A Comarca da Sertã nº755 20-02-1951
A Comarca da Sertã
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30
Sertã, 20 de Fevereiro de 1951
Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)
Ano XV Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº755
A’carreira automóvel
de passageiros entre Cer-
-nache do Bonjardim e San- |
to António do Marmeleiro
a Cômara Municipal deu
* parecer favorável
Ná reunião dã Câmara Ma-.
– nicipal de 2 de Janeiro findo, joi
presente am ofício do Grémio dos
indastriais de Transportes em
| ndnicado o parecer da Cà-
mara acerca da conveniência da
carreira automóvel Je passagei-
“Tos entre Cernache do Bonjardim
“€ Santo António do Marmeleiro,
passando por Faleiros, Sertã e
Cumeáda (Craz), cuja concessão
ioi requerida pela Companhia de.
Viação de Sernache, com sede em
foja comanicar que:
pi Na pedindo para lhes |
( Bonjardim. A Cal
N.º 737 da sua publicação, o
No$ :
xcelente jornal «A Comarca
da Sertã», a propósito dos matos que .
haviam sido deitados no caminho:
manicipal que pai dos Calvos ao Oum:
teiro da Lagoa, pablicoa, sabordina-.
da ao título «O inconveniente dos |
matos nas ruas das povoações» ama |
criteriosa local que merece o maior
aplaaso.
Deitar mato nos caminhos que
atravessam as povoações e lhes dão
passagem, é usança velha, é hábito
chraizado de muitos sécalos atrás,
originado na abundância de matos
dessa época atrazada e na falta, posm
sível, de estrames, mas tem que rem
conhecer-se que esse apego ao velho |
costume não tem razão justilicativa |
para contindar nem oferece vantam |
“gem delensável, tem todos os inconm
-Ce, pois esse costume mantém-se |
– inálterável. São faetos constados por
pa Pinto a ã 8 grão fem GRÁFICA CELINDA, Lda. — SE RIÁ
ao exemplo que lhes legaram os an« –
‘ tepassados, não atendem à vida nos |
seas progressos nem à influência das
Dividiram-= |
próprias conveniências.
se em tempos idos as raas dos pon
– voados pelos donos dos prédios con»
finantes, iirmaram-se as divisões |
com marcos que determinam a ex
tensão da raa que a cada um perten»
mim € Irancamente visíveis.
A compreensão de terrenos ou
coisas do domínio público é quase
impossível, é lingaagem que não al. .
cançam.
O certo é que com a prática de
tão velho costame periga a saúde
pública dos caminhantes e periga
|. mais a sadde e a vida dos habitantes
dos povo: dos: que vivem em cuntacm
ERON PE RRH3 3 J4 OF 4 DE
séc ate
e MA
Em reunião da Câmara Mus
nicipal foi presente uma
proposta para reduzir o
“número de lâmpadas das
redes públicas
Na reunião da Câmara Manicipal,
de 16 de Janeiro, o vereador Antó-
nio Alves Lopes Manso apresentod
à seguinte proposta: «Atendendo a
que as redes da laz eléctrica de Sern
tã, Cernache do Bonjardim e Pedrós
gão Pequeno se alargaram de man
neira tal que foram colocadas main
tas lâmpadas que, a mea ver, não são
de utilidade pública, proponho que nas
referidas redes sejam apagadas, por
agora, 15º/,, até se perilicar se essa.
percentagem pode ser aumentada»;
Foi deliberado que este assanto
volte à próxima reanião.
N. da R. = Esta proposta é sevea
ramente criticada no artigo que pan
blicámos no número anterior sob a
epigraie «Ima proposta infeliz», da
“à é da máxima con- À venientes e não causa o menor bes | to com jentes focos malignos. o do é. dr. Flávio dos Reis e
veniência para a região. nelício. | foder mal, dizem superior» À flodra
EF a prática de am érro que sa | mente, são coisas que sempre
Eleição do Procurador da Câmara
— Numcipal é ao Concelho da Sertã ao Con-
Na reunião da Câmara na:
nicipal de 2 de Janeiro findo, o
presidente informou a Vereação
que a eleição do Procurador ao
Conselho Provincial, realizadana
reunião de verilicação de pode-
res dos vereadores efectivos da
– Câmara Manicipal para o qua-
driénio de 1951/1954, celebrada
em 5 de Dezembro do ano lindo,
deve ser dada sem eleito pelo
facto de, dela, ter saido eleito
o dr. Flavio dos Reis e Moura,
que presentemente não faz parte
da Câmara Manicipal, ao que se
opõe o art. 288.º do Código Ad-
ministrativo, que determina que
o procurador eleito deve perten-
cer ao Corpo Administrativo que
representa. Por tal motivo, foi
anulada aquela cleição c acto
contínuo procedea-se à sua re-
petição.
Realizada esta nos termos
legais, deu como resultado ter
sido eleito procarador ao Conse- |
lho Provincial, por cinco votos,
José Alves, casado, funcionário
colonial aposentado e proprietá-
rio, residente na sede da iregue-
sia do Cabeçado, deste concelho,
vereador sabstitato da Câmara
Nanicipal,
O estado miserável dalgumas
calçadas da Vila
Em sua reunião de 2 de Ja-
neiro áltimo, a Câmara Manici-
pal deliberou mandar proceder à
“reparação de algumas calçadas
desta Vila.
selo Provincial E
| disthe os esitantes dos lugares conm
vencidos de uma prática proveitosa,
erro de ignorância, volantário eques |.
rido por força do hábito c da falsa
convicção das conveniências, é não
há argamentos que demovam os inn
fractores dos seus propósitos, porque
um teimoso ineneio de cabeça acomm
panhado de despreocupado encolher
de ombros é resposta pronta e fácil.
E’ a força da tradição que não
envelhece nem perde velocidade na
movimentação serena dos espíritos
ce das coisas; eles andam aferrados
nd m mato na Tua ou sem
cer das consequência prejudiciais do
costame radicado pela influência hem
reditária dum passado remoto; tudo
baldado, nada consegai, esbarrci
sempre com a invencível resistência
dos meneios de cabeça que são tudo
e que nada dizem. São vontades in»
quebrantadas manifestas em gestos
(Conclui na 4.º Pa )
ã álgam do meu fraco. tam À. da
“tim, empreguei esforços, tentei dili«
gências e até exemplos para conven=
Interesses a Freguesias «Comarca
da Sertã
O msso Inquérito aos srs. presidentes das Juntas —Dapõe hoje o sr,
João Nunes, dg Palhais, concelho da Sertã
NH
O presidente da Junta de Fregae-
sia de Palhais, sr. João Nunes, mos-=
tra=se satisfeito por se lhe propor= |
cionar a ocasião de tornar públicos
os melhoramentos efectuados na saa
área nos áltimos anos é ao mesmo
tempo dizer o que se lhe oferece som
bre as maiores necessidades actuais
da população, esclarecendo que as
Jantas não têm descurado essas nem
cessidades, algumas das quais vêm
de longa deta € é muito possível que
“não se resolvam nos anos mais pró
ximos, já pelas dificaldades financei-
ras da própria Junta, já porque a
– Câmara Manicipal se encontra im-
possibilidade de ocorrer, nestes tem-
pos mais próximos, a despesas com
melhoramentos de grande vulto. Só
o auxílio directo do Estado poderia
dar solução rápida e conveniente às
grandes aspirações do povo da fre-
guesia de Palhais.
Pessoa competente no exercício
do sea cargo, para que em boa hora
ioi escolhido, trabalhador e sensato,
o sr. João Nunes faz o seu depoi-
mento com precisão e revelando o |
maior agrado pela iniciative da «Co»
marea».
Fazemos a primeira pergunta :
-‘— Que benefícios recebea a fregaca
. sta de Palhais nos áltimos anos ?
—hAté à data, os bencífcios prestam
dos pelo Estado Novo foram a escou .
la mista e o cemitério. Não têm sido
realizados outros melhoramentos.
—Pode o sr. Nanes apontar as
mais instantes necessidades da Irem
gaesia ?
—Ora essa! Necessita esta fre
guesia que a estrada que vai da Quin-
tá a Palhais, julgo que com destino
à freguesia da Fundada, do concelho
de Vila de Rei, se conclea ràpidam
mente; serla am grande e importan-
te melhoramento para a nossa fre=
guesia, pois que, além doutras ra=
zões ilacilmenie compreensíveis por
toda a gente, se poderia fazer uma
bilareação que, seguindo pela Cumias
(Conclasão na 3.º pág.)
A ligação da Sertã
— &Vila de Rel
No reunião da Câmera. Mini
cipal de 16 de Janeiro, foi apre
sentada, pelo vereador António Al=
ves Lopes Manso, a seguinte pro-
posta: «Tendo este concelho uma
velha aspiração de ser ligado por
estrada a Vila de Rei, sabendo-se
que o projecto da Junceira a Vila.
de Rei está concluido, integrado
na estrada n.º 2, proponho que es-
ta Cámara oficie à de Vila de Rei
para conjuntamente se avistas.
rem com S. Ex“ os srs, ministro
das Obras Públicas e Governador
Civil para que essa ligação seja
feita com a maior urgência».
A Câmara deliberou oficiar &
Câmara Municipal de Vila de Rei
neste sentido,
“Postais da Sertã
dia nova e interessante colecção,
à venda na Gráfica Celinda.
Subsídios ordinários de coopera-
ção concedidos a instituições
particulares de assistência
Mais de 32 mil contos conces
| deu o Ministério do Interior, atras
vés da Direeção Geral de Assis-
| tência, à instituições particulares
“de assistência, como subsídios –
ordinários de cooperação, no cor-
rente ano, cabendo: à Misericór-
| dia da Sertã, 40 contos; à de
‘* Oleiros, 20; à de Alvaro, 16: à de
Pedrógão Pequeno, 145 às de
| Proença- -a-Nova e Vila de Rei,8 à
| cada; à de Sobreira Formosa, Er
‘ ao Albergue Beato Nuno, de Cer-
nache do Bonjardim, 12: € ao Al-
* bergae dos Inválidos da Sertã, 4
A Comarca da Sertã
Reunião de 19 de Dezembro
(Conelusão do n.º 753)
— Foi deliberado por unanimidade:
a) Tendo sido apresentado pelo presi-
dente o orçamento ordinário do Manícípio
para o próximo ano de 1951, foi deliberam
do aprová-lo provisôriamente, devendo ser
afixados em todas as ireguesias do concen
lho os editais a que se refere o at.” 684º
do €. A.
b) Foram presentes sete processos de
reclamação contenciosa contra a liquida-
ção do imposto de prestação de trabalho,
do corrente ano, que haviam sido deierim
dos, razão por que a Câmara tomou com
nhecimento e deliberou autorizar o prom
cessâmento dos competentes títulos de anum
lação na importância total de 577500.
e) Mandar consertar o pontão da Ser-
ra sobre o ribeiro da Codeceira.
d) Foi presente um requerimento dix
rigido ao engenheiro director dos Servim
ços de Viação, em que José Antanes Jânior
e Irmão, com sede na Macieira, iregaesia
do Troviscal, solicitava autorização para
transferir da sede daquela ireguaesia para
a praça da Vila da Sertã o seu automóvel
ligeiro de aluguer, para transporte de pas»
sageiros, com o pedido de iniormação, pes
ta Câmara: em virtude de se reconhecer
que os carros deste género que lazem pra»
ta na Sertã são já em número saliciente
“para as necessidades do páblico e atendens
do a que jicaria a freguesia do Troviscal
sem nenhum, joi deliberado não iniormar
favoravelmente o referido documento por
não ser de aconselhar a transierência.
e) Pelo presidente ioi apresentado o
orçamento segundo suplementar ao do corm.
rente ano, cuja receita monta a 112.855460,
sendo de igual importância a despesa. Es=
te orçamento que foi aprovaqgo provisôrian
mente em reunião de 5 do corrente, esteve
“patente ao público durante o prazo de oito
dias, o que foi ananciado por meio de edin
tais. A Câmara depois de ter examinado
convenientemente este orçamento e de ser
iniormada de que não tinha havido qual«
quer reclamação, deliberou, por ananimim
dade, aprová-lo delinitivamente.
f) Nomear para a Comissão Permas
nente de Avaliação para O próximo ano de
1931, Os seguintes vogais: para a Comissão
referida no decreto 37.021-—lei do inquilin
nato—e Predial Urbana, João Nanes e Sil-
va, solteiro, proprietário, residente na
Sertã e para a Predial Rústica, Joaquim
António Dinis, casado, proprietário, de Can
sais, freguesia do Castelo.
9) Mandar alixar editais ananciando o
pagamento do imposto de consumo reiex
rente ao 1.º trimestre do ano próximo.
h) Insistir pela comparticipação para
a obra denominada «Construção da E. M.
do ramal da E. N. n.º 59-2.º pelo Pampilhal
e Almegue à E. N. n.º 12-12, lanço do ram
mal da É. N. n.º 59-2º ao Pampilhal, iren
guesia de Cernache do Bonjardim.
Reunião extraordinária de 30 da
Dezembro
Compareceram o presidente, dr. Antó-
nio Peixoto Corrêa e os vereadores Antós
mio Lopes, José António Farinha e António
Coelho Guimarães, faltando, por motivo
justilicado, o vereador Adelino Lourenço.
Farinha.
—Foi de novo presente, pelo presiden=
te, o orçamento ordinário da Câmara Max
nicipal para o próximo ano de 1951,0 qual
se encontrou exposto ao páblico durante o
“prazo de oito dias, como determina 6 art.º
684º do C. A. o que joi tornado conhecido
por meio de editais alixados nos lugares
“públicos e do costume de todas as iregue-
sias e que havia sido já aprovado provisôn
riamente na reanião de 19 do corrente.
A receita deste orçamento monta a
1.996.052840, sendo de igual importância a
despesa. A Vereação foi iniormada pelo
presidente de que não tinham sido apres
sentadas quaisquer reclamações a este dom
eumento e elucidada acerca da situação
financeira do Manieípio. Deliberado aprox
var delinitivamente o presente orçamento
para todos os efeitos legais.
—Presentes as propostas para avença
do imposto de consumo, apresentadas pen
los interessados, para o próximo ano, Des
liberado aprovárlias.
Reunião de 2 de Janalro
Compareceram o presidente, dr. An-
tónio Peixoto Corrêa e os vereadores An
tónio Alves Lopes Manso, António da Silva
Lourenço, António Coelho Guimarães e
Lúcio Edmundo Graça. |
—Presente um oiício da Câmara Mani-
cipal de Ferreira do Zêzere, informando
que lhe parece urgente a resolução do
problema da passagem em barcas na album
feira do Castelo de Bode, pois que se verin
iica existir grande perigo no facto detais
travessias continuarem a ser jeitas em pe»
“apresentando – constantes
quenos bareos existentes, em virtude da
grande ondulação que frequentemente agi»
ta. as águas. Mais comunica que no caso
da Câmara da Sertã concordar, remeterá
uma cópia da minata do contrato de arren
matação de passagens entire aquele concen
lho e este. Deliberado comunicar que ser
rá conveniente enviar uma cópia da minum
ta do contrato referido afim de ser esm
tudado.
—QOutro do Centro de Assistência Som
cial de Cernache do Bonjardim, iniorman-
do que caba de ser dotado com alguma mo»
derna aparelhagem de eletrosmedicina
(raios inira-vermelhos, raios ultramvioletas
e diatermia) que certamente virá prestar,
não apenas na zona de influência daquele
Centro, mas a grande parte do concelho,
inestimáveis benelícios. Por tal motivo pe-
de autorização para realizar provisória»
mente a instalação eléctrica necessária e
ainda para que seja consentida aquele Cen
tro uma tariia especial para a energia con»
sumida, de modo a permitir o funcionamens»
to económico da instalação. Deliberado en=
carregar o vereador Lúcio Graça de estas
dar este assunto e submetê-o depois à
apreciação da Câmara.
— Quatro do presidente da J. F. do Car-
valhal, comanicando que a solicitação da
“regente do posto escolar da sede de ires
guesia se desloceu ao mesmo, tendo verin
ficado que para uma irequência de 55
crianças apenas existem cinco carteiras
que comportam 15 crianças, que não tem
secretária nem cadeira para a regente, fal
tando, ainda, balança e mapase que 0 quan
dro é composto apenas por umas simples
tábuas. Pede que dentro das possibilidades,
a Câmara procure suprir estas faltas que
muito estão a prejudicar o ensino das
crianças. Deliberado iornecer cinco car
teiras.
— Qatro do engenheiro chefe da Repar-
tição de Estados de Urbanização, já pres
sente às reuniões de 5 e 19 de Dezembro
findo, no qual são solicitados os pareceres
sobre o anteplano de urbanização desta Vi-
la. À Câmara ioi informada de que o ar=
quitecto, autor do anteplano, ainda não tim
nha devolvido as reclamações que lhe har-
viam sido enviadas e que lhe foram solici=
tadas por olício de 7 do mês lindo, pelo que
deliberou que fosse de novo oficiado âque-
le arquitecto a insistir pela devolução das
mesmas e que se comunicasse ao engenhei-
ro cnefe da Repartição de Estados de Ur»
banização esta nova diligência junto do
autor do plano.
“ —Presente uma circular do Governo
Civil, recomendando o assanto reierido na
circular da J. N. P. P., que trarscreve, som
bre a limitação das matanças de gado bon
“vino. A Câmara foi informada de que já ioi
dado conhecimento deste assanto ao veten
rinário manicipal. a
—Presente uma carta da Companhia de
Viação de Sernache, pedindo para que ser
jam pedidas providências à Companhia
Eléctrica das Beiras no sentido de deixas
rem de se verificar as deficiências que, com
frequência, se notam na energia eléctrica
que fornece, pois verificam que à corrente
não se mantém regular nem uniiorme,
intermitências.
Deliberado transcrever esta carta à reles
rida Companhia e pedindo-lhe ao mesmo
tempo providências no sentido destas deli=
ciências serem suprimidas. É
—OQutra da Hidro-Eléctrica do Zêzere,
comunicando que já estó concluido o camin
nho acordado em 50 de Outubro último ens
tre a Câmara, os interessados e aquela
Companhia, relerente a exposição que
acompanhou o ofício n.º 1.008/50. Deliberas
do levar este assunto à apreciaçãos dos
povos interessados.
—Deliberado por unanimidade :
a) Proceder à distribuição de pelouros,
de conformidade com o disposto no art.
s8.º do C. A.: Secretaria, Tesouraria e Pos
lícia, à Presidência; Assistência, Fomento
e Obras, aos vereadores António Alves Lo-
pes Manso e António da Silva Lourenço,
indistintamente; Urbanizaçõo, Caltara e Ta-
rismo, ao vereador António Coelho Guima-
rães; Saúde Pública, ao vereador Lácio
Edmando Graça. e.
b) Manter para o corrente ano de 1951
os dias das primeiras e terceiras terças»
feiras de cada mês para as reuniões ordi=
nárias da Câmara, as quais se iniciarão às
1a horas.
c) Mandar proceder à sabstitaição dos
condutores eléctricos que abastecem O
consumidor Luís Lopes Faustino, desta Vi»
la, de harmonia com a deliberação tomada
em reunião de 7 de Novembro do ano lin-
do, com a qual concordou O engenheiro
electrotécnico, consultor da Câmara.
Tintas para canetas de tin-.
ta permanente
Skrip,Quink,Parker 51, Parker Quink
“Cisne Real Carter’s, Saniord’s e Nym- |
en,
pha, azul fixo e azul escuro.
dem=se na Gráfica Celinda, Ld.º
Sertã
[7 o
Vai a Lisboa?
Prefira a CENTRAL DA BAIXA
RESTAURANTE — PASTELARIA — SALÃO DE GHÁ
“94 Rua do Quro 98
Telef. 20280 Gerencia 26674
LISBOA
Variedades…
Cova
Semana do mandrião
No domingo nada faço
— porque sou fiel cristão.
Aa segunda, porque abraço
— da preguiça a profissão.
Na terça porque o cansaço
— me obriga a ser mandrião.
Na quarta não dou um passo
— porque temo dá-lo em vão.
Na quinta porque adoeço
— com medo de trabalhar.
Na sexta porque padeço
— duma afecção pulmonar,
Sábado porque reconheço
— —que é preciso descansar !
Teoria de preto…
— Para que fez Deus a noite
e eo dia?
— Deus fazer a noite para pre-
é to dormi,
e fazer o dia para preto des-
– cancça !…
Numa exposição de pintura:
O visitante :–Como este quado
está realista! Até me faz crescer
água na boca…
O artista: Como ? Um pôr de
sol faz crescer água na boca ?
O visitante: 4h! Queira des-
culpar, Pensava que era um ovo
feito Liss
Uma proposta para que
prossigam es trabalhos de
exploração das minas de
“água que abastecem a Ser-
tê foi apresentada na reu-
nião de 16 de Janeiro
Na última reunião da Câmara
Municipal, em tô de Janeiro, o ve-
reador António Alves Lopes Man-
so apresentou a seguinte proposta:
aTendo-se verificado que as minas
que fornecem a água para a Ser-
tã tiveram de ser fechadas no meio
de Dezembro do ano que findou
por se verificar que a água era in-
suficiente, proponho que esta Cá-
mera empregue já todos os esfor-
ços ao seu alcance para que os tra-
balhos prossigam para se evitar a .
falta de água nos meses de Verão».
A Câmara deliberou oficiar ao
engenheiro de minas, que Ulima-
mente visitou este concelho, para
apressar o seu parecer áâcerca des-
te problema.
AGENDA
-—-Vimos na Sertã, de passagem para as
Termas de Moniortinho, o sr. Felizardo Lo»
pes Bernardino, de Lisboa.
—Rcompanhado de sua esposa e Íilha,
esteve na Sertã osr. Joaquim Rodrigues
Manta, de Gouveia.
— Encontram-se: na Sertã, o sr. Ernesto
E. de Carvalho Leitão, esposa e lilha e, no
Picoto, o sr. Orlando da Costa e Silva, de
Lisboa.
«Os Nossos Filhos»
«O MUNDO Ri»
Duas revistas de grande interesse,
à venda na Grúlica Celinda.
– Co esmerado.
e ..
Arcadia
– O Dancing n.º | da capital
APRESENTA:
Um grandioso programa
| de
atracções selecionadas.
– Másica constante por duas
dinâmicas |
ORQUESTRAS
de riimo moderno.
Não licará conhecendo LISBOA
quem ali ior e não visite o
ARCÁDIA
Termas de Monfortinho
Aberta de 5 de Março a 10
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Maravilhosos na cara de doen-
ças da pele, lígado, rins e in-
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da Gráfica Celinda, L.d*. Preço 6800
ANUNCIO
1.º pablicação)
Pelo Jaízo de Direito desta comar-
ca, 2.º Secção, correm éditos de trin«
ta dias, contados da seganda e álti-
ma publicação deste anúncio, notifi=
cando no processo de herança joeen=
te por falecimento de João António, |
solteiro, maior, morador que foi em .
Vila de Rei, os erêdores incertos dam
quele falecido, a lim de virem recla-
mar OS seus eréditos no prazo de dez
dias, a contar do termo dos éditos.
Sertã, 14 de Fevereiro de 1951
Verifiquei
O Juiz de Direito, 1.º Sabstituto,
Carlos Martins
O Chefe da 2.º Secção de Processos, .
Armando Antônio da Silva
A Comarca da Sertã
did RBS a A espa E
DD =
DE 0 am — “ii ASP
À grave crise
do papel que afecta a im-
prensa cria aos jornais da
província uma delicada
situação
e nosso jornal pablicoa, ainda rem
centemente, telegramas que rem.
feriam o aumento do custo dos jor=
nais brasileiros. que a exemplo do
aumento soirido por quase todos os ,
diários estrangeiros, passaram a cas=
tar um cruzeiro; e um outro em que
se noticiava a redução do námero de
páginas dos diários ingleses.
“A considerada agencia «France
Press» acaba também de distribu r
aum telegrama emanado de Noma em
que informa ter a Federação Nacion
nal da Imprensa Italiana publicado
um comanicado pondo em foto a
grave crise do papel, e consideran-
do que não estando as fábrica de pan
pel italianas em condições de satisfa-
zerem as necessidades da Imprensa
Nacional, reelama e solicita ao Gon
perno que facilite a entrada de papel
estrangeiro, seja qual for a sua ori
gem.
(Im outro telegrama, este agora
enviado de Paris, reiere que o papel
em França aumentou 26 por cento
desde 1 de Janeiro, aumento que, inn
lorma, se iria repercatir no preço
dos jornais diários, e outros periódi-
cos, que em vários Departamentos
já custam 12 francos.
A crise da falta de papel de jorn
nal que se reilectia entre nós, pelo
aumento do sea custo, de um escudo
em quilo para o papel do tipo que
estamos atilizando, veio também criar
aos jornais diários da província, €
de uma maneira geral a toda a pen
quena imprensa —-na qual honrosas
mente nos consideramos integrados
—sérios e agudos problemas a jun»
tar aos já existentes. Tal qual como
nós, sabemos que os nossos estima- .
«Diário do:
dos colegas de Braga,
Minho» e «Correio do Minho», lutam
igualmente com o agravamento de
uma situação que merece e deve ser
ponderada saperiormente, aprecianm
dyma em bas’s maito dilerentes dam
quelas que nos colocam quase a par
dos diários de Lisboa e Porto, com
recursos, possibilidades, e meios de:
deiesa, incomparávelmente suaperion
res aos da província.
O aumento constante dos encarm
gos que nos últimos meses se acen»
taoa, e sobretada o aludido aumento
do casto do papel que, quanto a nós,
como já tornámos páblico, nos som
brecarregoa com um acréscimo de
despesas de cerca de 50 contos
anuais, leva-nos a chamar para a sin
tuação que se está a criar a atenção
do (CGioverno, e maito em especial a
dos senhores ministros da Economia
e das Corporações, certament: inte
ressados na vida e manatenção da
imprensa da província, a qu ma Nan
ção deve inestimáveis serviços que é
de justiça reconhecer. .
(Do «Diário de Coimbra»)
Sapataria Brasil
Se for a Lisboa visite esta Sa-
pataria e veja a arte, o bom gos-
to, a solidez e elegância, obra doa
artistas portugueses, os melhores
do mando nesta indástria.
R, da Madalena 208-212 LISBOA
Telefone 30206
DA, ALBERTO RIBEIRO GUELHO
Doenças da boca e das dentes
Consultas todos os sábados na
SERTA — RB. Manuel Joaquim Nunes
Interesses das Freguesias |
A Comarca da Sertã =
da Comarca da Sertã
(Conclusão da 1.º pág.)
da ou atravessando a iregucsia deste
nome, poderia ir ligar à E. N.2 a
Santana ou à de Marmeleiro; assim,
já poderíamos vir a ter ama carrel»
ra que apanhando Marmeleiro, Cu-
miada ou Santana, viria até aqui, a
Palhais.
— Tinha, assim, a freguesia de Pau
lhais resolvido o problema dos trans=
DORES.
— E assim mesmo-—interrompe o
sr. Nunes—; ficava satisicita uma das
maiores aspirações da Iregaesia de
Palhais, quer com proveito pessoal,
quer com a alta finalidade de auxi-
ltar O nosso comércio ce agricaltara.
-—E no fregacsia de Palhais, dada
a orogradia do terreno, não deverá
ser maito dispendiosa a construção
duma boa estrada, não é verdade?
—Também sou dessa opinião. A
terraplenagem daqui à Cumiada era
de pouco dispêndio, pois não tem
grandes cortes e não há obras de
arte, a não ser pequenos aquedatos
e em reduzido número; desta obra
“Joi feito am projecto há bastantes
anos, mas que nunca teve andamens=
to. Se esta obra se realizasse, seria
uma grande alegria para este povo,
que de tão boa vontade paga as con-=
tribaições e impostos; seria aina ale-
gria, repito, porque se estabeleceria
a facilidade de transportes que hoje
não existe. Além disso é preeiso ver
que, da Sertã, sede do concelho, cs.
tamos apenas a 17 quilómetros. Com
as constrações que indico, poder-nos-
farnos considerar bem servidos. A
constração da estrada da Quintã a
Palhais, a que aladi no princípio des-
te inquérito, proporcionava também
a instalação dum posto médico, de
que o povo da iregucsia carece em
“absolato, pois que as deslocações de
qualgaer ponto da freguesia à Sertã
ou a Cernache do Banjardim são
actualmente difíceis, morosas e dis»
pendiosas e tornam-se angastiosas
nos casos de gravidade ou doença
súbita; é um caso que merece a maior
atenção das entidades superiores e
para as quais apelo com o coração
nas mãos e com a certeza de que a
iregauesia virá a receber, em data não
longínqua, este benefício, tanto mais
que a protecção da saúde das popa-
lações rurais não é hoje, graças a
Deas, ama atopia como neutros tem=
pos. 5: essa assistência Tosse pres=
tada regularmente por um médico de
Cernache, ele, afinal, só teria que
percorrer, entre ida e volta, 16 qui
lómetros, o que é aum simples pes
seio… Sinto dizer que esta Iregae-
sta tem sido das mais esquecidas de
todos os tempos e é talvez a única
que não tem ama estrada e nem sem
quer ama só fonte digna deste nome;
o que há são as tais fontes de cha-
lardo, onde se mergalham os cânta-
ros, para onde correm imandícies de
toda a espécie, por consegainte, sem
Obedecerem aos mais simples requi-
sitos de higiene!
—E não há outros problemas de
importância a resolver na saa frex
guesia ?
—Já citei tudo o que considero de
mais importante; mas o problema
n.º 1, que julgo de maior magnitade
ca que já me reicrí, é a conclusão
da estrada da Quintã à ribeira da
Sertã e dali, que sc chama Porto dos
Cavalos, à sede da tregacsia, segain-
do depois para a Camiada a ligar à
E Mn 2
—sSobre comércio e indústria ?
—hHá algumas casas de comércio
e uma moagem de farinhas. A ex«
portação cireunscreve-se a resina,
azeite, madeiras e carvão e tudo se- |
– maiores dispêndios.
ria mais bem pago se houvesse esu
tradas, O quê determinaria a criação
de mceios de transporte adequados.
Os poucos veículos que existem têm
dilicaldades em movimentar-se com
-a celeridade precisa e nem podem
saportar a carga máxima pelo risco
“de constantes avarias; pois se os can
minhos para pouco mais servem do
que para OS carros de bois… Quen-
ro também lembrar que o edifício esm
colar precisa de uma grande reparam
ção, como igualmente o cemitério,
pois, de contrário, am é outro estam
rão, dentro em breve, em estado de
completa raína, o que implicará
longo como no Trízio existem postos
escolares com bastante frequência.
dotas históricas
«Palhais é das ireguesias mais antigas
do concelho, parecenio que deve ter sido
criada em 1535 0a pouco depois. Oslivros
Je Regisios de Haptismos da Sertã, respei-
tantes ao século XVI, podiam esclarecer»
nos sulicientemente sobre a criação desta
e das ouiras Ireguesias, mas já não existem
ou estão em punto inacessível. O certo é
que a freguesia já funcionava em 1642, pex
lo menos, pois já neste ano se fizeram ne-
la baptismos como consta dos Ir agmentos
dam livro de assentos que ainda se encon-
tram em poder do actual pároco». (1930).
«Em 1706 já existiam na freguesia as
copelas de N. S. da Nazaré, no Casal, antim
gamente chamado Casal do Bequino, e a
de S. Pedro do lugar do Trízio, cajo cape-
lão era pago desue 1772 pela Fazenda do
Priocado do Crato».
«A primeira escola primária já existla
em 1868, mas à» Câmara da Sertã em 1887
exigiu para O provimento que a junia de
paróquia arranjasse casa conveniente, O
que so Joi Íossivel em 188), pelo que só em
11 de Lezembro deste áiimo ano foi posta
a concarso. À do sexo ieminino data de
2u de Agusto de 1919».
(D«A Sertã e o seu Concelho»,
de P. António Lourenço Farinha).
Segundo o Censo de 1940, à freguesia
de Palhais conta 280 fogos e 1.(72 habitan-
tes, assim distribuidos: Atalaia, 29 e 124:
Cardal Grande, 22 e 197; Cardal Pequeno,
11 e 40; Casal, 9 e 51; Casalinho, 13 e 65;
Ereira, 18 e 74; Lameira dos Reis, 0 e 29;
Orgueira, 10 e 50; Kolã, 32: e 123; jira, 27
e 97; Trísio, 40 e 169; Valongo, 25 é 118;
isolados e dispersos, 5 e 45. ;
Tira é a sede de Ireguesia.
DOENTES
Passou bastante incomodada de
saúde, mas, felizmente, está em via
de restabelecimento a esposa do nos=
so estimado assinante sr, Mário Menn
des de Oliveira, do Peso,
—Tem experimentado apreciáveis
melhoras nos áltimos dias o sr. An»
gelo Lopes, desta Vila, cujo estado
se chegoa à considerar de certa gram
vidade; permanece ainda em tratam
mento nos hospitais da Universidade
de Coimbra.
—Tem estado doente, em Lisboa,
a sr? D. Nazaré Loarenço Paulo,
esposa do sr. José Paulo,
– O restabelecimento rápido dos
doentes é o que sinceramente desen
jamos,
Necrologia
“Na notícia do falecimento da sr. D. Max
: ria da Nazaré Duarte, do Cardal (Palhais),
publicada no n.º 752, de 5 do corrente
-omitiram-se, por diliciência de informa
ção, os nomes da filha da extinta, sr.º D
| Cecília Duarte, daquela povoação e dos
“netos sr? D. Maria José de Brito Daar=
te Godinho, esposa do sr. José Franeisco
Godinho, de Nampula (África Orlental)
sr. Álvaro de Brito Duarte, de Coimbra.
Tanto no Vau
“fressado, à sed
À seção de benemerência
“fosr, Júlio Martins,
da Foz da Sertã
A Câmara Municipal, em súá réti=
nião de 16 de Janeiro, tomou conhes |
cimento duma carta do sr. Júlio Mare
tins, natural do lagar da Foz da Ser«
tã e residente em Lisboa, em que in»
forma estar disposto a Ccontribair
com a importância necessária pára
“que naquela povoação se constraa
imediatamente um edilício destinado
a escola ou a posto escolar, que sabs=
titua o que ficou debaixo da albalei=
ra da barragem do Castelo do Bode,
“para evitar que à popalação escolar
da área deixe de receber ensino od
tenha de deslocar-se a grande dis-
tância para aprender a ler. O máte»
rial escolar existe já, pois tinha sido
há tempo oferecido por aquele sr,
para o posto que deixoda d: iancios
nar. Mais informa que tem terrenos
bem localizados para o eleito, que
olerece gratuitamente, pelo que a
Câmara não terá que fazer qual=
quer despesa, pois tomará, o intem
7 cargo à pare
que lhe competiria na construção e
instalação da escola, bastando, para
tanto, que o Estado comparticipe a
obra em referência. Esclarece que
esta oferta não envolve qualquer pes
dido, preierência ou condição quan»
to a localização da escola ou preen=
chimento do lagar d: proiessor, mas
apenas para que a construção se cons
clua ou pelo menos se inicie no cor
rente ano.
Deliberou a Câmara que o st, Jás
lio Martins apresente o projecto comum
petente, É
Regozijâmo=nos com mais este
acto de extrema bondade do sr, Jálio
Martins pelas criancinhas da saa
“terra e da zona circanvizinha e apon-
tâmo-lo como exemplo a outras pese
soas que em igualdade de circunsa.
tâncias o poderiam seguir. A oferta
é daquelas que, honrando quem a fez,
prova haver pessoas para as quais
a lelicidade doutrem constitai ama
das mais belas facetas do seu espíri-=
to generoso e€ filantrópico.
Bem haja o sr. Júlio Martins pes
lo muito que tem feito e, decerto, con-
tinuará a fazer pelo bom nome é
prestígio não só da terra pequenina
em que nasceu mas de todo o eonceu
lho da Sertã, que se ufana de o ter
como filho.
Contra O reumatismo há agora am
remédio que
parece ser de extraordinária elicácia.
Designa=se pelas letras A. C,T. H.
e veio de avião, da Dinamarca, a
primeira remessa para Portagal no
dia 16 do corrente.
Fenniaç log! Estão vagos:
Escolas Primárias. Istão vagos:
sexo masculino na sede do concelho
de Oleiros e outro em Pedrógão Pe-
– Queno, cencelho da Sertã; e um do
Sexo feminino na sede do concelho
de Proença-a-Nova, dos quais foi
aberto o respectivo concurso,
Instalação de lagaras de azeita :
“O sr. subsecretário de Estado da
Agricaltura assinoa um despacho esw
tabelecendo as condições de higiene,
salabridade e segarança a que devem
obedecer as instalações de lagares
de azeite, em todo o País, para sem
rem concedidos os respectivos al=
varás.
Duplicador «Gondel»
Novo, vende-se.
Aqui se diz,
A Comarca da Sertã
SALUBRIDADE
(Conclusão da 1.º página)
de enfado, expressando, quando mai-
to, em vozes lânguidas, compassadam .
mente, a razão simples do sea prom
cedimento. .
«nós… já cá encontrámos isto
assim…»
Assim se amarram às tábuas das
saas considerações e dali só uma
medida violenta osarrancará. A me=
«lida veio, é lei do país e é lei para
ser cumprida. A acertada medida
“imposta pelo governo não é para ser
“estancada pôr manejos de tolerância
nem por complacências de lavor. A lei
é para ser cumprida e é igaal para
“todos.
Segando reiere a invocada local,
a que me reporto, «os depositários
dos matos no caminho manicipal dos
“Calvos ao Outeiro da Lagoa foram
notificados a retirá=ios no mais car=
to espaço: de tempo… por virtude de
o Sabdelegado de Saúde haver inior=
mado gue a sua permanência ali
infringe as disposições legais.
Esta é a razão da informação
– cujo zelo aplaudo sem reservas, mas
estranho, e quase não compreendo,
que a Ex.”2 Câmara do mea concem
lho de origem precise que lhe seja |
jembrado o imperativo das disposi=
ções legais do governo. Desconheço
os dizeres completos da informação
«ue determinou a resolução da Câm
“mara, mas se foi o reierido—e não
há razão para davidá-io–que motim
vou a tiragem dos matos das ruas
«dos Calvos e do Outeiro, com iranca
sinceridade digo que a informação
era desnecessária, porque a lei não
deve ser ignorada nem a saa ignom
rância aproveita. Se com o motivo
citado foi invocado também o moti-
vo da salubridade páblica, que é, sem
dúvida, da inteira competência da
delegação de saúde, estão de para-
pens os habitantes dos Calvos e do
Oateiro por terem o privilégio da dem
fesa -da sua saúde assegurado com
inexcedível zelo; a salubridade não
deve ser exclusiva, os habitantes dos
casais que tém macadame de mato
também carecem da medida posta
-em prática com tão eloquente cuidam
do. Também eles merecem ser prin
pilegiados qualquer que tenha sido o
motivo bastante para provocar à dem
cisão camarária; a Câmara é que
não devia precisar—e não precisa —
que fhe ponham diante dos olhos
ma informação que pode ser tida à
conta de censura. E
Eu : E :
O que é digno de ser considerado
é o estado em que ficarão os cami»
nhos abertos entre o casario das pon
voações quando deles se retire o
mato.
Deveria fazer=se o seu levantam
— mento, em cada casal, e, segundo
fosse possível, proceder-se à reparan
ção dos pavimentos em ordem a não
impedir nem dificaltar o trânsito. A
Câmara tem uma receita destinada
a esse fim, é o legal imposto de tram
balho que os contribuintes pagam de
má vontade porque o não vêem aplim
cado no arranjo dos caminhos por
onde se servem,
Qualquer imposto, em regra, é anm
tipático ao público que o paga, e no
nosso meio rural o imposto de tram
balho é considerado com má vontam
de e até com aversão porque O conm
tribuinte não goza da sua atilidade,
pisa os caminhos que ele arranja e
não aqueles que deviam arranjar=
lhe, pelo menos em grande parte dos
casos. O imposto de trabalho é abor=
recido e às vezes escandaliza e isso
mais exige de cuidados nas operações
do imposto. Nas operações de lan
camento dos impostos deve procen
der=se em ordem a que as colectas
se não forem aceites com aplauso,
Sejam toleradas com benevolência.
O imposto pode tornar-se simpático
ou, pelo menos, pode não ser consin
derado com hostilidade, e para isso
contribae, antes de mais, o procedim
mento dos funcionários que têm a seu
cargo as operações do lançamento e.
todas as demais até ao momento da
entrega dos conhecimentos ào tesoum
reiro. –
A cobrança à boca do cofre rára-
mente poderá causar sobr. ssáltos e
embaraços ao contribainte desde que
as operações sejam previamente exem
cutadas com a consciência certa de
se cumprir am dever meticuloso, mas
nem sempre assim sacede.
, Aconteceu-me no ano transacto
ter sido colectado em duplicado pre-
cisamente com este imposto manici-
pal sem a menor caasa jastificativa
da daplicação. Numa colecta foi=«me
atribuida a residéncia de Lisboa, que
é a única que tenho, e na outra foi»
me atribuida residência no Casali=
nho, freguesia da Scrtã. Qual o elem
mento base pára me ser dada resix=
dência no lugar do Casalinho?: Não
o conheço, nem deve existir. A dax
plicação não tem justificação e deve
ser invencionice ou destrambelha-
mento, propósito malévolo ou dism
tracção culposa. Seja qual for, é
causa de um erro que mal dispõe o
contribuinte e pode levá-lo a fazer .
despesas que não devem ser da sua
responsabilidade.
– Estas ocorrências indesejáveis,
estas peripécias indiseiplinadas, são
reconhecíveis à vista desarmada no
espelho refletor dos processos disci=
plinares.
Outrora, e não há muitos anos
ainda, as Secções de Finanças tam-s
bém cometiam aígumas falhas e tim
nham assomos de arrogância assas-=
tadiça que deixavam intranqailos os
contribuintes que se atreviam a pem
dir o favor de ama explicação. –
Reclame, se quiser. Era a res-
posta habitual e geral. O páblico
queixava-se com razão, € o governo
sem bravatas, sem ostentações rai=
dosas, sem vexames comprometedo-
res, fez das Secções de Finanças cenm
tros de competências, e dos funcioná-
rios fez caumpridores zelosos, obse-
quiadores amáveis, delicados e aten
ciosos, que atendem os contribuintes
com as boas maneiras que cativam,
e prestam os esclarecimentos com. a
lialdade e a sineeridade que deve
vincar a execução des serviços pá-
blicos. E” hoje assim, ninguém o dum
vide, É
Aos funcionários administrativos
compete seguir-lhes as pisadas no
alcance da mesma disciplina, proce-
-dendo com ponderação, não fazendo
O trabalho, que é de responsabilida=
de, no ar, ao acaso, € sem considem
ração pela sessoa do contribainte
quem quer que ele seja. E’ desta
mancira que poderá dizer-se que nos
serviços públicos há salabridade men»
tal e moral. o
O imposto de trabalho é déstina-
do a um fim excelente, é necessário
que esse fim se preencha distribain-
do parcelas do tributo aos diversos
povoados, para o tornar consideram
do e am bom auxiliar dos munfeipes
que pagam. Doutra sórte e com as :
operações do seu lançamento a troum
xe=moux”, tudo correrá ma! no azem
dume constante dos espíritos. Cam-
pre acs [ancionários não esquecerem
a salubridade mental e moral que
deve acompanhar a ectividade da
fanção, de contrário serão pertarbam
dores da boa ordem e tornar-se-ão
provocadores da insalubridade mom
ral que tortura, quantas vezes, 0 sos
sego e a tranquilidade dos contri=
buintes.
Ed
Também importa à salubridade
A Comarca de Sertã
páblica do nosso concelho a aprecia»
ção dos poços e poças que nas pos
voações têm o nome de fontes; no
verão são reservatórios de água esm
tagnada, no inverno são rrananciais
de todos os detritos que as enxarra»
das arrastam. O problema angastiom
so da água potável nos aglomerados
popalacionais exige ser tomado em
conta da maior consideração, basta
para avallar a sua magnitade ter pre-
sente que essas águas pôem em sé-
rio risco a saúde do público e a sua
vida, Não existem recomendações
possíveis para se conseguir ama pro-
lilaxia apropriada visto a ignorância
não descortinar os perigos. O prom
blema é de tal mancira grave que o
governo apesar da grande compres-
são das despesas que apontou na Lei
de Meios, no final do ano anterior. é
pediu para serem aprovadas pela
Assembleia Nacional, exceptuva com
nítida compreensão e elevado sentim
mento esse elemento primário indis- .
pensável à conservação da saúde.
Comprimiram-se despesas ao máx
ximo, pôs-se termo àquelas que dem
viam € podiam ser dispensadas, mas
foram deliberâmente, pensâdamente,
e imperiosamente mantidas as des=
pesas necessárias às pesquizas, explom
rações e abastecimentos de água às
popalações.
Esta medida, rigorosa e acertada,
dá a ideia de quanto o governo se
interessa pelo estado sanitário da
nação.
O exemplo não iratifica por cá.
O problema do abastecimento de
água em condições higiénicas e saltm
bres às populações rurais do nosso
concelho continaa para a maior par-
te dos povoados, sem solução, enem
tendências se manifestam em activi-
‘ dade para praticar a obra de miseri-
córdia de dar de beber a quem tem
sede. o
Eu não desejo praticar abasos,
mas se não abuso, peço com interes-
se à Delegação de Saúde um esforço
nesse sentido, que forneça à Ex.
Câmara um relatório circunstanciam
do dos casais do concelho que care-
cem de água, das condições dos seus
reservatórios e das possibilidades da
captação.
Será o primeiro grande passo, da»
do em frente, para se cuidar a sério
do problema momentoso que se im»
põe seja resolvido, tanto mais que
não lhe falta a boa vontade do go-
verno.
Poder-se-nta avaliar da realidade
e da sua gravidade num relatório
cmanado da autoridade competente.
Ele enquadra-se bem, parece-me, nos
assuntos de higiene que tantos cai-
dados inspira.
A’s vezes as coisas não se fazem
porque não existe o plano em que elas
devem assentar.
Por motivos de higiene é jasto
que acabem os bebedoiros infecceio-
sos. São notáveis as palavras proferir»
das com grande elóguência pelo Sr.
Dr. Abrea de Lacerda na sessão da
Assembleia Nacional e já transcritas
nas colunas do N.º 744 de «A Comars»
ca da Sertã».
«Melhorem-se as condições de sam
neamento, eliminem-se as fon=
tes de chafardo e. maitas vidas |
se poaparão…»
O relatório circunstanciado acer»
ca do estado das poças onde o pábli-
co se abastece da água que bebe, e que
nos lugares se designam improôpria-
mente por iontes, é importantíssimo,
necessário c urgente.
Se ele não é das atribuições da
delegação de saúde, será das atribai-
ções da autoridade administrativa or=
dená-lo a quem de direito; o relatón
rio facilitará as aspirações do goverm
no que na proposta de alteração à
Constituição dá ao n.º 3.º do art.º 6.º
à seguinte redacção, mostrando ciá-
ramente os seur propósitos:
«Zelar pela melhoria das condin
ções das classes sociais mais destas
vorecidas, procurando assegurar um
À acção ragionalista da «Gomar-
ca da Sertã» é posta em relevo
pelos habitantos do lugar da La-
meira da Lagoa, freguesia
do Gabsgudo
Uma comissão de habitantes da
Lameira da Lhgoa, freguesia do Ca-
beçudo, dirigida pelo nosso amigo é
conceituado comerciante em Lisboa,
sr. José António Martins, avistou-se
com o nosso director no dia 209 do
mês findo de Janciro para exteriorin
xar O sea sincero agradecimento pe-
la deiesa, na «Comarca», dos legiti-
mos interesses da povoação e, desi=
gnadamente, na reconstrução da fon=
te pública destraída pela aberjara da
estrada Nesperal-Catraia, entregan=
do-nos, para pablicar, a seguinte ex
posição, do mesmo teor da que foi
apresentada ao sr. presidente da Jan»
ta de Fregaesia do Cabecçado:
«Sr. director do jornal «A Cox
marca da Sertã»—Os moradores do
lugar da Lameira da Lagoa, um dos .
lugares mais modestos dos catorze
que prefazem a nossa freguesia, que
disse V., e muito bem, ser engeitado
dos podzres constitaidos, engeitado
não queremos nós dizer do nosso
lugar porque sabemos e vimos maix
to gratos perante V. agradecer os
pedidos constantes para benefício do
dito lagar; e se nada tem podido oa
querido lazer não é por culpa de V.
e por isso continuamos a contar com
a sua boa vontade, de modo a que a
nossa freguesia possa vir a ser con=
‘ Siderada filha legítima do concelho
da Sertã e que alguém que estiver no
lagar que V. dignamente scapa nos
taça verdadeira justiça quanto à fon
te, ao lavadodro e ao caminho e áin-
da quanto ao posto médico na sede
da nossa Iregacsia, pois quanto à
let todos os habitentes são ricos, em=.
bora algans, para pager a contr.bai-
ção da simples casa que habitam, te»
nham que andar a pedir esmola e
muitas vezes, para adquirir ama cai-
xa de injeeções ou receber tratamen=
to médico de maior valto, corram o
risco de ter que vender a modesta
casa e a pequena terra de cultura
que a rodeia: e se estiverem enter»
mos, vêem-se forçados a esportalar
cinquenta escudos para o mais val»
gar tratamento, quando, afinal, poa-
co mais ganham durante uma sema
na de atarado trabalho.
O caminho que serve o nosso tau
gar encontra-se intransitável; uma
pequena reparação está orçada em
dois mil escados e como a Jania só
pode contribuir com 600800, o resto
tem de se obter por subserição entre
aqueles que menos dele se atilizam,
mas dispócm-se a esse sacrifício pes
lo amor que de. icam à saa pequenim
na terra; lamentam clas que o im-
posto do braçal que pagam andaal-
mente não seja aplicado na repara-
ção que exige o mesmo caminho.
Graios pela atenção que V. tem diss
pensado às nossas jastas pretensões
c ainda pelo tempo que agora lhe to=
maram, sabscrevem-se, com a máx
xima considiração— Os moradores
do lugar da Lameira da Lagoa (Ca-
beçado)»..
Pensão Castela
Excelente comida e óptimos
quartos; asseio irrepreensível.
Rua do Sertório
sertã.
nível de vida compatível com a din
gnidade humana.»
Mostre-se interesse e empenho em
zelar pela vida do povo necessitado,
assim O quer O governo e assim o
manda o imperativo máximo da lei
e à conseiência. Não scrá lavor, é
dever.
Lisboa, 1-2-51.
A. Runes e Silva




