A Comarca da Sertã nº847 05-07-1952

 A Comarca da Sertã

Representante em Lisboa:

João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505

Director Editor e Proprietário:

Eduardo Barata da Silva Corrêa

Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30

Sertã, 05 de Julho de 1952

Periódico regionalista, independente, defensor dos interesses  da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)

Ano XVII    Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº847

 

«A questão das relações do Es-
tado com as confissões reli-

giosas só oferece interesse no que Sertã, Plano de Urbanização & 6. Ecos
diz respeito ao catolicismo. A Igre-
Ja possui uma organização e um
sentido universais e a quase tota- O ante-plano de urbanização da ceis de curar. O mais sério destes, e Comentários

Sertã, que foi objecto de várias re-
lidade da população portuguesa é é-—voltando ao que vinha dizendo—

clamações e subia com estas às rem
católica. Refiro-me à Metrópole, a estagnação desta vila, forçada por Mal se desencadeia ama trovoada

partições competentes para sua apre
evidentemente, porque outras reli- causas inconcebíveis e, sem dúvida, sobre a Sertã, mesmo não muito vio=
giões e outras práticas são segui- ciação, ali se desmoronoa completas incompreensíveis nos povos que lhe lenta, logo a energia eléctrica desa-
das nas nossas províncias do ul- mente, podendo quase dizer-se que andam à frente, O que seria hoje a parece. Foi o que sucedeu durante à

não ficou pedra sobre pedra, Como
: tramar. O assunto é de interesse Sertsãe nos últimos quarenta anos tarde e grande parte da noite de 29

lebre corrida, dele resta hoje, pelo
capital para quem pretenda estu- tivesse aberto a porta a quantos a de Junho, o que causou grandes pre=

relatório que o eondenou, à certeza
dar as nossas fórmulas constitu- proegraram para aqui fazer casa € juízos ao comércio.

de que terá de gisar-se oatro em mol=
cionais sobre o regime de cultos, licar? Quantos teriam vindo depois, Não haverá maneira, no faturo,
preceitos da Concordata e Acordo des diversos e à base de novas con= atraídos por aqueles? Que influência de obviar a tais inconvenientes ? Con=
Missionário. O regime dos cultos cepções. poderia ter tido, na vida política e vinha que a Câmara Manicipal prom
encontra-se baseado na liberdade Em face desta realidade, quando social desta vila, a saa consequente eurasse indagar as causas de tais in=

é que a Sertã terá, em definitivo, o
ea Concordata, por seu lado, mán- expansão populacional? terrapções de energia.

sea plano de urbanização? A avaliar
feve a separação da Igreja e do São perguntas naturais na boca

Estado. Por conseguinte, o Esta- pelo tempo que decorreu desde o esm des que observam e sentem as con- Um jornal mexicano apareceu imm
do português não é confessional tudo preliminar do condenado traba- tingências sombrias que afectam esta presso, pela primeira vez, em papel

lho até à data da sua rejeição, maito
mas reconhece a importância mui- terra, € de que se torna urgente afes= feito de bagaço!

terá de esperar quem tiver vida para .
to especial da religião católica na tá-la na medida das suas possibilida= Como neste mando nada se: per=

chegar a esse dia. des ocesionals.
formação da consciência portugue- de, nada se cria e tudo se transfor=
sa, na acção histórica da Nação e, No entanto é vital para a sede do É necessário, mesmo urgente, que mo, é muito prováve! que ainda um

concelho que se faça alguma coisa no
graças às missões, na conquista quem quer que pretenda construir dia sastentemos os saínos com papel
moral das terras do ultramar, Por- sentido de saprir, até onde for pos= residência na Sertã, encontre, a jus= de jornal… e façamos aguardente

sível,a falta do importante instrumen= – (Continua na 4.º página)
tanto, é de interesse geral conceder do mesmo papeli Nessa altara é que

to de progresso e expansão apeteci= ESE AOS
à Igreja auxílio e simpatia, sem ele há-de valer bom dinheiro!
prejuizo da liberdade dos cultos.» do pelas terras que procuram firmar-

“ se no presente e acautelar o lataro. Dos homens que conheci Estes formosos vales que envol=
«As revoluções liberais, inspi- Persistir à Sertã, como nos: álti= Só Adão tevs juízo vem a Sertã, quer do lado da ribeira

radas pela revolução francesa, res- mos anos, a fazer depender dam pla- grande qaer da pequena, na profusão
peitaram a forma externa da Mo- no de urbanização, que agora não. Casou com mulher sem mão e tonalidades do verde exuberante,
narquia e da Igreja, mas dissolve- se sabe quando virá, a solução de | Evivou no paraízo, espesso e magnífico, do arvoredo tão
ram, quanto a ume e outra, o es- eertos problemas que imediatamente varlegado e rico de franças, em que
pírito tradicional. . No nosso país, a interessa resolver, é continaar a os chorões mostram a bizerria aas
o caiolicismo continuara a ser, ju- marehar no caminho da sua ruína. desgrenhadas e falvas cabeléiras; das
ridicamente, a religião do Estado, Um desses problemas, que se Pretende-se que encostas cobertas de searas; dos bom
e as relações entre o Estado e a apresenta mais instante e grave, é o a carreira de camionetas taréus plantados de árvores de trata
Igreja eram reguladas por acordos da falta de terreno para construções, deliciosa, onde as vinhas em latadas

de passageiros entre a Ser-
denominados Concordatas. Em de que não há quem venda um palm apresentam os pampanos promete-
teoria, esta situação parecia a mais tã e Pedrógão Pequeno al-

mo. Oa se nega sem cerimónios ou dores, que sorriem; das várzeas sem
conforme com as exigências do se pede preço exorbitante, proibitivo tere o presente itinerário meadas de milho; dos pinhais e oli«
direito canónico e da doutrina da de aceitar. de modo a servir diversas vedos; e do janco que debrua as mar=
Igreja. Porém, na realidade, po- povoações da freguesia do gens das ribeiras, que parecem fitas

Há maitos anos que a Sertã não
der-se-iam formular duas reservas de prata cintilante sob

caminha para qualquer lado, porque os raios
Cabeçudo do

importantes: a primeira, respeitan- Sol criador.
ninguém cede uma nesga de espaço.

te à extinção das ordens religio- Na rcanião da Câmara Manicipal A égua canta raidosamente ao
Metida neste colete diabólico que im

sas, a segunda, relacionada com a de 17 de Junho o vercadar António despenhar-se nos açades, formando
placâvelmente a aperta e tolhe de mom

intervenção abusiva do poder ci- Alves Lopes Manso apresentou a sem flocos de espuma que se destazem
ver-se, a Sertã vê, dia a dia, crescer

vil na vida da Igreja. Em com- guinte proposta: «Existindo entre nam instante.
terras vizinhas através de novos edim

pensação, o Estado subvencionava a Sertã e Pedrógão Pequeno duas São vales mimosos, cheios
fícios e arruamentos, nam ritmo que, de fres=

o culto, A Igreja encontrava-se carreiras de camionetas que seguem eura e viço, de uma beleza incompa-
surpreende e caracteriza a visão prox

portanto, nesse tempo, unida ao pela estrada Sertâ«Tapada-Pedrógão
gressiva dos seus homens. À rável, que atrai e prendea vista, prin»

Estado por grilhões de oiro, A e não tendo este trajecto povoação a cipalmente, daquele não habituado à
Parece que ninguém enxerga o

decadência religiosa de Portugal, servir a não ser Tapada e Casal contemplá-lo. São panoramas que de-
mal de que vem padecendo a sede do

iniciada no século XVIII, conti- d’Ordem, proponho que esta Câmara leitam pela suavidade do colorido é
concelho, ou espera que caia do Céu

nuou a acentuar-se no decorrer Oficie à respectiva Companhia de Via- pela formosura inegualável.
o Maná salvador sem mais trabalho

«do século imediato». ção para a injormar qual a maneira Neles, a Natureza patenteia senhom
do que apanhárlo. Entretantoa terra mais viável de, pelo menos, uma das rilmente toaa a magnilicência é todo
val definhando na clausura em que

E “(Do capítulo «Salazar em face da Igrem carreiras seguir o percurso Sertã,— o encanto em que é pródiga.
ja», de «Férias com “Salazar»—Chris» se encontra, sofrendo o suplício de Faleiros, —Ribeiro,—Cabeçudo, Bai-
tine Garnier). ver, do sea cativeiro, a chave liberm lão, Tojal, Santo Estêvão, Ameixoei= O dono duma taberna comentava,
E TOS tadora que se lhe tem negado. ra, Carpinteiro e Granja, pois que há dias, com certo azedame—funda-

Abastecimento de água à povoação Passará pela cabeça de alguém esta mudança traria um grande bem mentado em razão indiscatível—que
que a Sertã, sem o risco de abalar nefício a todos estes povos, apenas tendo sido intimado, como todos os

DE PISÕES os fundamentos da posição que des» com um pequeno aumento no respee= demais da Sertã, a colocar duas
A Câmara Manicipal, em reunião frata, possa continuar indefinidamenm tivo trajecto, ficando ao mesmo tem» meias-portas envidraçadas à entrada

de 17 do mês findo, resolvea oliciar te paralizada na estreiteza da sua pe po servidas as povoações que são desse estabelecimento de bebidas, se
ao engenheiro director de Urbanizan= riferia actual ? Não se verá que man- serpidas pelas carreiras actuais. Ser= apressou, como outros também, a
ção do distrito, solicitando-lhe a vinm tê-la neste cinto inflexível, é colocá tá, 17 de Junho de 1952. O vercam cumprir essa disposição imposta pe-
da dum técnico ao lugar dos Pisões, la à beira dam precipício que pode dor, António Alves Lopes Manso.» la Sceção Polreial.
à fim-de poderem ser nóvamenitnie= ser mortal? A Câmara, depois de ter apreciam Como é evidente, não fez qualquer
ciados os trabalhos da obra com» Esta terra atravessa dias maus. do convenientemente este documen= objecção; e o custo das dass meias
participada de abastecimento de água Há sinais que não enganam, e será to, deliberou oficiar à referida Com» portas cheirou-lhe a chamusco—
àquele lugar, 1.º fase (reforço do caum imprudente estar de dentro a agravar panhia de Viação, à qual será reme- segando di— pzois foi para cerca de
dal), para a qual já foi concedida o que anda por fora. tida cópia desta proposta, pedindo 700 escudos!
prorrogação do prazo, ou então inm Se a sede do concelho soire ide lhe informação sobre o que se lhe E comenta que nada teria a cons
formar do que sobre o assunto se males para que, de momento não tem ojerecer acerca do assunto da mesa traporà ordem aada se todos os mais
lhe oferece. remédio eficaz, outros a flagelam, fá- ma.

(Conetasão na 4.º pág.)


A Comarca da Sertã


 

“UNHAS E DENTES”
Material para lagares de azeite Pelo professor ZÉ BACURAU

Fabrico especializado e consagrado como o melhor Não morda as suas unhas pela
mesma razão que não deve arra-

PRENSAS hidráulicas eimandais para vinho, cortiça, telha, mosaico, ete. nhar os seus dentes.
CHARRUAS c acessórios—BOMBAS ec noras—MOÍNHOS de cercais—DES- Quando tiver panarício não to-

CAROLADORES de milho—BIGORNAS , cavaletes, sairas e tornos, em aço. me remédio para os dentes,

PEÇAS em aco vazado e ierro ifandido.
Não guarde as suas unhas num

copo com água; tanto elas como
as dentaduras não pertencem ao

Fundições do Rossio de Abrantes género dos animais anfíbios.
Quando tiver cócegas, não se

F. J. SOARES MENDES coce com os dentes porque, com a
continuação, e estando com fome,

Fábrica e Sede: ROSSIO DE ABRANTES : você irá juntar-se completamente.
Filial em LISBOA — P. do Município, 19 – 3.º Esq.” As crianças nascem sem dentes

porque leite materno não é queijo
parmezão e nascem com junhas

Fornecedor da instalação da Cooperativo dos Olivicul- porque coceira não é privilégio de
tores de Sobreira Formosa e outras gente grande,

Quando estiver num salão de
«manicure», é inútil abrir a boca
e espichar a língua: basia botar
as mãos em cima da mesa — ama-

Atraves nicure» não é dentista.

O Restaurante S, Pedro Os gatos têm unhas grandes
porgue não vão nunca à «mani-

da Comarca na rua Serpa Pinto cure». E os elefantes têm os den-
tes grandes porque cresceram fora

Estrada de Peso a Boafari- abriu hoje de manhã do alcance dos gabinetes den-

nha tários.
Óptimo serviço de mesa a qualquer hora

‘ PESO (Vila de Rei), 26 Não leve os dentes de uma en-

Graços à hos vontade e estorços ERA grenagem ao dentista, mas sim ao
mecânico.

do nosso Ex.”º Governador Civil—

a quem esta Ireguesia já muito deve
sr. Abílio José de Moura. Foi exo- DOENTES Unhada não pode ser o mesmo
nerado, a seu pedido, do lugar de

— estamos informados que os traba-
que mordida, porque, assim, você

thos de terraplenagem da estrada de
vogal tesoureiro deste organismo, Está em Lisboa, em tratamento, corre perigo de ficar desdentado
o sr. Amaro Nunes de Oliveira e, por ter fracturado a perna direita em

Peso a Boularinha e na parte com» em quatquer sábado, que é o dia

preendida entre as povoações de Ven
para o preenchimento desta vaga, consequência de queda sofrida na sua de cortar unhas.
procede-se no próximo domingo a residência, a sr.* D. Emília Mendes

le da Urra c esta localidade foram Não confunda a pele das unhas

dotados com a verba de 130 contos
eicição de harmonia com os estatatos. Barata, de 91 anos, do Sobral de Bai- com pele de urso. As aparências

Largo do Chafariz Xo, estremosa mãe dos nossos ami=
e que os mesmos vão prossegair mal

enganam e dedo não é Polo Norte,

to em breve. Como se trata de um Por falta de recursos, é pena que gos srs. António Antunes da Silva, (De «Alerta Rio de Janeiro»)
não possam completar=se para já, de Vila Pery (África Oriental) e Loa=

melhoramento da meis elta impor»

tância para esta iregaesia, visto que as obras do largo do Chafariz, pois renço Antanes da Silva, do Arteiro,
falta apenos o revestimento do res= Madeirã.

é a única via de comunicação que a

liga ao resto do País, à notícia do pectivo marco fontenário. —Por se encontrar maito doente, PEIXARIA
Pensa-se na execução deste trom seguiu antes de ontem para Coimbra,

prosseguimento dos referidos trabam

jhos causoa a-maior satisfação a tom
balho a azulejos tendo por motivos acompanhado do seu médico assis- Abria ontem, na rua Cândido dos
as imagens de S. José e St.” António. tente sr. dr. Angelo Henriques Vidin Reis, um estabelecimento de venda

da a população e maniiestações de
gratidão a sua Excelência O Ex O largo, arborizado como está, e à gal, o nosso amigo sr. Aníbal Nanes de peixe fresco e mariscos, que fun=

Senhor Governador Civil, excepção do fontenário ainda incom» Corrêa, distinto fancionário da Câ- cionará todos os dias.
pleto, oferece lindo aspecto, tornan= mara Manicipal deste concelho, tendo São dele proprietários os srs, Núm

Carreira de camioneta de do-se um lugar apetecidao, * nestas ficado internado na Casa de Saúde de nes & Santos, L.da com sede em Pex
passageiros noites calmosas. Santa Cruz a fim de se submeter a drógão Grande, aos quais apresens

Verificando-se a conveniência de Cemitério Paroquial rigoroso tratamento. tamos as nossas felicitações pela saa

alterar os dias em que vem sendo Encontra-se já entregue às ins Muito sinceramente desejamos as iniciativa e augaramos-lhe o melhor

feita à carreira de camioneta de pasm tâncias superiores, o projecto refem prontas melhoras dos enfermos. porvir porque, tratando-se dum géu
nero não existente no meio, vem

sageiros para esta localidade à Janm rente às obras de ampliação do ce- EPR SPELE

ta de Fregacsia resolvea solicitar a mitério paroquial desta Iregassia, prestar grandes benefícios ao nosso
Electrificação do Moinho da Rola páblico.

interferência da Câmara Manicipal obras estas, qué são da mais instan»
de Vila de Rei no sentido da mesma te necessidade. Ao que consta, e Na reunião da Câmara Manicipal RES NGS SS

carreira partir desta localidade aos muito bem, a dig.”* Câmara Mani de 17 do mês findo compareceram
José Ramos e António Nanes, aque- Passagem de classa! Completo o

sábados e domingos em vez de às cipal de Vila de Rei, reclamou das ins- 4.º ano do lin
sextas-feiras e sábados como vem tâncias competentes que fosse dado le do Moínho da Rola e este do Sa- cea o sr. Angelo Patrício Soares Basm
sendo feito. Com esta alteração lucra o carácter de argente a este melho= lomão, que tomaram a responsabili= tos, filho do sr. Angelo Soares Bas-
rá não só a população como a próx ramento, pois o cemitério existente, aade pelo pagâmento de 50 º% do tos. Felicitâmo-lo.
pria empresa que explora esta car= quase não comporta mais sepaltaras. casto dos postes e projecto para que

reira. : Outras notícias a rede de distribuição eléctrica em
baixa tensão da Sertã, seja ampliada

Aguarda-se a cada momento, e
Presidente da Câmara Mu- até aquele lugar do Moinho da Rola, Dr. João dos Santos

com muito interesse,a nomeação, por
nicipal de Vila de Rei nos subúrbios desta Vila.

sua Excelência Reverendíssima o Partiu para França este ilastre

Afim de tomar conhecin Senhor Bispo da nossa Diocese, de clínico de doençes nervosas, assis-

mento directo de alguns melhoram novo pároco para csta freguesia, cum Quem acode à pobre e Infeliz fa- tente dos Hospitois Psiquiátricos de

mília do Hermenegilda, da Sertã? Lisboa, motivo por que durante o
mentos que esta freguesia necessita ja falta maito se faz sentir.
e urge realizar, deslocou-se na pas= Provisôriamente, presta assistên- corrente mês de Julho não dará con=

Recebemos mais os seguintes donam
sada terça-feira a esta localidade, cia espiritaal o Rev.º sr. P.º Abílio sultas em Lisboa e Castelo Branco;

tivos: 50%, do sr. José Caetano Mar
o dig”º presidente da Câmara Man Jacinto. a esta cidade costuma deslocar-se no

nicipal de Vila de Rei. —De regresso do Rio de Janeiro, tins Leitão, de Lisboa e 208, do sr. 3.º domingo de cada mês.
Celestino Ferreira dos Santos, do Esm

Recebido por elementos da Janta de encontram-se entre nós, em pleno A correspondência para o sr. dr.
treito (Oleiros). João dos Santos deverá ser expedida

Freguesia, Sua Ex.” mostroa-se ver» gozo de um merecido repouso 0 nos
daderamente interessado na solação so amigo sr. Carlos Farinha Portela O sr. Américo Farinha Migueld,e para a rua Joaquim António Agujar,

Megaza (Africa Oriental), mandoa
das várias necessidades locais —entre acompanhado de sua ex.” esposa € 3m1.º, Lisboa; tele. 39834.

entregar àquela família, por intermé-
as quais—a de abastecimento de águas filhinhos. De Angola, os srs. José de

à sede da Ireguesia e povoações de Oliveira Brás e António Fernandes dio do sr. José Figueiredo da Silva,
o donativo de 100800. Vende-se

Sesmarias e Cimo Valongo. Bem han Baptisto, ambos acompanhados de

jo, Ex.” sr. Presidente, e oxalá em suas ex.” esposas e filhinhos. De Os nossos agradecimentos. * Olival e testada de mato e pinhei=
Johannesbarg, o sr. Artur de Oliveira ros, no Vale Vim, próximo da Ave

breve tenhamos a satisiação plena leira, no Couto da Sertã.
de tão almejada e agonizante necesm

Moura, dig.”º funcionário público, De

sidade—meis ágaa—água suficiente Lisbca, os srs. António José de Oli- Dr. João dos Santos Aqai se diz.
veira, Guilhermino Farinha Portela e Doenças Nervosas

para quem tenha sedet…
Manuel Farinha Portela acompanha= Assistente dos Hospitais Psiguiá-

Junta de Freguesia dos de saas ex.”ºº esposas. Da Ame- tricos de Lisboa. Consultas: 3.º dom OLIVAL
Por motivo de falta de saúde, rica do Norte, o sr. João Firmino mingo de cada mês às 153 horas Av. com testada de mato e pinheiros,

apresentou o pedido de dimissão de Leitão. De Lisboa, o sr. Manael Men» Marechal Carmona. 6-—1Ca.steºlo na Bica, proximidades da Sertã,
vogal secretário da Junta de Freguen des da Silva, sua ex”* esposa e filhi= Branco. Correspondência: Raa Joa-
sia q de 2.º vogal da Mesa da Asm nhos e osr. António Olivelra Ri= quim António Aguiar 3-1.º— Lisboa vende-se.

sembleia Creral ua Casa do Povo O | beiro do Amaral. —A. D. O. Telei. 39854 Aqui se diz.


A Comarca da Sertã


 

Beinões na Histánia Pátuia Abastecimento de água Olhos dos mortos
a Nosparal e Folgaria para dar vista aos cegos

Prof. JOSÉ MANUEL LANDEIRO
Na reunião da Câmara Manicipal LONDRES, 28—0s habitantes da

de 17 do mês findo foi presente um Grã-Bretanha poderão agora legar
Afonso de Paiva e Pero da Covilhã. ofício do engenheiro director de Ur- os seas olhos, para depois da saa

banização do distrito, transcrevendo morte, serem atilizados para dar
Alguma colsa se tem escrito so= Covilhã. Abrahão iria, ainda, com ele o relatório que segue, do engenheiro vista aos cegos.

bre estes dois beirões, o primeiro de ver à ilha de Ormaz onde se infor-= de minas, sobre a obra de abasteci- Foi dada a sanção real a uma lei
Castelo Branco e o segundo da Co- mariam das coasas da India. Por es= mento de água a Nesperal e Folgaria: que torna isso possível. Nos termos
vilhã (1), mas não faz mel que nós tas cartas, D. João II recomendava a «Visitei esta povoação, acompanhado de ama lei antiga, destinada a evitar
tragamos para as colunas deste sem Covilhã que se não tivesse ainda en- do engenheiro director do distrito. a venda de cadáveres a anatomistas
manário algo da saa história na via- contrado a Terra do Preste João, que Na última visita ali feita reconheci sem escrápalos, os olhos não pode-
gem pelo oriente. não desistisse, e de lhe entregar à a necessidade de fazer um nivela- riam ser tirados de aum cadáver anm

Pela História Pátria, sabemos do carta de que era portador. Pero da mento entre o fundo do poço, donde tes de passarem 48 horas sobre a
grande zelo que D. João II teve para Covilhã, embora alquebrado de tra- poderia abastecer-se a povoação, e morte. Nesse momento, a sua atill=
descobrir o caminho que, pelo mar, balhos, escreveu a El-Rei sobre tado o local onde teria que constrair-se o zação era em grande parte analada.
nos levou às terras das especiarias o que tinha visto e sabido. Despede chafariz. Este nivelamento, feito pe= Olhos, se forem extraídos poucas
e, ainda, a exploração dessas mesmas Josipe para que voltasse para o reino, la Dirceção de Castelo Branco, veio horas depois da morte, podem ser
terras, tão envolvidas em lendas. partindo ele com Abrahão de Aden revelar uma dierença de cotas de utilizados para operações de enxerto
Pora isso, 0 Príncipe Perfeito mann para Ormuz, onde Covilhã deixoa o seis metros e dez centímetros, numa na córnea, que oferecem um boa
dou primeiramente dois religiosos, rabi, voltando este com os ealifas que, distância horizontal de 550 metros. probabilidade de restabelecer a visão,
Fr. António de Lisboa e Pero de da India, vinham a ter a Alepo e Dam E”, portanto, possível fazer-se o abas- em certos casos de cegueira. —L(R.)
Montarroio, a Jerasalém, aonde, masco. Desembarcando na Abissínia tecimento a partir do poço. Desta
eonstave, se dirigiam em romagem encontrou o Preste João. Reinava iorma entendo que os trabalhos a
sacerdotes do Reino ao Preste João, Alexandre ou Escander (na linguam fazer para já devem scr a abertura Obrigatoriadade de inscrição no

– terras estas que andavam em fábam gem do país). Recebeu muito bem Co- de uma galeria em xisto com a exm Montepio dos Servidores do Estado
las maravilhosas, embora se sonhas= vilhã, declarando o seu: agradável tensão de 150 metros. Para a rea
se da sua existência. Os religiosos prazer em receber uma embaixada lizoção destes trabalhos dignar-se-á Acerca de dúvidas levantadas
encontraram os sacerdotes do Preste dum príncipe cristão da Europa. Mor= propor oportunamente a Direcção de quanto á obrigatoriedade de ins-
João, mas não os puderam acompan to Alexandre, sucedéa-lhe sea irmão Urbanização de Castelo Branco a crição no Montepio dos Servidores
nhar ao scu reino, por não saberem Naat, que não só fez pouco de Covi- respectiva comparticipação. Com es- do Estado, a Procuradoria Geral
a língaa arábica. D. João, II escom lhã mas até o proibiu de sair do sea te relatório dou cumprimento ao des- da Republica fez publicar, no «Diá-
lheu então estes nossos dois eom» reino; dando-lhe uma noiva abexim pacho de S. Ex.* o Ministro recomen= rio do Governo, de ontem, um Pa-
províncianos. Pero da Covilhã—lin= de largas geiras de terra. Gaspar Corn dando urgência na solução deste as- recer aprovado no seu Conselho
guísta de alma aventareira (diz Elai- reia diz que só sairia se procriasse sunto». Consultivo, o qual estabelece a se-
ne Sanceea in Em demanda do um filho e o deixasse lá. Aprendeu a * Deliberado pedir a comparência guinte doutrina:
Preste João) já tinha atrás desi falar e a escrever a língaa como um do presidente da J. F. do Nesperal «O numero 1º do artigo 16 do
ama carreira acidental. Servira em indígena e vivia como um fidalgo à próxima reanião a fim de com ele decreto-lei n.º 24.046, de 21 de
rapaz o dagas de Medina Sidónia, abexim nas suas terras. Parece que serem trocadas impressões acerca da Junho de 1954, não dispensa da
em Costela, e quando a guerra es= gozava de grande influência no país obra em referência. inscrição obrigatória no Montepio
taioo com a saa Pátria, acompanhoa e era sempre bem recebido na corte.
D. Afonso V a França quando o Afri- (Continua) CASAMENTO dos Serviços do Estado, os servi-

dores que, tendo nomeação vitalt=
cano fez a sua célebre visita a Luís RES EERROORT No dia 14 do mês findo realizou cia em 30 de Junho de 1934, fo-
XI. (2) Foi sacessivamente guarda se, no Santuário de Fátima, o casam ram posteriormente a esta data
de D, João Ii, espião além fronteiras, À PIROTEGNIA LOCAL, UMA IN- mento do nosso amigo sr. Francisco providos em cargos autónomos e
em Castcla e embaixador em Marro« DUSTRIA que honra a nossa terra Roda da Silva Reis, conceituado com independentes dos anteriores de-
cos. Concluídos os tratados com o * merciante em Proença-e-Nova, filho sempenhados, e não consequência
rei Tlencem, negoócioa o regresso dos Duma correspondência assinada do sr. Luís da Silva Reis e da sr? destes. A inscrição deve reporiar-
restos do Infante Santo, D. Fernando, pelo sr. António Paalo, de Figueiró D. Antónia Gonçalves Roda, já fale- se á data do provimento dos no-
de Féz e a compra de cavalos pera o dos Vinhos, e publicada no «Diário cida, daquela Vila, com a sr? D. Com vos ccrgos»,
faturo rei D. Manuel, agora Daque de Coimbra», de 29 de Junho, recorm tarina da Conceição Casaca Biscaia,
de Beja. Em todas as coisks tinha tamos este passo: «Figaeiró, há cer= filha do sr. Álvaro Biscaia de Matos

servido flelmente, afirmando «D. João ca de 15 anos desabituado dos fol= e da sr.” D. Benvinda Casaca, de Cam Declaração de prédios urbanos
1 benignamente» e além disso <tinha guedos populares que a tradição usam beço de Vide. Foram padrinhos, por
maita- sorte». Á partida para a sua va renovar por altara das festivida- Os proprietários, asairatuários ou

porte do noivo, o sr. Aliredo Lopes
viagem, da qual não mails voltaria, des religiosas em honra do sea pam possaidores por qualquer título de

Tavares e sua tia sr.? D. Anita Coa- prédios urbanos, são obrigados a enm
D. João II entregoa-lhe um plami= droeiro S. João Baptista, pode e deve ceiro Roda e, por parte da noiva,
fério para nele marcar a terra do felicitar-se pelo êxito alcançado com tregar no mês de Julho, na Seeção

seu irmão sr. José António de Matos de Finanças do concelho ou bairro
Preste João, e 400 cruzados, parte os festejos realizados este ano». E € sua cunhada sr.º D. Luísa Ferreira
em dinheiro e parte em crédito sobre mais adiante: «Ao lado destas festas onde os prédios estiverem sitúados,

“Henriques de Mirando. uma relação em daplicado, por cada
banco dos medices, para as despesas (refere-se às cerimónias religiosas), «Comarca da Sertã» deseja os prédio, contendo além dos elementos
de viagem, e a sua bênção. Os nos= tão ao sabor da crença do nosso pom malores felicidades ao novo € sim necessários à sua identificação, os
sos dois comprovíncianos saíram de vo, houve um bem elaborado program pático casal,
Santarém cm 7 dd Maio de 1487, di= ma de distracções. O fogo, quei- nomes dos inquilinos, renda anual

paga por cada um, data do contrato
rigindo-se a Nápoles, onde embar- mado na noite de S. João, do fa- Feiras em Julho
coram para kodes, passando daqui brico dos afamados pirolécnicos, de arrendamento, ete., sob pena de

Durante este mês efectaam-se as
à Alexandria, onde foram atacados da Seriã, foi do melhor que temos malta de 2º/, sobre o rendimento do

seguintes: dia 13, a de S. João, em
de peste ou febres violentas. Pestam visto em festejos semelhantes». prédio. Se estas relações tiverem sim

Oleiros; em 20, franca, em Montes
belecidos, dirigiram-se ainbos ao A prova de que o fogo de artffi- do apresentadas em anos anteriores,

da Senhora, concelho de Proença- am não há necessidade de as renovar,
Cairo, onde se apartaram am do oa- cio produzido nas oficinas de V.º de Nova e a do Peso, na sede do con- desde que se não tenha dado qual»

– tro. Soabe-se que Afonso de Palva João da Silva Maljoga, Sac., da Sertã, celho de Vila de Rei. quer alteração dos elementos.
esteve na Etlópia, e que morrea no é de primeira qualidade e de esma- As feiras de gado estão presentem
Cairo. Nada mais se sabe da sua roda e belíssima apresentação, está mente proibidas por virtude da febre
viagem. no contínuo e incessante pedido de aitosa; por isso é maito provável que P, António Luís de Garvelho

encomendas, que de há três ou qua-
Covilhã dirigiu=se à India, tendo no dia 27 não se efectui, na Sertã, a Embarcou, há dias, em Moçam-

tro anos vem crescendo para todos
– combinado o aprasamento do encon« tradicional feira de gado de S.Neutel. bique, a caminho da Metrópole,

os pontos do país, mesmo para aque=
tro com Afonso de Paiva no Cairo. este nosso benemérito patrício, na-

les onde a interessante indástria atin-
Pero da Covilhã visitou os paises que gia grande desenvolvimento. Álém Estrada Sertã – Vila de Rei tural da freguesia do Figueiredo,
prodaziam as especiarias. Sua malher do óptimo fabrico, verifica-se que Na reanião da Câmara Manicipal que vem descansar um pouco dos

“ficara na Covilhã e nesta altara—di- aquela iirma é zelosa cumpridora -de 317 de Junho foi presente uma car= seus trabalhos apostólicos, em-
zia ele—já teria tido am filho. Para dos seus contratos, seguindo o tradim ta da Casa da Comarca da Sertã, preendidos com reconhecido zelo
se dirigir á India, embarcou em Aden, cional caminho de honestidade, que, louvando a proposta apresentada em favor da religião e de Portugal.
passou a Cananor, daqui a Calecat-e honrando-a sobremaneira, lhe dá aquele Corpo Administrativo pelo vem O Rev.º P. Carvalho embarcou,
a (oa. Voltando ao Cairo, soabe aqai crédito intangível e estabelece a má reador António da Silva Loarenço, para as Missões em 14 de Maio de
da morte do sea companheiro. No xima confiança por parte dos que se . em reunião de 20. de Maio ál- 1941 e é agora a primeira vez que
Cairo lhe constoa que dois jadeas lhe dirigem. timo, no sentido de se promover regressa à Pátria. S. Rev. perten-
portagueses, um, rabi Abrahão, de o necessário junto do sr. Govére ce à Sociedade Missionária dos
Beja, € o outro Josipe, sapateiro, de . nador Civil do distrito e da Cá- Padres Seculares Portugueses, ten-
Lamego, que andavam à sua procara. Desaparecido mara Manicipal de Vila de Rei para do sido ordenado em Cucujães, no
Avistou-se com eles secretamente e Da casa de José Henriques, da aldeia que se organize uma comissão que dia 18 de Agosto de 1940,
soube, então, que o-Josipe tinha -en= da Cava, freguesia da Madeirã, desaparem se aviste com o sr. Ministro das O seu campo de acção foi a
tão recolhido ao reino de ama longa ceu, no dia 27 de Junho, o criado de servir Obras Públicas, pedindo-lhe a cons

Emídio de Jesus Martins, de 13 anos, filho Missão de Meconta, diocese de
viagem pela Asia e que contando a de Abílio Martins Loureiro e de Adelina tração do troço da estrada nacional Nampula, onde trabalhou em prol
D. João ll o que tinha visto, o rei lhe de Jesus, do Bravo, freguesia de Pedrógão 2, entre Vila de Rei e Camiada, e fam da Fé e da Civilização durante
ordenoa que, acompanhado do rabi Pequeno. Tem o cabelo louro e vestia cor zendo votos para que a ideia não estes onze anos que leva de A’frica,
Abrahão, fosse ter com Pero da Com tim e boina naquele dia. Pede-se a quem esmoreça, antes tenha realidade no Que seja benvindo e que muitos
vilhã e lhe trouxesse a resposta das o encontrar o favor de dar comunicação

imediata do paradeiro ao patrão ou a seus mais carto prazo de tempo. sigam o seu magnifico exemplo,
certas que o rei por eles mandava à pais. E A Câmara tomou conhecimento. são os nossos votos. —(E.)


A Comarca da Sertã


 

Serta, Plano de Urbaniza- CARIDADE ECOS
e Comentários

— 0 &6! — (Conclasão da 1.º página)
— Caridade é o coração em prece

(Conclasão da 1.º pág.) que se abre p’ra toda a condolência; a houvessem cumprido, o que se não
verifica, como também entende ser

to preço, o terreno bastante. Isto, que a boca, aconselhando prudência, “absurdo que outros, possuindo-as, as
pode ser o princípio do seu ressar- a palavra que amima quem padece! conservem sempre abertas, talvez por
gimento, não está na mão de estro recearem que o público não sabe on=
nhos. Está, sim, na mão dos seus hom E a mão que se abre generosa de estão as tabernas…
mens, e neste capítulo, a calpa do mal a depor o suave lenitivo;
que a vem depauperando, cai inteira o coração que verte redivivo Por duas vezes, em Junho, uma
sobre eles pela pussividade com que
desse tempo distante veem ou são o bálsamo e a esperança virtuosa… empresa cinematográfica ambalante,

muito conhecida no meio, nos impin=
figurantes no desenrolar de um erro
de perniciosa: projeeção no futuro da É a boca animando na procela giu filmes beras, como se a Sertã não

passasse de reles parvónia|
sede do concelho, como se não an= e a mão que nos aponta o bom caminho;

Para exploração sistemática da
dasse já ajoujada sob um peso tre- o coração que atrai pelo carinho, bolsa do parceiro, basta! Vai sendo
mendo de castas por erros passados embora seja na menor parcela. tempo de o público ter direito a ob=
que a mesma passividade animou € servar películas modernas.
consentia. É a boca que verte ensinamentos,

E” tempo, pois, de a Câmara in a mão que nos socorre no perigo; *Dizem-nos que será difícil enconm
tervir para que não perdare uma o coração que é sempre o nobre amigo trar, por aí fora, entre as diversas
reincidência Infeliz c ameaçadora dos
destinos desta terra. Como não pode a tecer e a lançar contentamentos| classes profissionais, ama que contem

nha elementos mais desliais como a
contar, tão cedo, com o seu plano de
urbanização, mal lhe irá se o Manim É a boca a sorrir, jocosa ou séria, dos comerciantes aa Sertã.

Poucos são, entre eles, os que—
cípio não se decidir a fazer aqui o para a tristeza ou riso que se ateia; cumprindo as disposições regulado»
que fazem outras onde também falta, o coração leal que se esbraseia ras do exercício do comércio, que,
e não deixam, por Isso, de caminhar e a mão iorte que arranca da miséria… como todas as outras actividades,
e progredir o melhor que podem. É tem as suas normas, leis € obrigam
já que, no respeitante ao onte-plano, É a boca que só tece a ventura. ções a par de direitos e liberdades
tem de voltar-se ao princípio, não ea mão que sc dessiaz em beneiícios; peculiares—mostram respeito pela
virá fora de propósio dizer que tal-
vez fosse de bom aviso, pelas razões o coração que abranda os sacrifícios classe de que fazem parte,o que quer

dizer não se sabem respeitar a si
emergentes do insacesso do primei- e enfim se vealcaniza em chama pura! próprios.
ro, orientar em sentido diferente o A classe comercial de qualquer
desenvolvimento desta vila, aliás prem Caridade! Virtude na alma impresa, terra deveria impor-se pela conduta
conizado por importante sector da transligarando o arfar da nossa vida; lial entre si, deveria ser elemento de
opinião local. Ao amontoado de de erguendo à culminância a fé perdida prestígio, influência e preponderân=
molições e construções dentro do ve- na graça indelinível que não cessa! cia, jamais trilhando caminhos torm
lho e limitado borgo, preferir-se-ia, terosos a que conduz uma desenfream
em contiguidade com este, a demar» Sorriso franco que nos lábios medra! da e cega ganância,
cação de uma zona ampla para cons=
truções, com vista a uma povoação Doutrina e facto; verbo e exemplo audaz! Dizem-nos que há comerciantes

que abrem as lojas daas horas mais
maior e mais capaz de se ajustar, pem modelo e espelho; força e Juz, capaz cedo, que mantêm os empregados
los tempos fora, à- evolução do prom de converter um coração de pedra! trabalhando fora do tempo regulam
grese sdaos suas legítimas exigências,

Isidro A. Gayo mentar e até durante o domingo, dia
Quanto à vila actaal, alargadas e do seu descanso fixado oficialmente.

pavimentadas as vielas arruinadas ps] Outros, porque têm taberna, cujo re=
que se dizem ruas das Nogaeiras e gulamento de abertara e encerramen-
de Santo António, de acesso ao lar= Se assim não for, as gerações mais Funcionários das Finanças to é mais prolongado que o do estam
go dos Paços do Concelho, e regula- velhas deixarão às que lhe sucedam

rizado este, nomeadamente pelo tado uma herança que poderá recordá-las Foi nomeado aspirante de Finan- | pelecimento prôpriamente dito, aten=

tristemente. ças do concelho de Pampilhosa da dem todos os fregueses que lhes apam
da estrada nacional, a urbanização

Silvânio Serra o sr. João Valente Fernandes recem, aproveitando-se do iísco da
tenderia a disciplinar as constrações da Silva, notural da Rebaixia dos tasca e da absurda e incompreensím
e reconstruções particulares, seas ali- Faastinos, freguesia da Cumiada, vel autorização de a taberna se ligar
nhamentos € arquitectura, de maneli- deste concelho. à loja de mercearia ou fazendas,
ra à madar, gradualmente, para me- Anedotas —Foram transferidos, a seu pedi- quando as duas secções deveriam ser
lhor a fisionomia exterior da terra; do, da Seeção de Finanças da Sertã, incomunicaveis.
E valorizar com obras adequadas os

— O cristianismo foi inventado para as de Castelo Branco e Vila de Deste mndo se prejudicam aque
planaltos, miradouros e recintos ar-

pelos ameri—cpraocnlaomasra um Rei, respectivamente, os aspirantes les comerciantes honestos que fem
borizados que possal em quantidade,

soldado comunista chinês, srs. Francisco Baptista Lalanda dos cham durante as horas regulamentas
belos e admirados por visitantes; a —lIngénuo !— replicou- lhe um Santos e José dos Santos Pereira Já- res e que nesse período não atendem
completar a sua rede de saneamento seja quem for, mesmo o freguês ham

cristão. Estuda um pouco de His- nior.
na porte necessária à gente da raa;

tória e verás que a América foi — Por conveniência de-serviço foi bitual, a não ser em caso excepeiom
tenderia, enfim,—para não me alon= descoberta há apenas 450 anos, e transferido da Secção de Finanças da nal e de reconhecida importância.
gar em conerctizações do muito que a Igreja Católica foi fundada por Sertã para a de Oleiros o aspirante Tém, pois, as autoridades compem
há a fazer, a aproveitar os recursos tentes de rever as licenças das tam

desus Cristo há perto de 2.000! sr. António Martins Dias.
da arte arquitectónica, no sentide de

O galucho embatucou e retirou- — Pelo mesmo motivo foi transtem bernas, que deveriam funcionar in=
fazer da Sertã, aproximadamente den=
tro da sua estratara, uma terra aco- se murmurando: rido da Secção de Finanças de Pom= teiramente independentes de qualquer

outro estabelecimento; e de fiscalizar
— Eu cá não sei mais. Foi isto bal para a da Sertã o aspirante e

jhedore e atraente pelos motivos tum
rísticos, asseio e comodidade que ofer

que o capitão me ensinou… nosso amigo sr. Jacinto Morais An= o regime de descanso dos emprega-

tanes. dos, cujos direitos e regalias os pam
recesse. O gue aí fica, reilectindo o
pensamento de mdito boa gente, não Aum jantar, eram comensais —Foram nomeados aspirantes es= trões não podem postergar. A escram

yatura já acabou há muito em Por=
me parcee que seja de deitar fora um suieito magro e uma senhora tagiários e colocados na Secção de

” bem nutrida, Esta, como piada, to- Finanças da Sertã os srs. Francisco tagal e apenas existia para os negros!
sem apelo. Perante a inviabilidade do

ma uma travessa de carne e ofere- José da Cunha Ferreira e José Luís
recusado antemplano, teria a virtude,
pelo menos, de carrear o problema ce ao cavalheiro: de Figueiredo.

—Um pouco do que lhe falta… Fixação do preço de gasolina 6 do
urbanístico para um plano de menos
dificuldades e resistências, com van= Ao que ele, sem se descompor, petróleo

retruca, apresentando por sua vez Rogório Ribeiro de Andrade: Pc»
tagem—quem sab—epa?ra o futaro em»
da Sertã. Para aqui, para ali ou para uma travessa de língua-fiambre: barcar no próximo dia 8, no «Páx Pelo Ministério da Economia

—Um pouco do que a senhora
acolá, menos para o Infinito a sede tria», de regresso ao Chinde (África foi publicado um despacho que es-
do concelho tem maito para onde esm tem de sobra… Oriental), este nosso prezado amigo, tabelece entre outras medidas, as
tender-=se à vontade. Nada menos de antigo e considerado empregado da seguintes: mantém-se em 4860 por

Alguém perguntou, um dia, ao
cinco estradas lhe facilitam a expan» Sena Sagar Estates, depois de algans litro o preço ae venda da gasolina

célebre filósofo Diógenes qual a
são em qualquer sentido. meses de férias na Metrópole. Desem a fornecer em todas as bombas, de

melhor hora para comer. Resposta
Feita a escolha da mais convem jamos-lhe maito boa viagem, saúde e todo o país; o preço de venda de

imediata;
niente, abra-se-lhe caminho e deixem todas as prosperidades, agradecendo petróleo aos revendedores em Lis-

—Para o rico, quando quiser;
se que fuja ao cilício que a einge. Não os cumprimentos de despedida que boa é fixado em 1$65 por litro; o

para o pobre, quando tiver!
trágo agai um dogma. Se há quem nos apresentou pessoalmente. preço de venda do «gasoily, forne-
conheça maneira superior de desen» cido a granel nas instalações prin-
vencilhar a urbanização da Sertã, da cipais em Lisboa, é de 1$20 por
teia em que caiu, tanto melhor para Postais da Sertã As vinhas ta região sofreram litro; e é elevado a $80 por quilo-
ela. O essencial é que esta terra saia, Ane K grandes prem grama o preço do «fuel-oil» forne-
depresso, do beco em que está Uma nova c Interessante colecção, juízos em consequência dos últimos cido a granel nas instalações em
metida. à venda na Grálica Celinda. temporais. Lisboa,