A Comarca da Sertã nº862 25-09-1952

 A Comarca da Sertã

Representante em Lisboa:

João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505

Director Editor e Proprietário:

Eduardo Barata da Silva Corrêa

Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30

Sertã, 25 de setembro de 1952

Periódico regionalista, independente, defensor dos interesses  da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)

Ano XVII    Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº862

 

RE ORE e

Anteplano de Urhaniza-
ção da Sertá [2] INDESES AVE S | Atravês

Estética – O probl da Comarca
ema da habitação ax

Com vista Autoridade Administrativa Festa a S. Miguel e St.” Jus-
; à estética urb ta-Outras notícias

ana da
Quanto Vita, fizemos os pare- Na Sertã há am grupo de tratantes da pior espécie, sem es- Cava (Madeirã), 15 — Realiza-se
ceres do arquitecto sr. António Ae- crápalos e sem vergonha, que julga aqui, no próximo aia 28, a festa em
ve todo
s so o

b mando
re as seu

obras requeridas pes porque
los não

sr lhes
s. fez honra do pedroeiro S. Miguel e Sanx
dr proveito,

. Ped se
r acasoo
o de receberam,

Matc qualquer
s Nev míni-

es ta Justa, que pramete ser maito con=
e Adelino Nunes Serra:

mo
de educação dada pelos pais. Sabe-se que só laz proveito a corrida pela colónia desta alácia em

a) Não vej edacação
ó qual recebida

que ao
r colo
inco da

n mãe,
ve mas
– é preciso que esta a pos- Lisboa.

niente de princípio na ampliação saa visto que ninguém pode dar o que não tem… O programa é o segiinte: às 7
da casa pertencente ao sr. dr. Pe- Esses tratantes são todos ou quase todos–que horas, alvorada com 21 morteiros;

saibamos—
dro de Matos. Neves, sita ao km. filhos de gente séria e às 9, chegada da Filarmónica Olei=

mais
4 pena
2, faz,
18 por
0 consegainte,
da E. N. que

2 se
3 ha-
8 (R. Cândido

dos R jam Fense, que será esperada ao pé da
ei transviado
s, Ser do

tã bom
), caminho,
e da q desobedecendo escola

ual me aos
f conselhos pelo
o presidente
– e pela comis=

ram present dos
es progenitores,
a respe a

c quem
ti cabe
va a
pl culpa

an e
t grave
a responsabilidade são das festas, o sr. José Martins, €

topográficae o projecto. No en de
ta os
n não
– zarzir com am bom azorrague na altara propícia de maito povo, a qual depois percorrem

to, entendo ser do meu dever, rá os raas principais, execatando o
co- modo a metê-los na ordem; habitaaram-se a fazerem o que que-

mo autor do anteplano de urban seu vasto reportório; às 12, missa €
i- rem e lhes apetece sob o olhar tolerante

zaçã dos
o pais,
da V que

il têm
a, sem-
chamar a atenç em seguida sermão, prêgado pelo rev.º

ão pre
d ama
a E desculpa,

x.” se
* C não

â mesmo
mar cabal

a pa aprovação,
ra a e para

xt as
r mal-
e Padre Educrdo Filipe Fernandes, pá=
ma

pobreza arqui dades
tec e velhacarias

tónica do
dos

pr filhos:—Ora,
ojecto oral

, São rapazes!!! que roco da freguesia; às 14, venda de
o que lhe confere uma expressão gostam de se divertir— flores; às 15, entrada das fogaças; às

inteiramente reprovável, Apesar da Adquiriram muito cedo a soberania da sua vontade para 17,30, saída da procissão da capelia
Ex.”º Câmara não dispor ainda trilhar o caminho da asneira nha pelas ruas do costume; às 1830,

e
d não
u poucas
m R vezes

eg resvalam
ula para

mento do antepl leilão de fogaças. Á noite haverá ara
ano, o

g da
u falta
e o de

p vergonha,
orlu em

n que
am só
e não
n chegam
te esta a ser

rá mestres
apt con- ratal com iluminação e fogo, descana

a a
aplicar, enten tamazes

do, q se
ue houver
, s am

e rebate
dev de

e consciência
rá a tolher-lhes o pas- tes popalares e bailaricos.

actuar no sentido de aplicar uma so.
Mas isto raras vezes acontece. Se, porventara, na adotes- -— Na 22 feira: às 7 horas, alvorada;

orientação estética e uma discipli- cência principiam a receber àns cobres do sea insignilicante tra- às 10, missa e continaação do arraial.
na de constreção que tenda desde balho, a posição — Estiveram no Viiarejo, na sema=

desses rapazes torna-se
Já à mais

t perigosa
ran porque

sf o
orm na

aç finde,
ão da o

V sr.
il Edasrdo
a actu Bareta

al dinheiro de
na f não

ut é
u entregue
ra V ao

i pai—nem
la— or este,

d tão
en pouco,
ad lhe
a pede Almeida, que se fazia acompanhar
, areja-

da, limpa e agr contas
ad I-—mas
áv gasto
el não
, apenas
com em

o futilidades,
se mas no vício, que de saa esposa e filha e de dois dos

pretendeu ao elaborar-se o ante por
– todos os lados o espreita, instigado pelas más companhias. Seis nêtinhos, os quais tivemos o pras

plano. Em face do projecto que Com a falta de faro policial que nos zer de os visitar em casa de seu som
caracteriza, não co-

me foi presente, entendo pois, que nhecemos em pormenor brinho José Almeida e Silva.
a vida dessa fauna

se de
d semi-vagabandos,

eve fazer uma séri — Estiveram na Cava o sr, Antóu
a adveriên-

ci que
an é bem
o s vergonhosa

entid segundo
o de o

q conceito
ue a dos

a que
m dispõem
pli de nio Barata, sua esp

a os
ç a
ã e
o H
ihos; já

reguerida venha a contribu tempo e disposição para a dissecarem até o âmago. regressaram à capital.
ir, cc=

mo uma pequena parcela inicial Não
, tencionamos endireitar o Mando nem armar em meni- —Chegaram à Cava para visitarem

para a melhoria geral das consi- nos virtaosos, é preciso que se saiba. suas
Mas famílias

quando o nome c
da assistirem às festas

derações urbaní o
s sr.
ti António
cas e habitagio- nossa Antanes

terra corre e esposa,
o perigo de Max

ficar
na enlameado
is da pela

V velhacaria
ila, « e

s quais consti ria da Silva Girão e filhinha, Adélia
tuiram

o brutalidade
bjec desses

tiv malandrins,
os fun ralé

da torpe
me e viciosa,
nta desavergo-

is do da Silva Girão e filhos e José das
ante-

plano, pelo que, e nhada
c e
m nojenta,
re nós

s temos
um o
o dever,
, n a

o obrigação
s moral de a de- Neves e sua esposa.

parece aconselhável que a Ex. fender,
”s de
a prestigiar e exaltar porque esse nome é sagrado para Encontra-se no Vilarejo a me=

Câmara, neste caso particular, de- todos os sertanenses que prezam a sua honra e dig nina Arlete Girão da Silve, de visita
nidade e não

verá convidar o
à

r seus
equ pais

ere e
n também
te a apr o

e sr.
– (Conclus David

ão na 4.º pág.)
sentar um novo pr Antanes,

ojecto esposa
, em e

q filha,
ue de Lisboa.

necessidades funcionais da plan —De visita a sua família esteve em
ta

eo partido estét Lisboa
ico se o

j sr.
a Alfredo
m cons da

i- Silva
Girão.

derâvelmente previstos e melho-
rados, Vida..Dor —Por aqui chegou uma onda de

frio, que não é próprio ca época, apem
b) Não é de consentir a cons- sar de vir junta com água; parece

trução da garagem a que se refe- A voz da Dor que clama irreverente que estamos em Janeiro! Quanto a
re o projecto apresentado pel vindimas, há pessoas que nem sequer

o sr,
Adelino Nune No fundo da minh’alma contristada

s Serra, da Sertã, precisam de lavar o lager, mas ou
por

se encontrar. implantado fora d Tornou-se em Vida —Dor, em Dor Ingente tras ainda poderão saborear o bom
o

alinhamento previsto pelo antepla- Que queima a minha vida—Dor Herdada sumo da cepa torta. Não há memó-
no e na vizinhança imedia ria de tão grande escassez. —C,

ta (6,5
metros) duma igreja; e ainda pela Nas horas do silêncio, a sós dolente, TESES
expressão arquitectónica das [a- O seu constante ardor torna-a cansada. Distraia-se, lendo a Colec-
chadas inteiramente reprováveis— – E o canto dessa Dor Impenitente
problem £ ão Vampiro,

a que já nos mereceu de-
senvolvidas cons É Dor, sômente a Dor, Dor e mais nada. verdadeiramente sensacional.

iderações, quando Papelaria da Gráfica Celinda, Ld.*
anteriormente, demos informações
relativas a um Eu vivo só da Dor que me atormenta — Sertã.

projecto de amplia-
ção duma construção existen E creio que é só eia que acalenta

te na Fostas 6 Romarias: Ho próximo
mesma Vila da Sertã. Neste senti- Toda a minha vida ainda em flor. domingo, 28,
do,.o nosso parecer é de inteira re- em Amioso; nos dias 5 e 6 de Outam
provação do projecto apresentado. E toda essa Dor que me acompanha bro, a N. S. da Piedade, nos Calvos;

Águeles pareceres tiveram a Ajuda-me a viver a Dor Tamanha e no dia 12,a N.S. da Graço, que se
concordância da Repartição de Es- De ser à Dor-Vivida, ser só Dor. venera na capela de N. S. dos Rem
tudos de Urbanização médios, subúrbios da Sertã.

.
— — — (Gonclulna 4, po) Pereira da Fonseca São abrilhantedas pela Filarmó-

niea Inião Sertaginense.

Visite as grandiosas obras da Barragem do Gabril, em Pedrógão Pequeno, concelho da Sertã


A Comarca da Sertã


 

Pequena vesuma da “Jtistória da dmpnen- Algumas noticias
E)

sa Pastuguesa de “Duas Causas”
Sabeo leitor algama colsa da His- «Novidades» (1895), que progredia

tória da nossa Imprensa, essa más | desde 1924, jornal onde o sr. Dr. Oli- Nos Estádios da Lisboa-Filme, no reito irrefutável de interpretar 0 prim

quina nobre2… Não! Pois então, nós veira Salazar publicou os artigos, Lumiar, prosseguem activamente as meiro papel faminino do filme ago
vamos ver se conseguimos fixar-lhe que deram brado, sobre o estado das filmagens do novo filme português ra em rodagem.
no memória afgans elemen—tboase nossas finanças. Periódicos operários «DUAS CAUSAS» —adaptação da com A «Adriana» de «Duas Causas»
de que moito beneficiará, estamos são dignos de menção «A Voz do nhecida peça teatral com o mesmo pode bem considerar-se um caso à
certos. Operário», órgão do operariado em título e, sem dúvida a mais represen= parte no capítulo das revelações do

A história começa… precisamenm geral, que apareceu em 1879 € ainda tata em palcos do nosso país. cinema portagaês. Na realidade, pam
te! Em 1626. Fol nesta data que apam existe, a «Revolução Sccial» (1858- A realização está a cargo de— ra que a Lisboa-Filme não hesitas=
receu o primeiro enseio noticioso, 1891) € a «Obra» (1891-1908). Henrique Campos—um none conhe= se em confiar-lhe am tão difícil e in»
uma «Relação», como se costumava Com a evolação dos preles sargi= cido no nosso cinema—a quem se dex grato papel, cra preciso que ela se
chamar a descrições de feitos e fac= ram os mais importantes órgãos da vem alguns dos maiores éxitos da revelasse um autêntico temperamena
tos. Foi seu autor Manacl Severim Imprensa Portagacso; maitos deles, cinematografia nacional. to de actriz. :
de Faria (depois assinado sempre com diários, ainda labatam, enfileirando Henrique Campos que dirigiu os A saa fibra dramática é de tal
o pscudóniino de «Francisco de Abreu, nas suas redacções os mais destacam inesquecíveis lilmes «Im Homem do modo vincada que. até nas cenas em
nataral de Lisboa»), presbítero, dou- dos valores do jornalismo nacional, Ribatejo» e «Cantiga da Rua» con» que teve de enfrentrar o talento im=
tor em teologia pele Uaniversidade Segairemos por ordem. Três jor- fessa-se satisfeito por ter podido, fim pressionante de Alves da Canha, Mam
de Évora e depois cónego da Sé da nais do Porto surgem-nos nos «prim nalmente, tornar realidade o sea som riana Vilar soube sair-se de tal form
mesma cidade, que pretendea não in=- meiros lagares (3): 0 «Jornal do Com nho de sempre:—transpor para a tem ma que poucos acreditavam tratafs
formar em primeira mão, mas reco- mércio» (1852). 0 «Comércio do Por» ta a peça «Duas Causas». se de uma «estreia»…
lher notícias que se arquivassem. Por to» (1851) de Manacl de Sousa Car»
exemplo esta, tão elegante e sem vé- queja c «O Primeiro de Janeiro» Tem sido extennante o trabalho O elenco artístico de «Duas Cats
nia: «A 21 de Novembro de 1625, na (1869) de Gaspar Ferreira Baltar; de= de mestre Alves da Cunha, no decor- sas» é só por si garantia de am éxim
corte de Madrid, pario a rainha N. pois o «Diário de Notícias», o gran» rer das filmagens de «Duas Causas» to absolato. Assim, além de Alves da
S. ama filha»; foi ele, pols, o primei de triunfador, com um óptimo sistem ec não pode ser levada à conta de Canha o novo filme portagaês apre=
ro «repórter» português. Quando fa- ma de anúncios, propriedade da. E. exagero a afirmação de que a inter- sentar-nos-á Artar Semedo, Manuel
leeea, cm 16535, deixou atrás de si à N. P., que apareceu em 1 de Janeiro pretação do notável actor, altrapas» Santos Carvalho, Assis Pacheco, Ea-
primeira obra impressa com caráe- de 1855 devido aos esforços de Tom sa tudo quanto até aqui se tem Íeito génio Salvador, Elvira Velez, Berta
ter noticioso. más Quintino Antunes c José Edaar» no nosso cinema. de Bivar, Mariana Vilar, Helga Liné,

Seguidamente, aparecea a «Gaze- do Coelho e o «Jornal de Notícias» Com ama extraordinária facilida= Vasco Morgado, …..se….. E,
tar, que mais não era que am folhe- do Porto (1888). Entretanto tinham» de de adapiação de processos, Alves
to de brado patriótico com notícias se também publicado o «Jornal da da Cunha conseguia traçar a figura
à mistura; soída em 5 de Dezembro Noite» (1871-888, 9003-906 € 914 € 915), de «Bento» com ama verdate e hum
de 1641 foio primeiro periódico na- o «Correio da Manhã» (1876-1884, manidade tais, que é possível tornar Comando-beral da Aero-
cional (1). que aliás teve uma vida 884-897 € 9021-924), 0 «Dio» (1887m extensiva ao cinema a adjectivação
muito incerta, com constantes param 1912) de António Enes, o «Correio de «Mestre» que tão justamente lhe
gens. Deixou de se publicar em 1647. da Noite» (1871 1896) de Mariano de havia sido conlerida no Teatro. náutica Militar
Continaoa-a, após um interregno de Carvalho, o «Diário Ilustrado» 1: Repartição |
16 anos, 0 «Mercúrio? de Sousa Mem (1872-2) de Pedro Correia da Silva, Mariana Vilar é uma estreante do
cedo, que relatava as novas da guer- com o sea «High-Life» (noticiário cinema portagaês que mercê das prom Alistamento de Voluntários
ra lusomespanhola; pouco tempo dam clegante), ete. vas prestadas para uma outra pelím Nos termos do Decreto-Lei n.º 38.486
rou também (1667), pois caiu com o Há mais de um século que as cula que será rodada depois de «Daas * (Milicianos) e Decreto-Lei n.º 38.487, de 3
destronamento do Rei. doutrinas repablicanas têm os seus Causas», também sob a direcção de de Novembro de 1951, acha-se aberto con»

Em Agosto de 1715 aparecia à laz ardentes partidários. Após es latas curso para a admissão de voluntários para
Henrique Campos, conquistou o di- a seguintes especialidades da Aeronaatica

da publicidade à «Gazeta de Lisboa», liberais começaram a aparecer. pem rreemn Militar:
de Monterroyo Mascarenhas, órgão riódicos que arvoraram o pendão da a)—Oficiais milianos, pilotos avifs

quase oficial; à sua morte continaoa-a democracia e por ela lutavam.; João Correio do Minho» (Braga, 1902); o dores;
b)—Pilotos pregas do Quadro Permas

Cândido de Carvalho foi o primeiro «Distrito de Gaarda» (1878); O «Vila
o poeta Correia Garção até que 0 pe
riódico parou em 1762. Só em 1778 periodista com o seu «Cortador» Realense» (1880-937); «A Comarca nente;

c) -Mecânicos de rádio e radiotelegrê-
voltou a fancionar com Félix Antó- (1837); «O Trabalho» (1872-878) de da Sertã» (1956); ete. dentre os mais fistas;

João Bonança, foi o primeiro órgão dignos desta carta menção dos órm d) -Mecânicos de avião.
nio Cestrioto, inserindo já nos seas
números muitos anúncios. Após a que aderiu ao jovem Partido Repum gãos metropolitanos. Os interessados que desejem concorrer,

deverão entregar os requerimentos e mais
saída dos Franceses foi seu redactor blicano (18-5-872). Depois «O Sécalo» Para terminar: o picante «Pim doeamentos abaixo indicados na 1.º Repar=

(4-1-881), fundado por Magalhães Li- pão» (1876-010) de Pedro Bordalo
Joaquim Pedro Lopes, passando a tição do Comando-Geral da Aeronáutica

chamar-se «Diário da Regência» e ma, Leão de Oliveira e outros; O jor= Pinheiro; «Os Ridículos» (12-4 905) Militar, na Avenida “António Augusto de
Aguiar, n.º 5, até às 17 horas do dia 4 de

nal pertence à Sociedade Nacional de Cruz Moreira; a «Revista Militar»
depois «Diário do Governo». Veltan-
do ao nome de «Gazeta de Lisboa», de Tipografia e já teve como diree- (1849) o «Ocidente» (1878-914) de Oatabro, próximo.

DOCUMENTOS A APRESENTAR
tores Silva Graça, Canha Leal, Ama- Cactano Alberto; o «Sécalo Ilastra-

conheceu diversos redactores até que, 1)-Requerimento dirigido a Sua Ex.*

finalmente, em 1854 com O regime dea de Freitas, Trindade Coelho e do»; a «Vida Mandial llastrada»; o Gereral Comandante-Geral da Aeronáu»
tica Militar, pedindo o alistamento, como.

libere], tomeva o título definitivo e João Pereira da Rosa. Catros óm «Modas c Bordados»; «Eva»; o <Diam
gãos importantes: o «Povo de Avei= brete»; o «Mosquito»; o «Sports» de voluntário, com a indicação do carso que

impróprio de «Diário do Governo», deseja frequentar;
semanário oficial, hoje correctamen- ro» (1882-1941) de EF. H. Homem Raúl de Oliveira, antecessor do ac- 2)—Certidão de idade, em quesprove
te diário. E Cristo; a «Capital» (1907-923) de Mem taal «Mundo Desportivoc; «A Bola»; ter mais de 17 anos e menos de 21;

Entretanto, tinham aparecido oum nuel Guimarães, onde trabalhou Vir= a «Platéia»; a «Imagem»; a «Flama» 3)—Autorização para o alistamento
concedida pelos pais ou pessoas que-legal=

tros periódicos. Citam-se o «Zodíaco gínia Quaresma, a nossa primeira de Mário Simas; o «Cartez> e, para mente os representem, ou certidão de
Lusitano» (de carácter científico; Jan. jornalista de redacção; o «Mundo? Jinalizar, um Óptimo mensário de emancipação; é

— Março de 1749), a «Gazeta Literám (1900-925) de França Borges; a «Ren letras, artes e ciências «Ler» dos ir- 4)—Certidão do registo criminal;

rio», O «Diário Lisbonense» (1809m público» (1911) de: António José de mãos Lyon de Castro. 5)—Declaração em como é solteiro ou
vidvo, sem filhos, e se compromete a não

1813), 6 infamante «Diário do Porto», Almeida, com a publicação interrom» Eis aqal um breve apontamento contrair matrimónio antes dos 25 anos de
o «Journal de Lisboa» (anti-francês), pida em 1921 e recomeçada em 1950; sobre os órgãos mais importantes idade;

o «Diário Nacional», o «Correio do a «Scora Nova» (1922), fandada por que constam da História da Impren- 6)-Declaração a que-se refere q art.

Jaime Cortesão, Câmara Reis e Radl sa Portuguesa. Oxalá nos padésse- 1.º do Decreto-Lei n.º 27.005, de 4-9-056;
Porto» (1820-1834), ete.

Em plena época romântica ilores- Proença; o «Diário de Lisboa» (7m4« mos deter um pouco para fazermos 7)-Certidão de habilitações literárias
passada por estabelecimento oficial, em

cerem o «Nacional» (1834-1842), diám 921), independente, pertencente à Re- um breve estado sobre cada um deles. que prove possuir pelo menos as seguintes

rio, «A Aarora» (notável só por ter nascença Gráfica e dirigido pelo tam 1)—-Théophraste Renaudot, cltx habilitações:

lento do Dr. Joaquim Manso; 0 «Diáx nico, natural de Montpellier (França), PARA OFICIAIS MILICIANOS
sido o primeiro vespertino), o «Grá- —7.º ano dos Liceas;
tis» (que já profetizava a publicidade rio da Manhã» (7-4-931), órgão do. fundou na sua pátria O periódico PARA PILOTOS PRAÇAS DO QUADRO
na sua grande medida actuel) e o Estado Novo, fundado pelo cor. Lon «Gazette», o porta-voz da Imprensa, PERMANENTE
«Correio das Damas» (1836-1852), pes Mateas, ten. José Catela e dr, em 30-53-1651; eram folhas de papel —5.º ano do Curso Lieeal od habilitações

semanário, que pele primeira vez asoa Domingos Palido e dirigido pelo dr, manuscritos e publicadas para dar equivalentes.
Os habilitados com 0 4.º ano dos Liceus

estampas; depois a «Revolação de Manuel Pestana Reis; o «Diário Pon uma novidade, apregoar uma doutri-
e das ‘ Escolas Indastriais ou Comerciais,

Setembro» (1840-1892), terrível polem palar» (1941) do dr. Laís Forjaz na, desenvolver ama ideis, um boato, podem concorrer, mas serão submetidos a

mista, jornal em qae brilhoa a pena Triguciros. : etc. com o alto patrocínio do rei exame de admissão.

incansáve! do grande Rodrigaes Sam= Devemos ainda destacar: «O Con Laís XIII e do Cardeal de Kichelica. PARA MECANICOS DE RÁDIO E RADIO=

paio e, por Him, o «Português», de nimbricense» (1856-8098) de Martins “)—Quando, entre parêntesis, in TELEGRACISTAS
—2.º ano do Curso Liceal oa equivalen=+

Alexandre Hercalano. de Carvalho; o «Distrito de Aveiro» dicamos só uma data, queremos di- te de outras escolas; –

Movimentou-Se’a Imprensa e apa- (1861-912); o «Campeão des Provínn zer que a publicação ainda existe. PARA MECANICOS DE AVIÃO

receram órgãos religiosos e sociais. cias» (Aveiro, 1859-911); a «Aurora 3)-0 «Açoreano Oriental» (1835) —Exame de 4.º classe ou equivalente,

do Lime» (V. do Castelo, 1855); na é o decano dos diários portugueses. OBSERVAÇÕES: Todos os documentos
Destacamos, dos primeiros, «A Nau serão feitos em papel selado, e os menciom
ção», diário que existia desde 1847 Covilhã, «O Covilhanense» (1870-886. Foi no ano de 1660 que, em Lel- nados nos n.ºº 3.º, 5.º e 6.º devem ter a asm
oté depois do advento da República, e 8290-894) e «O Ralo» (1923-940); o pzig (Alemanhã). aparecea o primei sinatara reconhecida pelo notário.

a «Palavra» (1872-1911), O «Correio «Hibrcastrense> (C. Branco, 1846-?); ro diário impresso, cuja direcção es= — Altura mínima exigida…., 1,580

Nacional» (1893-1905), célebre por: a «Soberania do Povo» (1879) do Dr. tava a cargo dam tal Ritzch. Lisboa, 27 de Agesto de 1952,
Cheje da Repartição

uma grave polémica gue alimentoa, Homem de Melo, em Águcda;o «Voz Marinha Grande, 5-1X-952 José Maria Martins
«A Voz» (1927) (2) es finalmente, as da Justiça» (F. da Foz, 1902 957); 0 Eduardo P, Bengla Capitão


A Comarca da Sertã


 

Palítica de autuas tempas Perante a dissolução da família…

Saluemas as Cuianças!
Uma assobiada certo,—mas oferecendo a mesma com

média. Com excessiva e alarmante fre« Não podemos fechar os olhos em
De certo estava fora de todas as

O administrador é que não estom quência vão chegando aos ouvidos convivência com o que se está pas-
previsões do administrador do con= va contente, e tinha carredas de ra-
celho, a resposta que teve naquela das pessoas interessados por assan- sando em aldelas, vilas e cidades.

zão. Aquilo–dizia ele—não pedia-
noite, a proibição com que na entes tos de pacricaltura e de pedagogia Temos deante de nós um dos mais

ficar assim. Os adversários tinham
rior fizeró calar o assobio de am as tristes notícias de casos em que sérios problemas de moral. Se as

que levar ama lição de ficar-lhes na
adversário presente à barulheira da perigam, adcecem ou morrem as mães, por motivos característicos da

memória, A destorra seria tremen- crianças que não beneficiam de assis- sociedade moderna, não prestam aos
Preça da terre. da e não ficaria pedra sobre pedra

Logo que se extingaia a derran tência permenente de país oa de edam filhos a assistência permanente que
na facção oposicionista. Os assobios

deira claridade do sol e as estrelas cadores. Tanto nos ambientes rarais, outrora lhes deviam, deixa de perm
lhes daria ele em breves dias, e en«

se mostraram: uma infinidade de como nos ambientes urbanos, por tencer à vida privada de cada fami-
tão se veria quem cantaria a vitória.

essoblos de lata principioa a estra- motivos diferentes que convergem lia o problema da edaceção infantil,
Monologando desta maneira, o

gir os ares, sem se ver quem os para o mesmo mal, é cada vez maior e justo é que todos estejamos inte=
administrador pedia pepel e relatoa

assoprava. ; o número das crianças que passam ressados em evitar que as crianças
ao Governador Civil do distrito, o a malor parte do dia longe das mães. portagaesas sejam entregues a ma-

Do escaro de cada canto, de cada que se vinha passando todas as noim Estas, porque impelidas a procarar lheres mercenárias, incaltas, e sem
vão e detrás de cada parede, seía o tes com manifesta provocação à aa- fora” do lar, oq o trabalho com que educação.
som estridente dos minásealos ins toridade, e solicitando o envio de ajudam a sustentar a família, ou o Gostaríamos que este problema
tramentos que entrava nos oavidos ama força militar que impasesse a aproveitamento do ócio em diverti= fosse discatido por todas as instital=
irritados da aatoridade como apito ordem e o respcito pela saa pessoa. mentos fáteis e mandanos, confiam ções que, de algum modo, se dedicam
de locomotiva em máxima tensão. O pedido foi satisfeito e passados a edacação dos filhos a pessoas que a proteger à infância, mes também

Não andava nem desandava para três dias chegava à terra am destam para isso nunca manifestaram voca- nos parece que deveria ser estudado
quelquer parte, que os malditos as= camento militar comandado por al- ção nem receberam preparação. As- pelas entidades responsáveis nos dom
sebios, invisíveis ec impalpáveis, não feres. sim, nas grandes cidades, elevado é mínios da moral, da política e da rem
o atormentassem. Foi am golpe que não agradou o námero de crianças que ficam en= ligião, porque só de prévia conjago=

Os garotos, a quem baviam sido aos-adversários, pelas consequências tregaes, durante longas horas, às ser= ção de esiorços poderá sargir a rem
distribaidos dezenas deles, ensaiados indesejáveis que podia ter nos seas viçais que, contratadas pára realizar – solução de tão importante problema
na másica € Tirmes nes embocadaras, arraiais. O caso agora ecra sério e trabalhos domésticos, não podem ser social. (Irge averigaar pelos serviu
ecaltos por tado quanto podia esc n= demandava caidados e precauções. obrigadas a conhecer as mais elemen= ços de abono de família e pelas se-
dê-los, corriam de am para outro Reania o estado maior em peri= tares noções de pedagogia e de pae- cretarias das escolas, qual é a pes-
lado no sea encalço, espreitando-lhe go e tomoa conhecimento da sitacm ricaltara, soa que, no agregado familiar, pres-
os passos de olho alerta c pé leve, ção que fora criada às saas milícias Visto que se acentua cada vez ta assistência educativa aos filhos
maltiplicando-se na ensardecedora partidárias pela presença da tropa. mãais a tendência para que as malhem das mulheres empregadas. – Urge evi=
esscbiada. Um por am, todos os marcechais res casadas trabalhem fora do lar, tar, mediante regulamentação, que as

Os cabos de polícia que o ehele presentes expaseram a saa opinião, torna-se também cada vez mais aga- serviçais domésticas, contratadas pau
do concelho recratara na saa facção e por fim falou o chefe. Nada trans= do o problema de definir a situação ra trabalhos grosseiros, não assa»
partidária, foram postos na raa em piroa do que fora ali resolvido dizen= das crianças que não podem benefi- mam responsabilidades nos domínios
perseguição dos assobiantes, com or- do-se apenas, por meias palavras, clar da assistência dos respectivas da paericaltara e da pedagogia,e que
dem de prendé-los, mas nenham lhes nos meios que lhe eram mais chega- mães. Ao aumento do número de se distingam, por isso, das amas €
cala nas mãos. dos, que a estratégia delensiva e empregadas na indústria, no comér- das preceptoras.

ofensiva delineada pelo Comando sa-
Aonde àqueles agentes da euto- cio, na organização corporativa e no Com a multipficação indispensá-

premo para opor aos riscos das nom
ridade parecia ter visto valto saspei- funcionalismo público, tem de corres- vel dos infantários, será possível ha=

vas circunstâncias políticas, fora
to de trazer essoblo, logo corriam ponder, para que se estabeleça o equi- bilitar, tanto nos meios rarais como

aprovado, sem discrepância, para
pressarosos e ágeis; quando chege- líbrio, o aumento do námero de in- nos meios urbanos, as adolescentes

entrar imediâtamente em vigor. E
vam c pensavam encontrá-lo, davam tantários e de escolas. Já em 1891 a exercerem funções de educadoras.

entrou, como se verá no primeiro
com am vasio completo. foi verificada a aedidade deste pro- Formar-se-á assim uma nova prom

número. : biema, « numa lei que tem a data de fissão, exigida pela terrível dissola=
Se algaém ali tinha estado, já se Silvânio ; t+ de Abril do mesmo ano, se deter» “ção da família a que estamos assis

safara para ir assobiar noutro lagar. minou que toda a fábrica que em- tindo. Seja como for, indispensável
Os:-homens ora se voltavam para a

pregue mais de cinquenta mulhe- é prepararmos hoje a salvação Futim
direita orá para a esquerda ou pera

res deve ter um infantário a me- ra das crianças portaguesas. ê
trás, de onde os tímpanos adaúitivos FEBRE AFTOSA

nos de trezentos metros, podendo
lhes tom acasando proveniência de A «Gazeta das Aldeias» pablicoa, no n.º
sons agudes, e quando corriam a prom de 1 de Setembro, a ls. 657, conselhos im- vários estabelecimenios unir-se Infantários

com este fim. Também um decretou
carar assobiantes não encontravam portantes para o tratamento desta androm

zoonose, que tantas vítimas já tem caasado, lei n.º 25051, de 23 de Setembro de *odas as fábricas que empregaem
vipa alme. No entanto, aquela má- especialmente nos porcinos. 1933, determina que entre na esfera mais de cinquenta malheres devem
sica infernal não se calava nem pau Consaltem o que escreveu o dr. Carrir
rava na sua dispersão, parecendo, às lho Chaves, médico-veterinário, sobre a da acção das Casas do Povo a criam ter um infantário situado a menos

ção de infantários, proporcionados de trezentos metros do local de trau
vezes, vir também dos telhados oa prolilaxia e tratamento dessa febre,

ressoar debaixo dos pés como coisa às possibilidades locais. ê balho. Pode o infantário ser comam
A legislação portagaeso, defende, a duas ou mais empresas indastriais.

de bruxaria de que já pensavam em
Fagir. pois, os filhos das malheres que tram Todas as Casas do Povo devem

balham: urge, porém, fazer cumprir promover a organização de infantá-
O administrador, quando os man= JAIME FERREIRA as leis. Quanto aos filhos das malhe- rios nos ambientes rurais.

dara à caça dos assobiantes, metem
Médico especialista res domésticas, também esses neces» Preceitos de legislação que não

ra-se na sua repartição, na esperan= sitam de protecção legal. Convém e está revogada.
ça- de que não tardariam a chegar . Doenças dos ouvidos, Nariz urge tomar providências no sentido
os primeiros prisioneiros, a vê-los à e Garganta de evitar que as serviçais das iamí- Os infantários das Casas do Pom
sua Frente em carne e osso a entre- tias remediadas ou rleas exerçam, vo são escolas práticas de pucrical»
gar-lhe o assobio. Esperoa e far- ou-finjam exercer, funções de eda- tura, higiene e enfermagem, onde as
tou=se de esperar até que, pessadas OPERAÇÕES

cadoras, para as quais, como é sam adolescentes se habilitam para o
mais de duas horas, ouvia passos na Nebulizações de Penicilina bido, não se encontram habilitadas. cumprimento das saas vocações con»
escada de acesso à administração. Por maito respeitáveis que sejam jugais e domésticas.
Logo arregalou os olhos na direcção ONDAS CURTAS

os direitos da família, como efectivam
da entrada e via surgir os seas agen» mente são, quando se observa, e até
tes com as mãos a abanar como ha- Raa Dr. Joaquim Jacinto, 95 se poderia verificar, que nem sem-
viam poríido. Não traziam nem pon= CONTOS PARA CRIANÇAS

pre as mães descjam ou podem cam
ta de assobiante. Nunca na vida de= Telei. n.º 3672 — TOMAR

prir a superior missão que por lei Grande sortido na Pap. e Livra-
les— disseram—haviam corrido tonto hamana c divina lhes foi confiada, ria da Gráfica Celinda, Lda.
como naquela noite, atrás de quem arge considerar a crise da cdacação
não se deixava agarrar nem conhe- LOUÇAS Rua Serpa Pinto SERTA

familiar como um problema nacion
cer. Traziom os ouvidos arrasados nal. Todos nos devemos interessar
e pediam ao Chefe, por quantos san» Bilhas para água e toda a qua-
tos havia, que não os mandasse mais lidade de louças vidradas. pelo destino das crianças portagac- O Cronoscópio

sas que estão sendo desamparadas de Jocôndio Salter vende-se na Pam
para tal serviço se não qacria depois Fornecimentos, nas melhores pelas respectivas mães, e não seria pciaria da Gráfica Celi—nSderat&
ter de enviá-los para am manicómio condições, para revenda. mau que as empresas patronais c os
porque dariam em doidos com tal Preço — 7$50

Olaria de Angelo Ramos—Va- serviços de abono de família Inqui-
saplício.

le da Froca—Pedrógão Pequeno rissem da situação em que se encon»
O administrador ouvia e embata- tram os filhos das malheres empre- Postais da Sertã

cou, não se sentindo com coragem — Sertã.
gadas. Por outro lado, deverá evi=

para os contrariar. Uma nova einteressante colecção,
tar-se, mediante regulamentação à venda na Gráfica Celinda.

Entretanto, os assobiantes, ten» apropriada, que as serviçais domés-
do-os visto desaparecer das raas, Albano Silva ticas aceitem contratos segundo os
deram por terminado o espectácalo ADVOGADO quais lhes cumpra a edacação de À Canta Parker 2 é esplêndida
daquela noite, contingando nas noites Mudou o escritório para a Rea crianças, para à qual não estão ham 1 Rg pasa
seguintes com menos compassos— ,é Santos Valente nesta. Vita. bilitadas. Cirólica Celinda, Ld.-— Sertã.


A Comarca da Sertã


NE TORNE O SEU ASPECTO JUVENIL | Touros em Sobreira Formosa

usando, No próximo domingo, 28, grande festival taurino na Praça de
Touros de Sobreira Formosa.

Cavaleiro amador: Mariano da Costa Pinto, de

NIVEA Cabeço de Vide.
Bandarilheiros diversos, entre les, Augusto Gomes,

O CREME QUE EMBELEZA ex-primeiro matador de touros.

a E DEFENDE A PELE Preços populares,
Marcações: Daniel Gosta-—Telefons 10.

A! venda em toda a parte. INDESEJAVEIS
a Depósito — Pestana & Fernandes, Lda. (Conclusão da 1* página)

Raa dos Sapateiros, 59 —- LISBOA
querem, de modo algam e sejam quais forem as circunstâncias,
pactuar com gente da pior espécie. Se assim não procedêssemos,
poderiam apontar-nos como falsos propagnadores dos ideais e
principios sobre que assenta a razão de ser deste periódico oa
que… estávamos de acordo com as patiiarias dessa cátila de
indesejáveis, para a qual só restam dois cominhos: a regeneração
oq à cadeia,

Posto isto, vamos aos factos, não se julgae que há por aqui
qualquer mistério oa que a acção degradante decorreu em aliar-
ja escura. e quase impenetrável, fora das vistas de mceitas pes-
soas de bem. Foi em sítio público, acessível ao mais hamilde
dos mortais.

No dia 17 do corrente passou pela Sertã ama excursão es-
panhola da província de Cáceres, Constitufam-na cavalheiros e
senhoras e meninas de diversas idades, algumas adolescentes.
O veículo, am grande aato-carro, paroa no largo Ferreira Ribei-

A’ venda em toda à parte. | ro, em frente do Calé Avenida; muitos passageiros desceram pa-
Depósito — Pestana & Fernandes, Lia. ra tomar bebidas. A excursão seguia rumo a Fátima. De sábi-

Rua dos Sapateiros, 39 — LISBOA to, viram-se cercados por muitos curiosos, o que é natural, mas
o que se tornou revoltante e escandaloso foi que do número ele-
vado de cireanstantes se destacassem algans malandros para di-

Quer passar umas noites alegres? rigirem palavras obscenas às meninas e senhoras da caravana,
de mistura com gestos pornográficos… receando, certamente,
que elas não tivessem perecbido a saa lingaagem infame e torpe!

Que ideia teria essa gente estrangeira ficado a fazer da Ser-
Só na deliciosa ESPLANADA DA CARVALHA, aberta tã, da sua gente, duma das primeiras terras de Portugal, onde,

porventara, jez uma pequena paragem ? :
às 3.º, 5.º e domingos. Cologuêmc-nos, nós, sertanenses, no caso das vítimas ine-

centes, para avaliarmos, com toda a exactidão, a situação delica-
Ali tem à sua disposição permanente um Óptimo serviço da que traiçoeiramente se lhes deparou!

de bar; os melhores vinhos finos, reirigerantes, café, pastela- Que infelicidade e desgraça para a nossa terra!

ria, ete, e também os afamados vinhos verdes é do Dão. Não fazemos mais comentários porque nos sentimos ve-
xados.

Lamentamos múito que os excursionistas não tenham cor-

nguanto a Câmara Mani rido à bengalada ou a soco esses energúmenos oa que entre os
Anteplano de Urbanização Mas e

cipal da Sertã não ata nem desata curiosos nenhum tomasse à decisão de os prender e levar para a
para resolver o angustioso problem cadeia porque foi crime praticado em flagrante.

da Sertã (2) ma da habitação, esperando, por- Ainda bem que a revoltante e asquerosa cena foi observada
ventura, que ele se resolva por si,

(Conclusão da 1.º pag.) por um amigo nosso, homem de sentimentos e de vergonha, que
a Câmara Manicipal de Santo Tirso,

no dia seguinte no-la expos por escrito e em breves c concisas
Soô o titulo «Vida Regional» e em reunião de 16 do corrente mês

o subtítulo «O grande problema da de Setembro, «reconhecendo que palavras, as sulicientes para se aquilatar o estoto moral desses
Sertã é o da habitação», o «Diário há toda a vantagem em se adqui- biltres que são a vergonha desta terra.
de Notícias» de 1 do corrente apre- rir lotes de terreno, com a profunm Esse amigo, que não tem papas na língua, saberá desere-
senta uma súmula dos melhora- didade média de 25 metros, de ver à Autoridade Administrativa— porque ainda há am Deas que
mentos realizados na sede deste acordo com o indicado na planta

ente nesta reunião, nos governa—os factos na sua precisa e bratal realidade de mo-
concelho durante os últimos 20 topográfica pres
anos, afirmando depois: «O gran- sitos nas duas faixas laterais do: do a que os tratantes sejam castigados sem contemplações.
de problema da Sertã é o da ha- novo arruamento no prolongamen- A Autoridade Administrativa saberá como proceder para
bitação, dificultado pela relutância to da rua de José Luiz de Andra- reparar a honra ofendida dos excarsionistas e ilibar de mácala o
dos proprietários de terrenos em de, desta vila, a fim de facilitaria nomé desta terra, sob cajo céu, para desgraça nossa, nasceram
vendê-los para. construções. Um construção imediata de moradias,
plano de urbanização resolveria o resolveu recorrer à expropriação tais renegados. é
problema, mas o anteplano orga- coerciva, com carácter de urgên- E SUR OSS CS TEOR E EE E
nizado há tempos não obteve apro- cia, das aludidas parcelas de pré-
vação superior, ea organização de dios urbanos e respectivos quin- amigável, ficando o sr. presidente
outro demandará muito tempo, As- tais, necessárias para a realização com plenos poderes para a sua Joaquim Crisóstomo: (Fooii nnoommeeaaddoo
sim, a Câmara ver-se-à forçada a de tão importante melhoramento,

efectivação, de harmonia com o es- Finanças de 3.º classe e colocado no
recorrer à expropriação de terre- pertencentes a Júlio Morais de Mi-

a este nosso sim
nos, vendendo-os depois em talhões randa e irmãs, D. Cacilda Matos tabelecido nos n.º 1.º e 2º do ar- concelho de Almeid

a quem queira construir. À popu- Ferreira de Lemos (Herdeiros), e pático patrício e amigo, à quem apre»
tigo 5º da Lei nº 2.030, de 22 de

leção, em constante aumento, luta Joaguim Anacleto Pedrusa de Áze- sentamcs as nossas malkio sinceras
com falta de casas, especialmente vedo (Herdeiros), visto os citados Junho de 1948», felicitações. Está presentemente na
as classes trabalhadoras, para as proprietários, apesar de demoradas E bom ir arquivando estes do- Scrtã, efectuando-se a saa posse no
quais é urgente a construção de e insistentes solicitações, se have-

dia 1.º de Outabro.
um bairro económico», rem recusado a qualquer solução 1. ecumentos….