A Comarca da Sertã nº691 25-02-1950

Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar

É. de 5. Domingos 18 8/l- Tel. 23303

Director Editor e Proprietário

Eduardo Barata da Silva Corrãa
Publiza-ge nos dias 5, 10,15, 20, 250 30

Sertã, 25 de Fevereiro de 1950

Periódico reglonalista, Independente, defensor dos Intarêssos da Comarca da Sertã Concelhos da Sertã, Dlalros,
Amêndoa e Gardigos (do concalho de Mação]

PE RS A : Rua Serpa Pinto — Composição q Impressão:
PRESO AEB E EEE E E EEE A MES ESOM EE E E E

REDE EE O a came
êno XIV Redacção e administração
ER ERES DESDE A E DOE EEE DE REA E

Da Monografia do Goncalho do
Prognça-a-Mova (do P. Manuel
Alves Galarino) = Mosreza de Proença: Os pri-
meiros pergaminhos da nobreza de
Proença, vinhamelhe da sa Carta-
Foral nos t rmos que seguem: Mi-
ditcs de Proencia sint in indici
per podestates el infanzores de
Portugal, Clerici hubeant forum
milites. Pedonos sint in indício
pro cabalariis de altera terra.

Outros, ganharam=nos batalhan-
do em Africa e na India ao servico
da Patria.

Mas, OM porque se crizasse mis
to com o plebeísmo, ou porque vinha
de múito longe, chegou, na frasc de
Vicira, mui cansado ao sécalo XIX,
em que desapárccea cam o diltimo
presentante da Família Tejo.

O tempo, tendo srcado as árvos
res gencalógicas da velha nobreza
procncense, passa sobre os ses ha-
bitântes a rasoirao da: igaaldade do
mais extremo plebeisms. Da antiga
nobreza. não existe ali nem um só
nome a relémbrá-la:— também 0
SAngae prescelin dos segs natorais
não sofreu mistara de judeu, vândas
lo du madro.

Extinguln=se O sangue azal, mas,
como «ciência é virtude são a nom
breza verdadeira», os scus habitan-
tes nã sda grande maioria, conti=
naam verdadeiramente mobres, pela
fidalguia das saas auções de que Les
cem os seus honrosos pergaminhos.
O sangue azul extingaia=se ali, para
ir aparecer na vizinha ireqmesia da
Várzca dos Cavaleiros, onde ainda
há famílias que se atribaem sangue
nobre, apesar do plebeissimo barcl e
saragoça que lhes cobre os garbo-
sos € fidalgos corpos!

Deixo a qualquer dos seus filhos
ikistres à investigação dos seus titie
los nobiltárquicos, que ca, paralras
seando Vicira, admirosme com as
tarbas 11

BATATA: Oslavradores lo»
cais estão a pedir

55 escudos pelo alqueire de batata
para plântar c no mercado vende-se
à cerea de 500) a de consumo, prem
ços bastante clevados c que são cona
sequência, em parte, da escassez de
produção na última campanha. Im
pense a vinda de batata em quanti=
dade saliciente para abastecer regem
larmente o mercado e que a destin ia
da a plantação seja de qualidade ga

“rantida € devidamente certificada.
Em Lisbia apodreceram elevadas

“porções de tabércalo no cais de San»
ta Apolónia, importada da Holanda
c da Dinamarca. Porquê? Ao que

«Se julga, para que se manténha am
absurdo nível de precos nos mercas
dos consanidores, de que afinal, com
mo se está vendo, não resulta cone
veniência para ningaim… antes pom
lo contrário, pois que toda a pataia
atingia cm casto clevadissimo, in=
comportável pára a maioria das ja-
mílias, que nela. encontram am dos
mais palgares c predilectos alimen=
tos.

guido à sua voz dé
protesto e manifestado a mais viva
repulsa, junto do Governo, contra As
efirmações proferidas, em 9 de Fepe=
reiro, pelo Pandita Nchra, Primeiro
Ministro da União Indiana, no Par-
lamento de Nova Delhi, sobre 8 Pos
sessão portoguesa de Gon.

Esquece o sr. Nehra que a India
Portugucsa,parcelada peios territórios
de Goa, Dimão e Dia, não é nem
nunca foi uma possessão, mas uma
província, tal e qual comp Timor,
nos confins da Ásia, o Minho, a Estren
madara e as Beiras na Metrópole, A
India é, assim, parte integrante do
território nacional, qe, sc dele está
separado pelo continente alricano é
pelus occanes, a ele se liga pelo
alecio € religião, como sólido c In
destralivel padrão a assinalar os pese
tígios dam Império po leroso criado
pelo génio de Alonso d’Albaquerque
cem que sc firmaram, de modo Prom
dintso, o heroísmo, es virtudes e
defeitos da nossa Raca. PER

No seu profando e exuberante
amor pátrio, nos seus sentimentos,

n
i
n
a
r

VILA de REI 18—Essa obra gran-
diosa de engenharia hidráulica, que
vai transformar em luz, todas as
águas que de rocha em rocha, ali
passam, a caminho do cecano, caia
transformação opcrará no desenvol-
vimento industrial do Pais, com os
scus milhões de kilowats, — testa coi=
so singela é grande de sair luz da
água perdida, oiro da terra que nin
guém baúscavas–no dizer de um
grande escritor, já falecido, (au) mo-
dificândo por completo o viver dos
povos atingidos pela imersão, nos
seus lares, nas saos terras.

Dizem-nos, que para experiência,
foi fechada 9 barragem, atingindo o
regolio das águas, uma das extremi-
dades do concelho de Vila de Rol, que
sofre prejuizos de valia, sem comu
pensação dz: espécie algama.

Sem excluir os glebas marginais
do Zêzere, abastecedoras de algumas
povoações € parte de outras, vo] re-
ferir-me aos seas ailaentes de malor
valia, Crjas-margens concorriam para
o bem-estar de maita gente.

São as veigas anatejradas e tbér-
rimas dao ribeira do Codes é secas
ailuentes, onde além da coltara in=
tercolar do Feijão, abóboras, CLOSE
produziam milhares de alqueires de
milho, base alimentar deste povo,

São centenas de decolitros de
azeite, é vinho, porqu: tanto nas
margens deste, como ho Zêzere, a
Mliveira é de poder bastante iecando.

Eram os marmeleiros, o suma-
f rento pêssego, a deticiosa laranja,

no coito pela memória dos seus Melos
res, NO apego, quase fanático, à tera
ra onde nascea, no respeito às iram
dições históricas, nos costames e no
espírito religioso o portaguês da Ín=
dia não difere do da Metrópole, pOr as
wie este, nos tempos agreos da Dese
coberta e Conquista, por am dom
conecdido por Deas, por dotes psicos
lógicos execpeionais e verdadeiras
mente admiráveis c até, talvez, pela
compleição do seca carácter, propens
s0 O afecto é à terngra pelos povos
deraça é cor diferentes, sonbe atrai
los ho seu convívio, conquistar-lhes
à Simpatia e a devoção da sas elma
por uma Pátria que passava também
A ser maito ea porque ela não sam
bia usar a violência nem tratar com
rigor as gentes fracas e de primitiva
civilização e só perante a revolta, O
ardil c a troição teria de ser SEVOTA,
sem, contudo, desprezar a jastica, no
reconhecimento dam direito humano
do pior criminoso.

O povo da Índia Portaguesa sou
– be, coma. poncos—entre Os de mais
onde chego a nossa iniliéncia—imm

(Conclui nas página)

A Bamwagem da Castela
da Bade e a Cancelha de Vila de Rei

dtraindo os compradores, que tdo
negociavam, maitas vezes, ainda em
m:la maturação, para depois de com-
pletada, serem condazidos aos mer»
cados consumidores,

Eram as pontas, folhas e casalos
“do milho, secas empalhciradas,
mantença nã malor parte do ano, —
principalmente no Inverno, —dos ga
dos caprino, lanígero, equídeos e bom
vidcos, assim como na Primavera,
exuberantes ferregiais de trevo, flor
encarnada, alimentando centenas de
herbívoros domésticos de toda à espé-.
vie, fartando. palheiros, com centes
nos de molhos de feno, com odor
agradável, € durante o Estio pasto
para os animais do monte,

Eram os altanciros choapos, de
onde se tira a trave e vigamentos,
para à casa em formação de futuro
lar.

Era 0 vimeiro € extensas salguci-
rais, de cujas hastes se fabricam os –
mais variados utensílios agrícolas,
de adorno e utilidade cascira.

São os cestos hortalieeiros e para
condação de esirumes, cestas para
azeitona, cabazes, eestinh 08, açafam
tes, além do empalhamento de objer-
tos de vidro, caja indústria tendiao n
desenvolver-se,

Isto no sentido da economia ágris
cola.

Demograticamente, étambém com»
plexo o problema.

Seis od sete povoações submer-
sas, cujas populações têm que cmi»

(Conclusão me 4,º pág.)

Prognga-a-Nova à Vila-de Rol: à Freguesias da
(Visado nala Comissão da Censura)
DRE EEN RE E ESTE E pe ES DONE A a dC

— GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERT
RESEARCH EEE EEE a E A E 2 SPREAD E a

“Interferência que se repele
NAILHARES de portagueses têm crm |

ni 491

De “Vital Fontes, Servidar
de Reis E Presidentes”
Saldanha volta s Belém
Noma tarde de Jilho lembroeme

de ver aparecer em. Belém o sr. dr.
Mertinho Nobre de Melo que então.
crá ministro dos Negócios Esirane
geiros. E disse que fa levar à& essi=

-malura O decreto que demitia o gr,
dr. Alonso Costa de chetr da delega»
cão portagacsá na Sociedade das
Nações.

Até párecia Impossivel. As vols
tas que o mando dát O sr. dr. Alone
so Costa, ainde que vivendo lá para
Paris, fora sempre maito solicitado,
e o ser demitido parecia om sonho.

O caso é que aquele decreto ha-
via de ser o último que q sr. gencral
Comes da Costa assimarta, como

– tempos depois se verificos, também.
com certa Surpreza.

tim dia chegom o sem ajudante,
sr. Azinhais, c disse-lhe que om gol»
pe de Estado o tinha exonerado,

— Que? Quem? Fo exontrado P
Era o que tallava! ?

Mandoa pôr o cdtumóvel e foi
para Quelaz, parece que com a idéla
de levantar a Bateria. Não conse
guiu nado, e regressou à Belém, one
de ficou esperando decisões,

Depois de ima noite em que nine
guém dormia em Belém até de ma-
dragada, tocod à telefone, Era O edu
mandante da Polícia 8 avisar o que
havia. Responderamelhe que esti
vam todos a dormir, co comandan
te da Polícia desligom, é desistia,

Pela manhã era q Palácio cerca-
do por uma força de cavalaria 2. As
senhoras da [emília do sr. general
arranjaram as malas e foram para
casa cm fatomáveis da presidência,
Ro sr. general velo buscú-io um gem
nerol, mas ele disse que não la, que
tinha que vir oatro general mais ves
lho que ele. Depois apurecco o sr.
general Camacho, já relormado, por»
que não havia outro mais velho.

O sr. gencral Gomes da Costa,
apesar de malto aborrecido, riamse,
e lá toi, sempre com aquelé chicote
de que ráras vezes se SEpáriva,
mesmo nas salas de Belém, Um pex
lotão de cavalaria deu-lhe guarda de
honra até cosa; que era lá para as
Rvenidas Novas.

Pouco depois ehegavo o Belém
um automóvel com os generais Care
mona e Alves Pedrosa c os comana
dantes Ochoa e Afreixo,

O sr. general Carmona constra
vOu-Se no adtomóvel enquanto aque-
les senhores conferenciávam com
uns oficiais que tinham ficado em
Belém,
PEDE PA SR Cr

Ha Papelaria da
Agendas do 1950 Gráfica há agea-
das de algibeira de escritório c blom

«ROS para 1050.
READ OR RT ERÊ O 0] 2 SSD 2 ETR

Cónfie-os seus imprassos à
Gráfica Celinda, Limitada

ij

 

À nássa “Filanmdnica carece da pratecção
de tada

H muita gente que iranze 0 So»
brolho. ., quando lhe pedem

algum” dinheiro para a Filarmó-
nica, Bombeiros, Misericórdia,
ete., ctc., saturada com a pedin-
cha permanente e de todos osda-
dos para as mais diversas € es-
tranhas coisas; 0 sermão da pro-
messa, o par de botas, o caixão
para o falecido, a viagem ao cen-
tro ajestado onde estão médico
a consultar, a reconstrução do
casinhoto, etc. cte, como febre
virolenta que ataca só ums tantos!

Certos pédidos de dinheiro
são realmente ridículos € abasi-
vos; falando agora des últimos,
devemos recebê-los pacientemen-
te, pois que, quanto do sermão
da promessa, à promessa reside
na hamiidade-da sujeição de pe-
dir ao mais pobre por parte, mes-
mo, dc pessoa rica; ninguém ho-
je se dispõe a andar descalço por-
que se magoam OS pes, desapa-
receu a tumba que dantes só ser-
via para os míseros ou para quem
Tazia voto expresso de ser lan-
cado à cova envolvido em lençol;
deixar de ir longe para receber
tratamento que aqui não se en-
contra, seria desumanidade; licar
ao relento c á intempérie por fal-
ta de tagário, seria estupidez
crassa…

Enfim, é preciso pedir. Não
“há outro remédio se não que os
que têm, deem nos que não têm.
Por isto mesmo, É que estes pe-
dem àqueles, pois é difícil com-
preender que algaém peça d que
não precisa, à não ser, talvez,
pelo ruim vicio de pedir. Quem
pede úma- esmola ou qualquer
“puxího monctário, sajcita-se a
“ma humilhação € se pode suprir
esse mcio dé remediar à sua si-
tuação e não o jaz, pralica acto
indigno porque é simplestmente
um parasita.

Sejamos francos: ninguém |
tem o direito de se julgar moles-
tado quando lhe pedem -qualgacr
coisa para à Filarmónica, Bom-
beiros e Misericórdia, São cor-
porações úteis, benélicas para
todos. A úllima, combatendo a
miséria, alivio, até cerio ponto,
os encargos da gente rica € re-

“mediada. Se desaparecer, para
elas, O Amparo particular, com
muita diiculdade se manteriam,

“porque é preciso compreender
“esta verdade: o Estado, só por
si; não pode mantê-las.

Felizes os que dão porque, na-
toralmente, podem dar.

* Setodaa gente resolvesse não
dar nada para coisa nenhuma,
chegava-se Do ponto de desapa-
recer tado quanto existe de bom
criado pela iniciativa particalar:
não havendo Filarmónicas, desa-
parecia om excelente meio de cul-
tara, cm bom motivo de distrac-
cão-e os lestas perderiam a gra»
ca, é animação, o brilho € 0 en-
tusiasmo; não havendo Bombei,
ros, seriam infinitamente maio-
res os probebilidades de destrui-

s Os patuicias
cão dos haveres c das jazendas
e muitiplicada à perda de vidas,
que’os Seguros não salvam; sem
as Misericórdias, o estendal de
misérias c amarguras tlevar-sc
in até limites inconeebíveis, o
que representaria o retrocesso
da Civilização.

O resaltado seria o caos € pe-
rante ele, os governos nada mais
teriam a fazer doque impor a
formação de todos esses organis-
mos de utilidade pública, indo
huscar, ao-bo’so dos que pudes-
sem pagar, o dinheiro preciso
para à sustentação. Assim, tado
licaria mais caro, ainda que pre-
sentemente se admita que tal sas-
tentação lica mais cara a uns
do que a outros porgrre cla tem
apenas carácter facultativo,

Para a generalidade das p:s-
soas; são muitíssimo grandes os
encargos e maiores ainda, dado
o desequilíbrio, para aquelas ca-
jas receitas dificilmente cobrem
as desp:sas, mas é preciso ser-
mosrazoáveis, baipristas, patrio-
tas, amigos devotados da terra
que nos via nascer ou que ama-
mos porque nela consiitaímos la-
miliae é a terra dos nossos lilhos.

A nossa Filarmónica —já aqui
se disse na entrevista que há tem-
po pablicámos, obtida junto do
seu director Aníbal Nunes Corrêa
e se repstia na circdlar inserta
no n.º de 10 do corrente=tem-se
mantido dignamente no seu já
longo período de existência de 117
anos devido ao bairrismo das
gerações de exccutantes E seu in-
comparável sacrifício, & dedica-:
ção dos que a têm dirigido e
administrado c ainda as auxílio
financeiro dos sócios auxiliares
e amigos. Porém, a vida compli-
coa-se de tal modo que as quotas
dos sócios adxiliares nom sequer
dão para pagar condignamente
no regente, visto 0 sea número
ser reduzido: Convinha, pois, que
se Inscrevessem: como sócios to-
dos os patrícios com à quota má-
xima possível; deste modo, di-
minuiriam as dilicaldades pre-
sentes e talvez, então, não fosse
ditteil criar am lundo especial pa-
ra fazer Tace nos encargos resul-
tantes das reparações € conscr-
tos de instrumental.

Aparte o que acabamos de cx-
pur € como já se aventuoa, tanto
na entrevista como na circular,
as necessidades mais instantes
da Filarmónica União Sertagi-
“nense consistem na compra de
novos instrumentos em sabstitai-
ção dos incapazes e práticamen-
te indteis e na aquisição dum jar-
damento de pano azal, são neces-
sidades prementes: sem tom ins-
trumenta! não é possivel formar
executantes competentes nem ha-
ver harmonia na cxceução, como,
por falta de jarda decente, à Fi-
larmónica está iniblda de soir do
concelho da Sertã e múilo menos

A Comarca da Sertã

Estado da India: Pasep é
mma rp A

tiado na costa ocidental do Indostão
lcosta de Malabar), compreendendo
os territórios de Goa, composto das
Velhas e Novas Conquistas; de Da-
mãn, com 0 Dadrá co Pragana-Na-
gar=Avelic a ha de Diu coma pts
quena península continental frontei-
ra. -onde há e aldcia de Gogolá. À
superlícic total do Estado da Índia é
de 3.085 quilômetros quadrados,

A população é de aro, 426 habi-.
tantes, assim distribuidos: (IDA,
atirirra: Dámão, 48.326 Dia, 14.124,
Este população É formada por earúm
peas o seas descen lentes, indisecris-
tãos, indús-pagãos, mouros, mestl-
cos, Etc.

Entre os indús-pagãos mantém-se
à regime das castas, como Base cs-
sensial da sociedade indiana, dividida
em: brâmanes, que constituem a
classe nobre: chátrins 0q caaradós,
que se dedicam à profissão das ars
mas: váixás, que se otipam na agri=
coltora, indústria Ou comércio; € su
dras eq servidores, Há ainda os pá-
rias, que constitiem ama classe de s=
presipol é baixa.

As linguas mais faladas pelos nn
tivos são q concâni eco portagiuês;
é também muito conhecido o inglês.

Os europeus 8140, na soa malória,
cristãos. Os indis seguem qeral-
mente o bramanismo 00 0 maomes
tismo. Encontram-se também muti-
tos católicos entre us natirals;

E” maito quente o clima, mas
apesar disso saudável, excepto nas
margens de alguns rios, c especial=
mente nas ilhas de Cod, onde os
pântanos, formados polo transhnrdo
das dguas, dão origem a febres, A
temperatura mélia É de 26º a 27º.
Em (Goa a temperalara máxima é de
ar ca mínima de 14º, –

Há deaas estações, determinadas
pelo regime das monções: a seca, de
Ostinbro a Abril; a das chivas, de
Maio a Setembro, com trovoadas em
Maio, Setembro e Outabro,

Doente
Vem experimentando sensíveis

melhoras nos ditimos. dias, com o
que maito folgamos, a sr D. tai=
tlhermina Leitão de Portagal Durão.
ERES DES OU ME RE PO PCR O

ir de longada até à capital, sntis-
jazendo os ansetos de muitos
Sertanenses que ali vivem, fa-
zendo propaganda da nossa ter-
ra e procarando mesmo abrilhan-
tar as diversas intciativas que à
«Casa da Comarca da Scrtã» vai
promover por todo este ano em
ordem: a engrandecer à nossa
região através de exposições €
com o fito de auxiliar todos Os
patrícios e todos os naturais da
região que à Casa deverão re-
correr sempre que precisem de

– assistência médica.
A Filarmónica da Sertã de-

veria translormar-se num agra-
pamento de reais méritos —como
nós desejamos por, sentimento
bairrista—, ripalizando com as
melhores da Província.

Demos-lhe, da melhor vonta-
de, tado o auxílio que nos for pos-
sível, colaborando estreitamento
com a sua Direcção, à qual, até
hoje, não minguou a coragem,
trabalhando afincâdamente para
aclévar auma posição marcante.

E um dever de consciência €
de coração.

PMarquesjo sr. Joaquim Jos

NECROLOGIA
Em 18 do corrente, precisamen-

te, no lia em que completana 85
“anos, faleceu, na aldeia do Fro-
viscal, o sr, Mansell Dints Nanes,
proprietário, pessoa snirito estinia-
ta pela sua bondade, Deixa viúva
a srº Margarida da Sitoc s era paé
do er. João Dinis Anes, do Fro-
pisca! e sogro dos srs. Manuel AÉ-
ves Branco, do Lobito; (agua),
aciuaimente no Peso, dose Fernan-
des, Manuel António Sforco e Als
bino Dinis Nogueira, do Tronisea!,
aua quais apresentamos Os Nossos
sentidos péstimes.

O funeral realizou-se no dia
imediato com grande acompanha-
pICRto,

No dia 23, faleceu, no Parto, o
sr. Tyr. Rodrigo Fernandes Fontinha,
professor jubitado du liceu Ale-
xandre Herculano daquela codade,
casado com a sr. D. Elisa Fantis
nha, pai do sr, dr. Fernando Elísio
Rodrigues Nontinha, conservador
do Registo Predialem Cabeociras
de Basta e sogro da se* D, Aida
Marinha Vidigal Rodrigues Fon-
tinha, à quem upresentamos sen-
tidas comdolêncios.

AGENDA |
Encontrasse no Sertã, com sqa

esposa, o sr. Ernesto E. de Carvalha
Leitão, de Lisboa.
—Regressod a Moamba Mquretco

] “de Sousa.
—4 bordo do «Império: parte,

em 14 do corrente, para Lourenço
Marques, onde val Contindár & Sea
vida comercial, o gr. Golherme Nos
nes da Ponte, nalor&l de Porto do
Carro-Codeceira, Descjqmos-lhe boa
viagem € felicidades.

Através da Comarca
CAVA, 20 – Estiveram aqui, de

pisifa, OE nossos amigos Antórito.
Barata, de Lisboa e José Martina,
de Almodo.

— Saíram pora Lisboa a sr* D.
Maria fins, mãe do sr. Antônio
Baraia e Antônio Manuel e q ar*
0, Beatriz de Jesus Cartola,
— Uma raposa enfron numa cas

poeira, matou 12 galinhas, mas
não conseguiu levar nenhuma — E.

Declaração
Ea abaixo assinado, José Pedro Alves,

elivo, agricultor, residente nó lugar da
Póvoa, Freguesia do Várzen dos Comnlela
ros, concelho dn Sertã, declaro que não
me responsabilizo e e ad netos pra-
ticados por meu filho Celestino Prdro Al
ves, de di anos, atentatórios da soa digni=
dode e comprometedores do meo bon nos
me e honradez,

Mais declaro que, temendo ns conse
quências do Bnaro procedimento daquele
mea Elho, fiz nesta dota participoção ao
Ex Sr. Dr. Delegado do Procurador da
República nesta comorcodo Sertã dos mo-
vos que me levam a tomar cota ailtude é
são landameénto da presente declaração,
tuto assiiro ”

Sertã, 24 de Fevereiro de 1959
Júsé Pedro Alves.

ANUNCIO
1,º Publicoção

For este Júlzo é Primeira Srtção da
Segretaria Judicial nos taços de execação,
que João Ribeiro da Crua, cosado, residens
te na Gutúto de Santo André, lrequesta de
Santa Maria dus Olivoes, comerca de Tée
mar move contre angel Blves « mulher
Dona Adelina Elbeiro, moradores no ella
e freguesia de Sobreira Pormos destá Co=
marca, correm editos de minto disz, gontas
dos de segando e diiima pobllesção eltan
do Os erédores desconhecidua daqueles
executados, para no grazo de des diga, pua-
terivres nos dos éditos dedizicém Op Seca
direitos: Pa

ris, 10 de Fevereiro de 1950 .
VERIFIQUEL

“O Juiz de Direito,
Amândio dos Sanios Crut

O Chefe de Secção,
José Nunca

 

Hepulamento da Inspecção do
Trabalho: A falha oficial de 2 do

corrente puflica esto re-
gutameto, UE ma nesta deta en-
trou em vigor. Ocupa-se da orga-
nização dos serviços em que se ia-
elecra a sia acção educativa e
orientadora e respecliva acção re-
pressiba, e a seguir, dos funcionã=
rios, suas alrfbuições e deperex E
discipfina. Quando honver conte-
niência poderá a Inspecção pro-
ceder em certax empresas a iNspec-
ções nz inquéritos destinados a
averiguar mais defidanente o cum
primento de determinadas normas
de cordeier social, a contar de cer-
ta data, em regra não anterior q
dois anos, Poderá ainda ser con-
fiada à Inspecção a realização de
antasões de estudo no sentido de
aueriguor directamente us condi-
ções de lrabalho e remoaneração nas
aciividas comerciais ou industriais,
core pista & adopção de providéên-
cier legistnticas ou regulamenta-
res adequadas.

Entre o Inspecção do Trabalho
cos Serviços Medico-Socais-Fe-
deração de Caixas de Previdência,
devera ser mantido aciiva e conse
fonte colaboração no sentido de
intensificar e mperfeiçour ou medio
das de prevenção dos acidentes de
trabalho e das duenças profissio-
note

Peregrinação a Roma organizada
pela Rer.º P. Eduardo Filipa For-
Handas, pároco da Madairã: fo:
vo das celebrações especiais do
Ano Santo, realizam-se numero-
AÍ SST peregrinações q Roma
em Portugal e por todo o Mundo
Cmtótico, como é gobido. Ma osso
região, tomou à iniciativa de ore
anizor umo peregrinação q Rev.

P. Editardo Filipe Fernandes, di-
gno pároco da Madeirã. No último
numero pablicámeas, na integra, o
itinerário, e às condições: u preço
da viagem é de 6.250500, a pa-
garaié f de Abrit, entregando-se .
nogeto da inscrição 2.500$800, pe-
gdindo-se, para case efeito, o nes-
pectivo boletim d Empresa de
Pronsportes Claras & fenãos—
Torres Vovas, que dará fodas as
informações solicitadas.

“A peregeinação a que aludimos
é em cotocarro, mai de 6 a gt de
Marto, fechando a Inscrição em 15
de Abril.
= dtém de muitas ouiras cidedes
de Espanha, França c Jália, fa-
mosas pelas belezas naturais e mo-
nementos artísticos, são visitadas
Madrid, Saragoça, Barcelona, Ni-
ce, Genova, Florença, Milão, Car-
cassone, Lourdes, 9, Sebastido e
Salamanca.

Hoje, 0 automóvel está a lgrnar-se
Jão vulgar como dantas O garlgo!
Orgonigou-se em Atunro e Sobral
uma comissão para conseguiros.
fundos necessarios & compra dum
aoutoinóvela oferecer do pároco das
duas feeguastas, cujeas sedes fleam
bastante afastadas, quer se siga
por estrada quer pelos antigos ca-
minhos de ruim piso e cheios de
qcidentes,
Afinal; o automúvel está q tor-

– nar-se, entre nós, um meio de con-
«dução valgarissimo e fé o non &
há muito tempo pelo preço execes-
sevo do custo.

Beneficência
Com destino a uma familia que

pive em péssima situação, mais
agravada pela perda do seu chefe,
recebemos: do sr Monge! Luis fios
sa, de Eishoa, 200$00.e de um
anónimo, 30800, Os nossos agra-
decimentos cm nome da bene/i-
elada,

Por

A Comarca da Sertã e ara ento mi

decorreu bastante animado ca Sertã
NJ = se pode dizer que O Carna-

DO eai tm os seas dias contam
dos; deceia, sim, daantiga grandeza;
ofuscada, tantas v.zes, por actos ims
próprios c ridículos, sem graça € sem
beleza, extoriorizações dos cspíritos
inferiores que se deliciavam em cha
xovalhar o semelhante, dominados
pelo sentimento reles e mesgnrinho
de exercer a vingança nesses três
dias, entarprindos de bobos e escon-
didos, ahbjcelamente, nã máscara que
escondia essontra onde sc gravara o
riso cínico € torvo-o rellectir 05 ir»
porezas da hlma!

O Rei Momo clellizor=se, adap-
tor-se n omàa vida decente, sem [E-

“der a vivacidade própria da juven=
tade, que quer rir e folgar com pros
pósito, avesso a mol. star Seja quem
tor, Rir e iolgar, esquecer, deirante
algums dins, os tormentos da calstêne
cia, É ter 00 menos a ilasão de que O
Mando não é jão mau como se júl=
ga, É deliciar o espírito pa convicção
intima de se ter alcançado à felicida-
de ambicionada!

Sonho pues? Sim, mas afinal
a nossa vida é feita de enganadoros
esperanças, que roem, amas apás
outras, impelidas pela mão imponde-
race do Destino] Se até aquelés que
se julgam palejados pela iulicidade,
soirem, de um momento para cotro,
ergeéis-desenginios!

Porque não apropeitar, pois, 08
dias de Entrado para rerrear plenas
mente o espírito na ilusão dessa fem |
licidado fagaz, recaltando es negras
mes que ensombram a alma ?

Pols fique-se sabendo que o Car
naval, este ano, na Sertã, teve certa
animação tanto nos clabés como-nal-
guimas cásas particalores,

No Grémio Sertaginense
No domingo, reénlizon=3e. nesta

excelente casa recreativa uma mas
gnifica immatinde dedicada às criati=
cas, juntando-se ccrca de querenta, à
maior parte, envérgando trajos en-
graçadissimos. tram, brincaram e
pularam, maos não se dispaseram às
danças de roda, talvez porque isso
impunha certa disciplina e manictas
va a liberdade de movimentos, à que
elas são avessas… O conjanto éra
cortoso ma bizorria de cores cena vãs
rledad: de costumes, os mais hetés
rogéncos. Assim, apresentaramese
multo bem vesitldos de; palete de co-
pas, Jorge Nanes dos Santos; campli-
no, Angelo Nunes dos Santos; picr=
rots: Koi Mandel Farinha é Maria
Teresa Lima de Silva; pescador nom
landês, José Palo Farinha; serras
nos, José António do Oliveira, Joas
quim Eduardo Barata, Alexandre B ne
tório Vieira e Lois Alberto Lima da
Siva; mexicano, Carlos Matos Nem
pes: clgand, Pedrode Matos Neves:
dama antiga, Maria Cristina Patos
Nepos; minhotas, Edaardo Hencigue
Barata, João Rai -Figaciredo Silca e
Joaquim Campino:; scvilhana, Antó-
nto Joaquim Mogra Ribeiro; varina,
Maria Emília Roraia: irmã de carla
dado, Clara de Oliveira; frade, Ara
naldo (Quaresma de Oliveira,

4 tardinha Joi-lhes servido um
isaboroso lanche de -cacau c bolos, de
que havia tanta abundância que nine
da. chegom para as senhoras que
acompanhávom. às middos, distri-
boindo-se o resto por alguns poque-
nitos estranhos. que apareceram à
porta atraídos pela ruidosa festa da
gente de palmo comeiot

Na 2.º feira elecluoa-se o grande
baile, que decorred muito animado c
se prolongom até às 6 horas; de fora,
apenas, alguns portos rápazes de
Ferreira de-Zezere e de Cernache do

“úlima localidade, A
Bonjardim e a família Graca desta

nota saliente
neste haitc foi o capricho, 0 requinte
c O esmero que a maior parte das
damas jovens sc impaseram, apre-
sentando-se de vestidos antigos, gran-
de porte, c doatros encantadorestra-
jos, formando am conjunto elegante
e formosiíssimo, como que a reviver
o antigo esplendor dos bailes de Car=
naval ca recordar a graça c a dise
tinção que as nossas avós ponham
nas suas reanões,

Podemos dar os parabens às da-
mas pelo entusiasmo c colorido que
souberam emprestar a esta jesta, vur=
dadciramente encantadora e que dele
xa agradáveis recordações.

Damos uma simala dos trajos: de
damas antigas, Maria Emilia Ferrei-
ra, Irene Moura, Maria Emilia Pedro,
Maria Helena Ferreira, Mria Fera
nando Barata, Maria Helena Pires
Lopes e Edite da Ciraça Craveiro; de
acoilhanas, Maria de La Salete Moda
ra Martins e Maria Lídia Manso; de
espanhola, Iigénia Barato; de minho-
tas, Maria Adozinda Ferreira é Mas
ria Odete Locdrenço; de ciganas, Otis
liá Ferreira e Jolanda Tavares Mot
ta; de camponest, Edite Lodrento.

Ernesto Barala, que entroi no
salão masearado, carsog verdadeira
sensação, apresentando-se de arabe
notável, com wma indomentária rica
e colorida; ao principio, podvos o co-
nhecéram é hocor quem imaginasse
tratar-se do dr. Pedro de Matos Ne-
ves… pelo brilho c elegância das
bolas alias.

Enfim, dançogsse é brincomse
com invulgar entusiasmo, com à ani»
mação dogtros lempós.

Óptimo serviço. de baicte, como
magnifica a cxceção do ducto Ram
gusto Jorge AlvcssAntónio Carctano
Bigares, de Tomar, músicos que-se
deviram com muito agrado, simaltãs
neamente, ora tocando acordeon e
trompete ora dois acordeons.

Mais uma vez tivemos O prhzer
de Guvir o acordeoni ta Antônio de
Sousa, juvém estiidanteo, cheiode fôra :
ca de vontade -c com notáveis apti-
dões pora a música,

No domingo e à! feira houve tin
bém mratindes simples, que se pros
longaram até por volta da 1 hora.
No Sertanense Foot-Ball

Club
Com ailuência digna de nota, rea-

lizaram=se ali bailes nos noites de
sabado gordo « dias de Carnaval, que
decorreram qmulto animados, apro
sentando-se Algumas meninas de cos»
tams cegionais portugucses muito
interessantes. Abrilhantoa «os um
acordeonista de Tomar, já conhecido
neste meio e coja actação foi apre-

“cilada,
O serviço de batete Tol permanena

to, satisfazendo todos os sócios e os
diversos visitantes.

A chegada do filho do Au.
gustito |

A. npota picaresca- deste Entrodo
revelou-se na farsa engraçadissima
engendrada pela veja cômica do Ada
gusto Rossi, em queo bom homor
soube tirar o melhor partido do sen
timentaliomo paternal. ..e criar, nã
imaginação dam velho, a ternara por
qm filho, que, pródigo como o da
conto, volta um diaão lar depois de
muitos anos de agsência para abras
tar o pai estremeécido «e matar as
saddades que o consomem]

A maior diculdadecra consegair
provar à existência desse-filho:..de
que não havia qualquer ligeira remin
niscência,..

Arvores vélhinhas: do sédio ca
Barrocã, en-

coelho do Findão, venden-se, reed
temente, para lenha, uma sobreica
tão velhinho que se diz remuntor
do tempo do dominação drohe na
Pentnsito. Dew cia sombrd a mi>
lhares de pessoas, que posemvam
pelo. local em longua viagens de
negócios Ou em rohagem d copte
tinha das corcanias. Não foi, pors,
senttima certo emoção que os ha-
bitantes da focalidade mnivam desos

| parecer essa árvorezinha simpát-
ca ec amiga, que o fempo aniqui-
lara, e mera q fenecer por deçie-
pitude, àrvore que, durante século,
desafiora, com altivez e bravura,
os ventos, as chuvas, qs trovoadas
e as mais terríveis tempestades.

A propósito de célebres een
plares drbóreos, que exigem em
abundância por todo o nosso Pat,
muitos dos quais, pela sua rárida-
de, tamanho gigantesco e heleze,
são hoje protegidos conveniente-
mente pelo fsludo, também na
Serta houne uma bela carvalho,
plantado no findo parque que fem
o seu ponte.

Pote quoliurse a gua desgco-
munal corpulêneia não só pelo sé
tronco que tinha de circunferência
34 palmos, mas porque a gua pol-
fase recligol tinto sega marra
da Cémara Municipal no maio
du século AFF, árvore que ainda
existia em JSF,

Mas, então, não. tivéra. cxistidy
ama deviandade, duma ligação, em t mm
pos idos, na mocidade desse velho
com verta costereira e pouco dépois
se esquecia porque ela &c cosentara
para lgm ic e nonca mais dera núiis
cias? Por coincidência, ném cla nan-
ca falara no sebento, nem este já
homem, escrevera ao pai; seguirá, no
verdor dos amos, pára O Brisil, tem
vado por emigrante ecventaretro e
voltava agora, riguissimo, mas, altim
da assim. disposto a conhecer de
perto o valor dos bers de raiz do
poll E que dúvidas podiam restar go
velho sobre-a paternidade, se 0 filho
era o seu retrato fiel, a Sga exprose
são viva, igual à cle nos gestos, nus
modos e até no timbre da voz À
identificação estava leita,

Prestot-se à desempenhar-o pas
pel de filho o Franeisco Carvalho e
por vola do meio-dia de domisgo
gordo chegava à cosa onde reside o
pai, Augusta Maria das Neves, o
cAgustitor, apresentandosse com O
nome dé José Maria dos Neves, de
at anos, capitalista, vindo do Pará.
Estralejacam os foguetes e qm ni»
meroso grupo de garotos arrancava
do gutom decel, que condazira o «bros
sileiros desde Lishos, toda a espécie
de malns e embralhos contendo pod
pas, objectos valiosos « ricas Jem
pranças pará o pai., .Abrig-se chq’t-
pese e poranic ama grande assse.
têncin o filho csia nos braços do pal,
am e outro mal podendo falar de com
movidos, tocados duma Impressão
que só s-ntem,..0s que 580 do mese
mo sangue e sc amam iernamente |

Aquele era o filho querido de Mia
gusto Maria das Neves, o SAgqustia
to», que, afinal, nunca conhecera um
momento de tão. intensa feiicidade
como naquele dia!

imã jarsa que valia a pena ser
transposta para o teatrolito.

VENDEM-SE
Materiais dé constração (Cantó-

rias, Vidros, Madeira, Telha, Téjoio,
cteh Alioias agricolas (Fscarolador,
Esmrgador, Larara, Alambique, etc):
Lagar de contaria, cim-brês divisões
e pia, com prensa de parabish, para
uvas: -Eroteiras das melhúres Dari
dades; etc que tudo Faz parte. da
Quintá do Inveja, próximo de Vac
do Serrão.-Tratasse com O gem pros
prictário, no respechivo local.

Vende-se também alguma mobília.

 

Yntenlexência
que se venele

(Conclusão da 1.º pág)
buir=se do espírito da gente lasa, pros
vivcimente, pelo sca corácter paeifi-
co, formação mornl e tendéncia. Inpa
ta para assimilar à Civilização Crise
tã, pois, como se sabe, o Cristianis-
mo enraizon=sc fortemente ná sua
popitlação apenas por obra dos mis=
sionários no exercício do-calto & dá
prigição e das portugueses idos da
Metrópole que por aquelas paragens
so ligaram, pelo casamento, às nata-
rais, constitoindo famílias de que bro-
taram vergónteas que se tornaram
famosas nas armas, nas letras, nas
ciências e na religião, como se, afi-
not, a Índia não fora mais do que a
conitininidade da Terra de Portugal
em continente distante, dimanando
dal novos génios c altos valores ess
treitando-se comos demais porto-
quescs para prestigiar c engrandecer
a Pátria comdim.

Quem há que desconheça que por
todo o Império Portagaés cxistem,
entre os natarais da India, verdadeis
ras notabilidades nã Magistratura,
no Foro, na Medicina, no Professo-
rado, nas Letras c nas Ciências, conse
Htúindo mm escol de palores mar-
cantes que, se honram esse pedaço
do tereitório nacional, não honram
menos o País de que cle faz parte

“integrante c inallenável, comprovan-
do que existe Indestrotível comanhão
de lácias, pensamento, cultura e flãc-
lidade à Pálria, sem transparecer,
sem allorar neste convívio qualquer
“sinal de antagonismo e de ódio, tão
eslgares nos países habitados por
homens de tez diferente ?

Todas estas razoes devoram
prevalcrer no espírito do Pandita
Nehra para não se permibir ter a ve-
teidade de falar na encorporação de
Goa como se essa nesga de terra tos
ra simplesmente cogtada de algam
rajá ou domínio.de príncipe indiano
insobmisso! Mal avisado andã o Pris
moiro Ministro do União Indiana com
“deixar-se arrastar por devaneios im-
pertalistãs, mais prejudicias que úteis
ao seu país porque são fontes de dis=
córdia e de agrbvo comstante.

Nem Portagal pode ceder qualquer
infima parcela do sea território ném
os indo-portigueses aceltariam a ln=
tegração da sga província mam pais
sem a minima afinidade com a sa
educação, caltara e religião. Como
poderiam eles descer de homens t-
pres à escravos? Oprimidos nº sua
alma c nos Seas Sentimentos de bons
e leais porlagucscs, O que serihm se
nho simples escravos ? Há uma ma-
ralha intransponível entre a Índia
Portuguesa ca União Indiana, for-
mata pela Civilização Cristã e pelos
sentimentos patriólicos € morais,
Kem ama nem utros se podem dom
minar por maiores que sejam à pio=
tência e a crúucidade, O patriotismo
ca religião tiveram cm todos 03 pe-
ríndos da história da Humanidade os
seus mártires.

Substitna o sr. Nehri os novos É
pacris sonhos de imperialismo arres
batado pela boa vizinhança c amiza-
de com os países pacíficos c entres
gue-se à tareia grandiosa de resgau
tar a nião Indiana daquelas heca-
tombes que opavoram à amálgama
de milhões de seres que a habitam:
à fome a doença, à ignorância, a
anarquia € o erime.

Pense o sr. Nchro que sc À sao
adia toi concedida a independência
política reclamado, cada povo, afinal,
tem o direito de dispor de si como
The aprogeer.

“Salecções do Rgader’s Digest
Vendem-se na Papelaria
da Gráfica Celinda Lda

A Comarca da Sertã
doi

À Barragem do Castelo do Bode
(Concluseo da 1.º pág

grar, Seja para próxima ou longa
distância, porquz no seu concelho,
onde a terra órável estã aproveitada
no. máximo, não chcontram local
onde possam fxar-se, para exercer
a sãa achvidado agricola, visto que
aqui é raro, o propristário desfazer-
st dns sãas terras.

Eram estes povos que bastante
concorriam à abistecer à praça de
Vila de Rci, com as sons hortaliças
e os chamados mimos de vrrão, além
de alfaces, coqves, tomates c petcra
rabas para plânio.

Destes factos resaltam, depressão
popilacianal, quebra c deticiência de
receitas Câmarárias E paroquiais,
menos movimento comeretal c indas-
trial, clementos necessarios, dleéls E
precisos para o bom andamento dos
negócios do concelho.

Objeciar-se-á, qu: aos odtiros cons
celhos atingidos sucede O mesmo,

Pode ser da não, visto existir ma
sensivel diferenca entre a sda estras
torã cade Vila de Roi.

Existe neles meior densidade pom
pulicional, mator superticie, quer ou
não aráv:l, comportadoro dessa den-
sidade, onde algans casais daqui se
vão fixár, i

Por estes pequenos dados, podes
rá deduzir-se a diferença depressiva
entre estes € 0 NOSSO,

Será certo o depadperamento de
Vila de Rei, se à magninimidade do
Estado não vicr cm seu auxílio. De
que forma? Dito e redito, hoje cos
mo ontem, o problema máximo & via
tal de Vila de Rei, sãvu as vias de cos
municação, não as scpérildas, mas
As necessárias afim de que O concen
lho possa viver com certo desafogo.
O seca povo, pela sua tenacidade,
qualidades de iranalho e respeito pes
los leis da Nação mtrece-as E tem
direito la clas.

Exempliiiquemos,
Tem’ Ferreira do Zêzere, qm Eros

ço de estrada até À bejra do Zêzere,
um pouco mais or ménos de catens
cão dez quilómetros, com carreira
“de caminheta, todas A5 segundas-Feje
ras, dia de mercado ali.

Acorrem 6 tnl mercado, 05 hahis
tantes das povoações, parte oriental
do concelho de Vily de Rei é distan-
ciadas do rio Sa quilômetros, ven-
der os seus produtos agricolas, cas
britos, galináccos, ovos e corlhos, por
encontrarem lá, maior potencial de
compra c malor remancração,

Aparecem em tal mercado nego»
cianics das espécics citadas, vindos
de diversos pontos do páis, lavore-
cidos por fáceis vias de acesso.

Não podem deslochnr-se a Vila de
Rei, por serem inkeansponívels as
ravinas, margem esquerda do Zézere.

São ans insigulficantes nove à dez
gullómetros de estrada, que faltam
para nos ligar, com o troço reierido.
de Ferreira.

Desta mancira, os habitantes das
povoações aludidas c com razão, cos
mercetom com óutro concelho em
prejuizo do Sei.

“AM recebem o dinheiro da venda
dos seus prodatos, e em parte lã o gas-
tam, adquirindo o preciso, compran
do por melhor preço a serdinha que
ali aparece em abandância e que te-
riom de pagar na saá terra por mais.
dinheiro,

Também a ligação —Vila dc Rel
-—Serta— é justo coso.

“Devido do Ser pequeno agregando
popolacional a praça de Vila de Rei,
jarta-se com pouco, dada a ciregnsm
tância de quase todos terem.

Meia dúzia de ghlindecos, outros
tantos coelhos, abastecem, mas Se
há mais afloência, Lêm que voltar pa-
ra cosa, originando que a freguesia

de Fundada, canalize esses produtos
assim como lacticinios para os mer»
cados da Sertã, onde adquire o preci-
so para os gastos casciros.

Concluindo, desejaria que Vila de
Rei, no mais breve espaço dé tempo,
se possa elevar ao nível da épeca
que passa, cujo factor principal são
as ligações citadas,

Para esse acto regicnalista, cons
fiamos na boa vontale e justa neção,
do Governo da Nação, na coulabora-
cão do primciro magistrado do Dis-
trito sempre em defesa das causas
nobres c justos em fovor dos povos,
bo sem distrito, conjantamente com
o bairrismo, Poa vontade, persistên=
cia e desejos de uma Vila de Kel
maior, da individualidade & testa dos
destinos do nosso concelho.
saem semi

(a) Albino Forjaz de Sampaio

Diversas
—Principiaram as lundações para

o edificio hospitalar.
— Recentemente fundado, loi inge
gurado no dia 17 6 Clabe ePimigos de
Vila de Rei». Foram eleitos por una-
nimidadeo para a dirceção os srs, Dr.
Pontes de Carvalho e Antônio Feijó.

Preenche-se ássim, ama lacuna
que cxistia em Vila de Rei. —C€.

Bombeiros Voluntários
DA SERTÃ

Subscrição para a compra da Ambulância
IX

Agosto de 1948
Donativos recebidos dos ex.P grs.
António Fernandes, Sobral, 2505:

Antônio Domingaés Mota, Pessligol,
1008: José Lourenço. Relvas-Mndel-
rê, 203; António Gomes, Madeirá,
5%: António Simões da Silva, Sobral,
293: Albano Barata, Madeirã, 2680;
José Logrenço da ativa, idem, 505:
João Cristóvão Martins, Vilar Cis
meiro, 1008: Madetrã: António Lona
renço Mendes, 108; José Lopes Sana
to, 58, Augusto Lopes Júnior, 5%: Rum
rélio Lourenço, 58; José Antanes, 54:
Antônio Alves Farinha, 38: ancel
Barata Salgueiro, Vilar Fandeiro,
238: Madeirá: José Rodrigors, 58;
Antônio Mendes Barata, 5%: Joaquim
Mendes (guarda-rios), 208: Antônio
José Lourenço, Vilar Cimeiro, 208:
António Rogarigues, Madeirã, 38; Lim
bânio Ribetro, idem, 40% D, Maria
Amélia Barata, Vinha Velha, 208;
Madeirã: Guilherme Martins, 10$:
Menucl Pereira Valénte, 2650 Ale-
xandre Alves Barata, 26; Alonso Ba-
rata, Vilar Fondeiro, 58: Venâmeio
Fernandes Mendes, Madcirã, 10%. D,
Palmira da Conceição, 58: Bernardo
Moúgusto, Ribeira do Calvo, 5%: Ana
gelo Barata, Vilor . Fundeiro, 5%:
Amadea Barata Salgaciro, Madeira,
50%: Libânio Barato, Ribeiro do Cal-
va, 3%; Madeirã: António David An-
times, 50%: António Barata Dias da
Silva, 203; Firmino Losrenço, 3%;
Edegard Bins Garcia, 508: João [.od-
renço, 58: António Rosa, 208: Anó-
nimo, &08: Anónimo, 4508: Elvino
Miguel Kamos, Vinha Velha, 208;
Maúacl Domingues da Sliva, Cova,
504; Isidro Dias Garcia, Madeira,
1008; D. Adelaide Salgueiro Silva,
idem, 100%; Manucl Nanes do Vale,
Vergão, 100%; Logrenço Antunes da
Silva, Artelro, 100%; Aogrsto Simões
da Silva, Sarnadas d’Álvaro, 5%; An-
tónio Martins, Sipote, 408; José Fer-
nandes, Pessilgal, 504; João Ferrei=
ra Pinho, 308.

Soma, 2060800,
(Continua)

À protseção sa sobreiro
“… a maioria dos suber
cuitores está préando as
árvores de forma contrá-
ria dos seus próprios in-

teresses…»
Ex.”º Sr, Director do Jórnal «A

Comarca da Sertãa Sertã.
As regiões do Pais de maior im»

portância subericola estão sendo per
corridas por técnicos da Direcção
Geral dos Serviços Florestais e Agri-
colas e Janta Necional da Cortiça
que fiscalizam como se está lazendo
n poda dos sobreiros € aconselham
as melhores normas a segnlr naque-
le trabalho, O que é, alinal, à conti-
naidade da jelz iniciativa deste dlii-
mo Organismo, levada a cíclio da=
rante os três últimos anos coma
criação de cursos d: podadores € in=
tensa propaganda de proteeção so
sobreiro, g

Por se verificar, através dague-
las inspeeções, que a maioria dos
sabericultores está podando às sias
árvores de forma contrária nó que
se encontre. legistado, bos ditames
da téonich e nos seas próprios inte»
rosses, venho solicitaro a o V, se.
digne, por intermédio do s>a jornal,
chambr & atenção dos interessados
para que procedem de harmonta com
o que está estabelecido € se tem
aconselhado, pois de contrário sujei-
tam=se à aplicação das Sanções pre-
vistas nas leis de protecção so S0m
preiro, secrificom q vitalidade das
árvores, que são afinal a base da
sua ceonomia, c provocam simulias
neamente, com à jornecimento em
grande escala dos produtos catrái»
dos dos despojos des arreias € matia
lações, à desvalorização dos rendi=
mentos fandâmentais do montado —
nataralmento o cortiça de extracção
normal É as lênhas c madeiras dos
despastes calturais..

O director dos Serviços Técnicos.

Uma carta qua saltanta o zelo com
qua tem faito a vacinação dos sui-
nos o veterinário muaicipal deste

concalho
Quinta-ti-2- 1950
Anselmo Lucas de Sousa, pro-

prietário, residente no lugar da
Quinti, vem perante estu redac-
ção, declarar em conjunto com af-
guns proprietários desta resido, 6
maneira, zelo e entdodo que se tem
preso no Docina que sens gui=
nos, de 1942 ate go ano corrente
de 1950, que continuo à progre-
dir de mesma forma, sendo por
isso esse serviço agradecido exlen-
sivamente qo dignissímo médico
veterinário Sr. Dr. Pedro de Ma-
tom Neves,

O qual tem prestado o servico
com atenção em prol do bem co-
mum, na intenção de fazer progre-
dir esta Jão rica feina da nossa
região que é uma das mais incdis-
pensáveis em jodos os lúres; pelo
gut lhe demos 08 nossos maiores
agradecimentos, eU Me assino, a

Anselmá Locas de Sogsa

OLIVAL
Vende-se um no lugar dos

Maxiais Iregucsia de Sobreira
Formosa, confina do nascente
com Júlio Ferrcira de Matos €
dos mais lados com Luis Laia
Franco e Amélia Ribeiro de Dl-
meida.

Informa o solicitador cncarta-
do na Sertã Augusto Rossi.