A Comarca da Sertã nº182 07-03-1940

@@@ 1 @@@

 

– FUNDADORES —
—— Dr. José Carlos Ehrhardt —.
— Dr. Angelo Henriques Vidigal —
Sa António Barata e Silva e

Dr. José Barata Corrêa e Silva ;

d
Edúardo Barata da Silva Corrêa

o Composto e Impresso
O DIRECTOR, EDITOR E PROPRIETARIO NA
E Louando Ponata da Tilva Comeia Tp ER Feio
O a REDACÇÃO E ADMINISTRAÇÃO —— [CASTELO
“| |RUA SERPA PINTO-SERTÃ 2
> ; TELEFONE
< PUBLICA-SE ÀS QUINTAS FEIRAS 112
ANO IV | Hebdomadário regionalista independente, defensor dos interêsses da comarea da Sertã: cone elhos de Sertã |. a E Ea
Nº 182 Oleiros, Ro “8 ape e Vile de Rei; e quo de Amfndoa e ao Ene conselho a Mação) | 4940

 

Notas …

 

 

 

M notabilíssimo discurso
proferin o sr. Presidente

do Conselho, em 26 de Feves
reiro, na reiintão das comis»

sões da União Nacional de

Lisboa. que foi radiodifundi-
do e publicado pelos grandes
diários.

Focam-se néle os problemas
internos e externos com clare-
za e oportunidade impressio-
nantes, projecta-se no primei-
ro plano a vida da «ação,
auscultando:se seus anseios e
arrebatamentos, que fremem
por entre o nar das pal-
x0es, na luta titânica, embra-
vecida e louca que sacode os
povos.

Têm os portuguêses muitas
virtudes e grandes defeitos ;
dêstes sobreleva-se a falta de

” sentido das oportunidades, o

inveterado hábito de criticar
udo com leviandade e com o|
ctivo de, por. vezes, ver:
— preto aquilo que é branco, in-

“terpretando com sofisma uws!
medidas que o Govêrno julga
mais aconselháveis à defesa
da nossa posição no Mundo.

Poder-se-á aqui dizer: «Se
soubésseis o que custa mandar,

preferieis obedecer tôda a
vida». ;
O sr. dr. Oliveira Salazar

passa em revista os problemas
graves que afligem os povos,
com o discernimento próprio
de um grunde estadista, de
um patriota, para quem a
pe única e constante

é a felicidade de Portugal. |

Uma passagem do discurso:

<A posição de Portugal no.
actual conflito foi definida. O
País sentiu a tam conforme
«os seus melhores e maiores
intferêsses, que não hesitou em
apiaudí la e em aderir-lhe fir-
memente. Mas enguanto o Go-
vérno espera que a Providên-
cia lhe permita manter, sem
quebra de compromissos na
cionais, o bem inegualável da
paz, alguns que precisamente
não combateram em Espanha
nem desejarão lutar pela Fin-
lândia batem-se por at com
ardor… En sei que não se
trata de uma verdadeira dis.
crepância de política interna-
cional mas de simples pretêr-
to e um arranjo interno».

pp

Os ingleses continuam bome

bardeando brutalmente as
cidades alemãs .. com pros
pectos!

Para distrairem os alemáis,
que passam as noites às escn-
ras, lembraram-se de lançar
no espeço, durante os vôos,
foguetes luminosos, como se
fôsse noite de Santo António ..

E, no meio de tudo isto, os
“filhos da velha Albion diver-
tem-se, arreliando os outros!

São uns bárbaros os nossos |
amigos britânicos!

como, de resto, a de .

“puito.

 

Duteiro da Lagoa e alive

(FSEGUESIA

np Rec

MA sisita ao Outeiro da Lagoa e
Calvos ?

‘ Sim, pois. O repórter tem de

ser como 8. Tomé: ver para crer.

Não sendo assim, não perscrutando

08 sentimentos e anseios das populações

rurais, como pode compreender a sua Vie

da simples? .
Um pouco à lei da Natureza, todo o
ano, desde o nascer ao pôr do Sol, cavan-

do a terra, semeando-a, colhendo os fru- |
tos que ela lhg regateia ou lhe dá em abun-.

dância, consoante o tempo corre menos ou.
mais favorável, pastoreando os gados,
criando e engordando suínos, bois e ou-
tros animais seus companheiros — dos
quais obtém, por vezes, lucros compensa-.
dores — a gente do Outeiro o dos Calvos

tôda a nossa região.
— vive sóbriamente

e na mais absoluta
pacatez, sentindo, a-
penas, que se lhe
não proporcionem
alguns melhoramen- |
tos a que tem direi-
to, reclamados or-
deiramente desde. há

Só percorrendo .
estas povoações, um *
tanto à margem do
progresso, nós, 08 que vivemos em meios
melhores, podemos estabelecer um para
lelo entre a sua vida e a nosga e, finalmen-
te concluir que os seus habitantes têm
modestas e limitadas ambições no que diz
respeito a melhoramentos materiais de in-
terôsse: comum: uma escola, onde seus f-
lhos aprendam as primeiras letras, uma
fante, onde a população se baste de água
potável e estradas é bons caminhos para
os transportes agricolas. Nisto se resumem
ap shas aspirações que, por comezinhas é
legítimas, se devem satisfazer, tanto mais
que não é difícil realizáslas. Basta um
pouco de beca, vontade 6 0 esfôrço comum,
bem orientado, dos interessados,

 

Outeiro da Lagoa ou Outeiro de Alagoa?

O nosso amigo sr. Siríaco Santos, na-
tural do Outeiro, pessoa que muito consi-
deramos, não só pela sua idade, mas por-
que tôda a sua vida tem praticado o Bem,
modêlo de civismo e de aústeridade, ver
dadeiro carácter, digno de tôda a simpa-
tin, muitas vezes tem repontado connosco
por não sacrevermos Outeiro de Alagoa.

Mas nós, à pesar-das reprimendas, conti-

nuaremos escrevendo Lagoa enquanto nos
não demonstrarem a prática do êrro e sale
vo o devido respeito pola opinião do er.
S’riaco Santos.

o Rev.* Padro António fepirençã Pa

“muitas outras de menos importância,

mente, que «alagoa» é o mesmo qu

 

 

Outeiro da Lagoa — Capela de S. Lucas

estatelo e fique como um pinto…

áspero!

DA SERTÃ)

rinha no seu interessante e muito elucida-
tivo livro «A Sertã e o seu Concelho», ao
falar na povoação diz Outeiro de Alagoa.
sem que, contudo, o nome conste das « Bti-
mologias toponímicas», ao contrário dos de

Em todo ocaso, o dicionário «Portu-
gal» refore-so a Alagoa ou Lagoa, vila,
sede do conc., com. de Vila França do
Campo, na Ilha de 8. Miguel. Finalmente,
o explôndido dicionário de Caldas Aulete,

 

“diz que «alagoa» é o mesmo que «lagoa»:

«pequeno lago; porção de águas esta,
das ou pantanosas (do lat. lacuna)»;

goa»; «pequeno lago, charca».
“Daqui se depreende ser fadiferente
“usar um ou outro ter-

tyos dentro dá ra
zão, tó temos| que
dar à mão à palma

ts

e estrada, dio derdiad me-
tros antes da povoação, sógue-se um ca-
minho horrível, lamacento; só um extraor
dinário equilíbrio e perfeita ligeireza nos
pode livrar de batermos com o costado no
tromendo lamaçal, que é todo o camibho,
nú de pedra, Cheio de água, com o pavi
mento de terra, de consistência argilosa,
revolvido e pisado pur dezenas e dezenas de
carripanas queo percorrem durante dia.

Um pequeno descuido, uma escorre-
gadela, é o suficiente para que 0 peão se
Mas
não, êle não cai nessa imprudência! Vai
de volta, cortando o mato cheio do tojo

Pudera! O seguro morreu de velho…

À rua do Outeiro é, por conseguinte,
na época das chuvas, uma térie contínua
de ‘charcos, mais cu menos cxtensos, de
maior oz menor profandidade, conforme
as irregularidades do terreno. Se não fôs-
se o mato que os habitantes espalham na

“rua, tornar-se ia impossivel transpô-la no

inverno e, mesmo assim, quem por ali pasa, já |n
sabe que não pode ficar com os pés enxutos, pot-

“que o lamaçal e às covas de água lá estão por
“baixo do mato: choc, choc, choc…

(Continua na 4º pagina) –

 

mo, mas, se não esta-.

STAºa proceder-se à embas
lagem dos dois quadros
existentes na nossa lereja Ma-
triz — S. Pedro no trono e
Martírio de S. Pedro — que
devem seguir para Lisboa na
próxima semana a-fim-de fis
£urarem na Exposição de Pine
tura Portuguêsa dos séculos
XV e XVI, um dos números
comemorativos das festas Cen»
tenárias,
—SPntafpopag

POS organização definitis

va, foi tornado público o

programa oficiul das Come-
morações Centenárias.

ro

A vadiagem, o vício de pedir,

a erploração da carida-
de pública atingiu nos últimos
anos tal acuidade que foi ago=

Ira publicado um importante

diploma visando a repressão
da mendicidade em todo o
País, pois que em Lisboa,
noutras cidades e algumas vi-
las, tendo-se organizado al-

bergues e instituições de sos

corro, umas oficiais e outras
particulares, estava de há muis
to e praticamente abolido o
vergonhoso flagelo.

A Sertãé uma das terras
que tem procurado resolver o
problema e pode-se dizer que,
desde há muitos meses, por
intermédio da «Sopa dos Po:
bres», ela vem amparando uma
grande parte dos indigentes

ie | da vila e arredores, ainda que

os recursos do meio não per»

“ Imitam dar-lhes uma inteira

assistência ou criar um albera
gue, cuja manutenção, indis=
cutivelmente, comportaria elea

vados gastos.

O decreto-lei vindo a lume é
de um elevado alcance social,
Lêmo-lo com reflexão e depois
surgiram ao nosso espírito
estas considerações: Se é nas
capitais de distrito que se
criam os Albergues de Mendi=
cidade e ali se concentra a acs
ção tendente a prevenir e rea
primir a mendicidade nas ruas,
seo diploma regula a obser-
vância em todo o País, segundo
o exórdio, a quem compete a
erecução da lei nas sedes de

Iconcelho? Seguindo o nosso

raciocínio : Os vâdios, impôs
sibilitados, por repressão, de
erercer à indústria nos gran-
des centros, não afluirão des
pois às pequenas terras como
abutres esfaimados ?

Por outras palavras: Ficans
do as vilas e povoações de mes

nor importância excluídas das
medidas de repressão, teremos

nós todos, os que vivemos em
peguenos meios, de suportar
a terrível e daninha vaga de
pedintes que se escoará das

cidades e que até ao presente.

nelas permaneciam ?

Sim, porque o profissional
da pedincha procurará todos
os meios de continuar de costas
do direito, vivendo á custa dos

 

outros e em inteira liberdadescusta dos

 

outros e em inteira liberdades

@@@ 1 @@@

 

i

É

cera Dirmesaratio LA TTTA e

 

x

A Comarca da Sertã

e sq prean
E denencnmamani o 7 mean ÃO ms

Pernambucana, L.“
CASA DE CAFÉS DO BRAZIL.

Composta dos ex-empregados de A BRAZILEIRA, Ld;
Joaquim Ferreira e Joaquim Duarte, que passou a explorar

negócio de

CAFÉS CRÚS E TORRADOS.

– Esmeradíssimo e muito afamado é já o tipo de café A. P.
próprio para venda à chavena. us

Mantêm se os preços e. condições estabelecidas –
Dirija-se V. Ex.º sem demora, à

AP

ER NAMBUCANA, Leda

que será prontamente servido.

AMAS AAA rm

RUA ANTÓNIO MARIA CARDOSO, 1

Telefone 2 ses

evaporar cmvpisarer, (é & Toneenemenmo E, mara |

LISBOA

 

Tlccrelo gia

 

No passado dia 26 faleceu, na
Malpica (Sertã), o sr. Domingos
Cristóvão Pires, de 68 anos de
idade, proprietário, casado com
a sr.* Joaquina de Jesus, mãi dos
srs. Piedade Pires e Benjamim
Cristóvão Pires, da Malpica, An-
tónio e José Cristóvão Pires, do

Lobito (Angola) e Mário Cristó-
“ vão Pires, de Luanda e irmão
dos srs. António e Carmelino
Ferreira Pires, de Lisboa e Joa-
quim Ferreira Pires, de Santa-
rém.

O funeral efectuousse no dia
imediato, para o cemitério mu
nicipal, com grande acompanha-
mento.

A” família enlutada apresenta-
mos sentidas condolências.

Sepultou- «se no dia 27 um fi

lhinho do sr. dr. António Caldei-

ra Firmino, digno chefe da se-

cretaria da Câmara Municipal..
O pequenito, que não tinha o

período completo de gestação, |.
nascera em 24, isto é, três dias ;

antes. eo
tapete

Grémio de-Lavoura da Sertã
– e Vila de Rei.

O sr. Ministro da Agricultura
deu parecer favorável sôbre a
organização do Grémio de La-
voura da Sertã e Vila de Rei.
Os estatutos vão ser imediata-
mente submetidos à apreciação
do ilustre titular para apreciação
e aprovação.

Ê : tao ;
“Está absolotamente provado

Que os pais extremosos e os
maridos dedicados gostam de
ver suas filhas e espôsas bem
calgadas, sucedendo, muitas ve»

zes, gastarem um dinheirão sem

conseguirem satisfazer inteira-
mente os seus desejos.

E porquê?

Por uma ignorância indescul-
pável: desconhecem que a casa
que vende as melhores, mais du-
ráveis e mais lindas meias da
moda é o- Rei das Meias, no
Largo Rafael Bordalo Pinhei-
ro, 32; Lisboa..

dao pndidas & e por módico pre-
ço

Faça hoje mesmo uma enco-
menda e certificar-se-á de que
ao a verdade.

rose
IMPRENSA

o nosso estimado colega «Nos
tícias de Mação», comemorou o
V aniversário da Sua fundação,
publicando, em 25 de Fevereiro,
um número especial, com magni-
fica colaboração e belo aspecto
gráfico.

As nossas felicitações,

— Resolveu suspender a sua
publicação o nosso simpático con
frade «Automóvel», de Lisboa —
orgão do Grémio dos Industriais
de Transportes em Automóveis –
deliberando o Conselho Geral
inserir uma página mensal no
sSéculo»,

 

(1) Us Es, ss Em q
É “a Ea Ye s Pad a ea a

* AGENDA é

Ea .
Ve Ss
Ca ad

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PAS
aa? a

S 8
a Cai! Cas

Encontra-se: na sua vivenda
de Santa Rita, Arnoia (Caste-

lo), o sr. Jorge dos Reis Pai-.
são, de Lisboa e em Coimbra

o sr. Armindo Rufino da Sil-
va, de Sernache.
— Vindo da Póvoa do Rio de

“Moinhos passou na Sertã, com

destino a Alvaro, o Rev. o Ber-
nardo Prata.

— De visita a sua família
esteve nos Calvos o sr. Joa-
quim André Nunes. :

— Deu-nos o prazer da sua
visita o sr. Carlos Segueira,
de Proença-a-Nova.

Aniversários natalícios :

 

8, D. Fausta Costa e menino
Rui Marinha Mendes; 9, José
Rene

– Parabens |

Solenidade dos Passos.
revestiram noutros tempos graride

esplendor e solenicade.e atraiam
à Sertã milhares de fiéis—sempre

com vantagem para o comércio-—.
não se realizam ainda este ano.

como .vem:sucedendo desde 1937
por dificuldades de vária ordem,
as quais, porém, se podem:e de-
vem considerar removíveis.

ro

Dr, Acácio Barata Lima

Reassumiu a clínica na vila de
Oleiros e bem assim .as funções,

de médico do partido municipal
e Delegado de Saúde daquele con-
celho, o nosso prezado amigo €
distinto facultativo sr. ;Hr.; Acácio
Barata Lima, a quem apresen-
tamos os melhores cumprimentos

de boas vindas.

Feira dos Passos
E” depois de âmanhã, sábado,
que se efectua na Seriã a tradi-

cional feira dos Passos, habitual=
mente concorrida. . .

NASCIMENTO ;
Teve o seu bom sucesso a es-

pôsa do nosso amigo sr. Manoel
Antunes, cantoneiro da Sertã

Mãi e filh» encontram-se bem,

felizmente.
get 0) rd

DOENTES

Têm estado doentes os sts,
Olimpio Craveiro e José Casimiro,

— Encontram-se um pouco mes
lhores as sr.ºº D. Conceição Bap-
tista e D. LauraiSaldanha Firmino.

Fazemos votos pelo restabele-
cimento rápid) dos enfermos,

E e

Qnere fazer melhor venda dos
artigos do seu comércio
e produtos da sua indústria ?

Gastando uma instenificância,

pode anunçiá-los ne «Comarca

da Sertão,

As cerimônias dos Passos, que

 

 

Que o Luiz soube tambem adi-

[vinhar o pensamento dos outros

que ficou com a cara… enfar-
ruscada |
:— Que ao Félix cresceu tanto
o pêlo nas últimas semanas que
resolveu ir à Covilhã… Msqui-
ar-se |
— Que a guerra tem as costas

largas, mas O consumidor é que
agienta a bucha!

– — Que agora está muito em
moda, cá pelo burgo, as sopei-
aas namorarem de janela…

Repórter Meiro

Anuneio

2.’ Publicação

Faz.se saber que no dia 9do|

próximo mês de Março, pelas 12
horas, à porta do Tribunal Judi-
cial desta comarca se ha de pros
ceder à arrematação em hasta pú
blica e pelo mator lanço oferecido

acima dos seus respectivos valores,

os prédios a seguir designados £
— Um olival etestada de muto
no Vale da Barroca, freguesia de
Pedrógão Pequeno. Vai pela pri.
meira vez à praça no valor de dois

mil setecentos e trinta é seis escu .

dos e oitenta centavos — 2.736880,

2º— Uma terra com oliveiras
nn Costa do Fojo, da mesma fre-
guesia, vai pela primeira vez à
praça no valor de cento e oitenta e

“| seis escudos — 186800.

3.º— O direito e acção a metade

” Ide uma terra de mato e pinheiros
ao Estreitinho, da mesma freguesia,

vai pela primeira vez à praça no
valor de oitenta e oita’escudos (me.
id — 88500
— Uma terra de cultura com
ia na Costa do Fojo, da
mesma freguesia, vai pela primeira
vez à praça no valor de seiscentos
e desasseis escudos — 616800,
5º—0 direito e acção a metade
de uma cusa de habitução com al

tos e baixos, currais, palheiros e

quintal com árvores de fruto, no
Roqueiro, da mesma freguesia, vai
o referido direito e acção pela pri-
meira vez à praça no valor de mil
eacudos — 1 1000800. . So
GO direito e “acção a metade
de uma propriedade que se compôs
de terra de cultura, videiras e mato,
ao Cascalho ou Ribéiro, da mesma

freguesia, vai o refórido: direito e
[acção ‘à metade, pela primeira vez
[à praça no valor de quatro mil e |
oitocentos

e quatro escudos —

4,8048500.

7º—O direito e acção a metade
de uma terra de cultura, viderras e
mato é árvores de fruto, ao Serra=
do, da mesma freguesia, vai o res
ferido direito e acção à metade,
pela primeira vez á praça no va-

lor de três mil e oitenta escudos —
3.080800..

8º— O direito e acção a metade
de uma terra com castanheiros,
sita ao Vale, da mesma freguesia,
vai 0 referido direito e acção à mes
tade, pela primeira vez à praça no
valor de cento é trinta e dois ese
cudos — 132500.
9º-—-Uma terra de mato é pi-
nheiros, sita na Carreguinha, da
mesma freguesia, vat pela primeira
vez á praça no valor de quatros
centos e quarenta escudos — 440800,
Penhorados nos autos de emecus
ção fiscal, admintstrativa que a Fas
zenda Nucional move contra Joana
Barata, vitva, residente no lugar
no Roqueiro, freguesia de Pedrógão

| Pequeno, cuja execução corre seus |
têrmos pela segunda secção desta |.

Secretaria Judicial. São por êste
meto citados quaisquer credores in.
certos ou desconhecidos para assis-
tirem O arrematação nêste anuncio
anunciada,

Serta, 20 de Pavareito de 1940
“Verifiquei
O Juiz de Direito
Armando Torres Paulo
O Chefe da 2.º Secção,
ângelo Soares Bastos

| pay Of Portugal, Ltd,

 

HORARIO ANUAL

 

Da carreira de Passageiros entre Pigueiró dos Vinhos e Sertã
“Concessionária: Viação Castanheirense, Ld, – CASTANHEIRA DE PERA

E 28, Se, has, 5.48 e 6. Cheg. Part.
Figueiró dos Vinhos. “o, “0.000 be covevsos 18,50
Aldeia Cimeira CCC core rc Loo rogo caso dito 19,05 19,05
Sernache do Bomjardim……cecccecosos 19,30 19,35
j Sertã o e TEN ML o a 19,55
3.8, 4,8, 8, 6,3 e sábados Cheg. Part.
Sertã . ERR RE Penn AS CR RRe na Que De Solo
Sernache do Bomjardim. .« idpoqi tara die ro 5,35 5,40
Aldeia Cimeira… .ciseiioceererricreios 605 6,05
Figueiró dos Vinhos….csesensacees coro 6,20

TABELA DE PREÇOS DE BILHETES SIMPLES

Fi qem dos Vinhos

1850 Bairrada
“3800 1850 “Ponte Barata
4850 3800 1850
6800, 4850 3800
9800: 7450 6300

Carvalhos |
1850 Semache
4300 3$00 Sertá

 

– Figueiró a Coimbra, 12850; Sertã a Coimbra,

21850; Sertã a Coimbra (ida e volta) 40450

CRIANÇAS DE 4 A 10 ANOS PAGAM 1/2 BILHETE

 

EDITAL.

 

Avelino Marques Pose da
Gosta, Engenheiro Ghefe da

Ea Gireunscrição Industrial,

Faço saber que a Shell Com-
pretebe
de licença pera instalar um des

| pósito subterraneo de gasolina

da capacidade de 4000 litros com

bomba automedidora, sito na Es-|

trada Nacional n.º 12 de 1.º, em

Sernache; de Bomjardim, fregue:|-

sia de Sernache de Bumjardim,’

concelho da Sertã, distrito. de |
Castelo Branco, que confronta «o |

norte com propriedade de Litã
nio Vaz Serra, sul com a Estra.
da Nacional n.º 12 de 1,2, nas
osnte com propriedade de L’tã
nio Vaz Serra e poente com «
Estrada Nacional n,º 12 de 1.º,
inolnido na 2.º Classe com os

pentes de: perigo de in-

cêndio.: |;

Nos: debmoi do regulamento das
indús’rias insalubres, incómodas,
perigosas ou tóxicas e dentro do
prazo de 30 diss a contar da pos
blicação e afixação dôste edital.
podem todas as pessons interes

| ga las apresentar reclamuções por
escrito contra a concessão da li=

cença requerida e examinar o res
pectivo processo n.º 6717 nesta
Circunscrição Industrial, com ee:
de em Coimbra, Avenida Sã da
Bandeira nº 111,

Coimbra e Secretaria da 2.
cinta Industrial, 24 de
Agosto de 1939,

O Engenheiro Chefe, — Avelino
aa Pooleda o

 

“Lá National”
“SEGUROS DE VIDA”

“ROYAL EXCHANGE”
Seguros de automóveis, in-
cêndios, agrícolas, desastres

no trabalho, cristais. postais,
X acidentes pessoais, X

“AÇOREANA”
* Seguros de incêndios, auto-
móveis, acidentes pessoais,
magticolas, cristais é pag
mo
Como a ateia através dos see
dedos… assim se esvai
0 dinheiro e nada fica pata
o Futuro! Para reter al-
guns grãos, que cimen-
tarão, com senso prático

e previdência, a segurança
dos que lhe são queridos

|SEGURE A SUA VIDA

 

e pa Sertã Eduardo Barafa

 

EA /

Se V. Exestá compra-
dor de Carnes de Porco,
verdes, salgadas, fumadas
e ensacadas, não deixe de
consultar os preços da

SALSICHARIA DA BEIRA

SIMÕES & PIRES, h.ºa
Praça da Republica- Sertã

 

ANUNCIO

Por ôste se anuncia que no d à
nove de Março por 12 horas, à
porta do Tribunal Judicial desta
comarca se há-da proceder à ar=
rematação em hasta publica do
prédio a seguir designado e pelo
maior preço que for oferecido &«
cima do valor abaixo indicado.

PREDIO

-O dominio util de um tôro de
de vinte litros de trigo e vinte é
sete de centeio e um frango, im-
posto em uma tarra de semeadu-
ra no sítio do Ribeiro da Azenha
freguesia e comarca da Sertã, de
que é Senhoria direota, Dona
Maria Caldeira Ribeiro, da vila
da Sertã, Vae pela segunda vei
á praça no falo de cento quea
tenta e seis escudos, =146500.

Dominio util este pertencentê
ao casal do inventariado, Manhal
dos Santos Lusio, que foi da ci»
dade de Tomar, .

São por este citados quaisquer
crédores incertos para assistirem
à arrematação nesta anunciad:+,

Sertã, 26 de Fevereiro de 1940,

Verifiquei
O Juiz 1.º substituto,
Carlos Martins
O chefe da 1.º secção,

José Nunes

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Ondeiro da Lagoa é Caos,

(Continuação da 4.2 página)

Mas que rendimento se pode
espercr de um escola nestas con-
dições ?

A verdade é que o muito zêlo,
o muito carinho e extraordinária
dedicação de algumas senhoras
professoras que têm passado pe-
lo Outeiro produziram milagres,
ensinando a ler e escrever mui:
tas dezenas de crianças e apre-
sentando a exame uma percen
tagem importante.

O material didáctico é muito
pobrezinho, o que mais impor-
tância vem dar ao milagre de se
obter aproveitamento apreciável:
reduz-se a um quadro preto, a
2 mapas, um de Portugal e o
outro das Colónias e mesmo ês-
tes foram adquiridos por subs-
crição entre os alunos e com: al-
gum dinheiro da caixa escolar
que existe na escola, como nas
de outros meios, não porque te=
nham condições viáveis para
progredir, mas pela pertinácia
dos professores que da sua pro-
fissão fazem verdadeiro sacerdó-
cio indiferentes ao cepticismo e
birras da gente que tinha o de-
ver de prestar todo o concurso
às modestas e filantrópicas ins»
tituições. As carteiras são incó-
modas, por mal feitas, parecendo
ter sido encomendadas para pes-
soas de arcabouço avantajado e
não para crianças entre os 7e
12 anos.

Substituindo as carteiras em
uso por outras próprias dando-
lhe um caixa métrica e um ma-
pa-mundi ou glôbo, a escola fi-
caria em melhores condições de
cumprir a sua missão pedagó
gica.
Recomendamos o caso à Câ-
mara Municipal.

No Outeiro foi criado última-
mente um logar masculino e es-
colhida a casa do sr, Joaquim
Pedro para o funcionamento da
– nova escola. O sr, Delegado -de
Saúde inspeccionou a casa no
dia 25 do corrente, consideran-
do-a aproveitável para o fim que
se pretende. A sala de aula me-
de 6,5 m. de comprimento, 6 de
largura e 2,8 de altura. O Dele-
gado Escolar, professor sr. An-
tonio Lopes Manso também, na
mesma ocasião, visitou aquela
casa. e

Compreende-se que as duas
salas de aula, por não satisfaze-
rem integralmente as exigências
pedagógicas modernas, são, ape-
nas, provisórias. Tal circunstân-
cia levou os naturais do Outeiro
da Lagoa a compreenderem e
encararem a necessidade inadiá-
vel de construir um edifício pró-
prio, pelo menos com duas es-
paçosas salas. Já está escolhido
um terreno, que reiine as melho
res condições, pertencente ao sr.
João António Martins, próximo
do capela de S. Lucas. O sr.
Delegaio de Saúde, por incum-
bência da Direcção Escolar do
Distrito, acompanhado do, sr.
Delegado Escolar, visi’ou o lo-
cal referido e, não ocultando a
sua satisfação, afirmou que êle
apresenta as condições higiéni-
cas para a edificação que se pre
tende.

Por sua vez, os habitantes dos
Calvos, estão envidando todos
os esforços no sentido de, na sua
povoação ser levada a eleito a
construção de um bom edifício
escolar, que possa abranger tô=
das as crianças da sua área, hos
je em número muito elevado,
área que, segundo cremos, deve
corresponder à da capelania.

Sabemos que os naturais dos
Calvos, designadamente os re-
sidentes em Lisboa, trabalham
com afinco e perseverança para
verem realizada, o mais de-pres-
sa possível, a sua louvável as-
piração. Segundo nos dizem, o
terreno escolhido fica um pouco
acima da vivenda do sr. Albano

Antunes Costa, para lado do:

nascente.
Vê-se que o Outeiro e Calvos

compreenderam ter chegado o

momento de meter mãos à obra,

 

“A Comarca da Sertã

 

VILA DE REI — «De Angola à Contra Costa». E” 0
nome de um livro que li há bastantes anos, publicado de»
pois da travessia que lhe deu título, onde os ousados ex
ploradores africanos Capelo e Ivens descreva: minuciosa-
mente o seu temerário feito, So

: Hoje, que a colonização inunda a nossa ‘A’frica, tal
viagem far-se-ia sem os perigos daqueles tempos e com
tanta ou maior comodidade como na metrópole.

No dia 29 de Janeiro passado, foram chamados à
Sertã, sede da comarca, 39 individuos dêste concelho. .

Manhã de inverno brumosa, fria e de chuva, nume-
rosa cavalgada composta de tôda a raça de egiiideos, en-
ceta a travessia. Munidos com os apetrechos precisos para
resguardo da água e frio, avançam por aqueles ásperos e
lamacentos caminhos, retardando-se a marcha ao subir e
descer socalcos pedregosos.

outros ainda com polainas de terra lamacenta.
-. De regresso, ocaso do sol em Santa Ana, e depois
“da passagem da ribeira da Isna, temos noite escura e no-
voenta, vindo tudo em’ passo de patrulha, porque aos po-
bres animais não era possivel o desembaraço no anda-
mênto, pelo mau estado dos caminhos,
: Conseguimos aqui chegar, sem que, contudo, os ata-
cados de gripe regressassem quási à primeira fase.
Outros pouco conhecedores dos caminhos, lá anda-

“ram perdidos, deambulando de lado para lado, até que al-

tas horas a protectora lua, com a sua embora que baça
luz, os guiou para o caminho a seguir.

Tudo isto, porque, para se conseguir uma camione-
ta para condução de alguns de Vila de Rei, e povoações
circunvizinhas, necessário era dar uma volta de quarenta

Ou mais quilómetros, porque a a estrada de Vila de Rei a

Amêndoa está inacessível a certos veículos.
: Porque não temos, ou havemos de ter, uma estrada
directa de Vila de Rei à Sertã? ‘
Com excepção do nosso concelho, eu julgo que a
sede da comarca tem ligação directa com os outros con-
celhos que dela fazem parte. Não sei de quem é a culpa,

Coisas, dos dois lados.

— Tal estrada, levando-nos ali mais a miúde, estabe-
leceria mais e maior amistosidade entre os dois povos,
criando-lhes relações comerciais em todos os campos,
môrmente no agricola e pecuário, do que ambos muito lu-
crariam e muito principalmente a Sertã.

– Não estou na juventude ; se estivesse, faria votos
aS. Noutelea S, Marcos da Sertã, à Senhora Santa Ana da
Cumeada, a Santa Margarida da Fundada e ao S Sebas-
tião cá da terra, para que tocando nos corações e vontade
dos homens da governança e afastando os impecilhos que
sempre aparecem, dignassem favorecer estes povos com

Através da Comarca

(Noticiário dos nossos correspondentes)

– Lá chegámos, um pouco molhiscados e friorentos, e

se de Vila de Rei, se de Sertã. Bem compreendidas as

tal benesse, iliminando uma necessidade que todos sentem. .

 

ainda mais pelo motivo que ali nos levou, pata descanso
nosso, da mostarda, do alcool, das tisanas, dos xaropes,
espécies peitorais e anti-febris. Sano
Isto, comparado com o feito, dos dois grandes ex-
ploradores, nada é, mas tem a sua analogia ; êles sofreram
os horrores da sêde e do calor, nós frio e água de mais.
* —No dia 2 do corrente foi a filarmónica de Vila de
Rei abrilhantar a festa de Nossa Senhora à povoação do
Cardal, subúrbios do vizinho concelho de Ferreira do
Zezete st ,
Muito bem recebida por aquele povo, foi falada ali
para ir abrilhantar uma festa a realizar na freguesia de
Olalhas do concelho de Tomar. Mais uma vez firmou Os
seus créditos nestes arrédores,

De 4 Gazeta das Serras. C.

esSos

RIBEIROS (VILA DE REI) — Tomou já posse
cargo de: regente do pôsto escolar desta localidade ast
D. Maria do Céu Mendonça Tolentino Garcia, natural
Idanha-a-Nova, cuja nomeação foi acolhida com bastan
regosijo pelos “habitantes de Ribeiros, E’ que a sr,
Maria do Céu possui um excelente carácter e todos
predicados para que muito se possa esperar da sua com-
petência como educadora e obreira da instrução na nossa
terra. :

—Tem por aqui chovido torrencialmente e de forma
a produzir grandes cheias que todavia não tem causado
prejuizos avultados.

— Ainda se encontra carecida de reparação a ponte
que dá acesso a esta po voação, tornando-se perigoso
transitar por ela desde que em 1937 foi danificada pelas
grandes cheias dêsse ano. :

“ Osr. Luiz Alves Henriques, que é considerado u
dos beneméritos desta terra, prontificava-se a reconstruir
a referida ponte desde que lhe não faltasse o auxílio da
Câmara e dos nossos conterrâneos os quais poderiam au-
xiliar a solução daquela grande necessidade com d onati-
vos ou dias de trabalho, ofertas de material, algumas caf-
radas de pedras, etc. Porém, até à data ainda não fêz na
a tal respeito, não se sabendo a que atribuir a culpa dês
marasmo. : ; j

Já osr. João Baptista dos Santos, correspondent
muito solícito déste jornal em Vila de Rei, salíentou
inconvenientes de um individualismo que urge pôr de par
te, a-fim-de se dar remédio a uma ingente necessidad
que bem atesta a nossa falta de iniciativa em benefici
do interesse comum. E
: Daqui exortamos, pois, todos os nossos patrícios
pôrem à prova o seu bairrismo, sujeitando-se a um pel

oO

8

é

a nosso favor,
Sertã em dias

Coto caminhâmos para a velhice, faremos votos a
todos:gs santos e santas da Côrte Celestial que intercedam |
a-fimmde que não tenhamos mais que ir à
pequenos, noites escuras e: invernosas e

-cessidades,

 

| que no sacrifício que nos liberte daquela e de outras ne

De A Gazeta das Serras:

A. S. B.

 

 

sem vacilações, resolvendo o
problema mais grave que afligia
os importantes logares: o da

Instrução. q o
Ainda bem. Honra lhes seja.
Todos os seus-naturais, sobre-
tudo aqueles que bem cedo: ti-
veram de partir para longínquas
terras, sabem; ..por; experiência)
própria, as idificuldades que sur-

gem na vida quando se não sabe

ler ou se possui uma instrução
e educação deficientes, E já que
muitos dêles estão pagando cul-
pas que não são suas, é justo e
humano, e é talvez um dever re-
parar agora as faltas cometidas,

à mais aviltante ignorância as
novas gerações das suas terras,

Capelanias de S. Miguel e
de S. Lucas

Diz .o Rev.º P,º António Lou-
renço Farinha no livro «A Sertã
e o seu Concelho» :

«Capelania de S. Miguel, Tie
nha no ano de 1730 92 almas de
sacramento e os seguintes loga-
res: Calvos, onde já existia a
ermida em 176, Gordinheira,
Abelheira e Casal de S. Gens
ou de S. Gião, em que pareçe
ter havido uma ermida dedicada
a êste santo, cuja imagem foi le-
vada para a capela dos Calvos.»
«Capelania de S. Lucas. Ha-
via nela, em 1730 198 pessoas
de sacramento e as seguintes po-
voações : Outeiro dê Alagoa, on-
de está a capela que já existia
em 1706, ‘Gesteira, Portela, Oli-
val e Boeiro. Foi dotada, por
Alvará, de 29 de Agosto de 1826,
com 308000 réis anuais de orde-
nado pata-o seu capelão; mas,
como nenhum sacerdote a pre-
tendesse, foi depois fixado o ven-
cimento em 90 alqueires de tri-
go por resolução – do Infantado
de 23 de Março de 1829, equi.
valendo -a 548000 réis. Tinha
nesta época 41 fogos, a sede, e

com os sete logares circunvizi-
nhos, 67. Até êste ano disseram

missa na capela muitos sacerdo-
tes alí residentes.»

 

não condenando ao ostracismo e |

ficada num ponto muito aito e.

lindísssimo, donde se avista um,
panorama variegado e belo no

O formoso eucalipto, em frente
da capela, pelo seu alto porte e
beleza das franças, oferece um
aspecto soberbo, descortinando-
se a distancias enormes como
marco fantástico; lembra sentine-
la altaneira e arrogante, desafian-
do a fúria das tempestades e,
açoutado pelo vento, parece car=

“pir seus .queixumes, transmitin-

do-os, numa confidência, à sua
areias companheira, a capelinha
e S. Lucas |
Elementos coligidos e gentil-
mente postos à nossa disposição,
dizem não se saber a data da
construção da capela de S. Lu
cas, mas que o documento mais
antigo que dela fala é de 1706.
Em 1930, estando muito arruína-
da resolveram os habitantes pro-

para tal efeito, uma subscrição,
a que todos deram concurso de

harmonia com as suas posses e

aproveitando-se a oportunidade
para a ampliar; concluídos’os tra-
balhos em 20 de Dezembro de
193t, procedeu-se, pouco depois,
à sua bênção solene e a uma
imponente festividade, de que
foi reitor o sr. José Marques.
“Por virtude da humidade en.
contra=se agora o soalho todo a=
podrecido e para o substituir
pensa se, parece, fazer um pavi
mento a cimento tendo-se aberto
subscrição para tal fim; contri«
buindo cada habitante com a sua
cota parte a reparação pode fa-
2er-se sem delongas.

Não seria desacertado pensar
na terraplenagem de uma parté
do espaço em volta da capela,
transformando-o em adro, a quê
uns bancos de pedra e umas áre
vores de pequeno porte dariam
certa graça e beleza, proporcio-
nando comodidade au povo em
dias de festa e dando impressão
de arranjo e bom gôsto aos visi-
tantes.

1940, Fevereiro, 29 E

 

A capela de S. Lucas está edie |

EDUARDO BARATA

perímetro de dezenas de léguas. |

ceder à reconstrução, abrindo-se, |

 

CASA DAS BEIRAS
| HOMENAGEM
Em Lisboa, na sede da Cas

 

das Beiras, notável instituiçã

em que se concentra tôda um
acção subordinada à valorização
engrandecimento e propagand
das Beiras, prestou-se, a seman
passada, significativa | homena
gem aos srs conselheiro dr
Afonso de Melo Pinto Valente

tenente-coronel Francisco de Pi

na Esteves Lopes pelos seus re|

levantes serviços: à causa regios
nalista, oferecendo-se-lhes um
almôço, que, ao mesmo tempo
serviu de pretexto para reinir
muitas individualidades beiroas
ilustres e marcantes nas artes
ciências. letras, comércio e in-
dústria e estreitar os laços que
unem aqueles que têm pelas Bei:
ras a maior dedicação.

«A Comarca da Sertã» associa-
se à justíssima manifestação de
carinho e símpatia. 3)

Pay mento de Contribuições

Efectua se neste mês com jus
ros, o: pagamento das 1.ºº pres-
tações da contribuição industrial,
imposto profissional e da presta
ção única do imposto sôbre apli-
cação de capitais (Secção A),
terminando o prazo de 60 dias
previsto na lei, em 30 de Março
(sábado), relaxando em seguida,

Pagam-se também com juros,
as prestações da contribuição
predial e imposto complementar,
que não foram satisfeitas nos
dois mêses anteriores, não des
vendo deixar-se de pagar, se ese
sas prestações forem únicas ou
a do imposto complementar tiver
incidido sôbre o imposto de apli-
cação de capitais (Secção A),
afim de evitar o relaxe.

 

Este número foi visado pela
‘ Comissão de Censura
“do Castelo Branco :

 

 

Mr

 

 

Freguesia do Cabeçudo.

Subscrição aberta para a compra
de uma bandeira dedicada aN.
Sr. da Piedade, cuja Jestivida-.
de se realiza, no; último domin-
go do mês de Agosto, naquela
localidade

Continuação do número ante-
ríor. Transporte, corrigido. .
323810.

Joaquina do Miguel, Manoe
Marques, Albano Lopes, 3800
cada; José Serrano, Henrique ?,
Joaquim Fernandes, 2800 cada;
Antoninho Miguel, Joaquim Lo-
pes, Georgina, Colmete Pires,
José Farinha, José da Silva, $50
cada; JManoel Florindo António
da Ludovina, António Safaito,
Adelino Nunes, Adelino Henri-
que, manoel Nunes, António
Nunes, José Nunes, Alfredo Fer-

reira, José Bolor, António Pires,

Adelina de Jesus, António Dias,
Joaquím Pote, Fernando Coelho,
1$00 cada; Joaquim Costa, 6800;
Virgínia, Matilde de Jesus, An-
tónio Ferreira, loaquim Alves,
1$50 cada; Angelina Rafael, 58;
José Guilherme, 9$00; José Al-
ves,. P,º Mário Baptista, Demé-
trio Carvalho, 5800 cada; Ribei-
ro de Cima, José Bernardino,
2800 cada; António Andrade,
João Andrade, António Miguel,
Guilherme Mendes, Joaquim Los
pes, Patrício Nunes José Ferrei-
reira da Silva, António Miguel,
Elvira Adelaide, Manoel da Sii-
va, Margarida Fernandes, Joa-
quim Guilherme, 1$00 cada; Al=
berto Nunes, Joaquim Miguel,
António Fontes, José de Olivei-
ra, José Rafael Baptista, | José
Pires, José da Silva, $50 cada;
H4fonso Miguel, João Prancisco,
João Mendes, Maria José, 1850
cada; José da Silva, 6800; José
da Pedreira, 2850; Henrique
Mendes, 3800.
Soma 437360,

as HO +
Diz muito bem!

Do nosso prezado colega «O
Educador» :

«Em Pêso, concelho de Vila
de Rei, os gatunos assaltaram
a escola primária levando tudo
o que puderam. Com que re-
pulsa será esta notícia recebida:
por todos aqueles para quem a
escola onde aprenderam a ser,

alguém é um verdadeiro san-.

tuário. ESA
Não! Os cavalheiros que tel
desfaçatez e desrespeito mostras
ram nunca frequentaram a escõ=
lal Apostamos. Mas, oBiinciden-
te nem por isso deixa de ser las
mentável». É

Diz muito bem | Eº assim mese

mo.
CHAO

BENEFICÊNCIA:

Destinada à «Sopa dos Pos
bres», recebemos do nosso esti«
mado assinante sr. Joaquim Ane,

|dré Nunes, de Luanda, actual+

mente na Metrópole,
de 20800. al
Muito agradecidos.

E e a
Companhia Eléctrica das

YU

Beiras . sá

Um recente decreto aprova é
declara de utilidade pública z
concessão outorgada pela Câmark; –
Municipal de Miranda do Corvg
à Companhia Eléctrica das Beis;
ras, com sede na Lousã, para diss
tribuição de energia eléctrica pls.
blica e particular, fôrça matriz e.
out:os usos na área do concelho

oe

a quantia

 

| A fôlha oficial publicou em:

27 de Fevereiro o plano de obras
da Direcção Geral dos Edifícios
e Monumentos, elevando-se O
dispêndio a 91.240 contos.
Abrange a verba de 500 con-
tos para conclusão das obras do
Instituto das Missões Ultramari-
nas de Sernache do Bomjardim |
e ainda para imprevistos, fiscas.
lização e administração, ;

@@@ 1 @@@

 

DESLEIXO CRIMINOSO

Aquela infeliz rapariga da Her=
dade, Emília de Jesus, solteira,
de 22 anos, que dera à luz uma
criança morta em 17 de Feverei-
ro, facto êste que, ligado a um

conjunto de outras circunstâncias,

despertara suspeitas de infanti-
cídio e concomitantemente, des

“terminou investigações por parte

da autoridade administrativa,
morreu no dia 27 em consegiiên-
cia de peritonite puerperal,

Ão que nos dizem, os pais fo-
ram aconselhados pelos médicos
a internar a parturiente no hos-
pital, onde se lhe poderia ter
feito um bom e rigoroso trata-
mento, mas evitaram fazê-lo ou
porque, pobres como são, receas-
sem gastar muito dinheiro —quan-
do êsse tratamento poderia ser
gratuito—ou por qualquer outro
motivo pouco plausível, resultante

“da sua lamentável ignorância.

Havendo probabilidade de sal-

var a vida à rapariga, os pais fi-

cam com a culpa de o ter im-
pedido.
oe

À estraila Portela dos Bezer-

rips — Várzea dos Cavaleiros
exige imediata reparação

Informam-nos que a estrada
municipal Portela dos Bezerrins

— Várzea dos Cavaleiros está.

num estado lamentável, sobre-
tudo, agora, pela acção persis-
tente das chuvas, carecendo de
reparações urgentíssimas, tanto
mais que ela tem um grande e
constante movimento.

O comércio da Várzea e, de
um modo geral, os seus habitan-
tes, pedem providências rápidas,

pois, de contrário, virão a supot-

tar enormes prejuízos. Tôda a
estrada, mas especi:Imente o tróço
compreendido na área da fregue-
sia da Várzea. está cheio de co-
vas, depositando-se e correndo
as águas no leito porque as va-
letas obstruíram-se e deteriora-
ram-se,

O trôço até ao limite da fre-
gues’a da Várzea foi reparado em
1938 por determinação da Câmara
O que não sucedeu com o outro
Pp rque a Junta daquela freguesia
não tinha nem tem verba para
lhe acudir; e nêste há uma parte
que é um extenso e verdadeiro
charco de lama: a que vai desde
o marco fontanário até à ligação
com a estrada do Figueiredo.

“Da Portela dos Bezerrins até
àsuúcta lio-ção são 5 qui’ómetros
pvuco mais Ou menos.

Chamamos a atenção da Câma-
ra para o caso. e

ted) sp

Preços no Mercado de 2
do corrente

Galinha, 10850; Milho, 11300;
centeio, 12800 e batata, 11800;
(13, 544 1.); ovos, 2850 a dúzia;
feijão encarnado, 3850 (1/8).

0 do

Assalto a Repartições |
Públicas de Vila de Rei

– Na noite de 27 de Fevereiro
foram assaltadas a Repartição de
Finanças, a Tesouraria e Secrea
taria da Câmara Municipal dae
quele concelho.

Os gatunosconseguiram apenas
furtar diversas pequenas impor-
tâncias, cuja soma pouco excede
200 escudos, não tendo alcanças
do o seu, possivelmente, maior
objectivo, que era arrombar o
coire da Tesouraria de Finanças,
onde estavam guardados impor-
tantes valores.

er

E’ amigo dedicado da
sua terra?

Indique-nos, como assinantes,
todos os patrícios e amigos que
ainda o não são.

O valor e o bom nome da sua
terra dependem, em grande par-
te, da propaganda que dela se
fizer nêste semanário,

k

| A Comarea da Sertã

Outeiro da Lagoa e Calvos

(FREGUESIA DA SERTÃ)

 

Usam os habitantes, da maior parte das
pequenas povoações da nossa região, deitar ma-
to nas ruas, o qual depois de bem pisado e moí-
do, é aproveitado para as terras de cultura. E’
um costume velho, que não se justifica e que
forçósamente tem de ser abolido por anti higié-
nico e, pôr conseguinte, proibido, a bem da saú-
de pública: o mato, pouco tempo depois de lan=
çado à rua e porque nêle se deitam tôdas as
imundícies, passa a estrume, apodrecendo em
contacto com as águas; da acção do calor pro-
vêm depois emanações fétidas, milhões de micró-
bios que se espalham, viciando ou envenenando
o ar que se aspira. – so.

– De resto, cremos, pouquissimas vantagens
advirão para as terras de lavou:a com tal estrume,
que, nas condições em que foi preparado, há de
ser muito pobre de substâncias azotadas.

Nada justifica que o Outeiro, em vez do
mato, não tenha a rua com pavimento de caiçada
à portuguesa, dotada de valetas, por onde as
águas pluviais corressem facilmente, evitando-se
depósitos dé águas imundas, dondé provêm mias-
mas. Um pouco de boa vontade dos seus habi-
tantes, com um auxílio da Câmara, poderia mo-
dílicar radicalmente o aspecto miserável da rua
da povoação. |

Será. êste facto, que traduz o mais lamens
tável desleixo, agravado com a permanência, du-.
rante O inverno, de dezenas de charcos, forma-
dos muitos dêles pelos próprios caminhos, que
produzem tantas doenças e tam elevada mortali-
dade entre os moradores da capelania de S.
Lucas ?.

– Isto é intuitivo, porquanto o Outeiro, pela
sua explêndida altitude, banhado de bons ares e

ções para ser uma povoação higiénica, confortá-
vel, pitoresca e acolhedora.

500 metros de exte
variável, entre
1,5 eSmetros. 4
Todos os caí
minhos que li.
gam o Outeiro
aos povoados
vizinhos estão
intransitáveis
por virtude da
acção das chu-
vas, facto êste
ano agravado
pela super-
abundância e
demasiada
continuídade. |
Sem br taaco-
brí-los, feitos,
muitos dêles,
ao acasc, fal.
tando, por.an-
to, tôda a té-
cnica de cons-
trução, sem ni»,
velamentos, és”.
ses caminhos —
— que de ca-
minhos só têm
o nome! — são
prêsa fácil dos Rr R e
regatos e riachos formados ou agora aumentados,
que os cortam e retalham em todos os sentidos
é convertem em tremendos lodaçais e precipícios
Ú

| Assim sucede aos que fazem a ligação
com a Giesteira (550 m.), com os Calvos (500 m.),

com o Olival (800 m.) e com a Gorfdinheira

asso e uma largura bastante

 

leiros e da Cruz de Pedra ao Nespetal, ambas
com a extensão, aproximada, de 2.500 metros.

atetição de alguns residentes ou naturais do Ou-
teiro e Calvos é a que vai da Catraia aos Calvos,
cujas obras de reparação e alargamento se im-
| põem à comodidade daqueles povos. Assim, por
iniciativa dos srs. António Mendes, comerciante
em Lisboa e António Domingos Barata, comer=
ciante no Dondo (Angofa), foi aberta uma subs-
crição para o fim aludido, a qual, segundo ele-
mentos âmavelmente postos à nossa disposição
pelo sr. A. Domingos Barata, rendeu já 1.990800,
importância distribuída pelos seguintes srs.: An»
tónio Domingos Barata, 300800; António Men-
des, Albano Antunes Costa José Martinho, José
Nunes da Mata, António Martinho Lopes, 200800
cada; José Nunes da Costa, 150800; José André,
Joaquim Jorge, Roberto Alexandre, 100800 cada;
António da Conceição Dias, . Romão Vaz, José

pupnlo da Conceição Serra, José Pires, 30800
cada,

O sr. António Domingos Barata acompas

 

lavado de melhores ventos, tem tôdas as condi- |

A rua do Outeiro, tem aproximadamente

c
(1.000 m.); nas mesmas condições se encontram
as estradas que vão da Cruz de Pedra aos Fa- |

nhado de outros indivíduos do Quteiro, solicitou

 

eo de cantos populares dos Calvos e Oateiro da Lagoa — organizado pela «Comarca da

Sertã» — que representou o. concelho da Sertã, em Dezembro de 1939, na gravação de discos

para recolha de trechos do cancioneiro popular, umas das realizações inscritas no programa
; ut oficial das Comemorações Centenárias

“Uma estrada que tem vindo merecendo a |

Dias da Silva, 50800 cada; Fosé Dias Motgado, |

 

k que as sedes des cap

(CONTINUAÇÃO DA 1.º PAGINA)

auxílio da Câmara Municipal para se proceder,
com urgência, às obras daquela estrada. o st.
Presidente da Câmara interessou-se pelo pedido,
prometeu todo o auxílio monetário possível e
disse que os trabalhos deveriam começar em.
meados de Março próximo. TA
Ainda o sr. Presidente da Câmara deter-
minou que a reparação é alargamento começas-,
sem na Catraia, onde finda a estrada camarária,
seguindo até à rua dos Calvos; alvitrou que se:
constituísse uma comissão de 5 membros, 3 do
Outeiro e 2 dos Calvos, e que, seguidamente,
recolhesse todos os fundos da subscrição aberta
de forma a poder dar-se início aos trabalhos.

O sr. Presidente da Câmara visitou o Ou-:
teiro da Lagoa no dia 25 último para conhecer,
in-loco, as necessidades de que carece a referida
estrada Catraia – Calvos.. id

Nêste capítulo há ainda que registar O se-
guinte: deve-se à iniciativa do sr. A. Domingos
Barata a reparação e alargamento do caminho.
que serve de ramal da estrada municipal, partin-
do da Portea em direcção à rua do Outeiro,
com trajecto pela fonte pública, caminho que tem
a extensão aproximada de 1.000 metros; o sr.
Barata gastou nêste melhoramento uma quantia
relativamente elevada, sendo auxiliado por outros,
que utilizam o mesmo caminho, contribuindo o
sr. Eduardo Martins, residente no Porto, com
uma verba em dinheiro e outros com mão de
pbbra € cafretos.= == = :

População e fogos e produções

“A Capelania do Outeiro da Lagoa possue,
actualmente, cerca de 155 fogos e 645 habitantes

e a dos Calvos, 104 fogos e 430 habitantes,
Aglomera-se nelas uma população densa,

gente activa e empreendedora; e porqueça agri-

cultura, por um lado, não dá compensação alta-

mente remuneradora, nem pode absorver todos

et. A” falta de tudo ou, antes de.

os braços e porque nem todos os filhos”do’meio,
por outro lado, sentem inclinação para a vida do
campo, tegista-se uma grande emigração, que se
dirige principalmente para Lisboa e para as Co-
lónias de Africa.

“Não há raquelas povoações comércio ou
indústria que mereça esta designação; tôda a
actividade gira à volta da agricultura.

Existe nas duas capelanias bom e farto olivedo,
principal rendimento, pinhais em plena explora-
ção, árvores de fruto, das mais variadas, em
abundância, sobressaindo a laranjeira, à pereira
e a figueira. Há boas hortas e tertas férteis, em
que sé cultiva o milho e a batata, principais ali
mentos daquela gente.

Fontes, bebedouros e lavadonros

Nêste capítulo pode se dizer que a exis-
tência está representada por um zero /

Há realmente uma peqtena fonte no Ou
teito, feita por subscrição entre O povo, mas que
pouquíssima água dá no verão por não ter sido
explorada devidamente; nos Calvos existe uma

– nas piores condições de salubridade. Pelo fundo
| de Melhoramentos Rurais foi agora concedida a

verba de 5.124800 para abastecimento de água
à última povoação. Hã um pequeno bebedouro

para animais, na rua do Outeiro, mas pequeno |

e mal instal do, sem água suficiente, |
De maneira que, se realmente, como nos
disseram e disso estomos .convêncidos, há na-
ueles terrenos boa água e em grande quantida-
e, fácil de captar, é absurdo, por inadmissível,

 

| dos poços para beber, impotável |
Itôda ela, mais
| gastos de casa e aq «les que não

|dos vizinhos que prontamente

 

Mais brilhante que 0.sol que a terra doira*
E dá a vida à seara o a torna loira,
— À luz da instrução —
Campo sem luz, sem o raiar Calvorada,
Sem cálices de flores, sem passarada,
— E homem em botão —

« «Sol que mal brilha, e noite sem- luar,
E água sem corrente, barco no mar

A correr sem destino ..

E flor sem cheiro, é campo sem perfumes,
E deserto sem val!s, sem altos cumes,
Subindo ao céu divino…

CO Co 00 Uooqoo sont caro.” tac: a

Ea tera é fertil, tem graças div’nais.
A’guas tão puras como lindos cristais
Que a fazem florir;

Por tôda a parte, sameando a vida,
Lá vem 0 sol, em marcia indelinida ..
Turo cresce a sorrir ..

É 0 homem esse arbusto tão sublime
Sem o sol que o abre, aquece e redime,

: — 0 solda instrução —

E como a árvore que não lança seus braços,
Altivos a beber… . luz nos espaços;
es Mas. -. morta jaz no chão.

[)

O | ur,
? gpa

Os amigos da «COMARCA»

Os nossos amigos srs, Eugénio
Farinha. de Lisboa e Francisco
da Silva Dario, de Proença a-
“Nova, indicaram-nos, para assi-
nantes, respectivamente, os sts.

| José Sequeira Raposo, de Lisboa

e Manoel Baptista, do Pará.
Muito agradecidos.

e cars
r Di

possuam, cada uma delas, uma
fonte farta, um bebedouro para
os animais se dessedentarem e
um grande lavadouro, onde a
água se renovasse com fregiiên-
cia, servindo às mil maravilhas
| para a lavagem das roupas.

quási tudo isto, recorre-se à água

ara lavagens e mais |

 

| dispõem de poços recorrem

dispensam a água precisa.

E assim se continuará até
quando ?
Sabe-se lá…

Instrução

O Outeiro, Calvos e povoa-
ções da periferia foram benefi-
ciadas nos primeiros tempos dos
novo regime com as Escolas Mó-
veis, mercê dn interêsse e cari-
nho que o sr. Siriaco Santos de-
votou sempre à causa da Instru
ção Popular. A êle se deve a ini-
ciativa da fundação da primeira
escola primária, no Outeiro, por
volta de 1913, no que foi pron-
tamente coadjuvado pelo ilustre
deputado, já falecido, sr, dr.
Abílio Marçal. |

“À” falta de instalação conve-
niente e a título provisório (1).
o sr. Siríaco Santos, não obstan-
te OS seus pequenos recursos,
ofereceu a sua casa para escola,
onde se manteve 14 anos e só
desde 1929 funciona noutra casa,
de renda, em péssimas condi-
ções: sem confôrto, sem luz su-
liciente, com cubagem menor do
que a exigível, com frenté para
a rua pública, a tal rua de mato
e lama em que já falámos aos
leitores. Ro

A escola limita-se a uma sala

com 7 metros de comprimento e
3 de largura, divisão de um edi-
fício velho e desabrigado, ser-
vida por uma escada de pedra
pouco acessível.
” Eoque julgao leitor? Na-
quela sala, até há pouco, em que
existia o regime da co educação,
chegaram-se a juntar 1CO crian-
ças, 68 rapazes e 32 meninas,
que se empílhavam em 20 cara
teiras!!! Hein! Ficavam como
sardinha em canastra…

Pois diz-nos a senhora profes-
sora que existem, pelo menos 50
crianças em idade escolar ! Evi-
dentemente que não as tem po-
dido receber, nem pensar nisso. .

 

lanias, pelo menos, não |

é bom! ty
(Continue na 3.º pagina) 4!