A Comarca da Sertã nº752 05-02-1951
A Comarca da Sertã
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30
Sertã, 05 de Fevereiro de 1951
Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)
Ano XV Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº752
Na reunião extraordinária da
que assistia o Conselho Municipal, apr
“te-plano de urbanização para efeito d
* Sed. parecer e, depois de várias suge
Cár para a próxima reanião ordin
à tomar. so
DA
LA DA SERT
<..não há tempo a perder. A albufeira do Castelo do Bode a estena
der-se até ao Vale da Ursa, à barragem do Cabril em via dé realização prós
xima e a esperada constração da grande estrada nacional n.º 2 que marginas .
rá esta Vila, são iactores que darão ao triângulo Sertã, Cernáche e Pedrógão
Pequeno possibilidades turísticas de apreciável relevo. Mas para que-a sede
do concelho possa condignamente ali ocupar o seu lugar e aproveitar dos
seus beneiícios, terá de fazer saltar a maralha que vem impedindo a sua exm
pansão populacional, pôr ordem e disciplina onde tem eampeado o arbítrio e
o capricho desordenados. melhorar o seu aspecto exterior e alinhar, final-
mente, com os povos que lhe levam dianteira»—alirmoa o sr, António Barata e .
Silva, membro do-Conselho Manicipal, no discurso que proferiu na reunião e»
traordinária da Câmara Municipal de 30 de Janeiro e que aqui reproduzimos,
Câmara Municipal, de 30 de Janeiro, a
eciou-se—conforme anunciámos—o an=
e aquele Corpo Administrativo emitir o
stões expostas, o presidente declarou Tin o
ária-em 20 do corrente—a deliberação
Compareceran:: o presidente, dr.
António Peixoto Corrêa, vice-presin
dente Manuel Milheiro Daáarte e os
vereadores António Alves Lopes |
Manso, António da Silva Lourenço e
António Coelho Ciaimarães, faltando,
novo técnico no caso do anteplano de
arbanização vir a sofrer rectificações,
Joaguim Pires Mendes leu a seu
guinte exposição:
“Por motivo jastilicado, Lúcio Edman-
do Graça; e do Conselto. Manicipal,
os vogais dr. Gualdim António de
Queirós é Melo, José Farinha. Tavan
res, João Nunes, Mandel Farinha
Martins, P. Laís Aagasto Rocha, Anm
tónio Barata e Silva e Domingos
Francisco Barata, faltando José Ma-
ria Patrício e José Matias.
“Foram apresentadas as reclama-
“- ções entregues na Secretaria da Cã«
mara por José Ferreira Júnior, José
Farinha Tavares, Fra À
nt
Rito + D. Ladra Morais Car»
neiro de Moura, dr. Carlos Martins
e Corporação des Bombeiros Volanm
tários, da Sertã, dr. Bernardo Fer-
reira de Matos, de Lisboa e D. Maru
garida Lopes Fernandes, da Perna
do Galego. | e
Falou, em primeiro lugar, Antó-
nio Barata e Silva, Cujo discurso
reprodazimos, na integra, noutro
lugar.
“José Farinha Tavares apresen=
tou O seguinte parecer: «Entendo que
o antepláno eomo está não merece
a aprovação da:Câmara e do Consex
lho Manicipal, sendo mea parecer que.
estas entidades, com um técnico com»
petente, deviam estudar e apreciar
as reclamações apresentadas a fim
de ver O que nelas há de atendível»,
Dr. Gualdim de Queirós e Melo
disse concordar com a exposição de
António Barata-e Silva, entendendo,
no entanto, que haverá hoje recla»
mantes, assim como os haverá âma-
nhã se O anteplano for modificado;
porém, declaroa, se as reclamações
puderem ser atendidas, é bom que
Oscomn 1. o
P. Luís Augusto Rocha declarou:
ter encontrado casualmente: um ná-
mero da «Comarca da Sertã», de 11
de Maio de 1946, que contém am con»
vite aos Sertanenses a virem aprem
sentar sugestões sobre o anteplano,
local esta que passou à ler (reproda-
zímo-la no próximo número). Disse
a segair estar o artigo muito bem
feito e ser bastante oportuno, pelo
que, em sea entender, o que está feim
to deve str aprovado, atendendo ao
bem público, que deve estar acima
dos interesses particulares. Não dein
Xa, porém, de reconhecer que a ex
posição de António Barata e Silva
“está bem fundamentada, terminando
por perguntar quem indemnizará a
Câmara pelas despezas a fazer com o
«Temos de reconhecer a absoluta E
necessidade de um piano de urba-.
nização na Sertã, mas também te-
mos de reconhecer, que devido à
grande irregularidade do terrreno
onde a vila está localizada, a sua
elaboração é um problema que
apresenta grandes dificuldades.
Resolveu a Câmara transacte
mandar delinear o ante-plano a
um Arquitecto e pedir aos habitan-
tes da Vila para apresentarem as
suas sugestões sobre o projecto.
isco Pires de |
Sendo a Sertã 1€
são, ea insinuação corrente, de que
única e exclusivamente a entida-
de técnica, que, livre das influen-
cias do meio, fizesse dentro das
realidades, um estudo demorado e
consciencioso, que servisse os in-
teresses da colectividade.
Mas, entendeu a Câmara seguir
caminho diferente, e assistimos en-
tão à peregrinação pelas ruas da
Vila, de Arquitecto acompanhado
pelo Sr. Presidente da Câmara e
mais dois ou três orientadores,
uero admitir, que essas pes-
soas estariam animadas das me-
lhores intenções em acertar, mas
“temos de reconhecer, que sendo pesm
8$0aS que vivem aqui, estão sujei-
tas ás influências do meio, teem o
seu prisma pessoal de ver os pro-
(Conclusão na 3.º pág.)
o Ante-plano é obra de duas ou três.
– Pessoas, devia ter havido o cuida-
“do de entregar a sua elaboração,
x.ºº Sr. Presidente da Câmara:
Convidado para assistir hoje à rea
nião extraordinária da Câmara da
digna presidência de V. Ex.?, afim de
serem trocadas impressões acerca do
antesplano de urbanização da Sertã,
eu só por motivo de força maior pon
deria faltar a manifestar«me. E que
se trata duma questão importantism
Sima que principia a apaixonar a
opinião publica local, e de cuja solum
ção dependem, de momento, os destin
nos da sede do concelho, e exige,
‘ emente, que cad
ponsabilidade do que dizer, e até do
que não disser, visto que o silêncio
de certas pessoas e em certas ocam
siões também é concisamente ilaci=
dativo.
Alirmo em primeiro lugar que sem
rei uma das maiores vítimas da ur-
banização da Sertã. Pelo que com
nheço do ante-plano, serei desapos»
sado do meu-melhor terreno com oli
– veiras de boa produção, quase conti
guo à minha residência, e que, para
mim, mais do que o seu valor mate
rial, tem um valor estimativo impar»
gável pela sua situação altaneira que
me oferece um miradouro interes
sante onde vou, frequentemente, rem
crear a vista e o espírito. Mas não
lica por aqui o meu tribato para a
urbanização desta vila. Do quintal
anexo à minha casa de residência, à
margem da rua Manuel Joaquim Num.
nes, sai também formidável talhada
“A NEVE
A neve cai de mansinho
E faz de cada caminho
Um lençol branco e risonho,
E toda a gente que a vê
Sente, sem saber porquê,
“Sua alma presa num sonho.
Linda neve tão branquinha
Que à mais humilde casinha
Dá tanta graça e beleza,
Tado é mais belo e mais leve
Sob o manto desta neve
Que nos manda a Natureza.
Até parece que a gente
E” melhor e que se sente
Mais puro o seu coração
Quando, de olhar encantado,
Kepara que tem passado
O lindo branco do chão!
“E quando a noite desceu
E a lua crrante no Céu
Cobre de luz à montanha,
Nesse beijo de luar
Tudo parece brilhar
Numa claridade estranha…
Nos braços do arvoredo
Murmura um brando segredo
A brisa fria ao passar,
E ao ver os longes sem fim
Tão brancos como martim
Sente-se a Terra a sonhar!
Estela Hanid
“apreciadas e decididas com esp
de boa vontade, salvaguardando, |
claro, o interesse geral que à todos –
me a sua posição € assuma a res=.
do melhor solo, deixando-me, para los
gradouro da moradia, o Que ea cala.
calo menos de metade do que lá está,
Certamente que não me agradará
nada, se, ainda nos meus dias, me
vir separado da mais valiosa parces
| la das minhas propriedades. Não me
agrada nada-—repito-—como é nat
ral e humano, mas não reclamei. Dex
claro, contudo que não censuro
quem contrariamente a mim, impam
gnou, no ante-plano, o que aiceta as
suas conveniências particalares.
‘ Acho mesmo sd
sobreleva. É
Reconhecida, sem controvérsias
admissíveis, a necessidade que a Ser-
tá tem de submeter-se às regras dam :
plano de urbanização que lhe iranm
queic as portas do progresso e das
novas concepções e exigências da vim
da social, e exeluida a ideia de que
possa praticar-se urbanismo, em qual-
quer parte, sem lesão, maior ou me»
nor, do interesse individual, o qué
restará saber é s=, ou em que medi-
da este poderá ser atendido. Nem os
reclamantes esperarão mais.
Pessoas desta terra, onde umas
naseeram, outras constitdairam famí=
lia, e, quase todas, dormirão o sono
cterno, tenho pára mim que nes
nhum ocalta o desejo de ver estran-
gulada, pouco mais que à nascenga,
uma esperança que, cório promessa
aliciante de melhores dias para a sex
de do concelho, começa à tomar for»
mas de realidade.
Esta vila, estaciona hoje numa
encruzilhada de caminhos, que tanto
a podem levar à falência como à sal»
vação, e bem vindas serão as mãos
que de fora se lhe estendam para
ejudá-la a sair das suas dificuldades
ocasionais. Tenha-se porém bem
presente, que será sempre aos de cá,
aos que aqui vivem ou têm interes=
ses de qualquer ordem, aos que, de
resto, ficariam sob os escombros dú-
ma dérrocada da Sertã, será a estes
—repito—que mais incumbirá, o dem
ver sagrado de deiendê-ia, consolim
dá-la na saa posição tradicional,
velar pela sua segurança e erigrarni=
decimento, repartindo com cla, quan
to possam dar-lhe em amor € re»
náncia.
A inconformidade de alguns ma-
nícipes com determinados pormenoO-
(Conetai me 3.º página.
A Comarca da Sertã
“senhora muito simpática, .
dados um.
Res Sa
De. Vital Fontes, Servidor |
de-Reis 6 de Presidentes |
“Estado Novo
As populações entusiasmavam-
se tanto com a presença do sr. Ge-
neral Carmona que o cercavam,
desde que chegava até que pariia, .
rodeando o automóvel e todos de-
sejundo vê-lo de perto, enquanto
das janelas o cobriam de flores.
U sr, Presidente sorria para todos,
dizia adeus com a mão e sempre
beijava-alguma criança indígena,
que ospretinhos são muito engra-.
gados, Quando o fazia, aumenta-.
va o.entusiasmo, que, por vezes,
era tão grande que interrompia
a marcha do carro presidencial,
Não se faz ideia do delirio daque-
la gente por ver ali o Presidente .
da República.
Luanda, Lobiio, Benguela,
Moçâmedes, em todo o litoral, na. |
capital, . naquele belo porto, tão.
bem apetreckado, e nas duas ci-
dades, a última cheia de guerrei-
ros africanos e.todos a festejarem
“Portugal e o seu Chefe de ivstado,
“Grandes recordações conservo.
desta viagem a Ájiica, e senti que
a minha saúde me não permitisse,
acompanhar O senhor Presidente
na segunda que fez e que foi tam-
bém á costa oriental e à União .
Sul Africana. e
A bordo passei muito bem, ex-
cepto naqueles poucos dias a que
já me referi. É recordo com sau-
“dade todos os que ne acompanha-
ram, da comitiva € também os rs.
jornalistas, nacionais $ estrangei-
ros. Todos foram convidados pelo
sr. Presidente para jantarem à sua
mesa, iá em cima, com sua fami-.
a Casa Militar, e com o
q das Colónias
do, e sua esp
lia eu su
ter
Cada dia eram convi
jornalista português e um estran-
geiro. Até foi um dia um alemão
que só falava a sua língua, O sr.
Eck. Osr. Presidente costumavá.
falar com os estrangeiros em fran-.
cês, mas com aquele não sabia co-
mo entender-se. Como é muito
delicado, o sr. General Carmona
estava sempre a voltar-se para ele
“easorrir. E o alemão sorria tam-
bém. Um bocado de conversa com
o jornalista português, e outro sor-
riso para o alemão, que voltava a;
Sorrir. E todos que estavam a me-
sa acompanhavam o sr. Presiden-
te naqueles sorrisos ao alemão, e.
o alemão sorria para o sr. Presi-
dente e para todos. k eu pensei
que se todos no mundo falássemos
apenas a nossa lingua, talvez se
tivesse evitado a guerra. Tudo te-
ria sido trogar sorrisos, sem dar .
lugar a discussões, sem conversas.
Mas, não. Começaram com con-
persas inúteis, e foi isto que se es-
tá vendo. E dai, talvez que o mal.
venha de falarmos línguas diferen-
tes. Não sei, não se sabe nada.
“No regresso da primeira via-
gem ainda o senhor Presidente
pôde almoçar com sua família, a
comitiva e outras pessoas de rela-
ções, em Belém, onde raras vezes .
tem comido, como não seja, por
exemplo, no intervalo das recep-
ções e visitas do Ano Novo. E da-
li foram todos ao Te-Deum nos.
Jerónimos.
Da segunda viagem regressou,
à nuite e como não houvesse jantar.
em Belém, seguiu logo para Cas-
cals..,
“Além de que já tinha começado .
esta guerra horrível,
Em Setembro de 1939, no dia €
em que o sm. Presidente saia de,
ESA GD > — me e,
leucotomia Prefontal
HH
(Continuação do n.º 749)
A realização da segunda fase das
“experiências que levaram à execação
da angiografia cerebral, isto é, quan. :
do terminado o estado das sabstân- .
“cias de contraste cra neeessário rea
“lizar observações em enimais e cam
dáveres, é um exemplo certamente
“raro de tenacidade perante condições
“de trabalho adversas e insaficientes.
Era necessário estudar. o aspecto .
radiográfico da rede arterial cerem
bral; para isso foi forçoso transpor».
tar nam automóvel particular às cam
beças decepadas cedidas pelo Inttitam..
to de Anatomia até ao Serviço: de
R. X do Hospital Escolar. Estas via=
gens macabras repetiram-se indme-
ras vezes.
O Hospital Escolar de Lisboa não
possula instalações nem instramen-
tos para operações delicadas em ani»
“mais.
O Prof. Ferreira de Mira pôs
“os recarsos do Instituto Rocha Ca-
bral à disposição do Prof. Egas Mo-
nz, Ali loram execatadas interven=
– ções assépticas em macacos € cães,
pencendo-se maitas dificuldades prom
venientes do desconhecimento de tém
cenicas apropriadas e dos pormenores.
anatómicos das artérias cervicais
nos animais. Mas o Instituto Rocha
Cabral não dispunha de aparelhagem
de R. X; por isso 0s animais tinham
de ser, depois de operados, transpor-=
tados em condições assépticas do
Hospital de Santa Marta, € à malo»-
ria nóvamente regressava ao Insti=
tuto para, encerramento das icridas
operatórias.
este
que
| apenas tentamos dar uma ideia das |
dilicaldades principais que envolve- .
ram os primeiros trabalhos; mas,
não têm conta os pequenos porme-
nores-de técnica que tiveram também .
de str à cada passo improvizados..
Só a tenacidade, o espírito Invêntivo
Luanda para regressar a Lisboa,
terminada a sua segunda viagem
a Africa, rebentava a guerra, e a,
“viagem fez-se com precuuções.
Não fora a guerra e o sr. gene-
ral Carmona teria ido á India, o.
que se projectava para uma ler-
ceira viagem em que eu talvez pu-
desse ter ido. os
O mau é os homens falarem:
muitas línguãs, ou cada um a sua,
e quererem tornar a levantar a
Torre de Babel. Eu não falo se
não a minha e assim mesmo não
sei se fui linguareiro, se desgostei
“alguém com o que contei neste di-
vro, A todos peço desculpa e ao
leitores também. |
Para finalizar vou-me referir a.
outros grandes acontecimentos que
presenciei na Exposição do Mun-.
“do Português. o
Aão tentarei descrever o que foi
“esta Exposição, nem acentuar a
sua significação. Posso, sim, ajir-.
mar que nunca vi nada que se lhe
parecesse em Portugal, nem a
Grande Exposição Industrial, do
Porto a que foi o sr. D, Luis 1,
nem da Grande Feira Franca da
Rotunda, quando do Centenário.
da Índia.
& muitos mais estrangeiros a
teriam vindo ver se não começasse
esta guerra que: só cá deixou vir
aqueles que ela própria para cá
atirou. Assim mesmo vieram ilus-
tres pessoas que o Governo con-
vidou. e
Noatro local tivemos já ocasião |
as ; É
oo Ret Anes a viagem
siso
A Comarca da Sert6 esmaga
por Almeida Lima
ec o engenho, que sabem tirar o mán
ximo rendimento dos recursos dispo-
níveis, permitirem sucessivamente
contornar obstáculos perante os quais
outros-tériam sossobrado.
Uma vez conclaídas as séries de
na posse da certeza de que à injcce-
cão, na carótida do cão ou do maca-
co, de uma substância mais opaea
aos R. X do que os ossos do crânio
nem lhe causava qualquer lesão ou
mesmo desconforto apreciável, e de
que cra possível por meio do método
em estado obter a imagem radiográ-
fica da rede arterial intracraniana.
Faltava dar o passo decisivo para
à injecção carotídea no homem. Já
ao tempo se tinham praticado, é cer-
to, se bem que, râramente, injecções
na carótida interna com fins tera-
pêuticos; mas nada se podia prever
produzidos sobre as artérias ou so-
bre o cérebro pela substância opaca
apropriada, nem.as doses que era
necessário empregar para alcançar
o fim desejado. e
A curta pausa que nesta fase som
freu o prosseguimento do trabalho
reilecie a luta íntima entre o inves
tigador, seguro dos resultados das
experiências cuidadosamente orien-
tadas e repetidas, c o médico, reeco-
“so des consequências que podia tra-
zer a0 doente a aplicação de um mé-
dico aulacioso e inédito. Nuites de
insónia, e por certo de angástia, pre
cederam o dia da resolação deiinitiva.
demonstrou assim ama das maitas
facetas da Sua exemplar constituição
moral: a conffança nos oatros, só
perfeita em quem a tem em si próprio.
Cometenmse então um grande erro,
erro que mais de uma vez tem feito
demorar grandes progressos em me-
dicina. Foi escolhido para a expem
riência um doente em péssimo estan
nado. (Continua).
(De n.ºº 11 e 12 de «A Medicina Com»
temporânea, Jornal português de
Ciências Médicas»).
Correio para a Maclelra, fregue-
Í ‘ À Junia de Frem
sla do Troviscal: o Trovis.
cal solicitou ao director dos C. T. T.
do distrito a instalação duma caixa
de correio no importante lugar da
Macieira, cajo isolamento, por falta
dama boa estrada « de comanicações
postais, é absolutamente incompreen-
sível nesta época, tanto mais que
‘ conta 45 fogos e 269 habitantes, se-
gando o censo de 1940, o que quer
dizer não existir na fregazsia outra
aldeia que suplante a Macieira em po-
palação; a própria sede registava enm=
tão 263 habitantes, ainda que mais
elevado número de fogos: 67.
Pretendem os habitantes da Max
cieira que, apenas em três dias por
semana, um estafeta conduza de c
para ali o correio, percorrendo, tam»
bém, os lagares de Marinha do Vale
Carvalho, Covões, Currais, R.veira
da Cilha ce Cimo do Vale.
O pedido é de inteira justiça, pe-
lo que temos muita satisfação em dar
todo o apoio à pretensão da Junta
apresentada ao ilustre direvtor dos
experiências em animais, estava-se |
não dava lugar à morte do animal,.
com segurança acerca dos eleitos.
do geral, irremediâvelmente conde-.
“Carlos dos Santos: So» está epígra»
le, diz o boletim
“do benemérito Grupo Onomástico
«Os Carlos», no n.º 75, do mês dem
corrente: <A Filarmónica União Ser=
taginens: ao comemorar, no dia 1.º
“* de Dezembro, mais um aniversário,
aproveitou a oportunidade para pres-
tar homenagem ao seu distinto rem
gente, sr. Carlos dos Santos, que alt
presta, há mais de cinguenta anos,
OS Seus serviços, com a inaagaração
da sua fotografia. Ao acto assistiram
“numerosos amigos; tendo-se associa=
do à justa homenagem o periódico
<A Comarca da Sertã». mo sr. Car-
los dos Santos o nosso boletim envia
também cumprimentos, desejando- lhe
longa vida para bem da suã terra».
«Soiréa» dançante no Grémio
Sertaginensa
Um grupo de sócios do Grémio Sertam
ginense está organizando, para àmanhã,
3.2 feira de Entrado, uma «soirée» dançan”
te, que será abrilhantada pelo acordeox
nista António Sousa.
O sr, dr, Jalmo Lopes Dias, nosso
ueri-
do amigo e ilustre ctnógraio, reall-
zou uma bela conferência na Casa
do Distrito de Coimbra, dentro do
programa eultural desta Casa regiom
nalista, sobre «Coimbra e as Beiras»,
que foi escutada por grande número
de intelectuais com o mais vips pra»
zer espiritaal.
D congresso das Flarmónicas das
Bairas! A iniciativa do director da
‘* Filarmónica Fidelidade, de.
Aldeia das Dez, de reunir um grande .
número de bandas no santuário da
Senhora das-Pr: ces—a que há tem-
po «à Comarca da Sertã» se referia
desenvolvidamente—, continaa tendo |
o melhor acolhimento por parte das.
direcções das másicas a que foram.
| feitos convites e tonto assim que mai-
“tas delas já deram a saa entasiástica
adesão. Cunta-se que as restantes não
deverão ficar indiferentes a tão im-
portante e inédita realização, que jan-=
tará no magnífico santaário, em ale-
gre confraternização, as filarmônicas
de toda a linda é extensa região das
Beiras.
Será, porém, imperdoável que tom
dos os Sertanenses e verdadeiros
omigos da Sertã não contribuam por
todos os meios ào Seu alcance para
que a velha Filarmónica União Ser=
taginense, de tão antigas como hon-=
rosas tradições e que, em époas pas-
sadas tanto prestigioa, por maitas ter=
ras além, o nome da Pátria de Com
linda, tome parte nesse Congresso,
Iniciativa que a todos nós deverá me-
recer o melhor carinho, Como já aqai
acentuámos muitas vezes, a Filar-
mónica da Sertã não pode satr do
concelho por falta dam bom farda»
mento de pano azul e de alguns ins-
tramentos de que carece em absola-
to, além de que parte dos existences,
necessitam de adequada e castosa re-
paração.
Apelamos, pois, para o bairrismo
de todos. Os homens enobrecem-se
pela sua acção realizadora em prol
da Sua terra c da colectividade e não
por campanhas derrotistas, que a nin=
giém aproveitam.
Vamos lazer todo o possível para .
que a nossa banda tome parte no
Congresso, caros patrícios c amigos?
AGENDA
“—Encontra-se na Sertã a sr* D. Gui=
lhermina L. de Portugal Darão.
—Retirou oara Lisboã a sr? D. Lucila
Baptista Manso da Gama Vieira, esposa do
sr. dr. Alexandre António Veiga da Gama .
Vieira.
—Esteve na Arrifana O sr. Augusto Joam
quim Reis, de Lisboa,
A Comarca da Sertã
Urbanização |
da Vila da Sertã
(Conclusão da 1.º pág.)
res da sua arbanização não poderá
ser, portanto, origem de discárdias
inconciliáveis que a depaaperem e.
ponham à mercê de perigosas con-
tingências. Bastará para isso que
um razoável propósito de colanoran
ção e desinteresse, limite as razões
dos re. lamantes onde se erga a ras.
zão suprema da s dedo concelho.
Deliberou a Câmara da digna pre
sidência de V. Ex.”, submeter ao exam
me do adtor do ante-plano as recla-
mações a que deu lagar.
Achei lógico que assim tivesse sam
cedido, porque ninguém, melhor do
que eie, poderia esclarecer a opinião:
pública acerca. das impagnações Teim
tas à alyamas parcelas do sea traban
lho, e seria de estimar que novos ele
meits de elacidação acrescessem aos
q Ie já se conhecem e dessem ao sed
parecer, em relação às questionadas
localizações das constru :ões demarn
cadas no ante-plano e às causas que
as aconselharam, uma base mais pa! –
pável das decisões a tomar. Inle Z.
mente, não sucedea assim, e aguia,
só há que acciiar o facto e as suas
consequencias.
Não está em causa, no seu cons
janto, .diga-mse. à bem da justica, O
trabalho do:Sr. Arquitecto António
Neves, à cuja competência e honestim
dade prolissional rendo as minhas.
homenagens sinceras. O que está em
causa, Sem desdouro para o ilustre
artista, é um desacordo dos reclam
mantes sob algans dos seus pontos
de vista expressos no ante-plano, e
para os quais tem de ser encontrada
solução, sem que a urbanização da
Sertá soira quebra oa demora prom
longada.
“Nestas circunstâncias, como mem
– dida conciliatória e sem intenções |
* reScrvadas oa depreciativis de quem .
quer que seja, ea ouso alvitrar, sem
pretensões a que não apareça ideia –
“que melhor sirva o bem desta terra,
“que a Câmara, com a brevidade pos-
sível, solicite da Direcção Geral de.
Urbanização pessoa idónea estranha
à região e à questão, que se desloque
a esta vila, e em presença da sua dis
posição topográfica, estratura do an»
te-plano de arbanização e das reclam
mações em referên ia, dê sobre estas,
um parecer sulicientemente amplo e
concreto que proporcione aos que ti=
verem de resolvê-las, o auxílio de
que carecem. Mas não há tempo a
perder. “o
“A albafeira do Castelo do Bode, .
a estender-se até ao Vale da Ursa, a
barragem do Cabril, em via de rea-
lização próxima, e a esperada cons-
“trução da grande estrada nacional
n.º 2 que -marginará esta vila, são
factores que darão ao triângalo da:
Sertã, Cernache e Pedrógão Peque-
no, possibilidades tarísticas de apre-
clável relevo. Mas para que’a sede
do concelho possa condignamente ali
ocapar o sea lagar e aproveitar dos
seas benelícios, terá de fazer saltar a
muralha que vm impedindo a saa
expansão popalacional, pôr ordem e
disciplina onde tem campeado o ar=
bítrio e o capricho desordenados,
melhorar o seu aspecto exterior €
alinhar, finalmente com os povos que
lhe levam dianteira.
Como tado Isto só pode obtê-lo
pela força dum plano de urbanizim
ção, ele que venha, porque, com um
oa outro amargo de boca, será, ao
resto o remédio redentor.
Aqai terminam as considerações
que me sagere hoje o problema da
urbanização da Sertã, considerações
sem outro valor que o da sincerida-
de que as ditou, e sem mais preten-
sões do que a de marcar O mea lugar
nã Caminhada em que esta terra se
4 Edo se Lais Mirins:
Horta e sua esposa sr.’ D. Ana Mar-
Casamento
“No dia 27 do mês findo, na igreja
Ê
de N. S. de Fátima, em Lisboa, ream .
| lizoa-se o casamento de Mademoi-
selle Ilda da Costa Leitão, natural
da Sertã, com o sr. Mário José Sax
les, tancionário da Secretaria Geral
da Universidade de Lisboa, sendo pa-
drinhos, por parte da noiva, sua tia
sr.* D. Jalieta Farinha Leitão e osr..
| dr. F.rnando de Mendonça e, por
parte do noivo, à sr.” D. Nuémia de
Almeida e sea marido sr. engenheiro
Aires de Alímcida. so
Finda a cerimónia religiosa fol
servido, nam ambiente da maior in-
timidade, um copo d’ágaa na residên-
cia da madrinha e tia da noiva, par»
tindo, depois, os nubentes em viagem
de nápeias por Nazaré, Alcobaça, Ba»
talha, Calaas da Raínha é S. Martin ‘
nho do Porto, regressando à capital,
onde fixaram residência.
«Comarca da Sertã» faz sinceros
votos pelas pentaras do novo casal.
Necrologia
No dia 30 do mês findo, falecea,
no lugar do Cardal, iregacsia de Pan
lhais, à sr.? D. Nazaré Daarte, de 86
anos, viáva do sr. Mandel Daarte,
mãc das sr.”* D. Maria Amélia Daar=
te Cardoso, da Sertã, D. Piedade
Duarte Nanes, de Cabal (Angola) e
D. Virgínia Daarte, de Lisboa e dos
srs. Manael Duarte, do Cardal e An-
tónio Duarte, de Quelimane (Áirica
Oriental), sogra da sr” D. Ana Lei-
tão Daarte, do Cardal e dos srs. Au»
gusto Cardoso, da Sertã e Sebastião
da Silva, de Lisboa e avó da sr. D.
Maria da Encarnação Duarte Cardo-:
so Costa, esposa do sr. Joaquim Vi-
diga! Costa E
A toda à família dorida, apresen»
tamos sentidas condolências.
ERR Eno E
tins Pereira Horta, de Proença-a-Nom
va, foi pedida em casamento, para.
sea filho sr. Francisco Martins Pe-.
“reira Horta, ajulante da Conservas –
tória do Registo Civil deste concelho,
a mão de Mademoiselle Maria da
Encarnação Serrano Nanses, filha do.
sr. João Nunes e de sua esposa sr.?
D. Maria Inácia Serrano Nanes, pro-
prietários, de Palhais.
Tampa de caneta de tinta
— permanente
Achoa-se; entrega-se ao seu dono
-nesta Redacção.
estorça por encontrar novos e mex
lhores ramos.
Bem satisfeito ficarei, no entanto,
se outros, melhor apetrechados com
“conhecimentos que me faltam, trou-
xerem à questão, as luzes do seu
senso e inteligência, com vontade de
ajudarem a conduzir a bom; porto,
mais depressa e mais aegura, esta.
caravela em que a Sertã está nave-
gando e não quer ver nauiragar.
A V. Ex.º senhor Presidente e aos
dignos
saudações, certo de que o sea zelo
administrativo, espírito de visão e
devoção patriótica, são garantia de
que a sua interierência na questão –
que se debate, será.a mais consentá-
“neà com o interesse concelhio que,
neste caso, é positivamente o inte-
resse da Sertã confiado à guarda |
es Ê
de 4. EA
vereadores que colaboram.
“com V. Ex. na direcção dos negó-
ctos manicipais, dirijo as minhas.
Pereira |
“Urbanização da Vila da Sertã
(Conclusão da 1.º pág.”)
blemas da nossa terra, e certamen-
te, mu-tas vezes, esse prisma não
permitirá que esses problema: se-
jam encarados dentro das soluções
mais convenientes.
Temos na história da Sertã vá-
rios factos a prová-lo, e um deles
—o mais frisante—é a localização
deste edifício dos Paços do Con-
celho.
É já agora, permitam-me uma
derivação !
Quando se fez a escolha deste
local, era presidente da Câmara
“um filho de Cernache do Bonjar-
dim —essa grande figura de poli-
tico do nosso concelho, que se cha-
mou. Dr. Abílio Marçal —-e quando
o assunto foi debatido, ele que era
estranho aos interesses e influên-
cias do meio, vendo o problema
com a sua grande inteligência e
com olhos de ver, discordou desta
localização, dizendo que a expan-
são natural da vila devia ser efec-
tuada no sentido Sul e não em sen-
tido Norte, porque neste último ca-
so, devido ás dificuldades topográ-
ficas do terreno não havia possi-
bilidade de se fazer uma obra do
“futuro engrandecimento da Sertã.
“Mas como era um político há-
bile de superior inteligência, de-
pois deexpor a sua ideia declarou:
A construção dos Paços do Con-
celho interessa principalmente á
Sertã, portanto têm que ser os seus
filhos que têm de resolver o pro-
blena. =
É então, perante a passividade
inconsciente da população da Ser.
tã assistimos à persistência de 2
ou 3 orientadores, que nos lega-
ram esta obra grandiosa num lo-
– cal que todos nós lamentamos
A lamento também, que na ela-
“boração do Ante-plano, se esteja
a reincidir nos mesmos erros pas-
sados, evitando assim a expansão
natural da Vila. |
O jornal a Comarca da Sertã,
de 20) do corrente insere um arti-
go do Ea,”º Sr. Dr. Flávio sobre
o Ante-plano, no qual sua Ex. diz
que numa sessão de reclamações
só apareceram dois reclamantes.,
Uma dessas pessoas devo ser eu,
mas sua Ex“ esqueceu-se de acres-
centar, que nessa sessão “não se
feza mais leve referência à cons-
trução dum bairro no Álito do Lu-
zirão, nem mesmo nessa ocasião o
lobriguei desenhado no papel.
“Se me tivesse informado do seu
desígnio, ter-lhe-ia objectado :
Então vão fazer um bairro no
Alto do Luzirãc e fica em branco
toda a faixa da estrada de S. João
do Couto ?
Qual é que interessa mais à ur=
baniz ição da Vila é a primeira ou
a segunda ?
“Portanto meus senhores faça-
se uma revisão ao Ante-plano por
um técnico competente e que en-.
care o problema dentro das rea-
lidades.
João Nunes declarou depois que
é de opinião que se o assunto em
causa interessa sobremaneira aos re-
sidentes da Vila da Sertã, devem ser
eles a ter mais interferência no mes»
mo, ideia igaalmente aprovada por
Domingos Francisco Barata e Mau.
“nuel Farinha Martins, tendo discor»
dado desta maneira de ver P, Luis
Augusto Rocha, declarando que,
uma vez que foram convidados a as=
sistir a esta reunião para dar as suas
opiniões, não devem deixar dev fazer.
António Coelho Guimarães es
clarece não concordar com à mancin
ra de ver de Joagaim Pires Men-
des na parte em que diz: «…mas
entendea à Câmara seguir caminho
| da urbanização da Sertã». É
Manuel Milheiro Duarte disse:
«Em face da exposição brilhantemena.
te feita pelo vogal António Barata ec |
diferente e assistimos então à perem
grinação, pelas ruas da Vila, do ar=
quitecto acompanhado pelo sr. prea
sidente da Câmara e mails dois od:
três orientadores…», pois que lhe
interessam, como membro da Câmas
ra e não só como habitante de Cers
nache do Bonjardim, todos os assan-=
tos de interesse concelhio; não deixa
dé aceltar as responsabilidades que
neste assunto lhe cabem como vogal
“da Câmara que mandou proceder à
elaboração do projecto agora em
apreciação. Não pode, por isso, toda
a responsabilidade ser imputada só=
mente às pessoas a quem se refere
naquela passagem do discarso, Disse,
seguidamente, que a ideia de se cha- .
| mar um técnico, apresentada por al=.
guns oradores, é justa, que eontoria
com a vinda do mesmo, mas que está.
convencido que o técnico que vier não .
modificará profandamente o antepla-
no de arbanização da Vila da Sertã,
nem dirá que ele está mal elaborado,
visto ser colega, certamente, de ad=
tor do projecto; sendo assim, as linhas –
gerais do mesmo terão sempre qua
ser mantidas. Finalmente declarou
que não está de acordo com a conn-
denação do anteplano de urbanização.
Lopes Manso, depois de declarar
que não está à altara de poder dism
cattr o anteplano nem as reclamações,
por falta de conhecimentos técnicas,
entende dever apresentar a seguinte
proposta e sabmetênia à apreciação
da Câmara, acrescentando que o sea
único desejo é que esrtas constrações
sejam colocadas nos seus devidos lom
cais: «Proponho que a aprovação de.
anteplano se faça depois dum prévio
estudo do mesmo por um ou mais
técnicos competentes para indicarem
se se devem fazer alterações e nesse
+
Silva soa de parecer também que o
anteplano de Urbanização, ao ser ens
viado à Direcção Geral de Melhora-
mentos de Serviços de Urbanização
seja solicitado o envio de técnicos –
especializados para verificação da –
posição da terra e anteplano, segain-
do-Se urgência nos serviços para que
a terra não continai em situação de
prejuizo. Reserva para em oportuni-
dade de discassão frisar algunscasos».
Não havendo mais ninguém a que-
| rer csar da palavra, o presidente des
clarou Ílcar para a próxima reunião.
ordinária da Câmara Municipal a de»
liberação a tomar sobre o assunto
em discussão em virtude de alguns
vercadores desejarem apreciar as su-
gestões apresentadas nesta reunião,
sendo então apresentada conjanta-=’
mente a proposta do vercador LO-
pes Manso.
Reinaldo Alvas Costas Na semana
passada tl-
“vemos o prazer de abraçar na Sertã
este nosse querido amigo, distintís-
simo presidente da Direeção da «Cam
sa da Comarca da Sertã», a quem
muitos doentes da nossa região de=
vem já inestimáveis benciícios e aq-
xílios pela protecção que lhes tem
dispensado junto das várias e com»
petentes clínicas médicas, que desin-
teressâádamente vêm colaborando na
obra humanitária erguida por aque:
la prestimosa Casa regionalista, da .
iniciativa da Direcção de 1950, já en=-
tão presidida por Reinaldo Costa..
“Postais da Sertã.
— Uma novacinteressante colecção, |
à venda na Gráfica Celinda:
-Caso como devem ser feitaspara bem
A Comarca da Sertã
Será, talvez, difícil descrever
em poucas linhas o trajecto que faz
toda a pessoa que se deslogue de
Setábat a Oleiros. E que o percar=
so é tão vasto e as belezas vistas são.
tantas, que perdemos quase do sen-
tido o flo da: meada., Embora em
apontamentos: excessivamente bre-
ves, voa dar uma pequena resenha
do muito que se observa entre Sem
tábal, terra onde resido, e Oleiros,
abençoada vila da: minha nascença.
— — ES :
Tomado’ó:combóio na estação de
Setúbal, a am quilómetro da cidade,
começamos a sabir ligeiramente, em
direcção a: Pálmela–histórico con-.
<elho do distrito de Setabal, possai=
dor de seu”castelo altanciro, e, como
este, situado -em alta serra de sea
nome. Deixamos a. vista do mar, do
rio Sado, de águas sempre tranqai»
jas e azuis, € passamos, darante uns
quinze minatos, por entre pinhais.
Logo a seguir, o Pinhal Novo, en»
“troncamento ‘ierroviário, alindando
pequena € graciosa povoação, à esm
palhar-se para os dois lados da linha.
“De breve em breve, a Moita, concem
lho, com características de terra ri»
batejana, onde as toiradas assinalam.
bravara:; Alhos Vedros que, apesar
de ser pegacna terra, tem saas agren
miações recreativas muito bem orga-
nizadas € um povo que nos desperta
a simpatia por seus modos cosmo»
politas; vem, depois, o Lavradio,
que, juntamente com o Barreiro, nos
“apresenta uma região laboriosa, de
densa população activa, caminhando
por todas us manhãs na direcção de
seus trabalhos. a
O Barreiro, vila bastante ampla
ec importante, tem sea quê de espe-
“cial, talvez pelas vizinhanças de Lis=
boa:-—é moderno, fabril e volunta-
rioso. Os seus clabes de instração,
recreio e desporto, conferem-lhe cer»
to ar de vila mejestática. E, irente
no Berreiro, O rio Tejo, de maitas €
históricas lembranças, onde, após a
proilssão de fé, no velho Restelo, os
mareantes de outrês cras embarca-.
yam para feitos nanca esquecidos,
de admiráveis descobertas.
E ememerend
A meio da Avenida de Almirante
Reis, em Lisboa, entramos nama das.
óptimas camionetas da Viação de
Sernache. Ambiente novo, perspee-
tipás da Beira. Faces tisnadas pelo.
sol, morenas, e acicatadas pelos trios
da terra beiroa, aparentam-nos G.
“aspecto todo especial da nossa que-
rida Província. Há, na áltima hora
da partida, pessoas de família que se
recomendam aos da terra; avisos €
euidados naturais, pare que nada ESm
queça, e; logo após, o veíealo põe-se
em andamento. No Interior do carro,
um aparelho de teleionia sem Íios
“emite um programa de másicas €
palestras, —coisa que se prolonga
enquanto houver nos postos trans
– missorcs oficiais tempos de emissão.
Nesta toada passamos ão Acroporto
de Lisboa, com seus ruídos de avião
que sobe oa desce no campo de eterm
ragem. Depois, os artísticos palace»
tes da Avenida do Aeroporto, todos
desiguais. Mais adiante, para a di»
reita, o Bairro da Encarnação,—mo-»
derno, limpo e gracioso. Uma vez
fora de Lisbõôa, desenvolve-se, mais
e mais, a fila de estabelecimentos
— Jabris, que até Vila Franca de Xira,
“acompanha a estrada e o Tejo. E
há povoações, ainda cheirosas de
Lisboa, por aí acima: Sacavém,
Data -enim
O Ribatejo aparece-nos, então,
com todo o seu aspecto bravio € ri»
beirinho, em Vila França, Azambas
jo, Cartaxo, e mais terras.
de Setúbal a Óleixas
“Ao sr. António Gonçalves de An-
* drade, oferece e dedica o autor |
Pelo meio do dia, sarge-nos San»
tarém. Primeiro, imponentes casas.
novas, perto da estrada, em plano.
alto. Depois, a vasta praça onde se
ergue o tauródromo. Logo a seguir,
“es ruas de Santarém e o magnífico
Campo de Sá de Bandeira, com o
| aprazível jardim € mercado manici-
pal, forrado de azulejos. Passada
Santarém, onde se descansou perto
de meia hora, vem Pernes, com o
seu constante movimento. Pernes
não é mnito grande, embora seja
terra que se desenvolva no sobre-o=
comprido da entrada, mas, não obs»
tante isso, observel que tem, pelo,
menos, três estabelecimentos de «cam
fé», atestando a sua progressividade.
Por entre campos de variadas espé-
cies de árvores, onde abundam os
ciprestes, andamos muito tempo, àté
que se entra em Torres Novas. Tem
escola militar, de cavalaria, e sea
castelo, ou melhor, suas torres. A
vila, muito branca, vê-se em posição
admirável, de onde quer que a admi-
remos, por entre altos € baixos. Mais
tarde, quando menos Oo esperamos,
comecamos a descer, a descer, e, no
lundo, entre verdes de estufa, desm
cortina-se a cidade de Tomar:—a
magnífica, a do Nabão, a do Con»
vento de Cristo, das casas manacli=
nas, das pequenas e belas avenidas
arborizadas… a maravilhosa, nam
ma palavra.
Vislumbra-se, já, O tique, ainda
temeroso, da região da Beira; casas
sem cal, telhados «à portuguesa»,
pinheiros e mais pinheiros, serras,
vales e lagares jinóspitos. Derivan-
do à direita, por uma estrada cama
rária maito bem traçada, vamos pa-
ra Ferreira do Zêzere, última terra
da província ribatejana: Tomamos,
de novo, em regresso, pela mesma
estrada e continuamos, depois, pela
estrade nacional, a caminho de Cera
nache: fresca, elegante, pequena e
bem-fadada pela natureza. Passán
mos o Seminário e a igreja matriz,
com seu eruzeiro respeitável. Perto,
à beira da via, a estação da Empre-
sa de Viação de Sernache. Há uma
pequena paragem, para reabasteci-
mento dos autocarros, e, depois…
A Sertã, primeira vila da Beira
Baixa, com categoria de concelho.
Ela adensoa-se, prolandamente, na
“minha visão: marca total da Beira,
com as suas gentes sádias e tranqui»
las, as suas vias portuguesíssimas,
com o sea ar calmo e feliz, o seu |
casario irregular e maito alvo de
frontarias, a testemunhar, realmente,
o começo da Beira Baixa.
Há, na Sertã, uma paragem. E pas»
‘ sados, talvez, quarenta minutos, com
“meçamos a viagem sublime de expecn
tativa pessoal, febril, ridente até Oleim
ros—pequeno e grande concelho, todo
branco e puro. A camioneta sobe, cam
da vez mais; faz torcícolos e mais torm.
cícolos; descamba toda para a direita
e, depois, toda para a esquerda, con»
forme o declive das serras, e colam –
se mesmo à berma da estrada, es=
“treita, atafada de pinhais e dominann
do os vales profandos, onde correm
| carsos de água, inesgotáveis, e rom
deados de casario de povoados —sem
ja a Madeirã, o Sobral ou Álvaro,
ou tantos e tantos outros locais gram
ciosos e postos na fundara dos «bar»
rocos». E há pipas de resina pela
estrada fora, deslaçando para o amn
biente seus fortes e saudáveis arom
mas. Oleiros toma, entre os conce-
lhos exportadores de resina, no dis»
trito de Castelo Branco, o segando
lugar, após o da Sertã.
– Eis a Beira, eis Oleiros, lançadas |
por Deus no planalto de Alvelos, com |
= * A Comarca da Sertã
Câmara M. da Sertã
“Beira Baixa, ide a Oleiros.
as
Reunião de 21 de Novembro
(Conclusão)
— Presente, de novo, o ofício de Repar-
tição de Estudos de Urbanização, solicitan-=
do os pareceres da Câmara e do Conselho
Manicipal acerca do ante-plano de arbani-
zação desta Vila. A Câmara. em virtude do
arquitecto António Neves não ter ainda da»
do qualquer parecer acerca das reclama-
ções que oportunamente lhe foram envia-
das, deliberou que se lhe oficiasse de no»
vo, à insistir pelo mesmo parecer.
— Presente, de novo, o ofício em que 0
engenheiro director de Urbanização do dis-
trito iniorma ter sido atribuida a compar-
ticipação de 16.9508$00 para a obra de abas-
tecimento de água à povoação de Pisões.
Nesta altara compareceu o empreiteirv da
obra, que para este fim havia sido convo-
cado,e que informou ter-se deslocado a Cas-
telo Branco, àquela Repartição, onde 0 in-
formaram que se deslocariam ao local os
técnicos a fim de prestarem os necessários
esclarecimentos.
—Presente uma cartá do engenheiro
‘* João Hermínio Machado Gomes, consultor
electrotécnico, informando, em resposta ao
ofício de 9 do corrente, que acha bem que
a Câmara faça e substituição do cabo de
25 m/m desde a cabina até ao poste de 400
kg da Carvalha, por cabo de 50 m/jmeo
restante até à serracvão de Lopes Faustino
por cabo de 25 m/m, pois se Carvalhc Quer»
ra vier a mudar de ideias já não será ne»
cessário mexer senão no ramal que vai
desde o poste de 400 kg da Carvalha até à
Abegoaria. Explica, também, qual a razão
porque não foi previsto no projecto inicial
“de electrificação da Vila, a linha que da
Carvalha segue para a Abegoaria, com a:
secção que será necessária se Carvalho
Guerra pretender electrilicar a sua ser=
ração. Tomado conhecimento.
—Qutra do electricista de Pedrógão Pex
queno, informando que verificou as eláum
salas a cumprir na cabina eléctrica do Ve-
nestal, e que constatou estarem as mesmas
cumpridas, com excepção daquela que der
termina que a distância entre os terminais
de tensão diferentes do comutador do vol=
tímetro não seja inferior a 30 m/m. Delibe-
rado comunicar o jacto ao empreiteiro a
“Íim de este a regalorizar.
Reun:ão de 5 de Dezembro
Compareceram o presidente, dr. An-
“tónio Peixoto Corrêa e os vereadores An-
tónio Lopes, José ántónio Farinha e An-
tónio Coelho Guimarães, faltando, por mon
tivo justificado, o vereador hdelino Lous-
renço Farinha.
—Presente um ofício do engenheiro di-
rector de Urbanização do distrito, comani-
cando que por portaria de 16 do mês findo
foi concedida uma comparticipação de
22.000$00, pelo Fundo do nesemprego, pa-
ra a obra de abastecimento de água à po»
voação do Pereiro. Tomado conhecimento.
-—(Qutro da mesma entidade pedindo pa-
ra ser inlormada de quais as nascentes
que estão ligadas à rede de abastecimento
“e água à vila da Sertã, e cajo somatório
– de caudais é controiado pelo valor do cau»
dal medido à saida da estação de tratamen-
to e a que se referem os valores dos cau-
dais das nascentes, reierentes a três do mês
findo, enviados oportunamente. Informa
também que sendo os resultados das me-
dições remetidos em duplicado para aque-
la Repartição, se torna necessário remes
tê-los também à Direcção dos Serviços de
Salubridade. Tomado na melhor conside-
ração o assanto.
— Presente, de novo, o ofício da mesma
entidade informando que foi autorizada
uma comparticipação de 22.000800 para a
obra de abastecimento de água à povoação
do Pereiro e indicando o’ valor orçamen-
tal da mesma, já apreciado em reunião de
21 do mês findo. Compareceu na mesma
altara a comissão interessada na realização
“sua igreja setecentista, a saa capela
de Quinhentos, da Misericórdia, as
suas casas antiquíssimas, de cantam
rias azuladas, e paredes todas de
branco, alvinitentes como véus de
noiva. O seu povo é sossegado, feliz
€ desconhecedor das inielicidades so-
ciais c dos atropelos políticos que.
rolam pelo mando além.
Entramos na Devesa e mais não
sabemos que dizer, senão isto: ide à
Tem
bons pinhais, bons ares, e, sobreman-
neira, é dilerente do que temos visto,
porque é torrão sagrado da Beira,
onde Portugal cresceu e se perso-.
nalizou…
Lisboa, Janeiro/Fevereiro de 1951.
José Martins Ferreira
desta obra, que tomou a responsabilidade
de mandar elaborar o projecto para a 2.º
lase—abastecimento–da obra em reter ên=
cia, solicitado peia Direcção de Urbaniza-
ção do Distrito em ofício de 20 do mês fin»
do, ficando à cargo da Câmara metade do
custo dy mesmo. .
—Qutro da Repartição de Estudos de
Urbanização, insistindo pelos pereceres
da Câmara e do Conselho Manicipal sobre
o ante-plano de Urbanização da Vila, pe=
didos em ofício de 2 dé Oatabro último.
Deliberado oficiar ao arquitecto António
Neves, autor dc mesmo, pedindo a devolum
ção das reclamações apresentadas contra
o mesmo projecto e que lhe haviam sido
enviadas para apreciação.
– —Outro do presidente da Câmara Mum
nicipal de Ferreira do Zézere, pedindo pa=
ra que a Câmara deste cuncelho dê a sua
opinião acerca da resolução a tomar para
se assegurar a passagem de barcas entre
este concelho eo de Ferreira do Zêzere
através Ja albufeira do Castelo do tiode.
Deliberado estudar este assunto antes de
se pronunciar.
–Qutro do pároco da freguesia do Cas=
telo, pedindo para ser atribuido um subsi=
dio, já prometido à Junta daquela iregue»
sia, Jo montante de 5 mil escudos, para à
obra de alas gamento do cemitério local.
Tomado conhecimento.
—Outro da Direcção Geral dos Servi-
” Sos de Urbanização, pesindo para que a
Câmara colabore com a Direcção de Urba=
nizaçõo do distrito, fornecendo no mais
curto espaço d: tempo todos os elementos
que lhe venham a ser solicitados, recolhen=
do e elaborando iniormações o mais rigo=
rosas possíveis, por forma que o trabalho
da comissão revisora do plano das estra»
das manicipais do continente, aprovado a
título provisório pelo Decreto 38.051, de 13
do mês iindo, possa ter uma base de con
fionça e o plano definitivo das estradas mu»
nícipais corresponda aos interesses e ne-
cessidades dos povos. Tomado este pedido
– na melhor consideração. .
-—Qutro da J. F. da Ermida, enviando
um olício da regente escolar em: comissão
ne escola daquela Ireguesia, pedindo prox
vidências no sentido de ser mandada ar=
ranjar aquela escola, pois necessita de re»
parações urgentes, pedido que aquela June
– ta rejorça. Deliberado comunicar que vai
proceder à distribuição do subsidio rejeri=
do no art.º 753.º e que espera que ela tome
a seu cargo as obras a realizar, por não ter
a esentemente verba suficiente para tal.
—Qutre da «Casa da Comarca da Ser».
tã», comanicando que deseja dar satistação
aos desejos manilestados por muitos dos
seus associados e servir de porta-voz das
vários reclamações que lhe têm chegado,
idas desta comarca, pelo que resolvea pôr=
se em contaeto com todas as Juntas dt Fre-
guesia dos quatro concelhos que a consti-
tuem, pedindo-lhes a elaboração de memo»
riais em que se dê nota das mais urgentes
necessidades, servindo o estudo destes,
aquela Direcção, para elaborar um docu=
mento único a entregar oportunamente às
instâncias oficlais competentes. Como, pa-
ra o bom exito desto iniciativa se torna
indispensável o apoio da Câmara, vem pe»
dir para que lhe seja eomunicado o sea
parecer. Deiiberado informar que apula a
ideia do pedido a lazer às Jantas.
(Contin ua) €
Arcadia
O Dancing n.º | da capital |
APRESENTA: |
Um grandioso programa
de
atracções selecionadas.
—— ——— a =
“Másica constante por duas
dinâmicas | ;
ORQUESTRAS
de ritmo moderno.
Não licará conhecendo LISBOA.
quem ali for «e não visite o
ARCÁDIA
DR. ALBERTO HIBEIRO COELHO
Doenças da boca é dos dentes
“Consultas todos os sábados na
SERTÃ —R. Manuel Joaquim Nunes




