A Comarca da Sertã nº39 06-05-1937

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EDUARDO BARATA
DA SILVA CORREA
PPS
REDACÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
PE RUA-SERPA PINTO—SERTA -—
Propriedade da Emnrôsa Editora d’A COMARCA DA SERIA (em organização)
T
omarca
7DIRECTOR E EDITOR
AVENÇADO
FUNDADORES
— Dr, José-Carlos Ehrhardt —
Dr. Angelo Henriques Vidigal
— Antóhio Barata e Silva —!
Dr. José Barata Corrêa e Silva
Eduardo Barata da Silva Corrêa
da Sertã
“ANO I
Bic :99
Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interêsses da comarca da Sertã: concelhos de Sertã,
Oleiros, Proença-a= Nova e Vila de Rei; e frequesias de Amêndoa e Cardigos (do concelho de Mação )
E
MAIO
1987
Notas…/O amôr pelas colónias portuguêsas
vu f
PA entrada da vila, do lado
de Santo Amaro, teria
um apecto totalmente diferen-
fe, se se resolvesse demolir o
o do velho cemitério. Tem
resentação fúnebre aquela
entrada, que a própria capela,
Jesar-de caiada, não conse-
e disfarçar; e desaparecido
omuro, surgiriam sômente os
stos e elegantes eucali-
plos, que dão ao local um ar
de grandeza e imponência.
le pouca monta seriam as
despezas, de demolição, Há ca-
Sos, como êste, em que o bota-
abaixo tradnz construção, ou
pelo menos aformoseamento.
Adr td)
] reparado e pintado o
— corêto do Adro, influin-
& o mente no aspecto
agradavel daquele passeio.
Os seus canteiros estão tra-
tados convenientemente e se
honver o cuidado de os regar
wrante o Verão, as plantas
apresentar-se-ão cheias de viço
e frescor. até o Outono, tor=
nando o recinto atraente e pre-
ferido,
ei j
rs
mVARIAS pessoas nos têm
=» Chamado a atenção pa-
ra à desfaçatez de alguns mo-
dores da vila que, não re-
ando a aplicação de sanções,
Continuam, como antes de ha-
ver os esgotos, a lançar para
duma líguidos da mais duvi-
084 procedência e dejectos
Para as ribeiras, sem respeito
algum pelas determinações ca
marárias e pelo resto da po-
Pulação, que de há muitovem
protestando contra éste esta-
do de coisas, que nivela a Ser-
tê ao mais reles povoado das
redondezas.
“Para gente déste jaez, que
não perde os inveterados há-
ítos de porcaria, não há oh-
o remédio se não metê-la na
ordem, a bem ou a mal.
vêa!
ore
UM motorista desta vila
1 pede-nos para tornar
“Público o seu protesto contra o
so de muitos proprietários
camionetas de carga que vêm
À Serta, os quais, na’ânsia de
nharem amas dezenas de
cados, e compenetrados de
que tudo quanto vêm à rede é
peixe, conduzem para muitas
Dvoações, próximas ou dis»
ntes, toda a gente que os
Procura, porque o transporte,
assim, lhes fica muito mais
Pato. E como essa gente,
| tm, pouco paga, não tem o di-
to de exigir comodidades,
ne viagem alcandorada nas
mionetas, aos solavancos e
aos encontrões, por entre cas
nastras de sardinhas,
| Como o facto representa um
| elevado prejuizo para os mo=
oristas, que pagam elevadas
ticenças, chamamos a atenção
ne atoridades a quem os ser-
viços de viação estão subordi-
nados, ‘ Eb
GRI UGUÊSES! O vosso património
DP Ci. lonial volta a estar em perigo.
E’ a imprensa lá ds fóra que o diz;
são as n tas oficiosas cá de dentro que o
confirmam. Por isso, a Sociedade de Gra
grafia de Lisboa, mais uma vez lança o
brado de alerta.
Não vos deixeis adormecer!
Quando vos diziam que b sangue go-
nerosamente vertido na Flandres era a
garantia da posse dos vossos domínios ul-
tramarince, só queriam ministrar-vos ópio
para entorpecer as vossas energias.
O património que os vossos maiores
vos legaram, nunca deixou de estar amea-
cado nem antes nem depois da Guerra,
pela cobiça de todos.
O que era a intromissão na vida an-
terior das Colónias, levando-as a adoptar
regimes que conduziam à desordem admi-
nistrativa, se não o desejo disfarçado de
as levar à ruína ?
O que era a insistência na realisação
de grandiosos planos de fomento com a
consegiiente oferta de copiosos capitais
que lhes trariam encargos incomportá-
veis, so não uma tentativa para as envol-
ver em desordens financeiras que justifi-
cassem uma intervenção disfarçada ?
E como tudo isto não tivesse dado
resultado, apareceu a ideia, exposta sem
rebuço, de a Alemanha ea Itália resulve-
rem as apregoadas necessidades de expan-
são territorial, lançando mão de Angola
+ do Congo Belga !
gola e Congo e não a Africa Equatorial
francêsa, a Becuanalandia inglêsa, a Li-
béria Americana, etc?
Não haverá por êsse mundo tantos
territórios, necessitados de uma interven-
ção activa de que os seus possuidores se
mostram incapazes ?
Porque então, Angola e o Congo Bel-
ga, que estão seguindo a sua evolução na-
tural ?
PAISAGENS
IE
Mas a tentativa também redundcu
em fracasso.
A Alemanha fez lhes saber que que-
re e reclama a posse do que lhe pertence
e que puma hora de infelicidade lhe tira-
ram. À Itália disse lhes que lutava com à
Abissinia porque tinha velhas contas a
ajustar com ela
Mas nem uma nem outra Nação acei-
tavam o que lhes ofereciam porque sa-
biam que estava entregue em boas mãos.
Então surge a manobra da redistri-
buição das matérias primas como nova
tentativa de intervenção disfarçada no
que é nosso,
Também esta manobra há-de cair
como as anteriores; disso estamos certos.
Não confiemos demasiadamente na
boa estrela. Nem confiemos na força do di-
reito nem no direito da força O que po-
demos fazer, e o que temos de fazer, é
ocupar as Colónias e regá-las com o suor
do nosso rosto.
Vastíssimos tractos de terrêno, que
fazem invja aos melhores de Portugal,
aguardam que alguem deles tome posse.
Estão à mercê de meia folha de pa-
pel selado: são de quem os quere!
Ide pois vós portuguêses de uma só
fé e de ma só lei; instalai-vos neles. Levai
convosco a vossa mulher e os vossos fi-
lhos, as vossas saudades é 08 VOSSOS CO-
rações. Ide e implantai nesses terrêncs a
flôr viçosa do vosso patriotismo A terra
| onde a implantardes será sempre terra
E porque é que se lhes ofereceu An- |
bendita de Portugal. Não haverá vicissi-
tudes que o abálem, cu soberanias que a
destruam, O exemplo é de todos os tem-
pos. Quem ocupa a terra é o dono dela.
Ocupai-a vós, para honra e gloria da
Nação,
Viva Portugal! Vivam os Colonos
Prrtuguôses !
João Alexandre Lopes Galvão
CORONEL
Esmemeemo
DA COMARCA
DESASTRE
No passado dia 28, José Alves,
casado, da Isna de S. Carlos,
quando trabalhava, juntamente
está sendo expl: rada para a re-
paração E, N. n.º 12-1.º, ficou
soterrado, tendo recolhido ao hos- )
pital local muito ferido; os feri- | COlegaS srs. drs Gualdim Quei-
mentos eram tam graves, que exi-
com outros operários, numa sai- | giram a amputação imediata da
| breira do Moinho do Cabo, que !perna direita, cuja intervenção
Pedrógão Pequeno — Um ponto pitoresco no alto do famoso Cabril
x
foi prestada pelo ilustre directo-
do hospital, sr. dr. Angelo Vidi
gal com a colaboração dos seus
roz e Abel Carreira,
O pobre homem tem 5 filhos
menores, inspirando sérios cui-
dados q seu estado,
«..a lápis
PROCEDEU-SE à limpeza
do muro do Castelo,
mas novamente vimos lembrar
o quanto seria conveniente des
moli-lo, construindo, em sua
substituição, ontro bem ali=
nhado e de pequena altura, de
forma que se pudesse observar
o vasto panorama que deleita
nossos olhos através da outra
margem da Ribeira Grande.
Esse muro, caiado com es-
mero, emprestaria àquela artéx
ria um aspecto surpreendentes
dep
COM a maior regularidade,
tanto na Sertã como em
Sernache, têm prosseguido a
instrução dos legionários, sob
a direcção do sr. dr. João do
Carmo Corrêa Botelho.
pato i et
O azeite está-se vendendo
agui, nesta ocasião, q
9850 o litro, sendo necessário,
a um pobre jornaleiro, andar
dia e meio trabalhando, car-
vado sobre a terra, para adqui-
rir aquela quantidade!
gre
NO próximo dia 9 realiza, q
Filármónica União Ser=
taginense,um concertono Adro.
—eiopafd apaçõo
O prazo para a enxertia
dos produtos directos
termina em 15 do corrente.
qug ae
A feira de gado de S, Mar-
cos esteve extraordind-
riamente concorrida, mas in-
formaram-nos que foi diminu-
to o número de transações efe-
ctuadas,
eta
kB na 2º quinzena do mês
corrente que se realiza
a grande exposição internacio-‘
nal de Paris, em que Portas
gal se fará representar condi=
gnamente,
aire
DE9 a tó do corrente tem
lugar a «Semana da
Tuberculose, em que por todo
o país se faz largo peditório
de donativos, destinados a con-
correr para a manutenção dos
institutos que protegem e trá-
tamas infelizes vitimas do tera
rivel flagelo que, dia a dia,
vem tomando proporções as
sustadoras,
rr
Vacinação Anti-Variólica
Por todo este mês e nos dias
1 e 8 de Junho, procede-se à va-
cinação das crianças nas sedes das
freguesias do concelho, como vai
designado :
Cabeçudo, dia 10, às 14 horas;
Carvalhal, 8, às 12; Castelo, 15,
ás 14; Cumeada, 27, às 8; Ermi-
da, 13, às 8; Figueiredo, 13, às
10; Marmeleiro, 27, às 10; Nes-
peral, 11, ás 14; Palhais, 7, às
14; Pedrógão todos os domingos
de Maio, às 12; Sernache, em
6,9, 16,23 e 27, ds 10; Sertã;
1, 18 e 25 de Maio ele 8de
Junho, ás 10; Troviscal, 30, ás
8; Varzea, 13, às 12,
cá 12,
cá@@@ 1 @@@
a
Corejos, Telegentos e Telefones
|
ESTAÇÃO DE OLEIROS
ISSEMOS no n.º 37, de 22 de Abril, no artigo subordinado
àquela epígrafe, «que o boato, posto a correr, de que a
estação daquela vila, sede de concelho e de julgado
municipal, baixaria de situação, talvez não passasse de um
simples baato. E ticámos então satisfeitos por poder afirmar, ba-
os em informações que reputámos seguras, que a estação de
Oleiros continuaria com todos-os seus actuais serviços, incluindo
otelegrático, havendo a modificação, sómente, do serviço passar
a ser feito e dirigido por um contractado, que substituíria o chefe
da estação, tal e qual como sucederá com muitas outras terras do
país, cujas estações têm um tráfego médio mensal inferior a um
certo número. de operações unitárias. ue
” Não nos pareceu de grande monta o caso de substituição do
chefe da estação por um contractado : era um caso de ordem bu-
rocrática, e se o contractado viesse a desempenhar com competên-
cia as suas Iunções, não resultaria daí qualquer inconveniente para
o público, que só deseja ser bem servido. 5 e
&” O nosso jornal, que defende com insistência os direitos dos
povos da Comarca dentro da sua mais incontestavel legitimidade,
tem adoptado por norma colher, sempre que é possivel, elementos
que o habilitem a informar o público com a segurança, especial-
mente quando se trata de assuntos ou de resoluções que de algum
modo podem influir na quebra de direitos adquiridos. Preferimos
adoptar este caminho a lançar atoardas que só estabelecem com a
consequente série de inconvenientes para os interessados e para to-
dos os que, directa ou indirectamente, se ocupam com o bem
úblico.
E Aquele nosso artigo, motivou, da parte de muitas pessoas
da mossa maior consideração e algumas da nossa amisade, que
ocupam em Oleiros uma posição social de destaque, a remessa, a
* esta Redacção, do, seguiente protesto, recebido em 25 de Abril:
À Er.mº Director «A Comarca da Sertã». Sertã. — Sur
preendidos paradoxal atitude V… expandida último número
«Comarca Sertã» sob epigrafe «Correios Telégrafos Telefo-
nes — Estação Oleiros» apressamo-nos trazer V… nosso
mais veemento protesto contra sofismada afirmação que Olei-
ros não será prejudicada com projectada baixa categoria da
Estação Telégrafo Telefónica Postal. Como Uleirenses e na
qualidade assinantes «A Comarca Sertã» ponderamos V…
imperiosa urgente necessidade de nêste jornal se dignar re-
pôr coisas seus devidos têrmos para que se não continuem
alimentar erradas suposições. Informações deram V… sobre
assunto são tendenciosas, pois como pode explicar-se Oleiros
não será prejudicado com reforma projectada se deixa de
ter Estação Telegráfica para a ter apenas Telefónica ?
(ass.) Rebêlo Albuquerque, Presidente da Câmara; Ar-
tur Romão, Chefe da Secretaria da Câmara; Barata Lima,
Delegado de Saúde; Francisco Romão, Advogado; Antonio
Martins, Tesoureiro da Fazenda Pública; José Garcia, Notá-
rio; José Maria Martins, Proprietario e Comerciante; Antonio
Alves, Secretário de Finanças aposentado; Augusto Esteves,
Comerciante; Artur Pereira Rei; Antonio Gonçalves de An=
drade, Comerciante; Monuel Rodrigues, Comerciante; Fran-
cisco Durão, Pároco do Mosteiro; Celestino F. Matos, Au-
gusto José de Paula, Funcionários da Câmara; P.º José Ri-
beiro da Cruz, Vigário de Oleiros; José Pereira, Administra-
dor do Concelho»,
– Segundos os elementos obtidos em primeira mão, que, re-
petimos, considerâmos seguros, não era paradoxal a nossa ati-
tude, e também não podiamos nem podemos considerar tenden-
agora, que
ciosas as informações que nos deram, antes concluímos,
elas foram incompletas e pouco explícitas.
Recebido o protesto, que nos impressionou, não pela forma
como nos foi dirigido, mas porque fácilmente verificâmos que êle
representava a unanimidade de vistas das pessoas que o subscre-
veram, fundamentada na confirmação de que era verdadeiro aqui-
a boato, tratámos logo de obter
informações completas que contribuissem, em definitivo, para es-
clarecer o assunto, Impunha-se, e era nosso desejo, repôr as coi-
lo que primeiramente atribuímos
sas nos seus devidos têrmos, sobretudo porque temos o culto in
defectivel da Verdade. 4 a
Estamos certos de que nem os nossos amigos de Oleiros,
nem ninguem, sobretudo os que nos conhecem, podem duvidar da
nossa boa fé, das nossas intenções, postas sempre a claro,
As informações que nóvamente obtivémos permitem-nos di-
zer que, de facto, o te
de
rara que recebe ou expede seja recebido ou expedido por inter-
mi
tónico,
Pedimos licença para não concordar com esta modificação,
Envia reconhecemos que o telefone não pode substituir o telégra-
lo em todas as suas modalidades, Quanto á natureza deste serviço
licará Oleiros na mesma situação que Alvaro e Pedró
no, simples sedes de freguesias, que já tiveram tel
Dizem-nos que
da como todas as as estações,
mas com o subtítulo de Regional,
mensal é inferior a um certo número
todas as estações telégrato-postais,
Os mesmos serviços.
nome ou a designação da estação não interessa,
Interessa, sim, que os serviços se mantenham nas condições
existentes, de forma que Oleiros, sede de concelho e de julgado
municipal, que ha algumas dezenas
rática, não sofra a mínima quebra n
ade dêsses direitos baseia-se na cate
voação, a que estão subordinadas,
Ba
econhece-se, superiormente, que a estação de Oleiros tem
um movimento tal que, pela nova AARÃO Bias telefone
a substituir o telégrafo. Mas achamos injusto que só se atenda a
essa circunstância, sem atentar. noutras de grande monta, especial»
mente a facto ao fee de rd f e julgado municipal.
o contribuirá o concelho de Oleiros he
ma oa arte para o Erário Público R e o gd
o é verdade, ainda que a sequencia natural das colsas, 0
égrafo,
Estação Telégrafo-Postal,
Regionais ou não, ficam com
Os seus direitos. A legitimi-
administrativamente, 12 fre-
) efone substituirá o telégrafo na estação |
leiros, alegando-se que ao público não importa que o tele-
o de um receptor Morse telegráfico ou de um aparelho tele-
ão Peque-
estação de Oleiros ficará sendo considera-
po que o seu tráfego médio
de operações unitárias e que
de anos possui estação tele-
goria dessa antiquíssima po-
Comarca da Sertã
Tribunal Judicial
Julgamentos em Tribunal Go-
lectivo, constituido pelos
M.”’* Juizes de Direito das
Gomarcas da Sertã, Tomar
e Feigueiró dos Vinhos.
Por acórdão de 15 de Abril,
foi condenado o reu Alberto Pe-
dro, do Milreu, Vila de Rei,.na
pena de 60 dias de prisão cor-
recional, levando-se em conta a
prisão já sofrida, na multa de 10
dias a 5800 por dia, no mínimo
de imposto e em 200800 de inde-
mnização arbitrada, sendo a mul-
ta convertida em 10 dias de pri-
são, que o Tribunal deu por ex=
piada, bem como os 60 dias de
prisão, pelo crime do art.” 360
n.º 2 do Código Penal, E
— Por acórdão de 16 de Abril,
foram condenados os reus João
Antunes e Manoel Martins Serra,
do Mosteiro, Oleiros, respectíva-
mente na pena de 60 días de
prisão correcional, levando-se em
conta a já sofrida, no mínimo de
imposto de justiça, na indemni-
zação de 500800 a 200800 ao
seu defensor, pelo crime punido
pelo art.º 360 n.º 3 do Código
Penal e na pena de 10 dias de
prisão correcional, substituída
por multa á razão de 10800 por
dia, 200860 de imposto de justi-
ça e 50800 de indemnização á
queixosa, pelo crime punido pe-
lo art,” 380 do Código Penal.
-—Por acórdão da mesma data,
foi absolvido o reu Manuel Ro-
que, do Roqueirinho, Oleiros,
pelo crime de estupro,
tp
cÁACRUZ
Hum deseri de tj, Oruz erquia,
Que an Ceu estandes, Saplicante, OS braços,
Tu foste sempra O guia dos meus pasaos,
Ho escaro Tabiinto desta via…
de alguma Hez, na senda percorida,
custa de sofrar 6 dg Cansaços,
ViP’scurecar teus Tuminosos traças,
Ea fé em Deus sen quási perdida…
Fl movem que passou, par um momento,
Pira dar minha crença um novo alento,
Tornando a mais intensa e mais segura |.
Tudo, na vid, é transitório e tão
De elgrno Só conheço O teu clarão
Rasgando a trgra á minha morte escura |…
LUIZ DA SILVA DIAS
rtp
Homenagem ao sr. dr. Jaime
Lopes Dias
Subscrição para a aquisição
das insignias da comenda
da ordem militar de cris.
to com que o ilustre bei
rão foi agraciado pelo sr,
* Ministro do Interior:
Transporte 150400
Dr. Angelo H. Vidigal, – 50800
Antonio Barata e Silva «40500
José Nunes Miranda o» 20800
A transportar » 260800
JJ]
IS RRURÁRAÂIÂBP DZ [VV]
nosso racionínio e a nossa razão,
nos levam a concluir que o ren=
dimento extraordinário de mui-
[tas estações telégrato-postais, o
am não importa um aumento de
espesa correspondente ou pro-
porcional; dá para a manutenção
de outras de menor movimento,
e por consequencia de menos
rendimento ?
Não é certo que muitos servi-
ços do Estado, nalgumas terras
do país, dão deficit, que noutras,
e dentro do mesmo quadro, é
compensado pelo excesso de re-
ceítas ?
Procura-se um equilíbrio de
forma que a manutenção dos ser-
viços tenda para uma compensa –
ção geral, para decôro e presti-
io do próprio Estado e para o
nterêsse dos povos, que deverá
ser respeitado e defendido.
Definindo a nossa atitude, en-
tendemos que a estação de Ólei-
tos deve ser mantida com os
seus actuais serviços, porque ag.
sim o exige !a sua posição ofl-
cial e a sua situação geográfica,
defezo (artº 88 n.
Concurso-do cacho dourado
BASES DO COMPROMISSO
I— Em cada época vindimária se realizará em Lisboa um
concurso de Ranchos Vindimeiros com o título de Concurso do
Cacho Dourado para entrega do Trofeu ao rancho 1.º classificado
do qual ficará detentor durante o ano. O Trofeu compõe-se de lãs
vôr em prata, que o rancho poderá exibir, quando se apresente
corporisado em qualquer manifestação pública, e de que se consti-
tui fiel depositário na pessoa do Condutor ou Chefe para apresen-
tação a concurso no ano seguínte. Nas folhas de parra figuradas
no Trofeu será gravado em cada ano o título e localidade do Ran-
cho vencedor.
[I— Podem concorrer os ranchos de qualquer região do
país O objecto do concurso consiste na execução de trova, dança,
com traje livremente escolhido por cada um, dentro do estilo re-
gional respectivo. a SUR tor o
III— Os prémios pecuniários a distribuir cada ano, limita-
dos pelos recursos disponíveis, definem-se em Janeiro. Para o ano
de 1937, o Centro de Estudo do Vinho e da Uva oferece os se-
guintes: 1.º, 6.000800; 2.º, 3.000$00; 3.º, 1.000800.
A estes prémios podem juntar-se outros provenientes de en-
tidades auxiliadoras eventuais,
IV — Até ao dia 1 de Julho, os ranchos concorrentes enviam
a sua inscrição indicando título, localidade, número provável de
figurantes, ao Centro de Estudo do Vinho e da Uva, na Rua da
Emenda, 62-2,º.
À ser feita a inscrição deve estar completo o preparo do
rancho para se apresentar com a Canção e Dança ensaiadas e mo-
dêlo de vestuário escolhido. Cada rancho pode fazer-se acompanhar
de orquestra apropriada e figurantes decorativos que entender, O
júri receberá cópia da poesia, que vier a ser cantada e poderá to-
mar conhecimento prévio da música e danças correspondentes, no
intento de averiguar se de qualquer modo não prejudica o decôro
e bons costumes.
V— Em 1 de Setembro anuncia-se o dia, hora, local de com-
parência dos ranchos e ser-lhes-á dado conhecimento do programa
que tenham a cumprir dentro do conjunto previsto.
9 é
A Comissão Técnica de Viticultura e Enologia de acordo
com o que lhe. foi manifestado pelo Centro de Estudo do Vinho e
da Uva, considera celebração de festas vindimárias actos de inte-
rêsse nacional, pela influência morigedora que exercem no senti-
mento popular, despertando amôr da terra, admiração dos frutos,
respeito do trabalho, Reputa-se tambem estimulantes de saúde es-
piritual pela alegria que geram e simpatia que acordam entre os
participantes ou atraídos a presenciar o seu desenvolvimento,
Assim lhes atribui caracter cultural e, portando, dentro do
programa constitutivo que procura cumprir.
Levado por êsse convencimento, se empenha em promover
a repetição de manifestações no sentido da realizada em 25 de Ou-
tubro do ano findo, a titulo-de experiência. Pretende-se mesmo
conseguir a perpetuidade da festa por modo a torná-la querida do
povo da cidade e aceite na tradição. O propósito consiste em ce-
lebrá-la todos os anos na época própria da vindima, por continui-
dade regular até em correspondência com a primeira que consti-
tuirá o elo inicial da cadeia ininterrupia.
Para reduzir a ideia a forma concreta procurou-se um sím=
bolo transmissível que de mão em mão circule cada ano, como tes=
temunho de uma realidade sempre viva. Escolheu-se o cacho preso
ao sarmento e cercado de parras que se fabricou de prata em lavôr
artístico para ser trofeu entregue ao vencedor no concurso de Ran-
chos Vindimeiros das régiões vitícolas, vindos à cidade disputar
a primazia de representação.
e 4 4
Intitula-se Concurso do Cacho Dourado o certame festivo
anual que esta Comissão e o Centro de Estudo do Vinho ê detia
se empenham em promover e para o qual vem pedir apoio e publi-
cidade que o levem ao conhecimento de quantos possam interes-
sar-se e concorrer para O seu melhor êxito.
sem açamo, durante o defezo, nos ter.
renos de caça…, devem ser apas
nhados pelos guardas da caça, ou por
qualquer agente da autoridade e en-
a | tregues á Câmara Municipal, só podens
do jESE restituidos, depois de paga à
Veio apresentar-nos 08 seus cum- di toa a Et ia Rem
primentus o que muito nos penho- de 50$00 é sempre devida pelos pros
rou, o nosso presado patricio e age | Prietários dos cães, ainda que êstes
sinante, sr, Casimiro Pedro Mar- | “ão sejam apanhados (art,o 19)
gal, recentemente chegado de Ca- “a
conda ( Angola), donde retirou por | Nenhum
, guardador de pado ou o
falta de saúde, encontrando-se | tor poderá fazer-se GUERRA Cê
agora na Cumeada. Fazemos votos
pelo seu rápido restabelecimento,
-—Retirou para Lisboa, com sua
mais de um ção por cada rebanho …
e tais cães não poderão pertencer
esposa, o sr. Herminio Fernandes,
Com pouca demora esteve na
a qualquer das raças dos vulgar-
Sertã, com sua esposa e filho, o
mente utilisados na caça. Os trans
sr, João Farinha de Figueiredo,
*
gressores são punidos com a multa de
SOS00, e 40)
RIe mu ua quando feincidentes
E” prohibida a destruição de covas,
Faz anos, àmanhã, a menina | Se luras, de lapareiras, de ninhos, dé
vago , inhadas e d y q
Jvone Teixeira Mourdo, filha do noel apo da
as, sob
sr, José Botelho da Silva Mourão, fartr 2ie 0. Da e multa de 100$00
e uma
e atenção pra especial chama-se
esineiros e pastores dé
gado, para se não façam Ceara,
nos campos, duranre q defezo, de cães
Ane deniruam Rinhos, aa, eas pró-
S No primei
desenvolvimento. pe RIO NAN
. *
*
À Comissão Venatória torna público
que deliberou pagar 1300 DE cada
cascarão de perdiz, sendo condição
indispensável que o individuo que en-
au o Merda o vá manifestar á Com
ue esta inda
verificar a Ga xlotência OSS ps
TS Oi dal
A COMISSÃO VENATÓRIA
CONCELHO DA SEI: À, no NBR
evitar a prática de trnsgressões, no
tempo de defezo, de : lurns dos percei-
tos estabelecidos no Dec» ton, 23:481,
vem trazer ao conhecin ento dos inter
ressados as disposições que mais di-
cesimênta se referem ao período de
Incorrerem na multa de 300500 os
abusivamente etrao no tempo
Pq é Sertã, 12 de Abril de 1937. . 3
Os cães encontrados sóltos, com ou cartao Supino BipucguiSupino Bipucgui@@@ 1 @@@
:
E
— quer crédores incértos para assis.
2 O Juis 2º Subst.º — Albano
Borário anual da carreira de Passageiros entre Pigueiró dos
Vinhos e Coimbra
Concessionário — ANTONIO SIMÕES
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Figueiró dos Vinhos — | 6,25 | Coimbra. a «| — | 16,00
Pontão. « a E «| 7,00 | 7,02 Portela do Gato »| 16,25 | 16,25
Avelar . «| 7,10 | 7,20 | Podentes .| 16,55 | 16,55
Ponte Espinhal |. «| 7,45 | 7,45 | Ponte Espinhal «| 17,15) 17,15
Podentes. : «| 805 | 8,05 | Avelar .. +) 17,40 | 17,50
Portela do Gato «| 8,35 | 8,35 | Pontão . . a «| 17,58 | 18,00
Coimbra. | «| 900) — | Figueiró dos Vinhos .| 1835] —
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25 de Dezembro e Terça feira de Carnaval
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Figueiró dos Vinhos ..
42
l
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4850 $50 Avelar
8$50 4450 4800 | Podentes
12850 | 8850 8400 4850 – Coimbra
x b
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dôncia nesta cidade bá ma-
is de cincoenta annos, ocu
pa-se com teda a atenção
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nistração de bens e outros
assuntos — cumprindo com
toda a regularidade, as or=
dens de seus constituintes
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Uma propriedade, em Dona
Maria, freguesia da Ermida, con-
celho da Sertã, composta de casa
de habitação com 14 divisões,
construída há quatro anos com O
melhor material da região, água
canalisada, potavel, currais, for-
no, estrumeiras, terras para cul-
tura de milho e hortas, com gran-
de abundância de água, parte
num moinho de fazer farinha e
parte num lagar de azeite, com
o fôro de 9 litros de azeite, anual,
oliveiras para cêrca de 100: al-
queires de azeite, castanheiros,
pinheiros e matos.
Informações ou carta ão pró-
prio.
Antonio Farinha—Dona Maria
—Ermida.
NORBERTO, PEREIRA CARDIM
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Variado sortido de estojos com
pratas; Caixas de madeira e relo=
gios com aplicações de prata;
broches, aneis, brincos, pulseiras,
cruzes e alfinetes de gravata com
brilhantes; relogios de prata, aço
e niquel; relogios de parede, re-
logios de pulso para homens e
senhoras,
Absoluta seriedade em todas
as transacções.
ANÚNCIO
No dia 16 do proximo mês de
laio, pelas 12 horas á porta do
bunal Judicial désta comarca,
e ha de proceder à arrematação
dos bens abaixo descritos, penho
rados nos autos de execução por
alti de pagamento de multa, im-
posto de justiça a acréscimos legais,
e pe é exequente o Ministerio
Pub ico e executado Adelino Go
mes, por alcunha “o Rei dos Fa
distas”, morador no Casal d’Or-
dem, freguesia do Cabeçudo, dásta
comarco, a sabêr:
1º — O direito a acção a meta-
de de uma terra de cultura, com
oliveiras, sita ao Vale Cortiço,
Descrita na, Conservatória sob. q
n.º 26,335, Vai pela primeira vês
á praça, por metide do valôr, ou
seja cem escudos, 100900 t
oi 2º —O direito e acção a metade
de uma casa de residencia, com rés
do chão e primeiro andar e um
pateo, erta no Casal d’Ordem,
Descrito na Conservatoria sob o
n.º 26.886, Vai pelu segunda vês
á praga, por mstade do valôr, ou
seja cincuenta escudos, 50500.
São por êste meio citados quaiss
tirem á arrematação e a cargo dos
arrematantes ficará a respectiva
visa, |
Sertã, UT de Abiril de 1987,
Verefiquei e
renço da Silva,
| val r.de mil e novecentos escu-
| dos —1.900800.
UNUNCIHO
2.º publicação
No dia dezasseis do próximo
mês de Maio, pelas doze horas,
á porta do Tribunal Judicial
desta comarca, se ha de proce-
der á arrematação dos’ bens
abaixo – descritos, penhorados
nos autos de execução por cus-
tas e sêlos, em que é exequente
o Ministério Público, e execu
tado Manuel Farinhá, ou Ma
nuel Farinha do Canto, o
«Bamburra», casado, proprie
tário, do logar do Mazial dos
Hilários, freguesia da Varzea
dos Cavaleiros, desta comarca,
a sabêr:
1º Una casa de habitação,
em ruinas, e outra casa anexa
no norte daquela; no Maxial
dos Hilários Vai pela primeira
vez á praça no valor de duzen
tos e cincoenta escudua,– 250800
2º— Terra de cultura, com
oliveiras, sita á Corga, limite
do Maxial dos Hhilários. Vai.
pela primeira vez á praça no
3º — Terra de cultura, olivei-
ras, mato e pinheiros, e uma
da 14 Secção, — José
Pan clSianp)
*
y|
1
do Mazial dos Hilários. Var
pela primeira vez à praça, no
valor de.trez mil e duzentos es-
cudos —3 200800,
4º Courela de mato, sita
ao Chão Coelho, limite do Ma-
cial dos Hilários. Vai pela pri-
meira vez à praça no valor de
duzentos escudos.— 270800.
5.º— Courela de terra de cul-
tura, com quatro oliveiras, na
Ladeira das Relvas, limite do
Mazxial dos Hilários. Vai pela
primeira vez á praça no valor
de tresentos escudos, — 300500.
6º— Terra de cultura, com
três oliveiras, á Sobreira Mou-
tada, limite do Maxial dos Hi
lários. Vai pela primeira vez à
praça no valor de duzentos e
vintee cinco escudos -— 225500.
7º— Terra de cultura, com
oliveiras, ao Almo, limite do
Magial dos Hilários. Vai pela
primeira vez á praça, no valor
de novacentos e cincoenta escu-
dos. — 950800
8º— Terra de cultura, com
oliveiras e videiras, no Tapado
do Maxial dos Hilários Vai
pela primeira vez à praça no
valor de nevecentos escudos.-—
900800
9º— Terra de cultura, com
pequena casa de arrecadação,
oliveiras, à Ladeira; limite do
Macial dos Hilários, Vai. pela
primeira vez á praça no valor
de duzentos escudos. — 200500.
10º— Tera de cultura, com
pequenas tanchoeiras, à Ladei
ra, limite do Mazxial dos Hilá-
rios. Vai pela primeira vez á
praça no valor de seiscentos es
cudos.— 600200.
11.º— Courela de mato, com
oliveiras, sita á Serra, limite
[do Mazxial dos Hilários. Vai
pela primeira vez á praça no
valor de cento e oitenta escudos.
— 180800
12º—0 direito e acção a
metade de uma terra de cultura,
com oliveiras, mato é pinheiros,
no Ribeiro, limite do Maxial
dos Hlilários, de que é co pro-
prietário Casimiro. Farinha,
irmão do executado: Vai pela
primeira vez à praça no valor
de setecentos escudos, — 700800.
São por este meio citados
quaiquer credores ncertos para
assitirem á arrematação, e a
cargo dos arrematantes ficará
o pagamento da respectiva sisa
Sertã, 20 de Abril de 1936,
Verifiquai,
O Juiz, 1.º Subst?, — O,
Martina.
O Chefe da 82 Secção, —
José Botelho da Silva Mou-
tão,
Carreira de Goinionefas
PARA mw
Transporte colectivo de mercadorias
—ma ENTRE
Sertãe Tomar
às 2.º, 4.” e 6.º feiras:
Saída da Sertã às 8 h,; chegada à
Tomar às 1(,30 h,; saída de Tomar
às 14 h.; chegada à Sertã às 16,30
Entrega e recepção de mercas
dorias nos domicílios.
Com destino a qualquer
ponto do país aluga Ca-
mionetas para trans-
porte de carga o mer=
cadoriass.
As carreiras são sob a direcção
do concessionário
João Lopes
Garage: Largo Ferreira Ribeiro
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Boca e dentes
Dão-se na Sertã consultas
desta especialidade todos os
domingos, desde as 10 horas,
na Pensão Branco, por um
médico especialista.
Fazem-se extracções sem
dor, obturações, dentaduras
parciais e completas, ete, 3.
*
*@@@ 1 @@@
sr, Governador Civil avistou-se nma Comissão do Tro-
a «
od que pediu a construção de uma estrada da Cruz do,
Pu
dão a Oleiros e o regedor do Figueiredo que solicitou
nclusão da estrada Varzea dos Cavaleiros-Figueiredo.,
= No dia 30 esteve em Castelo Branco uma comisséo, que foi
solicitar ao sr. Governador Civil do Distrito a construção de uma
rada da Cruz do Fundão a Oleiros, com passagem por diferentes
roações da freguesia do Troviscal, e que de ha muito constitui
a suprema aspiração daquele povo honrado e laborioso.
=» O sr. Governador Civil, a quem muito interessa o progres-
so dos povos do seu distrito, recebeu a comissão com as mais ine-
ocas provas de atenção, e reconhecendo o pedido justíssimo
d s habitantes da freguesia do Troviscal, prometeu empregar todos
esforços para que, dentro do mais curto praso de tempo, êles
am ver satisfeitos os seus desejos. x
= A estrada abrange aproximadamente 18 quilómetros, atin-
8 quilómetros da Cruz do Fundão ao Faval.
“A comissão, que foi acompanhada plo sr. Administrador do
Concelho e Vice-Presidente da Câmara, João Carlos de Almeida e
Silva, era composta pelos srs. Carlos Matias, industrial, do Faval;
Ps “Manoel artins, paroco da freguesia do Troviscal; João da
Cruz, regedor; João Mendes, presidente da Junta; João Rodrigues
e Manoel Dias, vogais da mesma Junta e de vários outros interessados.
“O ‘sr. Administrador do Concelho, que dedicadamente se
vem interessando pelos melhoramentos da freguesia do Troviscal,
fez à apresent-ção, ao sr, Governador Civil; de todos os compo-
nentes da comissão, que, em seguida, leu o memorial abaixo trans-
crito; o magistrado superior do distrito prestou a maior atenção ao
pedi como acima dizemos, tendo, no final, dito que, em pri-
me gar, procuraria obter a verba necessária para 0 1. troço—
Fundão ao Porto—abrangendo 6 quilómetros. Em Caste
lo comissão o zeloso Vigário daquela cidade,
co era orã de 4 E
Osso amigo Rev.º Padre José Dias, que, gentilmente e com a maior
solicitude a acompanhou, corroborando, perante o sr, Governador
e o pedido apresentado, que julga ser da maior justiça; acres-
c ainda que conhece de perto as necessidades dessa boa gente
roviscal, onde viveu largos anos, tendo paroquiado aquela
freguesia e a do Figueiredo.
o…
“ Ex.”º Senhor Governador Civil do Distríto de Castelo
Branco — Ag comissões administrativas das Jantas de Fre-
guesias abairo assinadas, propôem-se solicitar do Govêrno,
que com tanto zêlo tem tratado de todos os assuntos que di-
Zem respeito a beneficios públicos, um melhoramento que mai-
to beneficiaria esta região e ao qual, se julga tambem com
certo direito. E” êste uma estrada que partindo da E. N n.º 59,
do logar da Cruz do Fundão, siga um itenirário ao longo da
ribeira de Sertã, de forma a ligar as sedes de freguesias do
Troviscal e Mosteiro com a vila de Oleiros. Confiadas, pois,
na solicitude do Estado Novo, vamos resamidamente, subme-
ter à apreciação de V. Exº os incalculáveis benefícios que ês-
fe melhoramento nos traria, a-fim-de que, conhecedor das nos-
sas necessidades, V. Er.º nos auxilie a custear a referida obra,
e ver se assim contribui para que esta região deixe de ser vo-
tada ao esquecimente.
Eis o sumário, razão do que solicitamos :
1) Um encurtamento na distancia entre Sertã e Oleiros,
superior a duas léguas. Considerando, podéria esta razão ser
até perniciosa, visto que a função da estrada deve ser servir
quanto mais povoações melhor. Mas, como V. Er.º mais de-
talhadamente pode observar no mapa que juntamos a esta ex-
posição, enquanto a referida estrada n. 59 vai pelo cume das
serras passar pelos logares da Sardinheira, José Dias, Fonte
de Amioso, Selada da Cava, Alto do Cavalo e Cesteiro, tendo
cada um dos quais apenas um morador, se se fizer passar uma
estrada por onde vimos solicitar a V. Ex.“, ficarão beneficia-
das, entre outras de menos importância, as povoações de Fun-
dão, Troviscal, Troviscainho, Lomba, Porto, Carvalhal Ci-
*meiro, Carvalhal Fundeiro, Faval, Vilões, Maria Dona, Relvas,
jo da Serra, Vale do Souto, Mosteiro, Folga, Fernão Porco,
ontinhosa, Sardeiras de Cima e de Baixo, Carujo, Ribeiro
do Carnjo, Serra, Borralhal, Povoa, Moxo, Foz da Sardeira,
Rena, Roqueirinho, Barrocas, Peso Redondo, Tojeira
eiros,
41) Fazendo um cálculo aproximado dos produtos desta
região, podemos dizer que produz :azeite finíssimo, cuja quan-
tidade, deve exceder, em média, 150 000 litros por ano; resina
em quantidade talvez superior a 5 000 barris; madeiras que
podem render, anualmente, 200 contos; castanha ainda em
quantidade superior a 40,000 litros. E se toda esta região ti-
bon. meios: de transporte, estes produtos teriam mais
$ € valorizar-se-iam mais para o proprietário, Além dês-
há anda puros, como lenhas, carvão, cortiça, ete., que a
de comunicações quási desvalorisa.
dH1) A natureza acidentada do terreno é embelezada
pelas ribeiras, oferecendo paisagens sempre variadas é que
deviam ser lindas se os habitantes da região tivessem meios
de suavizar um Rr as agruras do trabalho, para assim
lhes dar mais vida é alegria, E tambem as quedas de agua
poderiam ‘ser convertidas em noderosas fontes de energia que
dessem logar ao desenvolvimento: de industrias, como moa-
gens, serrações, lanifícios, etc. De entre as muitas que se po-
deriam fazer, destacam-se, especialmente, duas, que já não
diremos rivalizariam com o Alto Alentejo, vísto que não são
da nossa competência deses assuntos, mas que tambem dariam
um rendimento considerável e em condi, des, talvez. mais van-
tajosas, pois evitariam a dispendiosa barragem, bastando a-
VA At uração de um monte para ter do outro lado uma
queda de as dezenas de metros São estas, como se pode
untamos, uma no Fandão e ontra mais aci-
ades do Msteiro. Pode Ega dradró ria esta
Qua, mas O que é ceri nós im-
tra do estrangeiro. se
[ as razões com que fandamen-
e, estamos certos, merecerd o
ROGERIO MARINHA MUCAS
Do «Livro dos Quintanistas
ae Medicina» da Universidade
de Lisboa, 1936-7)
Este novo Doutor
Deve ser, sem favor |
Entre todos alegre e feliz.
Foi lá na Sertã,
Terra rica e louçã
Que cresceu seu mimoso nariz.
Entre matas de pinho,
Esticou o corpinho,
E todo altauelsos ro
ual gigante pinheiro é
Paio E dia estudar medicina,
E fê-lo com gosto,
Fiel no seu posto,
Sagrada missão o anima.
Em cirurgia
E” com alegria
Que empunha o feroz bisturi,
Fugi aleijões,
Antrazes, fleimões
Se ainda a vida alegre vos ri
Eis Senhoras
Sem demoras
O Rogério retratado.
E portanto
Eu garanto
E* um marido indicado.
E convém
Tratá-lo bem
— Todo o bem que êle merece —
Prenda assim
— Quanto a mim —
Só raramente aparece,
Antonio de Paula
ro
FRANCISCO NUNES CORREIA
(Do «Livro dos Quintanistas
de Mediciua» da Universidade
de Lisboa, 1936-7)
Olhem p’ro Chico Correia
Imponente e sedutor
Pria enfermaria vagueia
Sempre com ar de doutor.
Finas formas esculturais
E” tal qual uma baleia…
Não preciso dizer mais…
Olhem pr’o Chico Correia.
Pois esta alma santinha.
Não armou em caçador ? |
E* vê-lo co’a espingardinha
Imponente e sedutor.
P’ros doentes que carinho
Tem palavras que os enleia
Logo de manhã, cedinho
Pla enfermaria vagueia,
Se as meninas o conquistam
E lhe declaram amor
lá tenho, diz, não insistam
Sempre com ar de doutor,
Franklin
DIO
Festividades Regionais
Com o concurso da Filarmóni-
ca União Sertaginense, realizam-
se no mês corrente, festas nas lo-
calidades adiante indicadas, que.
como de costume, incluem missa,
se mão, procissão e arraial;
Hoje, em Santa Maria Madale-
na (Sernache); 16, no Castela, ao
Espírito Santo; 23, Várzea, ao
Santíssimo Sacramento; 27, no
Cabeçudo, ao Corpo de Deus.
maior interesse e desvelo da
parte de V. Ex.º,
(Seguem se diversas assina-
turas.
N. da R, — No memorial não vêm
mencionadas as Jantas de Freguesia
que sabscreveram a exposição e a
pessoa que norlo envioa não nos es-
clarecea tambem; sapomos que se tram
ta, além da do Troviscal, da Janta de
Freguesia do Mosteiro,
Tambem no mesmo dia esteve
em Castelo Branco o sr, João
Mateus, regedor da freguesia do
Figueiredo, que verbalmente foi
solicitar do sr. Governador Civil
a comparticipação do Estado pa-
ra a construção do último troço
da estrada Várzea – Figueiredo,
compreendendo 3 quilómetros,
cujo pedido já foi feito mais de
uma vez,
O ilustre magistrado do Dis-
trito informou que esta compar-
ticipação já foi concedida, aguar-
dando-se, apenas, a sua publica-
ção na folha oficial,
Todas as pessoas que se avis-
taram com o sr. Governador Ci-
vil declaram-nos terem vindo
agradavelmente impressionadas
poi prataçemo foram recebidas
O quêlhão do Soalheiro
+ « Sr, Director
Como assignante assiduo de «A Comarca da Sertã» que
V. dignamente e femos, com interesse, o artigo publicado no
seu numero 30 sob a epigralé «Melhoramentos locaes» o que,
“esta vila. a
tom Edo lenas de aplauso as deliberações camararias, a que O
mesmo se refere, que mandam organisar o projecto da reparação
das calçadas da Sertã, expropriar as casebres visínhos dos Paços
do Concelho, regularisar o terreno que circunda este edificio e
construir uma escada que lhe dê acesso da Estrada Nacional.
Mentiriamos, porem, se afirmasse-mos que os comentarios,
bordados á roda daquelas deliberações, quadram, integralmente,
com o nosso modo de ver. ;
Se estamos em acôrdo absoluto com os que relacionam com
as necessidades colectivas sobre que incidiu a atenção municipal,
discordamos, fundamentalmente, dos que advogam a abertura do
vélho quêlhão como via de acesso aos Paços do Concelho. E” ver-
dade que o artigo em causa acrescenta que «essa arteria alargada
e arborisada convenientemente seria uma bela via de comunica-
ção», mas nós, Sr. Director, conhecendo, pela experiencia da nos-
sa idade e do meio em que vivemos, quanto é dificil nesta terra
caminhar em certos planos, temos sérias duvidas acerca da via-
bilidade, proxima, d’aquela sugestão, Outras coisas, mais faceis,
não se fizeram ainda, Abrir, portanto, o quêlhão sem seguir-se
imediatamente a sua transformação numa passagem ampla e mo-
derna, digna da séde duma comarca, seria reincidir n’um erro le-
lavado a efeito ha anos, e que, — se não estamos enganado, — foi
reparado, em certo tempo, pelos proprios que o cometeram,
Não se lembram os novos do uso mais geral que se dava
ao quêlhão antes de ser tapado, mas vamos nós recordal-o.
Servia de vasadouro publico e de quejandas coisas que a
decencia nos manda calar.
Todas: as imundices ali se despejavam e faziam, e quem se
ali alcançava a transpôl-o, tinha de tomar as precisas precauções
higienicas para não levar asssignalada, de qualquer maneira, a sua
ousadia. ‘
Os que pensam que a vassoura municipal ou a vigilancia
oficial evitariam, hoje, a repetição do que deixamos relatado, des-
çam das regiões da sua ilusão e passem pelas quélhas e quélhi-
nhas que ainda para aí existem, porque — estejam d’isso certos —
modificarão completamente o seu juiso e bôa fé.
Para acesso ao Paços do Concelho, e em quanto do quê-
lhão não poder fazer-se coisa melhor, tem a Sertã 4 vias directas :
Estrada Nacional e ruas do Soalheiro, de Santo Antonio e das
Nogueiras. Quasi paralelas e a pequena distancia entre si, serão
mais que bastantes, n’umt largo Iuturo, para o fim a que se desti-
nam. O que Emecessario.é fazer d’elas O que é indispensavel que
se faça dentro dum plano de urbanisação que urge pôr em prati-
ca. Mas este tema fica para’oútra vez que a nossa carta já vai longa.
Fiquemos nisto :
Abrir o quélhão simplesmente
função, reprovamos-que se faça,
Aproveital-o para melhorar e embelezar as condições estes
ticas da Sertã, isso sim. Neste caso projectam-se os trabalhos a
fazer, asségurem-se, previa e eficasmente, os meios pecuniarios
precana e-deite-se, então, abaixo a parede que’o tapa. Mas só
então.
para que volte á sua antiga
Zé Ninguem
PRE poe Pago eq
sem duvida, terá sucedido a quantos se preocupam com o progres-
Vacinações gratuitas 6 demons-
tratívas de gado porcino
Procedimento injustificavel
de alguns regedores do con-
celho da Sertã quanto ao
seu dever de cuoperação na
Campanha de Propaganda
das Vacinações Preventi-
vas, fornecidas pela Dire-
cção Geral dos Serviços
Pecuários.
A Intendencia de Pecuária de
Castelo Branco forneceu, a êste
concelho, vacina preventiva con-
tra a peste suína, destinada, a tí-
tulo de propaganda e como de-
montração da sua eficácia abso-
luta, a ser aplícada gratuitamente,
Reconhecido está, de há muito,
que esta região vem sendo infes-
tada inclementemente por essa
terrivel zoonose, que, todos os
anos, com maior ou menor in-
tensidade, produz estragos con-
sideráveis nos porcinos, a peque-
na riqueza dos modestos agri-
cultores,
Escolheram-se, para tal efeito,
de entre as freguesias do conce-
lho, algumas daquelas em que
menos é conhecida a. vacína, e
oficiou-se aos regedores respe-
ctivos, explicando-lhes os ns
da benéfica e louvavel campanha,
por intermédio d; Inspecção de
Sanidade Pecuária do concelho;
nos ofícios determino va-se a coo-
Legiao dessas autor! fades, que
consistia, principalmente, na con-
vocação de todos os proprietários
de poucos rendimentos e que lu=
tam com grandes dificuldades
financeiras, a apresentarem os
aa nas sedes das. freguesias
que pertencem, em diae hora
fixado, onde compareceriam os
srs. Intêndente e Inspecror de
Pecuária para procederem às vas
cinações contra a peste,
. No’Carvalhal não apareceu um
único proprietário e em Pedrógão
Pegueno, freguesia de grande
população, apenas apareceu um
homem com 6 porcos! Ao que
podem levar o desleixo dessa
gente, que assim provou ter re-
cebido, com a maior indiferença,
as instruções recebidas superior=
mente,
Nas feguesias do Figueiredo e
Cumeada houve elevadíssimo nú-
mero de vacinações, porque aí
apareceram animais em abun-
dancia. |
É* preciso notar que a vacina
é muito cara, e as medidas
adoptadas pela Intendencia de
Pecuária, de acordo com a Inss
pecção de Sanidade Pecuária, des
monstram bem ‘o interesse que
tais entidades tem pela conser-
vação daqueles animais, pelo vas
lor qne êles representam na ecos
nomia do concelho. Por zêlo
tam eloquentêmento e práticas
mente demonstrado são crêdoras
da gratidão de todos aqueles que
ee mpreendem a sua elevada mis»
“erqro.
«Sopa dos Pobres»
Pelo sr, Sargento Antoni San-
ches Boavida, comandante do
posto local da G. R., foi nos en=
viada, com destino áquela insti-
tuição, a quantia de 20800
Os nossos agradecimentos.
ementa,
Este numero foi visado pela
são de Censura de
Castelo Brancoandante do
posto local da G. R., foi nos en=
viada, com destino áquela insti-
tuição, a quantia de 20800
Os nossos agradecimentos.
ementa,
Este numero foi visado pela
são de Censura de
Castelo Branco