A Comarca da Sertã nº686 30-01-1950

 

A Comarca da Sertã

 

Representante em Lisboa:

João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505

Director Editor e Proprietário:

Eduardo Barata da Silva Corrêa

Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30

Sertã, 30 janeiro de 1950

Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interesses  da Comarca da Sertã Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei:  Freguesias de Amêndoa é Cardigos [do concelho de Mação] (Visado pela Comissão de Censura)

Ano XIV     Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº686

 

Produtos agrícolas: O azeite foi, desde os primeiros tempos da monarquia e ainda hoje, o produto mais rico do concelho, E’ de tradição que a Oliveira foi trazida do Ásia para & Europa peles Gregos. Têm-se encontrado em Portugal alguns lagares dos tempos dos Celtas que constavam duma pia larga, cavada na rocha, mais funda no sentido do escoamento, possuindo nesta parte um rego destinado ao extravazamento do óleo, Ainda hãá pouco se encontraram no Marco de Canavezes (Comércio do Porto, de 10-11-1928),
Já no tempo dos Gregos as oliveiras da Lusitânia eram apreciadas pela sua grande produção e pela qualidade fina do azeite, segundo refere Teophresto. Na Palestina e na Grécia há oliveiras que se supõem ser anteriores à Jesus Cristo; crê-se que uma plantada em Atenas, quando esta cidade foi fundada, durou até ao século XVII em Azeitão é outros pontos de Portugal há exemplares com quatro séculos de existência e com alguns metros de circunferência no tronco (Diário de Notícias, de 19-1- 1029). Até o século XVII a cultura da oliveira foi pouco Intensiva na Sertã, começando então é ser apreciado devidamente o rico e finíssimo óleo.

(De «A Sertã e o seu concelhos»,
de P. Antônio Lourenço Farinha)

«31 do JANEIRO»: Amanhã, por ser feriado nacional consagrado aos Percurso da República, estão encerradas as repartições públicas.

SANDUICHE: Ouve-se por ai dizer, frequentemente, talvez porque se julgue ser chique é elegante, a palavra sande, quando o termo próprio é sanduiche. A moderna edição do dicionário de Cândido de Figueiredo esclarece; «Conjunto de duas fatias de pão, que têm entre si uma tira de fiambre, ou salame ou queijo, etc. (Do ingl. sanduich).

FRIO: Escrevemos a 27—Continuam o frio enregelador, à geada e os ventos glaciais quê nos fazem tiritar. Na última 2.º feira, uns ligeiros borrifos de chuva pareciam prenunciar uma reviravolta no tempo, esperando-se que uma boa bátega d’água adoçasse a temperatura, regasse Os campos e aumentasse as reservas das nascentes, fortemente empobrecidas pelas últimas estiagens. Não foi assim, mas, em todo o caso, não percamos a esperança de, dentro em breve, cessar esta vaga de terrível Frialdade, causadora de atrozes constipações E terríveis gripes. Os devotos de S, Martinho, para se imunizarem contra o mal, não estão lá com meias medidas; cascam-lhe que é ma beleza, que o vinho e a aguardente são remédios preventivos radicais! E partem do conhecido princípio, muito em voga, de que todos nós devemos contrariar o corpo: quando ele nos pede água, é dar-lhe vinho; e quando do nos pede vinho… já agora…também não é mau fazer-lhe a vontade!

COMBUSTIVEL: Pare evitar os inconvenientes resultantes do frio, não há nada — e isto é bem claro —como ter aquecimento permanente em casa e nos recintos fechados, onde habitualmente trabalhámos; porém, essa ideia nem sempre é possível levar por diante por que tanto à lenha como carvão custam muito dinheiro é cada chefe de família, por muito económico que seja, sabe bem quanto despende apenas para cozinhar, de modo que a gente remediada e pobre pouca facilidade tem de se preservar devidamente do frio, procurando manter à sua volta um ambiente confortável.
Mas, além do largo consumo de combustível, os vários sistemas de aquecimento, mais conhecidos e banais, são pouco cómodos e práticos, exigindo uma renovação constante de lenha ou de carvão para que o calor se mantenha com regularidade. Outros sistemas, como os fogões de sala, exigem custosas instalações, que poucos podem fazer. Com a electricidade permanente, aparecerem agora uns caloríficos interessantes, que parecem dar melhor resultado em compartimentos pequenos.

Presidente da Câmara Municipal da Sertã: Como dissemos no último número, mas não em todos os exemplares porque à hora a que tivemos conhecimento do facto já muitíssimos deles estavam impressos, foi concebida a exoneração, que pediu, de presidente da Câmara da Sertã, ao sr. Dr. Flávio dos Reis e Moura, lugar que esta sendo exercido pelo vice-presidente sr. Dr. António Peixoto Corrêa, a quem apresentamos os nossos cumprimentos e prometemos a mis leal e decidida colaboração no desempenho das suas funções e dentro daquela independência que sempre nos impusemos e é a melhor garantia do valor da nossa oferta de auxilio e colaboração, sobretudo para os que ocupam um lugar publico difícil e cheio de responsabilidades e canseiras.

Ao sr. Dr. Peixoto Corrêa desejamos todos os triunfos no cargo em que foi investido após os pedidos de licença, primeiro e de exoneração, depois, solicitados pelo seu antecessor.

O “31 de janeiro”

Faz àmanhã cinquenta e nove anos que no Porto, a Cidade Invicta, o baluarte, por excelência, das liberdades pátrias, se ergueu o pendão republicano contra a Monarquia, seriamente combalida pela desmoralização dos partidos, e oscilando, prestes a desfazer-se e a sumir-se aos embates violentos da ressaca, que mais furiosamente a acossavam depois do golpe cruel do ultimato inglês, que viera vibrar profunda punhalada nos nossos brios portugueses, provando, á sociedade, que não dispúnhamos de meios para repelir a afronta, procurando manter, com dignidade, os nossos direitos de País civilizador e colonizador.

Os males vinham de longe, é verdade, mas no reinado de D. Carlos- em que ocorreram os dois acontecimentos de tão grande repercussão para a vida nacional- os partidos políticos continuavam a desordem, não se dispondo a mudar caminho para a Monarquia deixasse de ser escarnecida e avida constitucional da Nação entrasse na normalidade, único meio seguro de alcançar a paz interna e dar início ás grandes reformas sociais, não descurando, também, a nossa missão colonial, interrompida violenta e brutalmente pelo ultimato, o qual. Apesar da impressão produzida, veio provar o valor patriótico, a ciência e o senso dos nossos exploradores africanos, que, ao desenharam o mapa cor-de-rosa não se achavam possuídos dum sonho de megalómanos, antes viam a consumação duma ideia que correspondia, cabalmente, ás nossas possibilidades de povo colonizador, se não pelos meios financeiros, ao menos pela argúcia e denodado espirito de sacrifício, de que sempre demos provas como nenhum outro povo.

Que os republicanos do 31 de Janeiro aproveitaram o descontentamento geral para lançarem o grito de revolta e proclamarem a República, é perfeitamente natural e compreensível.

Os revoltosos, valentes, patriotas insignes, portugueses da melhor estripe, entenderam que não se deveria perder a oportunidade de mudar as instituições vigentes nesse período de efervescência, mesmo que o êxito da rebelião fosse muito problemático, como se demonstrou, pois nem o País estava suficientemente amadurecido para aceitar o novo regime de doutrinas muito mais liberais nem os republicanos dispunham da força precisa para alcançar o triunfo e, logo depois, consolidar um sistema politico sem qualquer raiz na alma do povo e cujo esboço apenas se traçara e desenvolvera na mente dum grupo de homens destemidos, a quem, acima de tudo, importava resgatar a Pátria do vexame sofrido e reintegrá-la, plenamente, no caminho da sua Historia, onde sempre brilharam acções heroicas e virtudes cívicas admiráveis. Por isso, a memória dos Percursos da República merece-nos o maior respeito e a mais alta admiração a sua acção de sacrifício deveria ser apontada as gerações presente e vindouras como nobilíssimo exemplo de amor pátrio, que jamais desfaleceu ou se quebrou perante a superioridade manifestada da força adversa e o receio de represálias que não deixariam fatalmente de se exercer.

O sangue desses mártires não foi vertido em vão: lavou o vilipêndio cometido contra o País e criou na alma do povo a convicção inabalável de que a Republica, norteada por sublimes princípios de moral e acrisolado amor pátrio, com todo o vigor que lhe emprestavam os indefectíveis sentimentos de Liberdade e Igualdae, era o único regime que convinha aos superiores interesses nacionais. O tempo viria a demonstrar, como felizmente sucedeu, que a Republica alcançaria, mais tarde, o seu triunfo, radicando-se na alma do povo como ansia suprema pela conquista dos mais sagrados direitos, como máximo expoente das legítimas

(Conclui na 4.ª pág.)

Os Amigos da «Comarca»

O sr. Custódio Rodrigues, de Lisboa, leve a gentileza, que muito agradecemos, de indicar para assinante o sr. Manuel Januário dos Santos, da mesma cidade.

 

Através da Província da B. Baixa

De Sertã,

A ambição humana não tem limites, e por isso não admira que os povos, vendo satisfeita uma aspiração, s lancem logo à conquista de outra, segundo o lema de «sempre mais, e – melhor se puder ser». Temos um exemplo fresco é nossa beira. Uma das 14 freguesias do concelho, a 5ª na ordem da importância, segundo o recenseamento da população em 1940 e o eleitoral de 1949, viu-se este ano dotada com um importante melhoramento, luz eléctrico, que só duas de 1.º categoria possuem, e está construindo uma Praça. Ambas as obras levam à Câmara e Estado algumas centenas de contos. Pois, leu-se há dias nos jornais que a mesma freguesia já tem pendente na Câmara novo projecto, este para um balneário, retretes e mietórios públicos, coisa que a sede de nenhuma das outras 13 Freguesias possui. Não são de censurar como alguns pensam, os valores sociais louvavelmente activos da vetusta e atraente térrinha, já que uma aura de sorte os bafeja. Quem distribui é que tem de empunhar a balança da justiça, e da equidade…

Parece que outras freguesias fazem ouvir OS seus queixumes mas isso é de todos os tempos, como trivial é ouvir-se dizer, estabelecendo comparações entre concelhos, que uns são mais acarinhados que outros; mas, se por vezes o facto parece verdadeiro, muitas isso se diz apenas para diminuir os merecimentos e trabalhos de quem alguma coisa consegue, com o seu estorço e persistência, em preveito de todos. Seja como for, o que é certo é que os povos, em geral, não esquecem os benefícios recebidos, e muito menos o fará O povo simples que vive a vida de nossos campos.

Vem isto a propósito de fazer ressaltar que às populações destes sítios, se permitissem a existência no seu seio de núcleos sérios de resistência e oposição ao E. N., praticariam uma ingratidão das que bradariam aos céus. Pondo já de parte os benefícios de ordem moral e espiritual focados outro dia, há que levar em linha de conta as benemerências de ordem material que para aqui, como para toda a parte, o Estado tem trazido, directamente, ou por intermédio das autarquias administrativas. Mal foi publicado, creio que em 1931 ou 1932, o primeiro decreto: sobre comparticipações, as autoridades concelhias de então não se pouparam a esforços para que também fossem canalizados, para este concelho, os dinheiros da Nação a isso destinados.
E boas razões tinham para o auxílio do Estado. Em 1917 um incêndio pavoroso reduzira a um montão de ruínas os velhos Paços do Concelho, criando tal facto um problema sério para as Vereações que se sucederam à frente do Município. E” que o regime então vigente não permitia as comparticipações do Estado. Este nada dava; quando muito, para ocorrer às necessidades das Autarquias o Parlamento autorizava-as a contraírem empréstimos, e, para erguer novo edilício destinado a Paço Municipal, foi esse o recurso de que aqui se lançou mão, aí por 1924, por intermédio de 2 ilustres deputados desta região. Com um orçamento à roda dos 300: contos, estão a ver-se as dificuldades com que lutou a Câmara da Sertã. A constração, a partir de 1925, arrastou-se por estirados 8 anos, como não podia deixar de ser, já que o Município teve de fazer face às despesas com o empréstimo que não pôde ir além de 350 contos, e com as magras receita do seu orçamento, sacrificando-se as necessidades das populações rurais.
Sem embargo, edificou-se uma obra que alguma grandiosidade tem, e é hoje motivo de orgalho para os sertanenses. Iam os trabalhos já perto do cabo quando aparece a 1.º lei sobre comparticipações. Logo, para honra de quem então superintendia nestas cousas na nossa terra, o Estado não tardou em trazer o seu auxílio ao município, comparticipando com 80 e tantos contos os trabalhos que faltava executar. Para uma obra que custou à Câmara cerca de 1.300 contos é pouco, mas este auxílio foi o iniciar de uma série de benemerências, que, por esse concelho fora, estão a ilustrar a presença do E. N. nestas paragens. Veremo isso outro dia.

(De «Beira Baixa»)

 

Plano de Urbanização da Sertã
(N.º 10)

III Descrição do Plano
c)—Perímetro-Zonamento

Considera-se como perímetro urbano ou limite, para efeito de aplicação dos regulamentos do plano, a área que fica delimitada pelas estradas nacionais, municipais e ribeira da Sertã, compreendendo as faixas marginais uma profundidade de 100 metros.

O território que fica além destes limites é considerado rural e como tal fora do plano de urbanização e seus regulamentos, todavia, o Município não deverá deixar de exercer a sua fiscalização no sentido de evitar que nas proximidades da Vila comecem a germinar ao acaso pequenos núcleos de casas desordenadas, sobretudo das grandes vias nacionais.

O zonamento do plano não tem, neste caso, o rigor e a função determinada para as grandes cidades, onde os vários sectores da vida se manifestam por vezes distintamente, quer pelo hábito ou tradição ou pela necessidade de se colher melhores resultados económicos e administrativos. Entretanto, para efeito de regulamentação, há conveniência de dividir o plano em várias zonas pequenas e justificar a razão da sua escolha e situação.

Centro Urbano Origem.
Esta zona poderá chamar-se também zona velha, pois constitui a origem da povoação e é dela que parte naturalmente a nova extensão projectada; por enquanto é nesta zona que está concentrada toda a vida e actividade comercial da Vila: O Plano prevê o alargamento desta zona para Poente, ficando limitada em grande parte pelas novas artérias e pela zona do mercado, continuando a ter como centro principal a Praça da República.

Extensão Residencial
Esta área de terreno a Sul da Câmara Municipal, fica reservada para construção particular e residencial. Esta zona merece certo cuidado quanto ao tipo de construção, em virtude de ficar num ponto dominante da Vila e próximo dos Paços do Concelho.

A zona que fica no extremo Poente da Vila, limitada pela rua de S. Pedro (ou Vale de S. Pedro, que é a de Manuel Joaquim Nunes?) e Estrada Nacional, destina-se à construção dum pequeno bairro para a classe média, segando os moldes em que o Estado tem feito ultimamente construir em diversas terras do País. E evidente que uma obra destas só é possível fazer-se com o auxílio da Câmara e comparticipação do Estado.

Pelo Arquitecto ANTONIO NEVES

Bairro para classes pobres
Implantar-se-á na periferia do aglomerado próximo da Praça Nova. Destina-se à construção de carácter económico para trabalhadores do campo, ciasses pobres, operários, etc.

Este bairro deveria ter características especiais, tendo em atenção os estudos e as directrizes pré-estabelecidas pelo Estado.

A realização dam bairro desta natureza evitava a germinação de satélites pobres e desordenados, € seria feito com o auxílio da Câmara e comparticipação do Estado, Previu-se um total de 44 moradias (com uma extensão junto ao rio).

Centro de Assistância Social

Esta zona desenvolve-se à volta do Hospital e foi traçada com largueza suficiente que permite, além da defesa e isolamento do Hospital, a sua ampliação fatura, construção de novos pavilhões, asilos, dispensários,  creches, etc. À pouca dimensão da Vila permite centralizar toda, ou quase toda a assistência social e por consequência organizá-la e administrá-la o melhor possível e com o mínimo de dispêndio.

Mercado
A margem da rua de S. Pedro e num terreno resultante da demolição do actual quartel dos bombeiros e casario anexo fica o Mercado Municipal, com acesso por quatro ruas construído por dois pisos e localizado sensivelmente a meio da Vila, entre a zona velha e zona nova, portanto no local maís indicado para servir fácil e igualmente os habitantes presentes e futuros.

Desportos
O terreno escolhido para o Campo de Desportos é de uma grande beleza, desde que o pequeno Estádio seja tratado à maneira clássica, cavado na terra, e avivado por uma cerca de olaias e plátanos. Fica desviado do aglomerado urbano, com fáceis acessos da Estrada Nacional, e próximo da Ribeira da Sertã, que à custa de uma pequena barragem e rectificação das margens pode ser aproveitada para desportos náuticos.

Cemitério
Mantém-se o cemitério no mesmo local, porém reserva-se-lhe uma faixa de protecção arborizada. Este rectângulo defendido por larga cortina de verdura, ficará exclusivamente destinado a cemitério, ampliação, etc., ficando proibida toda e qualquer construção particular dentro desta zona.

Transportes
Esta zona ficà situada à entrada da Vila, no lado Sul, junto à Estrada Nacional (Cernache do Bonjardim-Sertã-Castelo Branco). E uma das entradas mais importantes da Vila e em virtude de ser um entronc mento de estradas, justifica-se este local para ali se construir uma estação de transportes de carga e passageiros, grande garagem de recolha e reparação, em suma, a estação central da Sertã.

Zona Industrial
Embora a informação sobre as actividades da Sertã, não acuse as necessidade da criação duma zona industrial julgou-se aconselhável prever uma faixa de terreno para ali reunir a indústria que porventura viesse a existir na Sertã: Fábricas,

Através da Comarca

PEDROGÃO PEQUENO, 19
Donativos para as Caixas Escolares desta vila:
Da Casa Macau, em Lisboa, de que são proprietários os srs. Fernando Antunes Duarte e Jorge Antunes Duarte, foram oferecidos dois caixotes, contendo vários utensílios escolares para os alunos das duas escolas desta vila, tais como: ardósias, tabuadas, cadernos, canetas, lápis de pondra e de cores, aparos, borrachas, papel para trabalhos manuais e uma caixa com giz de cores, para cada escola.

Na Caixa Escolar da Escola Masculina foram ainda recebidos os seguintes donativos dos sr.: José Caetano Martins Leitão, 100$; João Baptista da Silva, 50$; Amónio Henriques Antunes, 20$; Guilhermino do Nascimento Barata e Irmãos, 50$; todos de Lisboa.

A todos muito obrigado. —C.

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Relógio do caçador
Um caçador naturalista inventou um novo relógio, que se pode chamar ornitológico, porque as suas horas são aquelas a que despertam ou começam a cantar certos pássaros.

Depois do rouxinol, que canta quase toda a noite, o tentilhão é o passarinho mais esperto, começando a se tir-se pelas duas horas da madrugada.

Das três para as três e meia, a codorniz; das três é meia para as quatro, o metro; das quatro para as quatro e meia, o verdilhão;, das quatro e meia para as cinco, o melharuco; das cinco para as cinco e meia, o pardal.

Como se vê, é um relógio mais fácil de arranjar no papel do que nos campos, onde, se houvesse um caçador que tivesse a ingenuidade de se fiar nele, acabaria por não saber a quantas andava.

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Anteplano de Urbanização da Vila de Sertã

Em reunião ordinária realizada no dia 17 do corrente mês de Janeiro, deliberou a Câmara Municipal que o anteplano de urbanização da Vila de Sertã, fosse posto à reclamação pelo espaço de 30 dias.

Por isso, qualquer maníeipe pode consultar este anteplano na Secretaria da Câmara Manicipal, durante as horas regulamentares e apresentar, por escrito, devidamente firmado, as suas reclamações sobre o mesmo.

Sertã, 24 de Janeiro de 1950.
A Presidência da Câmara

Agradecimento

A viúva e 5 filhas de Luís Ribeiro, falecido em 4-5-949, em Megaza (Moçambique), veem por este meio agradecer a iodos os moçambicanos que se dignaram auxiliá-las com a quantia de 26.500 escudos, em especial ao autor du subscrição.

Muito e muito obrigada, a viúva reconhecida, Piedade Cardoso Ribeiro.

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concentração de resina, lagares de azeite, serração, etc.. Designou-se este terreno, por ficar à Sul do aglomerado e por conseguinte do lado oposto ao desenvolvimento nataral e indicado da Vila. (38)

(Continua)

 

“Hospitalidade”

LISBOA, 22 de Janeiro de 1950

ExӼ Senhor:
Lendo na «Comarcas de 15 de Janeiro do ocorrente mês de que você
é mal digno director, o artigo «Hospitalidade fiquei bastante surpreendidodo com algumas passagens.

Lê-se nesse artigo:
…«pois à hora cm que chegou a camioneta com esse grupo desportivo e muitas outras pessoas que O acompanhavam, não havia ninguém, entre o grupo local, q recebê-lo, para o encaminhar e dirigir ao seu destino, rodeando-o das atenções e obséquios elementares em tais casos»,

Isto não corresponde à verdade, e admira-me que alguém O escrevesse sem ter conhecimento do que se pa sou.

Quando chego a camioneta, estavam à recebê-lo, sem contar comigo, pelo menus, mais dois jogadores,

Se os rodeamos «das atenções e obséquios elementares em tais caso, disso não tenho à certeza, mas Julgo que a tal ainda chegam Os nossos reduzidos conhecimentos.

Lê-se mais adiante:
«E se esta atitude foi má, pior, péssima mesmo, foi a que se tomou em Seguida ao desafio, pois ambos os grupos, como desconhecidos entre si, tomaram cada qual o seu rumo, quando a da Sertã deveria, pelo menos, ter oferecido, quanto mais não fosse, um lanche ao sem rival é acompanhá-lo até o momento da partida».

Isto, também, não corresponde à verdade.

Terminado o desafio, os dois grupos não tomaram rumos diferentes, como desconhecidos, pois que vi, pessoalmente, rapazes da Sertã com rapazes da Sobreira, eu próprio andei com eles, em resumo, não vi à separação a que se refere o artigo.

Também no fim do desalio, havia no «Sertanense Foot-Ball Club» um pequeno Lanche que, embora modesto, veio provar que esse facto não nos passo despercebido.

Em conclusão, e era aqui que eu queria chegar:

De duas uma: quando chegou à camioneta ao largo da praça, a pessoa Que Escreveu este artigo, ou estava presente ou não estava. Se estava, não via bem e escreveu «coisas no ar» o que é lamentável, se não estava alguém lho transmitia, e não é de ânimo leve que se aceita o que nos dizem, tanto mais tratando-se dum caso destes.

Terminando: a Sertã sempre foi hospitaleira e mais uma vez provou que o era.

Pedindo o obsequio da publicação desta carta, subscrevo-me com a máxima consideração e o maior respeito

ABÍLIO P. LOPES

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N.R.—Temos muita consideração pelo nosso amigo Abílio Pires Lopes e devemos apenas dizer-lhe que
os factos à que alude, como a comprovar, segundo se infere, de que, afinal, houve alguma hospitalidade  para com o team de Sobreira Formosa, passaram tão deperecidos ao informador do Jornal e a toda a gente com quem ele trocou impressões que nem sequer foram comentados ou referidos em simples conversa e também, até à data, o que se expos na gazeta não mereceu o mais pequeno desmentido do grupo de fora.

As Coisas feitas à «porta fechada» têm estes inconvenientes…

A CAMIONAGEM e o

                            Caminho de ferro

                            Por GUERRA MAIO

(Conclusão do nº anterior)

Se passarmos dos distritos de Bragança e da Guarda, temos que reconhecer que eles muito devem à camionagem. Até há trinta anos, apenas o primeiro dispunha da diligência de Mirandela a Torre de D. Chama, dé Macedo ao Mogadouro, esta a tenebrosa diligência de Remondes, onde passava entre as 2 e as a da manhã, em ambos os sentidos e quase Sempre sem passageiros e com à cocheiro a dormir na boleia, diante das arribas medonhas do vale do Sabor. A carreira, como as outras, vivia do transporte das malas do correio e dos emigrantes que iam para o Brasil.

Além destas havia à do Cachão a Vila Flor é de Bragança para Vinhais e para Vimioso, ambas circulando à horas mortas, com os passageiros enrolados em cobertores ou em grossos capotões.

Hoje, o distrito de Bragança tem as carreiras seguintes: Tua-Carrazeda, Cachão-Vila Flor, Mirandela-
Chaves, Mirandela-Torre da D. Chama, Macedo-Alfândega da Fé, Moncorvo, Macedo-Mogadouro, Bragança-Vinhais, Bragança Vimioso, Vimioso-Miranda-Duas Igrejas, Mogadouro à vila, Freixo de Espada à Cinta à vila, etc.

Quer dizer, às Cinco carreiras de diligências de outrora estão hoje transformadas em 14 linhas de autocarros, alguns destes verdadeiras maravilhas de comodidade.

A parte norte do distrito da Guare da, tinha, naquela época remota, seis serviços de diligência, Vilar Formoso -Almeida, Vila Franca das Naves- Finhel-Figueira de Castelo Rodrigo, Figueira de Castelo Rodrigo-Barca d’Alva, Celorico da Reira-Trancoso, Vila Franca das Naves Trancoso, e Pocinho- Fozçoa, com um total de  l21 quilômetros percorridos. Hoje a mesma região está servida pelas carreiras seguintes: Guarda-Almeida, Vilar Formoso-Aldeia da Ponte, Vilar Formoso-Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda Escalhão, Vila Franca das Naves-Trancoso, Trancoso- Guarda, Pinhel-Estação de Pinhel. Figueira de Castelo Rodrigo- Escalhão-Barca d`Alva, Figueira de Castelo Rodrigo-Freixeda do Torrão-Estação de Almendro, Pocinho-Meda,
Pocinho-Cedovim, etc. ou sejam 11 carreiras, percorrendo 375 quilómetros, cifra, porém, muito superior, vis- to algumas carreiras serem duplas de desdobradas, em certos dias da semana.

Estamos diante de um problema de grande importância para à economia do país; O regulamento há pouco publicado sobre a camionagem se deve ser executado com todo o rigor no que respeito à prejudicial duplicação dos serviços da estrada e do carril, deve ser aplicado com benevolência nas carreiras convergentes e independentes, como seja O excesso ocasional do lotação, a entrada livre nãos estações ferroviárias dos condutores e motoristas ao serviço dos passageiros, que transportaram ou que os venham receber, etc.

As carreiras convergentes v as independentes prestam tão assinalados serviços às populações rurais, muitas delas até agora desprovidas de meios de transportes, que bem merecem um tratamento de favor, até onde lhes possa ser concedido,

Para as carreiras concorrentes, se bem que muitas O não sejam inteiramente, pois servem, no percurso, localidades afastadas do cominho de ferro, e que lhe deve ser aplicado todo O rigor da lei e algumas delas bem  o merecem.

Todavia à maneira mais eficaz do caminho de ferro reduzir os impetos da camionagem é oferecer ao público serviços mais velozes, digamos— comboios rápidos ou expressos em quase todas as linhas, suprimir, tanto quanto possivel, 8 paragite, acabar de vez com as noitadas e com as madrugadas, e digo acabar de vez, pois à chegáda de alguns comboios foi ultimamente antecipada e a partida retardada, O púbico de hoje não é o de há 20 ou 30 anos. Não tolera, facilmente, paragens e principalmente as que são a horas mortas em estações onde não embarca ninguém, não gosta de levantar-se demasiadamente cedo, nem ficar horas sem Fim, na estação de entroncamento, aguardando o comboio que o há de levar ao seu destino.

Foi a prova é que nas linhas em que os serviços Ferroviários têm sido melhorados, o público acudiu logo à utiliza-los em prejuízo da camionagem.

F para terminar quero agradecer ao sr. A S, de Vila Nova de Fozcoa, as referências amáveis que me tez na última «Gazeta, às quais muito me desvaneceram, acrescentando que em breve me referirei, na imprensa, às peripécias, aos cuidados e às canceiras que me deram, não só a nova estrado da Freixeda do Torrão à Pedra Escrita mas o carreira de camionetas que essa estrada permitia para a estação de Almendra.

(De «Gazeta dos Caminhos de Ferro»)

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Misericórdia da Sartã
Subsidios recebidos durante a gerência

da 1949:

Misericódia e hospital—Subsídio de cooperação, do Estado, 40000$00: idem do sr. Governador Civil do  Distrito, para o Hospital, 300$00; da Comissão Municipal de Assistência— Hospital e Misericórdia, 3.600$00: do Sr. José Farinho, do Rio de Janeiro, 1.000$00; Diferentes benfeitores, 1026$00.

Para o Asilo António Ferreira Alberto. — Da Comissão Municipal de Assistência, 2500$02 do sr, Daniel António Rodrigues, do Recife, 1200$00: do sr. José Farinha, do Rio de Janeiro, 500$00,

Para o Centro de Assistência Social-—-De Sua Excelência o Subsecretário do Estado de Assistência, subsídios eventuais concedidos pelo Fundo Nacional de Assistência e Instituto Nº Família, 16.000$00: do Ex. Governador Civil do Distrito, 1.500$; Da C. Municipal de Assistência, para conclusão das obras efectuadas no edifício do Centro, 4247$40; idem, idem para manutenção da Instituição, 2500$00.

Gerência de 1950-—De Sua Exc.o Subsecretário de Estado de Assistência Social foi concedido o subsídio evetual de 10000$00 para o Centro de Assistência em virtude da Mesa da Misericórdia ter solicitado à Sua Exc. um subsídio que foi patrocinado pelo sr. Governador Civil.

O Sr. Governador Civil do nosso Distrito, também concedeu agora, pelo Cofre Privativo do Governo Civil, o subsidio de 2000$00, para auxiliar às despesas do Hospital.

O grande sábio EGAS MONIZ E a CASA DAS BEIRAS: A Casa das Beiras sempre norteada por imutáveis princípios regionalistas e patrióticos e marcando posição de alto relevo em todas as manifestações nacionais, prestou recentemente calorosa homenagem à figura inconfundível de sábio, que é o Dr. Egas Moniz, cajo valor se projecta para além dás fronteiras de Portugal, conquistando à simpatia & a admiração em todo o Mundo, honrando à ciência e prestigiando o Pais onde nasceu

Um dos oradores na sessão de
homenagem foi sr. dr, Jaime Lopes Dias, que afirmou: «Espirito brilhante e predestinado prra mais altos d sígnios, o médico é o Professor cederam o ligar ao investigador de não menores méritos, persistente, tenaz, que em 1925 havia de conseguir a angiografia cerebral, seguida, em 1927, da angiografia num vivo, que tornou possível aos cirurgiões a sua intervenção no local própria. Penetrando mais no próprio cérebro pela visualização das artérias cerebrais, o método foi alargado e a medicina e a ciência levaram os benefícios obtidos à vários departamentos do organismo como pulmões, aorta e artérias dos membros. Quem poderá discutir o alto valor de cão grande expoente da ciência? Beirão e português, como se disse, por honra e glória sua e nossa, Egas Moniz ultrapassou os limites da Província e da Nação, pertence à Humanidade. A escola portuguesa de angiografia do nosso mestre e sábio, fonte abençoada de saúde, milagre da salvação de tanta gente pode considerar-se sem dúvida em bem que a Providência nos mandou para hem dos que sofrem». E no final: «No coração dos seus ressuscitados e no dos seus patrícios, beirões e portugueses, não se apagará com certeza a chama viva da gratidão, e na história do mundo ele pertence já ao número dos que, como disse “Camões, «por suas obras valiosas se vão da morte libertando».

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Escola de Enfermagem de Castelo Branco

Vão prestar serviços profissionais na Associação de Beneficência e Socorros Amadeu Duarte, da Parede, as sr.º D. Maria José Marques Amoroso e D. Maria de Lourdes Barata Infante; no Sanatório D. Manuel II de Vila Nova de Gaia, as sr* D, Matilde Baptista Parro e D. Maria da Natividade Valente Carmona; no Sanatório D. Carlos I, de Lisboa, a srº D, Maria de Lourdes Roberto é Silva; no instituto Português de Ongologia, de Lisboa, à srº D. Maria Luísa da Piadade Reis; no Sanatório Marítimo da Parede, as sr.ª D. Helenaa Marques  Cadete, D. Isabel Maria da Purificação Bispo, D. Purificação da Natividade Ribeiro e D. Maria da Piadade Cruz; na Subdelegação do Instituto de Assistência à Família, em Castelo Branco, à srª D. Emília Amaral; no Lactário Beato Nuno de Santa Maria, de Cernache do Bonjardim, a sr,ª D. Perpétua da Conceição Patrício; no Centro de Assistência Social, de Proença-a-Nova, à sr D. Delfina Lopes Farinha; no Posto de Socorros, de Sarzedas, a sr.ª D, Maria Augusta Marinho; e no Posto de Assistência Social, de Benquerenças (Penamacor) a sr.ª D. Maria Stela David Refoios Camejo, diplomadas pelo Escola de Enfermagem de Castelo Branco.

Os nossos parabéns com votos do melhor êxito pessoal e profissional.

 

O “31 de Janeiro”
(Conclusão da 1.º pág.)

ambições dum País, que jamais perdeu a noção dos seis deveres, mas também nunca consentia ser tratado em inferior pé de igualdade porque, entro os de pujante poderio, acreditou sempre na força da sua fé espiritual e de, pelos tempos fora, à Civilização Cristã, contributo admirável, verdadeiramente extraordinário, tanto quenão é fácil apagarem-se, da snperficie da terra, pelos continentes fora, os traços grandiosos e inconfundíveisda passagem da gente portuguesa, em que se firmam é admiram, mais que a audácia e a aventura, o amor à Pátria e à Religião dos seus Maiores, inquebrantáveis tenacidade no trabalho é exemplar protecção às pop lações indígenas com o generoso intuito de os Trazer ao nosso convívio amigo.

Quem estava à frente do movimento de 31 de Janeiro? O capitão Amaral Leitão, o tenente Manuel Maria Coelho e o alferes Rodolfo Malheiro, heroicos, firmes na sua fé patriótica. Fracassou a tentativa, mas fora lançada à terra à semente que haveria de germinar, formosa e pura, em 5 de Outubro de 1910.

Rendemos as nossas humildes homenagens à memória desses paladinos, que, batalhando pela República, quiseram resgatar a Pátria da afronta estrangeira e abrir, à sua frente, o caminho digno c progressivo que se Impunha.

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Qual Foi a origem do ultimato inglês em 1890? Por força dum direito, que não merecia contestação, os portugueses ocuparam diversos territórios junto de Moçambique, sem que essa ocupação lesasse os interesses ingleses. Como de costume em casos tais, a força prevaleceu sobre a razão, pois que o nosso Governo era dirigida à seguinte intimação: «Que se enviem ao Governador de Moçambique instruções telegráficas imediatas para que todas e quaisquer forças militares actualmente no Chire, é nos países dos Macololas e Machonas, se retirem». Dizia-se mais que o embaixador inglês deixaria Portuga! se uma resposta satisfatória à precedente intimação, não for recebida esta tarde».

Os territórios a que o ultimato se referia faziam parte do mapa cor-de-rosa e correspondiam dos existentes entre as nossas duas colónias de Angola e Moçambique.

E” curioso recordar que, por ocasião do ultimato, Alfredo Kell compôs a música do nosso hino nacional —A Portuguesa, dizendo-se que essa composição foi feita em Pedrógão Pequeno, onde o autor vinha passar largas temporadas.

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Nascimento
Va 5. feira, teve o seu feliz sucesso em Só da Bandeira (Angola), dando à luz uma menina, sr.ª Heloisa da Graça Craveiro Baptista, dedicada esposa do nosso estimado assinante sr. Horário Mateus Baptista, comerciante naquela cidade, Mãe e filha estão bem.

Aos pais da nedíita, bem como d avo materna, ar“ th Maria dos Angos da Graça Craveiro, da Será e ao bisavó maierno, sr. dose (rurlherme, do Cabeçudo, apresentamos OS ROsAOS parabens, CONT DE melhores votos de felicidade para a recém-nascida.

Feira em Proença-a-Nova
Na próxima 3º feira, dia 2 de Econ

vereiro, realiza-se em Procnça-go
Nova a importante é Lradicional feira
dns Comedeioss que costuma ser lárm
gamente concorrida, ;

importâncias recebidas do astran-
gelro pará pagamen- dê ntamente

B sOa

to de assinaluras: carta de as de
Dezenbro, envlba-nos um chegue de
Esc, 240400 0 nosso prezado amigo
ar. Vicente António do Vale, sÓcio
da firma Valle Frêres, de Doliste
(Mírica Equatorial Francesa), fican-
do, assim, liquidado a assinatura até
E fitas:

Também o nosso estimado ass!=
nante er. Alvaro David Silva, de Vi-
tória, (Brasil) nos remetes, com &
são corta de 12 do corrente, Cr.
f2omo Hdazentos Cruzriros) que ren=
deram 185400; conforme suas inse
truções, 124680 destinam-se au pêm
gamento da assinntara até o nº 750
e o restante aw fondo de benciicên=
clá deste Jornal.

A amhos, npresentamos sinceros
agralecimentos, pela atenção que sc
dignaram prestar ao nosso pedido de
fundos psra regelarização do pagas
mento da assinatura, atitade que mais
se destáca—bem como a de mais três
Di quatro prezados assinantes que
efectnarom à liquidação por intérpos=
ta. pessoa €, por isso desde quê pas:
sâmos recibos — não mencionatnos
aqui- perante o silêncio dº algamas
d:zenas de assinantes do Estranqei-
ro à quem conviâmos Igmals solicia-
ções na mesma data; 23 de Nopema
bro de 1040, Sabemos bem que dala
gans países e colônias estrângeiras
são dificeis od mesmo Impossíveis as
transferências de fandos, mas mil»
tos dos residentes nins e noutras
têm, certamente, em Portugal pessoas
de família ou relações com casas Co-
merctais que podériam encarregar-
se dos pagamentos com certa regu-
laridale, para O que nos deveriam
dar & competente informação, Quan-
to à certo número de essinantes não
hã nada a exolicar a prolongada de»
mora do pagamento, que, nolgans
Casos, SE Conta por anos.

Estamos convencidos dé que, com
um posço de bon vontade, 035 pagêm
mentos se ciertoariam sem grande
Custo.

A necessidade de realizar fundos
para ocorrer a inndiáveis € constanm
tes despesas de toda a espécic que
cxlge qualquer pubiicação periódica,
por mais simples e modesta como é
«à Comarca da Sertão, obriga-nos
à voltar de novo à solicitação de pas
gamento a lodos quantos ainda o não
fizeram, confirmando Us puisos Cx
pedidos em 23 de Novembro de 1940,
além doutros anteribres,

Para Angola
A bordo do «Moçambique», e

acompanhado de sa esposa, sr? D.
Maria Fernando Carvalho Rebordão
Corrêa, partia, na sexta-feira, de re-
gresso a Angola, O-nossa prezado
amigo sr. Américo Vaz Rebordão
Corrêa, distinto administrador de 1,º
elassec nosso estimado colaborador.
Sequiram lómbém, para à mesma
colónia, o nosso pairício é amigo
Armando Martins da Silva Carvalho,
gas se val dedicar à vida comercial
É o pequeno Emanacl de Carvalho
Monteiro, de 5 anos, Filho mais ves
lhodosr. Joagaim Ferreira Monteiro.

A todos, desejamos muito boa
viagem, sadde c felicidades.

Despedida
Joaquim Crisóstomo, partindo

para Coimbra, onde fica colocado
“como 9º oficial da Direcção de Fi-
naenças, recegndo, opesar de todo
o seu etidado, não ler apresenta-
do, pessoglmente, as suas despedi-
das a fodos os amigos e pessoas
das suas relações, fá-lo desia for-
ma e ali oferece sets desvalivsos
préstimos.

Sertã, 23 de Janeiro de 1950.

A Comarca da Sertã E

REVENDEDORES EM:

tn Vale do Lobo:
val ser prestada homanagam à
memória da professor a grande

benamérito Josá Lopes Dias
Em 3 de Fevereiro, com a pre-

sençã de entidades oficiais, scrá inga-
gurado, em Vale de Lobo (Penámas
cork, o busto do falecido professor €
grande benemérito José Lopes Dias
que à saga terra prestoa os mais assa
nalados serviços. A cle ficoa deven-
do à terra que o teve por professor
durante 40. anos o abastecimento de
água potável à povoação, à constra=
cão de dois esplêndidos edifícios és=
colares. e, finalmente duma ampla
igreja que ecra, de há muito o sea
máior empenho.

A morte não lhe permitia que
ossistisse À sua inauguração, que ten
ria Lugar à podcos meses do seu fa-
lecimento.

()s seus conterrâneos vão presa
tar-lhe justa € condigna homenagem,
inadgirando-lhe o basto por ocaslão
do 2.º aniversário da sua morte no
largo que tem o seu nome.

José Maria Ladeira
Vale de Lobo, 24-14-0950

O falecido benemérito José Lom
pes Dias, era pai dos srs. drs, Jaime,
José, Antônio, Joagaim e Vitor Los
pes Dias,

O programa das cerimônias nos dios
4e5 Fevereiro é em resumo,o segainte:

Dia 4 — Às 11 horas, missa por
alma do benemérito José Lopes Dias,
romagem ao jazigo que guarde os
seus restos mortais c bodo à 50 po-
bres da Freguesia,

Dla 5-— As ti horas, sessão so
lenc no escola mascilina, seguindo-
se O corieju em dirceção no largo
José Lopes Dias, onde será inaugas
rado O seu busto.

Lanche às crianças das escolas.
1

Q fibro-cimento «Lusalito» é 0 mate-

rial que interessa a toda a gente.

Chapas onduladas

Tubos para água sob pressão

Chapas lisas — Tubos para esgotos

| Caleiras — Algerozes

Vasos — Reservatórios — Floreiras

Estudos — Projectos 8 Orçamentos gratuitos

so CEEE td mera dra

Agentes Depositários em TOMAR;

João Ferreira Pinho & Filhos, Lda

SERTA — Adelino Nunes Serra

PROENÇA-A-NOVA

OLEIROS — António Gonçalves de Andrade

VILA DE REL Joaquim Aporício de Silva

Alfredo Lopes Favares

à Do aremezeniata las
Bu 8º cal Antônio da Sil-

pa Lourenco e da
Eiloprafia Neocional, do Porte, re-
ecechemos calendários paro 1990; e
da último é excelente produção qe-
tíéstica, una maravilhe dá concep-
ção Vtográfica, que fenra aquetas
ofivinos e prova o grau de aper-
feipoumento a que cherou Essa ar-
te no Pais. Pela fima Manuel
Guedes, Lda =Fundição Pipográ-
Piea-=com sede na rua Francisco
Metrass, 107 = Lisboe, fur- nos re-
meiidoa uma linda apeuda dealgi-
beira, que contém vários reclames
e é repositório de informações did-
rtas da maior utilidade. À todos,
UE HOSFOS agradecimon OS, CONT DR
melhores votos de prosperidades,

Dr. José Garlos Elrhardi; Sat fo
fe pa-

FT O Porto, EDIM SI ENDORO, O EUR fo

so bom umigo &r, dr Jose fiarios
Ehrhardt Cantam demorarase ali
cipa PISIPIETI EA :

Um auiotarro ma firma de en-
1 genhciros alemães

fenomenal, da cidade de Ons
Abrack está a constrair um au-
tocarro de 120 lugares destinado
a grandes peregrsos e equipado
com aparelhagem de rádio, cozi-
nha, aquecimento central e casa
de banho! Verdadeira maravi-
lha de técnica, que deixa à per-
der de vista, no nebalosidade dos
tempos, aquela célebre deligência
que ainda há 50 anos nos conda-
zia a Paialvo, guiada pelós sim-
páticos Garralinha, Viana e Pra-
xedes!

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