A Comarca da Sertã nº766 25-04-1951
A Comarca da Sertã
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30
Sertã, 25 de abril de 1951
Periódico regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)
Ano XVI Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº766
sabe pa te added ESSES SAT
Os interesses da
Redga Moita dãe Viloa de Rei A MORTE DO
N em ea soa. presidente de Junta nem a Moita é freguesia, mas como uma
freguesia, ela tem o seu bairrismo, as suas aspirações, as suas ri=
quezas, à sa superfície demarcada, o seu carácter que a define e lhe dea am Presidendtae República
nome: A Moita, Como freguesia portanto, ela aqui vem exterlorizar as saas
alegrias, as suas tristezas e as suas esperanças patrocinada pelo inquérito D mente dos portugueses não se na Sertã, como de outro não há mem
da «Comarca da Sertã». (o) desvanecerá tão cedo a prom mória.
Quem de Vila de Rei olha cá para estas bandas, há-de sentir na alma a funda e dolorosíssima impressão cau= Ontem pelas 8,30 h., houve missa
tristeza e O pavor dama solidão, porque este fervilhar de montes no seu as- sada pela morte do sr. Marechal An- na igreja matriz por alma do Presix
peeto tristee calado, tornam-se agoirentos e misteriosos. E’ uma gharneca lô» tónia Óscar de Fragoso Carmona, dente da República, rezada pelo Rey.º
brega, delimitado pelas barreiras altas do Codes c do Zêzere, que vê erguer» não somente pela alta posição que Arcipreste Manuel Martins, a que as»
se lá ao fando, distante… por detrás da alegre c interminável campina do ocupava eomo Chefe de Estado mas sistiram as autoridades, funcionalis=
Ribatejo, a monstraosa Serra de Aire ainda envolta dama neblina gencsíaca. também pelas raras e excelsas vir= mo público, representantes de todas
Pois esta charneca que à onda do tudes que exornavam a sua figura de actividades e colectividades e pessoas
pinhal cobria, é a Moita com as suas invulgar prestígio, atraindo sobre ela de todas as categorias sociais, tra=
26 povoações, talvez o maior centro à simpatia, a admiração e o profun= :jando rigoroso luto. O templo estam
agrícola do concelho de Vila de Rei. do respeito dos concidadãosd,e qual va literalmente cheio.
Os montes, nam pulalar desconser. quer raça ou cor, e do estrangeiro.
tado, abriram vales profandos e lex Os traços mais indeléveis do saum A Câmara Municipal fez-se rem
vantaram cerros agrestes. A vida doso Presidente da República foram presentar, nos funerais, pelo sea prem
humana sacadida sobre estas param “a bondade, o espírito de conciliação, . Sidente, conduzindo o estandarte mam
gens, infiltroa-se pelos vales, pelos o amor pelos infortunados e o pro» nicipal o funcionário sr. Carlos dos
córregos, pelas ravinas e não há já fundo patriotismo, que lhe impôs os Santos.
algum bosque onde não tenha chegam móximos sacrifícios, aceites sempre
“doa enxada dos moitenses a desbram de sorriso nos lábios, com aquela Enviram telegramas à Presidên=
var os matagais. Quem olha de Vila alegria e serenidade de alma que cas cia do Conselho, exprimindo o seu
de Rei, vê ama charneca, quem desce raeterizam “os-homens de uma só té profundo pesar pelo falecimento do
à Moita, sente à palpitação da vida Escola primária oficial do Valadas (Vila de Rol) para quem todo o bem supremo re» venerando Chefe de Estado: à Câmam
nestes vales. side na felicidade da Pátria. ra Municipal, dr. Amândio dos San=
Principia a Moita nas Paredes, povoado com 5 Fogos e dali estende am Estas raras virtudes do grande tos Craz, dr. Carlos Martins, dr. Flá-
braço para a direita a aproveitar os últimos esborralhos da Serra do Aivado, Cheje da Nação tornaram=no prom vio dos Reis e Moura, funcionários
que na altura passa arranhando o céu azal com o seu dorso descarnado, em fundamente amado de todos os por» da Secção de Finanças e Tesouraria,
arremetidas galopantes para o Zézere. Descendo por esse vale, deparamos tugueses. Não admira, pois, que à funcionários do Grémio do Lavoura,
com um rosário de lugarejos disseminados pelos refolhos da Serra: Azenha sua morte fosse verdadeira é since- professores e alunos da Sertã, D. Cam
Cimeira, Azenha, Azenha Fandeira, Estevais, Valevelido, Tratas, Zevão, ramente sentida, mergulhando o Im pitolindae Sande Marinha, D. Maria
Braçal; e costeando o rio: Alcamim, Zabueira, Foz da Ribeira dás Tratos, pério na mais pangente tristeza. Joana Pinto, Joaquim Falé, Associam
Hortas e Casal da Barca, povoações estas que em 1758 tinham 64 fogos € Os fanerais atingiram rara apom ção dos Bombeiros Voluntários e Co=
185 em 1947. E voltando às Paredes, arqueia-se o outro braço para a esm teose porque o coração da gente ham mércio e Inddstria, sendo este subs=
querda a apanhar as povoações de; Olho de Ágaa, Aveleira, Cercadas, Ma milde, do povo que Carmona gostava crito pelas seguintes firmas:
Cicira, Foz da Ribeira, Cunqueiro c Foz do Codes, que em 1758 tinham 35 de sentir bem junto de si, exteriorim Lopes & Irmão, Café Favorito,
fogos c 121 em 1947. No meio destes montes que os braços arqueados da zou toda a dor amaríssima que dilam Alberto Barreto, Adelino Serra, Car»
Moita apertaram, ficam o Vilar, es Valadas, as Valadinhas e a Malhada, com cerapa as suas fibras, derramando minda Patrício, Joaquim Costa, An
19 fogos em 1758 c 105 em 1947. Totelizando estes números dispersos, a sobre o ataúde as lágrimas de grati- tunes & Mendes, Maximiano 1.0um
Moita tinha há quase dois séculos 122 fogos espalhados por 15 povoações € dão que eram também de imarcescí= renço, José Manso, José Silva, Joam
409 em 1947, derramados por 26 povoações. Isto em paralelo com as tregue vel saadade!
= quim Lourenço, Laís Ferreira, Abel
sias do concelho, dá: Zuzimas, Martins & Martins, Antóm
; (Conelal na 3.º pág.) No sábado, dia dos funerais, o nio Inácio, Eugénio Carvalho, Antóm
comércio e indústria encerraram às nio Lourenço, Angelo Lopes, Man
12 horas; apesar de ser dia do mer» nael Lopes, José Lourenço, Mandel
cado semanal, o movimento nas ruas Farinha, António da Ponte, Luís Fam
Oási paralizava daas horas depois. rinha, Amaro Martins, António Nam
E interessante registar aqai, com nes, Domingôs Silva, António Silva,
mo expressão de profundo sentimen= Nunes & Silva, Possidónio Lourenço,
Erlo às vezes distante… to e. de indefectível patriotismo, que
Ei-lo tão perto Casimiro Farinha, Luís David, Wer=
o comércio e indústria locais, logo
Ocalto em névoa… Claro à luz do dia… ter Nunes, Amílcar Rodrigues, Alber»
que tiveram conhecimento da morte
Dos to Hibino, Maria Gaspar, António
seus palmares a alta sombra esguia do Marechal Carmona e, por conse Ramalhosa, Guilherme Farinha, Dom
Vacila, ondula, quebra ao vento incerto… gainte, antes da publicaçãdo decrem mingos Barata, Adelino Vaz, Noguei=
to fixando o encerramento: no dia ra & Irmão, Albinô Arinto, Assis Lom
Flores, perfumes dam jardim aberto, dos funerais, se avistaram!com: o prem pes, Camilo Silva, Maria Vaz, Mandel
Cantos de aves, murmários de água iria… sidente da Câmara. informando do Pires, Adelino: Nunes, Maria Loum
Bem te sonhava assim! sea firme propósito de encerrar as
Bem te sentia. renço, Luís Lourenço, Manuel Men=
Ee num dia completo em sinal de
Mas ai de mim! Fugiste no deserto. des, Ernesto Crisóstomo, Manacl Lei-
uto. tão, Panilicadora Sertã, José Farim
A reportagem dos funerais, atra=
Perdi meus passos p nha, Emanuel Lima, Moura Suces=
ela areia adusta; vés da Emissora Nacional, foi ouvi sores, José Cruz, Viúva Alcino, João
Sei agora o que vale e quanto custa da pela maioria da população com o Pinheiro, Maria Possidónio, Reinalm
Um sonho, um bem que nunca mais se alcança. máximo interesse e bem visível emo do Lopes, José Paulino, Mário Man
ção; não poxúcas pessoas sentiram tias, Pires Costa, José Inácio, Antóm
Gasta-se e morre tudo quanto existe. doloroso econfrangimento a ponto de nio Antunes, Silvestre Pires. Laís
Mea corpo é lasso, minha voz é triste: as lágrimas lhes escaldarem as faces. Cardoso, Manuel Alves, Manael Pem
Só a ilusão é nova e não se cansa. Sábado foi dia de verdadeiro luto (Conelai na 4.º pág.)
Cabral do Nascimento
A Comarca da Sertã
Cuidai dos vossos filhos O sentimento dum pequenito pala Necrologia
morto do Marechal Garmona
As mães cuidadosas do bem Em 21 do corrente, faleceu, nes=
estar dos seus filhos devem em- ta Vila, cm casa de sua filha sr; D.
No sábado passado, o pequenito Teresa de Matos Alpedrinha, a sr?
pregar o Joaquim Eduardo, de 7 anos, estava D. Maria do Carmo Matos, de 89
junto de seu pai, sr. António Barata
CREME NÍVEA anos, viáva do sr. António de Matos,
e Silva, a ouvir, pela telefonia, os elo= natural da Granja, concelho de Vila
para purificar e jortificar a pele, que pode gios à figara do Marechal Carmona, Real de Trás-os-[tontes, mãe, tam»
assim desempenhar todas as suas iunções. em expressões que tradaziam profan- bém, da sr. D. Filomena de Matos,
A criança suportará melhor a humidade da mágoa pela sua morte, quando, aqui residente e do sr. Amândio de
em dado momento, o pequeno deitou
e as mudanças de temperatura: Matos, de Vila Teixeira de Sousa
a cabeça sobre a mesa. O pai levan=
Preço desde 7$50. (Angola)e avó da sr. D. Maria Amé- ‘
toú-lha, notando que o petiz se dem lia de Matos e dos srs. Jorge, Má-
Á venda em toda a parte. bulhava em lágrimas, preso de forte rio e Aristides de Matos.
Depósito: Pestana & Fernandes, L.ds emoção! O funeral realizoa-se no dia ime-
—Raa dos Sapateiros, 30n1.º—Lisboa. —Porque chor—aTsen?ho pena diato. com grande acompanhamento.
do sr. Marechal Carmona, respondeu, Á família dorida apresentamos
soluçando I—Mas tu não o conheciasl sentidos pêsames.
O RISO FENDE O nosso estimado patrício Rey. P, —Conhecia, sim sr., pelo retrato que
está na escola!
a cortina de ferro José Francisco Barata foi nomeado Bom coração o do Quim Eduardo! Nascimento
(Conclusão da 4.º pág.) Pároco da Freguesia da Sertã No dia 22 do corrente, em Uige-
Semana do Ultramar Songo (Congo Portaguês), teve o sea
Por virtude da falta de saúde do
“per a razão de tanta disparidade nas feliz sacesso, dando à laz uma ment-
Rev. P. Monuel Martins, houve o sr. Da benemérita Sociedede de Geom
três avaliações. na, a sr.* D. Maria da Luz Vaz Mim
—E” maito simples, explica-lhé o Bispo de Portalegre, por bem, nox grafia de Lisboa recebemos uma In=
lheiro Branco, esposa do sr. Laís da
mear em substituição O Rev. P. José teressantíssima monografia sobre
inglês. Quanto mais o senhor se Conceição Branco, agricultor naque-
Francisco Barata, nosso estimado Macau, à qual este ano é dedicada à
afasta de Moscou, menor o senhor la região. Mãe e filha estão bem.
patrício e amigo, cujos zelo, dedica «Semana do Ultramar». Estava esta
val ficando. Ao ditoso casal, bem como aos
ção pela Igreja, qualidades de trabam designada para a semana decorrente
Dentro da Rássia, arriscando-se avós da neófita nosso amigo sr. Mam
lho, espírito de sacrifício e virtudes de 253 a 28, mas o luto nacional dem
a dar com os costados na Sibéria, nael Milheiro Duarte e esposa, apre»
ficaram lârgamente comprovados ao terminou o adiamento para data opor=
indivíduos incorrigíveis fazem ciream sentamos as nossas felicitações.
lar ditos sarcásticos que borram irren desempenhar as funções de pároco tuna.
em Amieira, concelho de Oleiros e Apresentamos àquela Sociedade
mediâvelmente o quadro que a prom os nossos agradecimentos pela genti Engenhelro-Agrónomo Alvaro Mar-
Várzea das Cavaleiros, concelho da
paganda nos dá da União Soviética Sertã. leza da oferta e sentimos grande
como sendo. o paraízo dos operários. tins da Silva
Uma das soluções preferidas dos Dotado de excelentes qualidades honra sé Ile aprouver aproveitar as
de carácter e coração, tão despren= nossas modestas colunas para a pro- No número de 10 do corrente nom
moscovitos é:
dido de interesses materiais que vim paganda patriótica em que se empe- ticiámos o embarque, no «Império»,
—Como vão as coisas?
vea sempre pobre e inúmeras vezes nha. para Vila Pery, na colónia de Mom
Pois é comum oavir=se a resposta:
tem gasto as saas pareas economias cambique, deste nosso amigo c dis=
—Maito melhor. Pior do que on» de muitos anos de trabalho na repam tintíssimo colaborador, que muito
tem, nataralmente, mas maito melhor ração da Casa de Deus é nã compra Encontra-se grâvemente doente o honra a sua profissão dados o seu
ão que âmanhã. de objectos de culto—comoó 6 provou sr.Manucl Luís, do Chão da Forca, pai saber e Invalgar inteligência.
Há ainda 4 anedota do recensea- exuberantemente em todas as paró- do nosso estimado assinante sr. José O sr. engenheiro Martins da Sil-
dor comunista que pergunta a idade quias que tem servido, e em especial Luís Nunes, de Lisboa. va regressou àquela colónia depois
a um grisalho aldeão. na Várzea dos Cavaleiros—o Rev. Fezemos sinceros votos pelo seu de muitos meses de permanência na
— Trinta e cinco anos, respondea P. José Francisco Barata reune as restabelecimento. Metrópole, imposta por motivos de
este. : melhores condições para desempem saúde. Só agora soubemos, porém,
O reecenseador mostra-se incrédulo. nhar o sagrado ministério na Sertã, que as suas comprovados competênm
ende ele se torna mais difícil e espi= cia e qualidades de trabalho levaram
— Bem, esclarece o velho, ea tenho
nhoso que em qualquer agregado ram s. ER. o Governador Geral a convidá-lo pa
de faeto 65, mas ninguém pode dizer
ral quer pela importância da fregue= ra chefiar a Repartição da Agricalta-
que viveu darante os áltimos 50 anos, sia quer pelas exigências do meio, Ministério da Egonomia ra, convite honroso e bem merecido.
não acha o senhor? em que o nível de vida e a cultura Foi a modéstia do nosso amigo
Esse humorismo herético, embora impõem ao padre uma colaboração que impediu que ká mais tempo não
predominante, não significa que a social, um préstimo e um interesse Direcção Geral dos Servi- aludíssemos àquele facto, tão agradás
contra-revolução esteja em vésperas constante por tado quanto possa vel para nós como para todos Os que
deestourar. Constitai, entretantou,m contribuir para a prosperidade com
índice preciso dos verdadeiros senti= mum. sem quebra dos deveres sacerm ços Eléctricos o estimam.
Felicitando-o, desejamos-lhe sadx
mentos que animam milhões de india dotais; mas, ainda, sob este aspecto EDITOS de e as maiores felicidades.
víduos no sea matismo compalsório podem a Sertã e a freguesia consi
por trás da fachada de solidariedade derar=se satisfeitas porque o novo Agradecimento
criada pela imprensa controlada, pelo pároco, além de possuir uma vasta
rádio dirigido e pelas demonstrações Faz público que, nos termos e pam
ilustração, é elemento de indiscutível ra os efeitos do art. 19.º do Regala- A famílio de Maria do Carmo Ma»
«espontâncas». Apesar de sua Crue valor porque nunca soube recolher mento de licenças para instalações tos, falecida nesta Vila no dia 21 do
za, as ancdotas tradazem atitudes e se a um fácil comodismo quando lhe eléctricas, aprovado por Decreto-lei corrente, vem, por este meio e dada
anseios profandos da massa desprom reclamam à colaboração em qualm
n.º 26.852, de 50 de Jalho de 1936, a impossibilidade de o fazer pessoal=
vida de outro meio de expressão. A quer obra religiosa ou social, sobre» estará patente na Direcção Geral dos mente, apresentar os seus sinceros
ninguém passará despercebido, por tudo se está em causa o bom nome Serviços Eléctricos, sita em Lisboa, agradecimentos a todas as pessoas
exemplo, o desejo implícito na se- da Sertã, sua terra, que ele âma com na Rua de S. Sebastião da Pedreira, que tiveram a bondade de acompa=
guinte história que já prodaziu abun= afecto insaperável. 37, e na Administração do Concelho nhar a extinta à última jazida e bem
dente colheita de amargos risos. Por todos estes motivos foi feliz de Sertã e Pedrógão Grande, em to- assim lhe manifestaram condolências.
Quando soar a hora H, as suas pa- a sua nomeação de pároco para a dos os dias áteis das nove às doze A todas, a sua inolvidável e prom
lavras contundentes serão repetidas nossa freguesia, onde a maioria da e das catorze às dezassete horas, € fanda gratidão.
por milhões de criataras: popalação a recebeu com alegria e os pelo prazo de quinze dias, a contar
(Uma sentinela americana e outra seus muitos amigos com extraordia da publicação destes éditos no «Diá-
russa estão montando guarda numa nária satisfação e verdadeiro júbilo rio do Governo», o projecto apre- MANUEL MARTINS MOREIRA
zona tronieiriça da Alemanha. O de alma. sentado pela Companhia Eléctrica:
americano consulta o relógio e diz: O Rev. P. José Francisco Barata ADVOGADO
das Beiras, para o estabelecimento
—Faltam apenas 15 minatos para lea, na missa conventual de domingo de um ramal aéreo de carácter pro= Escritório: — Rua Arco da Bandeira,
que venham render-me, graças à Deas! passado, a provisão que o nomeia visório, a 15 kv do poste n.º 71 do 112m1.ºF.—Telef., 2 3976
Replica o russo: pároco da freguesia da Sertã. ramal para Pedrógão Pequeno ao
—Também serei sabstitaído dentro Rev. P. Manuel Martins, que LISBOA
posto de transiormação n.º 1 das
de um quarto de hora graças a Stalin! desempenhou o seu ministério a cons Obras da Hidro-Eléctrica do Zêzere
tento dos paroquianos é com notável
O americano espanta-se. e ramal aéreo, também de carácter CASAMENTO
prestígio para a Igreja Católica, man
—Essa é boa! Que diria você se provisório, do poste n.º 253 do ramal
ter=sená como Arcipreste. anterior ao posto de transformação Cavalheiro com 22 anos, da frem
Stalin morresse ? Ro novo pároco apresentamos n.º 2 da mesma empresa, nos refex guesia da Várzea dos Cavaleiros, com
— Graças a Deus! respondeu o russo, muito sinceras felicitações, com os ridos concelhos. merciante em Aírica, com alguns
(Do «Reader’s Digest») votos da melhor saúde e vida longa Todas as reclamações contra a meios de fortuna, deseja correspon=
de feliz e fecundo apostolado é desde aprovação deste projecto deverão ser der-=se com menina de 16 a 21 anos,
já lhe oiereeemos todos -os nossos presentes na referida Direcção Gen para fins matrimoniais.
À inauguração da nova sede da préstimos e a mais lial colaboração, ral, dentro do citado prazo. Pedemnse fotos as quais lhes sem
que muito nos agradará prestar não
«Casa da Lomarca da Sertã», Repartição de Licenciamento, See rão devolvidas. Tratamse de assanto
só para benetício dos católicos mas o de Licenças, em 17 de Abril de sério.
anunciada para o próximo domingo, até certo ponto, também, para suam 951. Escrever para as iniciais F. M. D.
29, teve de se adiar por motivo do luto vizar as agruras dum cargo tão cheio O Engenheiro Chete da Secção, —Caixa Postal N:º 200— LOBITO—
nacional. de responsabilidades e ingratidões. Carlos Ventura Amaral Angola.
A Comarca da Sertã
Os interesses da À vila de Pedrógão Pequeno
Regiãdoa Moita de Vila Rei vai ser dotada duma Cantina Escolar mercê da generosidade do grando
(Conclusão da 1.º página) benemérito sr. Manuel Ramos
Freguesia de Vila de Rei—em 1947—1088 fogos € 50 povoações, Os actos de generosidade, de de muitos desgraçados, gue têm «
« do Peso « 206 « 12 >» rara magnanimidade, vêm-se re- miséria e a doença por companhei-
« da Fundada « 470 « 15 « gistando, nos nossos meios, graças ras inseparáveis; e logo a sua bol=
Região da Moita « 409 « 26 » a Deus, com uma frequência bem sa se abre para lhes acudir, mino-
Evidentemente, que da freguesia de Vila de Rei se excluia a região honrosa e dignificante para quem rando a fome, suavizando dores e
da Moita. os exerce, baseados não somente angústias. Amigo dedicado das
E aqui está a Moita com o seiterritório, as suas cidades « a sua popalação. em rasgos do mais puro afecto pe- crianças humildes que frequentam
Falando agora das saas riquezas, quero começar pelo ouro destas ser= los humildes, pelos pobrezinhos, as escolas da sua terra, desde há
ras. A constitaição geológica do solo da Moita, é na generalidade, de natam pelos que sofrem, enfim, as lortu- muitos anos que leva auxílio pre-
reza argilosa nas mais variadas cores, mas o corpo destas lombas corredias ras da mais negra e pungente mi- cioso às caixas escolares para que
para o Zêzere, é de saibro mistarado com seixos rolados, que o povo chama nenhum aluno deixe de ter uma
cóinhos. E é nestes terrenos siliciosos que anda a nossa riqueza aurífera bata para vestir, os livros e mais
(dizem os da Moita que é oaro), embora esquecida entre solitários pinhais. objectos precisos ao seu estudo.
Os romanos é que não resistiram à tentação do precioso metal, sem que pio= não se reparte, apenas, por
lassem as nosses serras. Quem algama vez cavalgou por exemplo pela lom- obras de caridade a grande bene-
ba da Ferrugenta, terá deparado a cada passo com crateras de 50 e 70 men merência do sr. Manuel Ramos.
tros, bocarras hiantes que nos deixam a cismar em qualquer coisa de grande, Acentua-se emrasgos de puro amor
fantástico. Desapareceu a terra e ficaram os cóinhos aos montões. À terra, regionalista. A prova, o exemplo
diz o povo, levaram-na em cestos para o Codes para aí a lavarem e coina- está na oferta do relógio para a
rem o ouro. Estás explorações mineiras que se estendem sobretudo pelas torre da igreja matriz da sua fre-
encostas do Codes, não sei se teriam qualquer relação com o suposto castem guesia ainda não há muito tempo.
lo ou castro da Matagosa, que fica situado precisamente no centro da zona Toda a acção de benfazer do sr.
explorada, ou com outros soterrados no topo dos cerros à beira-rio. O esta- Manuel Ramos— a testemunhar
do permenorizado de tão importantes explorações mineiras, seria um bom inexcedível afecto pelas crianças
tema para a definição do passado histórico de Vila de Rei. da sua terra—acaba de ser coroa-
A outra grande riqueza, é o pinhal. Nama hora bem negra em que ele da pela oferta, ao Estado, do im-
estava a ser para nós um mar verde escuro de tormentos e já na boca de portante donativo de duzentos con-
algans objecto de escárneo, uma viragem, um conflito mundial velo dizer tos para a construção e manuten-
aos moitenses que os seus pinhais eram uma riqueza, eram uma fortana. Foi ção duma cantina escolar em Pe-
então que a exploração de resinas e o corte de madeiras em larga escala drógão pequeno.
verteu sobre a Moita centenas de contos. Antes, sentíamo-nos sós, adormem Eis de quanto é capaz o amor
cidos nestes pinhais; hoje, a Moita endinheiroa-se e cá vai acordando da- Manuel Ramos do grande benemérito pelos peque-
quele sono letárgico. Os pinheiros, os grandes beneméritos da Moita, que nitos humildes.
além de levarem am alívio a muitos lares individados, foram para nós a al- séria—em que o coração se exalta Ele soube compreender, dada a
vorada dama vida melhor, ou alargando-nos os caminhos ou reparando-os nos alvoroços da prática das mais sua inteligência e primores do co-
nos seus maas bocados ou ainda abrindo outros para dar passagem a essas excelsás virtudes—mas também na ração, que não é possível ministrar,
camionetas de grande tonelagem, que com a admiração dos próprios «chaut= compreensão de que parte das for- com eficiência, o ensino sem que
fears», já descem ao fundo dos nossos vales e sobem ao cimo destas serras. tunas individuais, por um princi- a criança receba o preciso alimen-
Mas, a ganância do dinheiro, fez cometer aos moitenses erros bárbaros pio de justiça social e espírito de to e 8c rodeie de conforto.
quando eles sabiram para os seas pinhais de machado nas mãos, dispostos solidariedade cristã, deverá contri- Quantas delas têm, apenas, co-
a abaté-los todos para os converter em rios de dinheiro. Um corte mais mo= buir para a felicidade dos conci- mo refeição, um pedaço de broa e
derado, faria do pinhal uma permanente fonte de receita para a Moita e não dadãos, da terra natal ou da região um naco de toucinho porque os
depaaperaria tanto a nossa riqueza florestal. Foi um dinheiro que veio de onde se vive, quer erguendo obras pais nada mais lhes podem dar!
enxurrada e de enxurrada se foi. duradouras de larga projecção fi- Bem haja, sr. Manuel Ramos,
Entim, o finíssimo azeite que nos basta e ainda exportamos em quan= lantrópica, moral e educativa quer pela nobreza do seu gesto, que a
tidade razoável, as saborosas horteliças e as apreciáveis fratas que fartam a instituindo e fundando centros de fortuna soube traçar por sublimes
praça de Vila de Rei e alcançaram repatada fama no mercado de Ferreira do actividade que proporcionem ga- ditames dum formoso coração !
Zêzere, deram à Moita a classificação dam bom centro agrícola. nha-pão honrado aos chefes de fa- A freguesia de Pedrógão Pe-
Mas, apesar de todas essas riquezas, no entanto a Moita é a região mília e a todos os trabalhadores, gueno pode sentir-se enobrecida,
mais atrazada do concelho e a que vive com mais dificaldades na vida. Pau garantindo um salário que lhes honrada e prestigiada por contar,
ra a moitense O tractor ainda não superou a sua enxada, o veículo ainda não permita viver com dignidade e que em seu seio, um filantropo como
sabstituia o pelhe asno para o carreto dos matos c a saragoça ainda há poum lhes ofereça a garantia dum razoá- o sr. Manuel Ramos,
co deixou de ser o grande fato da moda. Para aqui vivem esquecidos num vel nível de vida e a certeza da
fundo de saco, entregues à faina dos campos, à sua simplicidade de serranos, tranquilidade na velhice e na Sab que os el, tos di-
nama região montanhosa e sem estradas que os liguem ao mundo do século doença. rigentes de actividade pública de
XX. Deles poderíamos dizer o que Vieira disse dos peixes: lá se criam, lé Abençoadas as fortunas que são Pedrógão Pequeno estão interes-
se vivem e lá se morrem nos seas pegos. E de quem é a culpa? A calpa é postas generosamente ao serviço sados em obter do Estado que, con-
dos moitenses. Aquelas três classes de cidadãos em que toda a Moita se di= do bem comum, com a finalidade Juntamente com a edificação da
vide sempre que se trata dam empreendimento de interesse público, alagam-= de favorecer os humildes, suavizar cantina, se consirua um novo edi-
na, esborralham-na, dildem-na, redazem-na a nada. Há os indiferentes que as agruras da vida, criar fontes de fício eseolar na sede da freguesia,
nada valem, os faladores que nada fazem e os Interesseiros que nada deixam trabalho e contribuir para a pros- correspondente ao lugar de pro-
fazer, quando os ferem ou os não servem nos seus interesses. Ora para que peridade geral. fessor, recentemente eriado.
a Moita eonsiga alguma coisa, é necessário que as suas 20 povoações de Essa a função do dinheiro. sr. Manuel Ramos incumbiu
hoje, sejam am só corpo, uma só alma e tenham am só querer. Haja nos “o sr. dr. Flávio dos Reis e Moura
moitenses força de vontade, coesão, espírito de iniciativa e interesse pelo de acompanhar todos as seus pro-
torrão O sr. Manuel Ramos, natural
natal € vereis a Moita caminhar célere pela estrada do progresso. pósitos no sentido de dotar Pedró-
As escolas, da freguesia de Pedrógão Peque-
é o maior reilexo do Estado Novo na Molta. Nota-se nos gão Pequeno com a cantina esco-
nossos rapazes no, nem um só momento tem dei-
de hoje, ama vida mais inteligente com o desprendimento dos lar, objecto da sua oferta.
mitos e preconceitos xado de acudir às maiores neces-
com que os nossos antepassados se atormentavam.
Atribao isto sidades do povo daquela terra. E
à benéfica influência das escolas, que os vão arraneando àquela
vida rude de analfabeto. tem-o feito expontaneamente, com Postais da Sertã
Em 1940, o Estado a alegria que trasborda do seu co-
Novo assinalava na Moita a sua dedicação às mas- ração bem formado.
sas rurais com a construção Uma nova c interessante colecção,
duma soberba escola nas Valadas e um posto
escolar da mesma Comprende quão dura é a vida
construção, no Valvelido. Mais tarde constraiu-se à venda na Gráfica Celinda.
outro
posto escolar na Zabaeira, não sei se inteiramente à casta de seus naturais
se com a comparticipação do Estado. Demais, fizeram-se fontes, repararam» tugueses, merecem na verdade a satisfação do seu anelo mais profando: uma
se outras, abria-se um lance de estrada até às portas da Moita e tem-se estrada. E estamos certos, que aquele tão profundo golpe vibrado na Moita
olhado (pouco) pelos nossos caminhos. pela Barragem do Castelo do Bode, submergindo-nos os melhores campos
O velho sonho desta gente, é uma estrada. Já aquele lanee de estrada agrícolas, os melhores olivais e destruindo-nos seis povoncões, há-de enter-
até às Paredes, que bens não acarretou, que riquezas não valorizou! E que necer os corações Daqueles em quem o Querer é Poder. Façanse..
seria . e fez
sc -se
essa estrada atravessasse a Moita e descessc até às águas do Zêzem uma estrada! Devido à nossa má sitaação geográfica, à falta de união do
re, s
onde um batelão nos ligasse às estradas do Ribatejo? Trata-se dam moitenses € interesse por melhoramentos de ordem pública, temos
melhoramento vivido um
não de interesse puramente para a Moita, mas para todo o pedaço abandonados, ràramente chegando até nós essas lufadas de progres=
concelho de Vila de Rei, so. Mas o século XX não permite atrazos e os moitenses têm já à
Depois, consciên=
é preciso banir as fontes de chafardo que ainda existem na cia do seu atrazo; sentem-se agora agitados c acordaram para à vida com
Moita, o
olhar pelo sancamento das nossas aldeias, reparar e abrir caminhos descontentamento de si próprios. Nesta hora de angústia, toda a Moita te
vicinais m
de molde a suavizar a vida destes dignos filhos da Pátria, entregues os olhos postos nagucle intrépido vilarregense, ágil, sempre lutando pelo bo
à m
tarcia
de valorizar o solo português. Onde quer que chegam estes traba= nome da nossa terra e que teve agora as honras de subir merecidamen
lhadores te a
da Moita, os seus braços são preieridos, porque há neles a cons« Presidente da Câmara de Vila de Rei. Nele confiamos o destino da Moit
ciência a,
dum dever: ganhá-lo honrâdamente eom o suor do sea rosto, há a esperando que com a saa benéfica influência, seja para nós um patrono
dedicação a
ao trabalho e ama força impolata que descende da valentia de D. intcreeder junto Daqueles que Querem e Podem.
Afonso Henriques. Pelas fragas de Trásmos«Montes, pelas charnecas arden- Valadas, 19/3/1951.
tes do Alentejo, cles são conhecidos, estimados e exigidos. Tão grandes por= Mério Francisco Alves
A Comarca da Sertã
Câmara Municipal da Sertã | O riso fende a Cortina
Amorte do
– Presidente da República Reunião de 3 de Abril de Ferro
(Conciasso da 1.º pág.) Por Richard Hansor
Compareceram o presidente, dr. Antó-
nio Peixoto Corrêa e os vereadores Antó=
reira, Manuel Ferreira, Manael Silm nio Alves Lopes Manso, António da Silva Numa sala de aula em Budapeste, O prazer que sentem os títeres
va, Simões & Pires, Jornal Comarca Loarenço, António Coelho Guimarães e o pequeno János é convidado pela comunistas em ostentar o poder que
Sertã, Gráfica Celinda, José Barata, Lácio Edmando Graça. professora a dar um exemplo de oram o Kremlin lhes colocou nas mãos ali=
—Presente um ofício do engenheiro
Crispim Casimiro e Manuel Antó- director de Urbanização do distrito, comum ção subordinada. Diz o garoto: menta a ironia poprlar nos países
nio. nicando ter sido autorizada a compartici= —Nossa gata teve ama ninhada de satélites. A directora dos Correios
pação do Estado, pelo Fundo de Melhoram dez bichaninhos, que são todos bons da Balgária, por exemplo, teria Icya=
O Marechal do Exército Porta mentos Rurais, de 171.000$00, para a obra comunistas. do uma tremenda descompostara do
de constração do caminho municipal de
guês, António Óscar de Fragoso Car= Nesperal à Catraia=2º fase, na extensão de Encantada com essa aptidão ao ditador Valko Chervenkov, criatura
mona, nasceu em Lisboa em 24 de Nom 5.848, 24 m., assim escalonada: ano de 1951, mesmo tempo gramatical e doutriná- de Moscou, só porque certa emissão
vembro de 1869, sendo filho do Gem 30.000$00; anos lutaros, 141. 00. O praso ria, a professora concita-o à que se de selos nos quais havia sido estam»
neral Inácio Maria de Morais Car= pera a execução desta obra será de dezoito porte com igual brilho durante a vi= pada a sua efígie não estava em cir=
meses, contados da data da publicação no
mona e de D. Maria Inês de Melo «Diário do: Governo» da respectiva porta= sita anaal do inspector. culação. A directora explicou que os
Fragoso Carmona, Descende, assim, . ria. Informa torhbém que deve a Câmara Quando o inspector chega, a prom selos não pegavam. Lambendo um
por parte do seu pai, dama ilustre providenciar no sentido dt dar imediato fessora pede confiantemente a János deles, Chervenkov colocou-o num
família de Trás-os-Montes, sendo início sos trabalhos, depois de cumpridas que responda à mesma pergunta. envelope. é E
as formalidades de adjudicação por tareia
neto do General Leonel Joaquim Max ou empreitada ou autorizada a execução da —Nossa gata, principia János, tem — Aí está. Grudam muitíssimo bem.
chado de Morais Carmona, que se obra por administração directa, formali= dez gatinhos que são bons democram Por que não se acham em cirealeção?
ilustrou nas campanhas da Guerra dades que é conveniente promover desde tas ocidentais. —Bem, Camarada, disse a directo=
Peninsular, e por parte de sua mãe já. Deliberado pedir autorização superior A mestra fica horrorizada. ra dos Correios, é melhor eu lhe
para realizar esta obra por administração
de ilustre família, a que deu origem directa por ser esta a modalidade mais —Vamos, János! Não foi isso que contar a verdade. O povo cospe no
João Vaz Corte Real, donatário da vantajosa para o Município. : você me disse há dez dias. Os gatim outro lado do selo. ,
capitania de Angra. Fez Os seus esm -—Qutro da mesma entidade, informan- nhos eram todos bons comunistas. A seguinte ancdota, capaz de le»
tudos preparatórios no Real Colégio do, em resposta, que aquela Direcção não —Eram, explica János, mas agora var à cadeia qualquer rumeno menos
pode prestar assistência técnica: para a
Militar, onde teve o n.º 24, e, aos 19 elaboração dos projectos no mesmo reiem já estão com os olhos abertos. precavido, refla espcertaneça laten=
anos, em 10-8-1888, assentoa praça ridos, podendo, no entanto, propor a com= Estas histórias cireulâm clandes- te no coração de milhares, por trás
e, matriculando=se na Escola do rorticipação em 75º/, da elaboração do tinâmente por trás da Cortina de da Cortina de Ferro, de que algum
Exército, concluia com brilhantismo projecto apr do pela entidad par- Ferro, num desafio ao trabalho for- dia os Estados Unidos contribuam
o curso de Cavalaria, saindo alferes ticipada. Deliberado convidar a J. F. do
Marmeleiro para lhe ser explicado este as- gado e ao campo de concentração. para retirar a canga comanista de
para Cavalaria 6. Em 1910, sendo sunto. Por toda a parte o povo lança. mão seus pescoços. Conta-se de um des=
já capitão, foi nomeado, pelo Gover- Outro da Direcção Geral dos Serviços da ánica arma de que dispõe contra ventarado cidadão de Bacarest qué
no Provisório da República, para a de Viação, informando, em resposta ao a tirania que o oprime: a anedota tinha resolvido pôr fim aos seus pa
grande comissão que, presidida pelo ofício de 10 do mês findo, que se há neces=
sidade de mais uma viatura de alaguer de “política, Em Praga, écomum ouvir-se; decimentos. Mas não havia corda em
General Morais Sarmento, foi encar= passageiros em Pedrógão Pequeno, deverá —Sabe aquela dos dois altos fan= “casa, e muito menos dinheiro para
regada de lançar as bases de reor= a Câmara propor aquela Direcção o aum cionários comanistas ? comprar veneno oa uma faca bem
ganização do Exército, representan- mento do contingente em mais uma anida» Conta-se que dois funcionários do amolada que servisse para a execum
do nela à arma de Cavalaria. Prox de destinada àquela loealidade. Em face da
necessidade que há de mais um carro ligei- Partido contemplavam sorumbáâtica- ção do lágubre- intento. . Concebeu
movido ao posto de major em 1913, ro de alager para transporte de passagei- mente a Praça São Venceslau, ao tim então um-plano para levar a cabo o
a tenente-coronel em 1916, a coro- ros na sede da ireguesidae Pedrógão Pem de um exaustivo dia gasto no cum» seu intento.
nel em 1919, ascendia ao generalato queno, deliberou-se pedir o aumento do primento de directrizes emanadas de Postog-se diante da residência de
contingente em mais uma anidade.
em 1922. Sempre inteiramente alheio Ana Paaker e começou a gritar:
— Outro da Junta de Província da Beira Moscou. É
às questões de política partidária, tão Baixa, lembrando a conveniência de cha- — Que pensa você do futuro da nos= —Abaixo Pauker! Morra Ana Paam
férteis na época, não ocupou na vida mar a atendão dos cas apar sa querida, pátria sob o regime co= ker, a opressora do povo!
política outros cargos que não fossem ra os munista? ‘perganta um deles, E assim continaou, esperando ser
Marítimas Infantis, devendo para tal efeito
os exclusivamente militares da sua ser indicado, eom a dêneia devida, —O mesmo que você, responde o morto pelos guardas. Estes correram
patente, mas a saa repatação ae inm o número áe crianças deste coneelho que outro. 1 logo em sua direcção, mas, em vez
teireza moral fez com que nele re= devem fazer parte das reieridas Colónias, —Ah, é assim? faz o primeiro. de atirarem contra o rapaz, puscram=
caísse a escolha para Promotor de Deliberado que sejam 20 crianças a fre= Nesse caso, Camarada, terei de de se a abraçá-lo, exclamando num
Justiça do tribanal que julgou os cul- quentar aquelas Colónias, divididas pelas
freguesias do concelho, na mesma forma do nunciá-lo imediatamente à Polícia transbordamento de júbilo:
“. pados dos mortícinios políticos da ano tronsacto. Política 1 ; —Os americanos já chegaram, Ca-
noite de 19 de Outubro de 1921. Quan» —Qatro da J. F. do Figueiredo, comuni=” * Quando encerra uma crítica ex marada ?
do em 18 de Abril de 1925 fracassou cando que os donativos do povo daquela cepcionalmente ferina contra o siste- As «bolas» por trás da Cortina
um : movimento, militar em Lisboa, freguesia para as vbras em reparação do não respeitam nem a figura sagrada
edifício eseolor do Figueiredo são: 45 pi» ma em vigor, a anedota, sem levar
” chefiado por Radúl Esteves, Sinel de nheiros, 6 dias de artistas carpinteiros, 8 em conta as diferenças de língaa, cir= do próprio Stalin. Vejamos esta que
Cordes e oatros militares em destam dias de pedreiros, trinta dias de operários cula de’ um país para outro com a procura dar a Stalin, de maneira
que, foi novamente o Gencral Carm jornaleiros; 0 transporte de madeiras é teix velocidade do vento, lançando a. sga sardónica, a verdadeira medida de
mona o Promotor de Justiça escom to pela ireguesio,assim como o de cal,areis,
etc. desde o Adro à Esecla. Informa tam» semente de sarcasmo € irrisão. Ne- saa importância.
lhido para ergaer. a acusação dos Um russo oferece ao ditador, com
bém ser de toda a conveniência mandar nhama polícia secreta, por mais im»
vencidos perante o tribunal especial proceder desde já ao corte das madeiras placável, será eapaz de suprimí-la. mo presente de aniversário, am fino
criado para. os julgar. O disearso necessárias. Tomado conhecimento. A própria polícia secreta serve, corte de fazenda. O alfaiate de Stam
que ali pronunciou foi verdadeira —pDe novo, presente o ofício da J. F. de
Várzea dos Cavaleiros acerca do edifício muitas vezes, de alvo, para o humo- lin comanica-lhe que o corte mal dá
mente sensacional, ficando assinalam para um par de calças. E” o tecido
escolar daquela aldeia, já presente à reu= rismo subterrâneo. Há a história do
da uma sua frase: «a Pátria está nião de 20 dê Fevereira último. Tomado rumeno côntrafeito que caminhava encaminhado, então, a um alfaiate de
doente», que empregou ao explicar conhecimento de que aquele edifício esco= rua abaixo a resmangar: Varsóvia, que acha possível confec=
os móveis da sedição. O Gyverno de lar deve ser vistoriado porum téenico da — Esses imbeeidse uma figa, sujos cionar com ele um terno completo.
Direcção dos Edifícios e Monumentos Na-
então, terminado,o julgamento com cionais, de Coimbra, deliberando-se aguar» e imprestáveis! | Ainda não satisfeito, Stalin manda o
a absolvição dos inculpados, afastou dar a efectivação-da vistoria a fim de poder Uma pesada mão veio pousar-lhe pano a um técnico londrino. Rece-
imediatamente o General Carmona estudor seguidamente a solução a dar ao sobre os ombros. bendo deste a notícia de que o corte
assuntos E RES
do comando que: desempenhava. —Acompanhe-me, ordenoa o poli» daria para um casaco, um eolete €
—Presente uma carta do engenheiro
Quando, em 28″de Máio de 1926, dem cial. Está preso por usar expressões deis pares de calças, Stalin quer sam
António José de Almeida, de Coimbra, na
flagrou no País o moviménto militar qual «informa as condições em que viria a infamantes contra as autoridades. (Conclui na 3.º página)
chefiado pelo General Gomes da Cos= servir eomo engenheiro consultor eletrom OQ cidadão caiu das nuvens.
ta, foi o General Carmona chamado tégnico da Câmara. Tomado conheciménto. —utoridades? exelamoa indigna»
—Foi resolvido atribuir ao jornal «Diá-;
a fazer parte do Governo que deste rio da Manhã» a’ quantia de mil escudos do. Ora essa, se nem sequer as
movimento saia, como ministro! para pagamento do artigo a inserir no mencionei!
dos estrangeiros. Em Jalho do mes» número especial referente a este concelho. Arcádia
+-Não, retracou o policial. Mas
mo ano deixou de fazer parte do ga» descreveu-as perieitamente! O Dancing n.º | da capital
binete, mas loge que, em virtade dos
acontecimentos políticos de então, DR. ALBERTO RIBEIRO GOELHO Quando os antropólogos desen-
terraram uma velha múmia na Hán= APRESENTA:
Gomes da Costa foi afastado da che- gria, veio uma ordem urgente do
fia do governo, assumia a presidên= MÉDICO Um grandioso programa
Kremlin: «Envidem todos os esforços
Doenças, da bocae dos dentes de
cia do ministério, acamalando=ai com no sentido de provar que se trata da
a pasta da GaerraE.m 1928 foi eleim múmia de Gêngis-Cão. Uma descom atracções selecionadas.
to definitivamente Presidente da Rex Consultas todos os sábados na berta desse calibre aumentará gran-
pública. Em 1935, findo o seu man= SERTÃ —R, Manuel Joaquim Nunes demente o prestígio da ciência som Música constante por duas
dato, ioi reeleito por outros sete anos, viética». g dinâmicas
o mesmo sucedendo 1942 e em 1949. Pouco tempo depois o Instituto
Húngaro de Antropologia comunicam ORQUESTRAS
«SKRIP» va a Moscou que a múmia cra efeem. de ritmo moderno.
ALBERTO TEIXEIRA FORTE tivamente de GêngisiCão.
A famosa tinta preferida pelo —Como conseguiram prová-io? Não ficárá conhecendo LISBOA
ADVOGADO perguntaram os rassos.
público, chegodue novo à Pape- quem: ali ior e não visite o
-—Muito fácil. Entregámos o caso
Tell, 3 — Figueiró dos Vinhos laria da Gráfica Celinda—Sertã. à polícia secreta c a múmia confessou. ARCÁDIA




