A Comarca da Sertã nº756 25-02-1951
A Comarca da Sertã
Representante em Lisboa:
João Antunes Gaspar L. de 5, Domingos 18 r/t – Tel. 25505
Director Editor e Proprietário:
Eduardo Barata da Silva Corrêa
Publica-se nos dias 5, IO. 15, 20, 25 e 30
Sertã, 25 de Fevereiro de 1951
Hebdomadário regionalista, independente, defensor dos interesses da Comarca da Sertã: Concelhos de Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei: (Visado pela Comissão de Censura)
Ano XV Redacção é administração: Rua Serpa Pinto — Composição e Impressão: — GRÁFICA CELINDA, Lda. — SERTÃ Nº756
ont Agricola
Ens, Técnico Profissional?
( uem tenha tido a bondade de
nos acompanhar nesta
viril campanha em que há muitos
anos temos andado empenhados,
saberá decerto o que preferimos e
as razões em que se baseiam as
nossas preferências. €
No entanto por ignorância do
que qualquer dos ensinos seja, ou
por mera contradição alguém na
Sertã, sem fazer qualquer consul-
ta, achou por bem «sem mais aque-
las» impor a ideia de ser criada
mais cedo ou mais tarde uma Es-
cola Agrícola na Sertã.
Perante tal absurdo, quisemos
imediatamente reagir e se há mais
tempe não viemos a terreiro foi
perque as nossas obrigações alé
hoje nos não deixaram tempo dis-
ponível..
Antes de mais nada desejamos
que c autor da ideia justificasse,
ação para a Agricola
na Sertã! Se hoje o meio econó-
mico da Sertã tem tendências a
modificações futuras em sentido.
contrário ao que se notava há vin-
te anos, não serve isso de argu-
mento pois com vista ao futuro foi
essa a razão ou uma das razões
gue nos levaram a bramir uma
ideia que hoje inteiramente se jus-
tifica. Se há vinte anos na Sertã
não existiam os grandes latifún- |
dios onde empregar a actividade
dos intelectuais agrários saidos
duma escola do género agricola,
foi uma das razões porque o rura-
lismo de sempre nos não impres-
sionou para optarmos pela ideia
do Ensino Técnico Profissional
mais capaz de mudar a feição da
modas vivendi dos filhos do conce-
lho da Sertã no mesmo tempo que
qualquer outro.
Os tempos que seguem não são
para meias palavras e justifica-se
a nossa discordância ao notar no
plano de urbanização o local para
uma Escola Agricola quando nos
parece que a ideia é infeliz e tan-
to mais ainda por não ter sido con-
sultada a opinião pública da Ser-
tã e do seu concelho, únicas pes-
soas a quem o caso interessa por
estar relacionado com a educação
de seus filhos.
Dá-nos a impressão, perante os
factos presentes, que o agrário do
nosso meio tem interesses na emi-
gração em massa dos filhos da
Pátria de Celinda. Falames assim
porque sabemos de antemão que
não há na Sertã possibilidades de
empregar os regentes saídos de tal
Escola Agricola; os naturais do
concelho ida Sertã têm que infali-
velmente sair das suas terras em
proeura de outras onde a sua pro-
fissão seja requerida, o que não .
ba
Cantiga de Maio
Perante a vossa indiferença
tranzindo-me estou de Trio;
ai, duras neves de inverno,
quem vos dera um sol de estio! .
“Voltas
Foi-se o inverno a outras terras
e com ele, Senhora, as neves;
trouxe Maio os dias leves
em que, dos campos às serras,
verdejam leiras e alqueves.
Buscam as aves a densa
rama do bosque sombrio,
lugindo ao calor bravio;
só eu, da vossa indiierença,
me estoa tranzindo de frio. ‘
Vêm em bando as raparigas
enieitar as casas delas |
com giestas amarelas,
enchendo o ar de cantigas;
€ vós, comigo em querelas
negais-me o afecto e o conselho. |
Perante O desprezo vosso,
que p |
lazer contra um Maio moço?
1948, Maio É
Cardoso Martha
PERMLTAR os produtos so-
brantes, trocar o que nos falta por
aquilo que falta ao próximo. eis a
função do comércio. Se o acto de
produzir é o radical ou primordial
em crematística, o de distribuir os
objectos produzidos em razão das
necessidades, individuais dentro
de um povo, colectivas de nação
para nação, sendo secundário em
categoria, não é menos grave em
importância prática. à
Só o comércio permite que a
produção se alargue. Sem troca,
não se amplifica a área do consu-
mo, Quem produz apenas aquilo
de que necessita, produz pouco e
“não enriquece. E, se um homem
ou um povo nada vende ao próxi-
mo, nada poderá haver dele nessas
espécies de que o lugar onde vive
for desprovido, Os desejos cir-
cunscrevem-se,a produção limila-.
se, a sociedade não se desenvolve,
Agui abunda o cobre, além o
(Conclai na 4.º pág)
sucederia se obtivessem convenien-
te preparação numa Escola de En-
sino Técnico Profissional.
Lisboa, 14/2/951.
Adélio Campino
Na
“acta desta reunião na parte respei-
“nião, extraordinária re m 30:
O Anteplano de Urbanização
da Vila da Sertã
fol, em princípio, aprovado por unanimidade, pala Gâmara Muuigipal —
em sua reunião ordinária de 20 do corrente, muito embos
Ia, Só por maioria, sujeito a possíveis alterações, am faca
das reclamações apresentadas. | |
reunião ordinária de 20 do
corrente, pelo presidente foi,
de novo, apresentado à Câmara, pa
ra discussão, votação e aprovação, o
anteplano de arbanização da Vila da
Sertã, declarando, desde já, ser sua
opinião aprová-lo, sendo possível nas
À segaintes condições: apreciação, de
quem tenha competência para o fam
zer, das reclamações apresentadas,
algumas das quais lhe parecem aten-
díveis; envio às Instâncias Saperioa
res do anteplano, este a título devom
lativo, acompanhado de cópias da
carta do arquiteeto autor do mesmo,
das reelamações apresentadas, da
tante a este assunto e da acta da
Relerindo-se a este assunto, o
vereador Lúcio Edmundo
disse que em seu entender e, livre de
qualquer coacção, aprova o antepla=
no, mas em virtude de algumas sa-
gestões posteriores, que tem por cer=
to atendíveis, deve a Câmara enten-
der-se com o arquitecto autor do prom
jecto, que como técnico a guiará nas
modilicações a fazer e, em caso de
divergência—e só neste caso—a Câ-
mara procurará um técnico para em
conjunto resolver o que achar con«
rveniente.
Seguidamente foi, pelo vereador
Lopes Manso, lido e apresentado o
seguinte documento:
«Aprovo O anteplano condicionam
do à seguinte declaração de voto:
Na reanião conjunta da Câmara
e Conselho Manicipal realizada no
passado dia 30 de Janeiro áltimo,
ficou clâramente definido que no an-
teplano há modilicações a fazer, pois
não foi talvez só por defesa de inteu
resses particulares ameaçados que
surgiram reclamações dentro do pra»
zo que à anterior vereação marcou,
certamente levada pelo desejo de em
assunto tão melindroso querer a ton
dos dar ocasião de se manifestarem.
Poderiam tê-lo feito antes, os reclam
mantes, mas para muitos, sem cos
nhecimentos técnicos ans, oatros por
não esperarem ver implantadas nas
suas propriedades certas constrações
por julgarem inadequado o local pa-
ra às mesmas, a verdade é que só
à vista do. anteplano se lhes paten=
tcoa a realidade e daí as reelamas
ções. Não há dúvida que no ante
plano há coisas que não estão certas:
O arquitecto, seu autor, o dá a en-
tender na carta que à Câmara dirin
giu com a devolução das reclama-
ções, e o próprio Presidente que na
| Altura estava à testa do Manicípio e
por essa razão não podia deixar de
Graça
ser dm dos seus orientadores, em
námeros sucessivos do jortial local
<A Comarca da Sertã ao mesmo.
tempo que pugna pela aprovação
imediata do anteplano, deixa enten-
“der sem ambages que há nele pontos
a corrigir, indo até à declaração de
que esses pontos podem verilicarase
até em prédios de não reclamantes,
Tado isto, como atrás digo, mostra
clãramente que há cousas no antes
plano que devem ser modificadas é
daí a necessidade, em mea entender,
de lhes dar remédio enquanto é tema
po, fazendo-se, antes da aprovação
das Instâncias Superiores, am estudo
conseiencioso e desapaixonado, das
reclamações apresentadas, por quem
“tenha competência técnica para q
fazer: Com este mea voto não pres
tendo protelar a aprovação delinitiva
do plano de urbanização para a vila
da Sertã, que desejo, como todos os
sertaginenses, ver ciectivado o mais
depressa possível, sem necessidade
de se recorrer a doestos é insinaau
ções como fora da Câmara já se esa
tá fazendo, com grave detrimento da
“paz e boa harmonia que nos áltimos
50 anos, pelo menos, vinha reinando
entre os habitantes da Sertã; antes
deve proceder-se com a eircanspec=
ção e espírito de aquidade e jastiça
que requerem casos como este. Por
todo O exposto o meu voto é condi
cionado à apreciação de quem tenha
competência técnica para o fazer,
das reclamações apresentadas, algu»
mas das quais me parecem atendíveis.
Proponho ainda que com o ante-
plano a enviar às Instâncias Sapes
riores, se enviem também: 1.º Cópla –
da carta do Arquitecto a que fiz re
ferência; 2.º As reelamações apre
sentadas desde que começou à elas
boração do anteplano; 3.º Cópia da
(Conclusão na 4.º pág.)
Dar sanguê dar vida!
Escreve-nos o sr. Armando Goncçals
ves à apresentar os seus agradeci=
mentos pela notícia que publicámos
relativa à saã 100º transiusão de
sangue, em 26 de Janeiro, para os
feridos do desastre da linha do Esto
ril. Em prol dos doentes, o sr: Gone
galves deu até hoje nada menos de
35 litros de sangue, facto que deve
ser registado como demonstrativo da
mais rasgada generosidade em prol
do semelhante. Nada tem que nos
agradeecr o grande beneniérito a
justa referência aos seas actos ha«
manitáfios. Deus conserve por lare
gos anos a saa vida para bem de
muitos doentes, São estes os nossos
Sineeros votos,
A Comarca da Sertã
Qsaianmadião
ESSES aj Egon > Sa
gs
serasa —
Reunião de 16 de Janeiro,
Compareceram o presidente dr. Antó-
nio Peixoto Corrêa e os vereadores Antó-
nio Alves-Lopes Manso, António da Silva
Lourenço, António Coelho Guimarães e Lá-
“cio Edmundo Graça.
— Presente um ofício da projessura da
escola do Pampilhal, informando que aque
“Ja escola tem uma frequência supericr a
A
70 alunos, pelo que pede à Câmara para
tomar à responsabilidade pela renda duma
“ gala, podendo assim fancionar oatra esco»
la para melhor aproveitamento dos alanos.
Comunica também que o dono da casa pe»
de a renda de 30800 mensais e que 0 mobi
liário tenciona arranjá-lo naquela loeali-
dade, estando o delegado escolar disposto
a conseguir outra proitessora para aquele
lagar desde que a Câmara se responsabilin
za pela renda. Deliberado comanicar aquem
la professora que em primeiro lugar se
torna necessário consegair o desdobramen-
to e que só depois puderá estudar O assunto.
–Qutro da J. F. vo Troviscal, comani»
cando que a professora da escola da sede
daquela freguesia lhe oficiou a pedir o re-
paração urgente do telhado e janelas da
escola masculina, pelo que aquele Corpo
Administrativo foi pessoalmente verificar o
estado do edifício, tendo consiatado que as
crianças não podem ocupar uma grande ‘
parte da dita escola, muito especialmente
nos dias de chuva, pelo que pede sejam to-
madas urgentes providências. Deliberado
que O funcionário zelador se desloque ao
tocal afim de informar acerca das obras
a fazer e apresentar o competente orça-
O.
do do engenheiro adjanto da Di-
recção dos Edifícios Nacionais do Centro,
informando que por despucheo de 30 do mês
findo foi autorizada a prorrogação, por
mais dez meses, do prazo concedido para
as obras de reperação do edilício escolar
de Santo António, desta Vila, convindo, po=
Yém, que não seja excedido O prazo de con
elusão agorafixado. Tomado conhecimento.
— Presente, de novo, o ofício do Centro
“de Assistência Social de Cernache do Bon«
jardim, já apresentado em reunião de 2 do
corrente, no qual é solicitada autorização
para iazer provisoriamente uma instalação
eléctrica para alimentação de diversos
aparelhos de electro-mediciua oierecidos
aquele estabelecimento assistencial, e ain
do para que a energia lhe seja fornecida
por uma tarita especial, atendendo ao tim
– à que se destina. Deliberado autorizar a
instalação pravisória e fornecer a energia
com 30º/ de abatimento, por este estabe-
lecimento se enquadrar no número daquen
jes pera que as condições de venda aprova»
das prevêm o citado desconto.
— Foi nôvamente presente o ofício do
“engenheiro chete da Repartição de Esta- |
dos de Urbanização, no qual são solicitados
os pareceres da Câmara e do Conselho Ma-
micipal acerca do anteplano de urbanização
desta Vila, aG qua! se encontrava apensa a
carta do autor do projecto, arqaitecto An=
tónio Neves (que já publicámos). Tomado
conhecimento e depois de terem sido dis-
cutidas algumas opiniões acerca da locali-
zação do campo de jugos e do quartel dos
Bombeiros Voluntários, apresentadas pelo
vereador Lopes Manso, com as quais con»
cordaram os restantes componentes da Câ-
mara, foi deliberado convocar uma reanião
extraordinária (o que oportunamente Íize-
mos largo reterência).
* —Presente uma carta da Companhia
Eléctrica das Beiras, da Lousã, que em res»
pesta no ofício dé 4 do corrente, informa
não ter conhecimento das irregularidades
a que faz referência a consumidora Com»
panhia de Viação de Sernache, em qualquer
outro ponto da rede de alta tensão, pelo
que é de presumir que as deliciências se-
jom provenientes das instalações da Câmar
ra desde o posto de transiormação até à
casa do reierido cliente. Deliberado trans
erêver esta carta ao aludido consumidor.
—Qutra de Júlio Martins, residente em
Lisboa, que em sea nome pessoal e no dos
habitantes da Foz da dertã pede o apoio
da Câmara no sentido de a empresa Hidro»
Eléctrica do Zêzere mandar proceder a
determinadas obras nv caminho de acesso
àquele lugar, o qual tem, segundo informa,
“deliciências que o inatilizam, indicando
aquilo que acha dever ser jeito no mesmo.
Deliberado que esto carta seja transcrita
e enviada à empresa.
—Qutro da Hidro-Eléctrica do Zêzere,
já presente à reunião de Zz do corrente.
Deliberado agaardar a representação dos
povos interessados no caminho de que é
pedida à recepção.
í j irn pagam-se,
Às sangrias do pinheiro PAstmeds:
mente, a 7 escudos em Oliveira do
Conde. O negócio da resina tem anin
mado por toda a parte e, sob este
aspecto, a nossa região é das mais
favorecidas, não só pela quantidade
como pela qualidade da resina,
Câmara Municipal da Serta
Amigos da vila efroguesia da Pa-
drógão Paqueuo: A Vila e a iregue-
“Ur sia de Pedrógão
Pequeno podem considerar-se das
mais felizes da nossa região pelo va-
loroso grupo de amigos que nelas
nasceram e nunca as esquecem em
todos os momentos que se exige al-
gum amparo; mas fora dessas opor-
tanidades, também o auxílio aparece
expontânco, generoso, dado com aque-
la alegria natural de quem sente ín-
tima satisfação em praticar o bem
sem ostentações, elogios e homena- –
gens. Neste caso, à dádiva tem o
décaplo do valor.
Queremos hoje relerir=nos—bas
seados numa simples conversa havin
da com um amigo nosso da iregue-
“sia de Pedrógão-—a dois desses gran»
des amigos da sua terra:
O sr. Manuel Ramos, que fez
chegar às mãos do rev.º Serafim dos
Santos Serra, prior da Ireguesia, o
avaltado donativo de 5008400 e foram
distribaidos pelos pobrezinhos no
Natal e Ano Novo. Registe-se que
este foi mais um dos muitos actos de
benemerência do sr. Ramos pelos
desprotegidos da sorte da saa terra,
devendo, também, notar-se que, para
todos os melhoramentos de valto €
importância de Pedrogão, o ilastre
benemérito acode sempre com apre-
ciáveis donativos.
E já agora queremos recordar,
de novo, o carinho que lhe merecem
todas as iniciativas de caridade da
“«Comarca”, revelando, essim, à nos-
sa gratidão.
O sr. Manacl Martins, que tem
sido incansável protector da Fiiar=
mónica de Pedrógão, porque sabe,
muito bem, o valor que am tal agra-
pamento representa para qualquer –
terra, não só como meio de caliara
e disciplina mas também como car-
taz de propaganda; isto, a par de
maitos outros actos de rasgada Ii-
lantropia.
“ Vivem ambos em Lisboa. Pode
“alguém argumentar que am é oatro
possacm fortana; será esse am mo
tivo da generosidade demonstrada,
mas não é o único: o dinheiro é imn
pelido para a prática do Bem sim»
plesmente porque o coração se sente
desvanecido com cla!
muita gente rica que não é capaz de
dar uns cobres a quem lhe implora
uma esmola para matar a fome!
Bem hajam os srs. Ramos e Mar=
tins e que vivam muitos anos, com
saúde e alegria, para prestígio da
sua terra c auxílio aos desafortam
nados.
| foi oferecida à
Uma linda Capelo eta matriz do
Sertã por iniciativa duma comissão,
a qual ainda não obteve toda a im-
portância necessária do custo, que
monta à 5.868800, apesar de já se ter
dirigido a diversos católicos Sertas
nenses.
E tapecaria maito grande e formo-
síssima, de cor vermelha, que cobrirá
. OS degraus do altar-mor e u corredor
central que se lhe segae nos dias das
cerimónias mais Testivas e solenes e
foi confeccionada pela Fábrica de Ta-
peçarias Sultão, da R. Sociedade Far-
macêutica, 37m2.º, em Lisboa, poden-
do afirmar-se, sem favor, ser traba-
lho rico e primoroso que maito hon-
ra aquela Casa.
Todas as pessoas que quiserem
auxiliar a comissão adquirente da-al-
catifa, podem enviar à esta Redacção
os seus donativos, que ela lhos agran-
decerá, depois, directamente.
Electriflcação de vários concelhos
do nosso distrito; Q sr. Governador
ivil conferen=
ciou com o sr. ministro das Financas,
trocando impressões acerca da elec-
trificação de alguns concelhos do nos»
so distrito.
Conhecemos
A Comarca da Sertô
EE = css
e id
Dilicil de contenta
— Porque te não casas?
— Ainda não encontrei mulher em
condições. 7
—És difícil de contentar. Que raio
de condições serão essas ?
— Precisava que fosse rica, bonita
c estúpida.
— JH |
—E que se não for rica e bonita,
não a quero eu a ela; e se não for
estúpida, não me quer ela a mim!
Solução ajuizada
Ela, ao chegar da consulta:
— Sabes ? O médico aconselhoa-me
ares da montanha. Aonde havemos
de ir?
Ele, muito naturalmente:
— Antes de mais nada, a outro mé-
dico, lilha!
O professor: — Vamos lá! Atenm!
ção, meus meninos. Quem não tem:
vista, não pode…
Os petizes em coro:—Ver |
-— (Quem não tem ouvidos, não pode…
—Qavir |
— Quem não tem nariz, não pode… ,
—NRssoar-sel
CRER
A RAIVA: cruicscimen
to da raiva por vários pontos do
País, as autoridades responsáveis
tomaram providências imediatas pa»
ra acelerar a vacinação anti»rábica.
Esse facto verificou-se, como não
podia “deixar de ser, no nosso con-
celho, onde se procedeu às vacinas
dos cães, para cada Iregucsia, em dias
e horas lixos, ananciados com a de-
vida antecedência.
Está tudo muito bem, Mas como
o desconhecimento da lei a ninguém
aproveita e o possível desmazelo de
um ou oatro dono de cães pode tram
zer grand:s inconvenientes e até
desgraças irreparáveis, era agora de
bom aviso apurar se todos os cães,
dentro da idade determinada, foram
vacinados. a = se
Também gostávamos de saber se
os cães que andam por aí a vadiar,
na Vila, deveriam obrigatôriamente
usar açamo! E’ porque considera-
“mos intolerável que eles, com fre-
quência, sc atirem às canelas dos
parceiros e assaltem e mordam as
crianças, como ainda não há maito
sucedea para os lados da Praça da
Repáblica |
Bom é saber que na área da Vila
não devem existir cães de guarda,
visto ser zona policiada.
já apareceram ra
Às andorinhas Sertã e logo princi
plaram com a faina prazenteira da
construção dos ninhos, onde hão-de
nascer os filhitos. Chilreando numa
alvorada de amor, descrevendo fre-
néticos, graciosos e doidejantes voos,
“as endorinhas são bem as mensagei-
ras da paz e da inocência, as anan»=
ciadoras da linda estação da Primaá-
pera! Benvindas sejam!
Com a bonita idade de 103 anos,
feleceu, na Várzea dos Cavaleiros,
no pretérito dia 20, a sr.? Inácia Fam.
rinha, natural do lugar do Oateirinho,
daquela ireguesia c que, ainda, o ano
passado trabalhava no campo e en-
liava à linha na agulha sem auxílio
de óculos. Era mãe de Conceição Fan
rinha, com a qual convivia, e de Joa-
quim e Carlos Alves.
José Ferreira Lima; Vindo de An-
* gola, chegou de
avião, na áltima 2.º feira, a Lisboa,
este nosso estimado amigo, nataral
do Picoto, importanie e conceituado
agricultor em Uige. Maito folgamos
saber que se encontra de saúde e com
“a melhor disposição de permanecer,
entre nós, algans meses, para repou»
“So € em gozo de amas bem merctci-
das férias.
Boa resposta i
Inquérito à fraguesia do Peso, gon-
celho de Vila da Rei; Coso não
: Sarja qual-
quer forte motivo impeditivo, pablim
cá-lo-emos no número próximo. O
Peso é hoje uma das aldeias mais
interessantes da nossa região pelas
magníficas constrações residenciais
que ali levaram a cabo muitos natas
rais, que, em terras de África, quase
todos, trabalharam alincâdainente pm
lo fútaro, sem esqu ecrem, um Só
momento, a terra onde nasccram e
se fizeram homens. A sua energia,
perseverança e amor ao torrão natal
conseguiram transiormar aum povoa-
do hamilde e quiçá insignificante noum
tros tempos numa terra airosa, alem
gre e d: certa prosperidade, um pen
queno e encantador jardim que se
visita com prazer.
E o seu progresso seria rápido
se não fora o eterno calvário da falm
ta de boas vias rodoviárias, que é
como indestrativel algema a prender
não só a ireyuesia do Peso mas tom
do » coneslho de Vila de Rei à uma
época de decadência. Quem consem
gair libertá-lo das férreas algemas,
há-de merecer a gratidão de todo um
povo que trabalha exaustivamente pam
ra viver € mantém a mais fervorosá
dedicação peias instituições que nos
regem.
vai ser cong=
Um estádio municipal 2ei scr cons-
Castelo Branco, estando às obras
orçadas em cerca de 900 contos.
ANUNCIO
(2.º publicação)
Pelo Jaízo de Direito desta comar=
ca, 2.º Secção, correm éditos de trin=
ta dias, contados da seganda e álti=
ma pablicação deste anúncio, notifi-
cando no processo de herança jaeen-
te por falecimento de João António,
solteiro, maior, morador que foi em
“Vila de Rei, os erédores incertos da»
quele falecido, a fim de virem reclas.
mar Os seas eréditos no prazo de dez |
dias, a contar do termo dos éditos.
Sertã, 14 de Fevereiro de 1951
Verifiquei o
O Juiz de Direito, q.e Sabstitato,
Carlos Martins
O Cheie da 2.º Secção de Processos,
Armando António da Silva
Termas de Monfortinho
Aberta de 5 de Março a 10
“de Janho.
Maravilhosos na cura de doen-
ças da pele, Íígado, rins e in-
testinos.
Preiira a Pensão Ibéria
(de 1.º classe). |
ptimas instalações —Servi-
co esmerado.
Transporte privativo—Teli, 17.
J. CUSTÓDIO DOS SANTOS
ADVOGADO
Caixa Postal 342
Luanda — Angola
Propriedade vende-se
A 4 km. de Tomar, janto à
estrada Nacional, composta de
casa de arrecadação, terra de se-
meadara com oliveiras, vinha,
horta com 2 poços (um com en-
genho)e grande área de mato com
pinheiros. . |
Iniorma esta Redacção.
A Comarca da Sertã
MALHADAL —(Prosnça-a-Nova), 20
E” digno de.nota o aspecto ofe-
recido pelo tempo nos últimos dias.
Sente-se frio a todo o instante e o
“sol—o sol!—ora mostra a sua face
quente e encantadora, ora se es-
conde por detrás da «cortina de
ferro».
— Mais uma vez a Comissão de
Melhoramentos (que infelizmente
não exisle nesta terra!) deliberou
dar-se um novo conserto aos ca-
minhos.
— Como é dificil entender um
povo—disse alguém um dia. E ho-
je, o mesmo dirá alguém que cexer-
ceu o seu ministério» no posto es-
colar desta aldeia. E é verdade…
O povo—o eterno incompreendido
—pelo simples facto de uma re-
gente procurar o seu interesse, acein
tando uma comissão, levanta-lhe
um processo eom as mais terríveis
acusações. Talvez ele pense o con-
trário, mas quem sofre é ele-—sim,
o povol…
—Falou-se durante largo tempo
gue andavam lobos na serra—o
que causou bastante susto a algu-
mas pessoas. Até hoje ainda se
não registaram «vitaminas». e
“—A neve-—branca e leve, branca
e fria—tem coberto durante longo
tempo a serra do Moradal. Hoje,
felizmente, já se não divisa uma
única mancha branca.— €.
Foi inaugurado o posto escolar de
Vinha Velha (Gardigos)
As erianças do nácleo escolar de
Vinha Velha (Cardigos), em número
de trinta € sete, devido a estar excem
“dida a lotação das escolas da- sede e
de Casas Ribeiras, não paderam ser
admitidas, O ano passado, pelo que
“muitas delas iam receber instração
a escolas tora do concelho, percor=
rendo, diáriamente, mais de ama de-
zena de quiló netros, o que deu lagar
à várias reclamações das povoações
de Vinha Velha, Azinhale Azinhalete.
A Janta de Fregaesia cessante, res
conhecendo a justiça que assistia aus
reclamantes, mandoa construir um
belo edifício que, com auxílio dos ha-
bitantes daquelas três povoações, li-
con conclaido no carto prazo de no-
venta dias. Agora, nomeada a regen-
te sr? D. Maria Amélia Cardoso Ta-
pares, foi o edifício inaagarado, no
meio do regozijo geral. Depois de bena
zido, pelo rev. Filipe, discarsaram o
sr. Alberto Tavares, presidente da
Janta de Freguesia, que Leve palavras
de reconhecimento pára o chele do
distrito escular de Santarém, co pá-
roco, que fez uma alocação. Foram
levantados «vivas» ao Estado Novo,
Presidentes da Repáblica e do Con»
selho, e governador-Civil.
na Coreia, estão a
Os comunistas, levar tapona de
criar bicho! Para onde diabo se sum
miram essas maitas dezenas de min.
lhares de chineses, que entraram ali
com um rompante que nos deixaram
estarrecidos ao ler os relatos das
agências? Deram todos eles às de
Vila Diogo ?
j in’ Foram providas
Ensino primário: (oram providas
tas de S. Pedro do Esteval e Vale de
Água, concelho de Proença-a-Nova
e de Boafarinha, concelho de Vila de
Rei, respectivamente, as proiessoras
D. Maria Ezequiel Nogaeira Carvan-
lho Castanheira, D. Maria do Rosám
rio de Cristo c Silva e D. Maria Dias
Bclo.
ria
sadia ei E Ea
A Comarca da Sertã prmmemmmem
A Aldeia do Troviscal
permanece num estado de
abandono confrangedor
E desolador, imundo e verdadeira-
mente miserável o estado em que
se encontram as ruas do Troviscal,
sede de uma grande iregaesia pela
sua área e população, a ponto de,
quem nos visita, prolerir esta exclam
mação: —(Como podem vocês aqui
piper?!
Além do aspecto, pode calcular=
se o inconveniente grave que tanta
sujidade representa para a saúde púm
blica, sem excluir a parte baixa e con
mercial, para onde —diga-se em abon
no da verdade —-correm todas as
imandícies! E se o comércio paga
as suas contribaições, mereceria um
pouco de consideração. Ele não pe-
de outra coisa que não seja o asseio
devido nas ruas qu: circundam os
estabelecimentos ou lhes dão aces-
SO…
Foi construido o ramal de estran
da da Craz do Fundão aos arrabal=
des do Troviscal e—não sei porque!
—até hoje não se fez a ligação com
a sede de ireguesia; são apenas ans
590 metros. Esta é a primeira nota
triste e desoladora para quem nos
visita de carro: ter de abandoná-lio
antes de enirar na povoação. Este
“ramal destina-se à fazer a ligação da
sede de iregaesia com as povoações
de Lomba, Troviscaínho, Porto, Carn
valhal, Faval e maitos outros jagan
res até o limite da ireguesia e do
concelho; isto que tantos sacrifícios.
materiais e morais tem castado a
“algans habitantes desta freguesia €
especialmente ao sr. Carlos Joaqum
Matias. do Faval, homem de cabelos
brancos, que tem lutado a vida inteim
ra por essa justíssima aspiração e
que talvez ele nanca consiga ver rean
“lizada!l o
— Quando teremos am posto médi- .
| Co para receber as visita periódicas
dum clínico, recebendo a popila-
ção pobre, gratuitamente, os tratau
mentos de que mais carece, evitando
transtornos e grandes desp-sas quer
com a chamada do médico quer com
a deslocação dos úoentes aos centros
onde poderá encontrar assistência?
Quando teremos ama cantina es-
colar para distribuir ao menos, uma
sSopinha quent: pelas crianças mais
* pobres que irequentam a escola? No
Inverno, sob o rigor do frio e mal
alimentadas, que amor podem elas –
ter pelo estado e, por conseguinte,
que aproveitamento podem atingir?
Tudo isto, afinal, pequenas cotsas,
mas-—-como disse o sr. dr. Abreu de
Lacerda—de grande projeeção polím
tida, económica e social, que enche
de alegria o povo, concretizando-lhe
os sonhos.
A iregaesia do Troviscal bem men
rece toda a protecção dos poderes
públicos pelas sitas invalgares quali=
dades de trabalho e ded cação às ins
titaições; direi–aprove.tando a feliz
expressão «o sr. dr. Abreu de Lan
cerda —qu- ela merece, verdadeira
mente, a concretização dos seas so-
nrhos, isto é, u conversão em rcalim
“dade, porque a construção e conser=
vação dos caminhos, uma fonte, ima
escola, um posto médico e a higiene
são autênticas r.alidades por toda a
parte onde se cuida a valer da felicim
dade dos povos rurais.
Sentímo-=nos abandonados, mas
não nos consideramos esquecidos em
absola:o; temos a cunvieção de que
há-de chegar a oportanidade de se
olhar pela ireguesia do Troviscal com
“a atenção e o carinho que merecé e
de qu étão digna com qualquer das
outras iregaesias do concelho da Serm
tá, tanto mais que ela é rica bastanm
te para justilicar gastos avaliados em
prol da saa economia e da sua higiem
ne; € se à saa economia abrirem nom
vos horizontes, cla saberá compen-
sar, lârgament :, todos os sacrifícios
em dinheiro e esforços, dando mais
alia e rendosa produção, porque pode
vir, lirmemente, a estabelecer conn
corrência nos mercados consa nido-
res, em azeite, resin ., carvão, madei-
ras e lenhas.
“Sobre a electrificação não tenho
ilusões, mas desejaria, contudo, ver .
um dus candieiros oferecidos pela
Câmara colocado no largo da Nogaeim
ra; e ea não me importo de olerecer
o petroleo, em virtude da Janta de
Freguesia dizer que não tem verba
para o adquirir.
Tambem o telefone é de absolata
necessidade, que, por isso m smo,
merece ser tomada na devida consin |
deração por quem o pode fazer.
Troviscal, Janeiro, 1951
SER Virgílio Costa
Emissora Hacional |
Pagamanto ls iecinos alfasados
A Emissora Nacional lembra aos
seas ouvintes, que por qualquer mon
tivo não tenham satisfeito oportana-.
mente o pagamento de recibos da
taxa radiolónica, que estes são enm
viados, lindo o prazo de espera, às
Execuções Fiscais.
Como o número de recibos em
atraso, em débito até ao fim de 1950,
inclasivé é, porém, muito avaltado,
resolvea-se aguardar excepcionalm
mente o seu pagamento volantário,
no Serviço de Taxas da Emissora
Nacional, na Avenida Dr. Sidónio
Pais, até ao dia 10 do próximo niés.
Após esta data, Os recibos seguirão
para as Execuções Fiscais, sem qual-
quer outro aviso aos interessados.
Necrologia
Em Cernache do Bonjardim, fam
leceu, no dia 9 do corrente, a sr.? D,
Libânia da Silva Nunes Fernandes,
de 42 anos, esposa do sr. José Joam
quim Fernandes, proprictário da Pas-
telaria Império e mãe do sr. Mandel
Nanes Fernandes, aos quais apresen-
tamos as nossas sentidas condon
lências.
2 O AT O S 2 Há dias correu
por aí o boato
de que um tresloucado desconhecido
se atirara da ponte da Carvalha à
ribeira com ideias… indiscatível=
mente suicidas |
O repórter pôs-se em campo e
acabo: por apurar que tudo quanto
se dissera não passava de uma gran=
de peta, destinada a entreter os neam
rópatas e os apreciadores… das ce
nas tétricas!
O facto, realmente, não tinha exm
plicação… porque a ágaa da ribeira
é agora muito fria!
Tomaram=se
Os poços fatídicos: Rencainas
medidas rigorosas para obrigar os
proprietários dos poços, em terrenos
não vedados, a tapá-los, sobretudo,
depois que apontámos aquele desas-
tre em que perderam a vida dois pos
bres rapazes da Herdade ? Nada nos
consta a esse respeito! Naturalmen-
te, espera-se que cada quel tenha o
maior cuidado consigo para evitar
cair nas sinistras ratoeiras! Mas se
tiver esse azar e morrer… cáica a
lamília para lhe rezar por alma!
Que, alinal, vendo bem, a maior
partie das leis € regulamentos foram
– leitos para se não camprir…
fintenlana
de Urbanização;
ira As ra Dj A 6 mt
Uma pessoa dá
Serta, falando
“connosco acer:
ca da delibe-
ração tomada pela Câmara no dia
20 do corrente, disse- nos: «Afinal,
para apresentar tal decisão, não era
preciso es, «rar tentos dias, com q
pretexto du conveniência de fazer
um estudo às sugestões expostas
na reunião de 30 de Janeiro por
membros da Câmara e do Conse-
lho Municipal. A decisão, à base
des reclamações, não tem razão de
ser, não se justifica. O que se jus-
tificava era que a Câmara fizesse
um estudo minucioso ao antepla-
no, socorrendo-se do auxílio do
próprio arquitecto ou dum enge-
nheiro da Direcção dos Serviços
de Urbanização e procurasse cor-
rigir certos senões, um dos quais
— parece-me, como a muito boa
gente-foi o de atirar a cadeia da
comarca para Entreras-A’guas, lá
para cascos de rolha, guancio na-
turalmente estava indicado para
evitar especiáculos indesejáveis e
por vezes degra:antes com o vai-
vem de presos e até para comodi-
dade dos magistrados e da autori-
dade administrativa—que elaficas-
se o mais próximo possível dos
Paços do Concelho, ainda que não
Junto do edifício. E este é um ca
so… além dalguns outros que, pos-
sivelmente, haverá. Quanto ds re-
clamações, bastaria enviá-las à
Repartição competente para que
nelas visse o que mereceria ser
atendiível».
O que expomeos é uma opinião
como qualquer outra e sobre a qual
— agora, pelo menos—, não quere-
mos emitir parecer,
O atropslamento duma mulherzi-
nha nos Falelros; Foi devido à no»
tícia que, sob o
títalo «Desastres», pablicámos no n.º
754, em 15 do corrente, em que se
dava conta do apropelamento, nos
Faleiros, freguesia do Cabeçado, de
Felizarda da Conceição, de 70 anos,
padeira, salientando-se que a vítima
soirera fractara duma perna, que O
sr. Sérgio dos Santos, comerciante de
peles de abafo, com estabelecimento .
na Avenida Almirante Reis, 98 B, na
capital, proprietário e condator do
automóvel que provocoa o acidente,
sodbe que o caso estava alecto ao por
der judicial desta comarca; logo após,
dirigia-se para a Sertã a fim de pres-
tar os devidos esclarecimentos às adm
toridades judiciais, clucidandomas de
que nanca tentoa lugir e, tanto assim,
que meitra à sinisirada no carro é
à condazira a Cernache do Bunjara
dim para Inc serem prestados Os dem
vidos socorros, acrescentando que
não tivera a percepção de que a ma-
lherzinha ficara com uma perna par=
tida. Pela informação que nos pres-
táram, é, de facto, verdade que o sr.
Santos não abandonou a vítimãá e
procaroa que lie fossem ministrados
os socorros médicos precisos.
O relatório o contas da gerência
da Lâmara Municipal de 1951,
que o Conselho Manicipal aprovoa
em sessão de 15 do corrente, comes
çara a ser publicado no proximo nú-
mero e não o é apenas nam ánico
por virtude de ser demasiadamente
extenso. Comporta mapas clucidati-
vos € comparativos das contas dos
dois últimos anos, mostrando que a
Sitaação das finanças manicipais tem
ve Ima melhoria sensível no decor
rer da última gerência.
O número passado
dalu com atraso por Odo ds fal=
ta de pesssoal na oficina, em conse»
quência da gripe. Do facto, pedimos
desculpa aos nossos estimados ASSies
nantes.
A Comarca da Sertã
a
Urbanização
(Conclusão da 1.º pág.)
neta desta sessão na parte respeitan-
te ao anteplano em discussão; 4.º
“Cóvia da actã anterior no que res-
peita à reanião conjunta da Câmara
e Conselho Manicipal.
Câmara Manicipal do concelho
da Sertã.
Sertã, 20 de Fevereiro de 1951.
O vereador, é
a) António Alves Lopes Manso».
Este versador, completando a saa |
declaração de voto, eselarecea que
as duas sugestões por ele apresentam
das em reanião ordinária da Câman
ra Manicipal de tó de Janeiro findo,
€ com as quais concordaram os res=
tantes membros da Câmara, são: a
localização do Quartel dos Bombei-
ros Volantários, não no local onde
está indicado no anteplano de urban
nização, mas sim no ângalo entre a
estrada nacional n.º 258 c a rua do
Soalheiro; c mudança do campo de
jogos do local onde está previsto para
a parte da Abegoaria, por detrás da
fábrica de serração.
Depois usou da palavra o vercam
dor Guimarães, que ditou para a
acta: Que aprova o anteplano de ar-
banização por nele reeonhecer ama
vantagem grande para ama terra que
está ansiosa de progresso. Apros
va-o ainda porque está convencido
que âmanhã, quando as reclamações
“e, melhor ainda, OS Scertanenses ve-.
rificarem que este anteplano só traz
benefícios para a Sertã e consequen-
temente para o seu concelho, verão
melhor do que agora que as suas
hesitações- não tinham razão de ser
porque será aos vindouros a quem
poderão recordar o que era a Sertã
“antes e o que será depois quando as
suas obras forem ordenadas e coor-
denadas no sentido do seu desenvol-
vimento colectivo.
De seguida falou o vereador An-
tônio da Silva Lourenço que disse
aprovar o anteplano de eontormidas
de com as sagestões apresentadas
pelos presidente e vereador Lopes
Manso.
Finalmente,o presidente declarou
eprovar o anteplano nas condições
que expôs quando o submetea à von
tação.
Do exposto se conclui que o an=
teplano foi, em princípio, aprovado
por unanimidade, muito embora, só
por maioria, sujeito a possíveis alte-
rações, em face das reclamações
apresentadas, devendo, para tal, ser
remetido à Repartição competente
com os documentos à que se refex
riram o presidente e o vereador Lon
pes Manso.
O Conselho Manicipal reunirá
brevemente para conhecer a decisão
da Câmara e emitir o seu parecer,
sendo ambos, depois, enviados à Re-
partição de Estudos de Urbanização.
e Depois de alguns
o, Tempo: dias de sol prazen»
teiro e caricioso e de apreciável amen
nidade, voltou à chuva e baixoa de
hovo a temperatura; o frio, porém,
não apresenta a mesma intensidade.
Notamse que as terras de caltura es
tão abeberadas, fartíssimas de água,
o que já há muitos Invernos não sum
cedia.
Espera=se, por isso, um excelente
ano agrícola.
Tintas para canetas de tin-
ta permanente
Skrip,Quink,Parker 51, Parker Quink
Cisne Real, Carter’s, Sanford’s e Nym-
pha, azul fixo € azul escuro. Ven-
dem-sc na Grálica Celinda, Ld.*
O Anteplano de
Congresso das filarmônicas
das Beiras por ocasião da Fo-
maria da Senhora das Preces
Promovido pela Direcção da Fim
larmónica da freguesia de Aldeia das
Dez, deverá realizar-se um Congres-
-so das filarmónicas desta região bcei-
roa, por ocasião da grande romaria
da Senhora das Preces, a 13 de Maio.
Esta louvável iniciativa não pode
deixar de merecer o nosso inteiro
aplauso e incondicional apoio, pois
muito contribuirá para o progresso
cultural das lilarmónicas da região,
A ideia uma vez lançada, está a
entusiasmar os povos da Beira e por
isso o Santaário da Senhora das
Preces, este ano, será pequeno para
– os maitos milhares de romeiros que
virão assistir ansiosamente a am es»
pectáculo até agora nunca reakizado.
O Congresso tem a seguinte fin
nalidade:
14.º— Aproximar mais a amizade
€ camaradagem entre todas as filar-
mónicas;
2.º-Criar maior prestígio a tom
dos os filarmónicos para assim as
filarmónicas terem melhor execução;
“3.º-—Haver melhor conhecimento
público das filarmónicas existentes;
4.º—Assistirem todas as filarmó-
nicas à uma missa campal € depois
disso, tocarem todas, em conjunto
numa parada, uma marcha para a
qual a filarmónica de Aldeia das Dez
iornecerá a competente partitara;
5.º—Na parte da tarde todas as
llarmónicas darão o seu concerto,
alternadamente em coretos que se-
rão constraídos;
6.º—-Tornar mais conhecido atram
vés deste Congresso, o Santuário
mais importante do nosso País, si=
tuado nas abas da Serra da Estrela
ec nam dos melhores lagares de Tam.
rismo.
As filarmónicas convidadas a tom
mar parte neste Congresso são as
seguintes: Sertã, Avô, Vila Cova de
Alva, Barril de Alva, Coja, Arganil,
Gois, Loriga, Ervedal da Beira, S.
Gião, Cebola, Pampilhosa da Serra,
Miranda do Corvo, Carragozela, Seia,
Torrozelo, Vila Nova de Poiares,
Tondela, Lousã, S. João de Areias,
Penacova, Pinheiro de Ázere, Eira»
da, Santa Comba Dão e Arcozelo de
Gouveia. Umas 24. Algumas filar-
mónicas já respondcram ao convite
que lhes foi feito, enviando à Diree-
ção da filarmôónica de Aldeia das
Dez as mais entasiásticas felicitações
e dando o seu apoio a tão feliz inim
ciativa.
A «Comarca da Sertã» tem-se rem
ferido largamente ao assunto assim
como a Emissora Nacional que tem
ve palavras de maior e mais iranco
elogio.
AVANTE, pois, pelo progresso.
das filarmónicas da região e pelo
engrandecimento do mais belo San-
tuário das Beiras.
Ea
Do sr. director da Filarmónica
«Fidelidade», de Aldeia das Dez, rem
cebemos a seguinte carta:
«Sr. director d’«A Comarca da
Sertã»—Por intermédio d’«A Comar-,
ca de Arganil» recebi um exemplar
do v/ jornal de 15 de Dezembro p. p.,
no qual li com agrado o interesse
que nos mostra pela nossa iniciativa,
da formação do «Congresso das Fi-
larmónicas das Beiras», a realizar
em 13 de maio próximo. Convidá-
mos também essa Filarmónica; é
pena que lhe fique tão longe, pois te-
mos o máximo interesse em fazer-
mos a melhor camaradagem, possf-
pvelmentce, todas as nossas congéneres. .
q
A Direcção da vossa Filarmónica
“que abra uma subscrição, que nós
também nos associaremos a ela. E’
também assunto a apresentar no
Congresso: o auxílio a prestar a
qualquer Filarmónica por todas elas
quando Se prove que se carece desse
auxílio. Nós também temos tido os
nossos grecalços, mas com boa von»
tade tudo fazemos. Se aí houver
quem tome a responsabilidade pelo
pagamento do instrumental e lardam
mento, a Direcção desta Filarmónica
indica-pos duas Casas, ama que ven-
de e reporá o instramental é outra
que fornece a fazenda para fazer o
fardamento e os competentes bonés,
com um prazo de pagamento de 8 a-
10 meses. O alfaiate é que tem de
ser pago imediatamente; é um artis-
ta em fardâmento, pois toi ele quem
nos fez o nosso, que é um dos me-
lhores de qualquer das nossas cons
géneres; é todo em gabardine cin=
zenta, incluindo os bonés.
Temos o maior prazer em lhes
prestarmos em tudo que esteja ao
nosso alcance,
Agradecemos que transmita à
Direcção dessa Filarmónica as nos=
“sas instruções e os nossos campri-
mentos de boa amizade. Agradecim
dos ficamos a V. com estima e con»
sidcração.
A bem do Congresso € das nossas
Filarmónicas. — O director, Alfredo
Duarte».
Marco Postals +.
tónio da Costa—Bumba—Congo Belm
ga: Escreve-nos o sr. Manuel João
dos Santos, a quem já respondemos,
comunicando que recebeu uma in-
“formação do Amigo dizendo que há
dois meses que não recebe o jornal.
Verificamos que a expedição tem sim
do sempre feita regalarmente e, por
conseguinte, a falta deverá ser atrim
buida aos correios daí, onde, como
nas restantes colónias e até nalgans
países estrangeiros, não fanciona
com o zelo e a celeridade que seriam:
de esperar, o que se confirma pelas
muitas reclamações que recebemos.
Deverá, pois, o Amigo averiguar,
junto da estação da sua área, o mon
tivo da falta, comunicando-nos opor
tunamente que números não chegam
ram à sua mão para vermos se há
possibilidade de remeter outros em
substituição. Desejamos-lhe saúde e
sorte € aqgai nos tem sempre ao sea
inteiro dispor.
Acórdão da Procuradoria Geral
fla República
O «Diário do Governo» pabli=
cou um extenso acórdão da Pro-
curadoria Geral da República, o qual
termina pelas seguintes conclusões
votadas no seu Conselho Consaltivo:
a)—Os valores dos bens imóveis
descritos em inventário são os que .
resultem da matriz predial respecti-
va, devidamente corrigidos, segundo
os factores indicados nas leis em vi-
gor;
– 6)—A sisa será sempre liquidada
atendendo=se aos valores matriciais
corrigidos, seja qual for a alteração
que os mesmos valores tenham so-
frido;
c)—-Não é lícito proceder, à quan
do da elaboração do mapa de parti-
lha às operações necessárias para
indicação dos quantitativos pelos
quais deve ser liquidada a sisa por
excesso em imobiliários.
tranhos.
e sr
(Conclusão da 1.º pág.)
estanho: a metalurgia de cada lu-
gar, restringida pela eficácia limi=
tada de cada um desses metais, ex-
pandir-se-á quando as sobras se
trocarem, acrescendo a isso que da
troca nascerá um metal novo, uma
liga: o bronze.
O comércio, na sua forma ele-
mentar e primordial da troca, for-
ma donde nascem todas as suces-
sivas, é pois fecundo por dois mo-
dos: nivelando a distribuição dos
produtos de um modo que corrige
a natureza, à maneira do que o
engenheiro faz com as terras de
uma trincheira quando as aplica
para formar um aterro, dá também
lugar a combinações que não exis-
tiriam se aos produtos naturais de
um lugar se não juntassem os es-
Estabelecido artificial-
mente, ou por indústria humana, e
nivelamento dos produtos, dá-se
como que uma cheia: as ondas da
riqueza sobem, Satisfeitos os de-
sejos primários com o que a terra
deu, satisfazem-se novos desejos
coni o que vem de terras estranhas,
em troca de produtos que vão lá
fora desempenhar um papel idên-
tigo.
* Por isso o comércio surge com
as alvoradas da civilização; por
isso não se concebe sociedade sem
comércio entre indivíduos, nem
progresso sem eomércio entre so-
ciedades. A” própria palavra se dá
um valor genérico, absolutamente
exacto: chama-se comércio a toda
a espécie de relações. O comércio
das ideias, dos sentimentos, dos
afectos e dos Ódios, é exactamente
como o dos produtos.
Ora se, sem relações, contacto
e penetração entre homens e entre
povos, não hú sociedade nem civi-
lizução, esses actos que se referem
a espécies morais e jurídicas não
| podem deixar de referir-se tam-
bém à espécie crematistica corres-
pondente. Comércio, pode ser pois
também uma definição da socie-
dade.
Oliveira Martins
oUbscrição a favor da
Filarmónica União Sertaginense
para a compra de instrumantal q
fardamento de pano azul
Transporte, 12.188%40.
Do Sr. David Nunes Herdade, da
S.º dos Remédios, entregue pelo Ex»?
Sr. Farinha Tavares, do Pinhal,
200800; do Sr. José Ferreira Júnior,
de Sertã—produto de seus honorám
rios nama acção civel, 100800; do Sr.
Silva, da Valada-Sertã, entregue pelo
Ex.Ӽ Sr. Carlos dos Santos, de Ser
tá, 100800.
A Transportar, 12.588$40,
NOTA — Nos sabsídios acima
mencionados, estão incluídas alga-
mas olertas de dívidas—-para receber
—tendo dadu entreda até hoje no
coire da Sociedade, apenas 8.738$40,
que já se atham bem reduzidos por
pagamentos efectuados, num total de
5.650900.
Sertã, 20-2-951.
A Direcção
Não pregues O cão ao jornal da
| Lembra-te que é insano
tua terra * O trabalho de quem q di=
rige e que maitas e certas são as des«
pesas para o manter! Respeita o ese
forço alheio para que os outros rege |
peitem o teul




