa-
ratransporte de car. |
«ga e mercadorias
As carreitas são sob a di-
“JOÃO LOPES.
“Largo Ferreira Ribeiro
SERTA
“Bilhetes de Visita
“Gráfica da Sert dd
a
no Cardoso,
“viso, e sul com
ANEINCIO-
(1.º Publicação)
No dia 16 do proximo mês
de Janeiro, por 12 horas, à
porta do Tribunal Judicial |,
desta comarca, se há-de pro-
ceder à arrematação dos pre-
dios abaixo descritos, perten-
centes ao ausente Antônio
Lopes Branco, e quê lhe fo-
ram adjudicados nos inven-
tários por óbito de seus pais
Possidonio Joaquim Branco e
Maria da Conceição Lopes
Branco, moradores que foram
no logar da Mougeira, fre-
guesia da Serta.
1.º—Uma terra com casta-
nheiros, testada de mato e pi-
nheiros, sita na Horta Nova,
parte po nascente, poente e
norte com os visos, sul com
José da Silva e Manuel Car-
doso. Vai pela primeira vez
à praça no valor de mil e
quinhentos escudos. —1,500800.
2º—Terra com oliveiras e
testada de mato, com pinhei-
ros. sita na Fontinha Cimeira,
parte do nascente com An-
tonio Méndes, poente e nor-
te com Manuel Lopes e sul
com bens do Casal. Vai pela
primeira vez à praça no va-
lor da quatrocentos escudos.
—-400800.
3.º— Terra com oliveiras, tes-
tada de mato e pinheiros, sita.
à Revolta Cimeira, parte do |.
nascente. norte e sul com os
visos e bens do Casal e poen-
te com herdeiros de Antonio
Farinha. Vai pela primeira
vez à praça no valôr de mil
escudos. — 1000800.
– &ºCinco sextos de terra
de cultura e testada de pi-
nheiros, à Barroca Alta parte
do norte com Joaquim Lou-
renço, nascente com Fausti-
Manuel Pe-
dro: Cardoso. Vai pela pri-
meira vez à praça no valôr
de mil setecentos e cincoen-
ta escudos. co! 150800.
São por êste meio citados
quaisquer credores incertos
para, assistirém á Peas
ção.
Sertã, 20 de Posto de 1937,
Verifiquei
O Juiz de Direito,
Lopes de Castro
O chefe da 2.º secção,
Angelo Soares de Bastos
Francisco Mateus
Solicitador Judicial.
SERTAÁA
António Tamagnini
RAIOS X.
Telefone 30 TOMAR
ALBANO LOVENÇO DA SILVA
ADVOGADO
SER TA:
poente com o|
[FLAVIO DOS REIS E MOURA
Advogado SERTÃ
pah
(CARREIRA pe
48.
ORAL
Barreiras entre Sertá-Lishoa, Gertã- -Bleiros e da ai
A RR nao
Comunica aos Ex.=ºS clisates que tissde : dia-17 de Mais iniciou, aus DOMINGAS 2,ºº FEIRAS
ama Rova carreira, além da que já está estabelecida entre Lisboa — Oleiros evice vera a
AOS DOMINGOS
H.M.
SAIDA DE LISBOA 6-30
Chegada a Santarem 9-15
Saida 9-20
» Pernes 10-00
» Torres Novas 10-35
» Tomar 11-20
>» Ferreira do Zezere 11-00
» Sernache 13004
» Sertã 13-20
Saida 14-00
» Cesteiro 15-05
» Oleiros 15-15
ÁS SEGUNDAS FEIRAS
SAIDA DE OLEIROS 15-40
Chegada ao Cesteiro 15-50
» Sertã – 16-55
; Saida ‘ 17-30
>» – Sernache 17-50
Saida 18-00
» Ferreira de Zezero 18-55.
a “Saida.
> Tomar | 19-40
» Torres Novas -20-25
» Pernes 21-00
-» – “Santarem
» Cartaxo 22-10
» Vila Franca – 23-10
» Lisboa é o 0-10.
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ese
19-00 -0 -@@@ 1 @@@
Vila de Rei, 16-12-31,
+. .Sr. Redactor da «Comarca
da Sertã» — Para esclareci-
cimento dos leitores do jor-
nal de que V. Exº é mui di-
gno redactor e para bem. dá:
verdade, rogo-lhe o favor da
publicação desta na «Comar-
cabe que, para outra deigual.
teor, solicitarei noutro pe-
riodico.
“Numa correspondência- de
Cardigos, de 16 do pretérito |
mês de Novembro, publicada
no n.º 67 da «Comarca», de-
21 domês referido, é atingido
o correspondente da «Gazeta
das Serras» desta vila como
insidioso e mais adjectivos, ter-
mos que devolvo à procedên-.
gi dc
– Não pretendo nem quero
estabelecer polémicas, massim
repelir a insinuação de que
sou alvo; porquanto o -notá-:
vel correspondente omitiu a-
parte final do trecho que
transcreveu da «Gazeta: das
Serras,» para assim. estabe-
lecer o que lhe estã mais no
agrado e.cuja transcrição fa-
zemos integralmente: 4 sede
da freguesia do Pêso tem sido
mimoseada com. uma estrada,
ponte sôbre a ribeira do – Boste-
lim, alargamento e regularização
das ru 1s, seu calcetamento e ou-
“tras obras’em vista, no entanto a:
sua população (e para: que não.
“dizé-lo) e o seu comércio são di-
* dades de-Vila de Rei e o.
“ sedeviaterfeito.
minutos: Agora. a parte final
que S. Ex.* omitiu: Bem sabe-.
mos que o-Pêso tem um benemé-
rito e nós dizemos isto não.para
diminuir, mas sim exemplificar. |
Desta maneira fazia termo |
comparativo entro as necessi-
que
Exemplifiquei com o Pêso,
“poderia ter exemplificado com.
Cardigos que, deyido ao bair-
‘rismo dos seus naturais, se
“vai tornando uma terra como:
a
O requere a hora presente, Es-
tava e estou no meu direito
de relatar o que se passa, di-
zendo da justiça que assiste
à minha terra e povoações
ue lhe pertencem, nada ten-
oo inclito correspondente:
que meter a foice em seara
alheia, invocando amizades.
em barda.
Com referência aos .habi-‘
tantes de Vila de Rei, de-certo
não lhes experimentou as cor-
das para ver se afinam; se |
experimentar talvez lhe não
dêem a nota desejada.
Càã o pobre béeirão saltou
das serras, outros saltam das
encostas; talvez daquela com
que Guerra Junqueiro prin-
cipiou a primeira estância da
lágrima, a
Agradecendo a V. a publi-
cação desta, subscrevo-me
com tôda a consideração
“Dev… etc.
João Baptista dos Santos.
a
Be Palanque
Algures da Comarca da Ser-
tã, Dezembro, 16– Cà temos
o quixotesco e divertido cor-.
respondente de Vila de Rei,
para a «Gazeta das Serras»,
a esgrimir furibundo -contra.
imagináveis moinhos de ven-
tô que lhe trazem: transtor-
nada a mioleira, Um pesadelo:
horrivel atormenta-o. A es-.
7
trada dos Besteiros é um dos
moinhos de vento — perdão !
—é o diabo. a fazer-lhe visa-
gens, e que o não larga. E’
uma bestcirice aguda, que vai
“acabar de endoidecer a cria-.
-Mas nada disto é-de
– porgue o correspon-
hai Ri —
& Prod
Estrada 54-2,a (Louzã-Belver)
representação das Câmaras de:
Sertã, Vila de Rei, Mação, e Gavião. pedindo à conclusão-
da estrada 51-2,2 entre Cardigos—Pêso -Sertã, com um ra-
mal -—Pêso-—Vila de Rei-foi entregue na passada 5.º feira à
S, Ex.2 o’sr, Brigadeiro Silveir: é Castro, Dis.mo residente
“da J; A. E., por uma comissão de que faziwm p rte o: Ex. mos
Srs: Dr Eugénio de Lemos, Governador Civil de Santarém;
Dr. António Maria Pinto, Governador Civil de Castelo
“Branco, António Francisco Tavires e Manuel Portela pela.
Câmara de Vila de Rei: Dr. Antonio Vitorino pela Câmara
da Sertã; Dr.;Abiho Tavares, Bemjamim Puesuna e Mário
Viegas Tavares pela Câmara de: Mação; Coroneis Pina Lopes
e Engenheiro Lopes Galvã», pela: Cisa das Beiras; ;
Leu a representação o Sr, Dr, Abiio Tavares. que fez
depois oportunas considerações sôbre o- beneficios que a
conclusão da estrada traria nãosó às câmaras ali represen-
tadas.como a tôda a Nação; sesuiu-se o’sr, coronel Pina Lo-
pes que fez. uma interessante exposição sôbre o: grande me-‘
lhoramento em vista pedindo também que a ponte sôbre o
Cabril, nó seguimento da mesma estrada se fizesse com ut-
gência para melhor ligação de Pedrogão Grande com Pe-
drógão Pequeno. 3. Ex.? o: Sr, Presidente da 1, A, E pro-
meteu interessar-se pelos pedidos que lhe eram. feitos pois
tratava-se de melhoramentos de grande envergadura e im-
portância. :
* CARDIGOS, 20-A.
“CARDIGOS, 21 — Deste cantinho enviamos cordiais
saudaçõ-s ao nosso colega da risonha e : progressiva vila de.
Pêso, pela lição mestra que, na sua: última correspondên-
(NOTISIARIO DOS NOSSOS CORRESPONDENTES)
de v nenosas insidias pretendendo semear o escalracho da-
ninho onde só deve aparecer | boa semente pira bem de
todos e em especial a bem da Nação. —C!
o
z 1937
990900000 000000000 caos anvoDsnnnaDos
DOENTES)
Encontra-se gravemente doente
o sr. António Farinha, comer-
ciante, desta vila.
— Tem obtido satisfatórias me-
lhoras a srº D. Lúcia de Maga-
lhães.
«Ãos enfermos desejanos rápi-
do restabelecimento.
do restabelecimento.@@@ 1 @@@
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AGENDA
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Embarca no dia 4 bara o
“ Dondo E(Angola) no «Lourenço
– Marques» o sr. João Nunes Ba-
rata, filho do nosso presado pa-
tricio e assmante, Sr. Domingos
francisco Barata.
mm Partiu no diazg para
“Lourenço Marques o nosso assi-
nante sr, Boaventura Fernandes
Alves, de Proença-a-Nova, que,
raquela cidade se vai dedicar á
vida comercial.
A ambos desejamos dptinia
— viageme muitas felicidades. |
“tum Vimos na Sertã, os sys.
Euténio Farinha, de Lisboa, Da-
“vid Ascensão Ramalhosa e espo-
ca; de Cucujães, José da Con-
ceição Nunes, de Lisboa, e dr.
“Hermano de Sande Marinha, de
Foora.
mt Do na Sertã ou-
de vieram passar as’ festas do
Natal e Ano-Novo com suas
familias, os srs. dr. António Nu-
mes e Silva, dr. José Nunes e
ou, Francisco Fernandes, es-
posa e filha, de Lisboa e En-
genheiro Alvaro Martins da
Silva, de Algés. e
mm Vindo de Luano (Congo
Belga), encontra-se no Vergão
— Proença-a-Nova–o sr. Manuel |
Nunes do Vale, sócio, da. acre-
“ditada firma Vale & Irmãos.
«“!bresentamos-lhe boas-vindas.
um Partiram para Lisboá, on-
de foram passar as férias do
Natal os srs. dr. Custódio Lopes
de Castro cdr. Ruben dos Au-
jos Carvalho, magistrados desta
comarca.
“un Fez auos: em 31, à srº D,.
Maria Bela de Moura; hoje, o
Rev. Pº Francisco dos Santos
Silva; 3,0 sr. Celestino Mendes e
amenina Jvone Mágalháis Mi-
inda; 5,0 sr. António Nunes de
bi Lg ueiredo.
“Parabens
DOoCaoDDarsoBCaoDanaaDoS suoDacos soca |
Túlio Vitorino
O HOSSo ami 0 E: assinante Ss”.
Tulio Vitorino, pintor distintis-
simo, que ainda há poucos meses,
fez uma magnifica exposição dos |
seus trabalhos, em Coimbra, que.
lhe renderam os melhores enco-
mios da imprensa do centro do
bois, tal a arte e a profunda |
“mestria revelada, acaba de ser
nomeado professor da Escola Tn-
qustrial e Comercial de Brotero
“daquela cidade, o que demonstra
O seu incontestável valor e gran:
des méritos.
“ Daqui lhe enviamos um gran-
de abraço de parabens. j
AN
Dr. Abel Carreira
Com sua Ex.ma esposa e filhos retira
no próximo dia 10, de Pedrógão Pequeno
para Lisboa, êste distinto médico oitamolo-
gista, que por tal motivo . suspende a cli-
nica aqui e naquela vila afé Junho, mês
em que conta regressar. .
SerDoo aBo
Lutuosa de Portugal
Esta importante associação de socorros
mútuos, que tem a sua séde na cidade do
Porto, elegeu para a gerência de 1938, uma
ova direcção constituida pelos srs. dr. Gus-:
tavo Teixeira Dias, juiz de Direito; dr. Ale-
xandre Barbedo Pinta de Almeida, administra-
dor do Bairro Ocidental; Octavio Quaresma,
comerciante; Alfredo Ferreira Esteves, oficial
do Exercito e Francisco Moreira da gunha,
comerciante. Para a presidencia da Assem-
– teia Geral foi eleito o notário sr. fr. de
miro Gurado.
O seu fim, como instituição de prevjdên-.
cia social, é conceder pelo falecimento dos
associados, um subsidio às pessoas por
no indicadas, que pole ser de 5, 10, 15,
o?, 05 6 90 contos; a cota está na razão
to subsidio e da idade.
E indiscutivel a vantagem de ser sócio
tda «Lutuosa de Portugal», uma das mais |
importantes que conhecemos.
Goma maior boa vontade daremos. tôdas
a explicações, verbais ou. escritas, las
condições de admissão proporcionadas, fa-
euitando ainda os estatutos a- tos, que
os desejarem consultar,
Fastsr
DER
As “Decisões” do Dr. P.* Manuel Temudo da Fonseca, valiosa oferta
Existindo na Biblioteca do
Grémio a Estante Patricia, re-
servada a autores sertagi-
nenses, feliz iniciativa, creio
que de José da Sertã, venho
congratular-me com os lei-
tores da «Comarca» por ca-
sualmente ter tido ocasião de
lhe ser proveitoso.
Curioso de ler livros ve-
lhos, examinava eu por de-
ferência do Ex.»º Sr. Alberto
Tasso. de Figueiredo, nosso
patricio, um arcaz de livros
antigos, e para mais escritos
em latim, quando fui. sur-
preendido agradavelmente pe-.
ló aparecimento dos quatro
tomos das Decisões do Dr. P.º
Manuel Temudo da Fonseca,
ilustre sertaginense do sécu-
lo XVII.
ÂAnsioso como andava por
encontrar esta obra que ape-
nas conhecia de nome, fiquei
radiante com a achado, e co-
mo importava livrá-la de ser
convertida em bombas, triste
fim que têm levado muitos
livros raros! logo ali fiz pe-
dido, em nome do interêsse
e boa fama da terráã para que
S. Ex.º à oferecesse à Biblio-
teca, a ocupar o logar de hon-
ra que por direito de tempo
e valor intrínseco lhe perten-
cia,
De boamente: S. Fx?anuiu,
| visto tratar-se duma glória
da sua terra, a quem só por
êste modo se poderia render
homenagem condigna, o que
logo agradeci afectuosamen-
te;
so os frequentadores da Bi-
blioteca do Grémio, mas to-
dos os bons patriotas da vila
pela oferta recebida, que, se
não é raridade. bibliográfica,
é para os prosadores das gló-
rias passadas documento va-
lioso da cultura sertaginense
naquela epoca Co
Sabendo depois que S. Ex.”
com úina abnegação digna de!
louvor e exemplo, oferecera
também os restantes livros ao
Grémio, como mo permitira
“insinuar-lhe, por intermédio
do Ex.”º Sr. Dr. José Carlos
Ehrhardt, redobram também
os meus mais vibrantes agra-
decimentos por tão magnâni-
mo gesto.
Quanto a mim “toca, pois,
na aceitação e proveito desta
apreciável oferta, como por
ser atendido ó interêsse quê
tomei para tão agradável re-
solução, vai o testemunho ine-
quivocodo meu mais subido
reconhecimento, por repre-
sentar Ee de muita es-
tima.
Noticia Bibliográfica!
Do Dr. Manuel Temudo da
Fonseca pode dizer-se afoita-
mente que na matéria da sua
especialidade foi, por sua in-
teligência, ponderação e pro-
fundo estudo, um abalisado
jurista. . :
A sua obra «Decisines» tô-
da em latim, reparte-se. por
4 tomos em 4.º, e compreende
425 decisões e 11 questões sô-
bre matéria vasta de Direito
Canônico e eclesiástico.
– O titulo, conforme o enun-
ciado do frontespício, é como:
segue :
Decisiones, et Questiones Sena-
tus archiepiscopalis Metropol. Ulis-
siponensis Regui Portugallo.
Ex gravissimorum . Patrum
Responsis collecte, tam im Judicio
Ordinario, quam “Apôstótico. Ad.
Enio: Themudo-da Fonseca
Tllius Senatus. Senatore, et olim
Gubernatore “Episcobabum Porta
Provincia Sancto,
k egrensis et”
Crucis Brasiliensis,
“Está pois de parabens a £s-
tante Patricia e com ela não e
pads para o Brazil,
Dela sairam duas edições,
compreendendo só três volu-
mes: a primeira em 1644 e a
segunda em 1688, depois da
sua morte.
Em 1729, 11 anos volvidos
sôb’e o sua memória, fói pu-
blicado o 4.º tomo com a nota
de Postumo, tal e tanto valor
encontravam os pósteros aos
séus manuscritos.
O seu maior elogio é dizer-
se que graves autores nacio-
nais e estrangeiros se abona-
vam com a sua autoridade,
sem excepção dos professores
da Universidade. .
D. Miguel de Pareja e Dia-
na, canonistas célebres, ci-
ta n-no nas suas obras, che-
gando o último a transcrever
nada menos de quatro decisões.
O autor do Mapa de Portu-
gal P.º João Batista de Cortes
refere-se-lhe nos seguintes
termos— «Natural da Sertã,
Vigário Geral do Arcebispado
de Lisboa, bem conhecido por
suas Decisões Iclesiásticas, que
tanto serviram para alumiar
ta cegueira dos intrincados
casos qne continuadamente
aparecem pelos tribunais.
Graves razões os alegam por
grande autoridade.»
Nota interessante — depois
de ter corrido por muitos
anos com aprovação e aplau.
so da autoridade competente,
foi incluída no indice dos li-
vros proibidos, quis ainda
esta. se
Notas hiográficas
O Dr. Pº Mantel emu do
da Fonseca, filho de Manuel
Fernandes e de Ana Temudo
da Fonseca, nasceu na Sertã
por fins do seculo XVI.
“Depois de cursar a univer-|
sidade onde se formou: em
ra a Sertã, sendo nomeado
capelão da Santa Casa da Mi-
sericordia em 1618.
Pouco tempo «lepois passou-a
Lisboa à ocupar-se em sérvi-
ços mais de harmonia comas
suas habilitações e ue
cia.
Em 1621 deveria ter: em-
“onde
por espaço de 10 anos, desem-
penhou os cargos de . Vigário.
Geral e Governador do Bis-
pado de Santa Cruz, de que
nego.
Regressado à metrópole em
1831, entrou. para o Cabido.
do arcebispado de. Lisboa,
sendo depois eleito para go-
vernar a diocese vagã até ser
eleito o novo prelado D. Ro-
drigo da Cunha. .
Por provisão dêste, de:9 de
setembro de 1642, foi nomea-
do para governador do bispa-
do de Portalegre, de .qué to-
tubro.
Sabendo à
sido atacadas. pelas tropas
de Castela e que a cidade es-.
tava sem guarnição militar
ordenou logo no dia seguinte,
com aplauso geral, que todos
os clérigos pegassem em ar-
mas para defenderem o terri-
tório nacional, não só da ci-
Passados dias, com a admi-
ração de todos, a pequena
de sua escolha, travava com-
bate com o inimigo em Cas-
telode Vide, obrigando-o a
levantar o cerco à- vila.
De volta a Lisboa, ali desem-
penhou; coma máxima con-
fiança do Arcebispo’e suces-
sor, os Pangea de agánio Ge-
Direito Pontifício, voltou pa-|
também: náscida na Sertã. ‘
Passados agora perto de 300 | –
havia já sido nomeado co- |.
mou . posse em três. de, Ou- |.
dade mas até onde pudessem.
| chegar e houvesse necessidade,
hoste comandada por pessoa |
ral, Desembargador da Curia,
Juiz dos presídios do supremo
Tribunal de Legacia Aposto-
lica, que ocupou por 24 anos.
até à sua morte, e não 16.
como dizem.
À fama’do seu saber e com-
petência chegando a Roma,foi
nomeado Protonotário Apos-
tólico e, pouco depois, eleito
bispo de Angra, cargo que
chegou a desempenhar. E
Por sua rigidez de principios,
um grande desgosto lhe eslava.
reservado para o fim da vida.|
Não podendo transigir coma
imposição da carta para dar
consciência, em materia já julga-
da, foi promulgada contra êle
a sentença régia de 5 de Março
ds 1652, que o expulsava para
fôra de Lisboan. praso de três, |
diase de oito para fora do reino e
seus senhorios, .
À última questão tratada, foi
escrita em gesposia a uma con-
sulta do Dr. P.º Luiz Pinto Car-
neiro, Deão e Governador da
diocese de Santa Cruz do Bra-
sil, onde tinha deixado boa fama
do seu saber, e é datada “de
10-9-1652. =
Pouco mais tempo viveu por-
que logo em 20 de Outubro desse
ano se lhe apagou a luz brilhan-
te, com que por tantos aros ilu-
minouZos casos mais dificeis do.
Direito eclesiástico Lusitano.
Pela erudição vastissima re
velada nas múltiplas citações da
Sagrada Escritura, Santos Pa-
dres, concilios Decretos Pon-
tifícios é leis do reino tanto
eclesiásticas como civis, pode-se
dizer déle. que – foia- Biblioteca |
viva na matéria da sua FepeRo
lidade. –
Entre outros elo dos, mereceu.
“dos juristas e professorês do seu |.
tempo honroso titulo-de’: “Sanien- as
tissi mo Doutor. à
“Foi pároco da freguesia le s
Jorge de’ Lisboa, onde passou
para a de S, Tomé, em cuja
jigreja está enterrado. –
Por testamento. deixou er
deira sua irmã Cecilia. Temudo,
anos sôbre o pastamento, fica
bem à terra onde teve o berço,
à falta de “melhor comemoração,
tricia, lugar primaz’ entre os o
tores que a compõem. ra
Providencialmente. “salvos de
serem convertidos em. bombas de
foguete, justo é que, . por virem.
dê tão longe marcados. pelos |
mestres como valioso fruto in-
inteleç, tual dum patricio. ilustre,
sejam ag.ra guardados êstes li-
vrosnão em estantes de pinho,
cristal. NO
Sertã, 20- Ad 1987.
2
uma resolução contraria à sua |
J Cr
ez cortês de flanelá, cuja distribuição tel
| feita oportunamente, E ;
mas em relicário de boa! madei- |
ra, melhor. fecharia e vidros de |
pe Alitónio Pudro! Romalhosa
à sua a chegada que Ra
algumas povoações haviam |.
DE TERRAS
DE ALÉM MAR
Colónia de Angola
“| LOBITO, JULHO DE 1937
Notas do Mês
Hora Fatal |
Eram ici horas do dia 9
“do corrente, hora para muitos
feliz e para outros trá gica na
acepção da palavra! E. assim
foi para o infeliz Lionido da
Silva, que, acompanhado de
sua esposa, quando tentava
transpôr com a sua camioneta
a linha do €.º F.º de Bengue-
la, na passagem de nivel ão
K,º 4, foi esta colhida por um
comboio de serviço, arremes-
sando-a a longa distância, fi-
“cando o pobre Lionido e sua
esposa envolvidos nos frag-
mentos do veiculo!
“Conduzidos ao hcspital da
Companhia do C.º F.º a deso-
lada Senhora, depois de ser
pensada dos graves ferimen-
tos, passados alguns dias re-
colheu a sua casa, encontran-
do-se felizmente livre de pe-
rigo. À mesma sorte não teve
o desventurado marido, que
no dia 18 à mesma hora em
que se deu o desastre, foi re-
tirado do convívio dos vivos.
‘O-extinto que. era muito es-
timado nêste meio, deixa a
infeliz viiva a braços com
oito criancinhas e numa situ-
ação devéras dificil.
Desastres desta órdem so se
podem. atribuir à pouca im-
portancia que se liga à vida
do próximo, pois que é ina-
“| dmissivel que a Companhia
C. F. B. não ponha cancelas e
jos respectivos guardas em.
tôdas as passagens de nível
a-fim-de não dar aso a tam
abominaveis e horrorosos ca-
sos da espécie dêste. Em Por-
tugal, assim que se faz qual-
“quer passagem de nivel, to-
-mam-se logo as devidas pre-
cauções; aqui, como é Africa,
não” se, pao nenhuma.
Eae.
a
Matal dos Pobres da Sertá
Mcstaiace da menina ata Lidia
Manso, 1 casaco de lã e uma camisa; da
+ 1 casaco de lã, 1 vestido, 2 boinas
A todos os nossos agradecimentos.
Ale no primo dia 9a No próximo dlia 9 a
“guardár carinhosamente a sua!
obra, dando-lhe, na Estante Pa-:
Pensão Mo má
de “Domingos Francisco Barata
A mais bem situada da Sertãe a que
melhor conforto oferece,
Explendido serviço de m-sa.. Quartos
amplos e higienicos. Boa casajde banho
e BAR NO REZ DO
QUINTAL PARA
RECREIO
FERIÇO PERM o DE: AUTO-
“Niallo-a e ficará sendo seu hospede para
– sempre. Pessoal educado
-Asseio esmeradissimo. Preços acessíveis,
“especiais para longa permanticia
= argo E erreira Ribeiro – SERTÃ
ancusanbacma Nsade od
“VISITAS
Eva nesta, Redacção .ondo nos
vioram apresentar cumprimentos, os nossos
estimados assinantas e amigos srs. Joa-
quim Calado, empregado dos Hospitais Ci-.
vis, que se fazia acompanhar de sua espo.
Técnica da inspecção de Viveres, E: da, de
Lisboa. É
– Agradecemos É a deferência,
O |
‘- BENEFIGENCIA
Para os pobres, pretegidos pelo nosso jornal,
enviou-nos 10800 0 nossso amigo sr. Ma-
nuel Martins Cardoso, de Belas. antigo seu
nador da República e entregou-nos 108400
o nosso amigo sr, David de Ascensão Ra-
para os nossos pobres e 5$00 para a. ndenl:
pa dos Pobres.
Quo Deus lhos pague, = À
;
Ê
saetfilho o Francisco Pedro. da. Agência |
malhosa, tipografo, de Cucujais, sendo 5800 |
e
Este número foi visado pela
Comissão de Censura
e Gastelo Branco
“Da00099000D95 9000009600060n090000G900
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Eduardo Barata
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ao MATÉRIAS DE
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RUA SERPA PINTO
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PROFESSOR DO «ENSINO att.
PRIMÁRIO PARTICULAR,
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