A Comarca da Sertã nº753 10-02-1951
A Comarca da Sertã
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30
Sertã, 10 de Fevereiro de 1951
Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)
Ano XV Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº753
SERENAMENTE..
Os manieipes que por nataral curiosidade ou outra qualquer razão atraí-
| “dos à reunião conjunta da Câmara e do Conselho Manicipal, tperam
– ensejo ontem de acompanhar as alegações produzidas em torno das reelaman
“*-Sões ao ante-plano de arbanização da Vila de sertã. ficaram com duas cerm
– tezas reconiortantes, a saber: ama delas—a de que v i finalmente ser aprem
ciado o mesmo ante-pl no oa plano regalador com vista à sua conversão em
“plano definitivo, depois de aqui e além emenda to oú retocado; a outra=a
de que as aatoridades concelhias que, por dever de cargo «e natureza da [uns
ção, teem a obrigação insofismável e indeclinável de se pronanciar sobre ele
eetuo, lelizmente, já possaíidas do convencimento firme de que existe nesta.
Vila uma corrente de opinião-que não poderá ser mais ignorada nem
Esses munícipes mais anotaram
com satislação, que os porta- vazes
daqueles que gostariam de ver triann
fa:te o propósito de que se propuses-
Se sup ridrmeate a confecção ou
ciaboração dam novo ante-plano não
encontraram atmostera favorável na
dita reunião, antes pelo contrário
sentiram bem duro o peso da ar-
– gumentação irrefragável que lhes
* demonstrou, que não se pode an-
der a brincar aos planos de urba-
nização, com o consequente dispén=
dio de dinheiros páblicos € atraso
nos trabalhos conducentes ão desi=
deratum final–só para atender rem
clamações através das quais se de-
monstra am solene desprendimento
pelos justos anseios do aglomerado
utbano, que é a sede de tão vastos
coscelho e comarca como o da:
Sertã.
Ainda bem que assim foi, e todos
estaremos de parabens no fim e ao
cabo, —até aqueles que agora se mos=
tram tão renitentes, na defesa de seus
interesses particalares, em reconhe-
cer que erraram, —quando começar»
mos a colher os fratos da vitória
que se lhes arrebatod:—a questão
está em que firmemente se conti
nue a trilhar por este verdadeiro
e o único plausível caminho. E’
que, se de outro modo se procedesse,
haveria que des sperar de ver em
lutaro próximo a Sertã quebrar a ven
lha cintura de inibições que lhe tolhe
os passos em demanda de melhor
porvir, esta infernal muralha de pre-
conceitos e de sofismas que a traz
amarrada a um passado de rotinas
espessas como os nevoeiros cerram .
dos que escondem dos timoneiros os
verdadeiros rumos da navegação que
busca o porto dc salvamento…
Felicitêmo-nos, então, pela dispom
sição de ânimo con-tatada, mas não
descansemos, — aqueles que pugnamos
por arrancar a Sertã do enervante
marasmo em que ameaça estiolar=se
inglóriamente mercê de certos factom
res dilíceis de remover,–porque os
Velhos do Restelo não costumam
desarmar à primcira investila malo»
grada, e antes voltarão, talvez em pê-
zinhos de lá, por processos mais unn
tuosos, a tentar enlear os responsám
veis, acenandonlhes com imaginárias
visões e miragens caliginosas, à vol»
ta do estupende esiorço financeiro à
que não obrigaria a execução de sem
melhante empresa como a de reali=
zar as obras previstas em consem
quência da aprovação do plano de
urbanização, as quais pressupõem
expropriações valtuosas, demolições
de relíquias vencrandas em que se
crio a meninice de tão românticas
personagens,
“Por mim o digo, com rade since=
ridade: podem aqueles que ambicio-
nam ver a Sertã sacudir O jugo pe-
sado de mentalidades com mais teias
de aranha do que certas casas amca-
çadas de ser arrasadas pelo camarn
telo municipal, ficar certos de que es»
tarei atento a tais manobras e pron=
to, dentro dos meus modestíssimos
préstimos, a vibrar-lhes os golpes
precisos para que não vingaem seus
propósitos derrotistas.
Como já o disse nos artigos an-
teriores e o admito neste mesmo,
possível é que um ou outro dos re- |
clamantes mereça ser atendido e
a direet; iz prevista para certos tra-
gados ou a locolização proposta pa-
ra determinados imóveis, até em
terrenos de alguns munícipes que
não apresentaram reclamações ao
ante- plano, não sejam das mais
(Conclai na 4.º pág.)
alterações a habitos.
“Jongamente enraizados, ete.; ete… “logo a seguir, me adiantar a qualifi=
-da região a servir.
Uma falsa noção
informadora do Ante-Plano de Urbanização
“da Vila da Sertã
Dar-se-á, brevemente, ima revi-
são do Ante-Plano de Urbanização
por parte de peritos da Direcção Gen
ral dos Serviços de Urbanização.
“Descreio que a tendência geral, es-
quematizada pelo sr. Arquitecto, sar-
ja profandamente modificada no Pla= |
no definitivo, conquanto certos as
ri | peetos de pormenor possam e devam
menosprezada seja por quem for–que pretende, como que exige, que neste É
particalar se caminhe com celeridade, que não exclui quer a prudência quer
* O comedimento no estudo das modificações a propor a quem de direito, para
ficarem a constar do plano d.fíuitivo. aê
provocar conveniente correcção (v.
g. no referente ao local designado
para quartel dos bombeiros).
á, todavia, um ponto sobre o
“qual pretendo emitir modesto pare-
cer, sabmetendo-=o à esclarecida aten-
ção da Dig.”* Câmara c à análise
competente dos técnicos que ficarem
– encarregados da dita revisão. Quem
ro referir-me à indicação de ama |
Escola Agrícola no perímetro da vila.
Começo por considerar prematara e
escusada a especificação do ramo
particular de ensino previsto para,
cá-la de absolutamente descabida pe-
lo que revela em desconhecimento
das reais possibilidades c dos carac=
teres latentes da nossa economia rem
gional.
A inatilidade da designação res»
tritiva do estabelecimento qualquer a
reconhece, ao saber que pertence à
Alministração central a faculdade de
“escolher oportanamente a Ícição es=
pecial do ensino técnico mais con»
forme com as condições geográficas
(Ima reforma
delincada segundo uma perspectiva
total não se compadece com soulações
de improviso €e isoladas.
– No entanto, ainda se a especificam
ção fosse apenas inátll, vá lá… Mais
do qae isso, ela reflecte, quanto a
mim, uma falsa noção Informadorea
“que urge banir. No seguimento, pro» |
curarei mostrar a razão por que às-
sim penso.
Nos Domínios de Eólo
O vento ruge pelo mundo fora
c as irondes vergam e eurvam para o chão.
Que dor estranha oprime o coração,
se o vento ulula é as almas apavora?
Que diz o vento quando—como agora—
o mundo soire trágica expiação?
Serão os ecos do hórrido vulcão |
que a terra abraza em guerra destruidora?
Ouvem-se os mil ruídos das batalhas
c o deilagrar sinistro das metralhas
que o vento eopalha em pávido horror…
O” vento, hamilha-te, reza uma prece,
varre a nuvem que o mando entenebrece,
cicia e canta um hino só de amor!
| Cardigos—Jaulho de 1942
e
OLIVEIRA TAVARES JÚNIOR
Em regra, a exploração agrícola
| no continente portaguês apresenta-se
francamente pobre” nos resaltados
económicos, por causa das deiiciên-
cias c irregularidades de nararcza
geo-climática.
“Ora, neste quadro, nem de pérto
o concelho da Sertã se pode afanar
de fazer parte do feliz « reduzido
grupo dos que abrem excepção. Com
efeito, w produção cerealífera reprem
senta um pesado € irremediável dé-
ficit em relação às necessidades do
consumo e a caltara hortícola, cm.
zona tão acidentada, só é praticavel
nas nesgas de terrenos aluvianos
adjacentes aos cursos de agua ou
nos poacos vales não maninhos. A
região—já o ouvimos a agrónomos
patrícios—tem mas é marcádas ear
racterísticas florestais patentes, alias,
na valiosa exportação dos resinosos,
madeira e lenha do pinheiro que pas
ra cá drena uma avultada sona de
fandos monetários. O concelho pos=
sul aproveitável pendor para a arbo-
ricultara, sendo de desejar que as
instâncias oficiais indiquem ao rarí-
cola as espécies de árvores, em cs
pecial, de fruto, que as condições lo-
cais aconselharem.
Qualquer verifica pelo exposto
que a cconomia do concelho não é,
(Conclui na 3.º página)
h neção da “Comarca da
Sertã» perante Os interasses aspl-
riuals o materials da freguasia
do Gabeçudo
Cabeçado, 28 de Janeiro de 108t
«St. Director do jornal <A Com
marça da Sertã»: |
Com o pedido de publicação, a
Comissão organizada nesta freguesia
para procurar obter os lunuos necesm
Sários com que possa levar a efeito
as importantes € urgentes reparações
de que carece a sua Igr:ja Paroquial,
vem, pablicamente e verdadeiramens
“té reconhecida, eumprir o grato de-
ver deagradecer, à V, nãosóa
expontânca publicidade que se dignod
dar à sua cirealar, no n.º 750 do sed
c nosso, valioso paladino dos inte
resses regionais que é «A Comarca
da Sertã» mas, ainda, as maitas €
valiosas provas de estima c apr.ço
que, V. sempre tem demonstrado
pela nossa querida freguesia.
Para V…, os nossos amistosos
cumprimentos
De V,, etc. a
A COMISSÃO
| Postais da Sertã
Uma nova c interessante colecção»
– à venda na Gráfica Celinda.
A Comarca da Sertã
Ê
A RAGE SE E Esses
reparando
» A Era
Câmara MunicipaldaSerta | Informações | Notícias de Gardigos «| Fstá dosaero & parado
de Emília Nunas
“Reunião de 5 de Dezembro
(Conclusão)
—Presente uma exposição do fancioná»
rio zelador, na qual dá conta da diligência |
a que procedeu por determinação da Câm
mara, com vista a esclarecer acerca do esa
tado em que se encontra a escola primária
do lugar da Isna de S. Carlos, na qual diz
“ter verificado que a mesma se encontra de
tal forma que dentro em breve se tornará
impossível o seu luncionamento; aponta O
estado de ruína geral do edijício, conclui»
do por afirmar que as crianças estão de»
baixo de perigo iminente; lembra ainda
que.as pequenas reparações se poderiam
etectuar já, pedindo-se uma comparticipa-
ção do Estado para as de maior valto. Dem
“liberado que estas obras águardem opor
tunidade para serem realizadas.
Deliberado por unanimidade :
a) Conceder a António da Silva Loua-
renço, da Sertã, um novo prazo de 90 dias
para a realização das obras de modilica»
ção do barracão, que lhe oram impóstas.
b) Adjudicar a Raúl da Silva, solteiro,
“maior, residente nesta Vila, durante o pró
ximo ano, o exclusivo do iornecimento e
venda de carnes verdes na área do concem
1ho, pela importância de 36.500800, por ser
-so maior lance oterécido.
-* e) Aprovar próvisoóriamente o orçam
«mento 2.º suplementar do Município para o
“amo corrente, o qual joi apresentado pelo
“presidente, devendo ser alixados em todas
““as- freguesias do concelho os editais a que
se rejere o art.º 684.º do .C. A.
“d) Terminando no dia 31 do corrente c.
prazo para à realização das obras de re-.
‘ paração do edifício escolar de Santo An»
““ónio, desta Vila, obras estas compartici»
– padas pelo Estado, e não tendo sido possír
“pel à Câmara dar início às mesmas, foi de=
“Jiberado pedir a prorrogação daquele pra»
“zo por mais 10 meses. . o.
“- “e) Havendo necessidade urgente de sem.
““xyem reparadas algumas calçadas da Vila,
que apresentam um aspecio desolador, foi
:* deliberado mandar proceder ao arranjo,
«das mesmas.
“9) Após um relatório oral do presiden=
– te, relativo às necessidades mais urgentes
‘ e imediatas das ireguesias que constituem
“ este concelho, depois de ponderados a im».
“portância e valores industriais, comerciais
“é agrícolas das mesmas ireguesias, as suas
“áreas e população e ainda Os melhoramen-
“tos que algumas delas receberam última-
“mente, loi deliberado, pelo exposto e para
os iins indicados no art.º 753.º do. C. A., tam
“ger a seguinte distribuição nos termos do
n.º 2º do artº 754º do. aludido diploma :
2 mil escudos à Junta de Freguesia do Cam
“beçudo; mil à do Carvalhal; 4.500 à do Cas
“telo; 4.500 à de Cernache do Bonjardim; ‘
“mil à da Cumiada; mil à da Ermida; mil à
do Figueiredo; mil à do Marmeleiro; mil à
“do Nesperal; mil à–de Palhais; 1.500 à de
Pedrógão Pequeno; 5.000 à: da Sertã; 2.000
“à do Troviscal; 3.500 à da Várzea dos Ca»
Maléiros. «os Es
Reunião de 19 de Mimi
Compareceram o presidente, dr. An
“ tónio Peixoto Corrêa e Os vereadores An,
“-tónio Lopes, José António Farinha, Antó
“úio Coóélho Guimarães e Adelino Louren-
Emi so
— —Presente um ofício do. engenheiro din
“reetor de Urbanização de Castelo Branco,
– comanicando que por portaria de 9 do cor=
“rente foi concedida à Câmara a comparti=
“eipação complementar total de 260.700800
para a obra de reparação e beneliciação
da E. M. de Faleiros à Granja, assim escam
lonada: ano de 1950, 35.000800; anos ata
-XOS, -225.:700800. Esta comparticipação é
“concedida nas mesmas condições estabelem
cidas na portaria de 8 de Agoste do ano
findo. Tomado conhecimento.
“ —De novo presente o ofício da Repar=
tição de Estudos de Urbanização, no qual
são solicitados os pareceres da Câmara e
do Conselho Municipal sobre o ante-plano
de Urbanização da Vila da Sertã, já pre=
sente em reunião de 3 do corrente, tendo
a Câmara sido informada de que o arqui-
teeto António Neves, do Porto, autor do
projecto, ainda não havia devolvido as re=
elamações: que oportunamente lhe foram
enviadas e ultimamente pedidas.
—Qutro dã Câmara Municipal de Fer»
“reira do Zêzere, já presente à reunião do :
passado dia 5, solicitando a opinião da Cá»
“mara deste concelho sobre a resolução a
“tomar para assegurar as passagens de bar»
“cas entre os dois concelhos através da al»
bufeira do Castelo do Bode. Deliberado
-comanicar-lhe que está disposta a colabom
rar absolutamente com a de Ferreira do
“Zêzere no sentido de serem: mantidas as
“ligações entre os’ dois concelhos através .
“daquela albufeira e ainda assegurados os
direitos das duas Câmaras:
” —BRresente, de novo, ó ofício da Direc=
“ção dos Bombeiros Voluntários da Sertã,
já reiérido na reunião de 5 do corrente, .
no qual são;solicitados os aumentos do sex
garo do pessoal do Corpo Activo de trinta
mil escudos para cinquenta mil escudos, no
uteis
Contribuições e Impostos =
Os contribuintes que não pro-
cederam no mês findo ao pagamen-
to sem juros, das suas contribui-
ções, deverão saber: je
Que as colectas não divisíveis
em prestações, que não tiverem si-..
do pagas em Janeiro, poderão pa-
| gar-se durante o corrente mês e até
í de Abril, acrescidas de juros de
mera devidos, a ae
Queas colecias de Contribuição
– Predial e Imposto complementar
em duas prestações, poderão pa-
“ gar-se acrescidas dos juros corres-
pondentes, até 29 de Setembro. Se.
se encontrarem divididas em qua-
tro prestações, poderão pagar-se
igualmente sujeitas a juros, até 50.
de Abril.
Que as colectas de Contribui-.
ção Industrial e Imposto Profissio- |
nal, cuja primeira prestação não –
tenha sido paga em Janeiro, conm
Sideram=se totalmente vencidas, de-
vendo pagar-se até 1 de Abril, com :
os juros devidos.
E
Imposto de Ca mionagem
Até ao dia 15 deverá ser pago:
o imposto de camionagem referen-
te a Janeiro findo. .
Licenças
Lembramos a conveniência, aos
que ainda o não tenham feito, de.
renovarem urgentemente as suas
licenças, cuja validade caducou em
31 de Dezembro findo.
4 | o Entrudo na Sertã
“Á excepção da soirée dançante,
levada a efeito no Grémio Sertagin.
nense por um grapo de sócios, o En
trado da Sertã passoa inteiramente .
“despercebido. Aquela festa decorreu
muito animada, dançando-se até por .
volta das 6 horas e, como se previa,
“Toi brilhante a actuação do trio mu»
sical de António de Sousa.
Maitas meninas se apresentaram
com costumes de antigas damas, o.
que dea umá nota de elegância e sum
perior distinção. É
De fora, viam=se no esplêndido |
salão uma família de Cernadhe c al=
gans cavalheiros dali e de Proença= .
a-Nova.
Serviram-se um chá às senhoras |
e uma cela aos cavalheiros. –
caso de morte ou invalidez permanente e
o do subsídio diário, no caso de incapacir
dade temporária absoluta, de quinze escum
dos para vinte e cinco escudos e ainda o
seguro da ambulância contra todos os ris«
eos e sobre a base de sessenta mil escudos.
Deliberado iniormar aquela Direcção de
que o seguro actual de trinta mil escudos
e o subsídio de quinze escudos, respectivam
mente para o caso de morte ou invalidez
permanente e caso de incapacidade tem
porária absoluta estão já nos máximos in»
dicados superiormente, razão porque não.
pode deferir o pedido formulado. Quanto
ao seguro da ambulância deve o mesmo
ficar a cargo da Associação pelo facto de,
não se consignar na lei que o mesmo deva.
constituir encargo da Câmara.
—Presente uma circular do vice-presin
dente da Junta Nacional dos Produtos Pes
cuários, pedindo a limitação dos abates
dos bovinos adultos, tal como está já ins».
tituida para os bovinos adolescentes. Dex
liberado dar conhecimento desta circular
ao veterinário municipal.
—Presente uma carta: da Direcção do
Grémio Sertaginense, pedindo autorização
para a montagem da canalização necessá-
riã para conduzir a água desde a condata
da Câmara, que passa no súb-solo da rua
em irente ao Teatro Tasso, até ao interior
do edifício, à fim de serem montadas nam
quela casa de espectáculos as bocas de in»
cêndio exigidas pela Inspecção Geral dos
Espectáculos. Deliberado autorizar à rea
lização das obras solicitadas. ,
as
Câmara |
‘ Foi reeleito vercador da Câmara
o-sr. Mário O. V. Tavares.
| -— Mina
Agaardâ-se ama dotação para
uma terceira mina para abastecer a
vila de Cardigos. Espera-se que, com
este novo caudal, se possa levar a
água aos domicílios.
Melhoramentos
– Foi dotada com 84.000800 para
canalização de água à povoação de
Azinhal, desta ireguesia; ec com
72.000$00, para o mesmo fim, as por
voações ae Monte Cimeiro e Casa
Nova de S. Bento. Rss
Estes melhoramentos trouxeram
grande alegria aqueles povos que, aó
conhecerem tão boa notícia, lançam
ram muitos fogactes. – |
Aguarda-se à vinda de um enge-
nheiro para fozer os projectos para
a captação de águas para abastecer
as povoações de Lamciranchae Colos.
Vinho
Já começou a venda do vinho nom
vo que este ano é muito bom. E” pena
ser tão pouco, pois as vinhas estão
a acabar e não se tem feito novas
plantações.
Beneficência
Na áltima Conferência reuniram»
“se 37 confrades. Foram socorridos
“todos os pobres com 25 chales e 45
camisolas.
– À coleeta rendeu 614800.
Foram ainda socorridas extraor=
dináriamente e por terem sido ope-
radas há pouco, ama pessoa de Car»
rascal com 100800 e outra de Frei
xoeiro com 150800.
Acção Católica
Os organismos da Aeção Católi=
ca distribuiram cerca de 100 peças de
roupa pelas crianças pobres e arma
ram presépios em 3 casas, ondé as
crianças eram: mais numerosas.
Foi muito apreciada a acção das
senhoras de Cardigos que em vários |
serões conieecionaram tantas peças
de roupa. —C. Ra
Rei (De «Concelho de Mação»)
«A Comarca da Arganil»; Festcioa,
recente-
mente, as bodas de prata da sua exis= .
tência, tão prestigiosa como honrosa
para a bela terra e linda região que
defende, este nosso estimado €c sim»
pático confrade, que tem a dirigí-lo
o sr. A. Lopes da Costa. «A Comar-
ea de Arganil» é, sem favor algam,
um dos melhores periódicos do País,
marcando posição de elevado desta-
que na Imprensa da Província.
A. comemoração oi assinalada
com a publicação dum especial e ex-
Ccelente número, em que se destaca
uma colaboração altamente valiosa.
Os nossos sinceros parabens, com
votos de longa vida e das mais ridenm
tes prosperidades.
Concurso de admissão para fiscal-
técnico de 3,” classe da Direcção
de Urbanização do Distrito de Gas-
telo Branco
Faz-se público que, a partir do
dia 20 de Fevereiro de 1951 e pelo
prazo de 10 dias, se acha aberto con
‘ Curso para o preenchimento de uma
vaga de Iiscal-técnico de 5.* classe.
As condições de admissão estão
patentes na Secretaria desta Direcção,
onde se prestam os esclarecimentos
necessários.
Castelo Branco, 8 de Fevereiro
de 1951 ; o
O Engenheiro Director, .
Alfredo de Rezende
O paradeiro de Emília Nanes, que
“tanto preocapava sua irmã Concei=
“ção Nunes (Gidimarães, residente em
“Maxixe-Inhambane, na África Orien-
“tal, segando uma earta que recebem
mos e aqui publicámos, está linal=
mente descoberto. E’ o sr. Joaquim
Antunes, residente na Várzea dos Cam
valeiros, que teve a amabilidade de
no-lo comunicar por postal datado
de 18 de Janeiro: «Venho iniormar
que o paradeiro de Emília Nanes é
“em Aveiro, com o nome de Irmã
Emília Maria do Horto e reside no
hospital da Santa Casa da Miserim
córdia». a
Os nossos agradecimêntos. que
tornamos extensivos, também, a Ma»
ria Aurora Dias Farinha, de Tomar,
de quem recebemos uma carta em 15
de Janciro último, na qual não nos
esclarece quanto ao paradeiro pre-
tendido, mas informando que ambas
“foram condiscípulas no antigo Instim
tuto das Missões de Cernache do
Bonjardim e que, há tempo, pergan= .
tando por ela, lhe foi dito que se ham
via formado em medicina e exercia
a proiissão no Porto, o que corres
ponde, àfinal, a informação recebida
doutra proveniência.
Plantação de batata
Já alguns lavradores plantarôm
batata em terreno de sequeiro, que a
plantação da de regadio, geralmente,
não principia antes de Março.
O Grémio da Lavoura aguarda a
chegada de diversas partidas de bau
tata própria para plantação, todas
das melhores qualidades e aos mais
baixos preços do mercado. Os sócios
do Grémio poderão contar com abas»
tecimento salielente. o
O comerciante sr. António da Sil=
va Lourenço já tem à venda óptima
batata de plantação.
«Salubridade»
— É o título do importante e opor»
tuno artigo, que publicaremos no
próximo número, da pena brilhante
do nosso estimado patrício e colabo»
rador sr. dr. António Nanes ce Silva,
que—a pleno contentamento nosso
e de todos os nossos leitores—mos=
tra disposição para voltar à actividam
de literária porque, felizmente, lho
permite o seu estado de saúde,
Os nossos respeitosos campri=
mentos, com os melhores votos de
restabelecimento delinitivo.
ESSE,
oo mememereasaes
Arcádia
O Dancing n.º | da capital
APRESENTA: | |
Um grandioso programa
de É
átracções selecionadas.
Música constante por duas
dinâmicas Po
ORQUESTRAS
de ritmo moderno.
Não ficará conhecendo LISBOA.
quem ali ior e não visite o . |
º ARCÁDIA
Pensão Castela
Excelente comida e óptimos
quartos; asseio irrepreensível.
RKaa do Sertório = Sertã.
A Comarca da Sertã
– O sr. Governador Civil astave no |
– Nosso concelho na 2.º feira
Na passoda 2.º feira, o sr. Gover-
nador Civil esteve na Scrtã, onde fez
-«ima visita às obras do hospital, que
lhe deixaram as melhores impres-
sões; aguardavam-no o presidente,
– vice-presidente e vereadores da Cê»
mara Manicipal, membros da Mesa
da Santa Casa da Misericórdia e o
ditector do hospital, algans dos quais
acompanharam o sr. dr. José de Car-
valho a Cernache do Bonjardim, on»
“de se avistoa com os dirigentes do
Albergue Beato Nuno de Santa Ma-
ta..
“Diversas pessoas da Sertã, além
dos já indicadas, manifestaram o de»
“. Stjo de apresentar cumprimentos ao
“sr Governador Civil à sua chegada
“do hospital, mas não o puderam fax
zer porque o ilustre magistrado ad-
– ministrotivo chegou e retirou antes
«da hora anunciada.
“À instabilidade do tempo
“A temperatara mantém-se baixa
“€ em constantes alterações: quer di-
“ger que se o frio num oa noutro dia
é suportável, geralmente é bastante
rigoroso, quase nos impedindo de |
trabalhar com a devida regularidade.
O mal reside na falta de aquecimen=
to do ambiente em que agimos, aque-.
*imento difícil de pôr em prática da-
“da a carência de sistemas acessíveis
-,.€ económicos; deste modo, o frio tor=
-Na-se, entre nós, inimigo terrível
– porque, além do mal-estar que ofem
”
“ electricidade a baixo preço, então já
“rece, é origem de graves doenças.
– Se fosse possível vlr a fornecer a
“haveria a possibilidade de pensar a
“Sério no aquecimento das nossas ca»
“Sas, escritórios, estabelecimentos e
“ oficinas, isto é, em todos os locais
“onde temos de permanecer longas |
“horas. .
“— . Há muitos dias que a chava é in»
“cessante € num ou noutro é frigidís-
sima, sinal de qu: o termómetro des«
ceu bruscamente e que as serras pró-
ximas estão cobertas de neve. É
O Inverno mostra-se rigoroso em
todo e País € as terras do litoral vêm
* suportando: as violências bratais do
“mar embravecido, tal € qual um leão
“raivoso e indomável! A população
“da vila da Nazaré vive horas de son
* bressalto porque o mar destraia cdi=
“ fícios, atirou embarcações contra as
“muralhas, esmagando um homem e
– prometendo fazer mais tropelias! Pan
ra a Nazaré, como para as outras
“terras da costa, o mar tanto pode ser |
“o “amigo que se desventra em riquen
za e proporciona venturas e alegrias .
incomparáveis—quando mansinho €
fagueiro—como erigem das maiores
preocupações pelas calamidades que
pode causar—quando tomado de loam
cura furiosa |
As avalanches de neve na Suíça
já causaram centenas de mortos e
grandes e terríveis tempestades têm
provocado devastações porftoda a Eu»
ropa, produzindo mortes e danos ma»
teriais incalculáveis.
«Previsão do Tempo», de Setán
bal, considera provável que se desen=
” gadeiem trovoadas e temporais até
15 do corrente, com probabilidades
de provocarem inandações.
‘ Doentes
Encontram-se doentes: em Coimn
bra, o sr. Angelo Lopes, da Sertã;
no Chão da Forca, o sr. Luís Vaz.
Maito desejamos as prontas mes
lhoras de ambos.
Interesses das freguesias
ce Na Comarca da Sertã
– No próximo número pablicare-
mos 0 depoimento do sr. presidente
da Junta de Fregucsia de Palhais.
Este facto, na aparência tão simm |.
ples, tem um alcance que ordinâriam
mente não é apreciado na sua intei-
ra signilicação. Diz-se, é certo: <a
rainha D. Leonor protegeu a introm
dação da imprensa em Portugal».
Mas o grau de cultura que esse im»
palso demonstra em quem determina
ou ajuda o movimento que fez im»
plantá-la deve ser avaliado não co=
mo uma protecção inconsciente da
soberana à adopção de uma moda
qualquer, mas como am dos aconte=
cimentos mais fecandos, cujos resal-
tados bons e maus opcraram ama
revolação. E
A letra redonda transformou o
mundo. E Eu
Este aforismo, que é am lugar=
comum repisado, tem dado origem a |
brilhantes controvérsias.
E’ inátil insistir em demonstra
como a difusão, pela imprensa, dos
manascritos antigos foi uma das cad»
sas mais eficazesda Renascença c da
“exuberância com que o espírito hum
mano se expandia nesse período. Não |
só impalslonou a Renascença; adxi-
liou também o Humanismo, esse cal» |
to das letras antigas que vinha da
Alemanha. .
Não o previa certamente em toda ‘
a sua acaidade e na-totalidade dos
seus eleitos a visão da rainha D.
Leonor.
Mas o seu espírito tinha largueza
pouco valgar, que a impedia de cair
jácilmente no desacerto da Sorbonne,
que, pouco depois, pedia em França
a Francisco I a abolição da imprensa.
Há correntes na hamanidade que
não se entravam. O remédio, se no=
civas, é desviá-las com o impalso de
outras correntes. Se há ideias a
combater, oponham-se-lhe outras
ideias, e não se tente sufocá-las. –
– E possível que tudo isto, embora
vagamente, ocorresse à“ inteligência
de D. Leonor quando encomendou a
impressão de várias obras.
O aproveitamento do novo ins
tramento de difandir ideias, opondo
as boas às deletérias, aparece à pers
picácia de D. Leonor como um meio
mais elicaz do que o entrave violen-
to, mas inátil, de am movimento que
já não regressaria.
O que fica bem marcado é que,
enquanto a rainha em Portugal fam
vorecia a Imprensa, à Sorbonne em
Paris, pedia ae rei a sua abolição.
“Conde de Sabugosa
Catástrofe Nacional; Está de tato a
ro náutica
portuguesa pela morte trágica dos |
catorze infelizes aviadores, vítimas
– da explosão dum grande avião no
mar dos Açores. |
Rapazes novos, na força da vida,
cram uma esperança para a Pátria,
que bem podia contar com a sua bram
vara € O seu sacrifíeio se um dia, num
ma hora de périgo, lhos pedisse. E
OS moços intrépidos não vacilariam
em olerecér as vidas preeiosas na
defesa da mais bela e linda causa que
Os levara a alistar-se na Aviação,
em que se têm registado as mais be=
las façanhas de todos os tempos, com
mo cavaleiros e navegantes doatrom
ra, batendo-se sempre por alto e sam
“grado ideal: a honra de Portagal!
Choram a perda irreparável as
famílias dos valentes aviadores, mas
não é menos pungente a dor da Pá-
tria. Por isso, ela se curpa respeito-
sa perante a memória dos mártires,
desiolhando sobre as suas campas
as flores da saudade eterna…
Confie os seus trabalhos,
à Grófica Celinda L.da
como muita gente pensa e diz, essen=
cialmente agrícola. Se bem que na
ma escala menor, a semelhança fla-
grante do nosso caso admite que sim
ga as peugadas da judiciosa crítica
“do Eng. Ferreira Dias, em «Linha
de Rumo», bela exposição sobre eco-
nomia portugaesa : de harmonia com
cla, sustento que deve antes dizer-se
“que o concelho tem uma economia
principalmente agrícota. Á vista dem
sarmada, a troca do advérbio de mo-
do parece vã ce pacril quando, na
verdade, altera radicalmente a noção
que a irase nos transmite,
Com o conceito assim transior=
mado pretende-se explicar que, em-
bora a presente situação de facto nos
mostre a actividade agrícola como
dominante, ela não é de maneira al-
guma aquela que deve ser primacial-
mente desenvolvida no sentido de
clevar e nível económico-social do
concelho da Sertã. Quer dizer, pelo
único critério objectivo a actividade
ceonómica tradicional fica repostá |
em termos de valor relativo € mum
tável. i
Cabe, a propósito, p e rgauntar:.
é Será, hoje, correcto classificar a
Grã-Bretanha, anterior à máquina a
vapor de Watt, de país essencialmen=
te agrícola? Naturalmente, a negam
tiva impõe-se. “A comunidade inglem
sa estava larta de existir no início
do séc. XIX; mas, passaram a viver.
incomparávelmente melhor após cssa
primeira revolação indastrial.
Evidentemente, mesmo guardadas
as devidas proporções, não insindao
uma imediata c tão completa revos
lação indastrial no nosso concelho.
O que jalgo ficar suficientemente de-
monstrado é que Incluir no Plano de
Urbanização da vila de Sertã uma
escola de ensino técnico elementar
ou de artes c ofícios se antolha mais
lógico, próprio e exequível do que
indicar uma escola agrícola de qual-
quer grau, na doce ilasão de sapor a
Sertã como um grande eentro da
fértil lezíria ribatejana ou dos opam
lentos «barros» alentejanos. O mo- –
tivo de ordem elentílica e racional
que exige Ptano de Urbanização pa»
ra todas às povoações de determina»
da importância identifica-se com o
princípio metódico de organização
que impele os govervos a elaborar
planos de reconstitaição económica
Os quais, num fataro não mítito disa
tante, serão desfiados em versões
particularizadas às subregiões, diga-
mos, aos concelhos. Por exemplo,
no concelho da Sertã, tais estudos
detalhados seleccionarão e integrarão
| nam esquema coordenador aquelas
actividades que aos primeiros e esa
pontâncos impulsos se nos afigaram
| merecer interesse como possíveis inm
| dástrias. Só para aliviar a incpitá-
vel abstracção do texto, passo a ei=
tar algumas: carpintaria mecânica,
a par da já existente serração de
madeiras; obtenção da celulose e
seus derivados; fabricação de óleos,
vernizes, negro do fumo «e tintas,
com basc na produção concelhia de
terebentina (1.030.000 incisões, em
1943) levada mais longe do que a
simples separação em pez e aguarrás;
“distilação do álcool a partir do me-
dronho; fabrico de «tourtcaux» para
o gado, aproveitando-se os resíduos
da extracção do azeite; selecção, –
conserva, secagem, etc. das irutas
susceptíveis de por cá se criarem .
vantajosaments ; etc. ctc,…
— Em suma, a possível é trentual
indústria lançará mão, à laia de sal»
vadora complementaridade, dos re»
cursos em matérias primas que, so=
bretudo, a arboricaltara regional pas
– reec capaz de olerecer à sua laboram
ção. A densidade populacional que
já em 1940 excedia os 60 hab.” por
| quilômetro quadrado, ciira que no
distrito só cera ultrapassada pelos
concelhos de Covilhã, Belmonte €
Fandão, garante-nos uma mão de
obra quantitativamente forte mas,
por desgraça, qualitativamente falha
da mais rudimentar preparação téc
nico-profissional. . |
E é, precisamente, esta prepara
ção de índole comercial e industrial
que aqui sc advoga, por se julgar
adequada às autênticas necessidades
locais. a
Sertã, 1 de Feverciro de 1951,
– – Laureano d’Almeida Martins
Ferreira
ERRATA:; onde se lê «perspectiva tos
tal» deve ler-se «perspectiva plural».
“Urbanização da Vila da Sertã
“À Câmara Municipal, na sua pró»
Xxima reunião ordinária, em 20 do
corrente, deverá tomar deliberação
definitiva sobre o caminho a segair
quanto às sugestões apresentadas na
reunião extraordinária de 30 de Jam
neiro por virtude das reclamações de
alguns manícipes respeitantes ao an=
“te-plane de urbanização.
” Seguidamente, caberá ao Conselho
Municipal dar o seu parecer.
“Eis o texto da local lida e deiens
dida pelo Rev.” Luís Augusto Rocha,
vogal do Conselho Manicipal, na reu
nião extraordinária da Câmara Max
nicipal de 30 de Janciro, constante
do n.º 487, de 11 de Maio de 1946,
deste periódico: – e
«Plano de Urbanização ds Sertã
Continuamos a instar pela entre=
ga, nesta Redacção, a fim de lhes
darmos a devida publicidade, dos de-
poimentos que se prendem com o .
Plano de Urbanização da Sertã tão
certo é que ele é de fundamental im-
portância para o inturo da nossa ter
ra e, por conseguinte, não pode ser
posto de lado como coisa de pocca
monta, inátil e fastidiosa.
Há pessoas que, pela sua ilastrau
ção, pelo conhecimento do meio e
7 pelo seu amor à Sertã, ainda, quan»
do ncla não hajam nascido, têm o
dever moral de se pronunciar sobre
o assunto, de dizer algo, porque, até
certo ponto, não poderão permitir
que, porventura, o Plano de Urbani»
zação, ainda que executado com a
maior Competência, contenha porme
nores que de qualquer modo prejum’
diquem o desenvolvimento integral «
absoluto na vila nos anos fataros.
Perdoem, pois, a nossa insistêrnim=
cia, patrícios e amigos, mas atentem
na responsabilidade que Impende som
bre Os vossos ombros.
Bem bastam as atopias € cletjões
do passado, que por aí se estadeiam,
nã demonstração palpável da faita de
gosto €e de critério, consequência de
compadrios que ninguém pude deixar
de condenar,»
Sofreu fractura da uma perna por
atropelamemto |
“Na 2: feiro, quando sé encontra»
va em Cernache do Bonjardim, foi
atropelado por uma carroça, por vir»
tade da muar, que à puxava, se ter
espantado, o sr. Manuel Nunes dá
Silva, residente nesta Vila, oficial de
deligências do Juizo de Direito, que
Soireu fractura duma perna e várias
Contusões no toráx e abdómen.
Maito desejamos q
Í | acu pronto.
restabelecimento,
A Comarca da Sertã
adequadas. Mas para aquilatar desm
ses $enões não se aligara que seja O
mcio mais idôneo à Camara mandar
wir outro técnico, que é como quem
diz, requisitar a Direcção Geral dos
Serviços de Urbanização novo arqui»
tcctu, que teria a missão de rever 0d
“rectificar o rabalno agora em dis-
cussão, mesmu porque tenho para
mim que aqacie aito organismo não
andiria à uma tal pretcusão—àa ama,
porque entre nós nao existem arquim
tectos em número tão avuitado que a
um Simples aeeno de ama Cainara
Municipal am ou mais possam ser
despacnodos para não importa que
GONCCiHo; € em segando lugar, porn
– que sem embargo da opinião JOS adm:
«aCiosos leigos que possam pensar €,
ate, proclamar O Contrário, esta por
pruvar ou demonstiar à apreguada
– incompetencia do arquit.cto que elam
borou o ante-plano de urpanização
da Vila de Serta, o qual iuvi designam
do, aliás, por aquela Direcção qeral.
Pelo que, à adoptar=se O proced:m
“mento sagerido à Camara poi um dus
mais distintos Vogais do Conselno
MNanicipal, reinciair-=se-siã em erro
idêntico àgueie que se cometea com
a remessa, das reclamações apresen=
tadas cxtemporancamente, ao Porto,
para O arquitecto se pronunciar sobre
elas; € a reéin Idenciá su teria os mesa
“MOS resdil.uOS ulmeéjados por aquem
les que tiveram à percyrima iácia vesm
sa remessa: o atraso por mais ans
tantos meses na marcha do ante-piam .
no em dirceção ao plaio deiinitivo.
De resto, é o momento ue aqui reno-
var à, pergantas que se vaviram na
reunião de untem, reitas a Câmara e
ao Conselho Man:cipal por um dos
dignos vercadures prestes: — Que
viria fazer o novo tecnico, desconhe-
cedor dv meio da Seria ainda e mdi-
to mais do que O autor do ante-plam
no de arbanização, e partindo do prin-
cípio, por absurdo Sômente udinissim
vcl, de que a Direcção ueral dos Ser=
viços de Grbanização o destucasse
para cá? —-Oa laz.r um novo ante»
plano, hipótese desde logo a excluir
por ijurça de razões já aduzidas, ou
confirmar e trapalho em discussão
sem qualquer alteração, mesmo para
não icrir ou melindrar o colega em
causa. Feríamos— conelaiu —em
qualquer dos casos tempo € dinheiro
malbaratados, o que não está certo
nem é pratica a aconselhar.
E então qual a solução a seguir,
até para que- se não saponha que a
Câmara não dispensoa qualquer eon=
sideração às reclamações, ainda que
estas apresentadas tardiamente, é de
crer de caso pensado, visto boa par=
te dos seus aatorcs deliberadamente
haver faltado às reaniô:s para que
foram convocados com a maior am»
plitade e tendo por jinalidade habili-
tar o técnico com a maior soma pos-
sível de elementos de estado e infor»
mação ?
Parece-me que só uma se ofere-
ee, e essa tanto em face dos termos
do contrato firmado pela Câmara
com o arquitecto 5r. António Neves,
em principios de 1946, como por
E a dos textos legais que regalam
esta matéria. Vou-me ater espcelal-
mente a estes, pois reccando estar .
em pleno vigor uma recente determi-
nação de serviço para a Secretaria
Manicipal consequente de delipera-
ção camarária (de um dos últimos
meses do tino passado) sob proposta
de um edil bastante zcloso da confi-
dência dos serviços mesmo por sua
natareza não coniidenciais antes norm
maimente correntes, não procurei
docamentar-me profundamente nos
arquivos municipais sobre matéria
que me passou, aliás, toda pelas mãos,
pois que é. dos tempos em que oca-
pci a presidência dá Câmara.
-Diz o decreto-lei n.º 33:921, de
5/9/1914, no sea artigo 1.º: «As câ-
meras manicipais do continente e
ilhas adjacentes são obrigádas a pros
“mit
A Comarca da Sertã
SERENAMENTE…
(Conclusão
mover o levancamento de plantes to-
poyráiicas e a elaboração de planos |
gerais de arbanização ec expansão
das sedes dos seus manleípios, em.
ordem a obter a sua transformação
-€ desenvolvimento segundo às exim
gências da vida economica € social,
aa estética, da higiene e da viação,
Com o máximo proveito e comodida-
de para os seus habitantes». Como.
se uiz no preâmbulo do mesmo de»
creru-lei, visamse com a sua promal-
gação «reunir a legislação em vigor,
dispersa por vários diplomas, sobre
levantamentos topográlicuos c planos
de urbanização dJes cidades, vilas €
vutras localidades do País, reconhe-
cendo-se (por odtro lado) a necessi-
dade de algumas alterações a essa
legislação c de disposições novas que
a csperiência aconselha»,
Le-se no artigo 10.º desse diplo-
ma: «ils câmaras municipais deve-
rão apresentar à apruvução do Go-
Pcrnv NO prazo dé Lês anos, a con»
tar da uaiu da conclusao das respécm
tivas plánias Lopugralicas, OS planos
gerais de urbanização c expansão
Claborados nos termos deste decreto-
lei», € acrescenta O seu S 1.º que:
<Lui Casos especiais poderá O UuU=
verno determinar oa autorizar, sob
proposta iundamentada da câmara
respectiva, a alicraçao deste prazo”.
rinalmente no 3 2.º se dispõe:
<Os planos a apresentar ao Governo
deverão ser acompanhados das in=
lurimações dQ imaniciçio e da junta
da hiyicne concelhia e, quando tal
lor juigado necessário pelu Governo,
sciãv ulnda jácoumpanhados dos res
Suliauus do inquérito páblico aberto
durante trinta uias por editais alixa-
dos nos lugares € na forma do cos»
tum».
Ora, e salvo 0 devido respeito por
doulas vpiniões em contrario, na le-
gislação cspecial que regula esta ma»
téria acham-se pericitamente previs=
tos OS trâmites que hár-ic seguir O
antemplano de urbanização da Vila
de 5crtá, que ele já devia mesmo há
muito ter seguido, se não fossem
entorpecidos os seus passos pelo
advento de certos enxertos que sob
diversas mascaras lhe surgiram a
partir dos princípios de 1949.
Ainda havera pessoas de boa mem
moria que se lembrem da erise po-
lítica que estaloa então no concelho,
melhor dizendo, aqui na Vila, d0 sam
bor—maravilhosamente aproveitado
pelos russos (assim se designam, ao
que parece, de há tempos a esta par= –
te, aqueles que tanto na vida inter»
nacional como no interior de cada
nação oa ainda de aglomerados so=
ciais € administrativos mais moudes-
tos talharam para si a missão, que
lhes é consentida, de meter à balha
indivídaos ou correntes de opinião
que por sdas alinidades e estraturas
deviam viver em boa harmonia)—do
infeliz resaitado das eleições presim
denciais ?
Pois bastará associar determi-
nadas ideias a faetos ocorridos
por essa época sem aparente expli-
cação, para se compreender por-
que é que o ante-plano de urbani-
zação, que a esta hora já devia
estar aprovado pelo Governo e
convertido em plano definitivo,
ainda se encontra aqui na Sertã
em trabalhos de penosa gestação.
Quão prolunda verdade não encerra
o conhecido aiorismo que nos diz em
termos chãos, que por vezes de um |
lado se vende o vinho e por outro –
Se expõe o ramo.
Mas eu ia-me alastando a escre»
“ver páginas de história local recen-
te—que não perde pela demora, por.
que a seu tempo virá em lagar prór
da 1.º página) se
prio e com o desenvolvimento ade-
quado—quando o mea propósito é
apenas convidar o leitor paciente a
acompanhar o meu raciocínio neste
assunto, em vrdem a promover à
arrancada do ante-plano de urbani=
zação da Vila da Sertã do apertado
beco para onde, até agora com al-
gam éxito, foi atirado–por ans quan-
tos bem sabendo o que faziam, en=
quanto outros, estes ingénuos e de
boa-fé, foram atraídos para a con=
jantara lastimável sem cuidarem que
estavam a ser manobrados à dis»
‘tância.
Posta a questão, em face de tex-
tos legais de interpretação cristalina,
tal como se deixa atrás enanciada,
penso que a Câmara em sua próxi-
ma reunião ordinária: não deve ter
hesitações relativamente à orientam
ção a seguir, tanto mais que «a
orienteção técnica e a fiscalização
| dous trapalhos de claboração dos pla-
nos de urbanização c expansão das
cidades, vilas c outras localidades se-
rão exercidas pcla Secção de Melhon
ramentos Urbanos, criada pelo de-
cretomlci n.º 29:218, de 6 de Dezem-
bro de 1938, salvo nos casos em que
exista organismo especial que, por
lei, tenha essa Competência oa em
Ouiros casos designados pelo Minis=
tro -das Obras Páblicas c Comuni-
cações, ouvido o do Interior», conm
Svante se assegura no artigo 19.º do
decretomiei n.º 33.921, já citado.
Depois de tuúo o que fica exposto,
se ainda houver quem se propunha
mandar vir mais técnicos, ou dircem
tamente à contratar pela Câmara, ou
“à requisitar por intermédio da Dircen
ção Gcral dos Serviços de Urbanin
zação, estará fazendo o jogo daquem
– les que, pela invocação de esprciosas
razões, só procarein retardar a con-
– versão do ante-vlano de urbanização
ou plano regalador em plano delini-
tivo, apenas porque estao ameaça-
dos de sacrifício os seus interesses
particulares, que em qualquer hipó-
tese alguns terão de ser imolados ao
progresso da Scrtã, sem olhar às
pessoas dos seus titulares, nem à sua
arrumação nos quadrantes políticos;
e em tal caso as suas responsabili-
dades aparcecrão notâvelmente am-
plificadas, porque esse oa esses, que
assim se disponham a agir, nem se-
quer poderão invocar o seu desco-
nhecimento das regras e preccitos
que estatucm sobre o teor da saa
actuação,
31/Jan.º/1951.
Flávio dos Reis e Moura
pula 100.º vaz deu O sou sangue
genarosamente ! Como os leitores
sabem, há poacos
dias ocorrea um grave desastre fer
roviário na linha do Estoril, que cau-
sou grandes prejaizos materiais, ha-
vendo também a lamentar a merte
dama pobre rapariguinha de 15 anos,
que cra o enlevo dos pais, e maitas
dezenas de feridos, que foram con»
dazidos ao hospital de S. José. Mi-
nutos depois apareceu ali o sr. Aim
mendo Gonçalves, fiel do Chiado Ter-
rasse, que dea 400 c. e. de sangue às
vítimas.
(0) generoso dador completou a
sua 100.º transfusão, o que deve ser
o record no nosso País! Bem haja
pela sua magnanimidade.
É rm rasa ada ms
DR. ALBERTO RIBEIRO “COELHO
MÉDICO.
Doenças da boca e das dentes
Consaltas todos os sábados na
SERTA — R. Manuel Joaquim Nunes
“Litoral e como tal,
Beiras, assim devera continaar, não
NA CASA DO DISTRITO
DE COIMBRA
O ex.”* sr. dr. Jaime Lopes
Dias, falou acerca de
«Coimbra e as Beiras»
LISBOA, 25 — Do n/Repr. João Antu=
nes Gaspar — Prosseguindo na série de
conferências caltirais, que a Caso do
Distrito de Coiinbra vem promovenm=
do, o ex.Ӽ sr. dr. Jaime Lopes Dies,
ilustre director das Serviços Caltam
rais da Câuara Manicipal de Lisboa,
ec disinto etnógraio, falou hoje, à
noi:c na sed. dagaela Casa Regiom
nalista.
Presijáia o ex.”º sr. Joaquim Car»
doso, presidente da Direcção, que Ga
secr. tariauo pelos ex.Ӽ srs. prof.
Agostinho de Sousa e Abílio Mum
* chado.
Perante uma assistência namero»
sã e s lect7, e depois de apresentado
pelo presidente da direção daqa. la
colectividade, o eonferencista expôs
em termos gerais, o motivo princim
pal do s utrabalho: dcfinir mais ama
vez que Coimbra e us suus terras
são des Beiras. q
Descer v.a e comentod largamen=
te as belezas da cidude e do rio Mon»
deg», referindo-se à pureza do por»
tuguês que falam os seus habitontes
c analisou dois dos tipos mais cara em
teristicos da cidade: o estudante ca
tricana.
Sempre ouvido com muito intem
resse, o Orador oupou-se, depois,
pormenorizadament do pa-sado his=
tórico de coimbra € do seu contrim
buto para à iormação da nacionali-
dad, entrando, a s:guir na paite
principal do seu trabalho,
bisse que, o fato de ela aparecer
no século XVIII encorporada na Es=
tremadara nada signilica, dado que
essa província, sc estendia, ao tem»
po, do Douro ao Tejo, frizando que
Coimbra, é, indis atívelmente, das
Beiras, e recordou que, como tal, a
proclamaram os oito conyr.ssos b.i=
rões já realizados.
A conclair o seu interessante tram
balho, o ex.Ӽ sr. dr. Jaime Lopes
Dias, afirmou qu: Coimbra, lógica
mente colocada pelo Cód:go Admim
nistrativo vigente à cabeça da Beira
integrada nas
só por sentimento mas mercê da exm
pressa vontade dos seas habitantes
e de todos os beirões.
No linal a assistência tribatou-lhe
uma prolongada ovação, tendo sido
cumprimentado por maias individuam
lidades em destaque, entre as quais
| OS representantes da Casa das Beim
ras ce Casa da Comarca da Sertã.
Amélia Mendes Barata
Lisboa, 28=Após prolongado som
frimento, que há maito tempo a retim
nha no teito, faleceu hoje, na casa da
sua residência, à rua «os Herois de
Qu onga, 52-1.º E. a ex.“2 sr. D. Amen.
lia Mendes Barata, de 57 anos.
A extinta era nataral da Madeim
rã, c irmã das ex.”º* gr?* D. Emília
Mendes Barata e D. Ermelinda Men»
des Barata € tia da ex.”* sr* D. Alim
ce Barata Gomes, « do sr. António
Mendes Barata e do nosso repr. sen»
tante na capital, sr. João Antunes
Gaspar.
Dotada dos melhores sentimentos
e extrema bondade, a finada deixa
grandes sauúd des «m todos que com
ela couviveram.
O sea funeral realizou-se hoje, às
16 horas para o cemtério do Alto de
S. João, ten.io-se encorporado eleva-
do número de pessoas.
– Duplicador «Gondel»
Novo, vende-se,
Aqui se diz.




