A Comarca da Sertã nº888 25-02-1953
A Comarca da Sertã
(Avença)
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar
R. de S. Domingos 13-1.º – Tel. 23503
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, 10, 15, 20, 25 e 30
Sertã, 25 de Fevereiro de 1953
Periódico regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei
(Visado pela Comissão de Censura)
Ano XVII — Redacção e administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ — N.º 888
A Holanda,
país mártir das inundações
Agora, que tanto se fala da Holanda, país que nas últimas semanas foi poderosamente martirizado pelas inundações, com o desaparecimento de uma vasta parte da sua território e elevação do nível das águas, deixando submersas grandes extensões de terreno, com a morte de milhares de seus habitantes e prejuízos enormes, é interessante conhecer alguns elementos geográficos e históricos que lhe dizem respeito:
O reino dos Países Baixos (denominação oficial), também chamado Neerlândia (isto é, terras baixas) e mais geralmente Holanda, nome das suas províncias mais importantes, fica situado no Noroeste da Europa, confina com a Bélgica, com a Alemanha e com o Mar do Norte. A sua superfície é de 33.000 km², pouco maior do que a da Bélgica.
A Holanda tem uma excelente situação marítima. As suas extensas costas, tal como as suas numerosas ilhas, são formadas por invasões oceânicas. No N. e Jutlândia, muito extensas, e a N.E., na fronteira alemã, as ilhas Frísias formam uma linha quase paralela à costa.
Este país é, por assim dizer, o delta, onde o Escalda, o Mosa e o Reno vêm confundir as suas águas, constituindo um pântano, que foi sendo conquistado ao mar pelo trabalho constante dos seus habitantes. A maior parte da sua população vive abaixo do nível do mar.
O solo da Holanda está sulcado por canais, que substituem as estradas, dando o continuado movimento dos barcos pelo meio dos campos, numa singular fisionomia a este país.
O clima da Holanda é muito húmido, sujeito a nevoeiros e já bastante frio. O verão é curto e o inverno bastante longo, gelando a água dos canais.
A natureza do solo holandês faz com que nele predominem as pastagens, onde pastam grandes manadas de vacas, que dão lugar a uma considerável produção de queijos e manteigas. De resto, o solo deste país é um dos mais bem aproveitados para a agricultura, produzindo, sobretudo na parte ocidental, excelentes legumes, flores (tulipas, jacintos), de notável beleza. Pelo contrário, é extremamente pobre em produtos minerais.
(Continua)
A Educação e a Ginástica
pelo dr. Mário Gonçalves Viana
Serta uma redundância dizer aqui, qualidades da Ginástica educativa, porque todos o admitem. Já hoje, sob o ponto de vista científico, ela deve ser praticada dentro das melhores normas.
A ginástica educativa não se limita, com efeito, a endurecer e a robustecer os corpos dos seus praticantes: forma-os, ou melhor dizendo, deve formá-los de modo integral, tornando-os ginastas disciplinados e disciplinadores. A ginástica adestra na obediência e na agilidade; dando bons reflexos, habituando a ginástica a cumprir ordens, com aprumo e segurança.
Além disso, conforme, nos respectivos praticantes, o intuito, dá importância ao trabalho em grupo: a noção da solidariedade, da cooperação.
O ginasta deve ser um indivíduo aprumado, sempre pronto a cumprir os seus deveres e auxiliar o próximo; o ginasta deve respirar saúde e física; deve saber reagir contra as dificuldades e adversidades, abatendo o moral dos indisciplinados e desmoralizados.
Tal o isto, e muito mais, pode a ginástica educativa conseguir, quando conscienciosa e motivada.
Nem sempre, porém, o consegue.
É porque?
Muito simplesmente porque se notam certos desleixos, mais ou menos conscientes, na sua prática. Em certos casos, cuida-se mais da execução bem sincronizada dos movimentos e dos exercícios, do que propriamente, da finalidade ideal da lição. Esquecem-se, até certo ponto, os aspectos formativos, morais, estéticos e sociais da Ginástica, para apenas considerar os seus aspectos mecânicosou exterior.
Por isso mesmo, evitam-se, cada passo, em exibições públicas, certos inconvenientes e verdadeiramente desmoralizadores.
Uma exibição de Ginástica deve constituir, sempre, uma lição reconfortante; plena de beleza moral e de equilíbrio e de saúde. Se lhe faltam estes, convém retirar da ginástica no sentido nobre da educação.
Não se compreende que os ginastas se apresentem, publicamente, em atitudes relaxadas, passivas e indiferentes.
Um ginasta deve respirar firmeza, aprumo, satisfação e optimismo; um ginasta deve apresentar-se de cabeça erguida; olhar de frente; com orgulho e quem sente a grandeza e a utilidade da respectiva execução. Ginastas tristonhos, cabisbaixos, de peito recolhido e andar incerto ou vacilante, não fazem ginástica; fazem apenas simulação.
Por outro lado, também não se compreendem exibições de Ginástica, nas quais, em vez de se exaltarem marchas animadas ou músicas saudáveis, vibrantes e optimistas, susceptíveis de levantar o moral dos praticantes, se fazem ouvir canções dolentes.
(Conclui na 4.ª pág.)
PRESENÇA
Olhando pró passado não distante
Que trago sempre vivo na lembrança
Eu vejo o teu olhar doce brilhar
Poisar no meu olhar, linda criança!
Tu vives — sabes bem — a cada instante
Adentro da minh’alma que não cansa
De ver sempre presente e triunfante
Teu rosto nos meus olhos, linda esperança!
O teu olhar, enfim, ainda guia
Meus passos nesta vida e sacia
A ânsia da presença corporal.
E assim, com tal feitiço, meu amor,
A minha vida cresce como a flor
Que desabrocha ao sol do nosso ideal.
Cernache, 1952
Pereira da Fonseca
A nova Igreja de Nossa Senhora do Amparo do Carvalhal
Em devido tempo informámos a comissão encarregada da construção da nova igreja da freguesia do Carvalhal não ter sido possível conseguir o comparticipado do Estado para esta obra apesar de todos os esforços empregados. Confiamos, no entanto, que não deixará de ser prestada pelos poderes públicos, a comparticipação pedida, na quantia de 240.000$00.
Está já a ser colocada na cobertura da nova igreja e por isso podemos informar que se encontra concluída a 1.ª fase das obras, faltando apenas dinheiro para concluir o campanário.
É verdade que a comissão tomou sobre si o pesado encargo da construção da nova igreja, contando apenas com o generoso auxílio dos seus conterrâneos, com o apoio da Junta de Freguesia e com a boa vontade e protecção de grande família concelhia. E em conformidade com este pensamento vai enviar circulares às pessoas mais abonadas para a tão grande obra que está realizando.
Pedir custa muito mas a necessidade é tanta que não há remédio senão recorrer a esta fórmula.
Vai também fazer-se desde já a instalação duma pára-raios na torre da igreja e com sorte as paredes forem rebocadas não só por motivo de segurança como também se aproveitam os andaimes que se encontram armados. A comissão encarregada de permitir que os auxílios recebidos se suspendam os trabalhos quando as obras concluídas não permitam ir mais longe.
Continuamos a publicação da subscrição aberta e desde já torna público que recebeu do senhor Governador Civil do nosso Distrito o donativo de 5.000$00.
A todos agradece a Comissão.
Em Dezembro de 1950 a população do Continente e Ilhas era de 8.510.240 indivíduos
Em 15 de Dezembro de 1950 havia no Continente e nas Ilhas 2.047.439 famílias e 6.566 convivências. A população residente era constituída por 8.510.240 homens e mulheres, sendo de 159.118 o número dos temporariamente ausentes. A população presente totalizava 8.441.512 pessoas.
Dos 4.773.680 solteiros, 3.206.027 casados, 494.494 viúvos e 27.111 divorciados e separados judicialmente. O número dos que sabiam ler e escrever era de 4.324.817 e dos analfabetos de 4.185.423.
(Conclui na 4.ª página)
A Comarca da Sertã
Ecos e comentários
No último número nem sequer escrevemos uma linha sobre o Entrudo na Sertã. Vários leitores, que nos vivem na Vila, compreenderam logo que nada havia a registar de notável como de facto não houve, a não ser o vinho de dois ranchos de dançarinos, da Serra de S. Domingos e outro de Carapetê, que foi pena não se apresentarem mais animados nas cantorias, e um baile realizado na sede do Sertanense Foot-Ball Club, que decorreu muito animado até às 5 horas.
Mas não.
Na 3.ª feira, um grupo de músicos efectuou, com toda a abnegação de que é capaz, um peditório a favor da cegueira João Matias, um doente que há muitos meses permanece num estado verdadeiramente cruciante pelos dores que o atormentam até o paroxismo e sem se vislumbrar a cura indispensável a um homem que precisa de ganhar a vida e que, tendo já ultrapassado o período a que tinha direito de receber sem trabalhar.
João Matias é cantoneiro há muitos anos e mostrou-se sempre competente e cumpridor zeloso dos seus deveres.
Precisamente, agora, que mais precisa do auxílio do Estado, é que ele lhe falta por completo, tendo de recorrer à caridade para não morrer de fome e a mulher e os filhos.
É triste e desesperada uma tal situação!
A Câmara Municipal foi autorizada a adquirir, por 50 contos, a particulares, uma faixa de terreno destinado a um campo de jogos, efectuando-se o pagamento em quatro prestações anuais, sem o encargo de juros.
Não haja confusões: isto passou-se com a Câmara Municipal de Alenquer.
A rapaziada da Sertã não precisa de elucidar a sua educação física.
O Hitlerismo levou a mocidade alemã às mais odiosas bestialidades — disse um dos defensores do processo de Oradour, onde se cometeram as mais trágicas matanças contra a população inteira da aldeia, em que nem sequer escaparam as crianças. Foi simplesmente um pavor, um horror indescritível.
E lembramo-nos que em Portugal, onde 99% da população é cristã, havia — e ainda há — partidários desse brutal regime político germânico que tinha por chefe um doido sanguinário e megalómano.
O júri do Concurso Foto-Nestlé, de 1952, em sua reunião de 17 de Dezembro último, atribuiu o 3.º prémio — Esc. 7.500$00 — à menina Cecília Marcial Coller da Silva, filha do sr. António Diniz da Cunha Collares Vieira e da sr.ª D. Izilda dos Santos Marcial Collares Vieira e neta do nosso estimado assinante e amigo sr. José Pedro Marcial, natural da freguesia da Cima, deste concelho, distinto funcionário das Finanças na capital. Parabéns à Bebé-Nestlé, que fez jus em 27 de Dezembro às risadas primeiras e também aos seus pais, madrinha e avós.
O mercado mensal, decorrido na presente mês em Proença-a-Nova, teve grande concorrência, principalmente de gado bovino.
Vive no lugar do Chão da Forca, desta freguesia da Sertã, uma família na mais angustiosa situação que é possível imaginar. São mãe e duas filhas: a primeira, de 81 anos, sendo conhecida pela alcunha do Guarda-fias; Belmira e Albertina do Rosário Ferreira, ambas de cerca de 50 anos, vivem completamente paralíticas; a última já não se pode mover e basta a uma doença mais por que é acometida e perturbações mentais, não pode dar lugar ao cuidado das suas próprias pessoas.
Situação trágica: metidas entre quatro paredes, estas três infelizes passam dias inteiros sem terem o que comer.
E não precisamos de explicar mais nada: a caridade é em anjo de rara formosura que nunca abandona os que sofrem as necessidades neste vale de lágrimas.
Segundo notícias que recentemente nos têm vindo do País, está-se assistindo a progressos da chamada «Landau», tornando-se necessária encarar a sério as condições que se patentearam para Angola e as províncias do Ultramar.
Sentimos fazer eco desta informação, mas é prudente avisar todos os compatriotas que, levados por jactâncias e ambição ou pelo desejo de conquistar mais facilmente o pão de cada dia, julgam ir encontrar ali — quer nas cidades quer nas regiões do interior — um Eldorado ou um país menos grande facilitador de ganhar a vida, quando apenas se lhes depara a miséria, depois, quantas vezes, de se desfazerem de património que na Metrópole herdaram dos pais.
Segundo hoje, para uma terra sem tradição nem colonização genuína de ocupação independente, é mister ter a maior coragem, não as condições mais desagregadas.
O espírito de aventura teve, no passado, a sua época áurea e não mais voltará.
Está designado, para a segunda quinzena de Setembro próximo, a realização do IX Congresso Beirão, pelo qual reina o maior entusiasmo nos nossos concelhos, especialmente entre os elementos dirigentes dos organismos regionais, à frente dos quais se encontra a Casa dos Beirões.
DESASTRES
Em Pedrógão Pequeno ocorreram, recentemente, dois desastres:
O carpinteiro Joaquim Rocha Veiga, quando trabalhava nas obras da barragem do Cabril, caiu de um andaime e sofreu ferimentos num braço, numa perna e no rosto; depois de tratado no hospital da Misericórdia, seguiu para casa.
Nas mesmas obras, deu-se o desprendimento de rochas, que atingiu os operários José Dias, casado, de 54 anos, natural do lugar do Conhal Novo, daquele freguesia; e José Ramos Salgado, de 14 anos, natural da freguesia de Aranhas, Penamacor e residente naquele freguesia. O primeiro teve morte imediata por esmagamento do tórax e o segundo sofreu fractura do crânio, pelo que foi para o hospital de S. José, em Lisboa.
Pouco depois deste último acidente, outro se verificou, também originado por desmoronamento de rochas, tendo sido atingido o trabalhador Carlos Martins de Sousa, de 25 anos, do Cais dos Búrios, daquela freguesia, que sofreu fractura exposta dum braço; seguiu para o hospital de S. José, em Lisboa.
Necrologia
Faleceu na 3.ª feira última a sr.ª Laurinda de Jesus, mais conhecida por Joaquina Pina, que se supõe tinha idade à volta de 100 anos.
Era pessoa de coração e notoramente mantinha um estabelecimento na rua Serpa Pinto, comprando na sua vida tanto comércio como se praticava e mais disputava no concelho; não poucas vezes socorreu muitos infelizes que lhe bateram à porta.
General respeito — na ida e neste período fez-se representar por uma pessoa de família do Director.
Paz à alma da pobre velhinha.
AGENDA
— Acompanhado de sua esposa, retirou para Paço (Alenquer), o sr. Joaquim Pereira Lopes.
— Estiveram na Sertã, como convidados, os srs. engenheiros Joaquim Barata Corrêa, esposo e filho Eduardo, sr.ª D. Maria Eugénia de Mendonça Dado e o sr. José Barata Corrêa e Silva.
Agradecimento
João Matias, cantoneiro, vem muito reconhecido, agradecer por este meio a todos os seus colegas da Filarmónica União Sertaginense e ao público em geral, que tão generosamente lhe deram, na 3.ª feira de Carnaval, à Direcção da mesma Ex.ma Sociedade pela cedência do instrumento e a todas as pessoas que acorreram ao peditório da melhor boa vontade.
A todos, a sua profunda e inolvidável gratidão.
Álvaro Freire: Foi transferido de Tomar para Sesimbra este nosso prezado assinante, digno agente da P. V. T.. Cumprimentámo-lo.
Joaquim da Silva: Vindo de Stan (Bélg.), encontra-se em Proença-a-Nova, com sua esposa, este nosso estimado assinante e amigo, considerando agricultor e comerciante naquelas terras, ao qual apresentamos os nossos melhores cumprimentos e nos saudamos muito satisfeitos saber que ambos chegaram de saúde, tendo nós já tido a satisfação de os cumprimentar nesta Redacção.
Uma fortuna
dentro de caixas de fósforos e malas de mão de senhora encontrada num pardieiro na Malhangalene
Diz o «Notícias de Lourenço Marques»:
Numa arrumação efectuada ontem pelo Tribunal, na morada de um indivíduo que faleceu com um passado e que ali vivia em condições miseráveis, foi verificada a existência de uma «fortuna» em dinheiro, jóias e outros objectos.
Embora não tenha sido descoberta a documentação foi descoberta uma caderneta de depósito bancário, quantia registada superior a 100$, e ainda muito dinheiro em papel e cobre guardado em caixas de fósforos, além de objectos de valor em grande quantidade.
O habitante do pardieiro, na Malhangalene, era um índio-português de nome Carlos Álvares, que há cerca de sete meses foi encontrado moribundo debaixo da própria cama.
Consta Álvares, que descende de uma das melhores famílias de Margão, na Índia Portuguesa, foi I.º Oficial de Fazenda em 1919, e encontrava-se na situação de reformado. Era figura típica na cidade e nos últimos tempos apresentava sinais de demência.
Chamava a atenção de algumas pessoas o facto de todas as suas malas estarem cheias de caixas de fósforos, vazias que se ia depois despejando nas «caixas» que ele se ocupava em encher de dinheiro.
As caixas foram encontradas em grande número dentro de uma mala que também continha objectos de ouro e prata, além de outros.
Outro facto curioso a acrescentar foi a existência de uma enorme colecção de medalhas de todos os tamanhos, completamente cheias de dinheiro em papel, fotografias e recordações.
Distraia-se, lendo a Colecção Vamplero, verdadeiramente sensacional — Papelaria da Gráfica Celinda, Lda. — Sertã.
“Água da Foz da Sertã”
Esta água, conhecida há mais de um século por «Água Santa», tem nova captação e edifício de engarrafamento, concluído dentro de poucos meses.
Vão construir-se as primeiras casas de apartamentos; a localidade em 1953, a magnífica Estalagem da Água Santa da Foz da Sertã, para a qual está completo o projecto e se está fazendo os preparativos necessários, começará logo que haja o necessário acesso para camiões e circulação rápida.
Os diabéticos e os que sofrem de intestinos, da pele e da falta de ácido no estômago, encontrarão proximamente na Foz da Sertã, podendo as doentes com anemia ou Borrelina, aconselhados com urgência a ingestão da água que goza aquela Água.
E os amadores de pesca, de remo, de vela e dos bons fins de semana também ali encontrarão um admirável local próprio, pois a nascente fica mesmo à beira da famosa ALBUFEIRA DO CASTELO DO BODE, perto da Ponte do Vale da Ursa.
Empresa de Moagem do Fundão, LDA.
com fábricas de moagem pelos sistemas Austro-Húngaro, de trigo e centeio espoados, e milho, centeio e trigo em rama. Faz trocas de cereais, milho e centeio em rama em nossa casa com o desconto de 7%, e para espoadas centeio 25%.
A Comarca da Sertã
OS RECURSOS
em caso de expropriação por utilidade pública e a atitude da Câmara Corporativa ante o projecto da lei
A Câmara Corporativa, já enviou à Assembleia Nacional o seu parecer sobre o projecto de lei dos srs. drs. Bastos Silva e Sá Carneiro acerca dos recursos nos casos de expropriação por utilidade pública.
Pronuncia-se a Câmara francamente no sentido da aprovação, na generalidade, da directriz do projecto, mas reconhece a necessidade de fixar certos preceitos ao pormenor. Dentro deste critério, sugere o seguinte novo articulado:
Artigo 1.º — No processo de expropriação por utilidade pública, regulado pelo decreto n.º 37.758, de 22 de Fevereiro de 1950, das decisões proferidas pelo juiz de direito na fase da diligência cabe sempre agravo para o Tribunal da Relação, que julgará definitivamente.
§ 1.º — O agravo subirá imediatamente, em separado, e não terá efeito suspensivo.
§ 2.º — Para efeito de custas é considerado como valor do recurso o valor da alçada da Relação estabelecido na lei geral.
Art. 2.º — Das decisões proferidas pelo juiz de direito na pendência do recurso a que se refere o artigo 23.º e seguintes do decreto n.º 37.758, de 22 de Fevereiro de 1950, é admitido recurso para os tribunais superiores, nos termos gerais do direito e de harmonia com os preceitos legais que regulem as alçadas.
§ 1.º — Estes recursos não terão efeito suspensivo.
§ 2.º — Os agravos só sobem com o recurso interposto da decisão final.
Art. 3.º — À alínea a) do artigo 13.º da lei n.º 2.030, de 22 de Junho de 1948, é dada a seguinte redacção:
“Tratando-se de expropriações não urgentes, logo que se efectue o pagamento ou o depósito da indemnização fixada pelos árbitros, ou pelo juiz da 1.ª instância, no caso de recurso para estes”.
Art. 4.º — Estando pendente de recurso a fixação do objecto da expropriação, aplicar-se-á o disposto no n.º 5.º do artigo 10.º da lei n.º 2.030, de 22 de Junho de 1948.
§ 1.º — Se em 1.ª instância tiver sido decretada a expropriação total, observar-se-á o seguinte:
a) O expropriante só poderá entrar na posse da parte do prédio cuja expropriação pediu;
b) O depósito a que se refere o artigo 35.º do decreto n.º 37.758, de 22 de Fevereiro de 1950, dirá respeito à expropriação total, mas o expropriado só poderá receber a indemnização correspondente à expropriação parcial.
Art. 5.º — A disposição do segundo período do artigo 39.º é extensiva aos recursos interpostos para os tribunais superiores.
Art. 6.º — Esta lei é aplicável aos processos pendentes à data da sua publicação.
Art. 7.º — Ficam revogados o último período do artigo 13.º e os §§ 2.º do artigo 31.º do decreto n.º 37.758, de 22 de Fevereiro de 1950.
À Canela Parker 21 é esplêndida.
Vende-se na Gráfica Celinda, Lda. — Sertã.
Postais da Sertã
Uma nova e interessante colecção, à venda na Gráfica Celinda.
Câmara M. da Sertã
Reunião de 20 de Janeiro
Compareceram o vice-presidente Manuel Alheiro Duarte e os vereadores António Alves Lopes Manso, António da Silva Lourenço e António Coelho Guimarães, faltando, por motivo justificado, o presidente dr. António Peixoto Corrêa e o vereador Lúcio Eduardo Graça.
— Presente um ofício da Direcção de Urbanização do distrito, informando do que tem sido posto à consideração superior o problema da execução do plano dos Covilhões, no troço da E. M. de Cernache do Bonjardim a Vila de Rei, por Fundão, tendo incluído na Câmara o ante-projecto da Quinta da Palhais, por intermédio da Câmara do Centro, nas linhas directrizes do Zezere, foi considerado como melhor solução a que a seguir indica e que satisfaz as exigências técnicas estabelecidas. A Câmara Municipal apresentará um projecto para o ponto a construir no local da ponte com as características de perfil transversal indicadas. O Estado comparticipará oportunamente com 75% do custo da obra depois de descontados 60.000$00 que o Hidro Eléctrica da Câmara como indemnização dos prejuízos causados. Pelo exposto, a Direcção de Urbanização recomenda que a Câmara receba os 60.000$00 da Hidro Eléctrica do Zezere e apresente com a possível brevidade o projecto para a execução do ponto para ser considerado como nova fase da obra em curso. Deliberado oficiar àquela empresa perguntando se no corrente ano entrarão as obras municipais com a mencionada importância.
— Outro do J. F. da Cumieira, pedindo em subsídio para pagar reparo e caminho do Vale da Cortiçada à sede da freguesia, visto o que foi atribuído àquela junta no ano findo ser insuficiente. Tomado boa nota do assunto.
— Outro da professora da escola de Cernache do Bonjardim, pedindo a atendendo a que foram consertadas as carteiras daquela escola, deliberou que se forneçam novas carteiras, aguardando oportunidade de as encomendar também fornecendo emprestadas.
— Outro da professora agregada da escola mista do Valongo, pedindo o fornecimento de diversas material de desenho. Deliberado que este fornecimento aguarde oportunidade.
— Ofício da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas, pedindo esclarecimentos para montagem da cantina da escola da resignação na Riba Baixa. Deliberado esclarecer o assunto.
— Outro da 3.ª Secção da Direcção dos Edifícios Nacionais do Centro, informando que por despacho de 7 do corrente foi autorizada a prorrogação, até 30 de Junho do ano em curso, do prazo fixado para a conclusão das obras do edifício escolar da Aldeia do Ninho, para que sejam remetidas às competentes comissões competentes.
— Presente uma carta da Repartição da Direcção dos Serviços Administrativos dos C. T. T., que em referência ao ofício de 13 do corrente informa que para que possam agir no sentido de evitar possíveis anomalias nas comunicações telefónicas entre a Sertã e Pedrógão Pequeno, se torna indispensável que os interessados apresentem os seus concertos. Tomado conhecimento.
— Outra de Joaquim da Silva Lourenço Júnior, da Sertã, informando que pode fazer as baixadas para as instalações de José Lopes e José Francisco Marques, do Chão da Forca, pela quantia de 360$00. Deliberado convidá-lo a comparecer na próxima reunião a fim de prestar alguns esclarecimentos sobre o assunto.
— Foi deliberado por unanimidade:
a) Mandar consertar a estrada do Vale do Pereiro, freguesia de Várzea dos Cavaleiros, à Cruz do Seixo, freguesia de Erada;
b) Comparecer na comissão de habitantes dos lugares de Outeiro, Várzea dos Cavaleiros, freguesia de Várzea dos Cavaleiros, queixando-se que uma mina que António Lourenço, das Sesmarias, anda a construir neste lugar, virá prejudicar o abastecimento público daqueles povoações e ainda do Vale do Pereiro. Deliberado mandar suspender os trabalhos da mina até ser verificado se daí resulta prejuízo para o abastecimento público das mencionadas povoações;
c) Mandar substituir as árvores da Praça da República, de entre as do Arco, para o lado da rua dos S. Pedro e algumas da estrada de acesso ao cemitério municipal, todas nesta Vila da Sertã, as quais se encontram bastante estragadas;
d) Encarregar os vereadores S. Lourenço e Lopes Manso de se inteirarem da compra afim de tratar com os fornecedores para a Praça da República desta Vila.
Marco Postal
Ex.mo Sr. Carlos Mendes Lameira — Cabeça do Poço: A sua local foi o título «Fundação» não pode ser publicada, primeiro, porque não vem assinada e depois porque contém afirmações inconvenientes. Quando aqui vier, dê explicações.
Ex.ma Sr.ª Maria das Dores — Rio Maior: Em 3 de Janeiro recebemos 20$00 para pagamento da assinatura até ao n.º 899. Os nossos agradecimentos.
Ex.mo Sr. Floriano Dias — Porto do Trovão: Não é possível satisfazer o s/ pedido sem que previamente nos remeta o saldo de Esc. 191$40 e mais o mínimo de 20$00 para reembolso da expedição. Isto sem nada haver no poder nosso.
Ex.mo Sr. Mário Barreiros — Lisboa: Ficamos muito gratos ao Ex.mo bom Amigo pela indicação dos mais dois assinantes e sr. Manuel Antunes Marinha, de Paço d’Arcos, cuja assinatura ficou paga até o n.º 909 com 20$00 remetidos pelo Amigo.
Ex.mo Sr. João Baltazar Barata — Lardosa: Não se esqueça de nos remeter a importância do dinheiro. Pelo correio pode o Amigo enviar vale do correio ou nota com indicação escudos fica tudo liquidado.
Ex.mo Sr. Manuel Matias — Lisboa: Muito obrigados pela remessa de Esc. 4$00 para pagamento da assinatura até ao n.º 937. Aqui nos encontra sempre ao seu inteiro dispor.
PAPEL
De jornal e fragmentos vendem-se pequenos ou grandes quantidades. Aqui se diz.
ANÚNCIO
No dia 7 do próximo mês de Março, pelas dez horas, à porta do Tribunal Judicial desta comarca, em virtude dos autos de carta precatória para arrematação junta, 1.ª juízo da comarca de Santarém, extraída dos autos da acção com processo sumário, em execução de sentença, que Luís Baptista, Lda., da cidade de Santarém, move contra António Mário e João Bento da Cruz, residentes em Casalinho da Isna de São Carlos, freguesia da Várzea dos Cavaleiros, desta comarca, hão-de ser postos em arrematação, pelo maior lanço oferecido, superior ao que adiante se indica, os seguintes prédios, pertencentes aos referidos executados, a saber:
PRÉDIOS A ARREMATAR
Do executado António Mário:
1.º — Horta, testada de monte e pinheiros na Corga, limite do Casalinho da Isna de São Carlos, freguesia da Várzea dos Cavaleiros, descrita na Conservatória do Registo Predial sob o n.º 35.185 e inscrita na respectiva matriz sob os arts. 9.656, 9.896 e 9.900. Vai à praça no valor de 132$00.
2.º — Courela de mato e pinheiros com bocado de terra de cultura e oliveiras, no Covão do Feto, limite do Casalinho da Isna de São Carlos, freguesia da Várzea dos Cavaleiros, descrita na Conservatória sob o n.º 34.099, e inscrita na respectiva matriz sob os arts. 9.920, 9.924, 9.928, 9.929 e 9.935. Vai à praça no valor de 264$00.
Do executado João Bento da Cruz:
3.º — Terra com oliveiras, figueiras e videiras, sita no Serro Beco, limite do Casalinho da Isna de São Carlos, freguesia da Várzea dos Cavaleiros, descrita na Conservatória sob o n.º 34.097 e inscrita na respectiva matriz sob os arts. 9.149 e 9.159. Vai à praça no valor de 395$00.
Sertã, 23 de Fevereiro de 1953.
VERIFIQUEI.
O Juiz de Direito,
José Ezequiel Costa
O Chefe da 2.ª Secção,
Armando António da Silva
Expediente da Redacção
A muita correspondência que temos dado resposta com a presteza que desejam os signatários é também por vezes prejudicada pela falta de tempo, pois nem sempre podemos atender com a brevidade que desejaríamos. Assim, pedimos aos nossos estimados assinantes e amigos que se lembrem que o serviço desta Redacção é feito com esforço aturado.
Para simplificar este trabalho, passamos a utilizar a secção Marco Postal desde o número de hoje, em que as pessoas que nos dirigem correspondência terão respostas aos seus assuntos em carácter confidencial. Todos os que têm nesta Redacção respostas pendentes terão a bondade de consultar aquele local.
Querem desculpar porque, por agora, não há melhor meio de solucionar o assunto.
Automóvel
Austin de 8 cavalos, acabado de reparar, óptimo estado, vende-se em conta, por motivos de retirada para África.
Tratar com Joaquim Fernandes Morcira — Ramalhos — Sertã.
A Comarca da Sertã
Cabeçudo em festa
Realizou-se no domingo, dia 15, do mês corrente, na igreja paroquial desta freguesia a festa em S. Sebastião, primeiro acto de culto ali celebrado como inauguração das obras de restauro, na mesma levadas a efeito.
Podemos e devemos regozijar por tão importante melhoramento e tributar os nossos sinceros agradecimentos a todas as pessoas da freguesia e pessoas de fora que, não obstante não serem filhos desta terra, gostosamente quiseram ajudar-nos com o seu dinheiro.
A todos o nosso reconhecimento e muito obrigado.
É curioso notar que, para esta obra de cristãos, concorreram alta quantia, muitas dádivas anónimas, aumentos da nossa província de Moçambique, assim como de qualquer oferta feita por mais pequenina, seja-nos permitido destacar o nome do nosso conterrâneo, o Ex.mo sr. Artur Ferreira, residente em Lisboa, pela generosa dádiva de 5.000$00 escudos.
Duas Nossa Senhora e os seus bens temporais e espirituais e os seus braços da sua graça.
Grande foi a restauração! Para que conste no seguinte substituição do lado coberto da igreja, por madeira de cascalho e telha de lipo (?), substituição da parte do reboco exterior, caiado; consertos nas paredes; lavagem de cantarias e conserto de dois altares; substituição de todos os suportes interiores da mesa e de duas sacristias; substituição do pavimento da capela-mor, que era lajeado, por pavimento em madeira; restauro de todo o altar-mor, que foi pintado e dourado de novo; foi pintado todo o tecto da igreja; substituído o compêndio da capela baptisterial; um rodapé, em azulejo, foram restaurados os quadros ao teto da igreja, sobre o coro; foi forrada de pano damasco as sacristias; pintados bancos confessionários; mesa da comunhão; todos os acessórios; feitos vários retoques e substituição de madeiras podres, e colocado mais um degrau na escada para o altar-mor; etc.
Foi colocado no baptistério um quadro, em azulejo, representando o baptismo de Jesus; foi retirada uma grande que resguardava o altar do Senhor dos Tribulados e colocado sob o arco da capela-mor; outras coisas pequenas foram reparadas ou substituídas, mas que se julga escusado mencionar, tantas foram elas!
Temos graças a Deus, a nossa Igreja restaurada, linda, decente, pronta a cumprir o fim a que se destina — Casa de Deus e de Oração.
O contentamento da boa gente desta freguesia é bem notório (é honra da Igreja) por correr ao sagrado, à sua casa comum, tão lindamente reparada.
Oxalá todos se saibam e queiram unir e cooperar com o seu pároco, que é seu melhor amigo, em todas as obras que tenham a realizar-se na freguesia, para benefício comum.
Não paremos, porque parar é morrer.
Feitos estes esclarecimentos, que a quem poderá interessar, resta dizer-se como decorreu a referida festa, sempre num ambiente de verdadeira e bem alegre confraternização.
Às onze horas e meia, principiou a missa solene, sendo oficiante o Rev. Sr. reitor do Seminário de Cernache do Bonjardim, coadjuvado pelos Rev.os párocos de Figueiró (Pequeno) e Castelo, e mestre-cerimónias o Rev. P. José Firmino Gospar, pároco das freguesias de Cernache e Palhais.
Estiveram presentes os sacerdotes: Rev. prior de Rev. P. Sebastião, pároco da freguesia de Figueiró dos Vinhos que, como sempre, soube prender a atenção do numeroso assistente.
Pelo coro-coral da freguesia, sob a regência do Rev. P. Francisco, foi cantada a missa “Mister et nobis”.
Terminada a parte festiva da manhã, foi oferecido, pelo Rev. Pároco, um copo d’água aos seus numerosíssimos amigos, que decorreu na melhor ordem e boa disposição.
Vários convidados usaram da palavra para felicitarem o mesmo senhor pela obra grandiosa realizada.
Por sua vez, o Rev. Pároco, agradeceu comovido tudo o que fora expendido que lhe foi prestado e as palavras de louvor que lhe foram dirigidas.
Também o nosso Ex.mo irmão, irmão do Santíssimo Sacramento, reconhecido, quis, em nome da mesma Irmandade, em seu nome próprio e em nome da freguesia, oferecer ao seu Pároco uma lembrança como recordação do dia festivo que estava decorrendo.
Lembrança que, pelo seu significado, muito o penhorou e sensibilizou.
Às 16 horas fez-se a procissão, com grande luzimento, composta, numerosos acompanhamentos, e com cânticos de vários grupos.
Findo todo o serviço religioso, os membros da J.A.C.F. da freguesia fizeram uma surpresa ao Senhor Prior, oferecendo-lhe uma sessão de homenagem em que, findo o canto, lhe foi agradecido o esforço e dedicação que teve de suportar para conseguir levar a efeito a restauração da nossa igreja.
O programa da sessão foi o seguinte:
1.º — Abriram eles — pelo grupo coral;
2.º — A nossa festa — poesia por Virgínia Lopes (uma filha);
3.º — Hino do Pároco — pelo grupo coral;
4.º — Duas palavras de saudação — por José Prata;
5.º — Quem me dera… — pelo grupo coral;
6.º — O Adro da minha aldeia — por Joaquim Ferreira;
7.º — A minha terra, Terra abençoada — pelo coro coral;
8.º — Homenagem do Rev. Senhor Prior — por Virgínia Lopes;
9.º — Hino da Paróquia — pelo grupo coral.
A poesia por Virgínia Lopes, da autoria do Rev. P. João Prata, é assim:
“— Aos senhores, estou aqui
Para saudar nesta sessão solene
Que se vai realizar.
— Nesta sessão de alegria
Preparada a primor
Vamos prestar homenagem
Ao nosso senhor Prior.
— Coitado, trabalhou tanto,
Para ver a Igreja assim,
Não poupou trabalhos
Para levar a obra a bom fim.
— Agradeçamos a Deus
E ao nosso bom Prior
E a quantos contribuíram
Para o sucesso do Senhor.
— Porque cá sou pequenina,
Julgam que não sei falar?!
Sei, sim senhor, sei bem
E até vou ainda falar.
— Viva a Freguesia Nova!
Viva o pároco que lá tem
Vivam todos que aqui estão
E viva a cá também.”
Mgr. Manuel Alves
Na sua casa das Corgas (Proença-a-Nova) encontra-se gravemente enfermo Mgr. Manuel Alves, pároco da freguesia do Côo.
Fazemos sinceros votos pelas rápidas melhoras do ilustre sacerdote.
Visitai Pedrógão Pequeno onde se está construindo a grandiosa
BARRAGEM DO CABRIL
Vale a pena percorrer o novo troço da Estrada Nacional n.º 2, na margem esquerda do Rio Zêzere que de Pedrógão Pequeno vai passar no local das antigas “Varandas do Zêzere”, no sopé do frondoso Monte da S. da Confiança e sobranceiro à confluência do Ribeiro de Pedrógão Pequeno com o Rio Zêzere.
A esplendorosa disposição da Estrada permite gozar um dos mais majestosos aspectos panorâmicos do Cabril do Zêzere, tanto na margem esquerda que é o lado de Pedrógão Pequeno, como na margem direita que é o lado de Pedrógão Grande onde se avista plenamente a confluência da ribeira da Pera e o morro da “Granada”, com as penedias e peculiaresdo «Cabril» e mais alto a capela da S.ª dos Milagres.
Poe esta estrada pode o visitante embrenha-se no estaleiro da Barragem formidável e gigantesco conjunto de máquinas que só por si prendem a atenção dos visitantes.
Depois da visita descansar e confortar-se no
«Café Cabril»
(Telefone 2)
Praça Ângelo Vidigal
Pedrógão Pequeno
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A Educação e a Ginástica
(Conclusão da 1.ª pág.)
ou enlanguescedores, canções maliciosas ou sensualizadoras, ressumbantes do ambiente morno e corrosivo, amolecedor e suspeitoso dos «bares», das salas de dança e dos retiros).
Uma tal música constitui a negação da saudável actividade gimnástica. Não há possibilidade de «temperar» bem os dados «expressivos» se as canções «picantes» ou pessimistas, com a exibição de ginástica, que deve respirar beleza sadia, equilíbrio físico e saúde moral.
Convirá prestar muita atenção à maneira de organizar as exibições de Ginástica, para que elas não contrariem, inconscientemente, o seu próprio fim.
Ginástica ou há-de ter música adequada, ou então é melhor não o ter. Tudo, num são ginásio, deve tender a transmitir ao público uma sensação vitoriosa e reconfortante de plenitude, de força, de confiança, de optimismo, de alegria e de beleza honesta.
(Do «Diário de Coimbra»)
CONTOS PARA CRIANÇAS
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Em Dezembro de 1950 a população do Continente e Ilhas era de 8.510.240 indivíduos
(Conclusão da 1.ª pág.)
licos era de 8.167.457. Havia 1.353.099 católicos menores de 8 anos. Estas e outras valiosas informações são-nos fornecidas pelo magnífico volume de oitocentas páginas, editado pelo Instituto Nacional de Estatística, sobre o IX Recenseamento Geral da População.
Dele respigamos, ainda, entre outros elementos, que das 8.441.312 pessoas que constituíam, em 15 de Dezembro de 1950, a população portuguesa no Continente e Ilhas, 8.420.126 eram portuguesas, sendo 18825 naturais das províncias ultramarinas e16.552 nascidas no estrangeiro. O número de estrangeiro era de 21.186. Destes havia 2.570 com permanência de menos de um ano, 2.882 de 1 a 5 anos, e 15.773 com mais de 5 anos.
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